sexta-feira, junho 26, 2026

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Projeção do PIB de 2025 passa de 1,99% para 1,98%



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 caiu pela segunda semana consecutiva, de 1,99% para 1,98%. Um mês antes, estava em 2,01%. Mas, levando em conta apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis – mais sensíveis a novidades -, passou de 1,98% para 2,0%.

O PIB brasileiro cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado – abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,4%. No acumulado de 2024, a economia teve alta de 3,4%. O carrego estatístico para 2025 é positivo em 0,8%.

A maioria dos indicadores de atividade de alta frequência compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram desempenho abaixo do esperado em janeiro. A produção industrial teve variação zero, enquanto o mercado previa alta de 0,4%. O volume de serviços caiu 0,5%, ante mediana de alta de 0,1%.

Em contrapartida, as vendas do varejo ampliado cresceram 2,3%, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,7%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,89% em janeiro ante dezembro, acima do teto da pesquisa, que era de 0,70%.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,60%. Um mês antes, era de 1,70%. Considerando só as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 1,56% para 1,64%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de 2,0% para 1,99%. Um mês antes, era de 2,0%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 54ª semana seguida.

O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 2,10% este ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A autarquia vai atualizar as estimativas nesta quinta-feira, 27, quando será publicado o novo Relatório de Política Monetária (RPM).



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BNDES aprova R$ 216,6 mi para construção e ampliação de armazéns



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos a projetos para obras de ampliação e construção de armazéns nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que somam R$ 216,6 milhões.

Os recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25 e do Finem.

São R$ 83,8 milhões para a Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata (sendo R$ 52,84 milhões em recursos PCA e R$ 31 milhões em Finem), R$ 52,84 milhões em recursos PCA para a Coamo Agroindustrial Cooperativa, R$ 40 milhões para a Energética Santa Helena S.A.(sendo R$ 25 milhões em recursos PCA e R$ 15 milhões em Finem), e R$ 40 milhões para a Vale do Paracatu (sendo R$ 25 milhões do PCA e R$ 15 milhões do Finem).

“Os projetos estão alinhados às políticas públicas do governo do presidente Lula, pois atendem aos objetivos de fortalecer a produção agrícola brasileira, além de modernizar, reformar e construir novos armazéns, ampliando a capacidade de armazenamento e gestão de estoques para enfrentar sazonalidades”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Coamo

O apoio do BNDES corresponde à totalidade dos investimentos da Coamo na modernização e ampliação da estrutura de armazenagem de soja e milho das unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul, e Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Paraná.

Além de expandir a capacidade de armazenamento, o projeto melhora o fluxo de recebimento e armazenagem da produção, aumentando a confiabilidade dos processos e a conservação dos grãos com qualidade inalterada, enquanto o produtor cooperado aguarda as melhores condições de comercialização.

No total, a capacidade de armazenamento das três unidades deverá ser ampliada das atuais cerca de 123,6 mil toneladas de grãos para aproximadamente 183,6 mil. Durante a execução do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

Santa Helena

O crédito concedido à Santa Helena representa 90,6% dos recursos a serem investidos em Nova Andradina, no Leste de Mato Grosso do Sul, onde serão construídos um armazém com capacidade para até 50 mil toneladas de açúcar e uma fábrica capaz de produzir até 850 toneladas de açúcar por dia junto à usina de etanol.

Com os investimentos, a companhia, cuja principal linha de receita vem da venda de etanol (anidro e hidratado), terá flexibilidade para alternar entre a produção de açúcar e álcool etílico, maximizando a geração de receita e mitigando os riscos do negócio.

A Santa Helena estima a geração de 100 postos de trabalho diretos durante a implantação do projeto e de 50 empregos diretos após a conclusão, ampliando seu quadro de funcionários de 1.280 para 1.330. Indiretamente, o projeto deverá empregar 150 trabalhadores durante a fase de implantação e 70 após a conclusão.

