domingo, junho 28, 2026

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como tornar o milho mais produtivo com um ciclo menor?


A Casa da Produção Animal, um dos espaços de destaque da 25ª Expodireto Cotrijal, apresenta uma inovação voltada aos pecuaristas: um experimento que demonstra como a correção do ph do solo pode aumentar a produtividade do milho destinado à produção de forragem. O estudo foi conduzido na Área Experimental da Cotrijal e busca transferir essa tecnologia para os produtores.

O engenheiro agrônomo da Cotrijal, Marcelo da Silveira Pinto, explica que a pesquisa comparou o desenvolvimento das raízes de diferentes variedades de milho em solos com níveis distintos de acidez. “Focamos principalmente no pH do solo. Pegamos um solo com um pH mais ácido, outro com metade de um pH mais ácido e um pH neutro, e por fim, um solo apenas com pH neutro. Plantamos esses materiais no final de janeiro e, depois, fomos verificar o desenvolvimento radicular. O foco é na raiz, que está abaixo da linha do solo e que o produtor não enxerga”, detalha.

Os resultados podem ser conferidos no local por meio de diferentes demonstrações: um tablado de isopor com raízes dessecadas, um vaso hidropônico e plantas cultivadas em solos corrigidos e não corrigidos. Os visitantes conseguem visualizar como a simples correção do pH pode interferir diretamente no crescimento das raízes e, consequentemente, na produtividade da lavoura.

“A magia para tornar isso realidade é nada mais do que uma análise de solo e calcário para corrigir o pH, trazendo esse pH mais ácido para um pH entre seis e 6,5. Desta forma, conseguimos estimular o desenvolvimento radicular de forma fantástica”, destaca o agrônomo.

Segundo ele, é essencial que os produtores não analisem apenas a camada superficial do solo, mas considerem um perfil mais profundo, entre 40 e 60 centímetros, para estimular as raízes a crescerem em profundidade. Essa técnica, além de favorecer a absorção de nutrientes, melhora a resistência das plantas à estiagem. “Isso fica muito nítido nos nossos vasos, que possuem em torno de 50cm. Naquele vaso que possui o solo corrigido, as raízes foram até o final e desenharam certinho o retângulo do vaso. Ou seja, a raiz cresceu tanto que se aprofundou no solo”, exemplifica.

A pesquisa também reforça a importância da correção do solo para aumentar a resistência das plantas em períodos de estiagem. Silveira explica que o solo seca de cima para baixo, e as plantas com raízes mais profundas conseguem acessar a umidade retida nas camadas inferiores. “Se a planta consegue enraizar, ela penetra suas raízes em maior profundidade e vai conseguir bombear a água e manter a planta sem sentir tanto a estiagem mais em cima. Se as raízes não conseguem se aprofundar, as primeiras camadas são as primeiras a secar, logo ela vai sentir o estresse hídrico”, pontua.

O ideal, segundo o especialista, é aplicar calcário seis meses antes do plantio, permitindo que a acidez seja neutralizada e o alumínio, que pode ser tóxico para as raízes, seja inativado.

Os interessados em mais detalhes sobre essa prática podem buscar informações com os técnicos da Cotrijal presentes na Casa da Produção Animal, que seguem compartilhando orientações sobre manejo eficiente do solo para garantir maior produtividade e resiliência das lavouras.





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20º Fórum Estadual do Leite destaca produção eficiente com menor pegada de carbono


Produzir mais leite, com sustentabilidade e rentabilidade são os grandes objetivos da cadeia láctea e também o foco do 20º Fórum Estadual do Leite, realizado nesta quarta-feira (12), na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS. A série de palestras reuniu representantes do setor, especialistas e produtores rurais para buscar caminhos para a produção sustentável no Sul do país, observando as lições do mercado internacional e a eficiência enquanto pilar fundamental da sustentabilidade.

