quarta-feira, março 25, 2026

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Frango caipira é mais nutritivo? Nutricionista esclarece mitos e verdades



A nutricionista, Fabiana Borrego, esclareceu dúvidas comuns sobre o frango caipira, alimento tradicional em muitas regiões do Brasil e frequentemente cercado de percepções sobre sabor, textura, valor nutricional e até benefícios para a pele.

Segundo a especialista, embora a criação mais natural influencie algumas características da carne, grande parte das crenças populares não corresponde totalmente à realidade.

Frango caipira X frango de granja

De acordo com Fabiana Borrego, o frango caipira não é significativamente mais nutritivo do que o frango industrial. “Ele tem um pouquinho mais de alguns nutrientes, mas nada muito relevante”, explicou. As quantidades de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, selênio e zinco são bastante semelhantes entre os dois tipos.

De acordo com a especialista, a principal diferença está na gordura. Por ser criado solto, ciscar e se movimentar mais, o frango caipira tende a ter menos gordura de capa, já que utiliza parte desse tecido como energia. A carne também costuma ser mais firme devido à maior atividade muscular.

Mais colágeno: mito ou verdade?

Uma das crenças mais difundidas é a ideia de que o frango caipira teria mais colágeno proteína associada à saúde da pele e das articulações. Fabiana esclarece que todas as carnes possuem colágeno, e que não há evidências de que o frango caipira possui níveis superiores.

O que acontece, segundo ela, é que nas receitas tradicionais, especialmente cozidos feitos com ossos e partes como pés e miúdos, há maior concentração de colágeno naturalmente, independentemente do tipo de criação da ave. “O pé de frango, por exemplo, é riquíssimo em colágeno”, destacou.

Como preparar o frango caipira sem perder nutrientes

Por ser uma carne mais rígida, o frango caipira exige cocção (preparo de alimentos através do calor) mais prolongada ou o uso de panela de pressão. Fabiana reforça que as perdas nutricionais durante o cozimento são pequenas e não comprometem proteínas e minerais.

Cozidos longos, como os panelões com pequi, são indicados para garantir maciez e sabor, sem prejuízo nutricional.

Atenção à procedência

Mesmo sendo um produto comum em áreas rurais, Fabiana ressalta a importância de verificar selo de inspeção e rastreabilidade ao comprar o frango caipira no comércio. O certificação garante condições sanitárias adequadas e reduz riscos microbiológicos.

Para consumo doméstico direto de pequenos produtores, a nutricionista afirma que não há problema, mas venda e distribuição exigem fiscalização.

Mito e tradição caminham juntos

O frango caipira mantém seu prestígio pelo sabor marcante e textura diferenciada, mas, do ponto de vista nutricional, está mais próximo do frango de granja. O valor simbólico, histórico e gastronômico continua forte, mas a ciência mostra que as diferenças, embora existam, são mais sutis do que o senso comum sugere.



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o segredo da nutrição que garante concepção e bezerro pesado



A chegada do período das chuvas marca o momento em que os produtores se organizam para dar início a uma das fases mais importantes do calendário produtivo da fazenda: a estação reprodutiva.

O sucesso dessa fase depende, essencialmente, de um planejamento nutricional que se estenda ao longo de todo o ano, garantindo que as matrizes atinjam o escore corporal ideal para a concepção.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o especialista em pecuária Vicente Albuquerque destaca que o planejamento nutricional não se limita ao terço final de gestação, mas deve ser programado desde a concepção até a amamentação do bezerro.

Segundo ele, a nutrição estratégica é o fator que garante melhores índices de prenhez, menor retorno ao cio e, consequentemente, maior lucratividade.

Confira a entrevista completa:

Planejamento nutricional: suplementação sob medida

O planejamento nutricional é determinado, principalmente, pelo estágio fisiológico das fêmeas e pela época do ano. A suplementação deve ser estratégica, suprindo o que o pasto não oferece naquele momento:

  • Fêmeas com bom escore: se a matriz apresenta um bom escore de condição corporal e há boa disponibilidade de forragem, a nutrição pode ser feita de forma simples, via suplementação mineral.
  • Fêmeas em recuperação: caso a fêmea precise recuperar o escore corporal perdido em algum momento, o aporte nutricional precisa ser mais enfático, exigindo uma suplementação proteica ou proteico-energética.