Copacol

Para a Copacol, o financiamento aprovado pelo Banco, de R$ 83,8 milhões, representa 91,4% do investimento que a cooperativa fará em três unidades no Paraná. A finalidade é ampliar a capacidade de armazenamento de grãos da unidade Melissa, em Cascavel (PR), passando das atuais 23.500 toneladas para 58.000 toneladas de grãos. Serão construídos três silos armazenadores de 11.500 toneladas cada, juntamente com a instalação de linhas de carga e descarga, com capacidade de 200 toneladas por hora.

Em Jesuítas (PR), a capacidade de armazenamento da fábrica de rações passará de 163.000 toneladas para 209.000 toneladas e serão construídos quatro silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 46 mil toneladas a serem acrescidas. Já na Unidade de Recebimento e Armazenamento de Grãos, também em Jesuítas, a capacidade de armazenagem de grãos passará das atuais 45 mil toneladas para 68.000 toneladas, e serão construídos dois silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 23 mil toneladas.

Durante a execução das obras, a previsão é que sejam gerados, indiretamente, 62 empregos na unidade Melissa, 170 na fábrica de rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento de Jesuítas.

Vale do Paracatu

Na cidade de Paracatu (MG), o BNDES apoiará, com R$ 34,9 milhões, a Vale do Paracatu Bioenergia S.A. na construção de armazém com capacidade para estocar até 60 mil toneladas de açúcar (ou 1,2 milhão de sacas). Também financiará a construção de uma fábrica de açúcar, com R$ 5,1 milhões, para a produção de 155 mil toneladas do produto por ano. O financiamento do Banco representa 25,7% do total do investimento da empresa no projeto. Durante a implementação do projeto devem ser gerados 300 empregos diretos e 70 após a conclusão.

PCA

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, os projetos apoiados pelo Banco estão alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil. “Fortalecer as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para garantir a segurança alimentar, nutricional e energética no país.”

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns é um dos programas agropecuários do governo federal , que contam com juros equalizados pelo Tesouro Nacional, operados pelo BNDES. O PCA financia produtores e cooperativas rurais para ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e de câmaras frias.



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Projeção da Selic para 2025 segue em 15,0% após decisão do Copom



A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana seguida. A estimativa sugere que os juros terão de avançar mais 0,75 ponto porcentual, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a taxa de 13,25% para 14,25% na última quarta-feira e sinalizou uma nova alta, de menor magnitude, em maio.

Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15,0%.

Com isso, o mercado espera que a Selic avance ao maior nível desde maio de 2006, no primeiro governo Lula, quando o Copom cortou a taxa de 15,25% para 14,75%. Nessa época, os juros estavam em queda depois de terem atingido 19,75% em maio de 2005, um dos maiores patamares do século XXI.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela oitava semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.

A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela sexta semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 13ª semana consecutiva.

No comunicado da última reunião, o Copom reforçou que, para além de maio, o tamanho total do ciclo de aperto será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação” e dependerá da evolução da inflação – especialmente dos componentes sensíveis à atividade econômica e à política monetária -, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.



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Com o objetivo de expandir mercados, delegação brasileira chega ao Japão


A delegação do governo brasileiro desembarcou em Tóquio, no Japão, por volta de 22h deste domingo (23). O objetivo da viagem é fortalecer acordos entre os dois países, ampliar as relações comerciais e promover investimentos no setor agropecuário brasileiro. As duas nações mantêm Parceria Estratégica e Global que completa uma década em agosto deste ano.

Em 2025, comemoram-se também os 130 anos das relações diplomáticas Brasil–Japão. As relações entre os países foram estabelecidas em 1895, com a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. O acordo permitiu abertura recíproca de representações diplomáticas em 1897 e abriu caminho para o início da imigração japonesa, em 1908.

O Brasil conta com a maior população nipodescendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, e o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil nacionais.

“O Japão é uma grande economia, nosso mais tradicional parceiro na Ásia e é a nona origem de investimentos estrangeiros no Brasil, com um estoque de US$35 bilhões de investimentos nos últimos três anos. O objetivo da visita é dar impulso a setores prioritários, além de novos setores na relação. A gente tem como base essa boa relação de vínculos humanos, econômicos, mas queremos avançar. Uma das nossas expectativas é a abertura do mercado japonês para produtos brasileiros, especialmente carne bovina e suína in natura”, destacou o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores.

