sexta-feira, junho 12, 2026

Agro

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chuva pode chegar a 150 mm em 24h


Os próximos dias serão marcados por tempo bastante instável em boa parte da Bahia. O lento deslocamento de uma frente fria pelo litoral do estado e uma configuração de circulação de vento especial entre os níveis de superfície, médios e altos da atmosfera vão favorecer grandes áreas de instabilidade sobre o sul e o leste baianos.

De acordo com a Climatempo, o cenário de tempo mais severo tem início no sul do estado já a partir desta quarta-feira (30). As condições tendem a se prolongar e agravar entre os dias 1º e 6 de maio ao longo de praticamente toda a faixa leste da Bahia, incluindo a Região Metropolitana de Salvador.

Dessa forma, as condições meteorológicas passam a ser favoráveis à ocorrência de chuvas intensas, persistentes e com grandes volumes acumulados em curto intervalo de tempo, além da projeção de elevados acumulados diários. Pode haver picos de 100 a 150 mm de chuvas em apenas 24 horas, como no próximo sábado (3), na região de Salvador.

Acumulado de chuva previsto entre 29 de abril e 6 de maio . Fonte: Climatempo.

Análises preliminares de alguns modelos meteorológicos indicam volumes acumulados muito elevados na região metropolitana da capital, que podem acarretar volumes de chuva na faixa entre 300 e 400 mm em apenas 120 horas (5 dias), principalmente no período entre 2 e 6 de maio. Em outras áreas da faixa leste da Bahia, estimam-se acumulados de 200 a 300 mm.

A Climatempo alerta para uma situação incomum de altíssimo risco para as áreas vulneráveis e risco elevado para enxurradas, grandes alagamentos, queda de árvores e galhos, deslizamento de terra e queda de barreiras em áreas de encosta.



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confira as cotações pelo Brasil no fechamento de mercado



O mercado físico de boi gordo apresentou novas quedas nesta terça-feira (29), reflexo do aumento gradual da oferta e do alongamento das escalas de abate. A conjuntura segue pressionada, e a tendência é de continuidade desse movimento no curtíssimo prazo, segundo avaliação da consultoria Safras & Mercado.

Apesar disso, fatores como o aumento da demanda com a proximidade do Dia das Mães e o bom desempenho das exportações ajudam a conter quedas mais agressivas, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços de boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,67
  • Goiás: R$ 301,07
  • Minas Gerais: R$ 317,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,18
  • Mato Grosso: R$ 324,85

Atacado

No mercado atacadista, os preços de boi gordo permanecem firmes, impulsionados pela expectativa positiva para a primeira quinzena de maio. O cenário é sustentado pela entrada dos salários na economia e pela previsão de aumento do consumo em função do Dia das Mães, que tradicionalmente eleva a procura por carne bovina.

Os preços seguem estáveis: o quarto traseiro continua a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro a R$ 20,50 e a ponta de agulha a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia em baixa de 0,29%, cotado a R$ 5,6306 para venda e R$ 5,6286 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,6205 e R$ 5,6625.



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Lançada na Agrishow, maior colheitadeira de duplo rotor do mundo custa até US$ 2 milhões



A New Holland lançou oficialmente nesta segunda-feira (29) a colheitadeira CR11 no Brasil, durante a 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). O modelo, considerado a maior colheitadeira de duplo rotor do mundo, será comercializado no país com preços que variam entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões, conforme informou o diretor de Mercado Brasil da New Holland, Cláudio Calaça Júnior.

A CR11 é equipada com motor de 775 cavalos de potência, tanque graneleiro de 20 mil litros e plataforma de 61 pés. A máquina possui capacidade de descarga de 210 litros por segundo e conta com tecnologias avançadas que, segundo o fabricante, têm capacidade para elevar a produtividade, reduzir perdas de grãos e otimizar o gerenciamento de resíduos na lavoura.

Produzida na Bélgica, no Centro de Excelência em Colheita da New Holland, a CR11 já conquistou premiações internacionais, como o Farm Machine 2024 e o Good Design Award 2023. O modelo incorpora o novo sistema TwinClean, que utiliza dois conjuntos de peneiras para aprimorar a limpeza dos grãos e minimizar perdas, além de ventilador de alta potência e mecanismos automáticos para distribuição uniforme do material.

A cabine da CR11 também foi atualizada, com novas telas touchscreen, câmeras de monitoramento, iluminação reforçada com faróis de LED e sistema de climatização multizona. A operação pode ser feita com ajustes remotos e diversas funções automatizadas.