A época do ano também define a necessidade de suplementos. Na seca, é necessário um pouco mais de ureia na formulação (suplementos minerais ureados). Na época das águas, o aporte de ureia não é tão necessário.

Os benefícios de calendarizar a Estação de Monta

Estabelecer um período de Estação de Monta (EM) na propriedade permite calendarizar todos os manejos e sincronizar o ciclo produtivo da fazenda com a natureza.

O benefício principal é a possibilidade de alinhar a fase de maior requerimento nutricional das vacas (o período de lactação) com a época do ano de maior disponibilidade de forragem (o período das águas). Dessa forma, as fêmeas entram na estação reprodutiva em uma melhor condição corporal.

Com uma boa nutrição, é possível até diminuir o tempo do intervalo entre partos, modulando as distâncias e acelerando a produtividade do rebanho.

Peso ideal e recuperação pós-parto

Para estarem aptas à reprodução, as fêmeas precisam atingir um peso mínimo e um bom escore corporal:

  • Novilhas (primeira cria): devem atingir de 60% a 65% do peso da vaca adulta de sua respectiva raça.
  • Fêmeas multíparas (experiência de parição): devem manter um escore de condição corporal por volta de 3,5 (dentro de uma escala de 1 a 5).

No período pós-parto, a nutrição é fundamental para que a vaca possa se recuperar rapidamente do esforço da parição e da fase crítica de amamentação, recuperando o escore para que possa entrar em cio novamente e iniciar uma nova gestação.

Todo esse planejamento deve ser consolidado e acompanhado para minimizar os efeitos de perda de escore ou eventos adversos. A estratégia é fornecer exatamente aquilo que o animal está precisando no momento mais adequado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Biocombustível como vetor de descarbonização é pauta de debate na AgriZone


Uma das principais questões quando se trata de mudanças climáticas é como reduzir as emissões de CO². Esse desafio começa por como quantificar essa mitigação e segue pelas discussões de como capturar, reutilizar e mesmo reciclar esse carbono. Políticas públicas que reconheçam a agricultura como motor essencial nesse processo, explorar novos mercados como oportunidades para que a agricultura gere, além de alimentos, bioprodutos, e a capacidade de realizar isso baseado em ciência e tecnologia foram caminhos apontados.

As sugestões foram apresentadas e debatidas pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, na programação da AgriZone, na COP 30. O painel “Sustentabilidade ambiental e contabilidade de carbono” foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), no espaço AgroBrasil, dia 19 de novembro. O dia foi dedicado a discussões do tema “Energias Renováveis”.

Harmonização dos cálculos de carbono

Essa foi uma das questões levantadas pelo Brasil na COP 30. Ter dados que reflitam como de fato estão as quantidades relativas a esse segmento no país é necessário para debater este ponto. Nesse contexto, Alexandre trouxe dados brasileiros para a discussão. Ele citou uma série de estudos que mostram que, só pela utilização de biocombustíveis, o Brasil já evitou a emissão de mais de 840 milhões de toneladas de CO² equivalentes desde o início do programa de etanol – marcado pela criação do Proálcool em 1975. Anualmente, disse ele, dados da Embrapa mostram que o país já mitiga quase 100 milhões de toneladas de CO² pela produção de biocombustíveis e bioeletricidade. “Isso é muita coisa”.

Os dados também refletem a força do segmento de biocombustíveis no Brasil. “Quando falamos de biocombustíveis, estamos falando de uma estratégia de descarbonização no contexto da agricultura tropical”, defendeu. Ele também destacou como os biocombustíveis e a agricultura são base para um grande sistema de captura e reciclagem de carbono. Citando o que ele chamou de quatro “R”, reduzir, reutilizar, remover e reciclar. O caminho para economia circular.

Há mais de 50 anos o Brasil vem fazendo uma escolha estratégica pelos biocombustíveis. De acordo com o chefe-geral, um rol que só aumenta. “Os biocombustíveis vivem um momento de expansão, como é o caso da possibilidades de usar a cana-de-açúcar para produção de etanol de primeira e segunda geração, biogás, biometano, bioeletricidade, SAF, biobanker, pensar em como capturar CO² e usar quem sabe para combustíveis sintéticos”, citou. “É preciso usar tudo isso como uma ferramenta para mitigação dos gases de efeito estufa”.