Saboia explicou que há expectativa de avançar na discussão das relações entre Mercosul e Japão. “Além disso, estamos abertos às questões relacionadas à atração de investimentos. Existe uma complementaridade entre as economias, existem grandes oportunidades para investidores japoneses, que já conhecem o Brasil, para ampliar as parcerias público-privadas”, pontuou.

As relações diplomáticas entre Brasil e Japão têm ganhado novo dinamismo, destacando-se pela expressiva agenda de visitas de alto nível e avanços em iniciativas como a isenção recíproca de vistos para viagens de curta duração anunciada em setembro do ano passado. No âmbito econômico-comercial, observa-se elevada complementaridade e acentuado intercâmbio. O Japão, quarta maior economia do mundo, é um dos maiores investidores no Brasil. Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

Delegação brasileira no Japão Delegação brasileira no Japão
Comitiva brasileira chega ao Japão Foto: Ricardo Stuckert/PR

A cooperação técnica constitui, há mais de 60 anos, referência no desenvolvimento nacional. Historicamente, há pelo menos dois projetos de especial relevância em termos econômicos: o fortalecimento do complexo minerador de ferro e de siderurgia no Brasil, a partir dos anos 1950, e a evolução tecnológica que contribuiu, a partir da década de 1970, para o desenvolvimento da agricultura tropical no Cerrado por meio do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer).

A cooperação em Ciência, Tecnologia & Inovação é outra prioridade da agenda bilateral. Entre as áreas mais promissoras, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, tecnologia aeroespacial, robótica, materiais avançados, ciências médicas e saúde e energias renováveis. Também merecem destaque as amplas oportunidades na área de descarbonização, como o uso de etanol para a produção de combustível de aviação e biomassa para geração de eletricidade.

Visita de Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será recebido pelo imperador Naruhito e a imperatriz Masako. Terá ainda uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba. Haverá também um evento empresarial no Hotel New Otani, realizado pelo Itamaraty com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação de 500 empresários.

Presidente realiza faz visita oficial no Japão Presidente realiza faz visita oficial no Japão
Lula cumprimenta representantes do governo japonês Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Serão empresários do setor de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística e siderurgia, entre outros. E há previsão de assinatura de atos em diversas áreas, tanto no setor público como também no setor privado, na área de ciência e tecnologia, combustível sustentável, educação, pesca, recuperação de pastagens, entre outros”, afirmou o embaixador.

Relações Comerciais Brasil x Japão

Em 2024, Brasil e Japão registraram intercâmbio comercial de US$11 bilhões, com superávit brasileiro de US$146,8 milhões. O Brasil exporta carne de aves (frescas ou congeladas), alumínio, carne suína, celulose, café não torrado e minério de ferro, entre outros produtos. Já as importações do Brasil são compostas por partes e acessórios de veículos automotivos, instrumentos e aparelhos de medição, motores de pistão e demais produtos da indústria de transformação.

“Com a ida do presidente Lula, acordos serão assinados e muito provavelmente nós vamos ter um conjunto de novas aberturas de mercado para empresas brasileiras atuarem vendendo para o Japão e empresas japoneses vendendo pro Brasil”, diz o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana.

Próxima parada, Vietnã

Na sequência, entre os dias 27 a 29 de março, a delegação fará visita oficial ao Vietnã, com intuito de estreitar a parceria estratégica, o diálogo político e a cooperação econômica entre os dois países. “É o segundo país do Sudeste Asiático a se formar parceiro estratégico do Brasil. Nós estamos negociando um plano de ação para implementar essa parceria e a ideia é que esse plano de ação seja adotado durante a visita”, relatou Saboia.

A visita terá por objetivo definir ações e iniciativas conjuntas para implementar a Parceria Estratégica entre os dois países, anunciada em 17 de novembro de 2024, quando o presidente Lula e o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chin, se reuniram à margem da Cúpula do G20, no Rio de Janeiro.

