sábado, junho 27, 2026

Agro

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Produtores enfrentam dificuldades de acessar o novo CAR



Produtores rurais paranaenses encontram dificuldade para acessar o Cadastro Ambiental Rural (CAR). A falta de orientação para o uso do novo sistema e também dificuldades de encontrar internet de qualidade, na zona rural são queixas dos produtores. Desde o dia 19 de dezembro o acesso passou a ser feito exclusivamente pela plataforma gov.br.

O objetivo da mudança na forma de acesso ao CAR, segundo o governo federal, é para dar mais segurança ao sistema e autonomia aos produtores.

Outro assunto que deixa os produtores preocupados é a suspensão automática do CAR, apenas com base em imagens de satélite. A medida está sob avaliação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com base nas reclamações, o deputado federal Tião Medeiros (Progressistas) solicitou ao Ministério do Meio Ambiente, um prazo mínimo de 12 meses para que todos possam se ajustar à nova exigência. O temor é que muitos agricultores acabem descumprindo a legislação ambiental por dificuldades de acesso ao sistema do governo.

“É um assunto bastante técnico. Então, precisa de tempo e de prazo para que essa migração aconteça de forma a não pegar ninguém desprevenido e também não comprometer a vida do produtor”, declarou o parlamentar.

O CAR em discussão no STF

Outra discussão envolve a proposta de suspensão imediata do CAR para propriedades com desmatamento, supostamente ilegal, com base em sistemas que utilizam imagens de satélites para detectar e mapear áreas destruídas.

A ação na Justiça foi movida por partidos que cobram do governo federal, desde a gestão anterior, mais rigidez no combate ao desmatamento.

A proposta levanta preocupações, pois, segundo os produtores, o monitoramento pode apresentar inconsistências e essa imprecisão nas análises resulta em riscos severos para os produtores rurais que podem ser penalizados injustamente.

“O sistema pode identificar alterações na vegetação, todavia eles não vão identificar imediatamente se essa alteração é legal ou ilegal.O sistema por si só, visual, não vai fazer essa diferenciação. Então isso pode levar uma suspensão do CAR das propriedades que estão em conformidade”, disse a advogada Giovana Cecconello, especialista em direito agrário.

Ontem (19), no Senado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que o sistema não funciona e precisa ser melhorado.

Por enquanto, a Justiça negou o pedido para que a suspensão do CAR seja automática e solicitou explicações adicionais da união. Novas audiências estão marcadas para este mês



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Matopiba: como está a colheita de soja nos estados da região?



A colheita de soja segue em andamento pelo Brasil. Em meio às diferentes situações climáticas e desafios, cada estado do Matopiba possui sua particularidade no que diz respeito ao avanço dos trabalhos. No estado do Maranhão, por exemplo, já foram colhidas cerca de 55% da safra.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja MA), o ciclo das lavouras tem resultados superiores ao do ano passado, chegando ao fim, parte da colheita avança sem dificuldades, mas algumas áreas enfrentam impactos causados pela falta de chuvas.

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A colheita de soja no estado de Tocantins

A colheita da safra de soja no Tocantins foi concentrada entre 15 de fevereiro e 20 de março de 2025, enfrentando sérios desafios logísticos. Segundo Caroline Schneider, presidente da Aprosoja Tocantins, o sistema de armazenamento entrou em colapso, com filas de até 72 horas nos silos e escassez de caminhões nas lavouras, o que forçou os produtores a recorrerem a silos, bolsas e barracões de máquinas para evitar perdas.

Schneider explica que a necessidade de linhas de crédito para armazenagem de grãos no estado é urgente, pois a infraestrutura atual não comporta o volume de produção. O regime de chuvas foi dentro da normalidade, começando em outubro, o que permitiu o plantio de soja e milho safrinha dentro do prazo esperado.

Apesar das dificuldades logísticas, a produtividade deste ano está 20% maior que a do ano passado, refletindo um bom desempenho da safra. No entanto, os agricultores ainda enfrentam sérias dificuldades financeiras devido a contas acumuladas do ciclo agrícola anterior, que não poderão ser quitadas, mesmo com a safra maior.

