domingo, junho 28, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz brasileira deve crescer 14,3% em 2024/25



Brasil pode exportar 2 milhões de toneladas de arroz em 2025




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (13) o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, que aponta uma estimativa de aumento de 14,3% na produção de arroz em relação à safra anterior, que foi de 12,1 milhões de toneladas. A expansão da área plantada e a alta rentabilidade do setor foram os principais fatores que contribuíram para esse crescimento. A Conab ainda destaca que as boas condições climáticas nas principais regiões produtoras devem garantir uma boa produtividade para a cultura.

A previsão de consumo nacional para as safras 2023/24 e 2024/25 permanece estável, com estimativas de 10,5 milhões de toneladas para a safra 2023/24. O consumo é ajustado conforme o quadro de suprimento, levando em consideração os estoques de passagem, as exportações e a produção interna.

A balança comercial também foi analisada no levantamento. A projeção para as exportações de arroz para a safra 2023/24 é de uma redução para 1,5 milhão de toneladas, devido aos preços internos mais altos em relação às paridades de exportação. Contudo, a safra 2024/25 deve ver um aumento nas exportações, estimando-se que o Brasil exporte 2 milhões de toneladas, acompanhando a recuperação da produção e a redução dos preços internos. As importações devem totalizar 1,4 milhão de toneladas em ambas as safras.

O estoque de passagem também está projetado para aumentar, chegando a 1,4 milhão de toneladas até fevereiro de 2026, devido ao incremento na produção nacional.

Em paralelo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, registrou um aumento de 1,23% em fevereiro. Para o arroz, a média nacional apontou uma queda de 1,49% no preço entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025, com uma redução de 1,28% nos últimos 12 meses, conforme análise Agromensal do Cepea.





Source link

News

Safra baiana de grãos deve bater recorde com mais de 12 mi de toneladas



A produção da safra baiana de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), deve chegar a 12.216.864 toneladas neste ano, de acordo com estimativa de fevereiro, divulgada pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

Isso representa um aumento de 7,3% (ou mais 835.769 t) em relação ao resultado de 2024 (11.381.095 t) e indica um novo recorde para o estado, superando em 0,6% (mais 68.806 t) a safra de 2023, que havia sido a maior até então (12.148.058 t).

De acordo com o IBGE, isso se deve a uma revisão para cima na estimativa da produção baiana de grãos, de 0,6%, entre janeiro e fevereiro (mais 76.400 toneladas).

Ela foi puxada exclusivamente pelo milho 1ª safra, que passou a ter uma previsão de 1.593.000 toneladas neste ano, 5,8% (+87.300 t) acima do estimado em janeiro (1.505.700 t). 

Revisão de dados

Com essa alteração, a 1ª safra de milho na Bahia deve ser, em 2025, 2,7% maior (+41.910 t) do que a do ano passado (1.551.090 t). Em janeiro, a estimativa era de que ela fosse 2,9% menor do que a de 2024.

A revisão no milho 1ª safra se deveu a uma perspectiva de aumento de 5,8% na área plantada e a ser colhida, de 274 mil para 290 mil hectares, entre janeiro e fevereiro.

O aumento na produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o estimado também para o todo o Brasil.

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 323,8 milhões de toneladas neste ano.

O resultado é 10,6%, ou 31,1 milhões de toneladas, maior do que o de 2024 (292,7 milhões de toneladas), porém 0,5% menor (menos 1,6 milhão de toneladas) do que previsto em janeiro.

Em 2025, a Bahia deve manter a 7ª maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2024). Mato Grosso continua na liderança (29,8%), seguido por Paraná (13,6%) e Goiás (11,5%).


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Exportação de café cai 10,4% em fevereiro, mas faturamento sobe 55,5%



O Brasil exportou 3,274 milhões de sacas de café em fevereiro, ou 10,4% menos em relação a igual mês do ano passado. O faturamento, entretanto, subiu 55,5%, para US$ 1,19 bilhão, na mesma base comparativa. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A receita cresceu em razão dos “elevados preços internacionais”, destaca a entidade.

