sábado, junho 27, 2026

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Governo e BNDES destinam R$ 150 milhões para reflorestar assentamentos


O segundo edital do Restaura Amazônia foi lançado nesta sexta-feira (21), Dia Mundial das Florestas. Ele irá contemplar projetos de recomposição da vegetação nativa em assentamentos no chamado Arco do Desmatamento, região que se estende do leste do Maranhão ao Acre. Nessa etapa, serão destinados R$ 150 milhões para 27 projetos de até R$ 5 milhões.

As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de junho. As propostas poderão ser apresentadas por entidades sem fins lucrativos, como institutos, fundações associações e cooperativas, constituídas há, pelo menos, dois anos. Os projetos podem ser desenvolvidos por instituições consorciadas, com o apoio de parceiras públicas como universidades, órgãos municipais e estaduais.

O programa dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pretende restaurar seis milhões de hectares de floresta nativa, retirando 1,65 bilhão de toneladas de CO² da atmosfera até 2030.

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo principal é restaurar as florestas de uma forma produtiva e sustentável, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também do social.

“As florestas na América do Sul são responsáveis por mais de 70% do nosso PIB [Produto Interno Bruto], porque elas são um grande abrigo de biodiversidade. A biodiversidade é responsável por 70% do nosso PIB”, disse.

Os recursos para investimento nos projetos do segundo edital serão integralmente do Fundo Amazônia e não reembolsáveis. Ao todo serão investidos R$ 450 milhões em quatro editais destinados às unidades de conservações, terras indígenas e quilombolas, áreas públicas não destinadas e propriedades da agricultura familiar.

O BNDES é gestor do Fundo Amazônia. “Com esse novo edital, estamos direcionando R$ 150 milhões para projetos que vão promover prioritariamente a restauração ecológica e produtiva de áreas degradadas dos assentamentos e fortalecer a agricultura familiar. Esse é um modelo que mostra que desenvolvimento sustentável não é só possível, mas essencial para a Amazônia”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, durante o processo de inscrição, serão realizados encontros virtuais e capacitações dos atores sociais de toda a região para que possam inscrever seus projetos.

“Serve para os assentados, mas o entorno desses assentamentos também tem agricultura familiar, quilombolas e indígenas que podem pleitear de maneira consorciada”, reforça o ministro.

Para esse edital, os recursos serão destinados a três macrorregiões, sendo a primeira constituível pelos estados do Amazonas, Acre e de Rondônia, a segunda por Mato Grosso e Tocantins e a terceira formada por Pará e Maranhão. Cada uma terá disponível R$ 46 milhões.

As propostas deverão incluir áreas com mais de 1 mil hectares de área degradada e que sejam constituídas de 50% a 80% por vegetação nativa. Também serão considerados o potencial de regeneração natural e a presença de microbacias prioritárias para recomposição da água.

Áreas de pastagens degradadas com baixa aptidão agrícola e com vulnerabilidade de serviços ecossistêmicos e espécies ameaçadas também serão priorizadas no processo de seleção dos projetos.

Os contemplados terão o prazo de 48 meses para a execução dos projetos, sendo metade para implantação e a outra metade para acompanhamento.



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Manejo integrado reduz danos da mosca-branca no tomate



Mosca-branca reduz qualidade e produtividade do tomate




Foto: Agrolink

No Brasil, a produção de tomate registrou crescimento em 2024, consolidando o país entre os maiores produtores mundiais da hortaliça. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a safra atingiu 4,7 milhões de toneladas, um aumento de 19,2% em relação a 2023. A área colhida também expandiu 10,6%, totalizando 3.543 hectares.

Apesar do avanço, o setor enfrenta desafios, especialmente no combate a pragas. O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, destaca que o controle da mosca-branca é essencial para evitar perdas na colheita. “O Brasil figura entre os maiores produtores de tomate do mundo, mas, assim como outras culturas, está vulnerável a ataques de pragas e doenças. Por isso, os produtores incluem em seus custos as ações necessárias para o controle dessas ameaças”, explica Kagi.

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Kagi enfatiza que medidas preventivas devem ser adotadas desde o período anterior ao plantio até a colheita. A mosca-branca afeta diretamente a produtividade ao se alimentar da seiva do tomateiro, liberar toxinas que interferem no amadurecimento dos frutos e excretar substâncias que favorecem o desenvolvimento de fungos. Além disso, é transmissora de vírus que causam nanismo e deformações nas plantas.

