quarta-feira, maio 27, 2026

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Mercado de bioinsumos no México deve triplicar



México possui uma base científica importante para



México possui uma base científica importante para
México possui uma base científica importante para – Foto: Canva

Segundo projeções do Banco Mundial, o mercado global de bioinsumos deve dobrar até 2030, atingindo US$ 20 bilhões. No México, o setor acompanha esse ritmo e deve saltar dos atuais US$ 634 milhões para US$ 2 bilhões no mesmo período, impulsionado pelos benefícios agronômicos, ambientais e econômicos proporcionados pelos biofertilizantes e outros produtos biológicos.

Apesar de sua eficácia comprovada em cultivos como milho, trigo, frutas vermelhas e cana-de-açúcar, o uso de bioinsumos no país ainda enfrenta obstáculos, como a ausência de uma política pública sólida. A Biofábrica Siglo XXI, liderada por Marcel Morales Ibarra, atua há mais de duas décadas nesse campo e participa de testes com a FIRA (Agência do Banco do México), que comprovam ganhos de produtividade e redução de custos, como no caso da cana-de-açúcar em Morelos.

Nesse cenário, o México possui uma base científica importante para o desenvolvimento desses produtos, desde a criação, em 1980, do Centro de Pesquisas em Fixação de Nitrogênio da UNAM, até programas governamentais como o de biofertilização entre 1998 e 2000, que perdeu força após mudanças políticas. Morales defende o fortalecimento de iniciativas que combinem crédito, assistência técnica e regulação clara para fomentar o uso desses insumos sustentáveis.

Com o país importando 80% dos fertilizantes químicos que consome, os bioinsumos surgem como alternativa estratégica para garantir não apenas produtividade agrícola, mas também maior soberania na produção de insumos e resiliência frente às flutuações do mercado internacional.

 





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Corteva Agriscience apresenta inovações para maximizar a produtividade dos cultivos de cana-de-açúcar e citros na Agrishow 2025


A Corteva Agriscience integra a 30ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). No evento, os agricultores poderão ver de perto as principais inovações da empresa para as culturas da cana-de-açúcar e citros, pesquisadas e desenvolvidas nos últimos anos para ajudar a maximizar a produção e a proteção dos produtores rurais. O espaço da Corteva fica no Shopping Rural Coopercitrus para atender todos os visitantes e cooperados da entidade.

Com o início da safra 2025/26 de cana-de-açúcar, o produtor deve estar preparado para os desafios diários do canavial. Para auxiliá-los, o Time de Especialistas da Linha Cana da Corteva estará no evento tirando dúvidas e apresentando o portfólio em evolução e cada vez mais robusto e inovador, composto por herbicidas, inseticidas, fungicidas, maturador e inibidor de florescimento e isoporização.

Entre os lançamentos da Corteva na Agrishow 2025, o Linear®, herbicida para o manejo das principais plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle, como Mamona (Ricinus communis) e Mucuna (Mucuna pruriens). A nova solução da Corteva, molécula inédita para a cultura da cana-de-açúcar, pesquisada e desenvolvida ao longo de anos para auxiliar os produtores no controle das invasoras que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, é altamente seletiva e flexível. Linear® pode ser aplicado o ano todo e em todas as fases da cultura, e é em pré-emergência das plantas daninhas onde ele se destaca, pois possui características que promovem controle superior e surpreendente, sendo que não podemos deixar de destacar sua performance e benefício adicional em pós-emergência para um amplo espectro de invasoras. Sua flexibilidade faz com que possa ser aplicado o ano todo em todas as modalidades de aplicação (costal, tratorizada, aérea via aeronaves de aplicação e drones).

No manejo das invasoras no canavial, a Corteva também conta com Coact®, herbicida seletivo que pode ser aplicado em cana-planta e cana-soca, em pré e pós-emergência da cultura, garantindo grande flexibilidade de uso. Outro destaque da solução é o seu longo residual, mesmo com aplicação em temporada úmida ou seca, Coact® é eficiente no manejo de folhas largas como o complexo de cordas-de-viola e em folhas estreitas como Digitarias.

