domingo, junho 28, 2026

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Percevejo Manchador de Grãos ameaça soja e feijão



As sementes ficam enrugadas



As sementes ficam enrugadas
As sementes ficam enrugadas – Foto: Nadia Borges

De acordo com Daniel Ferreira, Pesquisador Técnico na Itaipu Parquetê, o Percevejo Manchador de Grãos (Neomegalotomus parvus) representa uma ameaça significativa para as lavouras de soja e feijão. Esse inseto, conhecido por sua agilidade e voo rápido, apresenta diferenças visuais entre os sexos: os machos possuem coloração marrom clara, enquanto as fêmeas são mais escuras e possuem um abdome maior.  

A principal forma de dano ocorre quando os percevejos inserem seu aparelho bucal nas vagens para se alimentar dos grãos. Esse processo compromete diretamente os tecidos das sementes, deixando-as chochas e enrugadas, o que reduz seu peso e prejudica a qualidade e a produtividade da lavoura. Esse impacto é especialmente preocupante para os produtores que buscam alto padrão de grãos para comercialização.  

Além dos danos físicos, o Neomegalotomus parvus pode atuar como vetor da mancha de levedura, uma doença causada pelo fungo Nematospora corylii, que afeta as sementes de feijão. Essa infecção compromete ainda mais a qualidade do grão e pode impactar a viabilidade do plantio em safras futuras.  

Diante desse cenário, o monitoramento constante e estratégias de controle eficazes são essenciais para minimizar os prejuízos causados pelo percevejo nas culturas de soja e feijão. “Por se alimentarem dos grãos com a introdução do aparelho bucal nas vagens, danificam diretamente os tecidos, tornando as sementes chochas e enrugadas, reduzindo o peso e afetando a qualidade e a produção dos grãos. N. parvus pode infectar as sementes de feijão transmitindo a mancha de levedura causada pelo fungo Nematospora corylii”, escreveu ele, na rede social LinkedIn.

 





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Tech Farm Show 2025 é cancelado



Os organizadores da Tech Farm Show 2025 comunicaram o cancelamento do evento que estava programado para os dias 03, 04 e 05 de abril de 2025, em Gurupi, no estado de Tocantins. A decisão foi tomada conjuntamente pela comissão organizadora com expositores que estavam confirmados.

Segundo o comunicado, a decisão ocorreu após uma análise criteriosa do atual cenário econômico do agronegócio, que enfrenta desafios que impactam diretamente toda a cadeia produtiva.

A organização enumerou alguns fatores que levaram ao cancelamento como a desvalorização dos produtos agropecuários, como grãos e arroba do boi, reduzindo o poder de compra do produtor; escassez de crédito subsidiado, dificultando o acesso a custeios e investimentos, essenciais para a continuidade dos negócios; incertezas para a safra 2025/2026.

“Diante desse panorama lamentável, entendemos em conjunto que a viabilidade comercial da feira foi comprometida significativamente, impactando, organizadores, expositores e participantes que enxergam o evento como uma plataforma estratégica para geração de negócios”, informa o comunicado.



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MS, MT e SP lideram a colheita de soja no Brasil; veja os números



A colheita da safra de soja 24/25 avança pelo Brasil. Os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul são os estados mais adiantados no processo. O avanço acontece devido às condições climáticas favoráveis em algumas regiões quanto o planejamento dos produtores, que buscam minimizar riscos e garantir o sucesso nos trabalhos.

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A soja nos estados mais avançados

O estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, já colheu 91,7% da área plantada, dentro da média histórica (90,5%). Apesar do progresso, a safra de soja 2024/2025 em Mato Grosso tem enfrentado desafios, como o atraso no plantio devido à demora das chuvas, além de dificuldades climáticas e logísticas que impactaram a colheita e o escoamento.

São Paulo também avançou rapidamente, atingindo 85% até 9 de março, um salto em relação aos 20% da semana anterior.

