quarta-feira, março 25, 2026

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semeadura da soja fica abaixo do ritmo de 2024



Crédito limitado atrasa definição de áreas de soja



Foto: Pixabay

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, impulsionada pela umidade adequada do solo e pela liberação gradual das áreas antes destinadas às culturas de inverno. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19). Segundo o documento, “a área implantada avançou de 28% para 43% do total projetado”, embora o índice ainda esteja abaixo da média dos últimos cinco anos. No mesmo período de 2024, o percentual era de aproximadamente 50%.

A Emater/RS-Ascar informou que a predominância de condições meteorológicas estáveis permitiu acelerar as operações de campo, apesar de interrupções pontuais provocadas por episódios de instabilidade. O órgão destacou que a emergência das lavouras ocorre de forma uniforme, com “bom estande de plantas e desenvolvimento inicial compatível ao estágio fenológico”.

O informativo também aponta que limitações de crédito e restrições financeiras em algumas regiões retardaram a definição das áreas efetivamente cultivadas. Conforme o relatório, arrendadores e arrendatários negociam ajustes nos valores dos contratos “diante da expectativa de menor retorno por unidade de área na safra atual”.

As práticas de manejo pré-emergente e a dessecação sequencial seguem amplamente utilizadas para o controle de plantas daninhas de difícil manejo, especialmente em áreas que permaneceram em pousio durante o inverno.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha no Estado.





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Deral: plantio de soja no Paraná atinge 97% da área



O plantio da safra de soja 2025/26 está em fase final ou já concluído na maioria das regiões do Paraná, com 97% da área colhida, inclusive onde houve necessidade de replantio devido ao excesso de chuvas e episódios de granizo.

Segundo boletim divulgado nesta terça-feira (25), pelo Departamento de Economia Rural (Deral), 92% das lavouras estão em boas condições, 7% em quadro considerado médio e 1%, ruim.

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O Deral aponta que 61% estão em desenvolvimento vegetativo, 6% em germinação, 28% em floração e 5% em frutificação. “As lavouras em emergência e desenvolvimento vegetativo apresentam bom vigor, com avanço gradual para floração em parte das áreas”, disse o órgão, em nota.

Além disso, foi registrado que o excesso de umidade no início do ciclo provocou atrasos pontuais, mas o estabelecimento geral das plantas é considerado adequado.

Safra de milho 25/26

Quanto à safra de verão de milho 2025/26, o departamento informou que o plantio foi concluído. Do total das lavouras, 74% estão em desenvolvimento vegetativo, 24% em floração e 2% em frutificação.

A maioria apresenta boas condições (92%), 7% estão em condição média e 1% em condição ruim. “As condições de umidade e temperatura têm favorecido o crescimento das plantas. Os produtores seguem com os tratos culturais”, afirmou o órgão.

Trigo

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral destaca que a produtividade e a qualidade superaram as expectativas iniciais em grande parte das áreas, apesar de danos pontuais causados por condições climáticas severas em algumas regiões.

O boletim aponta que o cereal já foi colhido em 99% da área semeada, com 73% das lavouras em boas condições e 27% em condições médias. Atualmente, 99% das lavouras estão em fase de maturação e 1% em frutificação.



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Empresas brasileiras adaptam máquinas agrícolas para vender na Europa


Empresas brasileiras de máquinas e implementos agrícolas parecem ter encontrado uma sólida porta de entrada na Europa: o leste do continente. Durante a Agritechnica 2025, maior feira do setor no mundo, realizada em Hannover, na Alemanha, entre 9 e 15 de novembro, Stara, Vence Tudo e Colombo foram além da presença institucional e expuseram produtos.

Em comum, as três sintetizavam os desafios das mais de 30 marcas nacionais presentes no evento, recorde até então: o atendimento às normas técnicas do Velho Mundo, os entraves logísticos e o estabelecimento de um nome que se faça lembrar em meio ao de gigantes que fornecem para os produtores do norte do globo há mais de um século.

O executivo internacional de vendas da Colombo, Breno Masalskiene, conta que já nos primeiros dias de feira, a empresa conquistou abertura de dois novos mercados: Romênia e Hungria. Assim, a empresa passa a exportar máquinas, como as colhedoras de feijão, responsáveis por 80% das vendas e que são comercializadas a uma média de 60 mil euros, e as de amendoim, a 16 nações europeias.

