Corte de energia se deve a obras na rede de gás encanado
Nesta terça-feira (18/02), a partir das 8h da manhã, algumas áreas do Porto de Santos (margem direita, entre Saboó e Outeirinhos, próximo ao terminal de cruzeiros) terão corte de energia elétrica. O desligamento da rede de média tensão será feito para garantir segurança da realização de serviços em redes de infraestrutura referentes à canalização de gás. O desligamento está previsto para ser mantido até às 17h.
Atenção especial ao não funcionamento dos sistemas de semáforos da Avenida Augusto Barata. Solicita-se aos motoristas que evitem esta via.
Importante salientar que o fornecimento de energia poderá ser reestabelecido antes do horário previsto, sem prévio aviso. Por isso, a Autoridade Portuária de Santos (APS) orienta que não sejam efetuados serviços nas proximidades da rede (a menos que haja desligamento de acordo normas de segurança).
A programação poderá ser cancelada ou alterada em caso de mau tempo ou necessidade urgente de atendimento técnico pelas equipes.
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Os produtores rurais precisam ficar atentos ao prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda de 2025. Segundo o Diretor Executivo da NTW Contabilidade Bituruna, Rudinei Agustini, é fundamental conhecer as regras para evitar penalidades.
“Produtores que tiveram receita bruta acima de R$ 169.440,00 em 2024 devem declarar. Além disso, quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888,00 ou possuía bens acima de R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2024 também precisa fazer a declaração”, explica Agustini.
O especialista reforça que despesas relacionadas à atividade rural podem ser deduzidas, desde que devidamente comprovadas. “Organizar a documentação ao longo do ano facilita a prestação de contas e evita complicações”, orienta.
O prazo para envio das declarações começa em 17 de março e vai até 30 de maio de 2025. Não declarar pode acarretar multas a partir de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF do produtor pode ser bloqueado, dificultando financiamentos, venda de bens e acesso a créditos rurais. “Para evitar problemas, o ideal é contar com o apoio de um contador. Qualquer dúvida, o site da Receita Federal disponibiliza informações detalhadas”, conclui Rudinei Agustini.
MAIS
A declaração pré-preenchida começará a ser implementada na segunda-feira, dia 17, com informações sobre rendimentos e pagamentos, e será totalmente concluída no dia 1º de abril. As restituições serão liberadas a partir de 30 de maio, seguindo um cronograma com cinco lotes, sendo o último creditado em 30 de setembro. Todas as regras estão presentes na Instrução Normativa RFB nº 2.255/2025, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 13/3.
A declaração poderá ser feita por meio do tradicional Programa Gerador da Declaração (PGD) para computador, disponível no site da Receita Federal, ou pelo sistema “Meu Imposto de Renda”, nova solução online para celulares e tablets, com acesso a partir do dia 1º de abril próximo. O acesso ao Meu Imposto de Renda exigirá autenticação via Plataforma GOV.BR (níveis ouro ou prata), com acesso por meio da página RFB, e-CAC, qualquer navegador ou aplicativo da Receita Federal.
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Foto: Seane Lennon
Neste 16 de março, Dia Nacional sobre a Conscientização das Mudanças Climáticas, data para refletir sobre os impactos das alterações do clima na produção de alimentos. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo promove iniciativas para mitigar esses efeitos e garantir produtividade sustentável.
O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, desenvolve pesquisas para identificar plantas forrageiras mais adaptadas às mudanças climáticas. O objetivo é aumentar a eficiência no uso de nutrientes e reduzir impactos ambientais.
Para enfrentar a estiagem e otimizar o uso da água, o estado disponibilizou uma linha de crédito de R$ 200 milhões por meio do Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP. Os recursos são voltados para projetos de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão, visando garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento regional em um cenário de eventos climáticos extremos.
A linha de crédito faz parte do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e busca dobrar as áreas irrigadas no estado em quatro anos, com a meta de alcançar 15% até 2030. Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as áreas irrigadas são responsáveis por mais de 40% da produção mundial de alimentos. O Atlas da Irrigação, da Agência Nacional de Águas (ANA), projeta a incorporação de 4,2 milhões de hectares de áreas irrigadas até 2040 no Brasil.
