sábado, março 28, 2026

Agro

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Na COP30, FGV e Abiec destacam potencial sustentável da pecuária



A pecuária de corte brasileira pode reduzir em até 92,6% as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida até 2050. A estimativa é de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que analisou diferentes cenários de mitigação e eficiência produtiva no setor.

Se o ritmo atual de adoção de tecnologias e práticas sustentáveis for mantido, a queda projetada é de 79,9%. O número pode ser ainda maior caso sejam aceleradas ações como recuperação de pastagens degradadas, abate precoce e uso de aditivos alimentares que reduzem a fermentação entérica — principal fonte de metano nos rebanhos.

Quatro cenários de descarbonização

O levantamento da FGV Agro considerou quatro trajetórias possíveis para a pecuária até 2050. No primeiro cenário, com continuidade das tendências atuais, a emissão por quilo de carne cairia de 80 kg de CO₂ para 16,1 kg, uma redução de quase 80%.

O segundo cenário leva em conta o cumprimento da meta de desmatamento zero até 2030, ampliando a queda para 86,3%. Já o terceiro inclui a aplicação integral do Plano ABC+ — que incentiva a recuperação de pastagens e a integração lavoura-pecuária — e eleva a redução para 91,6%. O cenário mais avançado incorpora também inovações zootécnicas e técnicas de manejo de precisão, atingindo 92,6% de queda.

Segundo Guilherme Bastos, coordenador do FGV Agro, o resultado mostra que o país tem condições de atingir suas metas climáticas “por meio da combinação de políticas públicas e tecnologias já disponíveis”.

Políticas públicas e incentivos financeiros

A pesquisa destaca que alcançar o cenário mais otimista depende de políticas públicas consistentes e de incentivos econômicos. Entre os fatores determinantes estão o combate ao desmatamento ilegal e a expansão de programas de rastreabilidade, como o Plano Nacional de Identificação de Bovinos (PNIB).

A Abiec também cita iniciativas como o Selo Verde do Pará e o Protocolo Boi na Linha, criado pelo Imaflora, que padronizam critérios socioambientais nas compras de gado.

De acordo com Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da Abiec, “os resultados confirmam que a pecuária brasileira já segue uma trajetória de descarbonização estrutural, com potencial para consolidar o país como referência global em carne de baixo carbono”.



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Ibovespa recua após 15 altas seguidas; ouça o podcast e saiba o que mexe com os mercados hoje


No morning call desta quinta-feira (13), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados globais tiveram movimentos mistos, enquanto o Ibovespa caiu 0,07% a 157 mil pontos após 15 altas. O dólar subiu 0,38% a R$ 5,29 com ajuste técnico e queda do petróleo.

A PMS avançou 0,6% em setembro, acima do esperado, reforçando resiliência da economia. Hoje, atenção à PMC no Brasil e ao CPI nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Forrageiras fortalecem fertilidade do solo, diz especialista



“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto”


"Essa prática é fundamental para manter o solo coberto"
“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto” – Foto: Pixabay

A manutenção da fertilidade do solo é essencial para a produtividade agrícola e vem ganhando destaque com o avanço dos sistemas integrados de produção. Ao combinar o cultivo de grãos com o uso de forrageiras e a pecuária na entressafra, o produtor melhora o equilíbrio do solo, aumenta a eficiência do uso da terra e fortalece a sustentabilidade do sistema produtivo.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia Thiago Neves Teixeira, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Sementes Oeste Paulista (SOESP), o uso de forrageiras vem se consolidando como uma das práticas mais eficazes nas propriedades rurais. Essas plantas mantêm o solo coberto durante a entressafra, protegendo contra erosão, conservando a umidade, reduzindo a temperatura e reciclando nutrientes. Também favorecem o controle de doenças, o aumento da matéria orgânica e a integração lavoura-pecuária, garantindo alimento para o rebanho e diversificação da renda.

“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto durante o período de entressafra. Com isso, o produtor aumenta a eficiência do uso da terra e contribui para a sustentabilidade do sistema agropecuário”, explica o especialista.

A escolha das espécies é determinante para o desempenho das safras seguintes. A Brachiaria ruziziensis é amplamente usada pelo custo acessível e fácil manejo. Já o cultivar Piatã se destaca pela alta produção de biomassa, o Paiaguás pela resistência à seca e o Tamani pela boa adaptação em consórcios. Em sistemas voltados à pecuária, cultivares como Mombaça, Zuri e Quênia mostram bons resultados em ganho de peso e taxa de lotação.

“Dessa forma, proporcionamos ao produtor opções de alta qualidade e desempenho para cada região e sistema de produção. O manejo correto das forrageiras transforma o solo em um ativo produtivo, capaz de sustentar safras mais eficientes e lucrativas ao longo dos anos”, conclui.

 





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Diesel comum sobe 0,32% em outubro


O preço do diesel registrou variação em outubro em relação a setembro, com leve alta no tipo comum e estabilidade no tipo S-10. Segundo levantamento da Edenred Ticket Log, por meio do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum teve média de R$ 6,19, alta de 0,32%, enquanto o S-10 manteve o valor médio de R$ 6,21.

