sábado, março 28, 2026

Agro

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EUA diminuem tarifas sobre café, carne, frutas e açaí do Brasil



O governo dos Estados Unidos anunciou a redução das tarifas de reciprocidade sobre diversos produtos brasileiros, incluindo café, carne, bananas, algumas frutas tropicais frescas ou congeladas, castanha-do-Pará e açaí. A medida foi publicada nesta sexta-feira (14) em uma ordem executiva da Casa Branca.

A decisão entra em vigor para mercadorias importadas e retiradas em armazém desde a quinta-feira (13), embora ainda não tenha sido detalhado o percentual exato de redução.

Desde agosto, a importação de produtos brasileiros pelos EUA enfrentava uma sobretaxa de 50%, gerando impacto direto no setor de agronegócio do país. A expectativa é que a redução das tarifas estimule o comércio bilateral e alivie a pressão sobre produtores brasileiros.

A notícia foi inicialmente divulgada pelo G1.



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Tornado deixa rastro de destruição e prejuízos passam de R$ 150 mi no Paraná



A cidade de Rio Bonito do Iguaçu ainda vive um cenário de devastação. Mesmo com o trabalho intenso das equipes de limpeza, manutenção e reconstrução, a cidade deve levar muito tempo para se reerguer. Pelas ruas, o que se vê são estilhaços, placas retorcidas, pedaços de árvores e estruturas espalhadas por todos os lados.

Árvores de grande porte foram arrancadas pela raiz; outras, partidas ao meio. Em meio ao esforço das equipes, o desastre também é marcado por solidariedade.

Bases de todas as forças de segurança e atendimento emergencial foram mobilizadas para apoiar os trabalhos. No campo, os impactos são igualmente profundos. Em uma plantação de eucalipto, o rastro do tornado ficou desenhado entre as fileiras, revelando a intensidade dos ventos que ultrapassaram 300 km/h.

Em uma lavoura de soja, o produtor estima perda de 80% da produção. Em alguns pontos, a queda das folhas deixou apenas os caules expostos; em outros, a força do vento simplesmente arrancou as plantas do solo.

O produtor rural André Donatto percorreu a propriedade após o tornado e relatou o cenário. “Graças a Deus que estamos bem. Estamos bem, só com um estrago emocional e psicológico. A gente fica mais tristes com as vidas que foram ceifadas”, conta.

A produtora Marlei Donatto também reviveu os momentos de pânico.“Quando eu saí pra fora para olhar, o tempo vinha emendado. Quando saímos, já estava tudo destruído” disse.

A região é produtora de soja, milho, feijão, trigo e leite. Segundo entidades do setor, as maiores perdas estão concentradas em estruturas produtivas. Barracões de maquinários vieram ao chão, e um silo teve parte da estrutura completamente retorcida pela força do vento. De acordo com o Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, os prejuízos devem ultrapassar R$ 150 milhões.

“Nós andamos por várias propriedades fazendo levantamento das áreas mais afetadas. Se considerarmos todas as interrupções de produção, podemos chegar a esse valor. Muitas lavouras foram varridas pelo vento e pela chuva”, explica o presidente do sindicato rural Laranjeiras do Sul, Eliseu Fernando Telli.

Além de produtor, André Donatto dedica parte do tempo a um projeto social que forma futuros cowboys na cidade. A arena usada pelas crianças, porém, também foi totalmente destruída pela passagem do tornado, mais um símbolo da força do fenômeno e do longo caminho que Rio Bonito do Iguaçu terá pela frente até reconstruir o que foi perdido.



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AgroNewsPolítica & Agro

EUA e China mantêm impacto limitado no mercado de soja



As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta


As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta
As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta – Foto: Pixabay

O novo entendimento entre as duas maiores economias do mundo reacendeu o debate sobre os rumos do comércio agrícola. A sinalização de retomada parcial das compras chinesas trouxe algum fôlego às cotações, mas análises do setor apontam que o efeito do acordo tende a ser mais diplomático que comercial, sem alterar o excesso de oferta que pressiona a soja no mercado internacional.

