quinta-feira, junho 25, 2026

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PR: Produtor de orgânico certificado pelo Tecpar tem desconto em linhas de…


O Tecpar Certificação foi reconhecido como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito

Propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) com certificados válidos durante o primeiro semestre de 2025 poderão ter acesso a desconto em taxas de juros nas linhas de financiamento do Plano Safra 24/25.

Isso porque o Tecpar Certificação foi reconhecido, em uma portaria interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária e da Fazenda, como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.

Pela portaria, que tem validade até 30 de junho de 2025, informações de propriedades de orgânicos certificadas pelo Tecpar serão enviadas pela equipe do instituto à Plataforma AgroBrasil+Sustentável para, com esse registro, os proprietários que adotam práticas produtivas sustentáveis obtenham redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em linhas de custeio.

De acordo com Fábio Corrales, gerente do Centro de Certificação do Tecpar, ao ser reconhecido, o Tecpar pode oferecer esse benefício extra aos seus clientes, que já contam com a experiência da unidade certificadora que foi a primeira do Brasil a realizar certificação de produtos orgânicos.

“O Tecpar Certificação, ao ser reconhecido pelo Mapa, passa a disponibilizar as informações de seus produtores de orgânicos certificados na Plataforma AgroBrasil+Sustentável e, com esse registro na plataforma, os produtores podem então pleitear esse desconto na taxa de juros de financiamento”, diz.

PLANEJAMENTO – Corrales lembra, porém, que como a portaria tem validade só até 30 de janeiro de 2025, caso haja interesse entre proprietários já certificados nesta redução, é preciso planejamento para aproveitar a janela de oportunidades oferecida pela política pública.

“O desconto na taxa de juros é uma oportunidade para atuais proprietários certificados pelo Tecpar com documentos válidos. Porém, é preciso que haja organização para buscar linhas de financiamento ainda no primeiro semestre, quando encerra o prazo previsto na portaria”, observa o gerente do Centro de Certificação do Tecpar.

A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa no primeiro semestre de 2025.

A portaria elenca três grupos de programas com certificadoras reconhecidas para realizar a certificação das práticas sustentáveis. Na de orgânicos, o Tecpar Certificação é uma das 11 unidades certificadoras reconhecidas pela portaria.

A portaria dos ministérios da agricultura e pecuária e da fazenda, com a lista de instituições reconhecidas, pode ser acessada AQUI

Mais informações sobre o Tecpar Certificação podem ser obtidas no site do Tecpar.





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chegada da frente fria já traz chuva; prepare-se



Veja como ficam as condições do tempo em todas as regiões do Brasil nesta sexta-feira (28) e saiba como atua a nova frente fria, segundo a previsão da Climatempo.

Sul

A chegada de uma nova frente fria combinada com a circulação de ventos nos diferentes níveis da atmosfera volta a deixar o tempo mais instável no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná.

O sol aparece de manhã e as pancadas de chuva se concentram entre a tarde e a noite, com risco de alguns temporais.

Sudeste

A semana termina com pancadas fortes no Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-leste e noroeste de Minas Gerais.

Dia abafado, com sol pela manhã e pancadas entre a tarde e a noite. A previsão é de pouca chuva na cidade de São Paulo e pancadas de moderada a forte intensidade no litoral e norte paulista.

Centro-Oeste

O ar quente e úmido proveniente da região Norte estimulam a formação de nuvens carregadas no norte e noroeste de Mato Grosso, assim como em áreas do norte e leste de Goiás.

O sol aparece mais pela manhã, e as pancadas seguem concentradas no restante do dia no Distrito Federal e Mato Grosso, podendo vir com força. Há chance de temporais localizados.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical se aproximas mais da região, estimulando temporais no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará.

A semana termina com sol entre nuvens e pancadas fortes de chuva.

O tempo segue firme e mais seco no interior de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e centro-norte e nordeste da Bahia. A previsão é de pouca chuva em Salvador.

