segunda-feira, junho 29, 2026

Agro

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Sabia que o arroz também é usado na construção civil e em cosméticos?



O arroz faz parte da história humana há milheres de anos. Hoje em dia, estudos indicam que ele já era cultivado por volta do volta do ano 3.000 a.C., tendo como origem o sudeste da Ásia. No Brasil, o cereal chegou em meados do século 16, quando os colonizadores portugueses o trouxeram.

De acordo com a Organização Mundial de Alimentação e Agricultura (FAO) o cereal está presente na mesa de 60% da população mundial. Por aqui, o consumo por pessoa é de 34 quilos ao ano, conforme estimativas da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

Contudo, além de estar em cima – ou embaixo – do feijão no almoço e jantar de cada dia, ele também é um importante insumo em setores que não têm relação com a alimentação.

“A casca do arroz é rica em energia e, após a queima, torna-se matéria-prima para a produção de cimento, isolantes, tintas e outros materiais da construção civil”, conta o CEO da Naval Fertilizantes, Luís Schiavo.

Além disso, com a fibra do arroz, é possível fabricar utensílios com apelo sustentável, como copos, talheres e tigelas, que são biodegradáveis, antibacterianos e sem odor.

Já na indústria de cosméticos, o arroz tipo jasmim é usado como matéria-prima para esfoliantes corporais por possuir propriedades ideais para a remoção de células mortas, além de clarear e iluminar a pele e absorver a oleosidade excessiva.

O arroz também é um aliado no cuidado capilar, já que repõe a barreira lipídica dos fios, o que favorece a durabilidade da hidratação, deixando os fios com mais brilho. O sabonete de arroz, por sua vez, é voltado à pele do corpo e do rosto pois tem propriedades hidratantes e adstringentes.

O arroz contém inositol, uma substância que estimula a circulação sanguínea e o rejuvenescimento da pele. Assim, é usado em máscaras faciais para retardar o aparecimento de rugas.

Arroz no Brasil

O arroz é a terceira maior cultura agrícola do mundo. Na safra 2023/24, o arroz tem grande relevância para o Brasil. Na safra 2023/2024, foram colhidas cerca de 10,5 milhões de toneladas do cereal, em uma área de 1.574 milão de hectares, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Quase 90% da produção nacional está concentrada no Rio Grande do Sul, mas também há lavouras em outros estados, como Santa Catarina e Mato Grosso. “O futuro da produção deste grão no país é promissor, com oportunidades em inovação tecnológica, expansão de mercados de exportação e valorização através de certificações e produção diferenciada”, finaliza Schiavo.



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AgroNewsPolítica & Agro

safra de soja cresce 12,2%, mas clima preocupa



SC pode colher 2,91 milhões de toneladas de soja na 1ª safra




Foto: Canva

Santa Catarina registra aumento na área plantada e na produção de soja na safra 2024/2025, segundo o Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, divulgado pelo Observatório Agro Catarinense. O levantamento aponta crescimento de 2,6% na área cultivada, que chegou a 772,5 mil hectares, e um avanço de 9,36% na produtividade média, alcançando 3.771 kg/ha. Com isso, a produção deve crescer 12,2%, chegando a 2,91 milhões de toneladas.

No entanto, as chuvas irregulares em janeiro e fevereiro podem comprometer as lavouras, especialmente na fase de florescimento e enchimento de grãos. O próximo relatório trará atualizações que podem indicar revisão nos números caso as condições climáticas impactem o desenvolvimento das plantações.

A soja segunda safra é cultivada principalmente nas regiões de Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, que respondem por 85% da área total. O plantio ocorre em sucessão a outras culturas, como milho e fumo, e a produtividade inicial estimada é de 2.600 kg/ha, semelhante à safra anterior.

No entanto, o déficit hídrico registrado nos primeiros meses do ano pode afetar negativamente o desenvolvimento das lavouras, levando a possíveis ajustes nas estimativas ao longo da safra.





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USDA mantém estimativa da safra de soja e estoques dos EUA



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de março, mantendo suas estimativas para a safra de soja dos EUA em 2024/25 inalteradas. A previsão é de que a produção atinja 4,366 bilhões de bushels, o equivalente a 118,82 milhões de toneladas, com uma produtividade estimada de 50,7 bushels por acre. Esses números permanecem os mesmos apresentados no relatório de fevereiro.

