quinta-feira, março 26, 2026

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Agro brasileiro consolida papel na transição energética, diz diretor da Datagro



Em entrevista à COP TV do Agro, nesta quarta-feira (19), o diretor da Datagro, Guilherme Nastari, afirmou que a participação brasileira na COP30 mostra que o agronegócio já ocupa um lugar estratégico na agenda climática. Segundo ele, a AgriZone permitiu apresentar ao mundo um modelo tropical que une alimentos e energia renovável com escala e competitividade.

Nastari destacou que a transição climática exige conciliar ambiente, sociedade e produtividade. “O Brasil prova que é possível crescer sem abrir novas áreas”, disse, ao reforçar que esse equilíbrio torna o sistema nacional uma referência para outros países de clima similar.

SAF e oportunidades globais

Durante a COP30, o executivo participou de um painel sobre SAF na embaixada da Austrália e avaliou que o Brasil reúne condições para liderar a oferta global de matérias-primas para o combustível sustentável de aviação. Ele citou o etanol de cana e milho, além de óleos vegetais, como bases para ampliar a produção.

Ao comentar a primeira operação comercial de SAF nos Estados Unidos, Nastari afirmou que o movimento inaugura “um novo ciclo para a bioenergia”. Ele também ressaltou a aproximação com países tropicais da Oceania e do Sudeste Asiático, que observam o modelo brasileiro para desenvolver suas políticas.

Força do setor sucroenergético

O diretor lembrou que a evolução do setor sucroenergético acompanha a modernização do país e ganhou impulso com o Pró-Álcool. Ele apontou que a produção total de etanol e açúcar equivalente subiu de cerca de 60 milhões para mais de 700 milhões de toneladas, mantendo o uso de apenas 1% do território.

Para Nastari, esse avanço comprova que biocombustíveis e alimentos podem crescer juntos. “É uma demonstração concreta de que a transição energética não precisa competir com a produção de alimentos”, afirmou.

Carbono e expansão sustentável

Nastari acrescentou que o Brasil mantém vantagem na agenda de carbono porque grande parte dos ativos ambientais está dentro das propriedades rurais. Ele lembrou que 65% do território permanece preservado, o que coloca o produtor como peça-chave na oferta de créditos de carbono e em ações de mitigação.

O executivo citou ainda o potencial de recuperação de áreas degradadas e ganhos recentes em produtividade, sobretudo na pecuária. Para ele, a COP30 reforçou que o agro brasileiro é “parte central da solução climática” e deve ampliar mercados e parcerias a partir das discussões realizadas em Belém.



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Brasil é líder mundial em integração-lavoura-pecuária-floresta, diz Embrapa



O Brasil é líder mundial na adoção do sistema Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), destaca o pesquisador da Embrapa Roberto Giolo no bate-papo com o repórter João Nogueira no estúdio do Canal Rural na COP30, em Belém.

“São sistemas que integram mais de uma atividade na mesma área e/ou em sequência, ou seja, a lavoura seguida de pastagem, ordem que vai se alterando com o tempo. Além desses dois componentes, temos o florestal, que entra normalmente na fase de pastagem e dá sequência à rotação de atividades”, resume o especialista.

Segundo ele, o uso desse sistema é favorecido pelo clima e solo brasileiros, além da vocação do produtor e do apoio fornecido pela Embrapa e outras instituições de pesquisa nacionais.

“A ideia é que cada um desses componentes se beneficie em termos de produtividade e também na redução de impactos ambientais.”

De acordo com o pesquisador, ainda que todos os biomas estejam aptos a comportar atividades de integração lavoura-pecuária-floresta, Cerrado, Mata Atlântica, transição amazônica e os campos do Sul são locais onde há mais pesquisa e experiências do tipo.

“O Pantanal é um pouco mais complexo, principalmente na área alagada, talvez no Pantanal mais alto seja possíve, e na Caatinga, são locais onde temos um pouco menos de estudos [para a adoção de ILPF]”, contextualiza Giolo.