Consultorias destacam que a China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, volume bem abaixo do registrado em 2020/21. O cenário mantém o foco nos embarques da América do Sul, considerados mais competitivos e seguros para o abastecimento. “O acordo demonstra mais um gesto de aproximação entre as potências do que uma mudança efetiva no fluxo comercial. A China segue priorizando a soja da América do Sul, especialmente a brasileira, por questões de competitividade e segurança de abastecimento”, explica Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Nos Estados Unidos, a previsão de safra cheia convive com ritmo lento de exportações. No Brasil, a projeção de nova colheita recorde reforça a manutenção de estoques elevados e prêmios mais baixos nos portos, limitando novas altas. A leitura de analistas é que a trégua comercial apenas suaviza, por pouco tempo, o descompasso entre preços e fundamentos.

As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta, restrita ao período anterior à entrada da safra brasileira. No mercado interno, o câmbio estável não compensa prêmios enfraquecidos nem a volatilidade externa, mantendo a comercialização perto de 25% da safra e abaixo da média histórica. “O momento exige uma cobertura mínima de 40% da produção, garantindo a proteção de custos e evitando exposição a eventuais quedas de preço ou gargalos logísticos. A estratégia deve priorizar margens e liquidez, combinando contratos futuros e barter de forma equilibrada”, finaliza.

 





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Semana do boi gordo termina com frigoríficos em busca por preços mais baixos; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com frigoríficos tentando realizar compras em patamares mais baixos, mesmo diante de escalas de abate nem sempre confortáveis. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o mercado segue atento à investigação conduzida pela China, cujo resultado e possíveis medidas de salvaguarda serão divulgados até 26 de novembro.

“Este evento será fundamental para a formação de tendência no mercado de boi gordo no curto e médio prazo”, afirmou Iglesias.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 326,67 (a prazo)
  • Goiás: R$ 319,82
  • Minas Gerais: R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 308,91

No mercado atacadista, os preços permaneceram firmes ao longo desta sexta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade de alta no curtíssimo prazo, impulsionada pelo aumento do consumo doméstico, entrada do 13º salário, criação de empregos temporários e confraternizações típicas do período.

Preços no atacado

  • Quarto traseiro: R$ 26,00
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50
  • Ponta de agulha: R$ 19,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com leve baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,2962 para venda e R$ 5,2942 para compra.

Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,2724 e R$ 5,3164, acumulando queda de 0,73% na semana.



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Cooperativismo ganha força na agricultura regenerativa e se destaca na COP30



O cooperativismo voltou ao centro do debate internacional durante a COP30, reforçando seu papel estratégico na transição para uma agricultura regenerativa e de baixo carbono.

Embora muitas vezes tratada como novidade, a adoção de práticas sustentáveis já faz parte da rotina de milhares de agricultores familiares, que contam com o apoio das cooperativas para fortalecer e ampliar esses sistemas.

No painel “Agricultura de Baixo Carbono: caminho para sistemas alimentares sustentáveis e resilientes”, apresentados na conferência, diferentes experiências mostraram que a mudança para modelos produtivos mais sustentáveis já está acontecendo no campo.

Entre os destaques está a Lar Cooperativa, que reúne mais de 15 mil associados e atua nos segmentos de grãos e proteína animal no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai. A cooperativa apresentou seu Programa Lar de Sustentabilidade, que consolida boas práticas pecuárias e agrícolas com foco em regeneração e redução de emissões.

O programa incentiva ações como a recuperação de nascentes, o reuso de água nas unidades frigoríficas e a realização do inventário de emissões com metodologias internacionalmente reconhecidas. Segundo representantes, o objetivo é fomentar a cultura da sustentabilidade nas áreas de atuação e elevar o nível de conformidade ambiental das atividades agropecuárias.

Coasa

Outro case apresentado foi o da Coasa (Cooperativa de Água Santa), do Rio Grande do Sul. Em um estado marcado por estiagens e enchentes recorrentes, a cooperativa tem investido em práticas que aumentam a resiliência do solo.

Segundo o engenheiro agronômo da Coasa, Ronaldo Scariot, uma das estratégias é manter plantas vivas no sistema pelo maior tempo possível, idealmente, 365 dias por ano, reduzindo períodos de solo descoberto.

“Sabemos que é impossível, mas a gente consegue trabalhar com o sistema adequado, conseguindo botar principalmente plantas naquele vazio outonal que tem no Rio Grande do Sul”, explica.

Segundo o engenheiro, a técnica de inserir culturas no vazio outonal, como o nabo pré-trigo, tem mostrado resultados positivos. Além de ajudar no sequestro de carbono, a planta pode fixar até 40 kg de nitrogênio, reduzindo custos e agregando renda ao produtor.

