sexta-feira, junho 26, 2026

Agro

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Conab, Itaipu e Unops assinarão acordo de cooperação sobre armazéns



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Itaipu Binacional e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops/ONU) assinam na quarta-feira (26), em Ponta Grossa (PR), acordo de cooperação para reforma e modernização de armazéns graneleiros da Conab no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Em nota, a Conab disse que o projeto contará com um investimento de R$ 55 milhões da Itaipu Binacional e prevê a realização de diagnósticos dos armazéns da companhia em Rolândia (PR), Cambé (PR) e Maracajú (MS), além de desenvolvimento dos projetos executivos e reforma da unidade de Ponta Grossa (PR).

“A reforma permitirá que o armazém em Ponta Grossa volte a operar em seu potencial máximo, armazenando até 420 mil toneladas de grãos. Hoje, a capacidade está em 300 mil toneladas”, disse a estatal em nota.

Participam do evento, a partir das 10 horas, o diretor-presidente da Conab, Edegar Pretto, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, e o representante do Unops no Brasil, Fernando Barbieri.



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arroba tem nova alta e cenário é de continuidade desse movimento; confira cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alta nos preços nesta terça-feira (25). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade desse movimento, considerando a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas.

No entanto, a valorização deve acontecer de forma comedida, considerando a sazonalidade do mercado, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

A oferta de fêmeas vem apresentando gradual redução no mercado doméstico, o que ajuda na compreensão do atual cenário, disse o analista da Fernando Henrique Iglesias.

A exportações de carne bovina brasileira permanecem em ótimo nível, atuando como um dos pilares de sustentação para o mercado do boi gordo.

A missão que está no Japão encontra dificuldades na abertura desse mercado. As autoridades japonesas sinalizam para a grande competitividade do produto brasileiro, o que poderia impactar no mercado local, disse Iglesias.

Veja os preços da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 317,75
  • Goiás: R$ 305,18
  • Minas Gerais: R$ 303,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 307,39
  • Mato Grosso: R$ 302,89

Atacado

O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados para a carne bovina. Conforme Iglesias, a primeira quinzena de abril deve possibilitar elevação dos preços, mesmo que isso ocorra de forma comedida. O feriado de Páscoa é um ponto de consumo importante a ser considerado, aumentando a propensão a reajustes no decorrer de abril.

O analista ainda destaca que o encurtamento das escalas de abate sugere para estoques apertados, o que pode aumentar a agressividade das indústrias na compra de gado.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil avança com a regulamentação de bioinsumos: Oportunidade ou risco?


O Brasil deu um passo decisivo na regulamentação dos bioinsumos com a promulgação da Lei nº 15.070 no final do ano passado, que estabelece uma estrutura para a produção agrícola desses insumos biológicos. Essa lei promete transformar a agricultura do país, mas também apresenta grandes desafios em termos de controle de qualidade e regulamentação.

A DunhamTrimmer, líder em inteligência de mercado de bioinsumos, reuniu um painel de especialistas para analisar o escopo e os riscos dessa nova legislação. Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da empresa para a América Latina, destacou a importância do debate: “O Brasil tem o potencial de se tornar um líder mundial em biotecnologia agrícola, mas a implementação correta dessa lei será fundamental para seu sucesso”.

O painel incluiu Mariangela Hungria da Cunha (pesquisadora da Embrapa), Ithamar Prada (BioWorld), Julia Emanuela de Souza (ANPII Bio) e Gustavo Branco (ABISOLO), que apresentaram seus pontos de vista sobre a produção descentralizada e “on farm” de bioinsumos. 