O preço da soja no estado está cerca de R$110,00 a saca, valor impactado pelos impostos FET no Tocantins e CEG no Maranhão. Embora a alta demanda internacional pela soja brasileira garanta um mercado global robusto, a rentabilidade local continua sendo um desafio para os produtores.

A escassez de chuvas no Piauí

O estado do Piauí enfrenta desafios devido à escassez de chuvas, que tem afetado tanto as lavouras de soja que estão sendo colhidas quanto as que ainda permanecem no campo. Segundo Rafael Maschio, diretor-executivo associação do estado, o mês de fevereiro foi praticamente sem chuvas, seguido por precipitações esparsas na primeira quinzena de março. Esse cenário causou uma interrupção nos trabalhos, com algumas fazendas ficando mais de 45 dias sem chuvas, o que impactou diretamente a produtividade das lavouras.

As perdas nas lavouras variam conforme o período de plantio, com as semeadas mais cedo, que já foram colhidas, apresentando quebras de cerca de 25%. Por outro lado, as lavouras que passaram pela fase reprodutiva e de enchimento de grãos nos meses de janeiro e fevereiro sofreram perdas superiores a 50%.

A área colhida no estado também é variável, com uma média estadual de 40%, oscilando entre 10% e 80%, dependendo da região. A área destinada ao plantio de soja no Piauí deve atingir 1,15 milhão de hectares na safra 2024/25, com uma previsão de produção de 4,6 milhões de toneladas, um aumento em relação à safra anterior.

E na Bahia?

Já na Bahia, a colheita da soja tem apresentado variações em termos de produtividade entre as diferentes regiões. De acordo com informações compartilhadas por Darci Américo, presidente da Aprosoja Bahia, a projeção inicial para a safra de 2025 era de 70 sacos por hectare, mas a realidade tem sido diferente. A média estimada de produção está em torno de 64 sacos por hectare, com algumas áreas superando esse número, enquanto outras registraram resultados abaixo do esperado.

Ainda há cerca de 10% a 15% da safra por colher, e as condições climáticas têm influenciado fortemente os resultados. Nas regiões que receberam mais chuvas, a produtividade tem sido razoável, mas algumas áreas sofreram perdas devido a períodos de seca ou excesso de chuva, impactando negativamente o rendimento.

Embora a estimativa atual seja de uma produção média de 63 a 64 sacos por hectare, é importante destacar que esses números podem sofrer alterações conforme a conclusão da colheita e a consolidação dos dados das diversas regiões do estado.



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IGC eleva projeção da safra global de grãos para 2,306 bi de toneladas



O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) aumentou hoje sua previsão para a produção mundial de grãos em 2024/25, de 2,301 bilhões para 2,306 bilhões de toneladas.

O aumento foi atribuído a uma projeção maior para o milho e o trigo. O volume ainda é inferior ao estimado para 2023/24, de 2,310 bilhões de toneladas. O consumo em 2024/25 foi projetado em 2,334 bilhões de toneladas, aumento de 2 milhões de t ante o projetado em fevereiro. Quanto aos estoques, o conselho ampliou sua estimativa em 1 milhão de t, para 577 milhões de t. Em 2023/24, a projeção de consumo ficou em 2,323 bilhões de t, com volume estocado de 607 milhões de t.

Para a soja, a projeção de produção em 2024/25 foi mantida em 418 milhões de t, com destaque para safras robustas do Brasil e dos EUA. O consumo global da oleaginosa foi reduzido em 1 milhão de t, para 409 milhões de t, de acordo com a estimativa. O IGC ainda manteve a previsão de estoque em 82 milhões de t. Em 2023/24, a produção foi estimada em 396 milhões de t, com consumo de 385 milhões de t e estoques de 73 milhões de t.

Quanto ao milho, o conselho aumentou sua estimativa de produção de 2024/25 em 1 milhão de t, para 1,217 bilhão de t. A projeção de consumo foi mantida em 1,238 bilhão de t, enquanto a de estoques caiu 1 milhões de t, para 274 milhões de t. Para 2023/24, a estimativa de produção é de 1,231 bilhão de t, com consumo de 1,228 bilhão de t e estoques de 296 milhões de t. A perspectiva de safra menor ante a temporada anterior se deve às expectativas de recuos na produção de grãos na América do Sul.