“Porém, até então, o nosso maior mercado europeu é a Polônia, onde já vendemos mais de 200 colhedoras de feijão em cinco anos. Como faz fronteira, também temos conseguido entrar na Ucrânia, porém, na Itália, França e em Portugal a nossa presença já é mais ativa, com uma forte representatividade. Nosso foco é o de aumentar mais cinco países europeus nos próximos anos”, afirma.

Como adaptação para vender no continente, Masalskiene cita a adesivação de segurança como a mudança mais significativa: cada parte operacional da máquina precisa ter identificação e conter uma lista de possíveis riscos durante o manuseio. “Fora isso temos um freio a ar, o freio europeu, já que para conseguirmos certificar a máquina e vendê-la na Europa, é preciso passar por um teste de freio”, detalha.

Tal teste consiste em engatar a máquina a um trator, movimentá-la a 30 km/h e efeturar uma freada brusca. “Também precisamos ter as placas de segurança na traseira da máquina para que o produtor possa transportá-la na estrada, além de um engate de três pontos. A largura máxima da máquina deve ser de 3,20 metros, valor limite para poder rodar nas rodovias europeias”, completa.

Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia

Máquinas da Stara. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

O diretor comercial da Stara, Márcio Elias Fülber, conta que cerca de 15% do faturamento da companhia advém das exportações, sendo que para a Europa, os destaques das remessas vão para Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia.

Já para atender a países com PIB mais elevado, exemplos de Alemanha, França e Inglaterra, o executivo ressalta que a empresa teria de fazer adaptações mais profundas em sua linha, como a largura das máquinas, a velocidade de transporte e os sistemas de frenagem, diferentemente do que ocorre em outros locais do Hemisfério Norte, que não consideram tais adequações como obrigatórias.

“O mercado de máquinas agrícolas em países como a Alemanha é muito competitivo e conta com diversos fabricantes globais. É um esforço [estar presente neste mercado] que um dia a Stara vai fazer, mas não é um dos focos neste momento porque teríamos de realizar grandes adaptações em nossas máquinas para, em troca, ter uma oportunidade pequena”, conta.

Fülber ainda destaca que países europeus com áreas agrícolas maiores guardam mais semelhanças com o Brasil, o que viabiliza o negócio. “As áreas agrícolas do Cazaquistão, por exemplo, são semelhantes às da Bahia, com cinco, dez, 15, 20 mil hectares, então há maior sinergia e os nossos equipamentos podem trabalhar de forma mais fácil.”

De acordo com ele, quando se tratam de máquinas autopropelidas, caso dos pulverizadores, produto mais exportado pela Stara no leste europeu, a única adaptação necessária é no sistema de aquecimento, que passa a ser regulado para operar em temperaturas negativas.

Máquina para plantio convencional

plataforma milhoplataforma milho
Plataforma de milho da Vence Tudo. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

Pela primeira vez com maquinário na Agritechinica, a Vence Tudo expôs uma plataforma de milho que não comercializa no Brasil, voltada, principalmente, aos Estados Unidos. “Por lá se tem plantações de milho com o dobro do tamanho do Brasil. São materiais mais resistentes, altos, com mais sementes por metro, com espaçamento diferente e o equipamento precisa estar adequado para suportar essas mudanças”, conta o gerente de Mercado Externo da empresa, Jair Bottega.

Segundo ele, tais especificidades também atenderiam ao mercado europeu. Contudo, a largura da plataforma ainda ainda é um entrave. Diante disso, a companhia mira, por enquanto, nações que não requerem a compactação máxima de 3,20 metros, casos de Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Uzbesquistão e, mais recentemente, Bulgária. Ainda assim, tal parte do continente representa o menor contingente nas exportações da companhia, atrás de América do Sul e África.

“Nossas máquinas no Brasil são específicas para plantio direto, mas na Europa e em outras partes do mundo se faz quase que unicamente o plantio convencional, então temos de adaptar o equipamento. Nosso objetivo é aumentar presença no leste europeu, mas, para isso, temos desafios logísticos”, destaca Bottega.

Nesse aspecto, ele dá o exemplo da Rússia, país com quem o Brasil tem o direito a exportar apenas um navio por mês com maquinários. “Se perder a data, só consegue no próximo mês. No ano passado aconteceu de termos um problema logístico e a nossa máquina chegar em território russo após a temporada de plantio, ou seja, tarde demais, o que causa um desconforto”, diz.



