sexta-feira, junho 26, 2026

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Café teve alta histórica ano passado



A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025



 FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025
FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 – Foto: Pixabay

Os preços globais do café registraram uma alta histórica em 2024, avançando 38,8% em relação à média do ano anterior, segundo a FAO. O Arábica, preferido no mercado de café torrado e moído, ficou 58% mais caro em dezembro, enquanto o Robusta, usado em café instantâneo e misturas, subiu 70%. Pela primeira vez desde os anos 1990, a diferença de preços entre as variedades se reduziu, refletindo a oferta restrita e o impacto do clima nos principais produtores.  

A FAO alerta que os preços podem subir ainda mais em 2025 caso a oferta global continue em queda. No Vietnã, maior exportador de Robusta, a seca reduziu a produção em 20% na safra 2023/24, e as exportações caíram 10% pelo segundo ano seguido. Na Indonésia, chuvas excessivas em abril e maio de 2023 reduziram a produção em 16,5% e as exportações em 23%. Já no Brasil, revisões sucessivas apontaram para um declínio de 1,6% na produção, revertendo previsões otimistas devido ao clima seco e quente.  

Além do clima, os custos de transporte impulsionaram os preços, afetando diretamente os consumidores. Em dezembro, os preços do café subiram 6,6% nos EUA e 3,75% na União Europeia. O cenário pode incentivar investimentos em tecnologia e pesquisa para aumentar a resiliência do setor, especialmente para pequenos produtores, que são a base da cadeia global de café.  

A FAO destaca a importância da transparência no mercado e da cooperação entre os atores da cadeia produtiva. Também apoia iniciativas para que agricultores adotem práticas resilientes ao clima, protegendo sua produção e contribuindo para a restauração da biodiversidade.

 





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USDA amplia estimativa da safra de soja do Brasil para 169,5 mi de toneladas



O Brasil deve produzir um volume recorde de 169,5 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, segundo estimativa do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O valor é 4,5 milhões de toneladas maior do que a projeção anterior, do fim de dezembro. A previsão de produtividade subiu de 3,51 para 3,58 toneladas por hectare.

Para as exportações, o USDA em Brasília elevou sua estimativa de 105 milhões para 108,3 milhões de toneladas.

O USDA em Brasília projetou um aumento no processamento de soja em 2024/25, de 56 milhões para 56,55 milhões de toneladas. A projeção de produção de farelo de soja em 2024/25 foi ampliada de 43,1 milhões para 43,545 milhões de toneladas. Quanto ao óleo de soja, a produção foi revisada de 12 milhões para 11,31 milhões de toneladas.

Para 2025/26, o USDA estimou uma produção de soja de 173 milhões de toneladas, com a área plantada aumentando de 47,3 milhões para 48,2 milhões de hectares. O aumento esperado da área, de cerca de 2%, é inferior à média de cinco anos, de 6%, observou o escritório.

“Isso é resultado direto da safra 2024/25, marcada por altos custos de produção e preços estáveis após o aumento pós-Covid, resultando em margens reduzidas”, disse o USDA.

O rendimento deve ser de 3,59 toneladas por hectare, disse o USDA. Já as exportações foram projetadas em 112 milhões de toneladas.

O USDA em Brasília projetou o esmagamento em 2025/26 em 57 milhões de toneladas. A produção de farelo foi estimada em 43,89 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja foi projetada em 11,4 milhões de toneladas.



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apesar do aumento na emissão de Cédulas de Produto Rural, LCA desacelera 13%



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Boletim de Finanças Privadas do Agro, com dados de fevereiro/2025, que mostra o desempenho dos principais títulos e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) que financiam o agronegócio brasileiro.

Os registros acumulados de emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR) na atual safra 2024/2025, de julho a fevereiro somam R$ 268,84 bilhões, valor 68% superior ao verificado no mesmo intervalo da safra passada.

Queda no LCA

Ao lado das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os dois títulos, CPR e LCA, seguem como as principais fontes de recursos privados para financiamento do setor agropecuário no mês de fevereiro, como revelam seus valores de estoques acumulados: R$ 540,14 bilhões de LCA e R$ 483,63 bilhões de CPR. Contudo, ao contrário das CPR, o crescimento do estoque da LCA no período em questão, comparado ao ano anterior, mostrou-se menos acelerado, em torno de 13%.

Segundo normas do Conselho Monetário Nacional, é dever das instituições financeiras manter aplicado em operações de financiamento rural o valor correspondente a 50% dos recursos captados com LCA, sendo pelo menos 50% dessa parcela direcionada para o crédito rural e o restante para a aquisição de papéis do agro.

O Mapa ressaltou que, do estoque atual de R$ 540,14 bilhões de LCA, pelo menos R$ 270,07 bilhões das novas captações estão sendo reaplicados no setor.