O lançamento da CR11 integra a renovação completa da linha CR de colheitadeiras da New Holland, que passa a contar com seis novos modelos: CR6, CR7, CR7+, CR8, CR9 e CR10. Entre as novidades estão o design e a ampliação do sistema que ajusta automaticamente a máquina para elevar a eficiência das operações, com base em inteligência artificial.

Além disso, a máquina tem disponível uma tecnologia que regula a velocidade da colheitadeira de forma automática, conforme a produtividade da lavoura, agora está disponível.

Para complementar a nova linha de colheitadeiras, a empresa apresenta as plataformas de grãos nas opções de 25, 50 e 61 pés.

*Com informações de Victor Faverin



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Mercado de soja apresenta recuo nesta terça-feira; saiba as cotações pelo Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (29) de fraca movimentação, com os preços recuando na maioria das regiões. A queda foi influenciada pelo recuo da Bolsa de Chicago, do dólar comercial e dos prêmios de exportação, o que adicionou viés baixista às cotações no país. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a retração nas indicações de compra afastou o produtor das negociações, restringindo as vendas ao mínimo necessário.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): baixou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda, pressionados pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pela previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras. Além disso, incertezas envolvendo as tensões comerciais entre Estados Unidos e China também afetaram o mercado.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 27 de abril, 18% da área de soja já havia sido plantada, contra 17% no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos é de 12%. Na semana anterior, o índice estava em 8%.

Exportadores privados norte-americanos relataram ao USDA a venda de 110 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com embarque previsto para a temporada 2024/25.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em maio encerraram com queda de 11,00 centavos (1,04%), cotados a US$ 10,52 3/4 por bushel. A posição julho recuou 9,75 centavos (0,91%), para US$ 10,52 3/4 por bushel.

No mercado de subprodutos, o farelo para julho subiu US$ 2,30 (0,77%), cotado a US$ 298,20 por tonelada. Já o óleo recuou 1,13 centavo (2,23%), encerrando a 49,33 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,29%, negociado a R$ 5,6306 para venda e R$ 5,6286 para compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6205 e a máxima de R$ 5,6625 ao longo da sessão.



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SP anuncia pacote de R$ 600 mi com foco em crédito rural, logística e biocombustíveis



O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (29), durante a Agrishow, um novo pacote de investimentos de mais de R$ 600 milhões voltado ao agronegócio. Coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a iniciativa contempla desde melhorias em infraestrutura até incentivos à produção sustentável e ampliação do acesso ao crédito.

O anúncio ocorreu durante um concorrido evento, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltado pelos seus secretários em seus discursos. O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, inclusive, buscou fazer um contraponto entre a gestão estadual e a federal. “O governo federal não anunciou nada na Agrishow”, disse.

Um dos destaques do pacote é o aporte de R$ 120 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), sendo R$ 60 milhões destinados à logística rural e outros R$ 60 milhões aos biocombustíveis. A proposta é enfrentar gargalos na distribuição da produção e, ao mesmo tempo, incentivar a geração de energia limpa a partir da atividade agropecuária, contribuindo para a descarbonização do setor.

Por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), serão liberados R$ 140 milhões em seis linhas de crédito e quatro projetos de subvenção. As iniciativas atendem diversas cadeias produtivas, como leite, orgânicos e pesca.

Programa Pró-Trator

Entre os programas, está o Pró-Trator, com R$ 50 milhões destinados à aquisição de máquinas e implementos agrícolas por pequenos e médios produtores, que terão acesso a juros reduzidos pela metade e prazo de até oito anos para pagamento. Já o programa Agromáquinas, em parceria com a Desenvolve SP, disponibilizará mais R$ 50 milhões em crédito para compra de equipamentos.

Outra frente importante é o investimento em irrigação: R$ 40 milhões serão operados em parceria com cooperativas para financiar sistemas que garantam produção mesmo em períodos de estiagem.

O governo também anunciou R$ 100 milhões em subvenção ao seguro rural, que cobre parte do prêmio pago pelos produtores para proteção contra perdas causadas por eventos climáticos extremos. A recuperação das estradas rurais será contemplada com R$ 200 milhões para revitalização de mil quilômetros de vias, além da construção de pontes e centros de distribuição.

Segundo o governo paulista, o objetivo é melhorar o escoamento da produção, fomentar o turismo rural e facilitar o acesso a serviços públicos em áreas rurais.

No campo da sustentabilidade, o pacote prevê ações de regularização ambiental, como o apoio a produtores no processo de compensação de Reserva Legal (RL). Essas ações são fundamentais para garantir acesso ao crédito rural e viabilizar licenciamentos ambientais. Dentro desse eixo, o Programa Agro Legal pretende restaurar 800 mil hectares de áreas protegidas, entre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e RLs.