Mariangela Hungria expressou preocupação com a qualidade dos insumos agrícolas produzidos “on farm”: “Com relação a essa produção especificamente, estamos muito preocupados com a disseminação de doenças e o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. Temos discutido a produção na fazenda em nosso grupo científico nos últimos cinco anos. Acreditamos que qualquer um pode produzir seus biológicos desde que: 1) Adquira cepas adequadas e oficiais que os pesquisadores brasileiros tenham confirmado serem eficientes e seguras para uso; 2) Tenha um programa sistemático de controle de qualidade em vigor e um técnico responsável pela produção; e 3) Tenha sua unidade de produção registrada no Ministério da Agricultura”. 

Por sua vez, Ithamar Prada saudou a iniciativa: “A nova legislação é moderna e fornece bases importantes para a segurança jurídica dos agricultores e de toda a cadeia de bioinsumos, tanto para o setor de produtos acabados quanto para as empresas que fabricam tecnologias para a produção agrícola. A lei, sem dúvida, contribui para avanços importantes na sustentabilidade da agricultura brasileira, com benefícios que serão sentidos em curto prazo”.

Julia Emanuela de Souza destacou que “a produção na fazenda é uma realidade na agricultura brasileira há alguns anos, mas precisava urgentemente de regulamentação para garantir que essa produção fosse realizada de forma segura, eficiente e de acordo com os interesses dos produtores, do setor de bioinsumos, bem como do meio ambiente e da sociedade como um todo”.  No entanto, ele alertou que, sem uma regulamentação adequada e padrões bem definidos, “a reputação dos bioinsumos e a confiança dos produtores são colocadas em risco. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, prejudicando a eficácia da tecnologia e comprometendo sua credibilidade”.

Gustavo Branco, por sua vez, observou que “a melhor solução depende de uma boa regulamentação, o que, nesse caso, não é fácil de ser feito, pois ainda há muita incerteza quanto à classificação dos produtos. O governo enfrenta o desafio de identificar quem é a fonte mais confiável de dados para fornecer a classificação correta, sem falar no estabelecimento de padrões de qualidade (seja para a produção agrícola ou industrial) com o objetivo de definir e avaliar o que cada produto/tecnologia se propõe a fazer”.

De acordo com o Mestre em Direito Mauro Brant Heringer, Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO (Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos), a promulgação da Lei nº 15.070 marca um “momento histórico para o agronegócio brasileiro e para a promoção da sustentabilidade na agricultura”. Isso porque a legislação estabelece “padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, garantindo a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado. Há necessidade ainda de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.”

A lei permite que os produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. Isso gerou tensão entre o setor e os agricultores, com o risco de que uma regulamentação frouxa possa minar a confiança no mercado de bioinsumos.

A Lei 15.070 busca não apenas definir produtos biológicos, mas também regulamentar como o processo de classificação é implementado, como o processo de inspeção funciona e como os resultados são analisados, etc. Isso indica que estamos indo na direção certa, em um caminho a ser seguido por todos, rumo a um ambiente técnico, legislativo e comercial adequado (e comum). 

O Brasil está atualmente em um ponto de inflexão: embora a legislação abra novas oportunidades, ela também exige uma implementação rigorosa para evitar problemas de qualidade e segurança. Em vista disso, empresas como a DunhamTrimmer continuarão a liderar a análise e o debate sobre essa questão crucial para o futuro da agricultura sustentável na América Latina.





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Exportações de frango ao Japão ganham reforço com nova regra sanitária, diz ABPA



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou, nesta terça-feira (25), o anúncio feito pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre a aprovação, por parte do governo japonês, de um novo Certificado Sanitário Internacional (CSI) voltado à influenza aviária.

Com a mudança, a nova regra estabelece que possíveis restrições às exportações brasileiras de carne de frango por causa da detecção da doença se limitem aos municípios afetados – e não mais a estados inteiros, como ocorria anteriormente.

“A conquista do Ministério da Agricultura para o Brasil é histórica e racionaliza as medidas de comércio de carne de frango do Brasil para o Japão em eventuais situações sanitárias”, destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A regionalização do CSI representa um passo estratégico para garantir a segurança jurídica e comercial das exportações brasileiras, especialmente em cenários pontuais de focos da doença. Em 2023, mesmo sem registros na avicultura industrial, estados inteiros enfrentaram suspensões por conta de casos identificados em aves de fundo de quintal.