“O Fórum do Leite, a cada ano, nos dá uma motivação ainda maior. O leite pode ser uma atividade muito difícil e todos nós sabemos disso, mas estamos vendo uma evolução e Cotrijal está trabalhando para a profissionalização, sustentabilidade, eficiência e resiliência do nosso produtor”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, na abertura do evento.

O Rio Grande do Sul observa nos últimos anos uma redução no número de produtores e perde cada vez mais espaço entre os principais estados produtores do país, ocupando atualmente a quarta posição no ranking. Por isso, espaços como o Fórum do Leite são fundamentais para qualificar a produção . “Com certeza temos potencial para retomar a importância do leite para o estado e temos a consciência de que a atividade depende da rentabilidade do produtor. Se o produtor não tiver a possibilidade de ter uma remuneração justa e correta, a atividade tem dificuldades para evoluir”, afirmou Caio Vianna, presidente da CCGL.

O Fórum Estadual do Leite é uma realização de Cotrijal e CCGL, com patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e Sicredi, além do apoio de FecoAgro/RS, Rede Técnica Cooperativa (RTC), Sistema Ocergs e SmartCoop.

Sul do país

O Rio Grande do Sul tem grande tradição na produção de leite, com um número expressivo de produtores de pequeno porte. No entanto, esse cenário está em transformação, com uma exigência cada vez maior pelo aumento da produção. “Nós temos um processo de consolidação no campo, uma redução no número de produtores e um volume de leite maior por produtor. Esse é um processo com o qual temos que saber lidar com ele, porque vamos ter menos produtores no futuro”, avalia Valter Galan, Diretor Técnico e de Novos Negócios da MilkPoint Ventures, palestrante do fórum.

Para que a produção de leite do Sul do país alcance novos patamares, Valan aponta os seguintes caminhos: “pagar mais por sólidos, ter mais sólidos no leite, ter maior competitividade no campo e na indústria – a indústria brasileira também tem que crescer em termos de tamanho”, avalia. Já para alcançar maior competitividade no campo, dois pilares são fundamentais: a redução no custo de produção e a gestão das propriedades.

Demanda

A evolução da produção de leite não pode ignorar a demanda atual por sustentabilidade no sistema produtivo. “Nós que vendemos alimentos para o consumidor final temos que atender aquilo que consumidor busca. O ponto é como fazer isso de uma maneira que seja economicamente viável para todos que estão envolvidos. Então acho que esse é o grande desafio, o grande aprendizado, mas temos que entender que veio pra ficar”, afirma a gerente de Marketing na Cargill da Europa, Maria Reis.

Nesse contexto, observar as exigências de outros mercados e as soluções encontradas podem ajudar a guiar o processo de adaptação. “O mercado brasileiro está num estágio diferente do que o europeu em termos de sustentabilidade porque lá a pressão é muito grande do governo, dos consumidores, de todos os lados, mas eu acho que entender o que está acontecendo com o outro nos ajuda a ter a mais consciência e ver como podemos adequar aquilo pra nossa realidade no futuro”, pontua Maria.

Sustentabilidade

Para alcançar a sustentabilidade na produção, primeiro é necessário avaliar o processo produtivo e mensurar diversas características, inclusive a pegada de carbono, medida de avaliação das emissões de gases do efeito estufa pela atividade. “Conhecendo qual é a pegada [de carbono] da fazenda, conseguimos ter uma base para escolher as melhores estratégias”, explica o professor adjunto Luiz Gustavo Pereira, da Universidade de Copenhague.

Partindo desse ponto, as propriedades ainda podem contribuir para regeneração ambiental e para o aumento da biodiversidade, além de reduzir o impacto ambiental, diminuindo a pegada de carbono do leite. Propriedades rurais de diferentes portes podem adotar essas estratégias, independentemente do sistema de produção. No entanto, a eficiência é o princípio básico para desenvolver a pecuária leiteira sustentável. “Para ser eficiente, primeiro tem que ter estratégia, sustentabilidade envolve a economia, o social e o meio ambiente. Então é fazer uma boa gestão, fazer o feijão com arroz e mensurar essas novas variáveis que estão no mercado e que estão sendo demandadas pelo consumidor e pelo mercado lácteo no mundo”, conclui Pereira, pesquisador Embrapa Gado de Leite.