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Prefeitura de São Paulo amplia prazo para inscrições no Acelerando Hortas 2026



A Prefeitura de São Paulo prorrogou até 1º de dezembro o prazo para inscrições no programa Sampa+Rural: Acelerando Hortas, voltado ao apoio técnico e financeiro de iniciativas em práticas orgânicas e agroecológicas no município.

Serão selecionados 30 projetos, cada um com aporte de R$ 30 mil. As inscrições devem ser feitas pelo site adesampa.com.br/acelerandohortas. Podem participar negócios rurais localizados no município que atuam ou estejam em transição para práticas orgânicas e agroecológicas. O edital considera iniciativas como:

  • unidades produtivas familiares rurais e urbanas;
  • hortas comunitárias;
  • agricultura nas Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã;
  • hortas em equipamentos públicos;
  • produção e distribuição de mudas e insumos;
  • agroindústrias e beneficiamento;
  • logística e comercialização.

Os projetos devem ser desenvolvidos na capital paulista, estar em conformidade com manejo orgânico ou agroecológico e não possuir pendências com edições anteriores do programa ou com o Semeando Negócios. Também não podem constar no CADIN.

Operação e parcerias

O Acelerando Hortas é operado pela ADE SAMPA e integra o programa Sampa+Rural, iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).

O programa reúne ações de Assistência Técnica e Extensão Rural com foco no fortalecimento de áreas agrícolas já existentes e na criação de novos espaços de cultivo em São Paulo.

A Coordenadoria de Agricultura mantém três Casas de Agricultura Ecológica (CAEs) nas zonas Sul, Leste e Norte, sendo esta última responsável também pelo atendimento de regiões central, oeste e parte urbana da zona sul.

A ADE SAMPA desenvolve políticas públicas para estimular competitividade, emprego e renda na cidade. A agência oferece capacitação, aceleração de negócios, atendimento a microempreendedores individuais, espaços de trabalho, estúdios de podcast e orientação para acesso a crédito, com foco em empreendedorismo, inovação, tecnologia e sustentabilidade.



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91% de área de soja cresce sem desmatamento na Amazônia Legal, aponta Serasa Experian



Com o compromisso de demonstrar que o agro brasileiro pode crescer preservando o meio ambiente, um levantamento inédito da Serasa Experian revelou que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem qualquer sobreposição com desmatamentos recentes.

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Com base em mais de 111 mil registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o estudo analisou 74 milhões de hectares, uma área superior ao território do Chile. Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, os resultados comprovam que a soja brasileira tem avançado com sustentabilidade. Segundo ele, a maior parte dessa produção cresce dentro de áreas já consolidadas, sem pressionar novos territórios ou causar desmatamento, mostrando que o agro pode aliar expansão, produtividade, eficiência e conservação.

A análise foi elaborada por meio do Smart ESG, solução da datatech que monitora diariamente propriedades rurais com uso de dados públicos, informações proprietárias e imagens de satélite. O levantamento também considerou o PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), utilizando 31 de julho de 2019 como data de corte para identificar possíveis novas aberturas de áreas.

Recorte estadual

O estudo avaliou Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, principais produtores de grãos do país, e registrou um cenário amplamente positivo. No cruzamento entre Amazônia Legal e Cerrado, o Centro-Oeste demonstra maturidade na expansão agrícola, com avanço do plantio sem necessidade de novas áreas desmatadas. Foram mapeados 42 milhões de hectares em Mato Grosso, 19 milhões no Mato Grosso do Sul e 13 milhões em Goiás.

Na Amazônia Legal, representada pelo estado do Mato Grosso, 90,84% das áreas de soja estão em conformidade socioambiental desde 2019. Apenas 9,16% apresentam indícios de desmatamento, parcela que pode incluir áreas com Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), o que sugere uma conformidade real ainda maior.

Marcelo Pimenta reforça que a centralização e o controle das ASVs pelos órgãos ambientais é essencial para reduzir incertezas sobre os números de desmatamento. Para Jeysa Meneses, gerente de soluções agro da Serasa Experian, os dados confirmam que a produção está consolidada em áreas já abertas, sem pressionar novas fronteiras agrícolas.