Em termos de área, o pesquisador salienta que, conforme a Rede ILPF, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são os estados onde há mais áreas integradas, já em termos de proporção de área agricultável, é o Rio Grande do Sul tem a maior proporção de área de ILPF. “Minas Gerais também tem bastante, mas os dois estados do Centro-Oeste e o do Sul são os que estão mais à frente dos diferentes tipos de integração”, finaliza.



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Rascunho de carta final traz metas para limitar aquecimento global



O rascunho da carta final da COP30 reúne propostas para manter o aquecimento global dentro do limite de 1,5 ºC. O documento reforça que a meta do Acordo de Paris continua válida e exige ações mais rápidas para reduzir emissões.

O texto indica que o avanço depende de estratégias claras para diminuir o uso de combustíveis fósseis e ampliar o financiamento climático. Países vulneráveis e comunidades tradicionais são apresentados como atores centrais para orientar políticas de adaptação e justiça ambiental.

Metas de redução e financiamento climático

O rascunho propõe que a COP30 entregue um acordo capaz de conduzir o mundo à neutralidade de emissões até meados do século, alinhado às projeções do IPCC. Para isso, sugere reduzir a produção e o consumo de combustíveis fósseis, com eliminação gradual do carvão e queda relevante no uso de petróleo e gás.

O documento também prevê mecanismos de cooperação para apoiar regiões dependentes desses setores. A avaliação é de que a transição precisa ser planejada para evitar impactos sociais e econômicos. Países com maior responsabilidade histórica nas emissões são cobrados a ampliar metas e garantir aporte financeiro adequado.

O financiamento climático aparece como ponto central, com prioridade para ações de adaptação, mitigação e iniciativas locais conduzidas por povos indígenas e comunidades tradicionais. O texto afirma que, sem recursos estáveis e suficientes, a transição não será viável.

Outro elemento é o fortalecimento do Fundo de Perdas e Danos, criado para atender regiões atingidas por eventos extremos. A proposta defende acesso facilitado aos recursos e critica modelos atuais, considerados lentos e burocráticos.

Adaptação, povos tradicionais e comércio internacional

A adaptação climática recebe tratamento equivalente ao da mitigação. O rascunho sugere métricas para medir avanços e orientar investimentos em infraestrutura resiliente, segurança hídrica, saúde, produção de alimentos e redução de riscos. O foco está em áreas vulneráveis e na integração de conhecimentos tradicionais.

Povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais são citados como essenciais para proteção de florestas e biodiversidade. O documento reforça a importância da consulta livre, prévia e informada em decisões que envolvam territórios.

A transição energética justa aparece como prioridade, com incentivo a energias renováveis e sistemas descentralizados. O texto defende apoio a trabalhadores e regiões dependentes da cadeia fóssil.

A agenda comercial é apresentada como peça importante da transição. O rascunho recomenda alinhar regras de comércio à proteção ambiental, evitando incentivos ao desmatamento ou práticas predatórias.

A versão preliminar conclui que a COP30 deve marcar um novo momento no regime climático global, destacando Belém como palco para reafirmar a necessidade de justiça, equidade e participação social no enfrentamento da crise climática.



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saiba os números projetados pela programação de embarques



O line-up, ou programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 4,708 milhões de toneladas de soja em grão para novembro, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. No mesmo mês de 2024, os embarques somaram 2,399 milhões de toneladas.

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Em outubro, foram embarcadas 6,398 milhões de toneladas, enquanto para dezembro a previsão é de 718,8 mil toneladas.

De janeiro a novembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 107,059 milhões de toneladas, contra 97,063 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024.



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STF adia julgamento de ações sobre Moratória da Soja



O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu o julgamento da liminar que suspende todas as ações judiciais contra a Moratória da Soja, acordo do setor que impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia Legal desde julho de 2008.