A medida é especialmente importante considerando a relevância do Japão para o setor avícola brasileiro. O país asiático foi o terceiro maior destino das exportações nacionais de carne de frango em 2024, com 443,2 mil toneladas embarcadas. Apenas nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil já exportou 55,8 mil toneladas ao Japão, gerando uma receita de US$ 103,7 milhões no período.

Segundo a ABPA, a nova regra não apenas reforça a confiança do Japão nos controles sanitários do Brasil, como também preserva os fluxos comerciais mesmo diante de eventuais notificações sanitárias localizadas.

“O Brasil nunca registrou influenza aviária em sua avicultura industrial. Essa parceria com o Japão fortalece a imagem do nosso país como fornecedor confiável e seguro”, pontuou Santin.

A aprovação do novo certificado reforça os laços históricos entre os dois países no comércio de proteína animal e demonstra maturidade na cooperação técnica e sanitária. Para o setor, trata-se de um avanço decisivo para manter o país entre os maiores exportadores mundiais de carne de frango.



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Preços do milho seguem firmes no Brasil mesmo com queda em Chicago



O mercado brasileiro de milho segue apresentando ritmo de negócios travado e preços firmes nesta terça-feira (25).

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os produtores continuam fixando pouco em grande parte do país, o que acaba impondo dificuldade para consumidores se abastecerem. Em algumas localidades, como no Paraná, consumidores atuam com maior cautela nas negociações.

A consultoria informa que os agentes do mercado especulam com o clima para a safrinha e com a movimentação dos futuros na B3. Segundo a Safras, o contrato com base maio continua distorcido frente à realidade do físico paulista.

Veja preços da saca de milho hoje

  • Porto de Santos (SP): entre R$ 78 e R$ 85 (CIF).
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 78 a R$ 85
  • Cascavel (PR): de R$ 79 a R$ 81
  • Mogiana (SP): de R$ 91 a R$ 93
  • Campinas (SP): de R$ 94 a R$ 96 (CIF)
  • Erechim (RS): de R$ 79 a R$ 81
  • Uberlândia (MG): de R$ 87 a R$ 90
  • Rio Verde (GO): de R$ 80 a R$ 84 (CIF).
  • Rondonópolis: de R$ 82 a R$ 85

Milho na Bolsa de Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão com preços significativamente mais baixos nos contratos futuros para o milho. O mercado foi pressionado pelo temor de que as tarifas dos Estados Unidos atrapalhem a demanda pelos produtos agrícolas do país com os principais parceiros comerciais, como Canadá, México e China.

Além disso, os investidores avaliaram o acordo entre Estados Unidos e Rússia para garantir uma navegação segura no Mar Negro, informado pela Casa Branca. O acordo visa proibir o uso da força e de navios comerciais para fins militares nas águas do território.

“Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em garantir uma navegação segura, eliminar o uso da força e impedir o uso de navios comerciais para fins militares no Mar Negro”, diz a nota sobre o acordo alcançado durante recentes consultas governamentais entre delegações de ambos os países na Arábia Saudita.

A questão foi discutida ontem (24) durante uma nova rodada de consultas entre Washington e Moscou, realizada na capital saudita, Riad, em conformidade com um acordo firmado entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.

A perspectiva de uma ampla oferta do cereal na América do Sul complementou o quadro negativo.

A desvalorização do dólar frente a outras moedas, por outro lado, limitou uma queda ainda mais expressiva.

Enquanto isso, os investidores aguardaram o relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, que será divulgado pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) em 31 de março. A expectativa inicial aponta para um aumento na área destinada ao milho, em detrimento da soja.