Outros dados do Fiagro

Os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) apresentaram um crescimento menos intenso. Em fevereiro, os estoques de CDCA apresentaram uma elevação de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o valor de R$ 35,13 bilhões. Já os estoques de CRA tiveram um aumento de 14% no comparativo do mesmo período, chegando ao valor de R$ 134,31 bilhões.

Em janeiro, o patrimônio líquido do mercado dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou o valor de R$ 43,99 bilhões, com 137 deles em operação.



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Frente fria se desloca pelo litoral e terça-feira será de temporais pelo Brasil


Nesta terça-feira (25), a atuação de um cavado meteorológico – sistema meteorológico que favorece a formação de instabilidades – em níveis médios da atmosfera e a circulação de umidade associada a uma área de alta pressão que avançou após o deslocamento da frente fria, vão contribuir para a manutenção da chuva em parte dos estados da Região Sul, informa a Climatempo.

No Rio Grande do Sul, o dia deve apresentar condições de céu parcialmente encoberto, com o sol aparecendo entre nebulosidade variável em todo o território gaúcho. A chuva deve vir em grande parte do estado no período da tarde, em formato de pancadas. Entre as regiões das Missões, Região Central e nos Vales, atenção para condição de chuva localmente forte seguida por rajadas de vento e descargas elétricas. Destaque para toda área mais ao norte, que percorre Noroeste, Norte e Serra Gaúcha, que fica em alerta para temporais.

Ainda pelo Sul

Em Santa Catarina, as instabilidades devem atuar sobre todo o estado, condicionando a formação de nuvens de chuva. No período da manhã, o sol aparece mais entre algumas nuvens. No decorrer das horas, teremos uma maior formação de nebulosidade no céu e as áreas de chuva começam a se espalhar no período da tarde.

Segue o alerta para temporais em praticamente todo o estado, com potencial para raios e rajadas de vento. No litoral catarinense – incluindo a Grande Florianópolis -, atenção para chuva localmente forte.

No Paraná, o período da manhã deve seguir apresentando condições de céu mais aberto, com o sol aparecendo entre nebulosidade variável. Conforme o passar das horas, haverá maior formação de nebulosidade em boa parte do território paranaense e as pancadas de chuva começam a se espalhar. Entre as regiões de Londrina/PR, Ponta Grossa/PR e Grande Curitiba/PR, atenção para chuva localmente forte com raios e ventos.

Destaque para as regiões de Paranavaí/PR, Maringá/PR, Umuarama/PR, Campo Mourão/PR, Foz do Iguaçu/PR, Cascavel, Francisco Beltrão/PR, General Carneiro/PR, Guarapuava/PR e no Litoral Paranaense, áreas em que seguem o alerta para temporais com raios e ventania. Não são descartados episódios de granizo pontual.

O avanço da frente fria ao largo da costa deve seguir realizando a manutenção das instabilidades entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao longo do dia, o sol ainda aparece mais no período da manhã e conduz a elevação dos termômetros. O tempo segue abafado em toda a região.

Na parte da tarde, os núcleos de chuva começam a ganhar força e se espalhar, com destaque para a condição de temporais na área entre os três estados, que percorre a Zona da Mata Mineira, Centro e Norte Fluminense e Sul Capixaba. Nas demais regiões, atenção para chuva localmente forte.

Em São Paulo, ainda teremos disponibilidade de umidade presente na atmosfera local, e diante do aumento das temperaturas, haverá condições para pancadas de chuva localizadas em boa parte do estado, com potencial para chuva localmente forte seguida por raios e ventos.

Previsão do tempo, terça-feira, 25 de março de 2025Previsão do tempo, terça-feira, 25 de março de 2025
Mapa mostra áreas de risco para temporais nesta terça-feira Foto: reprodução Climatempo

Região Centro-Oeste, temporais no MS, MT e GO

A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai deve realizar a manutenção das instabilidades entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com destaque para a condição de temporais no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e norte de Mato Grosso.

No estado de Goiás e no Distrito Federal, em decorrência do fluxo de calor e umidade que transita sobre a região, haverá condições para pancadas de chuva localmente fortes, com potencial para temporais localizados na Capital Federal.

a entrada de umidade marítima associada aos ventos que sopram em direção ao continente deve continuar favorecendo a formação de nuvens carregadas entre o litoral da Bahia e da Paraíba. Condição para chuva localmente forte em Salvador/BA, Recife/PE e João Pessoa/PB.

Por outro lado, áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme e alerta para baixa umidade do ar. Na costa norte, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça a chuva entre o litoral do Maranhão e do Piauí.

