quarta-feira, março 25, 2026

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Alexandre de Moraes decide que Bolsonaro continuará preso na superintendência da PF



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Policia Federal (PF), em Brasília.

O ex-presidente está preso preventivamente desde a manhã de sábado (22) por determinação de Moraes.

Bolsonaro está em uma cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo.

Prisão preventiva

A prisão preventiva ainda não é o cumprimento da pena pela trama golpista, e foi determinada por Moraes causa de uma violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.

Na decisão em que determinou a prisão preventiva, Moraes também citou a convocação de uma vigília nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar. Segundo o ministro, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo mantém preços em baixa no Brasil



RS colhe 77% da área de trigo; PR avança a 96%



Foto: Canva

Os preços do trigo permanecem estáveis em baixa no mercado nacional, conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20). De acordo com o relatório, “o Rio Grande do Sul praticando R$ 55,00/saco e o Paraná valores entre R$ 64,00 e R$ 66,00”.

A Ceema aponta que a boa colheita atual contribui para a contenção dos preços, mesmo diante do recuo na área plantada e das quebras registradas no Paraná. A oferta também é influenciada pela produção argentina, que deve alcançar volume elevado. O órgão registra que “enquanto o USDA indica 22 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fala em 24 milhões”. A expectativa de safra recorde, somada à valorização do Real, tende a favorecer as importações e pressionar as cotações internas.

O mais recente relatório da Conab, divulgado em 13 de novembro, informa que a área nacional destinada ao trigo ficou em 2,44 milhões de hectares, o que representa redução de 20,3% em relação a 2024. A produtividade média é estimada em 3.145 quilos por hectare, e a produção total do país deve alcançar 7,69 milhões de toneladas, ante 7,89 milhões registradas no ano anterior. Segundo o documento, o Paraná deve colher 2,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul 3,7 milhões e Santa Catarina 392,3 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, a Emater indica que, até 19 de novembro, a colheita atingia 77% da área, abaixo da média histórica de 89%. No Paraná, o avanço chegou a 96% no início da semana.





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Agro leva o PIB de oito estados a crescer mais que o do Brasil em 2023



A agropecuária levou oito estados a apresentarem crescimento proporcional maior que o da economia brasileira no ano de 2023. De acordo com dados do Sistema de Contas Regionais, treze estados superaram o crescimento econômico nacional sendo que, dentre eles, o Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Paraná, Roraima e Minas Gerais foram puxados pelo agronegócio.

No ano de 2023, o Brasil apresentou crescimento do Produto Interno Bruto nacional de 3,2%, ao passo que os oito estados impulsionados pelo agro apresentaram expansão de 3,4% a 14,7%. A pesquisa do Sistema de Contas Regionais analisa dados até 2023, e traz de forma detalhada o comportamento da economia das unidades da federação. De acordo com o IBGE em 2024, o Brasil apresentou crescimento de 3,4% no PIB, marcando quatro anos consecutivos de crescimento.

Em lista, o crescimento das 14 unidades que representaram expansão do PIB maior que a do Brasil em 2023:

  • Acre: 14,7%
  • Mato Grosso do Sul: 13,4%
  • Mato Grosso: 12,9%
  • Tocantins: 7,9%
  • Rio de Janeiro: 5,7%
  • Goiás: 4,8%
  • Paraná: 4,3%
  • Rio Grande do Norte: 4,2%
  • Roraima: 4,2%
  • Maranhão: 3,6%
  • Alagoas: 3,5%
  • Minas Gerais: 3,4%
  • Espírito Santo: 3,4%
  • Distrito Federal: 3,3%

O aumento expressivo dos quatro primeiros estados da lista se deu pelo bom desenvolvimento do cultivo da soja. O Rio de Janeiro foi impulsionado pelas indústrias de óleo e gás e o Distrito Federal pelas atividades financeiras e administração pública.