Importância da agricultura familiar

Experiências como essas demonstram que a agricultura regenerativa não surge do zero, ela evolui a partir de práticas que já são realizadas por agricultores familiares há décadas. Com apoio das cooperativas, esses sistemas ganham protagonismo.

A coordenadora geral de gestão do Ministério da Agricultura, Camila Rodrigues reforça que a agricultura familiar é parte fundamental da solução climática. “A agricultura familiar é parte da solução climática hoje, já que a gente tá aqui falando de COP. Quando se fala em agricultura regenerativa, sustentabilidade, devemos olhar para a agricultura familiar”, afirma.

Para avançar, eles defendem o fortalecimento das políticas públicas, o acesso facilitado a crédito, já que o Plano Safra da agricultura familiar é menor que o do setor empresarial, e maior disponibilidade de fundos voltados à adaptação, mitigação e transição sustentável



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preços de soja caem no Brasil em dia de baixa em Chicago



O mercado brasileiro de soja registrou queda nesta sexta-feira (14). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com um relatório de viés altista, Chicago recuou e isso puxou o físico para baixo.

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O dia foi de baixa intensidade nas negociações. Segundo Silveira, os preços caíram entre R$ 2 e R$ 3 dependendo da praça, com os prêmios ajustando muito pouco. Assim, a pressão maior acabou vindo da CBOT, especialmente sobre o porto.

Os negócios ficaram travados, com poucas ofertas, apesar dos bons movimentos observados no restante da semana. “O produtor esperava uma alta mais consistente em Chicago, mas, na prática, os preços recuaram”, afirmou.

No campo, o plantio segue avançando, mas o analista destaca que no Nordeste, as chuvas irregulares continuam trazendo bastante preocupação. Por agora, o foco do produtor permanece totalmente no plantio.

Cotações de soja nesta sexta-feira (14)

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,50 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,50 para R$ 140,50

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os dados do relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a divulgação das vendas por parte de exportadores privados durante o shutdown decepcionaram, proporcionando recuo e devolvendo parte dos ganhos da semana.

O USDA indicou grande oferta de soja a entrar no mercado, com revisão para baixo apenas moderada na produtividade e produção dos Estados Unidos. Além disso, o relatório cortou a previsão para exportações americanas, demonstrando ceticismo quanto à retomada de compras chinesas.

Durante a paralisação, foram confirmadas apenas 332 mil toneladas para a China, abaixo dos 12 milhões prometidos após o acordo EUA-China, além de 616 mil toneladas para destinos não revelados, provavelmente vendidas à China.

USDA

A safra norte-americana de soja 2025/26 está projetada em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas), com produtividade de 53 bushels por acre, levemente abaixo do relatório anterior. Os estoques finais foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), também abaixo das expectativas de mercado.

Contratos de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam em baixa de 22,50 centavos de dólar, ou 1,96%, a US$ 11,24 1/2 por bushel. Março recuou 20,75 centavos, a US$ 11,36 por bushel. O farelo de soja teve baixa de US$ 5,90 ou 1,79%, e o óleo de soja perdeu 0,10 centavo ou 0,19%

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, negociado a R$ 5,2962 para venda e R$ 5,2942 para compra, oscilando entre R$ 5,2724 e R$ 5,3164. Na semana, acumulou queda de 0,73%.



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Fim de semana tem alerta para tornados e temporais; Paraná pode ser atingido novamente



Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o fim de semana deve ser marcado por novos episódios de tempo severo, com risco de tempestades fortes, microexplosões e até formação de tornados.

Durante participação no Mercado & Cia, Müller explicou que o Paraná volta a entrar na rota dos temporais. Ele destacou que, embora a sexta-feira (14) apresente chuva mais intensa em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e interior de São Paulo, a tendência é de que o quadro se agrave a partir de sábado (15).

A atuação de um cavado deve provocar tempestades mais violentas no Mato Grosso do Sul e no interior do Paraná, com possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem superar 100 km/h. Segundo o meteorologista, esse tipo de sistema também favorece alagamentos pontuais, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia.

