domingo, junho 28, 2026

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Falta de equipamentos adequados compromete plantio de pastagens



Falta de maquinário dificulta produtividade de pastagens


Foto: Canva

A Embrapa apontou que muitas falhas no plantio de pastagens estão relacionadas ao uso de equipamentos inadequados ou à ausência de maquinário específico para determinadas espécies forrageiras. Segundo a instituição, a maioria dos equipamentos desenvolvidos no Brasil são projetados para o plantio de cereais, o que limita sua eficiência para sementes menores.

“Os equipamentos disponíveis no mercado não atendem plenamente às necessidades do plantio de forrageiras, especialmente as de sementes pequenas, que exigem técnicas e mecanismos diferenciados para garantir uma distribuição uniforme”, informou a Embrapa.

Para espécies que se estabelecem bem em plantios superficiais, a distribuição pode ser feita manualmente, com semeadeiras ou até por avião, seguida de compactação com rolos. Já para as que necessitam de maior profundidade, o plantio ocorre com máquinas de cereais ou por dispersão a lanço, cobertas por gradagem leve.

A Embrapa destaca que a falta de equipamentos específicos leva à adoção de alternativas, como a mistura das sementes com areia ou resíduos agrícolas para facilitar o uso em semeadeiras convencionais. No entanto, essa prática pode comprometer a distribuição uniforme das sementes. “A separação do material de enchimento e da semente dentro da máquina, devido aos solavancos durante o trajeto, dificulta a precisão do plantio”, explicou a entidade.

Outra estratégia observada é o plantio de forrageiras em conjunto com culturas anuais, como o arroz, permitindo um melhor aproveitamento do solo e dos recursos disponíveis.

Diante da crescente demanda por tecnologias mais eficientes, a Embrapa reforça a necessidade de investimentos na pesquisa e no desenvolvimento de maquinário específico. “Cabe aos órgãos de pesquisa e à indústria buscar soluções para atender às necessidades dos produtores, promovendo maior eficiência e qualidade no estabelecimento das pastagens”, concluiu.





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Consultoria reduz estimativa da produção de soja



A consultoria Safras & Mercado revisou para baixo sua estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2024/25. De acordo com o novo levantamento, a projeção passou de 174,88 milhões para 172,45 milhões de toneladas. Apesar do ajuste, o volume ainda representa um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que totalizou 152,3 milhões de toneladas.

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A área plantada também segue em expansão. A expectativa é de um aumento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, totalizando 47,47 milhões de hectares, ante os 46,45 milhões registrados em 2023/24. A produtividade média, por sua vez, deve passar de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos, refletindo um desempenho mais favorável em diversas regiões produtoras do país.

De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a safra brasileira continua avançando bem, com grande potencial produtivo. No entanto, houve perdas expressivas no Rio Grande do Sul, estimadas em cerca de 34%, devido à estiagem prolongada e ao calor intenso registrado em fevereiro. “As condições climáticas impactaram fortemente a produção gaúcha, reduzindo a produtividade de muitas lavouras”, explica o especialista.

Por outro lado, Silveira destaca que algumas revisões positivas foram registradas em outras regiões produtoras, como Goiás e nos estados do Matopiba, onde as médias de produtividade seguem bastante favoráveis. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025, garantindo um bom volume para o abastecimento do mercado interno e para as exportações”, conclui.



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Colheita da uva avança com perdas em algumas regiões



Bagé conclui colheita da uva com alta qualidade




Foto: Arquivo Agrolink

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), apontou que a colheita de uvas foi concluída na região administrativa de Bagé, com destaque para a alta qualidade da fruta. Em Passo Fundo, a colheita está na fase final, e os produtores registram boa produtividade e preços estáveis. “Os valores estabelecidos estão em R$ 3,00/kg para uvas comuns destinadas à vinificação e R$ 5,50/kg para variedades finas de mesa”, informou a Emater/RS-Ascar.

No município de Pinheiro Machado, as perdas na safra de uva chegam a 30% devido ao ataque de pássaros. Enquanto isso, em Soledade, a colheita segue em andamento, e a produção de vinho já começou em algumas propriedades.