Apesar do crescimento de alguns estados apresentar números expressivamente superiores ao crescimento do país, os dados não indicam que estes estados são os que mais influenciam a média nacional. Isso se dá porque cada unidade da federação tem um peso no conjunto do país. Dessa forma, o Acre representa apenas 0,2% do PIB nacional, ao passo que São Paulo concentra praticamente um terço do Produto Interno, representando 31,5%.

Em 2023 a economia paulista apresentou o terceiro menor crescimento nacional, aumentando apenas 1,4%, à frente apenas do Rio Grande do Sul e Rondônia, ambos apresentando 1,3% de crescimento.

Crescimento por regiões

O Centro-Oeste se destaca na medição do crescimento por regiões apresentando rendimento maior do que a média nacional. Em lista:

  • Centro-Oeste: 7,6%
  • Norte: 2,9%
  • Nordeste: 2,9%
  • Sudeste: 2,7%
  • Sul: 2,6%

O IBGE também apresentou o comportamento das economia estaduais no período de 2002 a 2023. Neste intervalo dezessete unidades federativas apresentaram rendimento maior do que o crescimento médio anual do Brasil neste intervalo.

Enquanto a média nacional foi de 2,2% de crescimento ao ano Mato Grosso (5,2%), Tocantins (4,9%) e Roraima (4,5%) superaram a marca de 4%, todos influenciados pela agropecuária. Rio de Janeiro (1,6%) e Rio Grande do Sul (1,4%) tiveram os menores resultados. Os dois colheram recuos na indústria de transformação.

Assim, estes dados mostram que nas duas últimas décadas, houve uma desconcentração da economia brasileira. Enquanto São Paulo, considerado a locomotiva do país, caiu de 34,9% do PIB em 2002 para 31,5% em 2023, Mato Grosso apresentou o maior crescimento no período, aumentando sua participação de 1,3%para 2,5% em igual comparativo. Dessa forma o estado que ocupava a 15ª posição em 2002 passou a representar o 10º maior PIB do Brasil em 2023.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Brasil mantém vantagem na soja mesmo com avanço das compras chinesas nos EUA



A China voltou a comprar soja dos Estados Unidos nas últimas semanas, mas os volumes seguem abaixo do compromisso de 12 milhões de toneladas firmado até o fim de 2025. O mercado monitora o ritmo dessas aquisições para avaliar impactos nos preços e na demanda global. Para o consultor em agronegócios Carlos Cogo, essa movimentação não muda o ponto central do mercado: o Brasil permanece como o fornecedor mais competitivo.

Segundo Cogo, o novo entendimento comercial entre Washington e Pequim estabelece que a China também deverá comprar 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano entre 2026 e 2028. Ele destaca que a redução da tarifa de importação dos EUA, de 34% para 13%, viabiliza esse fluxo, mas não elimina a diferença tributária. “Enquanto isso, a soja brasileira continua entrando com tarifa de apenas 3%”, afirma.

Diferença de preço mantém Brasil à frente

Mesmo com a queda tarifária, os Estados Unidos seguem menos competitivos. “Hoje, a soja norte-americana está cerca de US$ 1,20 por bushel mais cara que a brasileira”, diz Cogo. Segundo ele, esse fator explica a lentidão das compras: até agora, foram apenas 1,9 milhão de toneladas, bem abaixo do compromisso assumido.

Cogo projeta que os norte-americanos devem embarcar entre 4 e 6 milhões de toneladas até dezembro. “Isso ocorre antes da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional, a partir de fevereiro de 2026, quando nossa competitividade costuma aumentar ainda mais”, afirma.

Estatais compram dos EUA; privados seguem no Brasil

O consultor também vê uma divisão clara entre os compradores chineses. “As estatais tendem a concentrar as compras nos EUA para cumprir o acordo político”, explica. Já os esmagadores privados seguem priorizando o Brasil. “O diferencial de preço continua determinante”, diz.