Outra inovação da Linha Cana é o controle da broca da cana: o Revolux®. O inseticida possui a tecnologia Jemvelva Active TM, atuando com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana, com seletividade aos inimigos naturais, e tornando-se uma referência em solução para o manejo integrado de pragas (MIP) ao permitir rotacionar grupos químicos dentro da estratégia do manejo de resistência. Revolux® atua na redução inicial da praga devido a sua rápida velocidade de ação sobre as lagartas, sendo uma de suas características exclusivas, sua ação ovicida.

Ferramentas para o controle do inseto transmissor do greening

Na Agrishow, a Linha Citrus da Corteva apresenta suas inovações em inseticidas, fungicidas e herbicidas, em constante crescimento com o objetivo de entregar soluções diferenciadas para o agricultor. O destaque para o evento são as suas ferramentas tecnologias para o manejo da principal praga que impacta os citricultores: o psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp., que causa o greening, os inseticidas Delegate® e Verter® SC. Os produtos pertencem aos grupos químicos das espinosinas e sulfoxaminas, que são mais eficientes no controle da praga, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), com base no estudo do Laboratório de Resistência de Artrópodes da Esalq/USP, realizado em quatro microrregiões do cinturão citrícola do Estado de São Paulo, do Triângulo e do Sudoeste Mineiro, divulgado pela plataforma Avalia Greening, que disponibiliza, gratuitamente, os resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening em pomares comerciais.

Delegate® controla o psilídeo e o bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). Hoje, o produto está registrado para mais de 70 culturas e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo, tendo conquistado o prêmio de química verde, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). O inseticida possui modo de ação único no mercado, composto pela molécula Jemvelva™ Active, exclusiva da Corteva, e apresenta alto poder de choque, amplo espectro de controle, efeito residual prolongado, seletividade e menor intervalo de segurança, podendo ser colhido um dia após a aplicação. Já o inseticida Verter® SC possui registro para o controle do psilídio e do pulgão e é o único com tecnologia para o controle de Cochonilha Escama farinha (Unaspis citri). Com ação sistêmica e translaminar, o produto tem alto poder de choque e residual, gerando resultados imediatos nas populações de pragas.





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Arroba do boi gordo tem queda generalizada; veja cotações



O mercado físico do boi gordo se depara com queda dos preços nas principais praças de produção e comercialização do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento que teve início em São Paulo ganhou corpo e afetou outros estados, a exemplo de Mato Grosso, Minas Gerais e Rondônia.

“As escalas de abate evoluem, em um momento em que o escoamento da carne não é tão positivo assim. A expectativa é que as indústrias voltem à carga e passem a exercer pressão de forma mais rotineira no mercado. Já as exportações em ótimo nível são um limitador importante para movimentos mais agressivos de queda no curto prazo.”

  • São Paulo: R$ 327,58 – ontem: R$ 327,25
  • Goiás: R$ 310,18 – na quarta: R$ 310,36 
  • Minas Gerais: R$ 320,29 – anteriormente: R$ 326,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,64 – ontem: R$ 323,75
  • Mato Grosso: R$ 326,35 – na quarta: R$ 328,72 

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer desta quinta-feira, e o ambiente de negócios sugere por um escoamento mais lento das carnes no restante do mês, considerando um perfil de demanda mais comedido após a Páscoa.

“Importante mencionar que ainda há um bom potencial de consumo durante a primeira quinzena de maio, considerando o Dia das Mães”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 20,50 por quilo e a ponta de agulha é cotada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,6927 para venda e a R$ 5,6907 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6624 e a máxima de R$ 5,7044.



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Quinta-feira com mais movimentação no mercado da soja; apenas uma região apresenta queda nos preços



O mercado doméstico de soja teve um dia melhor negociado nesta quinta-feira (24), com preços entre a estabilidade e leves altas puxadas pela CBOT. No entanto, segundo informações da consultoria Safras & Mercado, a queda do dólar acabou limitando um pouco os ganhos. Os prêmios seguiram estáveis.