Cotações do mercado futuro hoje

  • Na sessão, os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,57 3/4 por bushel, baixa de 6,75 centavos de dólar, ou 1,45%, em relação ao fechamento anterior.
  • A posição julho de 2025 fechou a sessão a US$ 4,67 1/2 por bushel, recuo de 6,75 centavos de dólar, ou 1,43%, em relação ao fechamento anterior.



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JBS fecha 2024 com receita líquida recorde de R$ 417 bilhões



A JBS encerrou 2024 com resultados expressivos em todas as suas unidades de negócio e consolidou sua posição como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. A companhia registrou receita líquida de R$ 417 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, e Ebitda de R$ 39 bilhões, mais que o dobro de 2023. A margem consolidada foi de 9,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) e refletem o bom desempenho da plataforma global multiproteínas da JBS. “São números que demonstram a força da nossa atuação diversificada e a assertividade da gestão operacional, que nos permite capturar oportunidades nos mais variados ciclos e geografias”, destacou o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni.

Entre os destaques, estão a recuperação da Seara, que fechou o quarto trimestre com margem de 19,8%, e o melhor ano da história da Pilgrim’s, que atingiu 15,2% de margem no ano e 14,7% no 4º trimestre. A JBS USA Pork manteve desempenho consistente, alcançando margem anual de 13,2%, quase sete pontos percentuais acima de 2023. Já a JBS Beef North America superou os resultados do ano anterior, mesmo diante de um cenário desafiador nos Estados Unidos.

No Brasil, a JBS Brasil alcançou 7,7% de margem no ano, impulsionada pelo aumento de produtividade e recorde de volume de vendas. Na Austrália, as exportações cresceram, principalmente para os EUA, e contribuíram para uma margem de 9,9%.

“Com foco em excelência operacional, corrigimos a rota dos negócios que estavam abaixo do potencial”, afirmou Tomazoni. “Em mais uma demonstração da força da nossa plataforma global, registramos a segunda maior geração de caixa da nossa história, impulsionados fortemente pelas operações de aves e suínos.”

Dividendos e recompra de ações

Em 2024, a JBS distribuiu R$ 6,6 bilhões em dividendos aos acionistas. Para 2025, a administração propôs um novo pagamento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a R$ 2 por ação, que será deliberado em assembleia geral. Além disso, a companhia reabriu seu programa de recompra de ações com limite de até 113 milhões de papéis.

A alavancagem também caiu de forma significativa, passando de 4,42x para 1,89x em dólar, o menor nível desde 2019. “A JBS tem entregue, de forma consistente, crescimento e valor aos seus acionistas”, reforçou o CEO.

Expansão e novos investimentos

A companhia segue apostando na diversificação e na expansão global. Em 2025, a JBS investiu na entrada no segmento de ovos, com a aquisição de 50% da Mantiqueira, a maior produtora da América do Sul. Também foram anunciados investimentos robustos nas unidades de bovinos nos EUA, novas plantas de suínos e alimentos preparados no Brasil, além de uma fábrica halal na Arábia Saudita e planos de expansão na Nigéria.

“Estamos construindo todos os dias uma empresa resiliente, capaz de entregar resultados sólidos em diferentes ciclos. Mas nosso diferencial está na inovação e na busca contínua pela excelência”, concluiu Tomazoni.

Com forte geração de caixa, crescimento internacional e uma gestão financeira eficiente, a JBS segue consolidando sua posição de liderança no setor global de alimentos e demonstrando capacidade para distribuir valor de forma sustentável aos seus acionistas e à sociedade.



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Preços da soja caem na maioria das regiões do Brasil



O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta terça-feira (25). Os preços caíram na maioria das praças de comercialização, acompanhando as retrações do dólar, da Bolsa de Chicago e dos prêmios.

Saiba as cotações por região

  • Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Em Santa Rosa (RS), manteve em R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Em Cascavel (PR), caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), caiu de R$ 133,50 para R$ 132,00
  • Em Rondonópolis (MT), caiu de R$ 116,00 para R$ 114,00
  • Em Dourados (MS), manteve em R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos. As primeiras posições seguiram, como na maior parte do dia, no território negativo. As mais distantes esboçaram uma recuperação técnica, encerrando em leve alta.