Região Norte

Diante da oferta de calor e umidade na atmosfera local, as instabilidades continuam se espalhando por todos os estados. Destaque para a condição de temporais no Amazonas, Pará e norte de Rondônia.

Nas demais regiões do Tocantins, Acre e Roraima, atenção para chuva localmente forte. No Amapá, a atuação da ZCIT deve manter o estado na rota dos temporais, que acontecem principalmente no período da tarde.



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Soja começa semana em baixa em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira com leve baixa, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil, que está adiantada em relação ao ano anterior. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,25%, fechando a US$ 1007,25 por bushel. O vencimento de julho caiu 0,20%, cotado a US$ 1019,50. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio recuou 0,90%, a US$ 297,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,33%, cotado a US$ 42,15 por libra-peso.

A queda não foi mais expressiva devido à revisão negativa da safra brasileira por uma consultoria, que reduziu sua estimativa em 2,3 milhões de toneladas. Essa projeção é uma das menores entre as atuais previsões para a produção nacional. Além disso, o mercado segue atento às incertezas tarifárias, com possíveis medidas específicas contra navios chineses ou de empresas associadas ao país, o que adiciona cautela às negociações.

No lado positivo, as exportações dos Estados Unidos registraram aumento na última semana, totalizando 821,89 mil toneladas inspecionadas. O volume ficou na faixa superior das estimativas dos analistas, que variavam entre 299,36 mil e 900,81 mil toneladas. A China foi o principal destino, com 405,50 mil toneladas. No acumulado do ciclo 2024/25, os embarques americanos somam 39,92 milhões de toneladas, superando moderadamente o ritmo do ano passado.

Diante desse cenário, o mercado segue equilibrado entre a pressão da colheita no Brasil e os dados positivos das exportações dos EUA, com os investidores monitorando os desdobramentos das tarifas comerciais e ajustes nas estimativas de produção.

 





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Alta do dólar e queda da bolsa: entenda os sinais do mercado hoje


PODCAST Diário Econômico

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a realização de lucros no mercado brasileiro, com queda do Ibovespa, alta do dólar e abertura da curva de juros.

A atenção agora se volta para a ata do Copom, que deve detalhar os próximos passos da política monetária.

Lá fora, a moeda americana se fortaleceu com declarações mais moderadas de Trump sobre tarifas e dados que indicam resiliência da economia dos EUA.

Na Europa, os PMIs mostraram uma recuperação tímida, mas o setor de serviços ainda enfrenta desafios.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Quais as recomendações do mercado da soja



Aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços



O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços
O aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços – Foto: Divulgação

A TF Agroeconômica recomenda cautela nas decisões de venda da soja diante de fatores ainda indefinidos, como as reações globais às tarifas impostas pelos EUA e as condições climáticas para a próxima safra americana. A consultoria destaca que a soja proporciona lucro de 22,74% no Rio Grande do Sul, 15,13% no Paraná, 8,47% em Goiás e 12,27% no Mato Grosso do Sul. No entanto, no Mato Grosso, os produtores podem enfrentar um prejuízo de 10,68%, segundo os custos de produção do IMEA. A orientação é garantir lucros quando possível e diversificar as vendas ao longo do tempo para minimizar riscos.  

Entre os fatores de alta, o aumento do consumo de óleo de soja para biodiesel no Brasil tem sustentado os preços. Em 2025, a demanda deve atingir 9,74 milhões de toneladas, mas poderia ser ainda maior caso o governo não tivesse cancelado a elevação da mistura de biodiesel de B14 para B15. Já entre os fatores de baixa, a entrada da safra recorde do Brasil pressiona as cotações, mesmo com a quebra no Rio Grande do Sul. O país deve colher entre 167 e 170 milhões de toneladas, conforme estimativas da Conab e do USDA.  

Outro fator que pode impactar negativamente os preços é a incerteza gerada pela escalada tarifária dos EUA. Além das tarifas sobre produtos chineses, há preocupação com possíveis taxas portuárias adicionais para embarcações associadas à China, o que encareceria a logística e afetaria a competitividade dos agricultores americanos. Especialistas acreditam que a medida pode não ser implementada, mas a incerteza persiste, tornando o mercado ainda mais volátil.  

Diante desse cenário, a estratégia mais segura segue sendo a venda parcelada da produção, combinada com o uso do mercado futuro. A especulação não deve ultrapassar 10% da safra, reduzindo os riscos e garantindo maior previsibilidade aos produtores.

 





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Como a soja encerrou a semana?