Retomando a questão da harmonização de medições, Alexandre ressaltou a importância de comprovar a mitigação que esses bioprodutos de fato podem promover. “Temos que ter como medir isso”. Um passo nessa direção, na opinião dele, veio com o RenovaBio. “Demos um passo importante para isso quando trouxemos a base científica para essa contabilização”. Contudo, ele também apontou que outro passo significativo para realização dos cálculos da política pública seria o de como tropicalizar os fatores de emissão. “Muitas vezes, o biocombustível brasileiro tem um cálculo de emissão com base num modelo que não é o de agricultura tropical que a gente tem hoje no Brasil”.

Segundo Alexandre, a agricultura brasileira vem passando por um processo chamado de modelo de intensificação sustentável, que tem como base a adoção de biotecnologias, bioinsumos, uso de tecnologias para segunda e terceira safras etc. Isso tudo permite produzir mais biomassa na mesma área e com o mesmo tempo, mas com menor emissão de carbono. “Se a pegada de carbono for calculada de uma maneira adequada aos modelos que a gente vem trabalhando, isso vai demonstrar que os biocombustíveis brasileiros são sim uma máquina de descarbonização, que são sim uma solução climática”, defendeu.

O novo comportamento do produtor

Alexandre lembrou que o programa de biocombustíveis começou por uma agenda econômica para, em seguida, se alinhar também a uma agenda climática e de sustentabilidade. Segundo ele, a agricultura está seguindo o mesmo caminho. O chefe-geral explicou que a agricultura brasileira passou por três fases. A primeira fase, na década de 1970, foi de expansão; a segunda fase foi marcada pelo aumento de produtividade com um modelo de agricultura própria, com grande investimento em ciência e tecnologia.

Agora, a agricultura vive uma terceira fase, de sustentabilidade, onde o campo brasileiro não é apenas produtor de commodities ou de biomassa, ele vem produzindo alimentos, fibras, pensando em serviços ecossistêmicos e em segurança alimentar. E, do mesmo modo, o agricultor também seguiu essa mudança.

Tratando-se da agenda da sustentabilidade, uma questão importante segundo Alexandre, é sobre como colocar essa agenda não somente como algo imposto de fora para o produtor, mas como algo que ele queira participar, sabendo que gerará benefícios para seu trabalho. “Quando conseguimos transformar políticas públicas como o RenovaBio, que transforma um ativo ambiental em ativo financeiro, geramos retorno financeiro dentro de uma agenda ambiental, isso é muito importante”, ressaltou.

Para o chefe-geral, a agenda de biocombustíveis conecta a agricultura à indústria. Tem-se uma matéria-prima para gerar um produto agroindustrial. A biomassa, por exemplo, pode ter um impacto positivo em setores como os de transportes,como o de aviação e marítimo. “O biocombustível pode ser um vetor de uma nova industrialização no país, de uma indústria verde baseada na agricultura. Pode também conectar a agricultura a novos mercados, auxiliando na descarbonização de novos setores”. Um ciclo que vai abrir novas alternativas para os produtores. “Essa sinergia entre ciência, mercado e política pública favoreceu para os produtores migrarem para uma agenda de sustentabilidade”.

Com todas essas possibilidades, Alexandre destacou como é significativo que essa discussão sobre biocombustíveis esteja acontecendo durante a COP, na AgriZone. “Sem agricultura não há biocombustível. Sem agricultura, o país não tem seu principal motor de descarbonização. Então, trazer a discussão sobre transição energética no Brasil via biocombustíveis para a COP 30 é absolutamente fundamental”.

Boas práticas e adoção de tecnologias

Para Alexandre, o produtor brasileiro sempre foi muito atento às novas tecnologias. “Ele tem essa característica de ser empreendedor e atento ao desenvolvimento tecnológico”. Vivemos num mundo hiperconectado, com acesso fácil e rápido à informação, e devemos usar essas novas tecnologias para transições mais rápidas no campo. “Um momento com esse que estamos vivendo, na COP, favorece que a agenda de sustentabilidade e de tecnologia venha para o dia a dia das pessoas, encurtando o tempo de adoção destas”.