Já Mato Grosso do Sul já colheu 70% da safra, com avanço em relação aos 58% da semana anterior e se aproximando da média histórica (71,8%). A adoção de cultivares mais produtivas e resistentes, aliada ao uso de biotecnologia e sementes transgênicas, tem contribuído para o aumento da produtividade. Essas tecnologias ajudam a reduzir a necessidade de defensivos químicos, tornando a lavoura mais eficiente às adversidades climáticas.

Safra de soja

A colheita de soja no Brasil segue intensa nas principais áreas produtoras, com alta produtividade em diversas regiões, o que reforça a estimativa de produção recorde. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento da oferta do grão e a maior atividade dos compradores aqueceram os negócios para entrega imediata.

Em 14 de março, o preço da saca de soja Cepea/Esalq em Paranaguá (PR) era de R$134,36, com leve queda de 0,04% em relação ao mês anterior. A Conab projeta uma produção de 167,37 milhões de toneladas, 13,3% superior à safra 2023/24, com 56,3% da colheita já realizada até 9 de março.



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Clima adverso inflaciona o preço do café pelo mundo



Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que o avanço nos preços do café se deve, em grande parte, às interrupções na oferta por causa das condições climáticas adversas nos principais produtores globais, o Brasil e o Vietnã.

O documento também mostra que os aumentos repassados aos consumidores tendem a durar mais tempo, mesmo com uma eventual queda das cotações no curto prazo.

“Infelizmente, 2024 foi a tempestade perfeita para impulsionar os preços do café, com condições climáticas muito ruins tanto no Brasil quanto no Vietnã”, disse El Mamoun Amrouk, economista sênior da FAO.

Mais da metade da produção mundial de café vem dos dois países e a interrupção na produção tem um efeito direto nos preços, afirmou Amrouk.

Produção de café

A seca prolongada no Vietnã causou uma queda de 20% na produção de café na safra anterior, que terminou em setembro de 2024, com pressão adicional de agricultores retendo a produção devido ao aumento dos preços internos.

No Brasil, o clima quente e seco levou a repetidas revisões para baixo da safra, com as estimativas oficiais de produção passando de um aumento anual de 5,5% na temporada anterior para uma queda de 1,6%.

Preocupações com as condições climáticas adversas afetando as colheitas na safra atual tanto no Brasil quanto no Vietnã provocaram um aumento acentuado nos preços em novembro e dezembro. Os preços podem subir ainda mais este ano se os declínios significativos na produção persistirem nas principais regiões produtoras, alertou o relatório.

O Vietnã relatou uma perspectiva positiva para sua colheita na nova safra. No entanto, o Brasil espera uma queda na produção, apesar de algumas boas condições climáticas recentes. As plantações de café continuam estressadas pela seca prolongada de 2024 e as primeiras previsões oficiais para a próxima safra indicam uma queda de 4,4%, segundo Amrouk.

Aumento no consumo de café

Embora os problemas de oferta tenham sido o principal fator de suporte dos preços, outras notícias também estão no radar. No lado da demanda, o aumento no consumo global à medida que a economia mundial se recuperava da pandemia de coronavírus pressionou ainda mais o equilíbrio entre oferta e demanda, sustentando a alta nos preços.

A demanda nos países desenvolvidos permanece inalterada, independentemente da dinâmica do mercado e dos preços, enquanto a demanda por café nos mercados emergentes cresce. O aumento constante nos custos de envio na primeira metade de 2024 também impulsionou o café.

A valorização das commodities se reflete nos preços ao consumidor. Evidências iniciais mostram que os preços do café nos EUA e na União Europeia subiram 6,6% e 3,8%, respectivamente, em dezembro de 2024, em comparação com o ano anterior, disse a ONU.

“Aumentos que são repassados aos consumidores tendem a durar mais do que os preços internacionais. Então, os preços das commodities podem cair no curto prazo, mas os aumentos que foram repassados aos consumidores tendem a durar bastante tempo”, explicou Amrouk.

Preços do café

Os futuros de café arábica na Bolsa de Nova York subiram mais de 20% em 2025, até o momento, e mais do que dobraram ante o ano passado, atingindo um recorde de 438 cents de dólar por libra-peso em fevereiro.