Para minimizar os impactos, o Sindiveg recomenda estratégias de manejo integrado, como o monitoramento contínuo das lavouras, a rotação de culturas e o uso criterioso de defensivos agrícolas. “Quando essas práticas são executadas de forma adequada e com o auxílio de técnicos especializados, é possível controlar a população da mosca-branca, reduzindo os danos e garantindo a sustentabilidade da produção”, conclui.





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Produtor rural, como você divulga produtos e serviços?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

De acordo com o resultado da enquete, 55% dos produtores rurais divulgam os seus produtos e serviços via WhatsApp. Em seguida, 35% divulgam por meio das redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok. Para 9% dos pequenos empreendedores o site é meio de divulgação. 

Aumente suas vendas

O Sebrae oferece curso de capacitação em Marketing Digital para pequenos empreendedores impulsionarem os seus negócios. De acordo com a instituição, a ferramenta proporciona a possibilidade do alcance global e de interatividade com o consumidor. Também incentiva o foco nos investimentos, com segmento de públicos, nichos de mercado, o que faz reduzir custos de campanha.

Dentre os temas ensinados no curso está o monitoramento de resultados com o uso das métricas, gestão e integração entre os responsáveis por marketing e vendas, bem como a criação de  um departamento de marketing digital para o seu negócio.

O Sebrae ainda oferece cursos para gerir WhatsApp Business, redes sociais, além de dicas para montar o site da sua empresa. Todos os cursos são gratuitos e online.



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Conheça os personagens do Memórias do Brasil Rural



A seguir, conheça os primeiros personagens que o Memórias do Brasil Rural irá apresentar a partir do dia 26 de março.

Roberto Rodrigues

O primeiro personagem do Memórias do Brasil Rural é o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Nascido em Cordeirópolis, São Paulo, é engenheiro agrônomo formado “com muito orgulho”, como costuma destacar, na Esalq/USP. 

No episódio, Roberto Rodrigues compartilha bastidores relevantes de uma trajetória entrelaçada com a história do agro brasileiro. Com passagens destacadas em importantes entidades e organizações do setor, Roberto Rodrigues também participou da fundação da Agrishow e, na gestão como ministro da Agricultura, esteve à frente de importantes iniciativas, como a liberação dos transgênicos e a implantação do Plano Safrinha.

Durante a gravação, ele revela quais as condições apresentou em 2002 ao então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para assumir o Ministério da Agricultura. Uma história dedicada ao agronegócio!

Eliseu Alves

Conhecido como o Dr. Eliseu Alves da Embrapa, o mineiro nascido na cidade de São João Del Rey tem um extenso currículo acadêmico. Cursou engenharia agronômica, graduando-se na Universidade Federal de Viçosa (1954), Ph.D em Economia Agrícola pela Purdue University Indiana ( 1972) e mestre em Agricultural Economics pela mesma universidade americana (1968). 

O Dr. Eliseu ainda inscreveu seu nome na história do agro brasileiro ao participar da fundação da Embrapa, entidade presidida por ele na década de 1980.

No Memórias do Brasil Rural, além de detalhar a própria história de vida, ele revela como surgiu a Embrapa, que mudaria a face do agro brasileiro, e passagens importantes da história do setor. 

Para ilustrar o significado do Dr. Eliseu para a agropecuária nacional, o professor José Pastore, que também participou do grupo que fundou a Embrapa, não poupa adjetivos para falar do amigo. “Na minha opinião, essa chama de racionalidade e retidão de conduta do Eliseu Alves foi a força-motriz do sucesso da Embrapa e, por consequência, da modernização da agricultura brasileira. O Brasil e todos nós brasileiros devemos muito a ele”, enfatiza. Parte desta história, você confere no episódio “Dr. Eliseu Alves”.

Carminha Missio

Uma das grandes lideranças femininas do agro brasileiro nasceu na cidade de Espumoso, no interior do Rio Grande do Sul. Descendente de italianos, Carminha Missio herdou dos pais a garra e a perseverança para superar qualquer obstáculo. 

Foi assim que, junto com a família, migrou para o Centro-Oeste do país e depois para a Bahia, onde fez história, ocupando o cargo de vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). A primeira mulher nesse posto!

No Memórias do Brasil Rural, Carminha compartilha uma história inspiradora. Em paralelo à vida rural, continuou estudando até concretizar o sonho de concluir o curso de Direito. Uma mulher com múltiplas funções que revela no episódio os detalhes de como administrar os negócios e também como o agro brasileiro está posicionado e o que deve fazer para atingir a meta de alimentar o mundo. Uma verdadeira lição de vida e superação.