Em relação ao trigo em 2024/25, o IGC aumentou em 2 milhões de toneladas sua projeção de produção, para 799 milhões de t. O consumo foi ampliado de 806 milhões de t para 807 milhões de t. Os estoques também foram ampliados em 1 milhão de t, para 265 milhões de t. Em 2023/24, a estimativa de produção ficou em 795 milhões de t, com consumo de 807 milhões de t e estoques de 273 milhões de t.

Estimativas de grãos para 2025/26

O IGC também divulgou sua primeira estimativa de grãos para a safra 2025/26, que é esperada para alcançar 2,368 bilhões de toneladas, volume 2,7% maior que o projetado para a safra atual. Na temporada, o consumo foi projetado em 2,367 bilhões de t, com estoques de 578 milhões de t.

A soja pode ter uma produção maior no próximo ano comercial, com 427 milhões de t, segundo as projeções do IGC. O consumo foi projetado em 426 milhões de t e os estoques em 83 milhões de t.

Enquanto isso, o milho pode ter produção de 1,269 bilhão de t, com consumo de 1,263 bilhão de t e estoques de 280 milhões de t. Já o trigo deve subir para 807 milhões de t produzidas, estimou a conselho. O consumo do cereal foi projetado para 813 milhões de t, com estoque de 259 milhões de t.



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AgroNewsPolítica & Agro

“O trigo é protagonista, apesar das adversidades”, diz pesquisador da CCGL


O 10º Fórum do trigo, realizado na Expodireto Cotrijal 2025, discutiu a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar as adversidades climáticas que afetam a produção no Sul do Brasil. Durante o evento, o pesquisador da CCGL, Tiago de Andrade Neves Horbe, apresentou a palestra “O posicionamento da Rede Técnica Cooperativa para reduzir os impactos negativos das adversidades climáticas na cultura do trigo no Sul do Brasil”. Ele destacou o papel da Rede Técnica Cooperativa (RTC) na busca por soluções para minimizar os efeitos do clima na lavoura.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Horbe ressaltou que cada safra possui características únicas e que o clima nunca se repete da mesma forma. “Quando analisamos séries históricas, identificamos padrões e tendências que ajudam a reduzir a instabilidade na produção”, afirmou. Segundo ele, os ensaios conduzidos pela RTC são fundamentais para compreender o comportamento das culturas em diferentes regiões e auxiliar na tomada de decisões.

Um dos principais desafios para o trigo no Rio Grande do Sul, segundo Horbe, é a umidade excessiva no período crítico da lavoura. “Enquanto no verão enfrentamos estiagem, no inverno precisamos estar preparados para chuvas acima da média entre setembro e outubro, justamente quando o trigo está no período reprodutivo”, explicou.

Outro fator de risco são as geadas tardias. “Elas não ocorrem todos os anos, mas, quando acontecem, podem comprometer a produtividade”, alertou. Para ele, o planejamento estratégico, que envolve a escolha da época de semeadura e das cultivares mais adequadas, é essencial. “O trigo exige atenção com chuva e geada, por isso o produtor precisa acompanhar o ciclo da cultura e as previsões climáticas.”

Apesar dos desafios, Horbe reforçou que o trigo segue como um aliado na rotação de culturas, contribuindo para a sustentabilidade da produção. “Independentemente das dificuldades, o trigo é protagonista. Ele melhora a qualidade do solo e beneficia todo o sistema produtivo”, destacou. Ele também chamou a atenção para a necessidade de um planejamento cuidadoso na transição entre soja e trigo. “Poucos dias podem fazer diferença no solo. A época correta de semeadura e um planejamento adequado são fundamentais para reduzir os riscos climáticos.”

Por fim, o pesquisador ressaltou a importância de eventos como o Fórum do Trigo para a troca de conhecimento entre pesquisadores e produtores. “Esses encontros geram reflexões e provocam discussões fundamentais. Nosso objetivo é levar informações embasadas para que os produtores tomem decisões mais seguras e construam produtividade de forma sustentável”, concluiu.





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Haja chuva! Precipitações acumulam 400 mm e atrapalham trabalhos com a soja em MT



A colheita de soja deste ano é desafiadora para os produtores rurais do Mato Grosso. O motivo é o excesso de chuvas, que atrasa a colheita, compromete a qualidade dos grãos e eleva os custos operacionais. Em meio às adversidades, os sojicultores lidam com umidade excessiva, solos encharcados e a necessidade de maquinário especializado para minimizar as perdas.