Em relação ao acumulado dos oito meses da safra 2024/25 (julho a fevereiro), o faturamento acumulado é de US$ 9,723 bilhões, alta de 59,8% ante igual intervalo da safra 2023/24. Em volume, o total embarcado somou 33,452 milhões de sacas, ou 8,8% mais.

Quanto aos meses de janeiro e fevereiro de 2025, o País exportou 7,287 milhões de sacas de café, queda de 5,4% ante igual período de 2024. A receita, porém, avançou 58,4%, para US$ 2,516 bilhões. Esses valores, segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, são recordes.

Ele observa, ainda, que, mesmo com o recuo dos preços nas bolsas internacionais, “os preços atuais e as cotações médias dos últimos meses são significativamente maiores do que os verificados em igual período do ano anterior, o que justifica o recorde em receita”, diz.

Já a queda no volume exportado diz respeito ao fato de o Brasil estar na entressafra de café, o que faz com que o produto brasileiro perca competitividade em relação aos concorrentes, como o Vietnã.

“Ali os preços estão mais atrativos em relação aos canéforas (conilon e robusta) brasileiros”, destaca. A variedade arábica também está mais cara na comparação com o produto de países da América Central. “Esses fatores devem seguir afetando o desempenho das exportações do Brasil, que devem ter menor volume nos próximos meses”, diz.

Outro fator na redução dos embarques, segundo Ferreira, é uma “eventual e pontual redução no consumo global da bebida”. “Os recordes de preços registrados no cenário nacional e internacional estão longe do que já foi repassado pelas indústrias no Brasil e no exterior e mais distantes ainda daquilo que os supermercados repassaram aos consumidores”, justifica, na nota.

“Ainda que vejamos mais retrações nas bolsas, novas altas nos preços ao consumidor não devem ser descartadas, haja vista essa grande defasagem.” Ainda conforme Ferreira, o potencial aumento de preço terá “impacto direto na inflação dos países consumidores, produtores ou não, e resultarão em redução do consumo”.



Source link

News

Acidente trava um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional


Um caminhão que transportava um contêiner bateu em uma passarela no quilômetro 52 da Rodovia Anchieta, na descida da serra, rumo ao Porto de Santos, na altura da cidade de Cubatão (SP). Por causa do acidente, a estrutura desabou e a via foi interditada nos dois sentidos.

A rodovia, principal acesso ao cais santista e um dos maiores corredores logísticos do agronegócio brasileiro, está bloqueada desde a noite de ontem (13); o motorista teve ferimentos leves segundo o Corpo de Bombeiros.

Dois guindastes da Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, foram acionados e removeram a estrutura que sobrou da passarela. Agora cedo, a pista norte da Anchieta foi liberada para a descida da serra.

Guindastes removem estrutura após acidente na rodovia AnchietaGuindastes removem estrutura após acidente na rodovia Anchieta
Guindastes removem resto da estrutura após acidente na rodovia Anchieta Foto: Ecovias

Acidente causa enorme congestionamento

Apesar da liberação parcial, um enorme congestionamento ocorre neste momento, formado principalmente por caminhões. O reflexo se estende à rodovia dos Imigrantes na pista no sentido litoral.

A Ecovias pede aos motoristas de caminhão com destino ao litoral que posterguem a viagem nesse momento até a normalização do sistema.

Para se ter uma ideia do prejuízo, apenas em 2024, o agronegócio representou 52% das cargas movimentadas pelo porto. Em julho do ano passado, o porto movimentou 16,3 milhões de toneladas, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2023.

As cargas de maior movimentação foram açúcar, milho e complexo soja.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar registra valorização nas bolsas internacionais



O etanol hidratado também registrou leve queda no preço




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo dados do Udop, os contratos futuros de açúcar registraram alta nesta quarta-feira (12) nas bolsas internacionais. Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto apresentou variações negativas nos contratos de maio/25 e julho/25, com o primeiro recuando 19 pontos, a 18,86 cts/lb, e o segundo caindo 22 pontos, a 18,63 cts/lb.

Já na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco teve valorização. O contrato de maio/25 caiu US$ 8,70, encerrando a US$ 533,20, enquanto o contrato de agosto/25 recuou US$ 7,80, a US$ 517,20.