Norte

Praticamente todas as áreas da região continuam em atenção para pancadas de chuva, entre forte e moderadas – somente o norte de Roraima escapa do aguaceiro. Há risco de raios e venania. Alerta para Acre, Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá.



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Escassez de chuvas compromete lavouras de feijão



Produtores de feijão enfrentam baixa umidade no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do feijão de segunda safra no Rio Grande do Sul atingiu 10% da área cultivada, enquanto 8% das lavouras estão em fase de maturação. De acordo com dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (27) pela Emater/RS-Ascar, outras áreas registram 12% das lavouras em enchimento de grãos, 23% em floração e 47% em desenvolvimento vegetativo.

Segundo o boletim, a baixa umidade do solo tem impactado o desenvolvimento das plantas, reduzindo sua estatura para esta época do ciclo. A falta de chuvas também tem dificultado a aplicação de adubos nitrogenados em cobertura, embora algumas áreas já tenham recebido o insumo. A Emater/RS-Ascar estima uma área semeada de 11.913 hectares, com produtividade prevista de 1.527 kg por hectare.

Na região de Erechim, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo e necessitam de reposição hídrica para manter o potencial produtivo. Em Santa Maria, a escassez de chuvas afetou as lavouras em floração e enchimento de grãos, podendo comprometer a produtividade. No município de Paraíso do Sul, estima-se uma perda de 30% devido à estiagem.

Já na região de Soledade, 80% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 20% iniciaram o florescimento. O controle de tripes e ácaros está sendo monitorado, pois o clima seco favorece a proliferação dessas pragas. A expectativa é de que as chuvas permitam a retomada da adubação nitrogenada em cobertura.

No mercado, a comercialização da saca de 60 quilos do feijão registrou queda de 18,77%, passando de R$ 262,22 para R$ 213,00, conforme levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Menor oferta eleva preços do boi gordo no mercado



Boi gordo registra alta em SP e outras regiões




Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo registraram alta em São Paulo e em outras regiões do Brasil, impulsionados pela redução na oferta de boiadas e pela expectativa de valores mais elevados. Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo teve acréscimo de R$ 1,00 no estado paulista, enquanto a vaca gorda subiu R$ 2,00/@. A cotação da novilha permaneceu estável. As escalas de abate seguem, em média, para oito dias.

No Norte de Mato Grosso, o volume reduzido de boiadas foi influenciado pelas intensas chuvas, que criaram desafios logísticos para o transporte de bovinos. Neste cenário, o preço de todas as categorias de animais apresentou alta de R$ 3,00/@. As escalas de abate na região estão, em média, em seis dias.

Na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, a combinação entre oferta de boiadas, mercado interno razoável e exportação aquecida levou os compradores a pagar mais pela arroba do boi gordo, que subiu R$ 5,00/@. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate também estão na média de seis dias.

No Norte do Tocantins, o preço do boi gordo aumentou R$ 3,00/@, enquanto as cotações da vaca e da novilha não sofreram alterações. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias. O cenário reforça a influência da oferta reduzida sobre a valorização da arroba nas principais regiões produtoras, conforme o informativo.





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Nematoides afetam 70% dos canaviais e reduzem produção


Os nematoides estão presentes em mais de 70% dos canaviais do Brasil e podem causar perdas de 5 a 30 toneladas por hectare. O impacto desses parasitas na produtividade agrícola é considerável, exigindo medidas eficazes de controle.

Os nematoides prejudicam a absorção de água e nutrientes ao infectarem as raízes da cana-de-açúcar, afetando diretamente o desenvolvimento da lavoura. “Esses organismos são vilões da produtividade agrícola, pois comprometem a sanidade e o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, além de criar condições favoráveis para a entrada de fungos e bactérias que podem aumentar o prejuízo”, explica Leonardo Brusantin, gerente de marketing regional da Biotrop.

A identificação do problema é um dos desafios do setor, pois os danos se tornam visíveis apenas quando há falhas no canavial e queda na produtividade. O diagnóstico pode ser feito por meio de análise nematológica ou testes comparativos entre áreas tratadas e não tratadas, permitindo observar diferenças no crescimento das plantas.