“O processo de colheita avança, e a qualidade da uva tem se mantido satisfatória, mas o ataque de pássaros impactou a produção em determinadas áreas”, ressaltou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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Influenciado por alimentos, preços da indústria têm leve alta em janeiro



Os preços da indústria nacional tiveram uma leve alta de 0,13% em janeiro de 2025, após subirem 1,35% em dezembro de 2024, na comparação com o mês anterior. Esta é a 12ª alta consecutiva neste indicador. Em janeiro de 2024, a taxa havia sido de -0,24%. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, acumula alta de 9,69% em 12 meses, nono resultado positivo seguido e o maior desde setembro de 2022 (9,84%).

Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, ou seja, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação. Em janeiro de 2025, 14 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês imediatamente anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em dezembro do ano passado, 22 atividades haviam apresentado os maiores preços médios em relação ao mês anterior.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de janeiro foram alimentos (-0,22 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis, (0,15 p.p.), outros produtos químicos (0,14 p.p.) e indústrias extrativas (-0,07 p.p.).

Alimentos

O setor de alimentos (-0,84%), que tem maior peso no cálculo do IPP, mostrou variação negativa após uma sequência de nove meses com aumento de preços. Em dezembro do ano passado, havia registrado 1,65%. O acumulado em 12 meses, que estava em 13,80% em dezembro, ficou em 13,64% em janeiro, completando uma série de oito resultados positivos

O setor de refino de petróleo e biocombustíveis, que aparece entre as principais influências no resultado geral da indústria, apresentou alta de 1,49%, terceiro resultado positivo consecutivo e o maior deles. O acumulado em 12 meses saltou de 1,47%, em dezembro, para 8,14%, em janeiro, a maior variação desde julho de 2024 (14,17%).

A atividade de outros produtos químicos (1,72%) também mostrou variação positiva expressiva.

Os preços do setor de indústrias extrativas, por sua vez, caíram 1,49% em relação ao mês anterior, depois de três taxas positivas em sequência. Essa variação negativa, a quarta mais intensa na comparação entre janeiro de 2025 e dezembro de 2024, ocorreu devido ao recuo dos preços dos minérios, tanto os de ferro quanto os não metálicos. Os produtos da extração de petróleo e gás natural apresentaram variação positiva.

Já o setor de metalurgia mostrou variação média de -0,54%. Esse resultado acontece após 13 taxas positivas seguidas, gerando um acumulado nos últimos 12 meses de 26,77%. Foi a variação mais intensa e a segunda maior influência (1,59 p.p. em 9,69%) nesse indicador dentre as atividades pesquisadas.

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de dezembro de 2024 para janeiro de 2025 repercutiu da seguinte forma: 0,53% de variação em bens de capital, -0,19% em bens intermediários e 0,53% em bens de consumo, sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis foi de 1,24%, enquanto nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 0,39%.

Sobre o IPP

O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes, definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados mensalmente. As tabelas completas do IPP estão disponíveis no Sidra. A próxima divulgação do IPP, referente a fevereiro, será em 9 de abril.



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Com maior demanda, preços da laranja in natura reagem e sobem 4%



Levantamentos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços da laranja de mesa in natura reagiram nesta semana. De segunda-feira (10) a quinta-feira (13), a laranja-pera foi negociada à média de R$ 94,89/caixa de 40,8 kg, aumento de 4,19% em relação à da semana anterior.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, a procura ficou aquecida após o Carnaval. Além disso, a volta às aulas, a oferta de frutas pequenas e o calor excessivo têm elevado os preços da laranja in natura.

Para a lima ácida tahiti, as cotações seguem em alta. Nesta semana, a fruta foi comercializada a R$ 27,55/cx de 27,2 kg, avanço de 2,83% em igual comparativo

Suco de laranja

No começo desta semana, a Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) informou que os estoques globais de suco de laranja brasileiro, convertidos em suco concentrado congelado (FCOJ Equivalente), atingiram 351.483 toneladas em 31 de dezembro de 2024, atingindo o menor nível da série histórica.

Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm.



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Investimento no cultivo de baunilha pode gerar bons rendimentos financeiros



A baunilha, por ser uma planta versátil, não é usada apenas na gastronomia, ela pode ser usada também em cosméticos e na farmacologia.

