quarta-feira, maio 27, 2026

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Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Milho verão surpreende com produtividade acima da média



Produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão no Oeste da Bahia está em ritmo acelerado e com resultados promissores. Segundo o boletim divulgado pela AIBA, mais de 35 mil hectares já foram colhidos, superando os índices registrados na safra anterior.

A produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare, com destaque para áreas irrigadas e regiões que escaparam dos picos de estresse climático. Mesmo com desafios fitossanitários pontuais, a cultura tem demonstrado forte resiliência.

As lavouras da região 01, por exemplo, estão produzindo 182 sacas por hectare, enquanto a região 03 registra 168 sacas/ha. Em contraponto, a região 02 apresentou uma queda significativa, com média de 170 sacas por hectare, contra 183 na safra anterior. As condições climáticas favoráveis no início da janela de plantio contribuíram para uma boa emergência das sementes e um rápido desenvolvimento vegetativo. Esse adiantamento se refletiu na antecipação da colheita, o que favoreceu o escoamento da produção.

A produção total prevista para a safra 2024/25 é de 1,134 milhão de toneladas, e o preço disponível na data de fechamento do boletim (14 de abril) era de R$ 74 por saca. A comercialização, no entanto, segue lenta, com apenas 20% da safra vendida até agora.

Com as expectativas mantidas para o milho irrigado e novas janelas de exportação, o setor aguarda a confirmação de produtividade nas áreas remanescentes para definir estratégias de mercado.





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Pasto de inverno avança mesmo com solo úmido


O retorno das chuvas e a presença de temperaturas amenas têm impulsionado o desenvolvimento das pastagens em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A análise consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (17), que aponta melhora na condição das áreas recém-implantadas com forrageiras de inverno, como aveia e azevém.

De acordo com o boletim, mesmo com o avanço do outono, o campo nativo ainda mantém condições para sustentar a carga animal, embora haja preocupação em relação ao rebrote lento em áreas mais sensíveis. “Há apreensão quanto à oferta forrageira no final do outono”, destaca o informativo.

Na região de Bagé, alguns produtores aproveitaram a sequência de dias sem chuva para realizar a roçada dos campos. Segundo a Emater, essa prática tem contribuído para melhorar a eficiência da sobressemeadura de azevém. Já na região de Caxias do Sul, as chuvas favoreceram o crescimento das pastagens e a germinação das forrageiras de inverno, ainda que o solo úmido dificulte parte do manejo necessário.

Em Erechim, o retorno das precipitações, aliado ao clima mais ameno, beneficiou a implantação das pastagens. Contudo, o encerramento do ciclo das forrageiras de verão e a redução do rebrote no campo nativo evidenciam a transição para o chamado “vazio outonal”.

Frederico Westphalen apresenta recuperação gradual das pastagens cultivadas. A sobressemeadura com espécies de inverno avança, embora haja dificuldades no acesso às sementes. Em Ijuí, a implantação das pastagens de inverno prioriza forrageiras adaptadas ao outono. “A emergência inicial tem sido adequada”, observa a Emater, que também registra início do corte do milho safrinha, mesmo com baixos índices de produtividade.

Em Passo Fundo, o crescimento das forrageiras foi favorecido pelas chuvas, permitindo avanço na semeadura das espécies de inverno. Já o campo nativo apresenta redução no crescimento das espécies, afetado pela distribuição irregular das chuvas e pela presença de plantas invasoras.

Na região de Pelotas, o rebrote das pastagens nativas tem melhorado com as chuvas, permitindo o início das semeaduras de inverno. No entanto, a oferta de alimento continua limitada em áreas que sofreram mais com a estiagem.

Em Porto Alegre, o desempenho das pastagens é considerado estável, com boa disponibilidade de forragem, graças à umidade do solo e às temperaturas elevadas, que favorecem o pastejo e a transição para as espécies de inverno.

Na região de Santa Maria, as chuvas das últimas semanas permitiram aumento da oferta de forragem nas pastagens cultivadas, auxiliando na alimentação dos rebanhos. Em Santa Rosa, a quebra das pastagens de verão antecipou a implantação das de inverno, com boas condições de rebrote e desenvolvimento inicial. No entanto, a umidade do solo ainda limita o pastejo em algumas áreas.

Em Soledade, as chuvas leves e frequentes têm sido benéficas para a implantação das forrageiras de inverno, enquanto as pastagens perenes continuam fornecendo boa oferta de alimento para os rebanhos.





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China reduz compras de soja: quais são as consequências?


O mercado da soja atravessou uma semana de forte oscilação, influenciado por fatores externos como o avanço lento do plantio nos Estados Unidos, a desvalorização do dólar e o aumento nas exportações brasileiras. Apesar do bom desempenho logístico, as cotações no mercado físico recuaram, refletindo a leve queda no contrato de maio na Bolsa de Chicago, que fechou em US$10,36 por bushel (-0,77%).

