terça-feira, maio 26, 2026

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INSS elabora ressarcimento a aposentados e pensionistas; Lupi cai



O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está elaborando uma proposta de Plano de Ressarcimento Excepcional para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos não autorizados por entidades associativas. A medida foi discutida em reunião na tarde desta sexta-feira (2), conduzida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e que contou com a presença do novo presidente do INSS.

Um pouco mais tarde, o agora ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu demissão. O ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, será o novo ministro.

Plano de ressarcimento

"A proposta está em fase final de elaboração e, tão logo seja concluída, será submetida no início da próxima semana à Casa Civil da Presidência da República, para posterior apresentação ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União", informou a AGU, em nota.

A pasta instituiu um Grupo Especial, com suporte da Dataprev e do próprio INSS, para resolver a situação causada a milhões de aposentados e pensionistas. A devolução dos recursos cobrados indevidamente foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abordou o tema em seu mais recente pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

O novo presidente do INSS afirmou, durante a reunião, que vai determinar a abertura Procedimentos Administrativos de Responsabilização de Pessoas Jurídicas (PAR), com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), em desfavor das entidades investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos, bem como as entidades classificadas na investigação como de fachada.

Da parte da AGU, Jorge Messias determinou, segundo o que foi informado, a instauração de procedimentos preparatórios para ajuizamento de ações de improbidade administrativa.

"Os denominados Procedimentos de Instrução Prévia (PIP) investigarão as condutas dos agentes públicos e das pessoas jurídicas objeto de apuração na Operação Sem Desconto com vistas à plena responsabilização administrativa dos envolvidos", disse a pasta.

Ministro pede demissão

Também nesta sexta, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, após se reunir com Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, o Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, indicado pelo PDT, que é presidido pelo próprio Lupi.

Escândalo no INSS

A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados.

A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos.
Mudanças no INSS

O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e de um policial federal lotado em São Paulo.

Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSS.

A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.



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Como a inflação dos alimentos afeta sua produção e vendas?


Na interatividade, perguntamos como a inflação dos alimentos afeta a produção e a venda. Dos participantes, 64% responderam que o custo dos insumos subiu e a margem de lucro caiu. Em segundo lugar, com 20%, relataram dificuldade em reajustar os preços sem perder clientes. Por fim, 16% mencionaram a necessidade de produzir mais com menos recursos

“Os custos dos insumos agrícolas para pequenos produtores incluem itens como sementes, fertilizantes, defensivos, energia, transporte, e mão de obra, que podem ser significativamente afetados por fatores como preço, disponibilidade e políticas governamentais. Sem falar que o acesso ao crédito às vezes é difícil para o micro e pequenos produtor e a logística nas áreas rurais acaba sendo mais caro”, explica o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud.

  • Planejamento de produção e orçamento
  • Negociação e compra em grupo (insumos)
  • Utilização de tecnologias mais eficientes (redução do uso de alguns insumos)
  • Diversificação da produção pode reduzir a dependência de alguns insumos
  • Adoção de práticas sustentáveis
  • Busca de apoio técnico e orientação

Toda quinta tem enquete nova do Porteira Aberta Empreender. Participe, mande sua opinião porque é com base na interatividade que o projeto vai organizar pautas e entrevistas. A resposta da pergunta da semana você confere todos os sábados no canal do YouTube do Canal Rural. 



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Tocantins gera 5,9 mil empregos formais no início de 2025


O Tocantins alcançou um novo marco na geração de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados na quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o estado criou mais de 9,5 mil vagas formais. No primeiro trimestre de 2025, foram 5,9 mil novos postos, o maior número desde o início da série histórica em 2020.

“O Tocantins alcançou mais um marco histórico ao gerar mais de 5,9 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025. Isso é resultado direto de um governo que trabalha com responsabilidade, planejamento e compromisso. Estamos avançando com segurança, atraindo investimentos, fortalecendo o setor produtivo e, principalmente, garantindo oportunidades reais para nossa gente”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

O levantamento aponta crescimento nos cinco grandes setores da economia estadual no primeiro trimestre, com destaque para o setor de serviços, que gerou 2.971 vagas. Em seguida aparecem agropecuária, com 898 postos, comércio, com 881, construção, com 716, e indústria, com 502 novas vagas.