Ele lembrou que durante muito tempa a Embrapa adotou o modelo tradicional de reaizar a pesquisa, desenvolver a tecnologia e ofertá-la ao público final. Já hoje, a Empresa já tem e segue pensando em vários ambientes que permitam o desenvolvimento conjunto, e citou como exemplo o AgNest. “Por que não podemos fazer um processo de co-criação? Isso faz com que nos aproximemos dos produtores e nos permite desenvolver algo que atenda um problema real”. Trazer os agricultores para junto da pesquisa pode encurtar esse caminho de levar uma tecnologia para o campo.





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Após crítica a Belém, Lula e Merz selam reaproximação no G20


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, se reuniram, neste sábado (22), em Joanesburgo, na África do Sul, onde participam da Cúpula de Líderes do G20. Após o mal-estar sobre a declaração de Merz sobre Belém, no Pará, os líderes concordaram em fortalecer as relações entre Brasil e Alemanha.

“Na agenda bilateral, Lula e Merz concordaram em fortalecer a relação comercial, social, cultural e tecnológica entre os dois países, lembrando os laços de proximidade desde o início da migração alemã ao Brasil ainda no século XIX”, diz comunicado do Palácio do Planalto sobre a reunião.

A convite do chanceler alemão, o presidente Lula confirmou sua viagem a Hannover, na Alemanha, em abril de 2026, para participar da abertura da “maior feira de tecnologia industrial do mundo”, que terá o Brasil como país parceiro. Lula também convidou Merz a realizar visita de Estado ao Brasil.

No encontro deste sábado, o premiê da Alemanha ainda reiterou seu apoio à iniciativa brasileira de criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa para preservação ambiental lançado pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). O país anunciou aporte de 1 bilhão de euros no TFFF.

Crítica a Belém

Após participar da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, no início deste mês, Merz disse publicamente que a Alemanha é um dos países “mais bonitos do mundo” e que os integrantes da comitiva “ficaram felizes por estar de volta daquele lugar”.

Lula defendeu o estado e disse que Berlim, capital da Alemanha, não oferece 10% da qualidade que oferece o Pará.

“Ele, na verdade, devia ter ido num boteco no Pará, deveria ter dançado no Pará, deveria ter provado a culinária do Pará. Porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará, a cidade de Belém”, disse Lula em evento no interior do estado, na última terça-feira (18).

“E eu falava toda hora: ‘come a maniçoba, pô’”, acrescentou o presidente em referência ao prato típico da culinária paraense feito a partir das folhas da mandioca.

Após a repercussão, um porta-voz do governo da Alemanha disse que a fala do chanceler Friedrich Merz sobre Belém foi tirada de contexto e se referia ao cansaço da comitiva. “O comentário se referia essencialmente ao desejo da delegação, depois de um voo noturno muito cansativo e um longo dia em Belém, de também começar a viagem de volta”, disse.



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Etanol pode ter emissões negativas com novas tecnologias



O etanol brasileiro pode chegar a uma pegada de carbono perto de zero — e até ficar negativa — com o uso de tecnologias que capturam o CO₂ liberado na produção e com o uso agrícola do biochar. A conclusão é de um estudo da Embrapa Meio Ambiente e da Unicamp, que avaliou como essas soluções poderiam ampliar os resultados ambientais do RenovaBio.

Os pesquisadores analisaram como a captura do carbono emitido pelas usinas e o uso do biochar no solo evitam que o CO₂ retorne à atmosfera. O potencial é considerado alto, mas ainda depende de mais incentivos e de regras específicas para avançar.

Tecnologias que evitam o retorno do CO₂

O estudo avaliou a chamada captura e armazenamento de carbono, conhecida como BECCS. A técnica pode ser aplicada em duas etapas da produção de etanol. A primeira ocorre na fermentação, quando o gás liberado é mais fácil de capturar. A segunda envolve a queima de bagaço e palha para gerar energia nas usinas.

Segundo a pesquisadora Nilza Patrícia Ramos, da Embrapa Meio Ambiente, a captura na fermentação é hoje a alternativa mais simples de implementar. Já a captura durante a queima da biomassa exige investimentos maiores e depende de estruturas específicas para armazenar o carbono debaixo da terra.