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Os estoques finais de soja dos Estados Unidos também foram mantidos em 380 milhões de bushels, o equivalente a aproximadamente 10,34 milhões de toneladas, um valor ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetava um carryover de 381 milhões de bushels (ou 10,37 milhões de toneladas). Apesar disso, o USDA reafirmou sua projeção de estoques, sem ajustes no cenário de oferta e demanda.

Quanto ao esmagamento de soja, o USDA não alterou sua previsão, mantendo a estimativa de 2,410 bilhões de bushels para a temporada de 2024/25, o que reflete a estabilidade na demanda doméstica para a produção de óleo e farelo de soja. Da mesma forma, a previsão para as exportações também foi mantida em 1,825 bilhões de bushels, com o USDA sinalizando uma continuidade nas vendas externas do grão, sem modificações nos números do relatório anterior, o que reflete uma confiança na demanda global pela soja dos EUA durante o ano comercial.



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Após três meses de baixa, produção industrial fica estável em janeiro



A produção industrial brasileira apresentou variação nula na passagem de dezembro para janeiro, ou seja, não teve crescimento nem queda. O dado faz parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o setor teve alta de 1,4%, a oitava expansão seguida nesse tipo de comparação. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2,9%.

O resultado de janeiro deixa a indústria brasileira 1,3% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, de fevereiro de 2020. No entanto, a produção industrial brasileira está 15,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em maio de 2011.

O índice de difusão mostra que 68,9% dos 789 produtos pesquisados apresentaram alta na produção na passagem de dezembro para janeiro.

A variação nula de janeiro interrompeu três meses de queda, quando a produção encolheu 1,2%, conforme os dados abaixo:

  • Outubro: -0,2%
  • Novembro: – 0,7%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0%

A última vez em que a produção industrial ficou quatro meses sem crescimento foi em 2015, de setembro a dezembro, acumulando 5,6% de recuo.

Produção industrial por setor

Apesar da variação nula, o gerente da pesquisa, André Macedo, ressalta como positiva a interrupção do movimento de queda e o maior espalhamento dos resultados positivos.

Macedo se refere ao fato de que três das quatro grandes categorias econômicas mostraram avanço na produção:

  • Bens de capital (máquinas e equipamentos): 1,5%
  • Bens intermediários (utilizados para fabricar outros bens ou serviços): -1,4%
  • Bens de consumo duráveis: 4,4%
  • Bens de consumo semiduráveis e não duráveis: 3,1%

Além disso, 18 dos 25 ramos pesquisados ficaram no terreno de expansão. Entre os destaques, as principais contribuições positivas foram:

  • Máquinas e equipamentos (6,9%)
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (3%)
  • Produtos de borracha e de material plástico (3,7%)
  • Artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (9,3%)
  • Farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%)
  • Produtos diversos (10%)
  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,3%)
  • Móveis (6,8%)
  • Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (5%)
  • Alimentícios (0,4%)

De acordo com André Macedo, a produção industrial vêm de comportamento negativo no final de 2024, influenciadas, em grande medida, por férias coletivas neste período.

“Há um movimento de maior dinamismo para a produção de janeiro de 2025 por causa da volta à produção e que elimina a perda registrada em dezembro de 2024”, explica.

Seis segmentos industriais apresentaram queda. Nesse universo, se destaca a atividade de indústrias extrativas (-2,4%), que exerceu o principal impacto em janeiro e interrompeu dois meses seguidos de crescimento na produção.

O gerente do IBGE aponta que a atividade de indústrias extrativas foi influenciada pelo comportamento de seus dois principais itens: petróleo e minérios de ferro.

“Outro ponto importante, que deve ser considerado para explicarmos a queda deste mês, é o fato desse ramo industrial ter mostrado crescimento nos dois últimos meses de 2024. Na atividade de petróleo e gás, observa-se algumas paralisações em plataformas por conta de paradas programadas ou não”, afirma.