Os melhores negócios aconteceram via porto, enquanto a indústria vem cadenciando as ofertas, já que o vendedor segue pedindo um spread alto. Isso pressiona as margens e acaba segurando compras maiores por parte da indústria.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): aumentou de R$ 135,00 para R$ 135,50
  • Cascavel (PR): aumentou de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 115,00 para R$ 116,50
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Rio Verde (GO): aumentou de R$ 115,00 para R$ 116,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta. Compras especulativas garantem a alta, em meio a um cenário de menor aversão ao risco no mercado financeiro global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu sinais de que quer negociar as tarifas com a China. O distensionamento aparente na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo tranquilizou, por ora, os mercados. A soja acompanhou este bom desempenho.

Os agentes seguem de olho no clima sobre a região produtora dos Estados Unidos. Após as recentes chuvas, a previsão de clima mais seco nos próximos dias. O impacto do clima sobre o plantio nos Estados Unidos merece atenção.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 5,25 centavos de dólar ou 0,5% a US$ 10,40 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,50 1/4 por bushel, ganho de 4,25 centavos ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,90% a US$ 298,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 48,34 centavos de dólar, com alta de 0,31 centavo ou 0,64%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,42%, negociado a R$ 5,6927 para venda e a R$ 5,6907 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6624 e a máxima de R$ 5,7044.



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Brasil registra aumento de 153% no volume de exportação de arroz 



O Brasil exportou 158,5 mil toneladas de arroz (base casca) em março de 2025, com receita de US$ 45,3 milhões, conforme relatório mensal da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

O volume embarcado no último mês cresceu 153% na comparação com fevereiro, quando as remessas totalizaram 62,5 mil toneladas. Também houve ganhos 109% na receita. O resultado segue positivo quando comparado a março do ano passado, com crescimento de 86% em quantidade e de 5% em faturamento.

“Neste ano, o principal item exportado foi o arroz em casca, matéria-prima com menor valor agregado, enquanto em 2024 predominou o arroz branco. Por isso, observamos essa discrepância entre volume e receita”, avalia o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

Segundo ele, o crescimento do volume de arroz em casca exportado está diretamente relacionado à colheita da nova safra, que resultou em maior oferta dessa matéria-prima no mercado.

Principais destinos do arroz brasileiro

México, Senegal e Nicarágua foram os principais destinos do arroz brasileiro no primeiro trimestre de 2025, em termos de volume. Considerando apenas o mês de março, Senegal lidera o ranking, seguido por Venezuela e México.

Em relação às importações, o Brasil comprou, no mês passado, 117 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 32,5 milhões. Conforme a Abiarroz, houve queda de 4% nas importações se comparado ao montante adquirido no mesmo mês de 2024. Em termos de valor, a redução foi de 33%.

Já os envios de arroz beneficiado pela indústria ao exterior somaram 84,3 mil toneladas em março de 2025, com receita correspondente a US$ 27,5 milhões. De acordo com a entidade, as exportações se mantiveram estáveis na comparação com o mesmo período do ano anterior; já em receita, houve queda de 36,3%.



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Famílias pecuaristas afetadas pela seca receberão sacas de milho na Bahia


Cerca de 25 mil famílias pecuaristas que criam caprinos, ovinos e vacas leiteiras em municípios afetados pela estiagem na Bahia, receberão do governo do Estado, 250 mil sacas de milho para alimentação dos animais.

O anúncio foi feito durante reunião do governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta quarta-feira (23), com prefeitos das 89 cidades com decretos de emergência para dialogar sobre ações imediatas para mitigação da seca na Bahia.

As sacas de milho serão entregues às famílias inscritas no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

Sacas de milho serão distribuídas pelo governo da Bahia a famílias pecuaristas do estado afetadas pela estiagemSacas de milho serão distribuídas pelo governo da Bahia a famílias pecuaristas do estado afetadas pela estiagem
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Os municípios com decreto de emergência por estiagem na Bahia poderão se cadastrar, a partir desta quinta-feira (24), no Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional do governo estadual para receber o benefício.

“Estaremos de mãos dadas com os prefeitos, com ações de água, alimentação animal, entrega de equipamentos, de cestas básicas, para garantir a assistência aos municípios durante todo o período de estiagem”, garantiu Jerônimo Rodrigues.

De acordo com o Governo da Bahia, a iniciativa, coordenada pela da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), destinará R$ 32 milhões para distribuição dos suprimentos às famílias pecuaristas.

Para atendimento aos municípios, será aberta inscrição no site para que as prefeituras municipais homologadas realizem um cadastro, com o número do decreto, e recebam o benefício.