O mercado segue pressionado por uma combinação de fatores. As preocupações com as tarifas do governo Trump e a ampla oferta americana persistem como fatores negativos para os preços. Hoje, o acordo entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, garantindo a segurança na navegação do Mar Negro, determinou perdas para milho, trigo e petróleo. A soja acompanhou o movimento.

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USDA

O mercado segue se posicionando frente ao relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima segunda-feira (31). A aposta é de aumento no cultivo do milho, em detrimento da soja.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar ou 0,54% a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 1/2 por bushel, perda de 4,00 centavos ou 0,39%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,84% a US$ 295,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,30 centavos de dólar, com alta de 0,15 centavo ou 0,35%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,75%, negociado a R$ 5,7086 para venda e a R$ 5,7066 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6774 e a máxima de R$ 5,7529.



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JBS fecha 2024 com receita líquida recorde de R$ 417 bilhões



A JBS encerrou 2024 com resultados expressivos em todas as suas unidades de negócio e consolidou sua posição como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. A companhia registrou receita líquida de R$ 417 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, e Ebitda de R$ 39 bilhões, mais que o dobro de 2023. A margem consolidada foi de 9,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) e refletem o bom desempenho da plataforma global multiproteínas da JBS. “São números que demonstram a força da nossa atuação diversificada e a assertividade da gestão operacional, que nos permite capturar oportunidades nos mais variados ciclos e geografias”, destacou o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni.

Entre os destaques, estão a recuperação da Seara, que fechou o quarto trimestre com margem de 19,8%, e o melhor ano da história da Pilgrim’s, que atingiu 15,2% de margem no ano e 14,7% no 4º trimestre. A JBS USA Pork manteve desempenho consistente, alcançando margem anual de 13,2%, quase sete pontos percentuais acima de 2023. Já a JBS Beef North America superou os resultados do ano anterior, mesmo diante de um cenário desafiador nos Estados Unidos.

No Brasil, a JBS Brasil alcançou 7,7% de margem no ano, impulsionada pelo aumento de produtividade e recorde de volume de vendas. Na Austrália, as exportações cresceram, principalmente para os EUA, e contribuíram para uma margem de 9,9%.

“Com foco em excelência operacional, corrigimos a rota dos negócios que estavam abaixo do potencial”, afirmou Tomazoni. “Em mais uma demonstração da força da nossa plataforma global, registramos a segunda maior geração de caixa da nossa história, impulsionados fortemente pelas operações de aves e suínos.”

Dividendos e recompra de ações

Em 2024, a JBS distribuiu R$ 6,6 bilhões em dividendos aos acionistas. Para 2025, a administração propôs um novo pagamento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a R$ 2 por ação, que será deliberado em assembleia geral. Além disso, a companhia reabriu seu programa de recompra de ações com limite de até 113 milhões de papéis.

A alavancagem também caiu de forma significativa, passando de 4,42x para 1,89x em dólar, o menor nível desde 2019. “A JBS tem entregue, de forma consistente, crescimento e valor aos seus acionistas”, reforçou o CEO.

Expansão e novos investimentos

A companhia segue apostando na diversificação e na expansão global. Em 2025, a JBS investiu na entrada no segmento de ovos, com a aquisição de 50% da Mantiqueira, a maior produtora da América do Sul. Também foram anunciados investimentos robustos nas unidades de bovinos nos EUA, novas plantas de suínos e alimentos preparados no Brasil, além de uma fábrica halal na Arábia Saudita e planos de expansão na Nigéria.

“Estamos construindo todos os dias uma empresa resiliente, capaz de entregar resultados sólidos em diferentes ciclos. Mas nosso diferencial está na inovação e na busca contínua pela excelência”, concluiu Tomazoni.