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exportações batem recorde em fevereiro com 114 mil toneladas



As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo recorde para o mês de fevereiro, totalizando 114,4 mil toneladas embarcadas. O volume representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 97,8 mil toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo, com um avanço de 32,6%. O faturamento do setor em fevereiro alcançou US$ 272,9 milhões, contra US$ 205,7 milhões registrados no mesmo mês de 2024.

No acumulado do primeiro bimestre, os embarques de carne suína totalizaram 220,4 mil toneladas, um avanço de 11,6% em relação às 197,5 mil toneladas exportadas nos dois primeiros meses do ano passado. No mesmo período, a receita cresceu 26,2%, somando US$ 510,9 milhões.

Filipinas lideram compras de carne suína; México ganha destaque

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em fevereiro, com 23 mil toneladas importadas, um crescimento de 72% na comparação anual. Na sequência, aparecem:

  • China – 19,4 mil toneladas (-26,2%)
  • Hong Kong – 13,4 mil toneladas (+49,8%)
  • Japão – 9 mil toneladas (+61,8%)
  • Chile – 8,3 mil toneladas (-0,2%)
  • Singapura – 6,5 mil toneladas (+3,6%)
  • Argentina – 4,8 mil toneladas (+313,1%)
  • Uruguai – 3,6 mil toneladas (+13,1%)
  • Costa do Marfim – 3,1 mil toneladas (+58,4%)
  • Vietnã – 3 mil toneladas (+64,8%)

O México também ganhou relevância no mercado, com mais de 2 mil toneladas embarcadas. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento se deve à renovação do programa de segurança alimentar mexicano.

“Além dos bons indicadores de demanda das Filipinas, Japão e outras nações da Ásia, África e Américas, projetamos resultados positivos para este ano”, avaliou Santin.

Santa Catarina lidera exportações

Santa Catarina manteve sua posição como o principal estado exportador de carne suína do Brasil, com 61,8 mil toneladas embarcadas em fevereiro (+14,2%). Em seguida, aparecem:

  • Rio Grande do Sul – 23,9 mil toneladas (+13,8%)
  • Paraná – 17,9 mil toneladas (+48,1%)
  • Minas Gerais – 2,3 mil toneladas (+43,9%)
  • Mato Grosso – 2,8 mil toneladas (+21%)

O Brasil se consolida como o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo. Ricardo Santin reforçou que a suinocultura nacional é uma parceira estratégica da indústria na segurança alimentar global.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes são essenciais para garantir segurança alimentar global



Fertilidade do solo é chave para produtividade e meio ambiente


Foto: Divulgação

Com a população mundial caminhando para 10 bilhões de habitantes até 2050, o desafio da segurança alimentar se intensifica. Para suprir a crescente demanda, a produção de alimentos precisará aumentar entre 50% e 70%, alerta Valter Casarin, coordenador geral e científico da iniciativa NPV (Nutrientes para a Vida). No entanto, essa expansão não pode ocorrer à custa de novos desmatamentos.

“A melhor estratégia para garantir alimentos sem comprometer o meio ambiente é o uso eficiente de fertilizantes, que permitem o aumento da produtividade agrícola sem necessidade de expandir áreas cultiváveis”, explica Casarin. Estima-se que os fertilizantes nitrogenados sejam responsáveis por 40% da produção global de alimentos, reforçando sua importância para a agricultura sustentável.

Casarin destaca que a nutrição adequada do solo também desempenha um papel crucial no sequestro de carbono. “Solos pobres em nutrientes limitam a produção agrícola e comprometem a fotossíntese, reduzindo a captação de CO2 da atmosfera. Uma planta bem alimentada cresce mais e ajuda no combate às mudanças climáticas”, afirma.

Além disso, o uso equilibrado de fertilizantes fortalece a estrutura do solo, melhora a retenção de água e nutrientes e reduz a erosão, garantindo rendimentos sustentáveis sem prejuízos ambientais.

Porém, Casarin ressalta a importância de uma avaliação química do solo antes da aplicação dos fertilizantes, ajustando as quantidades conforme a necessidade das culturas. “O uso responsável dos fertilizantes otimiza a produção e preserva o meio ambiente, garantindo um solo saudável para as futuras gerações”, conclui.