Segundo análise da plataforma Grão Direto, o destaque da semana foi a exportação de 14,5 milhões de toneladas de soja brasileira em abril, superando em 1,2 milhão de toneladas a projeção anterior. O desempenho positivo é impulsionado pela demanda global, mesmo diante de um cenário desafiador, marcado pela guerra tarifária entre China e Estados Unidos. Em março, a China reduziu em 40% suas importações, aplicando tarifas de 125% sobre a soja norte-americana — o que pode abrir espaço para um avanço ainda maior do Brasil no mercado asiático?.

Além disso, o mercado observa com atenção os efeitos da unificação cambial na Argentina, que encerrou o regime do “dólar blend”. A medida traz mais previsibilidade ao comércio e pode tornar o país vizinho mais competitivo nas exportações de soja e farelo, pressionando os prêmios brasileiros. A Argentina, maior exportadora de farelo do mundo, deve ganhar espaço justamente quando o Brasil colhe os frutos de uma safra robusta e bons números de exportação?

O câmbio também tem desempenhado papel importante. O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$5,81, queda de 1,02%, influenciado por expectativas positivas em torno do ajuste fiscal brasileiro. A tendência é de estabilidade para os próximos dias, com o viés de manutenção do patamar atual, salvo novidades significativas no cenário político e econômico.

Para os próximos dias, o mercado de soja deve seguir atento à volatilidade, especialmente com possíveis correções técnicas nas cotações de Chicago e novos desdobramentos da disputa comercial entre China e EUA. A orientação dos analistas é que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o câmbio, os prêmios de exportação e as decisões estratégicas da Argentina para não perderem competitividade.





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JBS conclui registro na SEC e convoca assembleia para votar dupla listagem



A JBS anunciou mais um avanço em seu processo de dupla listagem. Com o pedido aprovado pela Securities and Exchange Commission (SEC), o conselho de administração da empresa convocou para 23 de maio a assembleia geral extraordinária que vai decidir se a JBS terá uma dupla listagem, com papeis negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos, e na Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no Brasil. A operação também depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os acionistas minoritários terão total poder de decisão. A J&F e a BNDESPar, os dois principais acionistas em volume de papeis, vão se abster de votar, o que deixará a decisão a cargo de detentores de pouco mais de 30% do free float da companhia.

“Acreditamos que essa operação vai aumentar nossa visibilidade no cenário internacional, atrair novos investidores e fortalecer ainda mais nossa posição como líder global de alimentos”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Caso a proposta seja aprovada pela assembleia, a empresa estima o início da oferta das ações no mercado americano a partir de junho.

“Quando aprovado, o processo representará um novo capítulo na história da Companhia, com potencial de destravar o valor da ação e chegar a uma base mais ampla de investidores”, diz o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti.

A JBS está entre as maiores empresas de alimentos do mundo com uma plataforma diversificada de proteínas e de geografias. Com mais de 250 fábricas, produz em 17 países, possui mais de 300 mil clientes e seus produtos chegam a mais de 180 países. Nascida no Brasil há 71 anos, a JBS emprega hoje 280 mil pessoas.

De acordo com Tomazoni, os marcos conquistados pela JBS, ao longo dos mais de 70 anos de história, comprovam a eficácia da estratégia de atuação como uma plataforma global diversificada, tanto em proteínas como em geografias, impulsionada por marcas fortes e um portfólio de produtos de maior valor agregado. “Construímos uma cultura organizacional sólida. Temos as pessoas certas, nos lugares certos. Somente a dedicação e empenho de nossos colaboradores permitem à JBS chegar à excelência operacional ímpar”, afirma Tomazoni.



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Capital brasileira tem abril mais chuvoso desde 1961



O temporal da madrugada não foi suficiente: voltou a chover forte no fim da tarde desta terça-feira (22) em Cuiabá, capital de Mato Grosso.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já registrou 281,6 mm acumulados do dia primeiro de abril até às 9 horas do dia 22, hora de Brasília.

Confira, abaixo, alguns números da chuva de abril em Cuiabá que comprovam como o mês está sendo muito fora dos padrões climatológicos:

  • Total de chuva acumulada em 22 dias: 281,6 mm, mais do que o dobro da média para abril, que é de 112,8 mm
  • Abril mais chuvoso desde 1961 (em 64 anos)
  • Maior chuva em 24 horas de 2025: 92,9 mm entre 9h do dia 8 e 9h do dia 9 de abril (hora de Brasília)
  • Maior volume mensal de precipitação de 2025 até agora

E quem pensa que já basta, está enganado. Segundo a Climatempo, a previsão é de mais pancadas de chuva até o fim do mês.