Diante das mudanças climáticas, o setor agrícola segue adotando estratégias para garantir a produção e minimizar os impactos ambientais, fortalecendo a resiliência da agricultura paulista.
A Embrapa, em parceria com instituições de pesquisa e inovação, desenvolveu uma nova metodologia para mapear automaticamente viveiros escavados, o principal sistema de produção de peixes no Brasil.
O método, aplicado inicialmente no Paraná, utiliza imagens de satélite de alta resolução e inteligência artificial para identificar viveiros com 90% de precisão. Os resultados do estudo foram recentemente publicados na revista internacional Aplicações de Sensoriamento Remoto: Sociedade e Meio Ambiente.
A inovação combina imagens do programa Iniciativa Internacional da Noruega para o Clima e Florestas (NICFI) com algoritmos de aprendizado de máquina, como o Random Forest, para classificar as áreas de piscicultura. De acordo com a geógrafa Marta Ummus, da Embrapa Pesca e Aquicultura, a tecnologia reduz em 90% o tempo e o esforço necessários para mapear os viveiros.
“Não substituímos o trabalho humano, mas conseguimos torná-lo muito mais ágil e preciso”, afirma a pesquisadora.
Aquicultura no Paraná: dados inéditos sobre produção
O levantamento identificou 42.369 tanques aquícolas distribuídos em 13.514 empreendimentos, totalizando 11.515 hectares de lâmina d’água. Cerca de 40% dessa estrutura concentra-se na Região Metropolitana de Curitiba e no oeste do estado.
Municípios como Nova Aurora, Palotina, Toledo e Assis Chateaubriand despontam como polos produtivos, beneficiados por infraestrutura consolidada e cooperativas agroindustriais.
O estudo revelou ainda que mais da metade dos empreendimentos aquícolas do Paraná está na mesorregião oeste. Junto à mesorregião sudoeste, elas somam 65% da atividade de piscicultura em viveiros escavados do estado, reforçando a liderança do Paraná na produção nacional de peixes de cultivo.
Expansão da tecnologia para outros estados
Com os resultados promissores no Paraná, os pesquisadores já iniciaram a aplicação da metodologia em Rondônia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Tocantins.
“Nosso objetivo é expandir esse mapeamento para outras regiões, firmando parcerias com instituições estaduais para refinar os dados e ampliar a adoção da tecnologia”, afirma Ummus.
Segundo os especialistas, o mapeamento automático oferece dados mais atualizados e assertivos para a gestão pública e privada da aquicultura. “A tecnologia permite aos produtores entenderem melhor o cenário da piscicultura em sua região e auxilia gestores na tomada de decisões para investimentos e gestão dos recursos hídricos”, destaca Bruno Silva, pesquisador do Biopark Educação.
O projeto é fruto de uma parceria entre a Embrapa, o Biopark e o Biopark Educação, com apoio da Fundação Araucária e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Com a recente renovação do projeto, novas perspectivas para aprimoramento e expansão foram abertas.
A geração e a disponibilização de dados para governos e outras instituições públicas e para empresas do setor privado estão entre os maiores benefícios do trabalho, que pode ser consultado no Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui).
Paraná mantém liderança na produção de peixes
De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), o Paraná lidera a produção nacional, respondendo por 22,5% do total do país em 2023, com 194,1 mil toneladas de peixes cultivados. No caso da tilápia, a espécie mais criada e exportada pelo Brasil, o estado é responsável por mais de um terço da produção nacional.
Além das cidades do oeste paranaense já reconhecidas pelo alto volume de produção, destacam-se municípios como Maripá, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Cafelândia, Marechal Cândido Rondon e Tupãssi, que juntos movimentaram quase R$ 1 bilhão em receita em 2022.