Entre março e maio de 2026, porém, a vantagem brasileira pode crescer. “Nesse período, o Brasil deve operar com um diferencial adicional estimado em US$ 1,40 por bushel”, afirma Cogo.

Tendências de preço no curto prazo

De acordo com o consultor, o acordo entre EUA e China garante um piso de demanda aos produtores norte-americanos, mas não altera a lógica de mercado.

“A soja brasileira continua estruturalmente mais competitiva, e o fluxo comercial deve seguir dominado pelo Brasil, especialmente no período pós-colheita, quando o país tradicionalmente lidera as exportações globais”, conclui.



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Ministério dos Transportes prevê 21 leilões de rodovias e ferrovias para 2026



O Ministério dos Transportes planeja realizar 21 leilões em 2026, sendo 13 rodoviários e oito ferroviários. A expectativa é que as concessões somem R$ 288 bilhões em investimentos, segundo a carteira de projetos divulgada pela pasta nesta terça-feira, 25.

Para o setor rodoviário, a estimativa é de R$ 148 bilhões em investimentos, com projetos em todas as regiões do país.

A Rota Agro Central (BR-070/174/364/MT/RO) foi retirada do calendário, reduzindo a projeção inicial de 14 para 13 certames. Essa agenda inclui sete novas concessões e seis otimizações de contratos já existentes.

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Se todos leilões previstos para o próximo ano forem realizados, o Ministério dos Transportes irá igualar a marca de 2025. Até o momento, foram 12 disputas neste ano, que irão se somar à repactuação da Fernão Dias, em dezembro. Com isso, o governo se aproxima da meta de 35 disputas em quatro anos, apresentada no início do mandato.

“A imprensa e boa parte do mercado não acreditavam que seria possível, mas conseguimos cumprir o que dizíamos”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, na cerimônia de apresentação da carteira.

Cronograma rodoviário

O cronograma de concessões do próximo ano começa em março, com a Rota dos Sertões (BR-116/BA/PE), Rotas Gerais (BR-116/251/MG) e otimização da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR). Para abril, está prevista a otimização da Rota Arco Norte (BR-163/MT/PA).

Nos meses seguintes, o calendário avança com mais duas repactuações: a Rota do Pequi (BR-060/153/DF/GO), marcada para junho, e a Rota Litoral Sul (BR-116/376/PR e BR-101/SC), prevista para julho.

Em agosto, ocorre o leilão da Rota Portuária do Sul (BR-116/392/RS), seguido, em setembro, pela otimização da Rota Planalto Sul (BR-116/PR/SC). Em outubro, está programada a otimização da Rodovia Transbrasiliana (BR-153/SP).

A Rota 2 de Julho (BR-116/324/BA) e as Rodovias Integradas de Santa Catarina, Lotes 1 e 3, estão previstas para novembro. O calendário se encerra em dezembro, com o leilão da Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392/RS).

Ferrovias

Já para o setor ferroviário, a projeção é de oito leilões, movimentando R$ 140 bilhões em investimentos. O primeiro previsto é o Corredor Minas-Rio, em abril. Em junho, deve ocorrer a disputa pelo Anel Ferroviário Sudeste.

Em julho, está previsto o leilão da Malha Oeste e em agosto, o do Corredor Leste-Oeste. Em setembro, será a vez da Ferrogrão. Três certames encerram a agenda, em dezembro: Malha Sul – Corredor Paraná – Santa Catarina, Malha Sul – Corredor Rio Grande e Malha Sul – Corredor Mercosul.



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Dois estados registram primeiros focos de ferrugem asiática da soja na safra 25/26; saiba quais



Os primeiros casos de ferrugem asiática da soja da safra 2025/26 foram identificados nas cidades de Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), segundo o Consórcio Antiferrugem. O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, alerta que o registro exige atenção dos produtores, que devem intensificar o monitoramento das lavouras e adotar medidas preventivas de acordo com a fenologia das plantas.