Anajulia Heringer Salles, produtora rural, cultiva diversas variedade de baunilha e conta como o investimento em qualificação e o importante apoio de parceiros, como o Sebrae, transformaram o seu negócio.

Segundo Carlos Antônio Moraes, extensionista da Emater/DF, em uma pequena área é possível obter um bom rendimento. Ele afirma que: “a baunilha é o segundo condimento mais bem valorizado do planeta.”

O apoio do Sebrae tem sido fundamental tanto na qualificação quanto nas dúvidas que surgem no dia a dia.

Aperte o play nesta história para descobrir como investir em baunilha.



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pesquisa mostra o nível de contaminação em confinamentos



A DSM-Tortuga realizou um abrangente estudo sobre a contaminação de micotoxinas em confinamentos brasileiros e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avaliou o impacto financeiro de micotoxinas na redução do ganho de peso médio dos animais.

O estudo monitorou mensalmente 52 confinamentos entre 2023 e 2024, com 752.104 cabeças de gado.

Os resultados revelaram contaminação em todas as amostras de ração, especialmente por fumonisinas e zearalenona, com a maioria contendo três ou quatro micotoxinas, o que potencializa seus efeitos nos animais.

A partir desses dados, o Cepea calculou a perda de R$ 160 a R$ 185 por carcaça, que poderia ser evitada com a adoção de tecnologias e estratégias eficazes.

De acordo com o Cepea, a baixa eficácia dos adsorventes tradicionais reforça a necessidade de tecnologias mais avançadas, como Bioproteção e Biotransformação para melhorar a saúde animal e a rentabilidade no setor pecuário.

O estudo está disponível na edição n° 96 do Informativo Cepea Confinamento.

Sobre o Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm.

DSM-Tortuga

A Tortuga é uma marca de suplementos nutricionais para gado de corte, gado de leite, equídeos e pequenos ruminantes da DSM-Firmenich – empresa mundial baseada na ciência, com atividades nas áreas de saúde, nutrição e materiais.

A DSM-Firmenich comercializa a linha de produtos Tortuga no Brasil e em 17 países da América Latina, atendendo às exigências de empresários rurais que trabalham na pecuária.



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Safra de arroz brasileira deve crescer 14,3% em 2024/25



Brasil pode exportar 2 milhões de toneladas de arroz em 2025




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (13) o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, que aponta uma estimativa de aumento de 14,3% na produção de arroz em relação à safra anterior, que foi de 12,1 milhões de toneladas. A expansão da área plantada e a alta rentabilidade do setor foram os principais fatores que contribuíram para esse crescimento. A Conab ainda destaca que as boas condições climáticas nas principais regiões produtoras devem garantir uma boa produtividade para a cultura.

A previsão de consumo nacional para as safras 2023/24 e 2024/25 permanece estável, com estimativas de 10,5 milhões de toneladas para a safra 2023/24. O consumo é ajustado conforme o quadro de suprimento, levando em consideração os estoques de passagem, as exportações e a produção interna.

A balança comercial também foi analisada no levantamento. A projeção para as exportações de arroz para a safra 2023/24 é de uma redução para 1,5 milhão de toneladas, devido aos preços internos mais altos em relação às paridades de exportação. Contudo, a safra 2024/25 deve ver um aumento nas exportações, estimando-se que o Brasil exporte 2 milhões de toneladas, acompanhando a recuperação da produção e a redução dos preços internos. As importações devem totalizar 1,4 milhão de toneladas em ambas as safras.

O estoque de passagem também está projetado para aumentar, chegando a 1,4 milhão de toneladas até fevereiro de 2026, devido ao incremento na produção nacional.

Em paralelo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, registrou um aumento de 1,23% em fevereiro. Para o arroz, a média nacional apontou uma queda de 1,49% no preço entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025, com uma redução de 1,28% nos últimos 12 meses, conforme análise Agromensal do Cepea.





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Safra baiana de grãos deve bater recorde com mais de 12 mi de toneladas



A produção da safra baiana de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), deve chegar a 12.216.864 toneladas neste ano, de acordo com estimativa de fevereiro, divulgada pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE.