Cerrado

No Cerrado, bioma que concentra forte expansão agrícola, 88,6% das áreas monitoradas estão em conformidade ambiental. Os índices por estado são: Mato Grosso com 91,9%, Mato Grosso do Sul com 90,3% e Goiás com 82,9%. Apenas 11,4% das áreas apresentam corte raso após 2019, demonstrando equilíbrio entre expansão agrícola e conservação. Jeysa Meneses destaca que os resultados evidenciam uma intensificação sustentável da produção, com uso eficiente da terra.

Smart ESG

A Serasa Experian, que atua há mais de cinco anos na democratização do acesso ao crédito e à informação para o agronegócio, reforça sua atuação como datatech ao combinar dados precisos com tecnologia. O Smart ESG monitora diariamente quase 80 milhões de hectares nos três estados analisados, identificando padrões de uso do solo e indicadores de conformidade ambiental.

A divulgação do estudo ocorre às vésperas da COP30 e reforça o papel da inteligência de dados na garantia de conformidade com padrões internacionais, como o EUDR, além de apoiar o acesso ao crédito rural sustentável. Pimenta afirma que a empresa busca ampliar essa expertise para apoiar produtores, cooperativas e instituições na construção de uma agenda sólida e sustentável.

Metodologia

O levantamento considerou imóveis rurais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás inscritos no CAR e verificou se houve desmatamento, de acordo com o PRODES, após 31 de julho de 2019. Os índices apresentados refletem o desempenho socioambiental nesse recorte específico e não representam o desmatamento total dos biomas.



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Castanha de caju ganha primeira indicação geográfica destacando produção de Serra do Mel



A castanha de caju do Rio Grande do Norte entrou oficialmente no mapa das indicações geográficas do Brasil. O produto recebeu o primeiro registro na modalidade indicação de procedência (IP) para o município de Serra do Mel, referência nacional na cultura.

O reconhecimento contou com apoio do Sebrae-RN, que atua na reestruturação da cadeia produtiva e na abertura de novos mercados para pequenos produtores e agroindústrias.

Implantada nos anos 1970, a produção de caju encontrou em Serra do Mel as condições ideais para crescer: solo favorável, clima adequado e organização da agricultura familiar integrada a agroindústrias de pequeno porte.

Com cerca de 13 mil hectares cultivados, o município é hoje o maior produtor do estado. Mais de 80% da castanha beneficiada ali é exportada, o que movimenta a economia local, gera empregos e estimula o turismo rural.

A região também abriga a tradicional Festa do Caju e ostenta o título de Capital da Castanha.

Sebrae amplia competitividade e fortalece cooperativismo

“O reconhecimento da indicação de procedência é fruto de um esforço conjunto e representa um importante estímulo ao fortalecimento da cadeia produtiva local e regional. Também se consolida como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento”, afirma Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae.

A instituição oferece capacitações, consultorias e incentiva o cooperativismo para elevar o padrão de qualidade, melhorar o beneficiamento e ampliar o acesso dos produtores aos mercados nacional e internacional.

Coopercaju retoma atividades e mira expansão

No primeiro semestre deste ano, produtores locais reativaram a Cooperativa de Beneficiamento Artesanal de Castanha de Caju do Rio Grande do Norte (Coopercaju). A iniciativa busca reorganizar a cadeia produtiva e recolocar Serra do Mel entre os maiores polos do país.

“Estamos muito otimistas. Já estamos buscando mercado para garantir o escoamento da produção. O Sebrae tem sido fundamental nesse processo, nos orientando e dando total apoio”, destaca Alexsandro Dantas, presidente da cooperativa.



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Ciclone mantém regiões em alerta e chuva forte avança nos próximos dias



Os efeitos do ciclone extratropical que atuou sobre o Sul do Brasil continuam causando estragos em Santa Catarina. De acordo com a Defesa Civil, 33 municípios registraram danos e seis cidades já decretaram situação de emergência após os temporais das últimas horas. Entre os locais mais afetados está Luís Alves, um dos principais municípios produtores de banana do estado.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a situação ainda inspira atenção. Ele afirma que as chuvas volumosas devem continuar atingindo áreas do Sul e do Sudeste nos próximos dias.

Sul segue sob risco

Embora o ciclone já esteja se deslocando para o oceano, Müller explica que toda a faixa litorânea e o Vale do Itajaí permanecem sob risco de chuva intensa. Isso porque a região está sob influência de nuvens quentes, que apresentam desenvolvimento vertical menor e, portanto, não aparecem claramente nas imagens de satélite, mas ainda assim podem provocar volumes elevados.