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como os EUA estão entregando a liderança mundial para a China


Donald Trump completa seus primeiros 100 dias de governo com um saldo que preocupa o mundo e coloca em risco a hegemonia americana construída ao longo de quase um século. Suas decisões desastrosas nas áreas de comércio internacional, política social e gestão econômica estão acelerando a perda de credibilidade dos Estados Unidos — e abrindo espaço justamente para aquilo que a China mais deseja: ocupar o lugar de liderança global.

No comércio internacional, Trump apostou em tarifas e confrontos. Ao elevar impostos de importação e atacar parceiros como China, União Europeia, México e Canadá, isolou os Estados Unidos, provocou retaliações e prejudicou exportadores americanos. Enquanto isso, a China aproveita o vácuo deixado por Washington para se aproximar de antigos aliados americanos, firmar novos acordos e consolidar sua posição como potência econômica e diplomática.

Na área social, a situação também é alarmante. O discurso agressivo contra imigrantes, minorias e direitos civis gerou tensão interna e prejudicou profundamente a imagem do país no exterior. A América, símbolo de liberdade e oportunidades, agora é vista com desconfiança e divisão.

Na gestão do Estado, Trump amplia gastos públicos sem responsabilidade fiscal. O resultado é uma dívida crescente e cada vez mais cara de financiar. Com a alta dos juros globais, investidores começam a fugir dos títulos americanos e a questionar a solidez do dólar, minando a confiança no principal ativo financeiro mundial.

Esse enfraquecimento dos Estados Unidos no cenário global é exatamente o que mais interessa à China. Pequim vem se fortalecendo silenciosamente: investe, negocia, constrói alianças e preenche os espaços que Washington, por erro ou descuido, está deixando abertos.

Se em apenas 100 dias Trump conseguiu iniciar um processo de enfraquecimento tão profundo, o que esperar do restante do mandato? A conta, infelizmente, pode ser alta não apenas para os americanos, mas para todo o equilíbrio econômico e geopolítico do planeta.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit de US$ 2,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 2,5 bilhões na quarta semana de abril de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 11,9 bilhões. O resultado é fruto de exportações que totalizaram US$ 7,2 bilhões e importações no valor de US$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês de abril até a quarta semana, as exportações somam US$ 26 bilhões e as importações US$ 19 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 45 bilhões.

No ano, o Brasil acumula US$ 103,3 bilhões em exportações e US$ 86,3 bilhões em importações, com um superávit de US$ 17 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 190 bilhões.

No mês de abril, até a quarta semana, o setor da Agropecuária registrou um crescimento de 10,7% nas exportações, totalizando US$ 6,88 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou uma queda de -0,7%, com US$ 5,74 bilhões em exportações. Já a Indústria de Transformação impulsionou o resultado geral com um crescimento de 16,6%, alcançando US$ 13,23 bilhões em vendas externas.

A expansão das exportações foi puxada principalmente pelo aumento nas vendas de animais vivos (82,3%), café não torrado (52,4%) e soja (4,0%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (71,6%), minérios de níquel (36,9%) e petróleo bruto (7,4%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (46,1%), produtos semiacabados de Ferro ou aço (151,9%) e ouro não monetário (79,4%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, alguns produtos registraram queda nas exportações, como trigo e centeio (-52,2%), látex e borracha natural (-89,7%) e algodão em bruto (-6,4%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-27,0%), minério de Ferro (-11,7%) e minérios de Cobre (-24,4%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-18,1%), óleos combustíveis (-6,9%) e bombas e compressores (-51,4%) na Indústria de Transformação.

Até a quarta semana de abril, as importações da Agropecuária cresceram 14,5%, somando US$ 0,49 bilhões. A Indústria Extrativa registrou uma queda de -19,5%, com US$ 1,00 bilhão em importações, enquanto a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 14,7%, alcançando US$ 17,36 bilhões em compras do exterior.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de trigo e centeio (17,0%), café não torrado (14.946,6%) e cacau (230,8%) na Agropecuária; fertilizantes brutos (205,7%), carvão (39,9%) e gás natural (39,3%) na Indústria Extrativa; e medicamentos (43,8% e 52,0%) e adubos ou fertilizantes químicos (51,3%) na Indústria de Transformação.

Em contrapartida, alguns produtos registraram diminuição nas importações, como cevada (-37,5%), produtos hortícolas (-25,0%) e soja (-83,2%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-21,4%), minério de Ferro (-99,8%) e petróleo bruto (-45,8%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (-7,8%), Cobre (-19,2%) e válvulas e tubos termiônicos (-17,7%) na Indústria de Transformação.