Cotrijal

Durante o evento, o pesquisador Luiz Gustavo Pereira divulgou dados do estudo que calculou a pegada de carbono de sete propriedades de associados da Cotrijal, com o total 727 animais, diferentes sistemas de produção e fontes de energia. Conforme os resultados do levantamento, a pegada de carbono dos sete produtores está em 0,84, o que é considerado uma média aceitável, levando em conta todos os fatores, incluindo ambientais, nutricionais e fertilidade do solo.





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Produção de sorgo cresce 10% na Austrália



O sorgo é cultivado principalmente nos estados de Queensland e Nova Gales do Sul




Foto: Pixabay

De acordo com o relatório de março da World Agricultural Production (WAP), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção de sorgo da Austrália deve alcançar 2,3 milhões de toneladas métricas no ciclo 2024/25, um aumento de 10% em relação ao mês anterior. O crescimento também representa 5% a mais do que a safra anterior e 21% acima da média dos últimos cinco anos.

Apesar do avanço na produção, a área colhida permanece 570 mil hectares, número inalterado em comparação com o relatório anterior, mas 5% menor do que no último ano. Ainda assim, o resultado segue 6% acima da média quinquenal. Já a produtividade média está projetada em 4,04 toneladas métricas por hectare, um aumento de 10% tanto em relação ao mês passado quanto ao ano anterior, ficando 22% acima da média histórica de cinco anos.

O sorgo é cultivado principalmente nos estados de Queensland e Nova Gales do Sul, regiões do leste australiano. Durante toda a estação de cultivo do verão, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, contribuindo para um dos melhores rendimentos da última década. Esse desempenho coloca a safra atual como a segunda maior em produtividade nos últimos dez anos, impulsionada por temperaturas adequadas e chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo.

Entretanto, um fator climático pode trazer desafios para a colheita. O ciclone tropical Alfred está em deslocamento rumo ao estado de Queensland, levando chuvas intensas e ventos fortes para algumas áreas produtoras. No entanto, conforme as previsões meteorológicas atuais, a precipitação mais intensa deve se concentrar nas regiões costeiras, minimizando os impactos diretos nas lavouras de sorgo.





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Maior peixe-leão do mundo é capturado no Brasil; saiba porque isso não é uma boa notícia



O maior peixe-leão do mundo foi capturado no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha no dia 27 de fevereiro. O espécime mede 49 centímetros, tamanho que ultrapassou os registros de recordes anteriores de Venezuela (45,7 cm) e Estados Unidos (47,4 cm).

O fato gerou um alerta entre especialistas sobre a expansão da espécie exótica invasora no arquipélago. Segundo o coordenador do Projeto Conservação Recifal, Pedro Pereira, o crescimento expressivo do peixe-leão na região indica a alta disponibilidade de alimento para esse predador, o que compromete a biodiversidade local.

“Isso representa que os peixes-leão em Noronha estão realmente crescendo muito porque eles têm bastante presa, entre os alimentos estão os peixes locais. Então, isso é bem preocupante, devido aos impactos que eles podem causar na biodiversidade de Noronha”, afirmou.

Registro no Brasil

O peixe-leão é originário do Indo-Pacífico e foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2014 e registrado oficialmente em Noronha em 2020.

A espécie tem uma alta taxa reprodutiva, podendo liberar até 30 mil ovos por vez, e sua voracidade é alarmante: é capaz de consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos, o que tem o potencial de impactar severamente as populações de peixes nativos.

Desde o início do manejo do peixe-leão em Fernando de Noronha, mais de 1.200 exemplares foram removidos da região. Somente neste ano, cerca de 200 capturas já foram realizadas.