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Associações e Corpo de Bombeiros discutem regularização de propriedades rurais



A regularização de propriedades rurais foi tema de discussão entre o 17º Batalhão de Bombeiros Militar e as entidades, Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

A reunião aconteceu em Barreiras, no Oeste da Bahia, na tarde desta segunda-feira (10), com o Comandante dos bombeiros, tenente-coronel BM Cedraz, reuniu-se em Barreiras com representantes das associações de produtores rurais.

A reunião, que contou com a presença de bombeiros da Seção de Segurança Contra Incêndio da unidade, teve como foco o alerta e necessidade da regularização das propriedades rurais de produtores de algodão, agricultores e irrigantes do Oeste do estado junto ao corpo de bombeiros.

Diante das fiscalizações contínuas realizadas pelo 17º BBM, as fazendas serão as próximas edificações a serem verificadas para garantir o cumprimento das normas de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

Durante o encontro, os bombeiros reforçaram a importância da adequação às legislações vigentes e se colocaram à disposição para esclarecer dúvidas e oferecer orientações.

Foram abordadas normas como a Lei Federal nº 13.425/2017, a Lei Estadual nº 12.929/2013 e o Decreto Estadual nº 16.302/2015, que regulamentam as exigências de segurança em edificações e áreas de risco.

Além disso, os participantes discutiram a obtenção do Atestado de Conformidade de Projeto (ACP) e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial para a regularização das propriedades.


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Colheita de soja ultrapassa 60% no Brasil; saiba qual o estado mais avançado



De acordo com a atualização mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 9 de março, a colheita de soja no Brasil atingiu 60,9%, um avanço em relação aos 48,4% registrados em 2 de março. O progresso nos trabalhos reflete uma aceleração no ritmo da colheita, que tem avançado rapidamente em diversos estados, favorecida pelas condições climáticas mais favoráveis.

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Qual estado lidera a colheita de soja?

Dentre os estados que se destacam com o maior ritmo de colheita, Mato Grosso lidera de forma expressiva, com 91,7% da safra já colhida. O estado é o maior produtor de soja do país e, como esperado, tem um dos maiores percentuais de área colhida, refletindo sua infraestrutura bem desenvolvida e a tradição na produção de soja.

Em seguida, São Paulo também se destaca, com 85,0% da soja já colhida, um avanço notável em relação à semana anterior. Goiás, outro grande produtor, segue de perto, com 71,0% da safra retirada dos campos, o que representa um bom progresso.

Outros estados também estão avançando consideravelmente na colheita. Tocantins, por exemplo, já atingiu 65,0% de colheita, o que representa uma aceleração considerável em relação à semana anterior, enquanto Mato Grosso do Sul chega a 70,0% da soja já colhida. Em Minas Gerais, a colheita também avançou, com 56,0% da área colhida, mostrando que o estado tem se recuperado rapidamente em relação ao início da safra.

Outras regiões do Brasil

Enquanto isso, estados como Maranhão e Bahia, que possuem áreas de cultivo importantes, ainda apresentam percentuais mais baixos. Maranhão chegou a 50,0%, enquanto Bahia avançou para 50,0%, um crescimento notável, mas ainda abaixo dos estados mais avançados. Piauí, por sua vez, apresentou um crescimento de 23,0%, ainda mais lento devido às características locais e ao clima.

Por outro lado, estados como o Paraná e Santa Catarina, que também são importantes na produção de soja, apresentam percentuais de colheita mais modestos. O Paraná tem 60,0% da soja colhida, enquanto Santa Catarina segue com 16,0%. O Rio Grande do Sul, que é mais tardio na colheita devido ao ciclo de produção da soja, ainda está com apenas 5,0% da área colhida.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Volume exportado de carne bovina alcança 99,8 mil toneladas até segunda…


Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançaram 99,8 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro/25. No ano anterior, o mês de fevereiro exportou 178,5 mil toneladas em 19 dias úteis.

Já a média diária exportada até a segunda semana de fevereiro/25 ficou em 9,9 mil toneladas e registrou alta de 6,2%, quando se compara com a média observada em fevereiro de 2024, que estava em 9,3 mil toneladas.