No Brasil, o açúcar cristal apresentou queda no preço da saca de 50 quilos, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq da USP. A negociação foi realizada a R$ 139,94.

O etanol hidratado também registrou leve queda no preço, conforme o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.921,50 por metro cúbico, com uma variação negativa de 0,03%.





Source link

News

ouça análise sobre o mercado


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o bom desempenho da bolsa brasileira, impulsionado pela expectativa de maior demanda da China e pelo alívio tributário da Vale.

O dólar recuou para R$ 5,80, enquanto as bolsas em Nova York caíram após novas ameaças tarifárias de Trump à Europa.

No Brasil, os dados de serviços seguem indicando desaceleração, e o varejo ganha destaque com a divulgação da PMC.

Nos EUA, o foco está na confiança do consumidor e nos desdobramentos da política tarifária.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mandioca sofre perdas devido a bactéria, aponta Emater



Bactéria e falta de chuva afetam produção de mandioca no RS




Foto: Canva

A produção de mandioca no Rio Grande do Sul tem enfrentado desafios devido a fatores climáticos e doenças. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13), na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, as perdas variam entre 10% e 20% devido à bactéria Xanthomonas axonopodis pv. Manihotis. Aproximadamente 30% da área foi colhida. Os preços recebidos pelos produtores foram de R$ 35,00 por caixa de 20 kg na propriedade, e entre R$ 40,00 e R$ 45,00 na Ceasa de Porto Alegre.

Em Cruzeiro do Sul, a colheita já começou, com uma produtividade de 14 toneladas por hectare, média habitual do município. O preço médio pago foi de R$ 40,00 por caixa de 22 kg.

Em Soledade, o cultivo segue em recuperação, com melhores indicadores de produtividade e qualidade. Nos plantios precoces, a colheita já foi concluída, enquanto nos mais tardios, a fase de formação das raízes está em andamento. Em Venâncio Aires, os produtores receberam entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 22 kg.

Na região de Santa Rosa, com 6.234 hectares cultivados, a produtividade ficou abaixo das expectativas iniciais de 17 toneladas por hectare devido à escassez de água no solo. O preço da mandioca descascada, vendida diretamente ao consumidor, é de R$ 7,00 por quilo.





Source link

News

Frente fria leva raios e ventania à região brasileira; confira a previsão



Frente fria se formando no Sudeste traz raios e muita ventania. Último dia útil da semana também reserva pancadas fortes de chuva em outras regiões. Veja a previsão do tempo para todo o país:

Sul

A maior parte da Região fica sem chuva. Dia de sol com pouca nebulosidade, inclusive nas capitais. Chance de algumas pancadas moderadas à tarde no litoral do Rio Grande do Sul, no leste e sul de Santa Catarina e no leste e norte do Paraná. As temperaturas começam a subir um pouco mais no oeste gaúcho ao longo do dia.

Sudeste

A semana vai terminar com uma nova frente fria se organizando na costa do Sudeste, ajudando na manutenção da instabilidade. Dia abafado em grande parte de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com a chance de chuva aumentando à tarde com risco de pancadas fortes, raios e ventos. Alerta para temporais localizados no nordeste paulista, em cidades do sul de Minas e do interior do Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

A condição ainda é de chuva forte entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Dia abafado, sol entre nebulosidade variável e pancadas a qualquer momento em Cuiabá e no norte mato-grossense. As pancadas retornam duranta a tarde em Brasília e no interior e sul de Goiás, podendo vir com força.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a condição de tempo bem carregado no litoral do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com risco de pancadas fortes e temporais no final da semana. Chove de forma moderada na costa leste do Nordeste e fica abafado. Dia de sol, calor e tempo mais firme no agreste da Região e entre o interior da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia.

Norte

As pancadas de chuva ocorrem de forma mais localizada no sul do Pará e no Tocantins, mas o risco continua alto para temporais no litoral paraense e no Amapá pela influência da ZCIT. Tempo mais carregado entre Acre, Amazonas e Roraima com alerta de temporal.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

como tornar o milho mais produtivo com um ciclo menor?