Os principais gêneros que atacam a cana-de-açúcar são Pratylenchus e Meloidogyne. O primeiro se desloca pelo solo e penetra nas raízes, causando danos mecânicos e facilitando a entrada de patógenos. O segundo se fixa na raiz e forma galhas, reduzindo a absorção de nutrientes. “Diferente das pragas, os nematoides são parasitas obrigatórios, ou seja, precisam do hospedeiro, no caso a cana-de-açúcar, para sua sobrevivência. Sendo assim, eles não matam as plantas, mas sua presença danifica o sistema radicular e prejudica o crescimento e a produtividade do canavial. Como consequência, pode ser necessário antecipar o corte do canavial, elevando os custos de produção”, detalha Brusantin.

O controle tradicionalmente era feito com produtos químicos altamente tóxicos, mas essa abordagem vem mudando. “O manejo biológico de nematoides baseado no uso de microrganismos tem se consolidado como uma solução eficiente e sustentável. Hoje há consenso no mercado sobre a eficácia dessa estratégia, que vem sendo adotada em larga escala nos últimos anos”, afirma Brusantin.

Biodefensivos como o Biomagno oferecem uma alternativa ao controle químico, combinando microrganismos como Bacillus velezensis, Bacillus thuringiensis e Bacillus amyloliquefaciens para combater nematoides e doenças do solo. Segundo Brusantin, essa abordagem sustentável reduz impactos ambientais e melhora a sanidade do canavial. “É fundamental que o agricultor saiba que a cana, em todas as situações, está suscetível a esses parasitas, inclusive em solos mais argilosos, bacias de vinhac¸a e canaviais com mais cortes. Por isso, recomendamos o manejo biológico, em cana planta e soqueira, como uma opção sustentável e eficaz, que reduz impactos ambientais e toxicológicos, ale´m de garantir controle eficiente dos nematoides”, conclui.





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Tarifas dos EUA afetam aço, agronegócio e manufaturados


A recente imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros afeta diretamente setores estratégicos da economia nacional. A medida, anunciada no início de 2025, impacta a indústria siderúrgica, o agronegócio e o setor de manufaturados, levando exportadores a revisar contratos e buscar novos mercados para manter a competitividade.

Thiago Oliveira, CEO da Saygo, avalia que as novas tarifas representam um desafio para as empresas que dependem do mercado norte-americano. “É preciso agir rapidamente para minimizar os impactos dessas medidas. A diversificação de mercados e a agregação de valor aos produtos são estratégias fundamentais para superar esse cenário adverso”, afirma.

O Brasil, um dos principais fornecedores de aço para os EUA, enfrenta tarifas de até 25% sobre produtos semiacabados, o que pode comprometer a competitividade da indústria nacional em relação aos concorrentes asiáticos. O agronegócio também sofre impactos, com aumento das taxas sobre carne bovina processada e suco de laranja, o que eleva os preços no mercado americano. No setor de manufaturados, segmentos como autopeças e máquinas industriais precisam reavaliar estratégias para manter as exportações viáveis.

Com as barreiras tarifárias nos EUA, empresas brasileiras buscam ampliar sua presença em mercados alternativos. O Canadá tem se consolidado como uma opção viável para exportadores. “O Canadá tem um ambiente regulatório estável e acordos comerciais favoráveis ao Brasil, o que o torna um destino estratégico para exportadores que buscam reduzir a dependência do mercado americano”, explica Oliveira.

A União Europeia também surge como alternativa, especialmente após o avanço das negociações do acordo entre Mercosul e UE. O bloco europeu representa um mercado sólido para produtos brasileiros, e a redução gradual de tarifas pode abrir novas oportunidades. Além disso, mercados emergentes como Índia e países do Sudeste Asiático vêm ampliando a demanda por commodities e produtos industrializados, tornando-se opções estratégicas.