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Ações ajudam produtores a enfrentar escassez de chuva no Sul do Brasil



A falta de chuva está deixando municípios catarinenses em alerta. O Governo de Santa Catarina, por exemplo, conta com ações permanentes para apoio direto aos produtores, com linhas de crédito e programas emergenciais para minimizar os impactos nas propriedades, em ocorrências climáticas.

De acordo com a Epagri/Ciram, desde a segunda quinzena de janeiro, Santa Catarina registra pouca ocorrência de chuva, principalmente nos municípios que vão do Meio-Oeste ao Planalto Sul e Norte, bem como nas áreas próximas ao Paraná e ao Rio Grande do Sul.

Segundo a Epagri/Ciram, neste verão as massas de ar quente estão atuantes no estado, provocando ondas fortes de calor. As frentes frias, que costumam trazer chuva mais significativa, vêm passando mais ao sul na altura do Uruguai e Rio Grande do Sul, e as poucas que atingiram o estado catarinense trouxeram chuva com mais intensidade no litoral, em pequena quantidade no interior, principalmente nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste.

“As chuvas estão mal distribuídas e são de curta duração, ocorrendo principalmente durante a tarde e seguidas de rápida evaporação, o que dificulta a infiltração no solo ou uma maior contribuição para elevar o nível de rios e reservatórios”, explica a meteorologista da Epagri/Ciram, Marilene de Lima.

Falta de chuva e a produção de soja

Conforme a Epagri/Cepa, a soja está em fase de colheita em Santa Catarina e, nas áreas semeadas mais tarde, pode-se ter alguma redução na produtividade média, mas de forma geral, a safra será uma das melhores dos últimos anos. Já o feijão 2ª safra e o milho 2ª safra estão predominantemente em fase de desenvolvimento vegetativo e início de floração.

“Essas áreas merecem mais atenção, podendo haver perdas importantes em produtividade caso a escassez de chuva persista nos próximos meses”, diz o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagi/Cepa, João Alves.

Programas de apoio ao produtor

O Programa Água no Campo SC com as linhas “Água para Todos” e “Cultivando Água e Protegendo Solo” é voltado aos financiamentos para captação, armazenamento, tratamento, distribuição de água para dessedentação animal e humana, proteção de nascentes, práticas de recuperação, conservação e manejo do solo e da água. Os agricultores podem acessar até R$ 100 mil, com prazo de pagamento de cinco anos e desconto de até 50% para adimplentes.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos.

Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família. Os produtores podem acessar esses programas no escritório da Epagri do seu município.

“O governo mantém um conjunto de ações permanentes para oferecer suporte direto aos agricultores, com linhas de crédito e programas emergenciais que visam minimizar os impactos das adversidades climáticas nas propriedades. Nossas equipes estão em campo para identificar os principais problemas e dar o suporte necessário”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Safra Garantida

O Programa Safra Garantida SC – Garantindo a renda do agricultor Catarinense trará um novo fôlego aos agricultores que acessam o Pronaf Custeio Agrícola e aderem ao Proagro Mais – seguro compulsório do governo federal que protege a safra em casos de perda. Irá oferecer um subsídio de até R$ 1.500,00 aos agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 100 mil, para custear a taxa de adesão ao Proagro Mais. O Safra Garantida está em fase de regulamentação com bancos e cooperativas que operam o Pronaf.

Quando volta a chuva?

Segundo a meteorologista Gilsânia Cruz, a previsão até o fim de março é de chuva escassa e mal distribuída nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, ocorrendo com maior frequência na faixa leste do estado (Planalto ao Litoral). Nos meses de abril e maio, a previsão é de chuva próxima a abaixo da média climatológica em Santa Catarina, com chance de períodos prolongados sem chuva.

Com a diminuição das chuvas de verão (chuvas convectivas), as frentes frias começam a chegar com mais frequência ao Sul do Brasil, especialmente na segunda quinzena do mês, contribuindo para a maior parte da precipitação em Santa Catarina.