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A liminar foi concedida pelo ministro Flávio Dino e continua em vigor, garantindo que os processos permaneçam suspensos até que o plenário se manifeste. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, tem 90 dias para levar o julgamento de volta ao plenário.

Histórico

O STF havia decidido suspender todas as ações sobre a Moratória da Soja, que estava prevista para ser votada entre 14 e 25 de novembro de 2025. A decisão do ministro Flávio Dino mantém a suspensão até a definição final da Corte.

Enquanto isso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também suspendeu investigações e processos administrativos relacionados ao acordo.

Moratória da Soja

Firmada em 2006, a Moratória da Soja é um acordo entre tradings, indústrias, ONGs e governo que veda a compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, mesmo dentro do limite legal de 20% permitido pelo Código Florestal. Atualmente, cerca de 30 empresas são signatárias do acordo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura familiar no RJ é tema de debate na Embrapa Agrobiologia


O Rio de Janeiro não é um estado majoritariamente urbano e com pouca atividade agrícola. A afirmação foi feita pelo superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Rio de janeiro (MDA/RJ), Victor Tinoco, durante a abertura da XXV Semana Científica Johanna Döbereiner, no último dia 17, na Embrapa Agrobiologia. Na palestra Retratos do desenvolvimento agrário: políticas públicas de agricultura familiar no Rio de Janeiro, ele apresentou o cenário da agricultura familiar no Estado e as políticas implementadas pelo MDA para fortalecer o setor.

Victor falou sobre essa percepção equivocada, comum fora do estado, e apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram a intensa atividade agrícola no Estado: são mais de 65 mil unidades agrícolas, das quais 42 mil são de agricultura familiar, muitas inseridas em áreas urbanas. O superintendente também destacou que um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores é o acesso ao crédito rural, e que apenas 15 mil produtores acessaram algum tipo de financiamento.

Diante desse cenário, Tinoco explicou que o MDA tem trabalhado para fortalecer o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), criar políticas públicas que se mantenham mesmo com a troca de governos, ampliar a oferta de assistência técnica e facilitar a renegociação de dívidas. “As políticas públicas precisam ser construídas de acordo com as configurações territoriais de cada estado. O primeiro desafio da superintendência foi provar para o Brasil que o Rio de Janeiro é, sim, um estado da agricultura familiar”, afirmou.

A pesquisadora e chefe-geral da Embrapa Agrobiologia, Christiane Amâncio, esteve presente no evento e também reforçou a necessidade de revisar visões tradicionais sobre o setor. Ela defendeu que atividades agrícolas e não agrícolas podem coexistir na renda de uma família rural sem descaracterizar o produtor. “Os grandes grupos do agronegócio também não vivem só da agricultura. A diferença é que, na agricultura familiar, a atividade agrícola não é apenas um meio de vida, é também um modo de vida”, explicou.

Ao longo da palestra, Victor ressaltou ainda a importância das instituições de C&T no desenvolvimento de práticas e tecnologias voltadas para a segurança alimentar dos agricultores familiares, mencionando o papel das universidades e das três unidades da Embrapa no Estado, além da infraestrutura logística do Rio de Janeiro, que inclui portos e rodovias estratégicos.

Sobre a Semana Johanna Döbereiner

A Semana JD, como já ficou conhecida na Unidade, está em sua 25ª edição e é uma forma de, tradicionalmente, manter viva a memória da pesquisadora Johanna Döbereiner, uma das pioneiras nos estudos sobre Fixação Biológica de Nitrogênio e uma das responsáveis pela fundação da Embrapa Agrobiologia. Além da abertura com a participação do superintendente do MDA no RJ e da chefe-geral Cristhiane Amâncio, o evento contou com apresentações orais e em pôsteres de bolsistas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doc da Unidade, que mostraram ao público um pouco do que estão desenvolvendo junto com os pesquisadores orientadores.

Ao todo, 26 bolsistas se apresentaram nas sessões orais, com 27 trabalhos inéditos. Outros nove demonstraram resultados de trabalhos já publicados em sessão de pôsteres.