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Chuvas atrasam a colheita da soja


As chuvas registradas no início da última semana interromperam temporariamente a colheita da soja no Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (17). Com a redução da umidade, os trabalhos foram retomados em algumas regiões, especialmente no Norte e no Centro do Estado. A colheita já alcança 60% da área cultivada.

A umidade favoreceu o uso de dessecantes químicos, o que contribuiu para uma melhor uniformidade da maturação nas lavouras. A Emater/RS-Ascar observa, no entanto, que “as perdas aumentam conforme a colheita avança”, embora áreas com cultivos mais atrasados apresentem bom desenvolvimento. Ainda restam 35% das lavouras em maturação e 5% em fase de enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas recentes.

Na Fronteira Oeste, a colheita foi retomada no dia 10 de abril nas áreas de solo arenoso. Em Manoel Viana, 45% dos 58 mil hectares já foram colhidos. A expectativa dos produtores é recuperar o atraso. “A previsão de tempo seco anima os agricultores a concluir a colheita”, informou o informativo. Em Alegrete, 40% da área cultivada foi colhida, mas com perdas estimadas em 50%. Já em São Borja, metade da área já foi colhida, e o acionamento de seguros privados e do Proagro pode alcançar 80% dos produtores.

Na Campanha, as operações foram dificultadas pelo excesso de umidade no solo. Em Aceguá, apenas 5% da área foi colhida até o momento. Hulha Negra apresenta 10% da colheita concluída, com produtividades variando conforme o nível de investimento e as condições climáticas durante o ciclo reprodutivo.

No Norte do Estado, a colheita se aproxima da conclusão em Erechim, com 95% das áreas já colhidas. A produtividade média foi estimada em 2.275 kg/ha, afetada pela estiagem entre janeiro e março. “A diferença de poucos dias no plantio influenciou significativamente os rendimentos”, afirma a Emater.

A região de Ijuí, que concentra 14,7% da área de soja do Estado, colheu até agora 84% da área. A operação foi retomada nos dias 10 e 11 de abril, aproveitando a melhora no clima. A produtividade apresenta grande variabilidade, e os agricultores já iniciaram os trabalhos de correção de solo após a retirada da cultura.

Em outras regiões, a colheita avança com restrições. Em Caxias do Sul, mais da metade da área foi colhida, apesar das interrupções pelas chuvas. A produtividade média está em 3.231 kg/ha, com redução de 15%. Em Frederico Westphalen, 87% da área foi colhida, mas a produtividade média caiu 30%, ficando em 2.425 kg/ha.

Na região de Passo Fundo, onde se concentra quase 10% da área do Estado, 85% da soja já foi colhida. Em Pelotas, as chuvas contínuas paralisaram os trabalhos e geraram preocupação com a qualidade dos grãos, que podem apodrecer nas vagens. Apenas 20% da área foi colhida, embora 42% das lavouras estejam prontas.

Santa Maria, responsável por 15,7% da produção estadual, colheu mais da metade da área. As perdas pela estiagem são significativas. Em Santa Rosa, os trabalhos foram retomados após os dias chuvosos, e as lavouras mais tardias se aproximam do fim do enchimento de grãos. Nas áreas mais recentes, produtores avaliam o uso de fungicidas para controlar a ferrugem asiática.

Na região de Soledade, a colheita foi interrompida na primeira metade da semana passada e retomada no dia 10. A produtividade caiu de 3.359 para 2.260 kg/ha. Segundo a Emater, as áreas de maior altitude apresentam maior avanço nos trabalhos do que aquelas localizadas no Baixo Vale do Rio Pardo.

O preço médio da saca de 60 quilos apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor para o produto disponível foi de R$ 135,00 por saca.





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Chile passará a comprar carne suína do Paraná


O Chile reconheceu o Paraná como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que significa a autorização para importar carne suína de produtores do estado.

O anúncio oficial deve ser feito entre esta terça-feira (22) e amanhã (23), no âmbito da visita da comitiva do presidente chileno Gabriel Boric ao Brasil. A decisão foi antecipada pelo ministro da Agricultura chileno, Esteban Valenzuela.

“Reconhecemos que o Paraná está livre de febre aftosa e, portanto, poderemos receber carnes deste estado muito importante do sul do Brasil”, anunciou, nas redes sociais.

De acordo com o ministro chileno, a iniciativa é parte dos esforços para reforçar as relações comerciais entre os dois países, fortalecendo o comércio de produtos agropecuários.

Ele informou ainda que as autoridades chilenas seguem negociando a compra de carne com representantes de outras unidades federativas brasileiras que atendam às exigências fitossanitárias impostas pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile.