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As condições climáticas atuais, com chuvas frequentes, favorecem o desenvolvimento do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem, inclusive em outras regiões, como o Sul do país e o Cerrado. A doença representa alto risco à produtividade, podendo reduzir significativamente a produção se não for controlada a tempo.

Além disso, as previsões indicam volumes elevados de precipitação para áreas do Cerrado, o que aumenta o risco de proliferação da ferrugem. Segundo o agrônomo, esse cenário coincide com um momento de alta demanda e menor disponibilidade de insumos estratégicos para o manejo da doença, o que reforça a necessidade de monitoramento rigoroso das lavouras.

A ferrugem asiática e práticas de controle

Segundo a Embrapa Soja, em junho de 2024, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria Nº 1.124, instituindo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). Entre as medidas previstas estão o vazio sanitário e o calendário de semeadura, que ajudam a reduzir a pressão da doença e racionalizar o número de aplicações de controle.

O monitoramento contínuo é essencial. A inspeção deve ser feita desde a emergência das plantas, com atenção especial a áreas mais úmidas e a primeiras semeaduras. Para identificar a ferrugem, recomenda-se observar folhas do terço médio e inferior das plantas, procurando pontuações escuras contra a luz, principalmente próximo ao florescimento ou fechamento das ruas de semeadura.

A ferrugem asiática da soja pode destruir até 90% de uma lavoura se não forem adotadas práticas preventivas e de monitoramento, tornando essencial a vigilância constante para garantir a sustentabilidade da produção.



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Carga de 48 kg de barbatanas de tubarão que seguiria para Hong Kong é interceptada em Guarulhos



Uma ação realizada na última quarta-feira (19), em Guarulhos, São Paulo, resultou na apreensão de aproximadamente 48 kg de barbatanas de tubarão, secas e desidratadas. As partes dos peixes estavam em quatro malas despachadas por uma cidadã chinesa, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Carga estava em malas despachadas por uma cidadã chinesa e seguiria para Hong Kong; operação também reteve mais 14 kg de barbatanas e 70 kg de carcaças de celulares.

A fiscalização foi deflagrada de forma conjunta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Receita Federal do Brasil (RFB), no âmbito da Operação Hermes.

A mulher, que reside legalmente no Brasil, iria com a carga ilegal para Hong Kong. As barbatanas estavam em sacos plásticos, com cerca de 1 kg cada, sem que houvesse qualquer vestuário nas bagagens.

O produto apreendido tem alto valor comercial, derivado de espécies marinhas e especialmente visado pelo tráfico internacional para fins alimentícios e medicinais.

No mesmo dia e no mesmo local, agentes do Ibama apreenderam 14 kg de barbatanas de tubarão e 70 kg de carcaças de celulares, ambos produtos irregulares. As duas apreensões resultaram em novos autos de infração. No total, as multas aplicadas somam R$ 84,7 mil.

Controle ambiental

As barbatanas apreendidas serão destruídas, mas antes disso, técnicos vão coletar fragmentos para identificar as espécies envolvidas e reunir informações que auxiliem o trabalho de fiscalização.

A Operação Hermes tem como foco reforçar o controle sobre importações e exportações de cargas que dependem de autorização ambiental. A ação busca impedir o envio ilegal de material genético brasileiro ao exterior, além de combater o transporte irregular de resíduos e o tráfico de animais, produtos e subprodutos da fauna e flora nativas.



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Alface registra queda de preço no atacado pelo 3º mês seguido em outubro, diz Conab



Os preços da alface registraram queda no atacado das principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, na média ponderada, pelo terceiro mês consecutivo, em outubro.

Em agosto, o declínio foi de 8,77%. Já em setembro, a queda foi maior (16,01%), enquanto no mês passado, a redução foi de 7,27% em relação à média de setembro. Isso é o que mostra o 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (25).

“A oferta da folhosa em níveis elevados é um dos fatores que pressionam os preços para baixo. Outro motivo que explica a diminuição das cotações é a menor demanda pelo alimento, como verificado na Central de Curitiba diante do clima mais frio”, disse a Conab no boletim.