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Chuvas intensas e impacto na colheita de soja

Com volumes de chuva entre 300 e 400 mm em menos de uma semana, muitas lavouras enfrentaram solos alagados, comprometendo a colheita da soja, além do plantio do milho e do gergelim. Em algumas propriedades, a colheita, prevista para ser concluída em fevereiro, ainda não foi finalizada.

O impacto do clima se reflete diretamente nos números. Em uma propriedade, 97 hectares levaram 16 dias para serem colhidos, resultando em mais de mil sacas de soja descontadas por umidade. A qualidade e a produtividade foram comprometidas, e cada dia a mais no campo aumenta o risco de perda.

Infraestrutura precária e custos elevados

Além das dificuldades climáticas, a falta de infraestrutura tem agravado a situação. Estradas vicinais danificadas, filas nos armazéns e a necessidade de contratar máquinas terceirizadas são desafios constantes. Algumas fazendas precisaram investir em silo bolsa para armazenar a produção, um custo extra inesperado.

Os produtores recorreram ao uso de quase 20 silo bolsas dentro da fazenda, elevando os custos com um gasto inesperado. A alternativa foi adotada de última hora para evitar a perda da soja por falta de transporte e armazenamento.

Dificuldades

Mesmo com o esforço coletivo para minimizar as perdas, os desafios persistem. Além das dificuldades com o clima e a logística, incidentes como o incêndio de uma colhedora agravam ainda mais a situação. Diante de tantos obstáculos, os produtores seguem buscando alternativas para salvar a safra e manter a produção nas dificuldades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de carne bovina caem


As exportações totais de carne bovina do Brasil registraram queda de 6% em fevereiro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC. O volume embarcado foi de 217.108 toneladas, abaixo das 230.504 toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. Apesar da retração no volume, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, impulsionada pelo aumento do preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.000 em 2024 para US$ 4.782 neste ano.

No acumulado do primeiro bimestre de 2025, as exportações totalizaram 456.146 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 465.651 toneladas. No entanto, a receita cresceu 12%, chegando a US$ 2,066 bilhões. O preço médio da carne bovina exportada também subiu, passando de US$ 3.977 por tonelada em 2024 para US$ 4.529 por tonelada em 2025.

A China manteve-se como principal destino da carne bovina brasileira, com importações de 183.800 toneladas no primeiro bimestre de 2025, uma queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar disso, a receita aumentou 4,5%, chegando a US$ 895,9 milhões, impulsionada pelo preço médio da tonelada, que passou de US$ 4.417 para US$ 4.874. 

Os Estados Unidos, segundo maior comprador, reduziram suas aquisições em 12,1%, para 78.233 toneladas, mas a receita cresceu 10,9%, alcançando US$ 286,3 milhões. Já o Chile ampliou suas importações em 61,7%, totalizando 19.281 toneladas e US$ 105 milhões em receita. A Argélia se destacou com um crescimento expressivo de 199% no volume importado, atingindo 15.956 toneladas e US$ 85,4 milhões em receita.

 





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Três produtores concorrem ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



Já começou a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil, que reconhece os sojicultores que se destacam na produção do grão no país. Três produtores estão na disputa, e você pode ajudar a escolher o vencedor. O processo é bem simples: basta acessar este link, inserir o e-mail, fazer a verificação e registrar o voto.

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Dentre os participantes está o produtor rural de Chapadão do Sul (MS), Alberto Schlatter. Vindo de uma família de imigrantes suíços, sua trajetória agrícola no Brasil começou em 1921. Seus pais iniciaram a produção em Presidente Venceslau, construindo um legado que se mantém no campo até hoje.

Claudia D’Agostini também está na disputa. Produtora rural de Sabáudia (PR), ela lidera a fazenda da família ao lado da irmã, dando continuidade dos negócios e a excelência na produção de soja. Juntas, mantêm o legado do pai e reforçam a sucessão familiar no agronegócio.

Também concorre ao prêmio Oliverio Alves de Melo, produtor rural de Balsas (MA). Técnico agropecuário e administrador de empresas, ele atua no desenvolvimento da agricultura no Cerrado desde 1995, sendo um dos responsáveis pelo avanço do setor por meio do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira.