Outro ponto analisado foi o biochar, um tipo de carvão produzido a partir de resíduos agrícolas. Quando aplicado ao solo, ele funciona como um depósito de carbono por longos períodos. De acordo com o pesquisador Cristiano Andrade, da Embrapa, o biochar pode melhorar a qualidade física do solo e ajudar a reter carbono, mas a aplicação precisa ser equilibrada para evitar efeitos indesejados.

Custos, impactos e caminhos para avançar

Pelos cálculos do RenovaBio, o etanol hidratado tem hoje uma intensidade de carbono de 32,8 gCO₂e/MJ. A captura na fermentação reduziria esse valor para cerca de 10 gCO₂e/MJ. Em combinações mais amplas, o etanol poderia atingir emissões negativas.

Atualmente, nenhuma usina certificada usa BECCS ou biochar em escala comercial. O principal entrave são os custos, que ainda superam o valor pago pelos créditos de descarbonização. Para os autores, será necessário criar novos incentivos, linhas de crédito e mecanismos que tornem a captura de carbono financeiramente viável.

O estudo aponta que o Brasil tem condições de liderar esse movimento, já que possui produção consolidada de etanol e políticas voltadas para combustíveis de baixo carbono. O avanço das tecnologias, afirmam os pesquisadores, dependerá da combinação entre inovação e instrumentos econômicos que tornem a redução de emissões um negócio sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agrilife Solutions lidera a 4ª geração da nutrição vegetal com AgGranum e AgMaturis


Com formulação líquida, doses reduzidas e tecnologia C-DOT Drive®, nova linha eleva o Nutrient Use Efficiency (NUE) e entrega maior produtividade e retorno ao agricultor com menor impacto ambiental.

A Agrilife Solutions, empresa brasileira do Grupo Casa Bugre, apresenta ao mercado os novos fertilizantes foliares AgGranum e AgMaturis, que representam a chegada da 4ª geração da nutrição vegetal. Formulados com a exclusiva tecnologia C-DOT Drive®, os produtos oferecem nutrição inteligente, funcional e fisiologicamente ativa, com eficiência muito superior às soluções convencionais.

Com formulação líquida e alta capacidade de absorção e metabolização dos nutrientes, os novos produtos exigem doses bem inferiores aos fertilizantes tradicionais, o que significa menor consumo de recursos naturais, menor uso de embalagens e menor necessidade de armazenamento e transporte — resultando em menor impacto ambiental e maior competitividade no campo.

“Estamos inaugurando uma nova era da nutrição vegetal. Com a C-DOT Drive®, conseguimos elevar a eficiência fisiológica das plantas, utilizando menos insumos e gerando mais resultado por hectare”, afirma Everton Molina Campos, Diretor de Marketing & Inovação da Agrilife Solutions. “O agricultor ganha produtividade, sustentabilidade e um retorno econômico expressivo sobre o investimento.”

A evolução da nutrição vegetal até a 4ª geração

A nutrição vegetal evoluiu ao longo das últimas décadas:

  • Na 1ª geração, o foco era apenas fornecer nutrientes básicos;
  • Na 2ª, surgiram os agentes complexantes, que melhoraram a disponibilidade;
  • A 3ª geração trouxe as nanopartículas metálicas;
  • E agora, a 4ª geração, inaugurada pela tecnologia C-DOT Drive®, entrega nutrição e fisiologia (nutrifisiologia), em que cada nutriente é absorvido, transportado e metabolizado com máxima eficiência e mínimo desperdício

As nanopartículas de carbono (3–5 nanômetros) da C-DOT Drive® se ligam eletrostaticamente aos nutrientes, aumentando sua estabilidade e solubilidade, e ativam enzimas que impulsionam o transporte e o metabolismo celular.

Essa combinação resulta em maior conversão de nutrientes em produtividade, com eficiência de uso (NUE) até oito vezes superior à média de mercado

“A ciência hoje reconhece o Nutrient Use Efficiency (NUE) ou Eficiência no uso de nutrientes como o principal indicador de eficiência e sustentabilidade na agricultura em todo mundo”, explica Molina Campos. “Quanto maior a produtividade com menor uso de fertilizantes, melhor o desempenho agronômico, econômico e ambiental. E é exatamente isso que nossos produtos entregam.”