A média mensal de chuvas para o Oeste e Planalto deve variar entre 100 a 130mm, enquanto no Litoral esse valor fica entre 150 e 210mm. Para abril e maio, espera-se uma redução ainda maior nas chuvas, com a média mensal ficando entre 100 e 170mm no estado.



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Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física começa hoje



O prazo de entrega da Declaração Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025, ano-calendário 2024, já está em vigor e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde quinta-feira (13).

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração.

A Receita Federal calcula receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

A Receita recomenda que os contribuintes organizem seus documentos com antecedência, para evitar contratempos no envio da declaração.

Quem não entregar no prazo fixado, está sujeito a multa mínima de R$ 165,74 e a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido.

1º de abril

Neste primeiro momento, os contribuintes não terão a declaração pré-preenchida para agilizar a entrega. De acordo com a Receita Federal, em 2025, o preenchimento dos campos do documento começa a ser implementado nesta segunda-feira, com a importação dos dados, e somente estará disponível ao público em 1º de abril. A data é a mesma da liberação do programa de preenchimento e entrega online e por dispositivos móveis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda.

O acesso ao Meu Imposto de Renda exigirá autenticação via Plataforma Gov.BR (níveis ouro ou prata), com acesso por meio da página da Receita, e-CAC, qualquer navegador ou aplicativo da Receita Federal.

Declaração pré-preenchida

A expectativa da Receita é alcançar, este ano, 57% das declarações por meio do sistema pré-preenchido. No ano passado, foram 41,2% nessa condição.

As informações importadas são de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais da declaração do IR apresentadas pelo próprio contribuinte no ano anterior; de declarações auxiliares (como o carnê-leão); e ainda das declarações de terceiros, como fontes pagadoras, imobiliárias ou serviços médicos, por exemplo.

A declaração pré-preenchida depende da colaboração de terceiros, porque importará os dados somente se as fontes enviarem as informações. Se não houver envio das informações dentro do prazo ou se erros forem cometidos, a declaração pré-preenchida pode ficar incompleta ou conter dados incorretos.

Por isso, é de inteira responsabilidade do contribuinte a verificação da correção de todos os dados preenchidos na declaração. Se for o caso, este deverá fazer as alterações, inclusões e exclusões das informações necessárias,

Desde 2022, para fazer a declaração pré-preenchida, o cidadão precisa de uma conta no portal Gov.br de nível prata ou ouro, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha cadastrados. O documento pode ser acessado em qualquer plataforma (online, aplicativo para dispositivos móveis ou Programa Gerador da Declaração.

O contribuinte que optar pela declaração pré-preenchida, após 1º de abril, tem prioridade na hora de receber a restituição.

Mudanças

As principais mudanças na entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025, em relação ao ano anterior, envolvem a atualização dos limites de obrigatoriedade de entrega da declaração (descritos acima); obrigatoriedade de declaração a quem teve rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; e para quem atualizou, no ano passado, valor de mercado de imóveis declarados anteriormente.

Restituições

As restituições serão liberadas também a partir de 30 de maio, em cinco lotes, até 30 de setembro.

Na liberação de restituições, após as prioridades previstas em lei (idosos, pessoas com deficiência), quem fizer a declaração pré-preenchida e optar pelo recebimento da restituição por Pix deve receber mais rapidamente.

Dentro de cada grupo, a regra geral é a de que aqueles que enviam a declaração mais cedo recebem a restituição primeiro. As consultas à restituição devem ser feitas no site da Receita Federal ou no aplicativo..

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  • 1º – idade igual ou superior a 80 anos;
  • 2º – idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  • 3º – pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  • 4º – quem usou a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  • 5º – quem usou a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix;
  • 6º – demais contribuintes.

Para quem tiver imposto a pagar, o vencimento da primeira cota (ou cota única) será em 30 de maio. Demais cotas vencerão no último dia útil de cada mês subsequente, até a oitava cota, em 30 de dezembro.