A elevação das relações diplomáticas com o Vietnã ao nível de Parceria Estratégica possibilitará aprofundar o diálogo político, reforçar a cooperação econômica, intensificar o fluxo de comércio e os investimentos, fortalecer a coordenação em temas da agenda multilateral e impulsionar novas iniciativas de cooperação.

Em 2024, Brasil e Vietnã registraram intercâmbio comercial de US$ 7,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$415 milhões. O Vietnã consolidou-se como o quinto destino global das exportações do agronegócio brasileiro e se destaca como um dos principais produtores mundiais de café, arroz e produtos eletrônicos, setores nos quais há potencial para ampliar a cooperação bilateral. “O comércio passou de US$ 500 milhões para quase US$ 8 bilhões. E a ideia é chegar a uma meta de US$ 15 bilhões em 2025”, ressaltou o embaixador.



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ata do Copom, IPCA-15, PCE nos EUA são destaques da semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa fechou a 3ª semana consecutiva de alta (2,63%), impulsionado por fluxo externo.

Também no Brasil, discussões em torno do Imposto de Renda pressionaram os juros. Nesta semana, destaque para a ata do Copom, IPCA-15, PCE nos EUA e PMIs da Zona Euro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Cuidado com bezerras é essencial para produtividade



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos”



“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos"
“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos” – Foto: Pixabay

O Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo, com uma oferta anual de aproximadamente 35 bilhões de litros. Para garantir a eficiência e o aumento da produtividade, a atenção especial às bezerras é indispensável. Segundo Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal, é fundamental controlar agentes patogênicos, manter um ambiente adequado e oferecer nutrição balanceada.  

“Entram nessa lista de preocupações os cuidados com agentes patogênicos, o manejo do ambiente onde os animais estão e a composição da nutrição oferecida”, explica Wiliam Tabchoury, engenheiro agrônomo e gerente da Unidade de Bovinos da Auster Nutrição Animal. 

Tabchoury destaca que o sucesso na produção leiteira está diretamente ligado ao cuidado com as bezerras nos primeiros meses de vida. O ambiente onde os animais permanecem deve ser mantido higienizado, pois nessa fase eles são mais vulneráveis a doenças. Além disso, a qualidade microbiológica do colostro, leite de transição, sucedâneos e água deve ser constantemente avaliada para evitar contaminações. Outros manejos essenciais incluem cuidados com recém-nascidos, colostragem e a cura do umbigo.  

A regulação da temperatura e a oferta de descanso adequado também são fatores essenciais. As bezerras devem permanecer em ambientes entre 18 e 25 graus e descansar cerca de 20 horas por dia. Para aprimorar o manejo, produtores podem utilizar a metodologia Cowsignals, que ajuda a identificar sinais das bezerras e encontrar oportunidades de melhoria. No aspecto nutricional, é necessário um plano alimentar completo, pois essa é a fase mais exigente em termos de nutrição na fazenda.  

 





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Projeção da produção de soja é reduzida; veja a semana do grão



Devido às adversidades climáticas no Rio Grande do Sul, a consultoria Safras & Mercado revisou suas estimativas para a produção brasileira de soja em 2024/25. Como consequência desse ajuste, os estoques finais também foram reduzidos. No entanto, com mais de 70% da safra colhida, a produção brasileira ainda deverá ser a maior da história, pressionando as cotações.

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A nova projeção aponta para uma produção de 172,45 milhões de toneladas, um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas. Apesar disso, o número é inferior à estimativa inicial de 174,88 milhões de toneladas.

Área plantada

A área plantada registrou um aumento de 2,2%, totalizando 47,47 milhões de hectares em 2024/25, contra 46,45 milhões na temporada anterior. A produtividade média deve subir de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos.

“A safra brasileira continua com grande potencial, avançando bem no campo. No Rio Grande do Sul, houve um ajuste, com perdas expressivas estimadas em cerca de 34% devido à estiagem e ao calor excessivo, especialmente em fevereiro”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

Por outro lado, alguns estados, como Goiás e a região do MATOPIBA, registraram revisões positivas na produtividade, favorecendo a oferta nacional. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025”, complementa Silveira.