A Casa da Produção Animal, um dos espaços de destaque da 25ª Expodireto Cotrijal, apresenta uma inovação voltada aos pecuaristas: um experimento que demonstra como a correção do ph do solo pode aumentar a produtividade do milho destinado à produção de forragem. O estudo foi conduzido na Área Experimental da Cotrijal e busca transferir essa tecnologia para os produtores.

O engenheiro agrônomo da Cotrijal, Marcelo da Silveira Pinto, explica que a pesquisa comparou o desenvolvimento das raízes de diferentes variedades de milho em solos com níveis distintos de acidez. “Focamos principalmente no pH do solo. Pegamos um solo com um pH mais ácido, outro com metade de um pH mais ácido e um pH neutro, e por fim, um solo apenas com pH neutro. Plantamos esses materiais no final de janeiro e, depois, fomos verificar o desenvolvimento radicular. O foco é na raiz, que está abaixo da linha do solo e que o produtor não enxerga”, detalha.

Os resultados podem ser conferidos no local por meio de diferentes demonstrações: um tablado de isopor com raízes dessecadas, um vaso hidropônico e plantas cultivadas em solos corrigidos e não corrigidos. Os visitantes conseguem visualizar como a simples correção do pH pode interferir diretamente no crescimento das raízes e, consequentemente, na produtividade da lavoura.

“A magia para tornar isso realidade é nada mais do que uma análise de solo e calcário para corrigir o pH, trazendo esse pH mais ácido para um pH entre seis e 6,5. Desta forma, conseguimos estimular o desenvolvimento radicular de forma fantástica”, destaca o agrônomo.

Segundo ele, é essencial que os produtores não analisem apenas a camada superficial do solo, mas considerem um perfil mais profundo, entre 40 e 60 centímetros, para estimular as raízes a crescerem em profundidade. Essa técnica, além de favorecer a absorção de nutrientes, melhora a resistência das plantas à estiagem. “Isso fica muito nítido nos nossos vasos, que possuem em torno de 50cm. Naquele vaso que possui o solo corrigido, as raízes foram até o final e desenharam certinho o retângulo do vaso. Ou seja, a raiz cresceu tanto que se aprofundou no solo”, exemplifica.

A pesquisa também reforça a importância da correção do solo para aumentar a resistência das plantas em períodos de estiagem. Silveira explica que o solo seca de cima para baixo, e as plantas com raízes mais profundas conseguem acessar a umidade retida nas camadas inferiores. “Se a planta consegue enraizar, ela penetra suas raízes em maior profundidade e vai conseguir bombear a água e manter a planta sem sentir tanto a estiagem mais em cima. Se as raízes não conseguem se aprofundar, as primeiras camadas são as primeiras a secar, logo ela vai sentir o estresse hídrico”, pontua.

O ideal, segundo o especialista, é aplicar calcário seis meses antes do plantio, permitindo que a acidez seja neutralizada e o alumínio, que pode ser tóxico para as raízes, seja inativado.

Os interessados em mais detalhes sobre essa prática podem buscar informações com os técnicos da Cotrijal presentes na Casa da Produção Animal, que seguem compartilhando orientações sobre manejo eficiente do solo para garantir maior produtividade e resiliência das lavouras.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

20º Fórum Estadual do Leite destaca produção eficiente com menor pegada de carbono


Produzir mais leite, com sustentabilidade e rentabilidade são os grandes objetivos da cadeia láctea e também o foco do 20º Fórum Estadual do Leite, realizado nesta quarta-feira (12), na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS. A série de palestras reuniu representantes do setor, especialistas e produtores rurais para buscar caminhos para a produção sustentável no Sul do país, observando as lições do mercado internacional e a eficiência enquanto pilar fundamental da sustentabilidade.

“O Fórum do Leite, a cada ano, nos dá uma motivação ainda maior. O leite pode ser uma atividade muito difícil e todos nós sabemos disso, mas estamos vendo uma evolução e Cotrijal está trabalhando para a profissionalização, sustentabilidade, eficiência e resiliência do nosso produtor”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, na abertura do evento.