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 4.948 mil por tonelada até a segunda semana de fevereiro/25, isso representa um ganho anual de 9,3%, quando se compara com os valores observados em fevereiro de 2024, em que estavam precificados em US$ 4,526 mil por tonelada. 

O valor negociado para a carne bovina até a segunda semana de fevereiro ficou em US$ 494,078 milhões, sendo que no ano anterior a receita total foi de US$ 808,285 milhões.

A média diária do faturamento ficou em US$ 49,407 milhões e registrou um ganho de 16,1%, frente ao observado no mês de fevereiro do ano passado, que ficou em US$ 42,541 milhões.

 





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Aprosoja Brasil completa 35 anos de muito trabalho


Com a missão de garantir a competitividade e a sustentabilidade da produção de soja no país, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) completa 35 anos de atuação nesta terça-feira, dia 11 de março. Fundada em 1990, a entidade surgiu a partir da necessidade dos produtores de organizarem uma associação específica para representar os sojicultores de todo o país.

A associação é uma entidade representativa de classe sem fins lucrativos, constituída por produtores rurais ligados à cultura da soja. Seu objetivo central é unir e valorizar a classe. Atualmente a instituição possui 16 associações atuando nos estados produtores.

Entidade mantém 16 associadas pelo Brasil

Ao longo de três décadas a Aprosoja Brasil e as demais Aprosojas somam importantes avanços em benefício dos sojicultores, como a judicialização da cobrança dos Royalties da Monsanto, a criação do Instituto Pensar Agro (2011), e a mobilização de lideranças na aprovação do Código Florestal (Lei 12.651/2012), da Lei dos Pesticidas (Lei 14.785/2023) e da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070/2024).

Em 2023 a associação lançou a campanha Seja Aprosoja, que tem o objetivo de estimular o associativismo e incentivar a participação dos produtores nas decisões da entidade. De acordo com o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, os desafios da associação são permanentes.

“Temos pela frente a questão da concorrência internacional, a Lei Antidesmatamento Europeia, a Moratória da Soja e muitos outros temas que afetam a renda do produtor. A Aprosoja Brasil sempre teve um papel importante em defesa dos produtores, defendendo a agricultura e os sojicultores, produzindo com eficiência e respeito às leis, gerando desenvolvimento econômico para o país e oferecendo oportunidades e comida abundante para os brasileiros e milhões de consumidores mundo afora. Parabéns aos diretores, produtores e colaboradores da Aprosoja Brasil”, afirma Maurício Buffon.

A trajetória

A ideia para criação da entidade vinha sendo debatida desde 1989 durante congressos e eventos do setor. Mas foi só em 1990 que a Abrasoja, como foi incialmente batizada, foi tirada do papel, inspirada no trabalho da American Soybean Association (ASA), fundada em 1920 nos Estados Unidos.

O início da década de 1990 foi um período de inflação e endividamento elevados e pouco estímulo à expansão da atividade. Situação agravada pelo Plano Collor, lançado em 16 de março de 1990. Os primeiros meses foram de busca de soluções para o endividamento agrícola. No entanto, diante das dificuldades de mobilizar e fortalecer a entidade nos estados, os trabalhos acabaram suspensos naquele ano e retomados em 1999.

Em 2001, a Abrasoja seria rebatizada de Aprosoja e, em 2004, receberia seu o nome definitivo de Aprosoja Brasil. Mesmo assim, a entidade não conseguia angariar recursos suficientes para a manutenção de uma estrutura necessária para o trabalho de representação que a soja brasileira demandava.

Novo impulso a partir da Aprosoja Mato Grosso

Foi somente com a criação da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT), em 4 de fevereiro de 2005, e com o estabelecimento do Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs), que os sojicultores mato-grossenses reuniram as condições para reestruturar a Aprosoja Brasil e, a partir de fevereiro de 2007, incentivar a organização da Aprosoja nos estados.

“Os produtores que ainda não conhecem o serviço prestado pela Aprosoja, que procurem a gente nas redes sociais. Nós temos muito trabalho prestado! Seja um associado, veja o trabalho da entidade no seu estado e você terá motivos de sobra para se associar”, finalizou Maurício Buffon.



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