O atual maior exemplar foi capturado pelo mergulhador Fernando Rodrigues, da operadora de mergulho Sea Paradise, que também atua no monitoramento e controle da espécie e é parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Triste recorde

Em uma operação recente, no dia 9 de março, a Sea Paradise capturou 61 peixes-leão em um único mergulho. O proprietário da empresa e instrutor de mergulho, Fernando Rodrigues, lamentou a situação. “Podemos dizer que é um recorde triste, pois confirma o quanto esses bichos estão adaptados ao ambiente marinho de Noronha”, disse.

Segundo ele, algumas das expedições também foram destinadas a monitorar a taxa de repovoamento da espécie nos pontos onde já ocorreram capturas.

A chefe do ICMBio em Fernando de Noronha, Lilian Hangae, destacou a importância da capacitação de mergulhadores para ampliar o controle da espécie na ilha.

“Nossa equipe de pesquisa do ICMBio-Noronha realiza capacitações para o manejo do peixe-leão. Temos que lutar contra esse invasor. O mergulhador que vier trabalhar em Noronha deve procurar o ICMBio para ser capacitado e auxiliar na conservação da biodiversidade marinha”, reforçou.

Para facilitar a remoção do peixe-leão, um voluntário da área de pesquisa com foco na pesca está disponível diariamente no Porto Santo Antônio, das 10h às 18h, com um equipamento especializado (zookeeper) para armazenar os exemplares capturados.



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Isenção da alíquota de importação para 9 alimentos é aprovada; veja quais



A redução a zero do Imposto de Importação para alimentos só valerá para carnes desossadas bovinas e não beneficiará outros tipos de carne como de porco e de aves, decidiu nesta quinta-feira (13), por unanimidade, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O órgão oficializou a medida anunciada na semana passada para segurar o preço de alimentos, detalhando os itens com tarifa zerada. A lista com os códigos de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) tem nove tipos de alimentos divididos em dez NCM, porque a redução para o café beneficia a versão torrada e a versão em grão não-torrada.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que a redução entrará em vigor nesta sexta-feira (14), quando a resolução da Camex será publicada no Diário Oficial da União.

Alimentos isentos

Confira a lista final dos alimentos com imposto de importação zerado:

  • Carnes desossadas de bovinos, congeladas: de 10,8% para 0%
  • Café torrado, não descafeinado (exceto café acondicionado em capsulas): de 9% para 0%
  • Café não torrado, não descafeinado, em grão: passou de 9% para 0%
  • Milho em grão, exceto para semeadura: passou de 7,2% para 0%
  • Outras massas alimentícias, não cozidas, nem recheadas, nem preparadas de outro modo: passou de 14,4% para 0%
  • Bolachas e biscoitos: passou de 16,2% para 0%
  • Azeite de oliva extravirgem: passou de 9% para 0%
  • Óleo de girassol, em bruto: passou de 9% para 0%
  • Outros açúcares de cana: passou de 14,4% para 0%
  • Preparações e conservas de sardinhas, inteiros ou em pedaços, exceto peixes picados: de 32% para 0%

No caso da sardinha, a alíquota zero valerá apenas para uma quota de importação de 7,5 mil toneladas. Conforme anunciado na semana passada, a cota de importação do óleo de palma aumentou de 60 mil para 150 mil toneladas, por 12 meses, com a manutenção da alíquota do Imposto de Importação em 0%.

Queda na arrecadação

Alckmin também anunciou o quanto o governo deverá deixar de arrecadar com a medida. Segundo o vice-presidente e ministro, a tarifa zero terá impacto de US$ 110 milhões (cerca de R$ 650 milhões) por ano.

No entanto, Alckmin disse que o impacto será reduzido, porque a medida durará menos. “Como espero que [o Imposto de Importação zerado] seja mais transitório, o impacto deve ser menor”, declarou.

Diversas associações representativas do agronegócio, como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), por exemplo, se opuseram à medida ao afirmar que o Brasil já é o país mais competititvo na produção de grande parte dos itens e, portanto, a iniciativa do governo terá efeito inócuo.