Oferta e demanda

As exportações brasileiras de soja deverão alcançar 107 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 8% em relação a 2024, quando somaram 98,813 milhões de toneladas. Esse número permanece inalterado em comparação com as projeções anteriores, divulgadas em 7 de fevereiro.

O esmagamento está projetado em 55,5 milhões de toneladas para 2025, contra 54,6 milhões no ano anterior, mantendo-se sem alterações em relação ao último levantamento. As importações também seguem estáveis, estimadas em 150 mil toneladas para 2025, enquanto para 2024, o número permanece em 1 milhão de toneladas.

Crescimento

Em relação à temporada 2025, a oferta total de soja deve crescer 10%, atingindo 174,86 milhões de toneladas, enquanto a demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação a 2024. Como resultado, os estoques finais deverão se elevar em 434%, passando de 1,59 milhão para 8,486 milhões de toneladas. A projeção anterior, feita em fevereiro, era de 10,914 milhões de toneladas.



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Brasil expande cinturão citrícola para escapar do greening


Com o avanço do huanglongbing (HLB), também conhecido como greening, a citricultura brasileira passa por um processo de migração geográfica. A doença, considerada a mais devastadora dos cultivos de citros no mundo, está comprometendo a viabilidade do tradicional cinturão citrícola — que abrange São Paulo (exceto o litoral), o Triângulo Mineiro e o sudoeste de Minas Gerais — e forçando sua expansão para novas áreas produtoras, como Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e o Distrito Federal.

A nova área produtiva, batizada de cinturão citrícola expandido (CCE), vem sendo mapeada por pesquisadores da Embrapa e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), que desenvolvem estudos de zoneamento climático e fitossanitário para ajudar os citricultores nessa transição.

De acordo com Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, é preciso reconhecer que a citricultura no Brasil está mudando. “A Embrapa está comprometida com a cadeia produtiva e atua para mitigar o HLB, mas também para avaliar o potencial de novas áreas”, afirma.

Uma das principais ferramentas utilizadas no processo é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que considera fatores como risco de perda de produção, déficit hídrico e variações de temperatura.

“A publicação que elaboramos serve como norte para os produtores que buscam migrar. Ela detalha os riscos e as condições climáticas do Brasil inteiro”, afirma Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto Zarc Citros.

O estudo também inclui a análise de fatores fitossanitários, como o risco de ocorrência do psilídeo, vetor da bactéria associada ao greening, e da podridão floral dos citros (PFC). Um novo projeto da Embrapa, com financiamento da Fapesp, busca mapear essas pragas no Cinturão Citrícola Expandido até 2026, usando modelos matemáticos e climáticos.

Segundo Coelho, além do clima, o produtor precisa monitorar continuamente os pomares para antecipar surtos de pragas e doenças. “A prevenção, com o controle integrado e o uso de tecnologia, é essencial”, destaca.

Migração dos pomares citrícolas

A migração dos pomares já é realidade. Segundo o Fundecitrus, o movimento começou em 2023 e ganhou força em 2024. “O aumento da doença em São Paulo levou produtores a buscar novas regiões com baixa incidência do greening”, diz o pesquisador Renato Bassanezi.

A empresa Cambuhy Agrícola, por exemplo, migrou parte de sua produção para Ribas do Rio Pardo (MS), onde deve gerar 1.200 empregos diretos. A Agroterenas também investe na região. “Devemos plantar 1.500 hectares até 2026”, revela Ezequiel Castilho, diretor da AGT Citrus.

Apesar das vantagens, os desafios são significativos. Segundo Danilo Yamane, consultor da FortCitrus, o clima adverso, a distância dos centros de consumo e a escassez de mão de obra são entraves importantes. “Por isso, os dados da Embrapa são estratégicos”, afirma.

Com apoio da ciência e do zoneamento climático, a citricultura nacional busca preservar sua produção, fortalecer a cadeia e garantir a sustentabilidade diante do avanço de uma das doenças mais graves da fruticultura mundial.