Com forte geração de caixa, crescimento internacional e uma gestão financeira eficiente, a JBS segue consolidando sua posição de liderança no setor global de alimentos e demonstrando capacidade para distribuir valor de forma sustentável aos seus acionistas e à sociedade.



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Duas frentes frias vão trazer primeiro pico de frio do ano; veja quando e onde



Entre o fim de março e o começo de abril, duas frentes frias pelo país vão mexer com o tempo e devem trazer o primeiro pico de frio do ano.

De acordo com a Climatempo, a primeira frente se forma no Sul na próxima sexta-feira (28), na altura do litoral de Santa Catarina. Ela deve provocar aumento na umidade e uma ligeira virada de vento na região Sul. Esse sistema, segundo a meteorologia, é mais fraco e se deslocará de forma rápida para alto-mar.

Na segunda-feira (31), a formação de uma nova e forte frente fria entre a Argentina e o Uruguai vai reforçar ainda mais a umidade e o ar frio no Brasil. Dessa forma, a primeira semana de abril começa com o primeiro pico de frio do ano em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

As quedas mais significativas nas temperaturas mínimas e máximas serão registradas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso.

A umidade vai seguir mais presente em áreas do Sul, com previsão de algumas pancadas de chuva forte nos três estados da região até meados da semana.

Porém, a previsão da Climatempo é de que, conforme a frente fria avança, a entrada do ar polar vai virar o vento também para áreas do Sudeste. A expectativa é de que as temperaturas diminuam nessa região somente a partir do primeiro fim de semana do mês (dias 5 e 6).

Até o momento, os modelos não apontam um frio extremo no período. Mas esta deverá ser a primeira massa de ar frio do ano, e deve manter a temperaturas abaixo da média em muitos locais, deixando os dias com mais cara de outono do que de verão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feira movimenta R$ 10 bi e destaca soluções inovadoras



“A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia”



Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo
Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo – Foto: Canva

Com expectativa de atrair 130 mil pessoas e gerar R$ 10 bilhões em negócios, o Show Safra-MT 2025 acontece até sexta-feira (28) em Lucas do Rio Verde (MT). O evento reúne empresas e produtores rurais para apresentar inovações agrícolas, com destaque para a Albaugh, companhia de origem norte-americana que expõe seu portfólio de Inseticidas e Fungicidas.  

Entre os inseticidas, a empresa destaca AFIADO®, KRYPTO® e SULTAN®. O AFIADO® oferece alta eficácia contra percevejos da soja e mosca-branca, com formulação líquida moderna que facilita a aplicação e reduz impactos toxicológicos. O KRYPTO®, alternativa ao acefato, se destaca pela compatibilidade com agentes biológicos, sendo eficiente contra percevejos, lagartas e cigarrinha. Já o recém-lançado SULTAN®, à base de etiprole, apresenta alta concentração e é registrado para diversas culturas, como soja, algodão, cana-de-açúcar e café.  

No segmento de fungicidas, LANFOR® PRO e RECONIL® RFT são as principais apostas da Albaugh. O LANFOR® PRO possui concentração duas vezes superior à média do mercado e amplo espectro de controle de doenças. O RECONIL® RFT recebeu uma nova formulação com adjuvante avançado, melhorando a dissolução, evitando entupimentos e oferecendo maior resistência à chuva.  

Segundo o Diretor de Marketing e Desenvolvimento, Nelson Azevedo, a Albaugh tem crescido no mercado graças a investimentos na expansão de portfólio e ao desenvolvimento de formulações diferenciadas e de alta qualidade. “A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia. O recente lançamento de SULTAN® soma-se a uma linha consagrada de produtos Albaugh que trazem o dobro da concentração de ativos comparado aos demais do mercado. Da mesma forma, AFIADO® diferencia-se pela sua formulação líquida, que também é uma característica desenvolvida para KRYPTO®”, conclui.





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