C-DOT Drive®: dois mecanismos de ação, máxima eficiência e menor impacto

O segredo da C-DOT Drive® está em seus dois mecanismos de ação sinérgicos:

  • a) Carreador de nutrientes – As nanopartículas entram facilmente nas folhas e raízes, levando os nutrientes diretamente para dentro das células, reduzindo perdas por lixiviação ou fixação;
  • b) Ativador de transporte – A tecnologia estimula as enzimas H?-ATPases, abrindo canais de absorção e aumentando a metabolização dos nutrientes dentro da planta

O resultado é uma nutrição fisiologicamente ativa, com alta eficiência de conversão (NUE), menor uso de fertilizantes por hectare e redução significativa de emissões de gases de efeito estufa.

Além disso, devido baixa dose de aplicação, a quantidade de embalagens é menor a facilidade logística e menor custo operacional, o que se traduz em melhor custo-benefício e maior ROI (retorno sobre investimento) para o produtor.

“A combinação entre nanotecnologia, formulação líquida e dois mecanismos de ação é o que faz da C-DOT Drive® uma tecnologia verdadeiramente disruptiva”, ressalta Molina Campos. “Ela entrega eficiência agronômica e ambiental, reduzindo desperdícios e aumentando a margem do agricultor.”

AgGranum: alta performance no enchimento e padronização de grãos

Destinado ao enchimento de grãos e padronização produtiva em culturas como soja e feijão, o AgGranum é um fertilizante foliar de alta eficiência que potencializa a fotossíntese e o metabolismo energético, direcionando nutrientes e carboidratos para flores, vagens e sementes.

Em testes de campo realizados em Conchal (SP) e Palmas (TO), o AgGranum proporcionou aumentos de até 11 sacas por hectare e índices de NUE de até 783% — desempenho que comprova sua capacidade de transformar nutrientes em produtividade com doses muito menores que os produtos convencionais

“O AgGranum entrega força e inteligência para o campo. Ele entende a demanda da planta e age no momento certo, garantindo mais peso e uniformidade com menor uso de insumos”, explica Molina Campos.

AgMaturis: maturação uniforme e qualidade premium de frutos

Para ser usado em culturas como tomate, morango, pimentão e alface, o AgMaturis atua na maturação uniforme e no enchimento equilibrado de frutos. Sua formulação líquida balanceada permite aplicações em doses reduzidas, com altíssimo aproveitamento fisiológico dos nutrientes. Outro benefício é que o produto não tem cloro em sua formulação, permitindo seu uso em culturas sensíveis.

Nos experimentos de campo, o AgMaturis mostrou resultados expressivos: ganhos de até 12,9 toneladas por hectare em tomate tipo cocktail e quase 8 toneladas adicionais por hectare em morango, além de melhor padronização e qualidade comercial dos frutos.

“O AgMaturis mostra que é possível produzir mais e melhor com menos. Ele entrega performance, reduz o impacto ambiental e aumenta a rentabilidade do agricultor”, reforça Molina Campos.

Sustentabilidade, competitividade e retorno garantido

Além do desempenho agronômico, os novos produtos se destacam por diminuírem a pegada ambiental da agricultura. O menor volume aplicado, aliado à alta eficiência da C-DOT Drive®, reduz o consumo de matéria-prima, embalagens e energia de transporte, fortalecendo o compromisso da Agrilife com uma agricultura regenerativa e de baixo carbono.

“A 4ª geração da nutrição vegetal entrega tudo o que o produtor moderno busca: produtividade, sustentabilidade e rentabilidade. É uma tecnologia que gera valor econômico e ambiental ao mesmo tempo”, conclui Molina Campos.

Tecnologia já embarcada em outros produtos

A tecnologia C-DOT Drive® também está presente nos produtos AgFortis e AgBasis, que já demonstram ganhos consistentes em estruturação, vigor e eficiência fisiológica. Com a chegada do AgGranum e do AgMaturis, a Agrilife consolida uma linha completa de soluções nutrifisiológicas de alta performance, alinhada à agricultura 6.0 — inteligente, sustentável e conectada.

Sobre a Agrilife Solutions

A Agrilife Solutions é uma empresa brasileira especializada em soluções que promovem uma agricultura em favor da vida, unindo ciência, tecnologia e sustentabilidade para maximizar a eficiência, a rentabilidade e a regeneração dos sistemas produtivos.