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Concurso da Embrapa acontece neste domingo



Neste domingo (23) acontece o Concurso Embrapa, com a participação de 279.701 inscritos em todo o Brasil. Os candidatos disputam 1.027 vagas efetivas, além de integrar o cadastro de reserva, ampliando as oportunidades para futuras convocações. As provas serão aplicadas em 288 locais, distribuídos por 50 cidades, abrangendo todas as regiões do país.

O concurso oferece vagas para diversos cargos, com provas aplicadas em dois períodos distintos: pela manhã, para os cargos de Pesquisador e Técnico, e à tarde, para os cargos de Assistente e Analista. O concurso abrange diferentes áreas de atuação, com um total de 189 opções de vagas, atendendo às diversas necessidades das Unidades da Embrapa.

Segundo Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, o concurso é aguardado com grande expectativa pela instituição. “Este concurso é uma oportunidade de reforçar nossa equipe com novos talentos que, com suas competências, contribuirão para o crescimento e inovação da empresa. Estamos certos de que os candidatos trarão novos perfis, essenciais para continuar mantendo a excelência da Embrapa”, afirma Silvia.

Além de fortalecer o quadro de funcionários da instituição, o concurso tem como principal objetivo atender às demandas específicas das Unidades da Embrapa, que foram contempladas com vagas direcionadas a suas necessidades particulares. Cada unidade da Embrapa possui desafios únicos, e as vagas criadas visam garantir a contratação de profissionais que possam contribuir diretamente para o desenvolvimento de soluções técnicas e inovadoras.

Com isso, a Embrapa busca fortalecer suas pesquisas e continuar sua trajetória de excelência, focando especialmente em áreas estratégicas como agropecuária, biotecnologia e sustentabilidade. A Embrapa reforça seu compromisso com a inovação e o avanço científico, essenciais para o progresso do setor agrícola brasileiro e o enfrentamento de desafios globais relacionados à alimentação, ambiente e desenvolvimento sustentável.



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Nova alta da Selic pode desacelerar economia e o agronegócio



A tomada de crédito deve ficar mais cara neste ano. Isso porque o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou a elevação da taxa básica de juros em um ponto percentual, levando a Selic de 13,25% para 14,25% ao ano. A decisão veio dentro das expectativas do mercado e marca a quinta alta consecutiva da taxa, alcançando o maior patamar desde 2016. 

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o Banco Central deve reduzir o ritmo das elevações nas próximas reuniões, com aumentos de meio ponto percentual, chegando a uma Selic em torno de 15% ou 15,25%. 

“Esse patamar deve se manter por alguns meses e ter impacto direto no crescimento econômico, especialmente no segundo semestre”, afirma. Segundo ele, após esse ciclo altista, a tendência é de desaceleração da economia em 2025 e possivelmente em 2026.

Preocupações à vista

A ata da última reunião do Copom, anunciada na última quarta-feira (19), trouxe a preocupação do Banco Central com a inflação, que está acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O comunicado também indicou que, se o cenário econômico se confirmar, um novo ajuste, mas de menor magnitude, poderá ocorrer na próxima reunião, marcada para maio.

Na avaliação de Vale, apesar dos membros do Comitê sinalizarem preocupação com a atividade econômica, o comunicado evitou apontar diretamente os riscos fiscais. “O Banco Central mencionou a questão fiscal como uma percepção do mercado, sem aprofundar uma análise sobre os desafios da política fiscal atual”, explica.

De acordo com o economista, “há elementos negativos na política fiscal neste momento”, mas a autoridade monetária não enfatizou essa preocupação diretamente na ata.

Impactos para o agronegócio

Os efeitos dos juros elevados no setor agropecuário também devem ser significativos, especialmente no custo do crédito. “O Plano Safra terá taxas mais elevadas, e o produtor rural precisará lidar com um cenário de encarecimento do financiamento. Isso pode afetar os investimentos no setor”, alerta. 

Além disso, Vale reforça que a alta dos juros tende a reduzir o consumo nos próximos anos, o que pode afetar a demanda por produtos agropecuários e pressionar ainda mais a atividade econômica. “O cenário de desaceleração do consumo em 2025 e 2026 precisa ser acompanhado de perto”, conclui.



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