sábado, junho 27, 2026

Agro

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especialista conta o que esperar do mercado


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call desta quinta-feira (20), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa avançou pelo sexto dia seguido, enquanto o dólar teve a sétima queda consecutiva (R$ 5,64), em meio à decisão do Fed de manter juros estáveis e alertas sobre inflação elevada.

No Brasil, o Copom elevou a Selic para 14,25% e sinalizou possível novo ajuste em maio.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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News

Fávaro propõe novo modelo para modernizar proteção ao agro


O seguro rural brasileiro está defasado e precisa de uma reformulação urgente. Essa foi a avaliação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Comissão de Agricultura do Senado, nesta terça-feira (19). Questionado pelos parlamentares sobre o tema, o ministro destacou a necessidade de modernizar o modelo atual e sugeriu a criação de uma nova proposta para tornar o seguro mais acessível aos produtores rurais.

Fávaro citou o projeto de lei que está em discussão e tem como objetivo ampliar a cobertura do seguro rural, garantindo mais segurança financeira ao setor agropecuário. Segundo ele, a agropecuária brasileira evoluiu significativamente em tecnologia, inovação e produtividade, mas a proteção contra riscos climáticos e perdas não acompanhou esse crescimento.

“O seguro rural ficou para trás. Precisamos encontrar uma saída para essa que é uma das maiores carências do arranjo produtivo brasileiro”, afirmou o ministro.

Comparação com os EUA e mudanças propostas

Fávaro mencionou o modelo norte-americano de seguro rural, onde o governo subsidiaria diretamente o seguro, em vez de focar no crédito agrícola, como ocorre no Brasil. Atualmente, o governo brasileiro destina cerca de R$ 16,3 bilhões para a subvenção ao crédito rural, enquanto apenas R$ 1 bilhão é destinado ao seguro rural.

A proposta do ministro é encontrar um equilíbrio, tornando o seguro obrigatório para aqueles que acessam crédito rural. “Nos Estados Unidos, não há crédito rural como no Brasil, mas há um seguro bem estruturado. Aqui, podemos manter o crédito, mas com a exigência do seguro, garantindo maior proteção ao produtor”, disse.

Além disso, Fávaro destacou que uma reformulação do seguro poderia reduzir o custo das apólices para os produtores, tornando a adesão mais atrativa. Segundo estudos preliminares apresentados na audiência, os valores das apólices poderiam cair entre 0,9% e 1,3%, tornando o seguro mais barato e acessível.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Avanço das negociações com o setor privado

A reformulação do seguro rural está sendo debatida com diversos setores, incluindo seguradoras, resseguradoras, parlamentares e representantes do agronegócio. O objetivo é construir um modelo que amplie a cobertura e traga mais previsibilidade financeira para os produtores, especialmente diante das oscilações climáticas e dos desafios enfrentados pelo setor.

Caso a proposta avance no Congresso, o novo modelo poderá garantir maior estabilidade ao agro brasileiro, reduzindo impactos econômicos causados por perdas na produção e tornando o setor ainda mais competitivo no cenário internacional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Saiba como será o clima do outono e os impactos para o campo


O outono de 2025 começa oficialmente no dia 20 de março e promete trazer temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Segundo as previsões meteorológicas, abril será um mês mais quente que o normal, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactadas pelas mudanças climáticas e ondas de calor.

A transição do verão para o outono já se faz sentir com a chegada de uma frente fria no Sul do país, reduzindo temporariamente as temperaturas. No entanto, o Norte e Nordeste seguirão com tempo quente e seco, enquanto o Centro-Oeste enfrentará variações entre calor intenso e pancadas de chuva. O Sudeste também apresentará esse padrão, com períodos alternados de calor e precipitações, influenciando diretamente no conforto térmico da população e no planejamento agrícola.

Com a neutralidade climática prevista para 2025, espera-se um outono mais estável, com impactos diretos na disponibilidade hídrica e na produção agrícola. A possibilidade de um inverno mais úmido também pode contribuir para o abastecimento dos reservatórios e a recuperação de áreas afetadas pela seca prolongada.

E PARA AGRICULTURA, VEJA AS PREVISÕES:

A chegada do outono traz desafios e oportunidades para a agricultuura. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas beneficiará a colheita de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo melhor tráfego das máquinas agrícolas. No entanto, essa mesma condição pode prejudicar o plantio de trigo, aveia e cevada, culturas que necessitam de maior umidade para um bom desenvolvimento inicial.

Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista

A região Sul deve sofrer com chuvas abaixo da média, o que preocupa os produtores de grãos de inverno, pois a falta de água no solo pode comprometer a produtividade. Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e maio, trazendo mais um fator de incerteza para os agricultores. No Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média, mas com solos já castigados pelo verão seco, o crescimento das culturas de inverno pode ser prejudicado.

No Centro-Oeste, o clima seco favorecerá a colheita de soja e milho, mas a segunda safra pode enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas e chuvas irregulares. Já no Nordeste, onde a agricultura depende fortemente da irrigação, o impacto será menor, mas áreas sem sistemas eficientes de captação de água podem sofrer perdas. No Norte, a redução das chuvas pode baixar os níveis dos rios, afetando o transporte fluvial e a logística de escoamento da produção agrícola.





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AgroNewsPolítica & Agro

“Fim do Plano Safra” exige inovação em financiamento



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros
Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta um momento decisivo com a pausa do Plano Safra para 2025, destacou Gustavo Alves, bacharel em agronomia, produtor rural e CEO da Nagro. Desde 2003, o programa garantiu previsibilidade e crédito a juros baixos para o setor. Sua descontinuação impõe desafios, sobretudo para pequenos e médios produtores, que precisarão buscar alternativas no mercado financeiro.  

Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros, forçando produtores a recorrer a bancos tradicionais ou a soluções inovadoras. As fintechs especializadas em crédito agro despontam como alternativa promissora, oferecendo agilidade e digitalização. No entanto, a taxa de juros será um dos maiores desafios, pois o programa oferecia as menores do mercado.  

Para manter a sustentabilidade do setor, será essencial diversificar as fontes de financiamento. Muitos produtores precisarão captar recursos em diferentes instituições para atingir o montante desejado, possivelmente pagando mais caro por isso. A tokenização de ativos rurais surge como inovação importante, permitindo acesso a investidores globais e aumentando a liquidez no setor.  

A transição para um modelo de crédito mais diversificado exige adaptação e um olhar atento às novas oportunidades. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão fundamentais para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro diante dessas mudanças inevitáveis.

“A pausa do Plano Safra marca um novo capítulo para o financiamento agrícola no Brasil. A transição exigirá adaptação, inovação e um olhar atento às novas oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer. Produtores mais conservadores terão de abrir a mente para novas possibilidades e, para que isso aconteça, as empresas precisam melhorar sua comunicação. As fintechs e a digitalização do crédito agro surgem como aliadas fundamentais para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor em um cenário de mudanças inevitáveis”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Alta do diesel pressiona frete e derruba preço do arroz no RS



Unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo




Foto: coniferconifer

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue registrando baixa liquidez, conforme aponta o boletim informativo do Cepea. Apesar de um leve aumento nos volumes beneficiados na última semana, unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo, refletindo a maior oferta de venda.

Segundo o Cepea, a necessidade de capitalização dos produtores para cobrir os custos da colheita tem levado a um aumento nas ofertas de venda, pressionando ainda mais as cotações. Além disso, o recente aumento no preço do diesel elevou os custos de transporte, impactando principalmente as negociações “a retirar”, nas quais o comprador arca com o frete.

A desvalorização do arroz em casca já se reflete nos números: no balanço da primeira metade de março, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) acumulou queda de 7,2%, fechando a R$ 83,42 por saca de 50 kg no dia 14. Esse é o menor patamar registrado desde julho de 2023, evidenciando a pressão sobre os preços diante do atual cenário de mercado.

Impactos no setor e perspectivas

A retração nos preços gera preocupação entre os produtores, que já enfrentam desafios com os altos custos de produção. O enfraquecimento das cotações pode afetar o planejamento financeiro para a próxima safra, principalmente diante da necessidade de investimentos em insumos e maquinário. A recuperação dos preços dependerá da demanda do mercado interno e externo nos próximos meses. Caso o consumo não apresente reação significativa, o cenário de baixa liquidez pode persistir, mantendo os preços sob pressão.

Enquanto isso, a atenção do mercado se volta para as políticas de incentivo ao setor e possíveis mudanças no cenário econômico que possam impactar a comercialização do arroz no Brasil.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja da Argentina se estabiliza



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva
Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva – Foto: Nadia Borges

A safra de soja da Argentina para o ano comercial 2024-25 deve alcançar 49 milhões de toneladas, mantendo-se no mesmo patamar de 2023-24, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A estiagem e o calor intenso afetaram o desenvolvimento das lavouras, principalmente no norte e sul da província de Buenos Aires, onde a soja de segunda safra registrou perdas de rendimento entre 80% e 90%.  

Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva nas principais regiões produtoras. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires (BCBA) classifica 17% da safra como boa ou excelente, enquanto 49% está em condição normal e 34% é considerada ruim, uma melhora em relação ao ano anterior. A Bolsa de Valores de Rosario (BCR) indicou que as perdas se estabilizaram, aumentando a possibilidade de rendimentos médios ou acima da média.  

O esmagamento de soja para 2023-24 foi revisado para 43 milhões de toneladas, impulsionado por uma atividade forte nos últimos meses. Para 2024-25, a previsão é de 42 milhões de toneladas. As exportações do complexo de soja, que incluem soja em grão, farelo e óleo, somaram US$ 19,05 bilhões em 2024, um aumento de 42% sobre 2023, sustentado pelo crescimento dos embarques de farelo e óleo de soja.  

Além da soja, a produção de girassol deve alcançar 4 milhões de toneladas em 2024-25, com a colheita ainda atrasada em relação ao ano passado. A cultura tem ganhado espaço como alternativa à soja e ao milho, devido à sua maior resistência à seca e pragas. O esmagamento de girassol deve atingir 3,8 milhões de toneladas, próximo do recorde de 4 milhões de 2022-23, enquanto as exportações devem totalizar 1,05 milhão de toneladas.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Setor cafeeiro bate recorde de exportação, mas prevê queda nos embarques



Cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café atingiram 33,45 milhões de sacas na parcial da safra 2024/25 (de julho/24 a fevereiro/25), um volume recorde para esse período, segundo dados do boletim informativo do Cepea. Apesar da forte performance no acumulado da safra, as exportações recuaram em fevereiro e devem seguir enfraquecidas nos próximos meses.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o alto volume de embarques foi impulsionado pela corrida antecipada dos exportadores para cumprir a legislação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento. Embora a regulamentação tenha sido adiada, a expectativa inicial de restrições acelerou as vendas ao longo da safra.

Agora, com a menor disponibilidade de grãos da temporada 2024/25 e o período de entressafra se aproximando, a tendência é de desaceleração nas exportações. A limitação da oferta pode impactar os próximos embarques e reduzir o ritmo recorde registrado até o momento.

Setor monitora demanda e impactos futuros

O cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional e de novas definições regulatórias. Caso a União Europeia avance com a implementação da norma ambiental em 2025, o fluxo de exportações do Brasil pode sofrer ajustes. No mercado interno, a menor oferta de grãos pode influenciar as cotações e trazer impactos para a comercialização. Produtores e exportadores acompanham as movimentações do setor, enquanto o Brasil se mantém como um dos principais fornecedores globais de café.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações do agro capixaba iniciam 2025 batendo recorde em geração de divisas


O ano de 2025 começou bem para as exportações do agro. Em janeiro, as divisas geradas com as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 320,9 milhões (ou quase R$ 2 bilhões). Esse valor obtido em apenas um mês superou todo o valor gerado com o comércio exterior do agro capixaba desde o início da série histórica para o mês de janeiro. O resultado representa um crescimento de 63,9%, em relação ao mesmo período de 2024 (US$ 195,8 milhões).

O crescimento no valor de exportações do Estado foi consideravelmente superior em relação aos dados nacionais, em que o índice do Brasil decresceu 5,3% no valor comercializado e caiu 21,2% em volume. Mais de 220,6 mil toneladas de produtos do agro capixaba foram embarcadas para o exterior.

As maiores variações positivas no valor comercializado foram para café solúvel (+168,1%), pescados (+130,2%), café cru em grãos (+119,1%), álcool etílico (+40,7%), gengibre (+22,9%), mamão (+18,9%) e celulose (+0,7%).

Em relação ao volume comercializado, houve variações positivas: pescados (+139,6%), café solúvel (+87,5%), álcool etílico (+48,1%), gengibre (+35,2%), café cru em grãos (+21,4%), mamão (+18,9%), carne de frango (+11,8%).