Oliveira destaca que, para mitigar os impactos das tarifas, as empresas devem revisar contratos, diversificar mercados e investir em produtos com maior valor agregado. Ele também aponta a importância de explorar acordos comerciais estratégicos para reduzir custos e ampliar oportunidades.

“O momento exige agilidade e visão estratégica das empresas exportadoras. Aqueles que conseguirem diversificar mercados e agregar valor aos seus produtos sairão fortalecidos desse cenário desafiador”, conclui.





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Preço do boi gordo hoje: veja como ficaram as cotações pelo Brasil


arroba do boi gordo
Foto: Henrique Bighetti/Canal Rural

O mercado físico do boi gordo apresenta comportamento misto em seus preços durante esta quinta-feira (27).

Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás o mercado ainda é firme, com negócios realizados acima da referência média.

No geral as escalas de abate seguem encurtadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional. A oferta de fêmeas apresenta gradual retração ao longo do mês de março.

Exportações em alto nível no primeiro trimestre são um elemento relevante de sustentação dos preços da arroba do boi gordo, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preço do boi gordo hoje (por arroba)

  • São Paulo: R$ 319,
  • Goiás: R$ 309,29
  • Minas Gerais: R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,30
  • Mato Grosso: R$ 303,28

Atacado

O mercado atacadista apresenta preços mais altos. Segundo Iglesias, a expectativa é que esse movimento ganhe corpo durante a primeira quinzena de abril, período pautado por maior apelo ao consumo.

Vale destacar que além da entrada dos salários há o adicional de consumo relacionado ao Domingo de Páscoa, data que tipicamente gera efeito positivo no consumo de carnes, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,50 o quilo, alta de R$ 0,50.

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oferta crescente mantém cotações sob pressão na semana



O mercado brasileiro de milho segue apresentando alguma retração dos preços ao longo da semana.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, produtores em diversas regiões melhoraram a fixação. É o que acontece, por exemplo, na região dos Campos Gerais no Paraná, em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Veja preços da saca de milho hoje

  • Porto de Santos (SP): R$ 78 a R$ 85
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 78 a R$ 85
  • Cascavel (PR): de R$ 78 a R$ 80
  • Mogiana (SP): de R$ 90 a R$ 92
  • Campinas (SP): de R$ 93 a R$ 95
  • Erechim: de R$ 79 a R$ 81
  • Uberlândia: de R$ 80 a R$ 83
  • Rio Verde (GO): de R$ 79 de R$ 82
  • Rondonópolis: de R$ 82 a R$ 85

Milho em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão de hoje com baixa nos preços dos contratos de milho. O mercado foi pressionado pela perspectiva de aumento na área de plantio dos Estados Unidos em 2025.

A fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes e a previsão de um corte nos estoques trimestrais do cereal na posição 1º de março, contudo, limitaram quedas mais expressivas nos preços.

Os investidores ainda avaliaram o resultado das vendas semanais de milho dos EUA, que ficou dentro do esperado. No relatório de intenção de plantio de 31 de março, o USDA deve indicar área maior que os 94 milhões de acres apontados na estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realiza pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 94,165 milhões de acres, enquanto a Agência Reuters projeta uma área de 94,361 milhões de acres.

No ano passado, os americanos semearam 90,594 milhões de acres de milho. A média das projeções oscila entre 90,4 milhões e 96,6 milhões de acres.

Os estoques trimestrais norte-americanos de milho na posição 1o de março de 2025 deverão ficar abaixo do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano passado.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 8,195 bilhões de bushels.

O relatório trimestral será divulgado às 13hs da segunda-feira (31). Em igual período do ano anterior, o número era de 8,352 bilhões de bushels.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2024/25, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1.039.600 toneladas na semana encerrada em 20 de março. O Japão liderou as compras, com 415.300 toneladas.

Analistas esperavam exportações entre 600 mil e 1,7 milhão de toneladas.