João Martins

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, João Martins tem o DNA do agro. Com o mesmo nome do pai, herdou dele o empreendedorismo e o olhar visionário. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia, desde cedo seguiu os passos do pai, um mentor importante, que o incentivou a permanecer no agro. Com luz própria e muita vontade de transformar a agropecuária, ainda jovem, além de administrar uma das fazendas da família, começou a participar das atividades associativas.

No Memórias do Brasil Rural, João Martins relembra a história do desenvolvimento da pecuária na Bahia e as ações disruptivas do pai, como a compra de um navio para transporte de gado, revolucionando o setor. 

O atual presidente da CNA faz uma análise detalhada do crescimento da agropecuária brasileira e compartilha os principais legados, como a expansão da fronteira agrícola na Bahia e os projetos que transformaram o Senar em uma referência para o segmento. Um testemunho importante de alguém que esteve e está no centro do agro nacional.

Cirne Lima

A família por parte de mãe era de origem rural e influenciou o futuro de Luiz Fernando Cirne Lima. Nascido em Porto Alegre (RS), é formado em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

Muito jovem, foi presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e, aos 35 anos de idade, em 1969, assumiu o Ministério da Agricultura. Na fazenda da família, em Dom Pedrito (RS), que continua administrando, relembrou os detalhes da fundação da Embrapa quando ainda era ministro, a criação do Parque Assis Brasil, onde realiza-se a Expointer, e também a carta renúncia quando de forma incisiva revelou os motivos para deixar o Ministério da Agricultura. Com um enorme currículo e incontáveis legados, o Memórias do Brasil Rural apresenta um grande personagem do agronegócio.

Zé Humberto

O mineiro José Humberto de Lima Martins, filho de produtores rurais, nasceu em Ituiutaba. Ainda criança já demonstrava ter uma habilidade única, a de selecionador. O olhar refinado para o aprimoramento genético foi sendo lapidado até chegar ao nelore, sendo considerado pelos pecuaristas como um dos grandes responsáveis pelo avanço da raça no Brasil.

Na Fazenda Camparino, em Mato Grosso, Zé Humberto recebeu o Memórias do Brasil Rural e relembrou passagens importantes da vida dedicada à pecuária. Conhecido pela generosidade, Zé Humberto traçou um panorama da atividade no país e revelou os segredos para o sucesso e como o setor pode evoluir, aumentando a produtividade, por exemplo, ao ocupar áreas degradadas. Uma jornada e uma visão de futuro que valem a pena conferir!

Francisco Turra

Natural da cidade de Marau, no Rio Grande do Sul, Francisco Turra é formado em Direito e Comunicação Social. Mas sua vida está totalmente conectada ao agronegócio.

No Memórias do Brasil Rural, Turra relembra a história familiar e os motivos que o tornaram um dos grandes personagens do setor. Muito jovem, começou a vida política, exercendo mandatos como prefeito na cidade natal, deputado estadual e federal até chegar ao Ministério da Agricultura, em 1998. 

No episódio do projeto, Turra relembra, entre tantos legados, o momento histórico em que o Brasil recebeu o certificado de área livre de aftosa, no ano de 1998. Conectado ao setor, ele tem um olhar dedicado ao presente, mas sobretudo ao futuro do agro.



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Memórias do Brasil Rural



O objetivo do projeto é ser o primeiro acervo audiovisual integrado do agro brasileiro através da recuperação de registros do Canal Rural, Embrapa, CNA (realizadores do projetos) e outras entidades. Todo esse conteúdo será potencializado com a inclusão de registros familiares de produtores rurais e depoimentos de personalidades históricas do agronegócio, destacando eventos marcantes para a preservação de suas memórias.

A cada episódio, serão apresentadas histórias, acontecimentos importantes e outras contribuições relevantes para o país. Todos os conteúdos estarão disponíveis num primeiro momento no site do projeto para que sirvam como consulta para estudantes, pesquisadores e todos que buscam conhecimento sobre o setor.

Serão três frentes diferentes trabalhadas neste projeto:

  1. Trabalho com o acervo do Canal Rural e entidades: recuperação e digitalização desses conteúdos;
  2. Apresentação de histórias de personagens do agro, cujas vidas estão entrelaçadas com a própria história do agro – com utilização do acervo pessoal e IA.

    Selecionamos alguns desses personagens para contar as suas histórias através de acervos pessoais e exibiremos no formato de uma série. O 1º episódio será com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Na primeira temporada, estão outros nomes relevantes para o setor, como João Martins, Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, José Humberto Martins e Luiz Fernando Cirne Lima.