Isso representa um aumento de 7,3% (ou mais 835.769 t) em relação ao resultado de 2024 (11.381.095 t) e indica um novo recorde para o estado, superando em 0,6% (mais 68.806 t) a safra de 2023, que havia sido a maior até então (12.148.058 t).

De acordo com o IBGE, isso se deve a uma revisão para cima na estimativa da produção baiana de grãos, de 0,6%, entre janeiro e fevereiro (mais 76.400 toneladas).

Ela foi puxada exclusivamente pelo milho 1ª safra, que passou a ter uma previsão de 1.593.000 toneladas neste ano, 5,8% (+87.300 t) acima do estimado em janeiro (1.505.700 t). 

Revisão de dados

Com essa alteração, a 1ª safra de milho na Bahia deve ser, em 2025, 2,7% maior (+41.910 t) do que a do ano passado (1.551.090 t). Em janeiro, a estimativa era de que ela fosse 2,9% menor do que a de 2024.

A revisão no milho 1ª safra se deveu a uma perspectiva de aumento de 5,8% na área plantada e a ser colhida, de 274 mil para 290 mil hectares, entre janeiro e fevereiro.

O aumento na produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o estimado também para o todo o Brasil.

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 323,8 milhões de toneladas neste ano.

O resultado é 10,6%, ou 31,1 milhões de toneladas, maior do que o de 2024 (292,7 milhões de toneladas), porém 0,5% menor (menos 1,6 milhão de toneladas) do que previsto em janeiro.

Em 2025, a Bahia deve manter a 7ª maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2024). Mato Grosso continua na liderança (29,8%), seguido por Paraná (13,6%) e Goiás (11,5%).


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Exportação de café cai 10,4% em fevereiro, mas faturamento sobe 55,5%



O Brasil exportou 3,274 milhões de sacas de café em fevereiro, ou 10,4% menos em relação a igual mês do ano passado. O faturamento, entretanto, subiu 55,5%, para US$ 1,19 bilhão, na mesma base comparativa. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A receita cresceu em razão dos “elevados preços internacionais”, destaca a entidade.

Em relação ao acumulado dos oito meses da safra 2024/25 (julho a fevereiro), o faturamento acumulado é de US$ 9,723 bilhões, alta de 59,8% ante igual intervalo da safra 2023/24. Em volume, o total embarcado somou 33,452 milhões de sacas, ou 8,8% mais.

Quanto aos meses de janeiro e fevereiro de 2025, o País exportou 7,287 milhões de sacas de café, queda de 5,4% ante igual período de 2024. A receita, porém, avançou 58,4%, para US$ 2,516 bilhões. Esses valores, segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, são recordes.

Ele observa, ainda, que, mesmo com o recuo dos preços nas bolsas internacionais, “os preços atuais e as cotações médias dos últimos meses são significativamente maiores do que os verificados em igual período do ano anterior, o que justifica o recorde em receita”, diz.

Já a queda no volume exportado diz respeito ao fato de o Brasil estar na entressafra de café, o que faz com que o produto brasileiro perca competitividade em relação aos concorrentes, como o Vietnã.

“Ali os preços estão mais atrativos em relação aos canéforas (conilon e robusta) brasileiros”, destaca. A variedade arábica também está mais cara na comparação com o produto de países da América Central. “Esses fatores devem seguir afetando o desempenho das exportações do Brasil, que devem ter menor volume nos próximos meses”, diz.

Outro fator na redução dos embarques, segundo Ferreira, é uma “eventual e pontual redução no consumo global da bebida”. “Os recordes de preços registrados no cenário nacional e internacional estão longe do que já foi repassado pelas indústrias no Brasil e no exterior e mais distantes ainda daquilo que os supermercados repassaram aos consumidores”, justifica, na nota.

“Ainda que vejamos mais retrações nas bolsas, novas altas nos preços ao consumidor não devem ser descartadas, haja vista essa grande defasagem.” Ainda conforme Ferreira, o potencial aumento de preço terá “impacto direto na inflação dos países consumidores, produtores ou não, e resultarão em redução do consumo”.



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