A maior preocupação, no entanto, está concentrada no domingo (16), quando uma nova frente fria começa a avançar pelo Sul do país. Müller afirmou que há condições para a formação de microexplosões e até de tornados, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina até o meio-dia, e no oeste do Paraná durante a tarde e noite. Ele reforçou que o alerta não significa que o fenômeno irá ocorrer em uma cidade específica, mas que toda a região estará sujeita ao risco.

De acordo com o especialista, o sistema deve avançar rapidamente entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (17), alcançando áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, especialmente a região de Presidente Prudente, e partes do Sudeste. Como muitos temporais podem ocorrer durante a madrugada, há risco adicional por pegar moradores de surpresa.

Apesar do risco de fenômenos severos, Müller destacou que a chuva será importante para áreas agrícolas. A projeção indica mais de 100 milímetros em Mato Grosso, Minas Gerais e Matopiba nos próximos dias, impulsionada pela formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O meteorologista afirmou que o período entre os dias 20 e 29 de novembro pode registrar acumulados entre 150 e 200 milímetros, volumes considerados positivos para as lavouras de soja que aguardam regularização da umidade.

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Cooxupé destaca força da agricultura familiar na COP30



A Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, levou à COP30 uma mensagem clara: o futuro da cafeicultura passa pela união entre produtividade, sustentabilidade e inclusão social. Durante participação em painel do Fórum Planeta Campo, realizado em Belém (PA), a superintendente de ESG da cooperativa, Natália Carr, detalhou os avanços da entidade em rastreabilidade, sucessão familiar e projetos de agricultura regenerativa.

Fundada em 1932, a Cooxupé reúne 21 mil cooperados, dos quais 96,7% são pequenos produtores. Segundo Natália, essa estrutura mostra que, embora a cooperativa seja líder global, sua força vem da base. “São famílias que respondem por 60% do café que entra na Cooxupé”, afirmou. Hoje, a cooperativa exporta aproximadamente 80% do café produzido, atendendo mais de 50 países.

Rastreabilidade e as ‘quatro ondas’ da cafeicultura

Natália lembrou que a rastreabilidade já é uma realidade consolidada na cafeicultura brasileira, impulsionada tanto por exigências legais quanto pela organização cooperativista. Segundo ela, o setor passou por quatro grandes fases — ou “ondas” — na sua evolução:

  1. Produtividade: ganhos obtidos com pesquisa, manejo e novas tecnologias.
  2. Qualidade: busca por cafés especiais e reconhecimento internacional.
  3. Sustentabilidade ambiental: adequação às legislações e certificações.
  4. Inclusão social: geração de renda, sucessão familiar e valorização das comunidades rurais.

É nessa quarta etapa que se concentram os esforços atuais da Cooxupé.

Um dos destaques apresentados por Natália é o protocolo de sustentabilidade “Gerações”, iniciativa que integra rastreabilidade, pilar ambiental e gestão econômica das propriedades. O programa incentiva boas práticas e cria níveis de evolução, permitindo que o produtor enxergue sua fazenda como uma empresa.

“Não existe sucessão sem renda. É preciso valorizar o produto do cooperado para que ele consiga investir e permanecer no campo”, reforçou.

Agricultura regenerativa e corredores ecológicos

A Cooxupé também tem avançado em agricultura regenerativa, promovendo biodiversidade no café e implantando corredores ecológicos dentro das lavouras. As ações garantem benefícios ambientais e permitem que os produtores recebam créditos de carbono.

“Falamos muito de biodiversidade acima e abaixo do solo — agora damos mais um passo com árvores implantadas de forma planejada dentro das áreas de produção”, explicou.

A superintendente destacou ainda o trabalho de capacitação e treinamento dos cooperados, aproximando-os da ciência e de novas tecnologias. Segundo ela, o efeito multiplicador vem do exemplo. “Quando um produtor começa a aplicar uma prática nova, o vizinho observa e passa a fazer também”, disse.

A motivação, garante Natália Carr, aumenta quando o cooperado percebe o alcance do próprio produto. “Quando ele entende que o café dele está no Carrefour, que chega à Europa, isso traz pertencimento e entusiasmo”.

Comunicação para além do agro

A superintendente da Cooxupé também reforçou o desafio de comunicar a sustentabilidade do café para públicos fora do setor. Ela destacou a importância da parceria com veículos como Canal Rural e CNN para ampliar o alcance das iniciativas.