    Um dos objetivos do projeto é conectar o passado, valorizando o futuro. Dessa forma, ao final dos episódios, do alto de experiências valiosíssimas, os entrevistados projetam o que o agro brasileiro precisa realizar nos próximos anos para cumprir a missão de alimentar o mundo.

  3. Os conteúdos digitalizados do arquivo Canal Rural e dos acervos doados serão editados em um formato menor (drops) que exibiremos ao longo da programação.

O primeiro drop terá como assunto a aprovação do Novo Código Florestal.

Memórias do Brasil Rural tem a realização do Canal Rural, CNA, Embrapa e conta também com o apoio da ABCZ. A iniciativa reforça o compromisso do Canal Rural com o agro brasileiro, valorizando a história de mulheres e homens que ao longo das últimas décadas impulsionaram o setor, tornando-o uma referência mundial.

Os documentários serão exibidos pelo Canal Rural a partir do dia 26 de março, às 18h.



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Estreia Memórias do Brasil Rural



Uma das iniciativas do projeto Memórias do Brasil Rural é a produção de documentários com personagens cujas vidas estão conectadas com a própria história do agro brasileiro. Para o programa de estreia, a equipe do Memórias foi até a Fazenda Santa Izabel, no município de Guariba, a 340 km da capital de São Paulo.

Foi na sede da fazenda que o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo formado na Esalq/USP, recebeu a equipe do Canal Rural. 

No episódio, Roberto Rodrigues, compartilha bastidores relevantes de uma trajetória entrelaçada com a história do agro brasileiro. Com passagens destacadas em importantes entidades e organizações do setor, ele também participou da fundação da Agrishow e, como ministro da Agricultura, esteve à frente de importantes projetos, como a liberação dos transgênicos e incentivo ao plantio da safrinha de milho.

Durante a gravação, Rodrigues revela as condições que apresentou em 2002 ao então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para assumir o Ministério da Agricultura. Uma história dedicada ao agronegócio!

O episódio com Roberto Rodrigues será exibido pelo Canal Rural a partir do dia 26 de março, às quartas-feiras, às 18h.



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Cacau atinge menor valor em 4 meses no mercado internacional



Os contratos futuros do cacau, que na semana passada registraram uma queda acumulada de quase 5% e atingiram o menor valor em quatro meses, voltaram a subir nos últimos dias na Bolsa de Nova York. O cenário ocorre em um momento crucial para o setor, já que a proximidade da Páscoa tradicionalmente impulsiona o consumo de chocolate.

Para entender os motivos por trás dessas oscilações e seus impactos no mercado global, o quadro “Commodities em Foco”, exibido na edição de hoje (21) do Mercado & Companhia, recebeu Rafael Borges, analista de inteligência de mercado da StoneX.

Durante a entrevista, ele analisou os principais fatores que influenciam os preços do cacau, o impacto sobre os maiores produtores mundiais e as perspectivas para a produção global nos próximos anos.

Confira a entrevista completa com Rafael Borges no vídeo abaixo:



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Saúde intestinal dos leitões: impacto no desempenho



A colonização microbiana passa por mudança



A colonização microbiana passa por mudança
A colonização microbiana passa por mudança – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

O sistema digestivo dos leitões é essencial para seu crescimento e imunidade. Segundo João Xavier de Oliveira Filho, médico-veterinário da Auster Nutrição Animal, a placenta suína impede a transferência de imunoglobulinas maternas, tornando o colostro fundamental para ativação das defesas neonatais. A microbiota intestinal, formada nos primeiros dias de vida, impacta diretamente a resistência a patógenos como Salmonella, sendo crucial para a saúde dos suínos.  

A colonização microbiana passa por mudanças: no nascimento, 69% das bactérias intestinais vêm da mãe, chegando a 89,3% no terceiro dia, mas caindo para 0,28% ao 28º dia. Já as bactérias do ambiente aumentam, reforçando a necessidade de manejo adequado para garantir um equilíbrio microbiano saudável. Fatores como estresse térmico, nutrição inadequada e uso excessivo de antimicrobianos podem comprometer esse equilíbrio e aumentar a suscetibilidade a doenças.  

O desmame precoce (15 a 21 dias) prejudica a barreira intestinal e pode afetar a digestão e o desenvolvimento imunológico. Leitões desmamados antes dos 17 dias ainda não têm pré-molares erupcionados, dificultando a ingestão de ração. O desmame tardio (a partir de 28 dias) minimiza esses impactos, favorecendo melhor adaptação digestiva.  