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Colheita de soja chega a 94,8% no Brasil; saiba quais estados já concluíram os trabalhos



Até o último domingo (27), a colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 94,8% da área semeada, com um avanço de 2,3 pontos porcentuais em relação à semana anterior. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

Quando comparado ao mesmo período da safra passada, em que 90,5% das lavouras já haviam sido colhidas, houve um crescimento de 4,3 pontos porcentuais. Em relação à média dos últimos cinco anos, que é de 93,5%, a colheita está adiantada em 1,3 ponto porcentual.

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Colheita pelo Brasil

A colheita da commodity já foi finalizada nos principais produtores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Tocantins. No entanto, em algumas regiões, a colheita ainda está em andamento. A Bahia continua com a colheita da soja, refletindo a diversidade das regiões produtoras no país.

Milho

Além disso, o avanço nas colheitas de soja tem implicações diretas na agricultura brasileira, uma vez que a retirada das lavouras de soja abre caminho para o plantio de milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais importância no cenário agrícola do Brasil.

De acordo com dados da Conab, a retirada de soja também está impactando a área destinada ao milho de verão, que até agora atingiu 71,9% da área esperada.



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AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para o mês de maio?


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio de 2025 indica uma distribuição irregular de chuvas pelo país, com volumes variando entre a média climatológica e abaixo dela em grande parte da Região Norte, exceto em áreas pontuais do Amazonas, centro-norte do Pará, Amapá e sul de Roraima, onde podem superar a média.

No Nordeste, o Inmet prevê que “as chuvas devem continuar acima da média no centro-sul do Maranhão, oeste do Piauí, mas principalmente na costa do Ceará até a Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 150 mm”. Por outro lado, “algumas áreas do norte do Maranhão e do Piauí, bem como no sul do Ceará, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica”.

Para as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de “chuvas próximas e abaixo da média, com volumes inferiores a 150 mm”. Contudo, o Inmet aponta que “em áreas do leste do Mato Grosso do Sul e centro-sul de São Paulo, a previsão indica chuvas acima da média, com valores que podem superar os 100 mm”.

Na maior parte da Região Sul, o instituto meteorológico prevê “chuvas próximas e acima da média climatológica”. Já no oeste do Paraná, são esperados “acumulados de chuva próximos e acima da média histórica, com valores acima de 100 mm”.

Considerando o impacto nas culturas, o Inmet destaca que “a previsão de chuvas mais regulares em áreas agrícolas da Região Norte e centro-norte da Região Nordeste, pode beneficiar os cultivos de segunda safra”. No entanto, ressalta que “normalmente na região do MATOPIBA (que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), há uma tendência de redução das chuvas a partir de maio, que pode causar restrição hídrica em parte das lavouras de milho segunda safra, principalmente durante a fase de floração”.

Para o Centro-Oeste e Sudeste, “a previsão para o mês de maio é de volumes de chuva inferiores aos registrados em abril”. O Inmet avalia que “ainda assim, esses volumes tendem a ser suficientes para o manejo agrícola e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, além da cana-de-açúcar e do café“.

Na maior parte do Sul, “a previsão de chuvas irá contribuir para elevação dos níveis de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras segunda safra”. Contudo, no oeste do Paraná, “a previsão de chuvas abaixo da média pode comprometer o armazenamento de água no solo, prejudicando o desenvolvimento do feijão e milho segunda safra”.

Quanto às temperaturas, o Inmet prevê que “devem ficar acima da média em grande parte do País, com valores superiores a 22°C”. Em áreas do Sudeste e Sul, “as temperaturas médias podem ser mais amenas”, permanecendo abaixo dos 20°C, e em localidades mais elevadas, massas de ar frio podem provocar quedas abaixo dos 15°C.





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Missão brasileira na Europa chega à reta final com foco no acordo Mercosul–União Europeia



Após passar por três países europeus, a missão internacional desenvolvida pelo Governo Federal, em parceria com a ApexBrasil e o setor privado, encerra nesta semana a última etapa do roteiro no continente. A iniciativa tem como objetivo fortalecer relações comerciais e ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro no mercado europeu.

Durante os encontros oficiais e paralelos promovidos pela missão, o Acordo Mercosul–União Europeia foi tema central das discussões. Representantes do governo e do setor produtivo defenderam a importância do tratado para ampliar o acesso de produtos agrícolas brasileiros ao bloco europeu, destacando avanços em sustentabilidade, rastreabilidade e práticas ambientais.

A missão também buscou reforçar a imagem do Brasil como parceiro estratégico e confiável no fornecimento de alimentos, em um momento em que o tema da segurança alimentar ganha cada vez mais destaque no cenário global.

Com a participação ativa de empresas do agro e autoridades públicas, o esforço diplomático e comercial evidencia o interesse brasileiro em acelerar a conclusão do acordo e estreitar laços com os países europeus.



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