Demanda antiga

O reconhecimento chileno é uma demanda antiga dos frigoríficos paranaenses, conforme o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Luis Rua.

“Este é um pleito muito antigo do estado [Paraná] […] e, logo, logo, as empresas paranaenses deverão estar exportando carne suína para o Chile”, comentou Rua, classificando como “muito importante” o anúncio.

Em 2024, o estado foi o terceiro maior exportador de carne suína entre as unidades federativas livre de aftosa.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no ano passado, as exportações de carne suína (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 1,352 milhão de toneladas. O resultado, 10% superior ao de 2023, estabeleceu um novo recorde para o setor, que obteve cerca de US$ 3,03 bilhões com as vendas externas.

Do volume total de carne suína exportada, o Paraná respondeu com 185,5 mil toneladas, ficando atrás apenas de Santa Catarina (730,7 mil toneladas) e Rio Grande do Sul (289,9 mil toneladas).

Mel chileno

concha com melconcha com mel

Em contrapartida à decisão do Chile, o Brasil abriu seu mercado para compra de mel chileno.

“Há uma grande notícia para nosso [chileno] setor apícola. O Brasil decidiu autorizar o ingresso [em território brasileiro] de nossas exportações de mel”, acrescentou Esteban Valenzuela.

Febre aftosa

Desde 2021, a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), principal autoridade mundial em saúde animal, reconhece o Paraná como um dos estados brasileiros livre de febre aftosa sem vacinação, ao lado de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso.

Na ocasião, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) celebrou o fato apontando que o reconhecimento internacional “coloca o Paraná em um outro patamar, permitindo-o acessar mercados que pagam mais pelos produtos com essa chancela de qualidade.”

Além disso, em maio de 2024, após o fim da última campanha nacional de imunização, o governo brasileiro anunciou que todo o rebanho nacional está livre da doença.

A autodeclaração nacional é uma etapa necessária para que a Omsa reconheça o status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação ao restante do território brasileiro.



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Boi gordo despenca em Goiás, mas mantém estabilidade em outras praças



O mercado físico do boi gordo abriu a semana mais curta após o final de semana prolongado com inexpressivo fluxo de negócios.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo.

“Em estados como Mato Grosso, o mais provável é que o mercado siga em viés de alta, considerando o bom volume pluviométrico em abril que mantém as pastagens em boas condições. Goiás também é exceção neste momento, com tentativas de compra em patamares mais baixos. Em outros estados o que se evidencia é a predominante acomodação dos preços”, assinalou.

  • São Paulo: R$ 329,92 – na quinta: R$ 330,25
  • Goiás: R$ 310,71 – antes do feriado: R$ 326,25
  • Minas Gerais: R$ 325,88 – anteriormente: R$ 325,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32 – estável
  • Mato Grosso: R$ 328,38 – na quinta: R$ 329,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta predominante acomodação dos preços no início da semana, e a expectativa é por uma reposição mais lenta ao longo da cadeia produtiva durante o restante do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha segue cotada a R$ 18,50 por quilo.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 795,713 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,208 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 159,328 mil toneladas, com média diária de 12,256 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.994,20. Em relação a abril de 2024, houve alta de 43,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 29,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,2% no preço médio.



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Preços caem no Paraná; saiba onde mais as cotações da soja recuaram



O mercado doméstico da soja teve bastante lentidão nesta terça-feira. Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, o produtor ficou meio fora, com os preços recuando em relação aos patamares observados nas últimas semanas. Por outro lado, os prêmios ficaram estáveis, com poucas variações, enquanto o dólar caiu com força e Chicago subiu pouco. Com isso, os preços no físico recuaram, deixando o mercado travado.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 136,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 118,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em alta, basicamente por conta de uma recuperação técnica. Outros pontos que ajudaram na sustentação dos preços foram a alta do petróleo, o dólar em patamar baixo frente a outras moedas e a preocupação com chuvas nos Estados Unidos, que poderiam atrasar o plantio.

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A recuperação, no entanto, seguiu limitada pelas preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e pela ampla oferta de soja sul-americana entrando no mercado.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de soja. Até 20 de abril, a área plantada estava estimada em 8%. Em igual período do ano passado, o número era de 7%. A média para os últimos cinco anos é de 5%. Na semana anterior, o plantio estava em 2%.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar ou 0,53% a US$ 10,35 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,46 por bushel, perda de 4,50 centavos ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,80 ou 0,26% a US$ 303,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 48,03 centavos de dólar, com baixa de 0,28 centavo ou 0,57%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,36%, negociado a R$ 5,7278 para venda e a R$ 5,7258 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7191 e a máxima de R$ 5,8021.



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