Boas práticas de manejo, biosseguridade e tecnologias nutricionais, como aditivos, prebióticos e probióticos, são essenciais para fortalecer a microbiota e garantir maior produtividade na suinocultura. “O uso de tecnologias nutricionais, como aditivos, enzimas, ácidos orgânicos, óleos essenciais, prebióticos e probióticos, também desempenha papel crucial no equilíbrio da microbiota de matrizes e leitões. A combinação dessas estratégias fortalece a saúde intestinal, melhora o bem-estar dos animais e maximiza a eficiência produtiva na suinocultura”, comenta.

 





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Tem episódio novo do Soja Brasil no ar; vem assistir!



Tem episódio novo do Soja Brasil no ar! O programa abordou os impactos da guerra tarifária dos Estados Unidos no agronegócio brasileiro e acompanhou a expedição Soja Brasil nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Foram discutidos os desafios da comercialização da soja, a influência das condições climáticas sobre a safra e os 35 anos da Aprosoja Brasil.

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A guerra comercial entre os Estados Unidos e outros países, incluindo o Brasil, ganhou destaque com a decisão do governo de Donald Trump de impor tarifas sobre produtos como etanol, aço e alumínio. Essas medidas afetam diretamente o agronegócio, especialmente produtos exportados para a China, como soja, carne e milho.

E a Expedição Soja Brasil passou por regiões onde o risco de perdas freia a comercialização da safra. Em Sinop (MT), produtores estão receosos em fechar contratos devido à incerteza sobre a quantidade de grãos disponíveis para entrega. Em Nova Mutum (MT), a queda nos preços e a demanda enfraquecida preocupam os agricultores, enquanto em Sorriso (MT), município que mais produz soja no Brasil, a comercialização está abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até março, 54,9% da produção prevista para a safra 2024/25 havia sido comercializada, número inferior à média dos últimos cinco anos.

Na previsão do tempo, foi destacado que o outono será quente e seco em grande parte das áreas produtoras de soja, com chuvas abaixo da média, o que pode prejudicar a produtividade do milho. O Rio Grande do Sul será uma exceção, com chuvas acima da média.

Além disso, foram apresentados os destaques da soja no Paraná, onde a colheita avança para a fase final, especialmente na região sul do estado, que teve clima favorável. Em São Paulo, o ritmo da colheita acelerou e já supera os índices registrados no mesmo período do ano passado. No oeste da Bahia, a colheita também avança rapidamente, mas áreas de cultivo tardio podem ser impactadas pela baixa pluviosidade de fevereiro.



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Projeção de exportação de soja ultrapassa 100 milhões em 2025



O Brasil deve exportar 107 milhões de toneladas de soja em 2025, um aumento de 8% em relação aos 98,813 milhões de toneladas registrados em 2024. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda da oleaginosa divulgado pela consultoria Safras & Mercado. Os dados permanecem inalterados em comparação às estimativas divulgadas em 7 de fevereiro.

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De acordo com a consultoria, o esmagamento de soja deve totalizar 55,5 milhões de toneladas em 2025, ante 54,6 milhões de toneladas em 2024, sem mudanças nos prognósticos anteriores. As importações também seguiram inalteradas, com previsão de 150 mil toneladas em 2025 e 1 milhão de toneladas em 2024.

A oferta total de soja para a temporada 2025 deve crescer 10%, alcançando 174,86 milhões de toneladas. Já a demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Dessa forma, os estoques finais devem subir expressivos 434%, passando de 1,59 milhão para 8,486 milhões de toneladas. Em fevereiro, a previsão era de estoques de 10,914 milhões de toneladas.

Subprodutos

A produção de farelo de soja deve atingir 42,7 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 1%. As exportações do subproduto, no entanto, devem recuar 1%, totalizando 23 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno deve crescer 3%, alcançando 19,25 milhões de toneladas. Os estoques finais de farelo estão projetados em 2,458 milhões de toneladas, um aumento de 22%.

Óleo de soja

Para o óleo de soja, a projeção é de uma produção de 11,13 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 1%. As exportações devem cair 20%, para 1,1 milhão de toneladas, enquanto o consumo interno deve subir 4%, atingindo 10,2 milhões de toneladas. O uso para biodiesel está projetado para crescer 10%, alcançando 5,85 milhões de toneladas. A previsão é de uma redução de 39% nos estoques finais, que devem totalizar 187 mil toneladas.



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