Com a aplicação da nova metodologia de mapeamento e a expansão para outras regiões do país, a expectativa é que a piscicultura brasileira se torne ainda mais eficiente e competitiva no cenário global.
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Foto: Pixabay
O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a colheita da soja já começou no Planalto Norte de Santa Catarina. Segundo o relatório, 72% das lavouras nas regiões dos planaltos Norte e Sul estão na fase de enchimento de grãos, enquanto 20% já atingiram a maturação. A expectativa média de produtividade é de 3.710 kg por hectare.
De acordo com a Conab, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura da soja, principalmente pela regularidade das chuvas ao longo do ciclo. “A umidade adequada contribuiu para o crescimento das plantas e a formação de vagens e grãos”, aponta o levantamento. No entanto, no Planalto Sul, onde o plantio ocorre mais tarde, a falta de chuva e as altas temperaturas reduziram o potencial produtivo em algumas áreas.
No Meio-Oeste, a colheita teve início em fevereiro e atingiu cerca de 10% da área plantada. A produtividade das primeiras lavouras colhidas variou entre 3.000 e 4.800 kg/ha, com média estimada em 3.600 kg/ha. “A sanidade das lavouras é considerada satisfatória, e os produtores vêm adotando métodos preventivos para controlar doenças e pragas”, informa o relatório. Nos últimos dias, o retorno das chuvas melhorou as condições das lavouras, mas algumas áreas mais tardias podem ter sido afetadas pelo período anterior de estiagem.
A Conab também ajustou os dados sobre a área plantada de soja no estado. O levantamento indica que alguns produtores optaram por semear o grão mais tardiamente, priorizando a safrinha devido à maior estabilidade de preço e comercialização em comparação ao feijão. “Esse ajuste ocorre somente agora, pois os produtores fizeram o plantio no final da janela ideal, e as informações não haviam sido atualizadas desde o levantamento anterior, em janeiro”, explica a companhia.
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Foto: Canva
As vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul somaram 2,80 bilhões de litros em fevereiro, com 2,70 bilhões destinados ao mercado interno. O volume representa um crescimento de 1,15% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA).
A comercialização de etanol hidratado alcançou 1,71 bilhão de litros (+0,64%), enquanto o etanol anidro registrou 996,61 milhões de litros (+2,04%). De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, o biocombustível tem garantido economia aos motoristas. “O etanol já proporcionou uma redução de custo superior a R$ 8 bilhões nesta safra. Sem ele, os consumidores teriam gasto esse valor a mais para rodar a mesma quilometragem”, destacou.
A produção de etanol também se manteve em alta. Na segunda quinzena de fevereiro, as unidades do Centro-Sul fabricaram 337,8 milhões de litros, sendo 94,24% provenientes do milho. No acumulado da safra, a produção do biocombustível já soma 33,91 bilhões de litros, um aumento de 3,71% na comparação anual.
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A demanda por crédito para irrigação cresceu – Foto: Canva
Entre 10 e 14 de março, o Banrisul marcou presença na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com mais de 60 especialistas e um portfólio completo para os produtores rurais. O banco encerrou o evento reafirmando sua conexão com o setor agropecuário e ampliando relacionamentos.
O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou que a feira atendeu às expectativas do banco em negócios e proximidade com os clientes. Já o diretor de Desenvolvimento, Fernando Postal, ressaltou a participação contínua da instituição no evento, reforçando seu papel como parceiro do agronegócio.
“A feira é um importante termômetro para entendermos as necessidades do produtor rural e oferecermos soluções financeiras que impulsionem a produtividade gaúcha e a eficiência do agronegócio”, destacou Lemos.
A demanda por crédito para irrigação cresceu, refletindo a busca dos produtores por segurança hídrica. Segundo Postal, o Banrisul apoia projetos voltados à resiliência climática. O superintendente de Agronegócios, Robson Oliveira Santos, também apontou a procura por inovação como um dos destaques da edição.
“Estamos oferecendo suporte para que o agronegócio gaúcho aplique cada vez mais tecnologias de ponta, ampliando o crescimento sustentável do campo e das cadeias produtivas”, reiterou Santos.