Na sessão desta quinta-feira (27), os contratos de milho com entrega em maio de 2025 fecharam a US$ 4,50 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2025 fechou a sessão a US$ 4,58 por bushel, recuo de 1 centavo de dólar, ou 0,21%, em relação ao fechamento anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

veja quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025


O prazo para a declaração do Imposto de Renda 2025 já começou. A Receita Federal liberou o preenchimento em 17 de março, com data final para entrega em 30 de maio. Entre os contribuintes obrigados a declarar estão produtores rurais que obtiveram receita bruta superior a R$ 169,44 mil no ano passado, além daqueles que desejam compensar prejuízos de exercícios anteriores.

Fabiane Machado, contadora da Guapo Consultoria – Sucessão de Negócios Familiares, explica que as mudanças na tabela de isenção do imposto também impactaram o limite de faturamento para a atividade rural. “Se pretender compensar prejuízos de exercícios anteriores ou até mesmo do ano-base de 2024, o produtor também deverá declarar”, afirma.

Outras situações exigem a entrega da declaração, como a posse de bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024, o recebimento de rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil e a opção pela atualização do valor de mercado dos imóveis.

Ao preencher os dados da atividade rural, é necessário indicar corretamente a forma de exploração dos imóveis, seja individual, em parceria ou em arrendamento. “Deve também ser informado no campo de pagamentos o valor e os dados do proprietário da terra”, orienta Fabiane. Segundo ela, as áreas exploradas devem ser compatíveis com o faturamento declarado.

A contadora destaca a importância de incluir todas as receitas e despesas, inclusive as resultantes de parcerias, conforme o percentual de participação. No caso da pecuária, os dados das movimentações do rebanho devem estar de acordo com os registros da inspetoria do município. “É essencial manter a correção dos dados referentes aos bens da atividade, bem como atualizar a declaração com informações sobre dívidas ligadas à atividade rural, conforme os informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras”, explica.

Os produtores que faturaram acima de R$ 4,8 milhões em 2024 também devem entregar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), com prazo idêntico ao da declaração, até 30 de maio de 2025. “Os produtores devem estar atentos, manter toda a documentação idônea das suas operações e apresentar a declaração do imposto de renda de forma segura”, conclui Fabiane.





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Bons negócios para a soja; vendas e preços sobem



Nesta quinta-feira (27) os negócios ficaram ‘agitados’ no mercado brasileiro de soja. Segundo a consultoria Safras & Mercado, foram registradas muitas vendas, algo entre 300 mil e 400 mil toneladas movimentadas no dia, numa estimativa conservadora.

Tanto o dólar quanto a Bolsa de Chicago registraram alta. Os prêmios recuaram, mas não anularam o impacto positivo dos demais formadores.

Houve registro de volumes negociados nos portos, especialmente em Paranaguá e Santos, além de compras pela indústria. Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram bons volumes.

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A soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,50 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 113,50 para R$ 115,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com ganhos acentuados. A queda do dólar frente a outras moedas, a forte procura chinesa por soja brasileira, elevando os prêmios, e um movimento de posicionamento de carteiras visando o relatório de intenção de plantio da segunda-feira garantiram a elevação.

A queda do dólar favorece as exportações agrícolas americanas. No Brasil, os preços e os prêmios sobem, mesmo com o avanço da colheita, devido à procura chinesa. Com isso, as cotações americanas encontram espaço para se ajustar.

USDA

Mas o principal fator na composição dos contratos é a expectativa de que os produtores americanos plantem menos soja em 2025. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá confirmar essa tendência.

O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado na segunda, às 13h. A previsão deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realizada pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 83,76 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 87,05 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 84 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,17 milhões de acres, contra 90,59 milhões do ano anterior.

Também na segunda será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 1,895 bilhão de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,845 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,1 bilhões de bushels.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar ou 1,57% a US$ 10,16 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,301/2 por bushel, ganho de 15,50 centavo ou 1,52%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,30% a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 44,27 centavos de dólar, com alta de 1,63 centavo ou 3,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,7577 para venda e a R$ 5,7557 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7222 e a máxima de R$ 5,7707.



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