Presente em 80% do território nacional, integra o Grupo Casa Bugre, que há mais de 43 anos atua com inovação, solidez e compromisso com o agro sustentável. Mais informações: www.agrilifetech.com.br 





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modelo pioneiro foi lançado há 117 anos


Abastecer os carros com álcool é uma prática comum no Brasil desde os anos 70, mas a pesquisa dos combustíveis de origem vegetal começou muito antes.

O pioneiro Ford Modelo T, lançado há 117 anos nos EUA, era conhecido pela capacidade de operar com gasolina e outros tipos de combustíveis, como álcool e querosene.

Além disso, documentos da década de 1910 mostram que Henry Ford pesquisou o uso de combustíveis à base de diferentes produtos, como açúcar, madeira, milho e batatas.

“Todo mundo está esperando por um substituto para a gasolina”, declarou Henry Ford para uma edição de 1916 do jornal Western Brewer, voltado aos produtores de cerveja.

Conhecido por não beber, ele também lamentou o fechamento de cerca de 60 cervejarias devido à proibição da bebida no estado de Michigan.

De maneira inovadora, o empresário americano justificava a busca por fontes de energia alternativas em razão do preço futuro da gasolina.

“Quando isso acabar não haverá mais gasolina e, muito antes disso, o preço da gasolina terá subido a um ponto em que será muito caro para ser queimado como combustível automotivo”, disse.

Resultados promissores

modelo t ford
Foto: Divulgação

Experimentos realizados nos laboratórios da Ford durante 18 meses mostraram que o álcool combustível podia não só ser um substituto adequado para a gasolina, mas também um produto comercialmente viável.

Na visão de Henry Ford, as cervejarias fechadas poderiam virar destilarias para produzir álcool combustível, aproveitando os milhões de dólares já investidos naquelas instalações.

O típico motor de quatro cilindros do Modelo T gerava uma potência de 20 cv, com consumo de 5,5 a 8,9 km/l. Por outro lado, o Modelo T testado com álcool tinha uma potência 15% maior do que com gasolina, embora com autonomia um pouco menor.

O combustível alternativo também trouxe benefícios para os agricultores, que logo usariam tratores agrícolas. Henry Ford declarou ao Western Brewer que já tinha 30 desses “tratores motorizados” funcionando com álcool em Dearborn.

Ainda, o empresário previu um futuro em que tubulações subterrâneas forneceriam álcool combustível para uso na iluminação e cozinhas, como o gás natural.

A principio, nesses testes vários grãos e vegetais foram convertidos em álcool, incluindo resíduos de fábricas de enlatados e de açúcar que normalmente seriam descartados.

Outras fontes promissoras eram talos de milho e uma variedade de batatas da Alemanha, o cultivo local tornava viável.

Lei seca

henry ford, tratores ford
Foto: Divulgação

Apesar do potencial dos biocombustíveis, a dificuldade de operar destilarias na era da Lei Seca acabou inviabilizando o projeto. A proibição do álcool no estado de Michigan já existia antes da lei nacional entrar em vigor, em 1920.

E quando ela terminou, em 1933, a Ford já havia avançado, substituindo o Modelo T pelo Modelo A e, em seguida, pelo motor V8 de cabeçote plano.

A ideia de Henry Ford não se concretizou, mas seus esforços no desenvolvimento de combustíveis alternativos foram essenciais para os avanços do setor hoje.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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ausência de plano para eliminar combustíveis fósseis frustra negociações


A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) continua sem um desfecho, na manhã deste sábado. A plenária de encerramento da conferência está prevista para as 12h, quando deverão ser conhecidos os textos finais sobre as decisões.

As negociações em torno do documento final da conferência se estenderam pela madrugada. O evento estava previsto para terminar nesta sexta-feira (21).

No início da manhã de ontem, foram divulgados os rascunhos dos textos que estavam em discussão, o chamado Pacote de Belém.

Representantes da sociedade civil criticaram a falta de ambição das nações para buscar as metas climáticas previstas no Acordo de Paris, que procura conter o aumento da temperatura do planeta em até 1,5 ºC, como limite para que o planeta não entre em um ciclo grave de catástrofes ambientais.

Um dos principais pontos de frustração foi a ausência do mapa do caminho para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aquecimento global.

O governo brasileiro, e especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética.