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Preços do boi gordo, reposição e carne seguem estáveis no Brasil



Os preços da arroba do boi gordo, da reposição e da carne têm se mantido dentro de uma faixa de variação estável, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o órgão, isso indica que, embora a oferta não seja elevada, tem sido suficiente para atender à demanda nos diferentes segmentos do mercado.

No atacado da Grande São Paulo, desde 24 de fevereiro, os cortes com osso acumulam queda inferior a 1%, comportamento semelhante ao do Indicador do boi gordo Cepea/Esalq. Ontem (19), a arroba foi negociada a R$ 310,25, uma leve retração de 0,23% em relação ao mês anterior.

Já os preços do bezerro seguem estáveis desde novembro, após o ajuste registrado no fim do ano passado. Na quinta-feira (18), o Indicador Cepea/Esalq para o bezerro em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 2.709,00, com peso médio de 211,19 quilos nos últimos cinco dias.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Sua equipe realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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Piauí receberá R$ 1 bi para infraestrutura portuária e hidroviária



A infraestrutura portuária e hidroviária do Piauí receberá investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão para fortalecimento dos modais logísticos do estado. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o senador Marcelo Castro, nesta terça-feira (18).

De acordo com a pasta, as obras incluem a revitalização do Porto de Luís Correia e a construção da hidrovia do Rio Parnaíba, que prometem impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo o ministro, os investimentos visam ampliar a capacidade logística do estado e fortalecer setores estratégicos.

“Nós temos investimentos no Porto de Luís Correia e vamos fazer a hidrovia do Parnaíba, com aportes que vão mudar a infraestrutura do estado, com desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Hidrovia do Parnaíba e Porto Luís Correia

A hidrovia do Parnaíba, de competência estadual, é um projeto considerado essencial para a economia piauiense, pois facilitará o transporte de cargas e reduzirá custos logísticos para produtores locais, atraindo também novos negócios para a região e permitindo o transporte de passageiros entre diversas cidades ribeirinhas ao rio.

O Ministério Portos e Aeroportos, informou ainda que a modernização do Porto de Luís Correia, terminal de uso privado (TUP), objetiva o fortalecimento da movimentação de mercadorias, trazendo melhorias ao transporte fluvial de minérios, pescados e agrícolas, contribuindo para o turismo e fortalecendo cadeias produtivas relacionadas à indústria.

Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas à conectividade aérea do estado, incluindo a retomada dos voos para municípios piauienses.

Além disso, o ministro destacou que o governo federal segue em tratativas com as companhias aéreas para garantir melhorias na malha aérea regional.

Por fim, Costa Filho reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do Piauí e seguirá acompanhando os avanços das obras e demais projetos estruturantes.

“Quando o Piauí vai bem, o Nordeste vai bem, consequentemente o Brasil vai bem”, concluiu o ministro.


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Comissão antecipa votação do Orçamento de 2025 para esta quinta-feira



O Congresso Nacional realiza nesta quinta-feira (20) sessão a partir das 15 horas para votar a proposta orçamentária para 2025 (PLN 26/24). A votação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que seria amanhã (21), foi antecipada também para hoje, após a leitura do relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Depois da votação na CMO, a proposta deverá ser votada pelo Congresso.

A previsão inicial era de que a proposta fosse votada na CMO nesta quarta-feira (19). Segundo o relator, a demora para a apresentação do relatório final se deveu a um pedido do Poder Executivo, que sugeriu ajustes no texto. Uma das mudanças remaneja recursos para o programa Auxílio Gás.

Coronel ressalvou que, caso haja novos atrasos, a votação poderá ser adiada para a primeira semana de abril, uma vez que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, estarão ausentes do país na próxima semana.

Atrasos para votação do Orçamento

A LOA deveria ter sido votada no fim do ano passado pelo Congresso, mas questões políticas provocaram atrasos, como a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender a execução das emendas parlamentares ao Orçamento.

Emendas

Na semana passada, o Congresso aprovou novas regras para apresentação e indicação dessas emendas. A Resolução 1/25 foi promulgada na sexta-feira (14) e deve destravar a votação do Orçamento.



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