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Na COP30, JBS vê chance de avanço do Brasil em pesquisa e sustentabilidade



O Brasil tem condições de ampliar seu papel na produção de alimentos e se firmar como referência global em pesquisa aplicada à sustentabilidade. A avaliação foi feita por Jason Weller, diretor global de sustentabilidade da JBS, durante painel da FGV Agro na COP30, em Belém.

Para o executivo, enfrentar a mudança do clima exige soluções que também reforcem a segurança alimentar. Ele citou estimativas da ONU que mostram bilhões de pessoas em situação de insegurança, cenário que pressiona a busca por sistemas produtivos mais eficientes.

Transparência e governança na cadeia

Weller avaliou que a transformação dos sistemas alimentares depende de dois eixos principais: mais transparência e governança nas cadeias de suprimentos e ampliação das oportunidades econômicas para os produtores. Segundo ele, sustentabilidade só avança quando está conectada ao interesse comercial do campo.

O diretor afirmou que o controle da cadeia, isoladamente, não resolve os desafios ambientais. Da mesma forma, ganhos de produtividade precisam estar associados à rastreabilidade. Sem essa combinação, disse ele, os resultados tendem a ser limitados.

Potencial de descarbonização e papel da pesquisa

O representante da JBS destacou ainda o trabalho da Embrapa, citando a relevância da pesquisa brasileira para tornar os sistemas pecuários mais sustentáveis. Ele mencionou estudo da FGV, em parceria com a Abiec, que aponta alto potencial de redução das emissões na pecuária de corte até 2050, dependendo do nível de adoção de práticas de manejo.

Weller afirmou que iniciativas voltadas à regularização ambiental também são parte desse processo. Como exemplo, mencionou o programa Escritórios Verdes, voltado ao apoio técnico e jurídico a produtores. A ação já permitiu o retorno de milhares de propriedades à conformidade legal, o que recolocou milhões de animais no mercado e mostrou, segundo ele, que a inclusão é um caminho mais eficiente que a exclusão na transição rumo à sustentabilidade.



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No curto prazo, tarifaço não comprometeu exportações do Brasil, segundo FGV



O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos exportados pelo Brasil tem reduzido as vendas brasileiras para norte-americanos, mas aumentado as remessas para outros parceiros comerciais. No geral, os dados da balança comercial confirmam que o tarifaço, no curto prazo, não comprometeu as exportações totais do Brasil. A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Considerando os principais produtos de exportação do Brasil, muitos registraram queda nas exportações para os Estados Unidos, mas crescimento nas vendas para terceiros mercados.

“Os dados continuam confirmando que o efeito do tarifaço no curto prazo não comprometeu as exportações totais do Brasil. Nesse período (agosto-outubro), as exportações totais do Brasil aumentaram em 6,4% e para os Estados Unidos recuaram em 24,9%. Como ressaltamos antes, porém, isso não se traduz na hipótese que o mercado dos Estados Unidos não continue sendo relevante para o Brasil e o mundo. Em adição, à medida que os Estados Unidos estão avançando com novos acordos, as margens de preferências do Brasil tendem a cair em terceiros mercados”, ponderou o relatório do Icomex.

Em outubro de 2025, as exportações brasileiras aumentaram 9,1% em valor em relação a outubro de 2024. Em volume, o avanço foi de 11,3% no período. Já as importações recuaram 0,8% em valor em outubro de 2025 ante outubro de 2024, enquanto o recuo em volume foi de 2,5%. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou um volume 4,3% maior que no mesmo período do ano anterior, enquanto o crescimento na importação foi de 8,0%.

A balança comercial brasileira teve um superávit de US$ 7,0 bilhões em outubro. No acumulado do ano até outubro, houve superávit de US$ 52,4 bilhões, US$ 10,4 bilhões a menos que em igual período de 2024.