Entregas

Serão 12 pontos de distribuição espalhados pela Bahia, que vão atender os territórios de Irecê, Velho Chico, Chapada Diamantina, Piemonte do Paraguaçu, Piemonte da Diamantina, Sudoeste Baiano, Médio Rio de Contas, Vale do Jiquiriçá, Itaparica, Piemonte Norte do Itapicuru, Sertão do São Francisco, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Sisal, Bacia do Jacuípe, Semi-Árido Nordeste II, Litoral Norte, Agreste Baiano e Portal do Sertão.

reunião do governador Jerônimo Rodrigues, com municípios afetados pela seca; milhoreunião do governador Jerônimo Rodrigues, com municípios afetados pela seca; milho
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O cronograma prevê entregas do dia 28 de abril a 30 de maio. Durante a reunião, o chefe do executivo baiano também sinalizou que outras ações estão sendo planejadas, em parceria com municípios e com o Governo Federal, para atender demandas específicas de cada cidade baiana. Uma delas, comum aos municípios, é o abastecimento de água.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Paridade de exportação do milho sobe 8% em Mato Grosso



Exportação de milho ganha força em abril




Foto: Divulgação

A média da paridade de exportação do milho em Mato Grosso apresentou alta de 8,05% na primeira quinzena de abril, em comparação ao mesmo período de março, conforme apontou a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (21). O cálculo, baseado no contrato com vencimento em julho de 2025, alcançou R$ 49,12 por saca.

Segundo o Imea, o principal fator que impulsionou a elevação foi o aumento de 35,78% nos prêmios pagos no porto de Santos. “Na primeira quinzena de abril, os prêmios ficaram, em média, em US$ 0,75 por bushel”, informou o instituto. Além disso, as cotações na bolsa de Chicago (CME Group) também influenciaram o resultado, com alta de 1,84% no período.

Na comparação anual, a paridade registrada neste ano está 52,55% acima do valor observado na primeira quinzena de abril de 2024. Na ocasião, a média foi de R$ 32,20 por saca, com base no contrato de julho daquele ano.

“A valorização dos prêmios no porto de Santos, que subiram 53,27%, somada à elevação de 16,01% no dólar, explicam grande parte desse avanço anual”, afirmou o Imea.





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CNA propõe R$ 594 bi no Plano Safra e reformas no seguro agrícola



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou ao Ministério da Agricultura suas propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026, o Plano Safra. O documento foi apresentado pelo diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, ao secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, nesta quinta-feira (24).

O material foi construído com base em reuniões regionais com federações estaduais, sindicatos rurais, produtores e entidades setoriais de todo o país. A proposta destaca dez pontos prioritários para o próximo Plano Safra, em meio a um cenário que combina restrições domésticas, alta de juros e instabilidade geopolítica.

A CNA defende a revisão das condições operacionais do crédito rural, ampliação dos recursos disponíveis, modernização do seguro agrícola e desburocratização do acesso ao financiamento, especialmente para pequenos e médios produtores.

Entre os principais desafios apontados estão a alta volatilidade cambial, aumento dos custos com insumos e o risco de elevação da taxa Selic para 15% ao ano, o que pode afetar o custo e a oferta de crédito rural.

Segundo a entidade, o Plano Safra tem papel estratégico para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor. Por isso, o documento propõe:

As 10 propostas da CNA para o Plano Safra 2025/26:

  1. Aprovação do PL 2951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, que moderniza o seguro rural e operacionaliza o Fundo Catástrofe.
  2. Garantia de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com aplicação integral e suplementação, se necessário.
  3. Disponibilização de R$ 594 bilhões no Plano Safra: R$ 390 bilhões para custeio e comercialização, R$ 101 bilhões para investimentos e R$ 103 bilhões para a agricultura familiar, com execução eficiente dos recursos.
  4. Prioridade a pequenos e médios produtores, com recursos para linhas como Pronaf, Pronamp, PCA, Proirriga, Inovagro e Renovagro.
  5. Melhoria do ambiente de negócios, com redução de burocracias e incentivo à ampliação de fontes de financiamento, como o mercado de capitais.
  6. Modernização do Proagro, com foco em maior eficiência orçamentária e proteção ao produtor rural.
  7. Revisão dos limites de renda dos programas Pronaf e Pronamp, ajustando-os à realidade produtiva atual.
  8. Incentivos a práticas socioambientais, com possibilidade de redução de taxas ou ampliação do limite financiável, sem onerar o produtor.
  9. Harmonização das regras ambientais, eliminando entraves criados por resoluções que extrapolam a legislação vigente.
  10. Combate à venda casada e redução de custos acessórios do crédito rural, por meio de atualização das normas do mercado registrador.