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entenda o que mudou na declaração do IRPF 2025



A Receita Federal liberou hoje, 17 de março, a transmissão para as declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2025, referente ao ano-calendário de 2024. O prazo de entrega vai até 30 de maio, às 23h59.

Micro e pequenos produtores rurais que atuam como pessoas físicas precisam declarar renda por meio de IRPF. Para a declaração deste ano, a receita bruta obrigatória para atividade rural passou de R$ 153.999,50 para R$ 169.440,00. 

Vale destacar que todos os ganhos e custos que envolvem a atividade rural devem ser declarados. A exemplo das receitas, despesas, investimentos, bens, funcionários, insumos, financiamentos.

Além do aumento da receita bruta para atividade rural, poucas mudanças foram feitas em relação ao último ano.

A obrigatoriedade também se aplica para quem atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024, bem como para quem apurou rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos.

Todas as demais obrigatoriedades já sinalizadas em 2024 foram mantidas.

De acordo com a Agência Brasil, a liberação do programa de preenchimento por dispositivos móveis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda inicia em 1º de abril. Mesma data para a liberação da declaração pré-preenchida. 

Segundo o contador e mestre em Ciências Contábeis, Wanderson Bittencourt, se o contribuinte já organizou todos os documentos, é recomendável que a declaração seja feita o quanto antes, sem a necessidade de aguardar a liberação da pré-preenchida.

Para Bittencourt, é importante que os contribuintes tenham atenção com a declaração pré-preenchida para não cair na malha fina. “As informações que estão disponíveis na pré-preenchida são básicas. É preciso verificar e complementar o que falta”, conta. 

O especialista ainda pontua que o caminho mais seguro para evitar a malha fiscal é o de contratar profissional especializado. 

“É o contador que vai pegar todas as informações para enviar a declaração ou, se necessário, resolver restrições. Assim, caso ocorra algum problema no processo de declaração, o profissional saberá o que fazer”, afirma Wanderson Bittencourt.

Restituição

A restituição do IRPF 2025 será realizada em cinco lotes pagos entre maio e setembro. De acordo com texto publicado pelo Diário Oficial da União (DOU), o montante a ser restituído vai ser disponibilizado na agência bancária indicada pelo contribuinte no ato da declaração.

Ordem de prioridade 

Recebem primeiro a restituição, pessoas com idade igual ou superior a 80 anos. Na sequência, contribuintes com idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave. Pessoas cuja maior fonte de renda seja o magistério; que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por Pix; utilizarem a pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por Pix; demais contribuintes.



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Manejo da soja involuntária no algodão: Como fazer?



Para um controle eficiente, o manejo precisa ocorrer no momento certo



Para um controle eficiente, o manejo precisa ocorrer no momento certo
Para um controle eficiente, o manejo precisa ocorrer no momento certo – Foto: Canva

Segundo Michael Damasceno, Monitor de Campo na Franciosi Agro, a presença de soja involuntária após a colheita se torna um desafio para o cultivo do algodão. Além de competir por água, luz e nutrientes, essa planta daninha pode servir de hospedeira para pragas e doenças, comprometendo o desenvolvimento da lavoura e reduzindo o potencial produtivo.  

Para um controle eficiente, o manejo precisa ocorrer no momento certo. Aplicações precoces podem ser ineficientes, pois há a possibilidade de novas germinações a partir de sementes viáveis no solo, exigindo novas intervenções. Já um controle tardio permite que a soja cresça e interfira ainda mais na cultura, dificultando o manejo e aumentando os custos operacionais. O equilíbrio no tempo de ação é essencial para minimizar impactos negativos.  

A estratégia recomendada envolve a combinação de glifosato com piritiobaque-sódico, um herbicida do grupo B. O glifosato, por ser sistêmico, auxilia na translocação do piritiobaque-sódico dentro da planta, garantindo maior eficácia no controle. Essa abordagem visa eliminar a soja involuntária de maneira mais eficiente, reduzindo sua interferência no algodão e contribuindo para um cultivo mais saudável e produtivo.  