“A queda no saldo da balança comercial no acumulado do ano até outubro está relacionada à redução do superávit com a China de US$ 30,4 bilhões, em 2024, para US$ 24,9 bilhões, em 2025, diferença de US$ 5,5 bilhões. Aumento de US$ 5,4 bilhões do déficit com os Estados Unidos, passando de um déficit de US$ 1,4 bilhão para US$ 6,8 bilhões. Na Argentina, o déficit de US$ 4,7 bilhões passou para um superávit de US$ 5,1 bilhões, um ganho de US$ 9,8 bilhões que não compensa as perdas em dólares do saldo com os Estados Unidos e a China, no valor de US$ 10,9 bilhões”, justificou o Icomex.



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USDA anuncia venda de 330 mil toneladas de soja para a China



Os exportadores privados norte-americanos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 330.000 toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, as regras do USDA, qualquer operação que envolva a venda de volumes iguais ou superiores a 100.000 toneladas do grão, destinada ao mesmo país e realizada no mesmo dia, precisa ser oficialmente reportada.



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Setor portuário apresenta manifesto na COP30 em defesa da navegação interior



A navegação interior voltou ao centro do debate climático na COP30, em Belém. Cinco entidades do setor portuário divulgaram o manifesto “Carta ao Mundo – COP30: A força sustentável das Águas Interiores”, em defesa do uso dos rios como eixo da transição energética no transporte brasileiro. O documento destaca que o modal fluvial reduz emissões, aumenta a eficiência logística e fortalece economias regionais.

A carta foi lançada por ADECOM, ABANI, AMPORT, ATP e FENOP, que representam operadores portuários, terminais privados e entidades da navegação. O grupo afirma que o país possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo, com rios que funcionam como rotas naturais de transporte e integração.

Navegação interior como ativo estratégico

As entidades ressaltam que o transporte fluvial consegue mover grandes volumes de carga com consumo energético menor do que o modal rodoviário. Um comboio, segundo o manifesto, equivale ao trabalho de centenas de caminhões, com impacto ambiental reduzido e maior competitividade para o agronegócio e a indústria.

O documento também aponta benefícios sociais. Nos trechos amazônicos, os rios são o principal meio de deslocamento de pessoas e mercadorias. Para as entidades, ampliar o transporte hidroviário contribui para a mobilidade, para a geração de empregos e para o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

O presidente da ATP, Murillo Barbosa, afirma que o setor já investe em tecnologias voltadas à redução de emissões. Ele cita o uso de energia renovável nos terminais, combustíveis de menor impacto e embarcações mais eficientes. Barbosa também destaca a importância da dragagem para garantir segurança e regularidade na navegação.

Infraestrutura e políticas públicas

A carta defende ações coordenadas para ampliar a infraestrutura fluvial. Entre as medidas apontadas estão dragagem sustentável, sinalização adequada, melhorias estruturais e integração com ferrovias e rodovias. No transporte de passageiros, o documento pede a renovação de embarcações e a modernização de portos regionais.

O manifesto lembra que, apesar de ainda representar uma fatia pequena da matriz de transportes, o modal hidroviário cresce nas rotas do agronegócio. Segundo as entidades, concessões e ajustes regulatórios têm contribuído para tornar os serviços mais previsíveis e ambientalmente responsáveis.

Compromisso na COP30

As organizações afirmam que a navegação interior deve ser tratada como um componente da descarbonização global. O documento projeta avanços até 2035, com maior uso de biocombustíveis, embarcações híbridas e elétricas e metas alinhadas à Agenda 2030 da ONU e ao Acordo de Paris.

Assinam o texto os presidentes Adalberto Tokarski (ADECOM), José Rebelo III (ABANI), Flávio Acatauassú (AMPORT), Murillo Barbosa (ATP) e Sérgio Aquino (FENOP), que reforçam a mensagem final: valorizar os rios é reconhecer seu papel para uma logística mais eficiente e para o desenvolvimento sustentável do país.



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