Os dados mostram que 70% das novas contratações, o equivalente a 4.176 vagas, foram preenchidas por homens. Jovens de 18 a 24 anos ocuparam 44% das novas vagas, totalizando 2.650 empregos formais.

Em março de 2025, o estado atingiu um estoque de 264 mil vínculos ativos, o maior para o mês desde 2020. O salário médio real de admissão foi de R$ 1.902,94, alta de 2,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O estado conta atualmente com 150.873 empresas ativas, de acordo com dados de abril de 2025. No primeiro trimestre, foram abertas 10.017 novas empresas, o maior número para o período nos últimos cinco anos.





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Tecnologia de pulverização de precisão reduz custos no arroz



Sensores ajudam a poupar defensivos no arroz


Foto: Pixabay

O uso de pulverizadores de alta precisão tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no cultivo de arroz, contribuindo para a redução de custos e impactos ambientais. A tecnologia, baseada em sensores de precisão e sistemas de mapeamento, permite a aplicação seletiva de defensivos agrícolas apenas nas áreas que realmente necessitam de controle, evitando o uso indiscriminado de insumos.

A aplicação localizada, orientada por imagens georreferenciadas e análises em tempo real, melhora a eficiência do processo ao direcionar os produtos para pontos específicos da lavoura. Com isso, há menor exposição de áreas sadias aos defensivos e redução no volume total de produtos utilizados.

Especialistas destacam que a tecnologia não apenas diminui o gasto com insumos, mas também contribui para o equilíbrio ambiental ao reduzir o risco de contaminação do solo e da água. Além disso, os sistemas de monitoramento possibilitam o acompanhamento contínuo da sanidade da lavoura, o que facilita decisões mais rápidas e assertivas durante o ciclo produtivo.

A adoção da pulverização de alta precisão no arroz vem ganhando espaço em diferentes regiões produtoras, impulsionada pela busca por práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis. Produtores apontam benefícios no controle mais efetivo de pragas e doenças, sem comprometer a produtividade e com maior retorno sobre o investimento em tecnologia.





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Tributação e proteção patrimonial viram foco estratégico



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio”



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio"
“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio” – Foto: Pixabay

Com o Brasil ganhando espaço no mercado global como fornecedor agrícola, especialmente diante das tensões entre EUA e China, produtores enfrentam desafios internos como inflação, câmbio volátil e insegurança jurídica. Nesse cenário, estratégias tributárias e patrimoniais passaram a ocupar lugar central na gestão do agronegócio, impulsionando segurança e competitividade.

No campo tributário, uma decisão recente do Carf trouxe alívio ao setor sucroenergético ao permitir a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins nas operações ad rem de combustíveis. Segundo o tributarista Otávio Massa, da Evoinc, essa medida técnica aumenta a segurança jurídica e pode melhorar o fluxo de caixa das usinas, com possibilidade de aplicação administrativa sem necessidade de judicialização.

Já a proteção patrimonial ganha urgência diante de ativos cada vez mais valiosos, como máquinas agrícolas que superam os R$ 5 milhões. Riscos como divórcios, falecimentos e dívidas pessoais ameaçam o capital produtivo quando não há separação entre bens pessoais e empresariais. Para o especialista Luiz Felipe Baggio, da Evoinc, a criação de holdings familiares pode mitigar esses riscos e ainda gerar benefícios fiscais.

“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio, sem a proteção jurídica necessária. A criação de holdings familiares e outros instrumentos extrajudiciais pode assegurar a continuidade dos negócios e ainda gerar ganhos tributários relevantes”, comenta.

Na avaliação dos especialistas, o atual momento exige mais do que produção no campo — exige maturidade na gestão jurídica. Estruturar operações com foco em eficiência tributária e blindagem patrimonial tornou-se essencial para enfrentar incertezas e aproveitar as oportunidades do agronegócio no cenário internacional.

“Quem se antecipa e estrutura sua operação do ponto de vista tributário e patrimonial tende a atravessar períodos de incerteza com mais segurança e a aproveitar melhor as oportunidades do mercado global”, resume Baggio.

 





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Soja fecha em alta em Chicago com apoio do óleo


De acordo com análise da TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio na bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (2) com alta de 0,53%, ou US\$ 5,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1040,25. A valorização foi impulsionada principalmente pelo desempenho do óleo de soja, que subiu 1,61% no dia. Por outro lado, o contrato de julho recuou 0,55% e fechou a US\$ 1050,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio caiu 0,21% (US\$ 3,5) para US\$ 286,5/ton curta, enquanto o óleo atingiu US\$ 49,36/libra-peso.