Tomar decisões assertivas nesse processo é fundamental para preservar o potencial produtivo da lavoura e evitar prejuízos. A escolha do momento certo e do produto adequado garante um manejo eficiente e sustentável. “Para esse cenário, a estratégia utilizada será uma combinação de glifosato com piritiobaque-sódico, um herbicida do grupo B. O glifosato, por ser sistêmico, facilita a translocação do piritiobaque-sódico dentro da planta, garantindo um controle mais eficiente”, disse ele, em uma publicação na rede social LinkedIn.

 





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Nível de umidade atinge menor grau em 30 anos e pode prejudicar safra de milho



A falta de chuvas nas últimas semanas reduziu a umidade do solo em importantes áreas produtoras de milho segunda safra no Brasil, exigindo acompanhamento contínuo do desenvolvimento das lavouras.

Em nota, a EarthDaily Agro, empresa especializada no monitoramento agrícola via satélite, alertou que a precipitação acumulada desde o início de fevereiro atingiu o menor nível em 30 anos, enquanto temperaturas elevadas aceleraram a evapotranspiração no Centro-Sul do País.

“Embora o calor não tenha impactado diretamente o milho segunda safra, devido ao estágio inicial das plantas, ele intensificou a evapotranspiração, reduzindo ainda mais a umidade do solo”, afirmou o analista de cultura da EarthDaily Agro, Felippe Reis.

Nos últimos dez dias, os volumes de chuva foram baixos na maior parte do país, variando entre 0 e 20 milímetros. Em Mato Grosso, os acumulados oscilaram entre 15 e 100 mm, mas, no geral, ficaram abaixo da média histórica. Modelos meteorológicos divergem sobre os volumes esperados para os próximos dias.

O modelo europeu ECMWF prevê chuvas abaixo da média para quase toda a zona produtora do milho segunda safra, enquanto o modelo americano GFS projeta precipitação acima da média em algumas áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.

O índice de vegetação (NDVI), que monitora a cobertura vegetal, aponta que o crescimento das lavouras em Mato Grosso segue satisfatório, apesar do plantio tardio. Em Goiás, o indicador mostra melhora recente, mas ainda reflete um ciclo atrasado.

Em Mato Grosso do Sul, a seca no início do plantio não definiu o potencial produtivo da safra, e o NDVI se mantém entre os padrões observados em 2022, quando a safra foi satisfatória, e 2024, ano de menor produtividade.

No oeste do Paraná, a falta de chuvas ainda não comprometeu as lavouras, mas a demanda hídrica aumentará nas próximas semanas, elevando a necessidade de precipitações para sustentar a produtividade.

Já no Rio Grande do Sul, o NDVI indica uma redução expressiva, sinalizando o avanço da colheita das culturas de verão e a expectativa de baixa produtividade para soja e milho primeira safra.

Segundo a EarthDaily Agro, o período seco não representa uma ameaça imediata ao milho segunda safra, mas, se persistir até o fim de abril, o potencial produtivo poderá ser comprometido.



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Estimativa de safra recorde se fortalece e colheita da soja segue firme pelo país



A colheita de soja segue de maneira intensa nas principais áreas produtoras do grão no Brasil. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior produtividade vem se confirmando em muitas praças, o que reforça a estimativa de produção recorde no país.

De acordo com o Centro de Estudos, “com a oferta do grão aumentando e compradores mais ativos, os negócios para entrega imediata se aqueceram”, informou em nota publicada hoje (17) no site da entidade.

Preço da soja

Na sexta-feira (14), o indicador da soja Cepea/Esalq – Paranaguá (PR) negociava a saca de 60 kg do grão por R$134,36, uma leve baixa de -0,04% em comparação com o mesmo período do mês passado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção nacional de soja em 167,37 milhões de toneladas, 0,8% a mais que a apontada em fevereiro e 13,3% superior à da safra 2023/24 – deste total, 56,3% já haviam sido colhidos até 9 de março, de acordo com a Companhia.

Trabalho do Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados que obtêm.

O Cepea também realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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