domingo, junho 14, 2026

Agro

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Novo centro de treinamento vai capacitar profissionais para o agro


O interior de São Paulo está ganhando um novo espaço com foco no desenvolvimento de talentos para o setor agrícola, o Centro de Treinamentos de Piracicaba. Com investimentos na ordem de R$ 6 milhões, a construção da unidade faz parte do Convênio de Cooperação Institucional da John Deere com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e Grupo Terraverde, concessionário da empresa.

Segundo a John Deere, o centro de treinamento vai fomentar a troca de conhecimentos técnicos e científicos, a capacitação de profissionais e a realização de pesquisas voltadas para avanços tecnológicos.

Desde o início do convênio, em maio de 2022, mais de 2 mil pessoas foram treinadas – e a nova estrutura proporcionará um impacto ainda maior. Com a ampliação, haverá maior oferta de programas de capacitação que combinam o conhecimento teórico à prática de campo.

Serão abertas turmas voltadas aos alunos da Esalq/USP e, com o apoio do Grupo Terraverde, serão oferecidos cursos específicos em “Operações e Ajustes”. Em breve, o local também passará a receber cursos voltados à comunidade, já disponíveis na plataforma Campus John Deere, permitindo que ainda mais pessoas tenham contato com tecnologias de ponta e com as melhores práticas do setor agrícola.

Funcionários da rede de concessionários John Deere também terão oportunidades de desenvolvimento no CT de Piracicaba.

Sobre o centro de treinamento

Localizado na Fazenda Areão, uma área experimental de 130 hectares anexa ao campus da Esalq/USP, o centro ocupa 1,5 mil m² e conta com cinco salas de aula, um local de eventos para até 130 pessoas, um refeitório, área coberta para treinamentos com máquinas e outra área, mas essa aberta, de 20 hectares para atividades.

Centro de Soluções Conectadas (CSC)

No espaço, os alunos poderão simular o trabalho de concessionários que centralizam e organizam informações da frota de máquinas dos clientes com sincronia da gestão, dados em nuvem e conexão total com o ecossistema da companhia.

“A criação do centro de treinamentos surgiu a partir de um modelo de negócio inovador, em colaboração com uma instituição de ensino de referência. Essa parceria permite que a John Deere e o Grupo Terraverde foquem seus investimentos em infraestrutura e programas voltados às reais necessidades do mercado, para que os estudantes saiam da universidade atualizados e aptos a aproveitar o melhor da tecnologia para tornar o agro ainda mais produtivo, rentável e sustentável”, afirma Cláudio Trevizan, gerente regional de Gestão de Conhecimento da John Deere.

Sala de aula do Centro de Treinamento de PiracicabaSala de aula do Centro de Treinamento de Piracicaba
Foto: divulgação / John Deere

De acordo com a empresa, inicialmente, as atividades serão direcionadas aos docentes e alunos da Esalq/USP, incluindo graduação, mestrado e doutorado, além de funcionários da John Deere, da rede de concessionários e produtores rurais atendidos pelo Grupo Terraverde.

Em breve, o centro também atenderá alunos do ensino fundamental e médio de escolas da região, promovendo o desenvolvimento do agronegócio. A nova estrutura se une a outros cinco Centros de Treinamentos no Brasil, em Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Goiânia (GO), Horizontina (RS) e Várzea Grande (MT).

Integração acadêmica e tecnológica

O convênio vai incentivar pesquisas nas áreas de modelagem, máquinas agrícolas, inteligência artificial e agricultura digital, ao mesmo tempo em que promoverá a criação de um ecossistema colaborativo entre a universidade e o setor privado, por meio de treinamentos, apresentações e a integração de docentes da Esalq/USP com profissionais da John Deere.

Além disso, o acordo apoia programas acadêmicos voltados à formação empreendedora, oferece bolsas de estudo e estimula o debate sobre os desafios da digitalização do campo.

“A integração com a John Deere pode produzir bons frutos se proporcionar para alunos e professores experimentarem o desenvolvimento tecnológico aplicado, levando para a sala de aula as inovações no momento em que elas ficam disponíveis no campo, sem defasagem. Trata-se de uma oportunidade para construirmos um ambiente onde o conhecimento científico e a inovação da indústria se encontram”, explica Thais Vieira, diretora da Esalq/USP.

Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)
Foto: divulgação / John Deere

Fealq será responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos necessários à execução do Convênio, no âmbito da gestão dos projetos de pesquisa e treinamentos, bem como de bolsas de estudo concedidas a alunos de graduação e de pós-graduação.



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Frente fria sai do Sul, avança pelo país e muda regime de chuva



A frente fria que estava estacionada no Sul avança pelo Sudeste e afeta, também, o Centro-Oeste. Em alguns pontos, a chuva diminui, mas em outros, temporais podem ser esperados. Confira a previsão do tempo para este Domingo de Páscoa:

Sul

Conforme a frente fria avança pela Região Sudeste, a chuva volta a diminuir no Sul do país. Uma massa de ar frio corre pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, onde temporais não são descartados.

Sudeste

Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O domingo ainda será bastante instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida, fenômeno que ocorre quando os termômetros ficam mais baixos à noite e não de manhã.

Centro-Oeste

O sol volta a aparecer mais no Centro-Oeste e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso.

Nordeste

Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte maranhense e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme.

Norte

Chove no Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vida saudável impulsiona demanda por alimentação natural


A prática de esportes e atividades físicas ao ar livre faz parte da rotina de muitos cariocas, inspirados pelas paisagens deslumbrantes do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, com o acesso facilitado a informações sobre saúde e bem-estar, a população tem adotado hábitos mais equilibrados, incluindo a busca por uma alimentação saudável.

Frangos e ovos, por exemplo, são fontes importantes de proteínas e essenciais para quem deseja mais energia e desempenho esportivo. A Korin Alimentos, referência nacional em produtos naturais, oferece alimentos desenvolvidos com base na Agricultura Natural, filosofia que prioriza a vitalidade do solo e elimina o uso de antibióticos, transgênicos e agrotóxicos na produção.

No Rio de Janeiro, os consumidores contam com quatro lojas de fábrica da Korin, localizadas em Botafogo, Leblon, Tijuca e Niterói. Nesses espaços, é possível encontrar mais de 2.000 itens, entre carnes, ovos, frutas, legumes e uma ampla variedade de produtos de mercearia. O hortifruti abastecido por agricultores locais é um diferencial que reforça o compromisso com a sustentabilidade.

A expansão da rede inclui a nova unidade em Botafogo, que se soma às outras dez lojas já existentes pelo Brasil. A Korin convida todos a conhecer seus espaços e descobrir como é possível se alimentar de forma mais saudável, saborosa e responsável.

“Nos últimos anos, a população passou a ter mais acesso a informações sobre os benefícios de uma rotina mais equilibrada e começou a implementar essas práticas no dia a dia. No entanto, para alcançar os resultados desejados, é essencial incluir outro elemento: a alimentação saudável”, ressalta Simone Pereira Soares, Gerente de Operações do Grupo Korin.





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AgroNewsPolítica & Agro

Controle rápido da dor em equinos é essencial


Identificar e tratar a dor em equinos é um dos principais desafios no manejo veterinário, especialmente em casos de processos inflamatórios. Por serem animais de grande porte e com fisiologia particular, os cavalos exigem abordagens específicas para um controle eficaz da dor, essencial não apenas para aliviar o sofrimento, mas também para garantir sua recuperação e bem-estar.

Segundo a zootecnista Paula Kawakami, da Syntec, a dor pode se manifestar de forma sutil, como mudanças de comportamento, relutância em se mover, redução da atividade e até agressividade. As causas mais comuns incluem lesões, infecções e doenças articulares ou musculares. Nesses casos, a fisioterapia com massagens, alongamentos e exercícios controlados pode auxiliar na recuperação funcional do animal.

“Diversas técnicas, como massagens terapêuticas, alongamentos e exercícios controlados, ajudam a melhorar a circulação sanguínea, reduzir a rigidez muscular e recuperar as articulações, proporcionando uma recuperação mais eficaz para o cavalo”, explica.

O uso de medicamentos também é indispensável. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), analgésicos e, em casos específicos, opioides ou corticosteroides, são utilizados sob rigorosa supervisão veterinária. Como aliado dos criadores, a Syntec oferece o Diclofenaco, AINE formulado à base de Diclofenaco Sódico, com ação analgésica, antipirética e anti-inflamatória. O produto é indicado para diversas espécies, incluindo equinos, e atua na inibição das prostaglandinas, aliviando dor, febre e inflamação.

“Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são comumente prescritos para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Em situações específicas, analgésicos, como opioides e corticosteroides, podem ser utilizados. Contudo, é imprescindível que esses medicamentos sejam administrados sob supervisão veterinária para evitar efeitos adversos e complicações”, conclui

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Cooperativa de citrus alcança marca importante


A Credicitrus, uma das principais cooperativas de crédito do país, alcançou resultados expressivos em 2024, consolidando sua posição de liderança no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). A cooperativa atingiu R$ 15,8 bilhões em ativos, com um aumento de 8,64% em relação ao ano anterior. 

As captações chegaram a R$ 11,3 bilhões, representando um crescimento de 12,85%, e o patrimônio líquido superou os R$ 3 bilhões, com um aumento de 16,85%. As operações de crédito somaram R$ 8,2 bilhões, com um crescimento de 19,21%, e a cooperativa registrou sobras líquidas de R$ 460 milhões.

“Esses indicadores são o resultado do nosso comprometimento com os mais de 170 mil cooperados e com a comunidade em que atuamos e demonstram a resiliência do modelo de negócios cooperativo, mesmo diante de um ano desafiador. Ao longo do ano, realizamos investimentos em tecnologia, para manter a Credicitrus na vanguarda do mercado financeiro, garantindo eficiência e segurança operacional, por meio da automatização de processos e o uso de inteligência artificial. Neste ano, trabalharemos para cooperar, para empreender, para o agronegócio, para a vida”, afirma Walmir Segatto, CEO da Credicitrus.

Além dos bons resultados financeiros, a Credicitrus recebeu a nota AA+ (bra) da Fitch Ratings, reforçando sua solidez e segurança. Fabio Fernandes, diretor de negócios, enfatiza que a estratégia da cooperativa é fundamental para o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos cooperados. A cooperativa também registrou um marco no cooperativismo de crédito, com mais de 65 mil associados participando da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Digital, por meio do aplicativo Sicoob Moob, pelo terceiro ano consecutivo.

 





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Controle biológico na tomaticultura: solução sustentável



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade”



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade"
“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade” – Foto: Agrolink

A tomaticultura brasileira, com uma safra de 4,7 milhões de toneladas em 2024, enfrenta desafios com pragas como a lagarta traça-do-tomateiro, a mosca-branca e a requeima, que prejudicam a produtividade e a qualidade dos tomates. Para combater essas ameaças, o controle biológico surge como uma alternativa eficaz e sustentável.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, comenta Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

Produtos como o Bacillus thuringiensis para a traça-do-tomateiro, Beauveria bassiana contra a mosca-branca e Trichoderma spp. para a requeima oferecem soluções menos agressivas ao meio ambiente, reduzindo o uso de agroquímicos e preservando os inimigos naturais das pragas.

“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade, gera frutos deformados ou inviáveis para o mercado e aumenta os custos com defensivos e manejo. Por isso, é essencial adotar práticas de controle eficientes e sustentáveis”, completa.

O uso desses biológicos garante uma produção mais sustentável, com boa produtividade e alta qualidade dos tomates, beneficiando tanto os agricultores quanto o meio ambiente. “Com manejo adequado e o controle biológico, os agricultores obtêm produção mais sustentável, boa produtividade e alta qualidade dos tomates. Ao reduzir a dependência de químicos, não apenas preservam o meio ambiente, mas também favorecem a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores”, conclui.

 





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Entidades do setor apoiam decreto que fortalece o RenovaBio



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica
As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica – Foto: Pixabay

A Bioenergia Brasil, o Instituto Combustível Legal (ICL), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e a União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA) manifestaram apoio ao Decreto nº 12.437/2025, publicado na última quinta-feira (17/04). O texto fortalece o RenovaBio ao implementar medidas mais rigorosas contra fraudes e garantir a integridade do programa nacional de descarbonização.

De acordo com elas, entre as principais mudanças, o decreto prevê penalidades severas para distribuidoras que não cumprirem suas metas de descarbonização, além da criação de listas públicas com nomes de empresas irregulares. Também reforça o papel fiscalizador da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ampliando a capacidade de controle e transparência no setor.