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Preços subiram! Saiba as cotações da soja em cada região do Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou bons negócios nesta quinta-feira (13). Os preços apresentaram valorização e acompanharam o movimento da Bolsa de Chicago. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os prêmios ficaram firmes.

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Os preços da soja

  • Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Na região das Missões (RS), aumentou de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), avançou de R$ 133,50 para R$ 135,50
  • Em Cascavel (PR), valorizou de R$ 128,00 para R$ 132,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), cresceu de R$ 133,00 para R$ 137,00
  • Em Rondonópolis (MT), foi de R$ 114,00 para R$ 118,00
  • Em Dourados (MS), passou de R$ 117,00 para R$ 119,00
  • Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. O mercado sentiu a pressão exercida pela intensificação da guerra comercial deflagrada pelo governo Trump.

Um dos impactos dessa política é o deslocamento da demanda para o Brasil. As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 15,449 milhões de toneladas em março, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em março do ano passado, as exportações ficaram em 13,548 milhões de toneladas. Em fevereiro, as exportações somaram 9,586 milhões de toneladas.

A União Europeia anunciou suas próprias tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, com carnes, laticínios, soja e trigo entre os alvos das contramedidas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar ou 1,02% a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 1/2 por bushel, perda de 10,00 centavos ou 1,06%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,53% a US$ 300,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 41,68 centavos de dólar, com baixa de 0,25 centavo ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, negociado a R$ 5,7972 para venda e a R$ 5,7952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7912 e a máxima de R$ 5,8353.



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Soja registra queda de preço de 1,13% no Mato Grosso



Comercialização de soja atinge 54,97% da produção




Foto: Divulgação

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta terça-feira (12), que a comercialização da soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 54,97% da produção prevista em fevereiro de 2025, com um avanço mensal de 6 pontos percentuais. O progresso da colheita da oleaginosa no estado tem impulsionado os negócios, com os produtores retomando a negociação de grandes volumes. Além disso, muitos sojicultores fecharam contratos com o objetivo de cobrir as despesas da temporada.

O percentual alcançado é superior em 8,60 pontos percentuais ao registrado no mesmo período da safra anterior, embora ainda esteja 7,39 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. Quanto aos preços, foi observada uma queda de 1,13% em relação a janeiro de 2025, com o preço médio fechando em R$ 107,99 por saca.

Em relação à safra 2025/26, a comercialização da soja em Mato Grosso atingiu 4,93% da produção prevista, um aumento de 2,28 pontos percentuais comparado ao mês anterior. Esse percentual representa 2,46 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25. O preço médio da soja negociada para essa safra também sofreu uma queda de 2,33% em relação ao mês anterior, fechando em R$ 110,54 por saca.

Este movimento de comercialização reflete o ritmo das negociações e a realidade do mercado agrícola de Mato Grosso, com flutuações de preços que influenciam diretamente as decisões dos produtores. As perspectivas para o setor seguem atentas às condições climáticas e à evolução da colheita, que devem impactar as negociações nos próximos meses.





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mercado começa a dar sinais de alta; veja cotações de hoje



O mercado físico do boi gordo apresenta sintomas mais claros de inversão de tendência de preços.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com escalas de abate mais curtas, começam a surgir negociações em patamares mais altos em São Paulo, Rondônia e Goiás.

“O escoamento da carne se mostrou positivo durante a primeira quinzena com elevação dos preços do atacado. Por fim, a dinâmica das exportações permanece amplamente favorável, com o Brasil apresentando bom ritmo de embarques na atual temporada. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China podem render ainda mais oportunidades ao mercado brasileiro”, comenta.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 310,83, contra R$ 309,08 anteriormente
  • Goiás: R$ 294,11, no comparativo com R$ 290,18 de ontem
  • Minas Gerais: R$ 290,29, contra R$ 294,71 na quarta
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,32, contra R$ 293,30 do dia anterior
  • Mato Grosso: R$ 299,16, no comparativo com R$ 298,50 de ontem

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a expectativa e apresenta elevação em seus preços. Segundo Iglesias, o movimento é produto de um bom escoamento da carne no decorrer da primeira quinzena de março, período pautado por maior apelo ao consumo.