Detalhes da pesquisa

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

Já os preços da cenoura registraram queda nos primeiros 15 dias de novembro. “A redução tende a refletir os maiores envios de Minas Gerais, principal produtor nacional, às principais Ceasas do País”, comentou a estatal. De acordo com o Boletim, em outubro as cotações registraram comportamento distinto nas Ceasas.

Em Curitiba, por exemplo, a Conab verificou alta de 39,02% na média ponderada. De modo inverso, com porcentuais negativos elevados, apareceram as Ceasas do Rio de Janeiro (-17,01%) e de Rio Branco (-16,56%). No geral, os preços no último mês para a cenoura foram de estabilidade quando comparados com setembro.

Outros produtos

Já cebola, batata, tomate ficaram mais caras em outubro. Após um período de queda iniciado em junho, o preço da cebola voltou a subir. Na média ponderada, houve incremento de 12,24% em relação a setembro. O volume ofertado apresentou aumento de 2% ante setembro e não foi capaz de segurar a alta dos preços. “Demanda e qualidade do produto podem ter influenciado no comportamento dos preços”, acrescentou a Conab.

Para a batata, os preços apresentaram movimento ascendente, mesmo diante do aumento da oferta nas Ceasas. A média ponderada registrou alta de 19,35% em relação a setembro. O avanço ocorreu em todas as unidades, exceto na Ceasa de Santa Catarina, onde houve queda de 4,63%. Entre as demais Ceasas, o aumento de preços variou de 4,42%, em Fortaleza, a 41,66%, em Curitiba.

No caso do tomate, os preços apresentaram uma leve tendência de alta, com crescimento de 3,97% na média ponderada, revertendo um movimento de queda nos preços registrado nos últimos meses. A disponibilidade do alimento nas Ceasas em outubro foi maior do que a registrada em setembro, principalmente a partir da segunda quinzena do último mês, o que pode ter amortizado os valores mais altos do início do mês. Essa maior quantidade ofertada do produto tem refletido em cotações mais baixas no início de novembro.

Frutas

Segundo levantamento da Conab, banana e mamão registraram queda de preço na média ponderada em outubro, quando comparados com o valor de comercialização.

Para o mercado da banana, a queda na média ponderada das cotações foi de 4,14%, influenciada pela maior oferta da variedade prata, principalmente pela fruta proveniente do norte mineiro, do meio-oeste baiano, do Vale do Ribeira (SP) e também do Ceará, que ampliou seu fornecimento. Em compensação, a disponibilidade de banana nanica permaneceu, pelo segundo mês consecutivo, em níveis baixos nos principais polos produtores.

No caso do mamão, conforme a Conab, as cotações iniciaram o mês em alta, impulsionadas pela maior demanda pela fruta e oferta reduzida. No entanto, após a segunda quinzena, os preços recuaram em virtude da menor procura pelo produto e pelo aumento da quantidade da fruta encontrada nos mercados analisados, favorecido pela elevação das temperaturas. Com isso, a média ponderada de preços em outubro registrou uma redução de 5,05% em relação a setembro.

Já laranja, maçã e melancia ficaram mais caras em outubro. Os preços da laranja subiram 4,3% na média ponderada. O início de outubro foi marcado pela maior demanda e menor oferta. Já no fim do mês passado, foi verificado aumento da colheita e a queda da procura tradicional para o período.

O comportamento do mercado de maçã em outubro foi marcado pela oscilação da comercialização, além de pequenas altas de preços em boa parte das Ceasas. Esse movimento está em consonância com a diminuição dos estoques das frutas nas câmaras frias.

Para a melancia, o boletim aponta para uma troca dos principais Estados fornecedores da fruta. A colheita já está finalizada em Tocantins e entra em reta final em Goiás, e há aumento da melancia produzida em São Paulo e na Bahia, que serão as principais regiões a abastecer os mercados nos próximos meses. Com relação à demanda, o mês de outubro foi marcado por oscilações, uma vez que a procura pelo produto tradicionalmente reage negativamente à elevação das chuvas nos principais centros consumidores.