Nesse contexto, as entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica, valoriza os agentes que atuam de forma regular e proporciona maior previsibilidade ao mercado de biocombustíveis no Brasil. Sendo assim, a medida é vista como essencial para fortalecer a credibilidade do RenovaBio e garantir a competitividade do setor frente às crescentes exigências ambientais.

Por fim, os representantes do setor reafirmaram o compromisso com o avanço das políticas públicas de descarbonização e com o desenvolvimento sustentável da matriz energética nacional, considerando o decreto como um passo importante para a consolidação do Brasil como líder na produção de energia limpa. Isso é visto como um avanço para o setor.

 





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Projeto do túnel Santos-Guarujá será apresentado a investidores europeus


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inicia na próxima segunda-feira (21) uma viagem por países da Europa para apresentar a investidores estrangeiros detalhes do projeto do primeiro túnel imerso do país, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. A informação parte da Agência Gov.

O roteiro começa por Portugal e passa pela Holanda e Dinamarca, onde há empresas de construção com expertise em obras similares à que será realizada para a construção do túnel brasileiro.

O empreendimento faz parte de uma parceria entre os governos federal e estadual, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. A abertura das propostas está prevista para o dia 1º de agosto, e serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões.

“É a maior obra do Novo PAC, resolve uma demanda antiga da região e traz dignidade à população, ajudando na mobilidade urbana, gerando empregos e renda, além de fortalecer o Porto de Santos, o maior porto público da América Latina”, avalia o ministro. Segundo o edital, as obras deverão ser concluídas até 2030.

Em Portugal, na segunda-feira, está prevista uma reunião com a empresa Mota-Engil, que possui parceria com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company), uma das maiores construtoras do mundo, detentora de 32,4% de participação na companhia portuguesa.

A CCCC foi responsável pela construção dos túneis submarinos da Baía de Dalian, de Shenzhen-Zhongshan e de Hong Kong–Zhuhai–Macau, um dos projetos subaquáticos mais complexos do mundo.

Na terça e quarta-feira (22 e 23), em Amsterdã, Costa Filho terá reuniões com as holandesas Ballast Nedam e TEC Tunnel. A Ballast Nedam possui experiência na construção de túneis imersos, como o que cruza o movimentado canal Nieuwe Waterweg, em Roterdã, e o do Iraque, em fase de conclusão.

A TEC Tunnel é líder global em projetos e engenharia de túneis e tem fornecido soluções de projeto e construção para empreendimentos inovadores, como a ligação Øresund entre a Dinamarca e a Suécia, a ligação Busan-Geoje na Coreia do Sul, a conexão de 32 quilômetros entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, na China, e a ligação Fehmarnbelt, de 20 quilômetros, entre a Dinamarca e a Alemanha.

Túnel em construção sob o mar

Na quinta-feira (24), a comitiva ministerial fará visita ao túnel de Fehmarnbelt, um túnel rodoviário e ferroviário de 18,1 quilômetros de extensão que está em construção sob o Mar Báltico, entre a ilha alemã de Fehmarn e a ilha dinamarquesa de Lolland, destinado à travessia do Fehmarnbelt como parte da chamada “linha do voo dos pássaros” — uma ligação direta por ferrovia e estrada entre as regiões metropolitanas de Copenhague e Hamburgo.

Após a conclusão desta obra, sem precedentes em sua dimensão como túnel imerso, a ligação fixa do Fehmarnbelt poderá se tornar o mais longo e profundo túnel combinado de estrada e ferrovia do mundo.

Segundo os planejadores, o tempo atual de travessia do Fehmarnbelt, que é de 45 minutos por balsa, será reduzido para cerca de dez minutos de tempo puro de viagem, graças à passagem subterrânea e independente das condições climáticas.

Túnel Santos-Guarujá

projeto túnel santos guarujáprojeto túnel santos guarujá
Perspectiva do projeto, em desenho do Ministério de Portos e Aeroportos

Previsto há quase 100 anos para tornar as cidades de Santos e Guarujá mais próximas — hoje o deslocamento por estrada dura quase uma hora, sendo a outra opção a travessia por balsa —, o túnel terá 1,5 quilômetro de extensão (sendo 870 metros imersos) e contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados a pedestres e ciclistas.