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Estratégia simples reduz custos e otimiza adubação em solos de alta fertilidade no Cerrado



Uma estratégia prática e de baixo custo pode transformar o manejo de fertilizantes em áreas agrícolas com solo de alta fertilidade no Cerrado. Pesquisadores validaram, ao longo de três safras, a eficiência da adubação de restituição associada ao balanço de nutrientes, método que repõe apenas aquilo que é efetivamente exportado pelas colheitas. O estudo, desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, foi conduzido em Unaí (MG), em áreas de produção consolidada e com fertilidade construída.

Com o avanço tecnológico, máquinas agrícolas já permitem ajustar, em tempo real, a quantidade de fertilizantes distribuída no talhão. Esse processo facilita a adoção de manejos mais precisos, como a adubação de restituição, prática que devolve ao solo somente os nutrientes removidos pelos grãos colhidos, evitando excessos.

Os resultados confirmaram que os solos estudados acumularam, ao longo de anos de cultivo, um estoque significativo de nutrientes. Dessa forma, a manutenção da produtividade não exige, necessariamente, os aportes tradicionais aplicados por segurança em muitas fazendas. De acordo com os pesquisadores, é possível ajustar as adubações, prevenir déficits ou sobras e aumentar a eficiência energética do sistema produtivo, além de contribuir para a redução da pegada de carbono.

Por que repensar a adubação?

Culturas como soja, milho, algodão, feijão, trigo e sorgo demandam grandes quantidades de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). O custo associado a esses nutrientes é um dos principais fatores de risco econômico na agricultura brasileira. Mesmo assim, muitos produtores seguem aplicando fertilizantes em doses antigas, mesmo quando o solo já apresenta níveis elevados de P e K — muitas vezes acima dos níveis críticos.

Pesquisas anteriores indicam que áreas consolidadas do Cerrado, principalmente sob plantio direto, acumularam quantidades consideráveis de nutrientes, superando a fertilidade original dos solos da região. O novo estudo reforça essa constatação e oferece caminhos concretos para otimizar o manejo.

O estudo

A pesquisa, liderada pelo cientista Álvaro Vilela de Resende, da Embrapa Milho e Sorgo, com participação de especialistas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e apoio da Fazenda Decisão, avaliou três estratégias nutricionais em parcelas de grande escala:

• Adubação de restituição — reposição exata de N, P e K exportados pelas colheitas
• Manejo padrão da fazenda — modelo tradicional adotado há anos na propriedade
• Controle sem adubação NPK

As avaliações foram realizadas em sistemas soja–milho (ou sorgo), com e sem consórcio com braquiária, ao longo de três ciclos de safra e segunda safra. Os resultados mostraram que a adubação de restituição mantém a produtividade e promove uso mais racional de insumos, reforçando a importância da análise criteriosa do solo antes da definição das doses.

Impacto científico e ambiental

O estudo completo foi publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), em edição especial para a COP 30, como parte da Jornada pelo Clima da Embrapa e das comemorações dos 60 anos do periódico. As recomendações apresentadas contribuem para práticas agrícolas mais sustentáveis, conservação de recursos naturais e maior eficiência produtiva, sem comprometer o desempenho das lavouras.



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Negociações na COP30 seguem em Belém e países buscam acordo


A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) continua sem um desfecho, na manhã deste sábado. A plenária de encerramento da conferência está prevista para as 12h, quando deverão ser conhecidos os textos finais sobre as decisões.

As negociações em torno do documento final da conferência se estenderam pela madrugada. O evento estava previsto para terminar nesta sexta-feira (21).

No início da manhã de ontem, foram divulgados os rascunhos dos textos que estavam em discussão, o chamado Pacote de Belém.

Representantes da sociedade civil criticaram a falta de ambição das nações para buscar as metas climáticas previstas no Acordo de Paris, que procura conter o aumento da temperatura do planeta em até 1,5 ºC, como limite para que o planeta não entre em um ciclo grave de catástrofes ambientais.

Um dos principais pontos de frustração foi a ausência do mapa do caminho para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, os principais responsáveis pelas emissões dos gases que causam o aquecimento global.

O governo brasileiro, e especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu na aprovação de um texto que abordasse alguma proposta de cronograma de implementação dessa transição energética.



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