“Luís Alves deve continuar com chuva forte na terça, quarta e quinta, mantendo o risco de novos estragos”, destaca.

Em algumas áreas do norte de Santa Catarina, a previsão indica acumulados que podem superar 50 a 60 mm nos próximos dias. A trégua deve ocorrer apenas a partir de sábado (29), quando o tempo firma e permite o recuo dos níveis dos rios e o início da reconstrução das áreas atingidas.

Chuva volumosa no Sudeste

Além do Sul, a instabilidade avança para partes do Sudeste. Rio de Janeiro, Espírito Santo e a faixa leste de Minas Gerais podem registrar chuvas intensas, granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h.

O meteorologista alerta que essa condição pode impactar negativamente os cafezais, especialmente em áreas de altitude no Espírito Santo, na Serra do Rio e no leste mineiro.

Na quarta-feira (26), a frente fria deve empurrar os temporais para o norte de Minas, enquanto as instabilidades ganham força também no centro-sul de Mato Grosso e Goiás.

Onde o tempo abre e as temperaturas sobem

Enquanto isso, o interior da região Sul, Mato Grosso do Sul e o centro-norte do Nordeste devem ter predomínio de sol nesta terça-feira. As temperaturas voltam a subir em grande parte do país, com máximas acima dos 30 ºC.

Esse cenário preocupa produtores, já que em várias regiões a combinação de chuva irregular e calor elevado tem exigido replantio.

Atraso no plantio da soja preocupa produtores

De acordo com dados da Conab, o plantio da soja segue atrasado em 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Müller explica que o avanço da semeadura depende diretamente da umidade do solo, ainda insuficiente em alguns estados.

“Goiás está 13% atrás do ritmo do ano passado”, afirma o meteorologista. O atraso ocorre principalmente no centro-norte do Mato Grosso do Sul, no leste de Mato Grosso e no sul de Goiás, onde a umidade do solo está abaixo de 40%, índice considerado inadequado para o desenvolvimento inicial da cultura.

Quando a chuva volta para as principais regiões produtoras?

Nos próximos dias, as precipitações se concentram no norte de Mato Grosso e no norte de Goiás. Para regiões estratégicas:

Querência (MT): chuvas mais regulares apenas na primeira semana de dezembro, com acumulados acima de 50 mm.

Jataí (GO): chuva retorna somente na primeira semana de dezembro.

Ponta Porã (MS): bom volume na primeira semana de dezembro e nova rodada de chuva apenas na segunda quinzena do mês.

Segundo Müller, essa mudança deve aliviar o solo, favorecer o ritmo de plantio e permitir a recuperação das lavouras em atraso.



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Alexandre de Moraes decide que Bolsonaro continuará preso na superintendência da PF



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Policia Federal (PF), em Brasília.

O ex-presidente está preso preventivamente desde a manhã de sábado (22) por determinação de Moraes.

Bolsonaro está em uma cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo.

Prisão preventiva

A prisão preventiva ainda não é o cumprimento da pena pela trama golpista, e foi determinada por Moraes causa de uma violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.

Na decisão em que determinou a prisão preventiva, Moraes também citou a convocação de uma vigília nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar. Segundo o ministro, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.



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Trigo mantém preços em baixa no Brasil



RS colhe 77% da área de trigo; PR avança a 96%



Foto: Canva

Os preços do trigo permanecem estáveis em baixa no mercado nacional, conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20). De acordo com o relatório, “o Rio Grande do Sul praticando R$ 55,00/saco e o Paraná valores entre R$ 64,00 e R$ 66,00”.

A Ceema aponta que a boa colheita atual contribui para a contenção dos preços, mesmo diante do recuo na área plantada e das quebras registradas no Paraná. A oferta também é influenciada pela produção argentina, que deve alcançar volume elevado. O órgão registra que “enquanto o USDA indica 22 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fala em 24 milhões”. A expectativa de safra recorde, somada à valorização do Real, tende a favorecer as importações e pressionar as cotações internas.