Além disso, o banco esteve presente no pavilhão da Agricultura Familiar com as máquinas Vero, oferecidas gratuitamente aos expositores. A Expodireto 2025 consolidou-se como um dos maiores eventos de agricultura de precisão do país, reunindo milhares de participantes e delegações internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar, nesta terça-feira (18), o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil por mês, confirmou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
A assinatura será em evento marcado para as 11h30 no Palácio do Planalto, informou a Secom.
Participam do evento os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Depois da solenidade, haverá uma entrevista coletiva técnica para detalhar a proposta.
Nesta segunda-feira (17), Haddad explicou que o governo fez um recálculo e passou a estimar que a renúncia com a ampliação da isenção do Imposto de Renda custará cerca de R$ 27 bilhões, um impacto menor do que os R$ 35 bilhões inicialmente estimados.
O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços acomodados. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades no posicionamento de suas escalas de abate, o que sugere por tentativas de compra em patamares mais altos.
De acordo com a Safras & Mercado, a oferta de fêmeas aparenta ter diminuído em diferentes regiões do país, o que ajuda a entender o motivo de uma maior sustentação dentro do mercado brasileiro.
As exportações permanecem em ótimo nível: o Brasil ainda é disparadamente a melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina, ganhando em competitividade na comparação com seus principais concorrentes.
Preços médios da arroba de boi gordo hoje
São Paulo: a referência média ficou em R$ 311,83, na modalidade à prazo, contra R$ 311,33 anteriormente.
Goiás: indicação média de R$ 297,14, no comparativo com R$ 295,54 da última cotação.
Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 285, estável.
Mato Grosso do Sul: arroba indicada em R$ 294,89, contra R$ 294,77 da útlima sexta (14)
Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 299,39, estável.
Atacado
O mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer desta segunda-feira (17). O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando que o escoamento da carne costuma ser mais lento durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
Quarto traseiro ainda cotado a R$ 25 por quilo.
Quarto dianteiro precificado a R$ 18,50 o quilo.
Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 por quilo.
As exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro somaram US$ 11,24 bilhões, 2,5% menos que em igual mês do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura.
“Apesar da redução das exportações de alguns produtos tradicionais da pauta exportadora, como o complexo soja, o agronegócio brasileiro demonstrou sua capacidade de diversificação ao ampliar a presença de alguns produtos nos mercados internacionais”, disse a pasta em nota, citando as exportações de produtos como óleos essenciais de laranja, que somaram US$ 37,1 milhões (+14,9%), com crescimento em mercados como União Europeia e China.
“Outro exemplo é a pimenta piper seca, com exportações de US$ 49,2 milhões (146,6%). Além disso, as sementes oleaginosas, especialmente o gergelim, tiveram um desempenho expressivo, registrando US$ 33,7 milhões (213,8%) em exportações e abrindo novas possibilidades comerciais em mercados da Ásia e do Oriente Médio.”
O volume exportado de grãos e farelo de soja foi de 8,9 milhões de toneladas, estável ante fevereiro de 2024.
Em fevereiro de 2025, os principais setores exportadores do agronegócio foram:
complexo soja (29,2% do valor exportado);
carnes (19,7% do valor exportado);
produtos florestais (11,4% do valor exportado);
café (9,9% do valor exportado);
complexo sucroalcooleiro (7,8%); e
cereais, farinhas e preparações (5,0%).
“A soma da participação relativa destes seis setores foi de 83,1%, 1,9 ponto percentual inferior à participação dos mesmos setores em fevereiro de 2024.”
O volume exportado de produtos do agronegócio caiu 5,4%, puxado por açúcar (-39,3%), madeiras e suas obras (-27,0%), sucos (-24,2%), café verde (-20,5%). As importações de produtos agropecuários subiram de US$ 1,44 bilhão em fevereiro de 2024 para US$ 1,67 bilhão em fevereiro de 2025 (+16,0%).