“O ano de 2025 começou com um desempenho excelente para o agronegócio capixaba, que teve em janeiro um valor recorde. Superamos em 63,9% todo valor em janeiro do ano passado, que já era um recorde. As divisas somaram quase 2 bilhões de reais, devido aos preços internacionais estarem em alta para boa parte de nossos produtos, contando também com a alta do dólar. Esses fatores levaram a um aumento expressivo no valor comercializado pelo Espírito Santo. O café capixaba manteve o bom desempenho e ampliou os volumes e valores exportados, correspondendo agora por 63% de todos os produtos”, comemora o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Os três principais produtos da pauta das exportações do agronegócio capixaba — complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino — representaram 95% do valor total comercializado de janeiro a dezembro de 2025.

No primeiro mês do ano, nossos produtos foram enviados para 87 países. Os Estados Unidos se destacam como principal parceiro comercial, com 15% do valor comercializado, seguido pela China com 9%. Além disso, a participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo de janeiro a dezembro foi de 35,7%. “Os dados reforçam a competitividade do agro perante os outros setores no cenário internacional. Isso é fruto de muito trabalho e resiliência dos produtores e das agroindústrias do Espírito Santo, que conseguem atingir mercados em todos os continentes com produtos de qualidade e sustentáveis”, pontua Enio Bergoli

Em janeiro, dez produtos se destacaram em geração de divisas. O complexo cafeeiro ficou em primeiro lugar com US$ 202,1 milhões (63%), seguido por celulose com US$ 82,3 milhão (25,7%), pimenta-do-reino com US$ 21,2 milhões (6,6%), álcool etílico com US$ 2,7 milhões (0,85%), mamão com US$ 2,5 milhões (0,79%), carne bovina com US$ 1,8 milhão (0,57%), chocolates e preparados com cacau com US$ 1,8 milhão (0,55%), gengibre com US$ 1,1 milhão (0,34%), pescados com US$ 781 mil (0,24%) e carne de frango com US$ 617 mil (0,19%). O conjunto de outros diversos produtos do agronegócio somou US$ 3,9 milhões (1,21%).

Vale destaque o complexo cafeeiro, que, na pauta de exportação de 2024, ficou em primeiro lugar pela quarta vez na história, respondendo por 60% de todo o valor gerado. No primeiro mês de 2025, a participação aumentou para 63%. A alta de preços no mercado internacional contribuiu para a ampliação desse valor.

“O complexo cafeeiro segue com destaque das exportações do agronegócio, já consolidado como principal arranjo produtivo agrícola em geração de divisas, superando e muito as exportações de celulose. E o café conilon, principal formador de renda no meio rural do Estado, foi o grande responsável por alavancar esses resultados. Vale lembrar que o conilon está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, complementa Bergoli.

Nesse primeiro mês de 2025, o Espírito Santo também foi o Estado que mais exportou gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participação em relação ao total nacional de 53%, 78,5% e 41%, respectivamente. Além disso, superou o Estado de São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.





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Fávaro propõe novo modelo para modernizar proteção ao agro


O seguro rural brasileiro está defasado e precisa de uma reformulação urgente. Essa foi a avaliação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Comissão de Agricultura do Senado, nesta terça-feira (19). Questionado pelos parlamentares sobre o tema, o ministro destacou a necessidade de modernizar o modelo atual e sugeriu a criação de uma nova proposta para tornar o seguro mais acessível aos produtores rurais.

Fávaro citou o projeto de lei que está em discussão e tem como objetivo ampliar a cobertura do seguro rural, garantindo mais segurança financeira ao setor agropecuário. Segundo ele, a agropecuária brasileira evoluiu significativamente em tecnologia, inovação e produtividade, mas a proteção contra riscos climáticos e perdas não acompanhou esse crescimento.

“O seguro rural ficou para trás. Precisamos encontrar uma saída para essa que é uma das maiores carências do arranjo produtivo brasileiro”, afirmou o ministro.

Comparação com os EUA e mudanças propostas

Fávaro mencionou o modelo norte-americano de seguro rural, onde o governo subsidiaria diretamente o seguro, em vez de focar no crédito agrícola, como ocorre no Brasil. Atualmente, o governo brasileiro destina cerca de R$ 16,3 bilhões para a subvenção ao crédito rural, enquanto apenas R$ 1 bilhão é destinado ao seguro rural.

A proposta do ministro é encontrar um equilíbrio, tornando o seguro obrigatório para aqueles que acessam crédito rural. “Nos Estados Unidos, não há crédito rural como no Brasil, mas há um seguro bem estruturado. Aqui, podemos manter o crédito, mas com a exigência do seguro, garantindo maior proteção ao produtor”, disse.