O Rio Grande do Sul observa nos últimos anos uma redução no número de produtores e perde cada vez mais espaço entre os principais estados produtores do país, ocupando atualmente a quarta posição no ranking. Por isso, espaços como o Fórum do Leite são fundamentais para qualificar a produção . “Com certeza temos potencial para retomar a importância do leite para o estado e temos a consciência de que a atividade depende da rentabilidade do produtor. Se o produtor não tiver a possibilidade de ter uma remuneração justa e correta, a atividade tem dificuldades para evoluir”, afirmou Caio Vianna, presidente da CCGL.

O Fórum Estadual do Leite é uma realização de Cotrijal e CCGL, com patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e Sicredi, além do apoio de FecoAgro/RS, Rede Técnica Cooperativa (RTC), Sistema Ocergs e SmartCoop.

Sul do país

O Rio Grande do Sul tem grande tradição na produção de leite, com um número expressivo de produtores de pequeno porte. No entanto, esse cenário está em transformação, com uma exigência cada vez maior pelo aumento da produção. “Nós temos um processo de consolidação no campo, uma redução no número de produtores e um volume de leite maior por produtor. Esse é um processo com o qual temos que saber lidar com ele, porque vamos ter menos produtores no futuro”, avalia Valter Galan, Diretor Técnico e de Novos Negócios da MilkPoint Ventures, palestrante do fórum.

Para que a produção de leite do Sul do país alcance novos patamares, Valan aponta os seguintes caminhos: “pagar mais por sólidos, ter mais sólidos no leite, ter maior competitividade no campo e na indústria – a indústria brasileira também tem que crescer em termos de tamanho”, avalia. Já para alcançar maior competitividade no campo, dois pilares são fundamentais: a redução no custo de produção e a gestão das propriedades.

Demanda

A evolução da produção de leite não pode ignorar a demanda atual por sustentabilidade no sistema produtivo. “Nós que vendemos alimentos para o consumidor final temos que atender aquilo que consumidor busca. O ponto é como fazer isso de uma maneira que seja economicamente viável para todos que estão envolvidos. Então acho que esse é o grande desafio, o grande aprendizado, mas temos que entender que veio pra ficar”, afirma a gerente de Marketing na Cargill da Europa, Maria Reis.

Nesse contexto, observar as exigências de outros mercados e as soluções encontradas podem ajudar a guiar o processo de adaptação. “O mercado brasileiro está num estágio diferente do que o europeu em termos de sustentabilidade porque lá a pressão é muito grande do governo, dos consumidores, de todos os lados, mas eu acho que entender o que está acontecendo com o outro nos ajuda a ter a mais consciência e ver como podemos adequar aquilo pra nossa realidade no futuro”, pontua Maria.

Sustentabilidade

Para alcançar a sustentabilidade na produção, primeiro é necessário avaliar o processo produtivo e mensurar diversas características, inclusive a pegada de carbono, medida de avaliação das emissões de gases do efeito estufa pela atividade. “Conhecendo qual é a pegada [de carbono] da fazenda, conseguimos ter uma base para escolher as melhores estratégias”, explica o professor adjunto Luiz Gustavo Pereira, da Universidade de Copenhague.

Partindo desse ponto, as propriedades ainda podem contribuir para regeneração ambiental e para o aumento da biodiversidade, além de reduzir o impacto ambiental, diminuindo a pegada de carbono do leite. Propriedades rurais de diferentes portes podem adotar essas estratégias, independentemente do sistema de produção. No entanto, a eficiência é o princípio básico para desenvolver a pecuária leiteira sustentável. “Para ser eficiente, primeiro tem que ter estratégia, sustentabilidade envolve a economia, o social e o meio ambiente. Então é fazer uma boa gestão, fazer o feijão com arroz e mensurar essas novas variáveis que estão no mercado e que estão sendo demandadas pelo consumidor e pelo mercado lácteo no mundo”, conclui Pereira, pesquisador Embrapa Gado de Leite.

Cotrijal

Durante o evento, o pesquisador Luiz Gustavo Pereira divulgou dados do estudo que calculou a pegada de carbono de sete propriedades de associados da Cotrijal, com o total 727 animais, diferentes sistemas de produção e fontes de energia. Conforme os resultados do levantamento, a pegada de carbono dos sete produtores está em 0,84, o que é considerado uma média aceitável, levando em conta todos os fatores, incluindo ambientais, nutricionais e fertilidade do solo.





Source link