Exportação

A temporada de exportação de frutas frescas registrou boas vendas, até o momento, especialmente para a Europa e Ásia, com volumes e receitas superiores aos dos anos anteriores. De janeiro a outubro deste ano, o volume total exportado foi de 1,07 milhão de toneladas, alta de 31,5% em relação ao mesmo período de 2024.

O faturamento somou US$ 1,19 bilhão (FOB), alta de 13,47% frente ao registrado entre janeiro e outubro de 2024, como mostram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).



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Rivalidade entre EUA e China é uma oportunidade para o Brasil, diz ex-diretor-geral da OMC



O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo afirmou que o momento entre Brasil e Estados Unidos é de oportunidade, mas com uma janela “efêmera”, que precisa ser aproveitada idealmente nos próximos três meses. As declarações foram dadas no Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Segundo Azevêdo, o governo do presidente Donald Trump deseja baixar os juros dos Estados Unidos, mas para isso precisa reduzir as pressões inflacionárias na economia. Além disso, precisa melhorar sua posição política antes das eleições legislativas do ano que vem, em particular diante da possibilidade de derrota nos questionamentos judiciais às tarifas de importação americanas.

“O tema precisa ser resolvido, sob a perspectiva americana, antes de o processo eleitoral ganhar ímpeto”, disse Azevedo. “O horizonte de tempo é curto. A ideia é que encontremos soluções no curto prazo, nos próximos três meses. Seis meses vai depender, tem muita coisa no caminho”, afirmou.

Além de capitalizar as vulnerabilidades internas dos Estados Unidos, o Brasil também pode explorar o interesse geoestratégico do país, disse Azevêdo, mencionando a oferta de terras raras e minerais críticos. “O Brasil se posiciona como um parceiro preferencial seguro. Temos boas condições de negociar acordo com os EUA nesta área, inclusive com investimentos em processamento no Brasil”, avaliou.

Para ele, o Brasil deve adotar postura pragmática e transacional nas tratativas com Washington, ciente de que componentes políticos podem comprometer negociações em curso ou novas, citando como exemplo possíveis desdobramentos relacionados à Venezuela. As conversas não seguirão o roteiro tradicional de “pedidos e ofertas”, e tendem a se parecer mais a um “jogo de sedução interesseira”, disse Azevêdo.

Segundo o ex-diretor da OMC, a rivalidade entre China e EUA é uma das maiores oportunidades para o Brasil no cenário atual. Os países são respectivamente, o primeiro e o segundo maiores parceiros comerciais do país, com características distintas: a China é o principal destino das exportações brasileiras, vitais para o equilíbrio das contas correntes, e fonte crucial de investimentos em infraestrutura.

Os Estados Unidos, por sua vez, fazem investimentos sólidos, volumosos e orientados a setores de maior valor agregado no Brasil, e a parceria com os norte-americanos alavanca a credibilidade do país. Para Azevêdo, perder a conexão com qualquer um dos dois polos teria custos altíssimos ao Brasil. “Um não substitui o outro.”



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AgroNewsPolítica & Agro

maior oferta pressiona cotações da raiz



Chuvas limitam o avanço da colheita de raiz de mandioca


Foto: Canva

O início da semana passada foi marcado por chuvas intensas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, contexto que limitou o avanço da colheita de raiz de mandioca.

No entanto, nos dias seguintes, a colheita e a comercialização foram retomadas e intensificadas, sobretudo entre produtores com necessidade de capitalização. Esse cenário acabou ampliando a disponibilidade e gerando pressão sobre os preços da raiz.

Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 562,82 (R$ 0,9788/grama de amido) na semana passada, com queda de 0,5% frente à do período anterior. Em termos reais (IGP-DI), houve retração de 18,8% ao longo de 12 meses. 





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