O mais recente relatório da Conab, divulgado em 13 de novembro, informa que a área nacional destinada ao trigo ficou em 2,44 milhões de hectares, o que representa redução de 20,3% em relação a 2024. A produtividade média é estimada em 3.145 quilos por hectare, e a produção total do país deve alcançar 7,69 milhões de toneladas, ante 7,89 milhões registradas no ano anterior. Segundo o documento, o Paraná deve colher 2,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul 3,7 milhões e Santa Catarina 392,3 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, a Emater indica que, até 19 de novembro, a colheita atingia 77% da área, abaixo da média histórica de 89%. No Paraná, o avanço chegou a 96% no início da semana.





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Agro leva o PIB de oito estados a crescer mais que o do Brasil em 2023



A agropecuária levou oito estados a apresentarem crescimento proporcional maior que o da economia brasileira no ano de 2023. De acordo com dados do Sistema de Contas Regionais, treze estados superaram o crescimento econômico nacional sendo que, dentre eles, o Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Paraná, Roraima e Minas Gerais foram puxados pelo agronegócio.

No ano de 2023, o Brasil apresentou crescimento do Produto Interno Bruto nacional de 3,2%, ao passo que os oito estados impulsionados pelo agro apresentaram expansão de 3,4% a 14,7%. A pesquisa do Sistema de Contas Regionais analisa dados até 2023, e traz de forma detalhada o comportamento da economia das unidades da federação. De acordo com o IBGE em 2024, o Brasil apresentou crescimento de 3,4% no PIB, marcando quatro anos consecutivos de crescimento.

Em lista, o crescimento das 14 unidades que representaram expansão do PIB maior que a do Brasil em 2023:

  • Acre: 14,7%
  • Mato Grosso do Sul: 13,4%
  • Mato Grosso: 12,9%
  • Tocantins: 7,9%
  • Rio de Janeiro: 5,7%
  • Goiás: 4,8%
  • Paraná: 4,3%
  • Rio Grande do Norte: 4,2%
  • Roraima: 4,2%
  • Maranhão: 3,6%
  • Alagoas: 3,5%
  • Minas Gerais: 3,4%
  • Espírito Santo: 3,4%
  • Distrito Federal: 3,3%

O aumento expressivo dos quatro primeiros estados da lista se deu pelo bom desenvolvimento do cultivo da soja. O Rio de Janeiro foi impulsionado pelas indústrias de óleo e gás e o Distrito Federal pelas atividades financeiras e administração pública.

Apesar do crescimento de alguns estados apresentar números expressivamente superiores ao crescimento do país, os dados não indicam que estes estados são os que mais influenciam a média nacional. Isso se dá porque cada unidade da federação tem um peso no conjunto do país. Dessa forma, o Acre representa apenas 0,2% do PIB nacional, ao passo que São Paulo concentra praticamente um terço do Produto Interno, representando 31,5%.

Em 2023 a economia paulista apresentou o terceiro menor crescimento nacional, aumentando apenas 1,4%, à frente apenas do Rio Grande do Sul e Rondônia, ambos apresentando 1,3% de crescimento.

Crescimento por regiões

O Centro-Oeste se destaca na medição do crescimento por regiões apresentando rendimento maior do que a média nacional. Em lista:

  • Centro-Oeste: 7,6%
  • Norte: 2,9%
  • Nordeste: 2,9%
  • Sudeste: 2,7%
  • Sul: 2,6%

O IBGE também apresentou o comportamento das economia estaduais no período de 2002 a 2023. Neste intervalo dezessete unidades federativas apresentaram rendimento maior do que o crescimento médio anual do Brasil neste intervalo.

Enquanto a média nacional foi de 2,2% de crescimento ao ano Mato Grosso (5,2%), Tocantins (4,9%) e Roraima (4,5%) superaram a marca de 4%, todos influenciados pela agropecuária. Rio de Janeiro (1,6%) e Rio Grande do Sul (1,4%) tiveram os menores resultados. Os dois colheram recuos na indústria de transformação.

Assim, estes dados mostram que nas duas últimas décadas, houve uma desconcentração da economia brasileira. Enquanto São Paulo, considerado a locomotiva do país, caiu de 34,9% do PIB em 2002 para 31,5% em 2023, Mato Grosso apresentou o maior crescimento no período, aumentando sua participação de 1,3%para 2,5% em igual comparativo. Dessa forma o estado que ocupava a 15ª posição em 2002 passou a representar o 10º maior PIB do Brasil em 2023.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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