“Precisamos mostrar dados e evidências do que fazemos. A cafeicultura e o cooperativismo são parte da solução para as mudanças climáticas”, disse.

Assista ao painel sobre rastreabilidade total da cadeia de alimentos no Fórum Planeta Campo, realizado na COP30, em Belém (PA):



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é preciso gerar valor’, diz superintendente da Fapcen



A agricultura vive uma virada histórica — e o Brasil tem potencial para liderar esse movimento. A avaliação é de Gisela Introvini, superintendente da Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), que participa da COP30, em Belém (PA).

Em entrevista ao Canal Rural, ela destacou que a atividade rural passou por fases marcantes até chegar ao atual conceito de agricultura regenerativa, hoje tratada no mundo como uma das práticas de maior valor agregado.

Segundo ela, essa transformação foi construída ao longo de décadas. A agricultura sustentável abriu caminho para a produção em regiões tropicais. Depois vieram a agricultura de precisão, o avanço da biotecnologia e uma série de práticas que melhoraram eficiência, produtividade e manejo.

Essas etapas, afirma, prepararam o setor para o momento atual, no qual o papel da agricultura vai além de produzir alimentos.

Regenerar solo, pessoas e mentalidades

Para ela, o grande diferencial da agricultura regenerativa é a capacidade de integrar preservação ambiental, inclusão social e mudança de mentalidades.

“Falamos de regeneração do solo, das pessoas e de uma nova forma de pensar a produção”, destacou.

Gisela aponta que agricultores brasileiros já aplicam, na prática, métodos reconhecidos globalmente, como rotação de culturas, uso de palhada, manejo integrado e sequestro de carbono — ações que fortalecem a agenda ESG e ampliam o valor dos alimentos produzidos.

Não basta produzir: é preciso gerar impacto positivo

De acordo com a superintendente da Fapcen, a agricultura moderna exige mais do que produtividade.

“Não basta produzir grãos ou frutas. É preciso entregar valor, seguir critérios ESG e mostrar ao mundo que existe responsabilidade social e ambiental no alimento que chega à mesa”, afirmou.

Ela ressalta que esse modelo reconhece e premia agricultores que investem em sustentabilidade, bem-estar e preservação dos biomas.

“O Brasil é, sim, um grande celeiro de segurança alimentar. Temos condições de preservar nossos biomas, incluir pessoas e produzir com responsabilidade”, concluiu.



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AgroNewsPolítica & Agro

Análise aponta urgência climática para o agronegócio



“O Brasil registrou avanços recentes”


"O Brasil registrou avanços recentes"
“O Brasil registrou avanços recentes” – Foto: Divulgação

A preparação para a COP30 reforça a expectativa de que o agronegócio brasileiro avance de intenções para ações concretas na agenda climática. A análise do professor Ricardo Harbs, do Instituto Pecege, aponta que programas só ganham relevância quando há mecanismos capazes de transformar restauração de solo, redução de emissões e inclusão regional em investimentos duradouros.

Iniciativas como a RAIZ e programas nacionais de recuperação mostram que o país possui estrutura técnica para converter áreas degradadas em ativos produtivos de baixo carbono. Lançada pelo Ministério da Agricultura, a RAIZ busca acelerar financiamento e tecnologia para recuperar terras agrícolas, alinhando segurança alimentar, mitigação e geração de renda em projetos sustentados por métricas claras e governança.

“Ao mesmo tempo é preciso enfrentar as contradições que minam a credibilidade do setor. O Brasil registrou avanços recentes no combate ao desmatamento, o que é positivo, mas vigilância e coerência de políticas são condicionantes para que esses avanços se consolidem”, comenta.

O estudo indica que avanços no combate ao desmatamento dependem de políticas coerentes, transparência nas cadeias e inclusão dos produtores familiares. Sem essas bases, a agenda ambiental segue vulnerável a contestação e perde força em mercados que exigem garantias de integridade socioambiental.

“O agronegócio brasileiro deve reivindicar protagonismo, mas assumir compromissos verificáveis, como planos de restauração com metas, mecanismos financeiros que remunerem remoções e práticas regenerativas, e governança que garanta participação da Amazônia e dos pequenos produtores. Sem isso, corremos o risco de transformar um momento simbólico em uma oportunidade perdida. A hora é de transformar promessas em projetos que realmente reduzam emissões e recuperem terras, com retorno social e econômico mensurável”, conclui.

 





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