O movimento de alta da oleaginosa esteve atrelado à notícia de que a China praticamente zerou suas exportações de óleo de cozinha usado para os Estados Unidos, o que pode aumentar a demanda interna norte-americana por óleo de soja. Esse cenário deu força às cotações do óleo, puxando consigo o grão. No pano de fundo, há também rumores de novos contatos entre os governos dos EUA e da China para tentar aliviar as tensões comerciais, embora não se saiba qual lado teria iniciado o diálogo.

Mesmo com essas especulações, as exportações de soja norte-americana seguem vulneráveis à concorrência com o Brasil e a Argentina. Ele destaca que os produtores sul-americanos estão vendendo volumes expressivos, pressionados pelo avanço da colheita, necessidade de liquidez e expectativa de alta nos custos logísticos. Na Argentina, há ainda a previsão de aumento das tarifas de exportação de 26% para 33% a partir de 30 de junho, o que também estimula vendas antecipadas.

No relatório semanal de exportações divulgado pelo USDA, as vendas de soja dos EUA entre 18 e 24 de abril totalizaram 428,2 mil toneladas para a safra 2024/25, um aumento de 55% em relação à semana anterior e 27% acima da média das quatro semanas anteriores. A China foi a principal compradora, com 139,4 mil toneladas. O USDA também registrou vendas de 50 mil toneladas da safra 2025/26, destinadas integralmente ao México.

 





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Clima e guerra tarifária afetam preço da soja


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana entre 15 de abril e 1º de maio, apontou que as cotações da soja recuaram na Bolsa de Chicago. O bom ritmo do plantio nos Estados Unidos e a oferta expressiva da América do Sul neutralizaram os efeitos da trégua anunciada pelo ex-presidente Donald Trump na guerra comercial com a China e outros países.

“A queda só não foi maior porque, enquanto o farelo de soja recuou 1,3% no valor médio de abril em relação a março, o óleo de soja subiu 11,8%”, informou a Ceema.

O contrato para o primeiro mês de vencimento fechou a quinta-feira (1º) cotado a US$ 10,40 por bushel, frente aos US$ 10,34 da véspera e abaixo dos US$ 10,53 registrados na semana anterior. A média de abril ficou em US$ 10,28, com alta de 2,3% sobre março, mas ainda inferior aos US$ 11,64 por bushel apurados em abril de 2024.

Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançava 18% da área esperada até 27 de abril, superando a média histórica de 12% para o período. Na semana encerrada em 24 de abril, os embarques de soja somaram 439.431 toneladas, dentro das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques norte-americanos atingem 43,1 milhões de toneladas, 11% acima do mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as vendas de soja seguem lentas, mesmo com a implantação de um sistema de banda cambial pelo governo local. “As vendas continuam no ritmo mais fraco dos últimos 11 anos, alcançando apenas 24% da safra de 49 milhões de toneladas colhidas em 2024/25”, destacou a Ceema. O país é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja.

O mercado global da oleaginosa permanece atento à guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos e ao progresso da nova safra norte-americana. O clima no Meio-Oeste dos EUA é apontado como fator central de monitoramento nesta fase. Além disso, a situação financeira dos EUA influencia diretamente a atuação dos fundos de investimentos em Chicago.

“A economia enfraquecida nos Estados Unidos e no mundo, consequência do erro de Donald Trump ao impor tarifas às importações, afeta fortemente as commodities em geral e a soja em particular”, avaliou a Ceema. Por enquanto, a demanda chinesa bem abastecida não tem provocado movimentos positivos no mercado.





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Exportações de soja dos EUA crescem



Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora no clima



Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas
Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas – Foto: Divulgação

Segundo dados do Departamento de Análise da TF Agroeconômica, com base no relatório semanal do USDA divulgado em 25 de abril, as vendas norte-americanas de soja para a safra 2024/25 somaram 428,2 mil toneladas na semana encerrada em 24 de abril, um aumento de 55% em relação à semana anterior. A China liderou as compras com 139,4 mil toneladas, mesmo em meio a tensões comerciais. Também foram reportadas vendas de 50 mil toneladas para a safra 2025/26, destinadas integralmente ao México.

Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas no cinturão agrícola dos EUA. A área com algum nível de seca foi reduzida de 21% para 15%, conforme dados atualizados pelo USDA, refletindo o impacto positivo das recentes chuvas. A expectativa é de que o cenário climático continue pressionando os preços para baixo, em razão da boa oferta prevista.

Enquanto isso, os preços pagos ao produtor brasileiro tiveram comportamentos variados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, houve alta em Campo Novo (R$ 127,00/saca) e Chapada (R$ 127,00), mas quedas em Cruz Alta (R$ 124,00) e Santa Rosa (R$ 123,00). Em Mato Grosso do Sul, Ponta Porã apresentou alta de 3,42%, enquanto em Maracaju e Dourados os preços subiram 1,67%. A maior valorização ocorreu em Luís Eduardo Magalhães (BA), com alta de 6,47%.

No cenário internacional, crescem rumores de reaproximação entre EUA e China nas negociações comerciais. Após negativas chinesas às falas de Donald Trump, fontes próximas ao governo chinês afirmaram que a administração norte-americana teria buscado contatos para aliviar a tensão tarifária. Essa possível trégua pode influenciar positivamente os volumes exportados e os preços internacionais da soja nos próximos meses.

 





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Milho fecha de forma mista em Chicago



O cenário atual demonstra uma disputa entre fundamentos de alta e baixa



Milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas
Milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas – Foto: Agrolink

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado futuro de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quinta-feira com cotações mistas, influenciado pela combinação de uma demanda externa robusta e pelas condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, que reforçam a possibilidade de uma safra recorde no país. O contrato de maio, utilizado como referência para a safra de verão brasileira, recuou 0,64%, ou -3,00 cents/bushel, fechando a US\$ 464,25. Já o contrato de julho caiu 0,68%, ou -3,25 cents/bushel, encerrando o dia a US\$ 472,25.

Apesar da leve queda nos preços, segundo a consultoria, o milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas. Na comparação semanal, as vendas externas caíram 12%, mas continuam elevadas. O México se destacou como principal comprador, sendo responsável por uma parcela significativa das aquisições para as safras 2024/25 e 2025/26, evidenciando o avanço nas negociações comerciais com os EUA. Essa demanda consistente atua como fator de suporte para os preços em meio à expectativa de maior oferta.

O cenário atual demonstra uma disputa entre fundamentos de alta e baixa: de um lado, a força das exportações e os acordos comerciais; de outro, a previsão de uma colheita abundante, que pode pressionar o mercado nos próximos meses. Os investidores permanecem atentos à evolução do clima no cinturão do milho americano e aos desdobramentos das negociações com países compradores, especialmente o México, que deve continuar como peça-chave na demanda internacional por milho dos EUA. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





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Coreia do Sul zera tarifa para cota de 10 mil t do Brasil



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que a Coreia do Sul isentou a tarifa de importação sobre uma cota de 10 mil toneladas de carne suína congelada do Brasil — com exceção do corte “barriga”. Até então, o produto brasileiro era taxado em 25%.

Segundo o Mapa, a medida representa um avanço nas tratativas bilaterais e fortalece o acesso da carne suína nacional a um dos mercados mais relevantes da Ásia. A decisão coreana foi comemorada pelo setor produtivo brasileiro.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio e destacou a importância do gesto sul-coreano para a ampliação das exportações brasileiras. “O estabelecimento de uma cota isenta é um sinal importante para os avanços das exportações brasileiras de carne suína para a Coreia do Sul, conquistada pelo Ministério da Agricultura”, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Santin, em nota.

Santin também ressaltou que a negociação está relacionada ao reconhecimento sanitário de estados brasileiros livres de febre aftosa sem vacinação. Até o momento, apenas Santa Catarina tem autorização para exportar carne suína à Coreia do Sul, por ser o único estado com esse status oficialmente reconhecido. Contudo, há expectativa de ampliação do acesso para outras regiões, como Paraná e Rio Grande do Sul.

A Coreia do Sul ocupa a 16ª posição entre os destinos das exportações brasileiras de carne suína. No primeiro trimestre de 2025, o país importou 3,7 mil toneladas do produto nacional. Com consumo per capita de aproximadamente 29 quilos por ano, os sul-coreanos são o quarto maior mercado global para carne suína. Em 2024, o volume total importado pelo país chegou a 785 mil toneladas, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).



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