Os preços da soja no mercado do Rio Grande do Sul estão variando a cada praça, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,50 entrega maio e pagamento final de maio R$ 137,00. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

O Planalto Norte de Santa Catarina prevê colher mais de 800 mil toneladas de soja na safra 2024/2025, com produtividade média de 81 sc/ha. Mafra e Canoinhas lideram a produção, segundo o Giro da Safra, da Epagri e Sicoob. A safra estadual cresceu 2,6% em área plantada, 9,7% em produtividade e 12,6% no volume total. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$133,32/sc em junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, a safra de soja registra perdas expressivas no Oeste. “O cenário reforça os desafios enfrentados pelo setor diante das adversidades climáticas e da volatilidade do mercado. Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,54. Em Ponta Grossa foi de R$ 127,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 124,58. Em Maringá, o preço foi de R$ 125,15 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul caíram 14,29% em 2024, totalizando 6,6 milhões de toneladas, com uma redução de 26,95% na receita, segundo a Aprosoja. A queda foi causada por déficit hídrico e maior concorrência da Argentina e dos EUA. No Brasil, as exportações somaram 98,8 milhões de toneladas, com a China absorvendo 86,25% das compras. O estado processou 4,9 milhões de toneladas de soja em 2024, mantendo a quarta posição no ranking nacional, atrás de MT, PR e RS. Os preços no estado variaram, com a soja cotada a R$117,20 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e a R$106,03 em Chapadão do Sul.

Chuvas intensas e logística precária desafiam colheita no Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 109,50, Lucas do Rio Verde: R$ 109,47 Nova Mutum: R$ 109,47. Primavera do Leste: R$ 109,50. Rondonópolis: R$ 109,50. Sorriso: R$ 109,47”, conclui.

 





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Soja encerra semana em queda em Chicago


A soja encerrou o dia e a semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pela escalada da guerra tarifária dos Estados Unidos, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, recuou 0,32%, fechando a $1009,75 por bushel, enquanto o vencimento de julho caiu 0,37%, para $1021,50 por bushel. O farelo de soja avançou 1,08%, cotado a $300,3 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja perdeu 1,64%, negociado a $42,01 por libra-peso.  

A queda da oleaginosa foi influenciada pela entrada da safra recorde do Brasil e pelas incertezas sobre novas tarifas dos EUA. A Casa Branca estuda impor taxas extras a embarcações ligadas à China, o que pode reduzir a competitividade do exportador americano. Esse cenário desestimula as compras chinesas de soja dos EUA, aumentando a pressão sobre os preços em Chicago.  

Além disso, a estatal chinesa Sinograin anunciou um leilão de 160 mil toneladas de soja para a próxima terça-feira, na primeira venda desde janeiro. A medida busca aliviar a oferta restrita que levou processadores a interromperem a produção. No entanto, com a proximidade da chegada da safra brasileira aos portos chineses, o mercado deve evitar pagar prêmios elevados.  

No acumulado da semana, a soja caiu 0,62% ou $6,25 cents/bushel. O farelo de soja perdeu 1,83%, recuando $5,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,01%, avançando $0,42 por libra-peso.

“O dólar apresentou alta firme nesta sexta-feira, 21, e voltou a superar o nível de R$ 5,70,

acompanhando a onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, em dia marcado por apreensão sobre os impactos das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia dos EUA”, conclui.

 





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Mercado de milho exige cautela



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam



No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam
No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam – Foto: USDA

A TF Agroeconômica alerta que o mercado de milho exige cautela neste momento, recomendando paciência e evitando riscos desnecessários, uma vez que o cenário pode mudar drasticamente. A expectativa sobre as tarifas recíprocas que entrarão em vigor em 2 de abril pode alterar o panorama mundial e nacional, especialmente para o Brasil, um dos principais exportadores. Diante disso, a recomendação é aguardar antes de tomar decisões estratégicas.

Entre os fatores de alta para os preços do milho, destaca-se o desempenho positivo da indústria de etanol nos Estados Unidos, que registrou aumento semanal na produção e redução dos estoques. Essa indústria consome cerca de 37% da safra norte-americana, tornando qualquer mudança em seu cenário um fator de impacto direto nos preços do grão.

Por outro lado, há fatores de baixa que pressionam o mercado. Investidores têm adotado uma postura cautelosa frente a possíveis mudanças radicais. Além disso, no Centro-Oeste dos EUA, a previsão de chuvas leves para os próximos dias pode favorecer o início do plantio da safra 2025/2026, reduzindo preocupações climáticas. 

No Brasil, a safrinha se consolida e os preços das carnes e do etanol recuam, apesar de ainda estarem em alta no acumulado do ano. O frango teve sua projeção de alta reduzida de 3,01% para 2,29%, enquanto os suínos caíram de 6,97% para 3,61%. O etanol hidratado desacelerou de 6,79% para 4,24%, e o anidro de 7,84% para 6,03%. Diante desse cenário, o mercado de milho segue em compasso de espera, avaliando o impacto das tarifas internacionais e das movimentações no setor agroindustrial.

 





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