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Embrapa Soja celebra 50 anos com workshop em Londrina; saiba como participar



Para celebrar seus 50 anos, a Embrapa Soja realiza no próximo dia 26 de maio, das 13h30 às 18h, um workshop especial na sede da instituição, em Londrina (PR). Intitulado “Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas”, o evento reunirá nomes de destaque da cadeia produtiva da soja para discutir a trajetória da Embrapa e os caminhos futuros da sojicultura brasileira. As inscrições já estão abertas aqui, de forma gratuita.

Fundada em 16 de abril de 1975, a Embrapa Soja tem sido protagonista no avanço tecnológico da cultura no Brasil, contribuindo diretamente para que o país se tornasse líder mundial na produção de soja. O workshop será uma oportunidade para celebrar essas conquistas, refletir sobre os desafios atuais e vislumbrar os próximos passos da pesquisa e inovação no setor.

Especialistas do workshop

O evento contará com dois painéis temáticos. O primeiro, “Liderança brasileira na produção mundial de soja: papel da Embrapa Soja”, terá a presença de Décio Luiz Gazzoni, Antônio Márcio Buainain e Rubens José Campo, com moderação de Ricardo Arioli Silva, da CNA.

Na segunda parte do evento, o painel “Desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva da soja brasileira” reunirá Maurício Buffon (Aprosoja Brasil), Carlos Ernesto Augustin (Ministério da Agricultura), Romeu Kiihl e José Francisco Ferraz de Toledo, sob a moderação de Alexandre Lima Nepomuceno, atual chefe-geral da Embrapa Soja.

Programação

A programação do evento começa às 13h30, com a recepção dos convidados e a solenidade de abertura. Em seguida, às 14h15, será realizado o Painel 1, que abordará o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja. Após um intervalo para café às 15h45, o evento retoma às 16h10 com o Painel 2, dedicado ao debate sobre desenvolvimento tecnológico e inovação na sojicultura. O encerramento está previsto para as 18h.



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Onça que matou caseiro em fazenda no Pantanal é capturada pela polícia



A força-tarefa da PMA (Polícia Militar Ambiental) capturou, na madrugada desta quinta-feira (24), a onça-pintada que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalo, 60 anos, próximo ao pesqueiro Touro Morto, no município de Aquidauana, no Pantanal sul mato-grossense.

O caso aconteceu na segunda-feira (21) e o animal, um macho, foi apanhado com o apoio de um especialista em animais de grande porte e guias locais. O onça é monitorada – temperatura e frequência cardíaca –, e será levada para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande.

“Vamos avaliar e tentar entender o que aconteceu”, disse o pesquisador Gediendson Araújo, que participou da captura da onça.

Na quarta-feira (23), durante coletiva de imprensa o secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, explicou que ataques de onças, como o que ocorreu, são extremamente incomuns na região.

“Estamos diante de um caso muito atípico. Esse não é um comportamento habitual da espécie. A captura do animal é essencial para entendermos o que motivou essa atitude e para que possamos estudar seu comportamento com mais precisão”, afirmou Falcette.

As câmeras de segurança instaladas na sede da fazenda onde o ataque ocorreu, além de vídeos e fotos que registram a rotina dos animais nas proximidades da sede, foram encaminhadas para perícia. O material pode ajudar a esclarecer o comportamento da onça-pintada e fornecer pistas sobre os momentos que antecederam o ataque.

“Uma das poucas certezas até o momento é a de que havia oferta de alimento, conhecido como ceva, para atrair animais silvestres no local. A prática, além de configurar crime ambiental, é extremamente perigosa, pois pode provocar alterações no comportamento natural dos animais”, disse o coronel José Carlos Rodrigues, comandante da PMA.





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