Atualmente, 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte e balsas. A travessia por balsas é considerada a maior do mundo em número de veículos transportados, com uma média diária de 14 mil veículos.

Informações: Agência Gov



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Biossoluções fortalecem o solo ante extremos climáticos



A saúde do solo vai além da fertilidade



A saúde do solo vai além da fertilidade
A saúde do solo vai além da fertilidade – Foto: Pixabay

As intensas variações climáticas, com longos períodos de seca e episódios de chuvas intensas, têm comprometido a saúde dos solos agrícolas. Esse cenário exige soluções que garantam não apenas a produtividade das lavouras, mas também a preservação dos ecossistemas. A resposta está nas biossoluções, que se consolidam como ferramentas eficazes e sustentáveis para enfrentar os desafios impostos pelo clima.

“Altas temperaturas, longos períodos de estiagem e eventos climáticos extremos estão diretamente ligados à degradação da saúde do solo, trazendo prejuízos significativos para a agricultura. O solo saudável reúne características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento pleno das plantas e a manutenção da biodiversidade local, possibilitando a alta produtividade agrícola”, diz Samir Filho, coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health.

A saúde do solo vai além da fertilidade. Ela envolve características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento das plantas e a manutenção da biodiversidade. Estrutura adequada, porosidade para infiltração de água, pH equilibrado, presença de matéria orgânica e uma microbiota ativa são fundamentais para manter o solo produtivo e resiliente diante de condições adversas.

Com o aumento da frequência de eventos extremos, como ondas de calor e estiagens prolongadas, o solo sofre degradação, o que afeta diretamente a eficiência dos sistemas produtivos. Nessas condições, o solo perde sua capacidade de retenção hídrica, ciclagem de nutrientes e proteção contra pragas e doenças, resultando em perdas significativas na produção.

Nesse cenário, produtos naturais à base da alga marinha Ascophyllum nodosum têm ganhado destaque. Adaptada a condições ambientais severas, essa alga oferece compostos bioativos que favorecem a regeneração do solo e o fortalecimento das plantas. “Ela enfrenta temperaturas extremas no verão (até 40o C) e no inverno (-20o C). Tais características fizeram com que ela desenvolvesse mecanismos de sobrevivência, produzindo compostos bioativos que lhe confere defesa contra tais condições ambientais extremas. Dessa forma, consegue contribuir para a saúde das plantas e do solo

 





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escoamento da carne pós-feriado determinará preço da arroba


O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana bastante movimentada em termos de preços e negócios.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve um pico de preços na terça-feira (15), diante da necessidade de avanço nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

Isso fez com que os preços registrassem uma forte alta em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que levou a um bom avanço nas escalas de abate.

Na quarta-feira, porém, os frigoríficos que atuam nesses estados reduziram o ritmo de compras e os preços apresentaram uma forte desvalorização. Para Iglesias, fica a expectativa de qual estratégia será adotada por parte da indústria na volta do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes.

“A continuidade, ou não, do movimento de alta nos preços da arroba observados nessa semana dependerá do escoamento da carne no feriado prolongado. É preciso lembrar que o mercado de boi está muito próximo do período auge de oferta, que tradicionalmente ocorre a partir de maio”, pontua.

De acordo com o analista, em termos de demanda, há informações sendo veiculadas no mercado de que as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos e para a China estão um pouco mais lentas, devido às incertezas com relação às tarifas comerciais.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 335 a arroba, avanço de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00 a arroba, queda de 1,54% perante os R$ 325,00 registrados na semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320 a arroba, decréscimo de 1,54% frente aos R$ 325 registrados na última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330,00 a arroba, aumento de 3,13% frente à semana passada, de R$ 320,00
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290 a arroba, valor estável frente à semana anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes, mantendo um viés de alta com a projeção de bom escoamento até o final da semana em função do feriado prolongado.

“Mais uma vez é importante mencionar que as exportações seguem em altíssimo nível, em um ano em que o Brasil pode estabelecer um novo recorde de embarques”, ressalta Iglesias.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 26,00 o quilo, estável frente ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, também sem alterações frente à semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina - autoembargocarne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.



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