Além disso, Fávaro destacou que uma reformulação do seguro poderia reduzir o custo das apólices para os produtores, tornando a adesão mais atrativa. Segundo estudos preliminares apresentados na audiência, os valores das apólices poderiam cair entre 0,9% e 1,3%, tornando o seguro mais barato e acessível.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Avanço das negociações com o setor privado

A reformulação do seguro rural está sendo debatida com diversos setores, incluindo seguradoras, resseguradoras, parlamentares e representantes do agronegócio. O objetivo é construir um modelo que amplie a cobertura e traga mais previsibilidade financeira para os produtores, especialmente diante das oscilações climáticas e dos desafios enfrentados pelo setor.

Caso a proposta avance no Congresso, o novo modelo poderá garantir maior estabilidade ao agro brasileiro, reduzindo impactos econômicos causados por perdas na produção e tornando o setor ainda mais competitivo no cenário internacional.



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Outono vem aí e como ficam chuvas e frentes frias? Climatempo conta tudo



O outono de 2025 tem início às 6h01 desta quianta-feira (20) e se prolonga até às 23h42 do dia 20 de junho, pelo horário de Brasília. Em relação às chuvas, na maioria das áreas do Brasil o outono é uma estação de transição do período úmido para a época de seca, característica do inverno. De acordo com a Climatempo, isso significa que haverá uma grande redução na frequência e no volume de precipitações mensais durante a estação.

O aumento do predomínio de sistemas de alta pressão atmosférica no interior do Brasil é um dos principais motivos para a redução do volume de chuva e também dos níveis de umidade no ar no Centro-Sul.

A temperatura terá um declínio natural nessa área do país, devido à diminuição das horas de insolação e também da passagem de massas de ar frio de origem polar que, ao longo do outono, tendem a ser mais fortes e amplas no Brasil.

A Climatempo lembra que a atmosfera não esfria de uma semana para outra. O começo do outono ainda pode ser bem quente, pois carrega o calor armazenado do verão.

Para a costa leste do Nordeste, o outono marca o período mais chuvoso do ano. Episódios de chuva forte e volumosa são muito comuns nas capitais Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal.

Nas áreas do extremo norte do Brasil, como Roraima, Amapá, o extremo norte do Amazonas e do Pará, e também a faixa norte do Nordeste, entre o litoral do Maranhão e o do Rio Grande do Norte, o começo do outono ainda é época de chuva frequente e volumosa. Mas a tendência é de diminuição do volume de precipitação no fim da estação.

Neutralidade no Oceano Pacífico equatorial

O outono de 2025 virá com situação de neutralidade térmica no oceano Pacífico equatorial, ao largo da costa do Peru. Isso significa que não haverá a influência de El Niño, nem do La Niña, de acordo com a meteorologia.

Um possível El Niño costeiro poderá se desenvolver já no começo da estação, mas a influência desse fenômeno é pequena no padrão climatológico do Brasil.

Chuva no Brasil no outono 2025

A Climatempo prevê que o volume de precipitação durante o outono deste ano tende a ficar dentro ou um pouco abaixo da média no Paraná e nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste.

Na maioria das áreas de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a estação deve trazer um volume de chuva um pouco acima da média.

Para a maior parte do Nordeste, a previsão é de que chova dentro da normalidade para estação. Deve chover mais do que o normal apenas no litoral e no norte do Maranhão e também no litoral do Piauí.

Para a maioria das áreas da região Norte, a previsão é de que a chuva do outono de 2025 fique um pouco abaixo da média. Mas o Amapá, a região da Ilha do Marajó (PA) e o nordeste do Pará devem ter mais chuva do que o normal neste outono.

Temperatura no outono de 2025

A temperatura deve ficar próxima da normalidade no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, a tendência é de temperaturas dentro ou um pouco acima da média. No Paraná, o outono deve ser com temperaturas um pouco acima da média.

Para a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, a previsão é de que o outono de 2025 termine com temperaturas acima da média para a estação.

No Norte e na maioria das áreas do Nordeste, a previsão é de que a temperatura fique dentro ou um pouco acima da média. O oeste da Bahia deve ter temperaturas acima da média no período.

Primeiro friozinho do outono

Embora a previsão seja de um outono com temperaturas acima do normal em praticamente todo o Brasil, isso não quer dizer que não haverá episódios de frio.

De acordo com a Climatempo, é provável que a primeira massa de ar frio da temporada, com potencial para provocar queda de temperatura ampla no Centro-Sul do Brasil, aconteça ainda na primeira quinzena de abril.



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