“A expectativa é por menor espaço para elevação dos preços no decorrer da segunda quinzena do mês, período menos aquecido. Soma-se a isso a preferência de parcela da população por proteínas de menor valor agregado”, indica o consultor.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,00, por quilo, alta de R$ 0,50. Já o dianteiro foi cotado a R$ 18,50, incremento de R$ 0,50. A ponta de agulha, por fim, permanece no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,7972 para venda e a R$ 5,7952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7912 e a máxima de R$ 5,8353.



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Fabricantes apostam em máquinas menores e projetam alta de 10% nas vendas na Expodireto



Boa parte do parque de exposições da 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, é coberto por máquinas, implementos e soluções tecnológicas para as lavouras.

O maior faturamento da feira está justamente neste setor que, apesar das adversidades climáticas dos produtores gaúchos nas últimas safras, espera crescimento de 10% nas vendas desta edição do evento em comparação ao realizado em 2024, conforme estimativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers).

Ainda que produtores de outras regiões visitem a feira, como os do Centro-Oeste, acostumados com lavouras de milhares de hectares, as marcas que expõem na Expodireto focam em máquinas menores, voltadas para pequenos e médios agricultores.

O coordenador comercial da Massey Ferguson, Moisés Oliveira, considera que os resultados deste ano estão melhores do que os do ano passado. “Mas temos focos em alguns clientes específicos e nichos, principalmente o fumicultor, o produtor de arroz, bem característicos dessa segmentação [de máquinas menores].”

Já o diretor comercial da LS Tractor, Felippe Vieira, enfatiza que os fabricantes, assim como os produtores, estão precisando “driblar” as adversidades econômicas, visto a escassez de crédito de bancos privados e de recursos do Plano Safra.

“O acesso ao dinheiro está um pouco mais complicado mesmo, porém, nós temos aqui opções de banco de fábrica, com espelhos das condições do Moderfrota e Pronaf. Temos também um consórcio de fábrica que ajuda a viabilizar os negócios. Mas também existem alguns produtoresque estão capitalizado, então temos muitas negociações com recurso próprio acontecendo”, diz.



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Soja Brasil visita lavouras de soja em MS



No último episódio a equipe do Soja Brasil visitou Mato Grosso do Sul para explorar os desafios e avanços na produção de soja no estado. Apesar dos sérios problemas causados pela estiagem, a expedição constatou que a região tem se destacado pela inovação e adoção de novas tecnologias no setor agrícola. Confira:

O estado enfrentou um estresse hídrico severo que afetou cerca de 2 milhões de hectares, representando 45% da área total de soja cultivada. A estiagem e as altas temperaturas impactaram diretamente a produtividade, reduzindo a média para 51,7 sacas por hectare, abaixo do esperado.

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A situação se agrava ao longo das safras, acumulando dificuldades financeiras para os produtores, tornando desafiador o cumprimento de compromissos e investimentos para o próximo ciclo. O aumento das temperaturas também prejudica a qualidade da soja, uma vez que temperaturas superiores a 35ºC afetam a produção de proteína da planta, resultando em menor peso e produtividade.

Rumo à resolução

Diante dos desafios climáticos, a pesquisa e inovação têm sido essenciais para mitigar os impactos e melhorar a produtividade. A adoção de tecnologias como o uso de palhadas e o manejo adequado do solo tem contribuído para melhorar a resistência da cultura, enquanto estudos sobre a janela ideal de semeadura e cultivares adaptadas ao clima também têm se mostrado fundamentais.

A diversificação de culturas, como cana-de-açúcar, laranja, amendoim e eucalipto, tem se tornado uma estratégia eficaz para reduzir riscos. Além disso, a introdução de sistemas de irrigação e a melhoria da logística, com a Rota Bioceânica, são iniciativas que buscam aumentar a competitividade e a rentabilidade do agronegócio, preparando o setor para enfrentar adversidades climáticas e continuar a crescer.



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