“O preço do diesel comum teve uma leve alta em outubro, enquanto o S-10 manteve estabilidade. Apesar da leve alta, o mercado mostra sinais de acomodação, depois de um primeiro semestre marcado por variações mais bruscas. O diesel continua sendo o combustível de maior peso nos custos do transporte, o que faz com que qualquer movimento de preço tenha impacto direto em toda a cadeia logística”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

Entre as regiões, o Sul foi o único a registrar queda no preço do diesel comum, de 0,17%, chegando a R$ 5,98, o menor valor do país. A região também teve a maior redução no preço do S-10, de 0,33%, com média de R$ 6,02. O Norte apresentou os maiores preços, com o tipo comum custando R$ 6,76, alta de 0,75%, e o S-10 a R$ 6,57, queda de 0,30%. No Centro-Oeste, o S-10 subiu 0,16%, chegando a R$ 6,34.

Nos estados, o Acre teve o diesel comum mais caro, a R$ 7,54, e o Paraná o mais barato, a R$ 5,94. Roraima registrou a maior alta, de 4,33%, e Santa Catarina, a maior queda, de 1,15%. No caso do S-10, o Acre também liderou com R$ 7,48, enquanto o Paraná teve o menor preço, R$ 5,96. Pernambuco registrou a maior alta, de 1,01%, e o Amazonas, a maior queda, de 1,50%.

O IPTL é formado a partir de transações em mais de 21 mil postos credenciados, consolidando dados de mais de 1 milhão de veículos administrados, o que confere alta precisão ao levantamento.

 





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Médio-Norte lidera ritmo do plantio de soja em Mato Grosso



Uso de semente de alto vigor tem sido estratégia


O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias
O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias – Foto: USDA

O avanço do plantio de soja segue em ritmo firme em Mato Grosso, impulsionado pela retomada das chuvas em parte do estado. A regularização do regime hídrico nas últimas semanas tem permitido o andamento consistente das atividades no campo, especialmente nas regiões mais tradicionais da produção.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), até o dia 31 de outubro de 2025 o estado já havia ultrapassado 76,13% da área semeada com soja na safra 2025/26. A estimativa total para o ciclo é de aproximadamente 13 milhões de hectares, consolidando Mato Grosso como o principal produtor nacional da oleaginosa. O Médio-Norte lidera o ritmo do plantio, com mais de 60% da área já ocupada, seguido pelas regiões Norte e Noroeste, ambas próximas desse patamar. Já o Centro-Sul e o Oeste avançam de forma mais lenta, reflexo de precipitações ainda irregulares.

Segundo o agrônomo Guilherme Amaral, mesmo diante das variações climáticas registradas desde o início de outubro, os produtores mantêm a confiança no desempenho das lavouras. O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias para garantir boa emergência e uniformidade no estande.

Com o cenário climático mostrando sinais de estabilização, a expectativa é de que o plantio seja concluído dentro da janela ideal, reduzindo riscos para o desenvolvimento das lavouras e mantendo o potencial produtivo da safra em níveis elevados. “Mesmo com irregularidades no regime hídrico, os produtores seguem firmes, apostando em manejo criterioso e sementes de alto vigor para garantir boa emergência e estande uniforme”, conclui.

 





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Resistência a herbicidas avança e já afeta 273 espécies



A tendência preocupa pesquisadores e produtores


A tendência preocupa pesquisadores e produtores
A tendência preocupa pesquisadores e produtores – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores desafios do manejo agrícola em todo o mundo, comprometendo a eficiência de controle e elevando custos de produção. Dados recentes indicam que há atualmente 539 casos registrados de resistência, abrangendo 273 espécies distribuídas em diferentes continentes. O levantamento é reconhecido internacionalmente e reúne informações de 102 culturas afetadas em 75 países, revelando a amplitude do problema e sua crescente complexidade.

No Brasil, a situação também preocupa. O país já contabiliza 58 casos confirmados de resistência, sendo os dois mais recentes relatados em 2023. Um deles envolve a espécie Bidens subalternans, com resistência ao glyphosate, em lavouras de milho e soja. O outro se refere à Sagittaria montevidensis, que apresentou resistência ao herbicida Florpyrauxifen em áreas de arroz. Esses registros reforçam a necessidade de revisão nas estratégias de manejo e de maior vigilância sobre o uso repetitivo de produtos com o mesmo mecanismo de ação.

Segundo o engenheiro agrônomo Tiago Gazola, o cenário global evidencia que o problema não se limita a determinadas regiões ou sistemas produtivos. Dos 31 modos de ação de herbicidas conhecidos, 21 já apresentam casos de resistência, o que corresponde a 168 produtos diferentes afetados. Entre eles, a Atrazina e o glyphosate continuam liderando o número de registros, com 66 e 62 casos respectivamente.

A tendência preocupa pesquisadores e produtores, que veem na diversificação de práticas agronômicas, na rotação de culturas e no uso racional de herbicidas as principais alternativas para conter a expansão da resistência. O desafio, segundo especialistas, é equilibrar produtividade e sustentabilidade em um cenário de pressão crescente sobre os sistemas agrícolas.

 





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Chinesa conquista avanço em registro independente


Há poucos dias, a Sino-Agri Leading Biosciences (Sino-Agri) obteve conquista em registro independente de produtos no Brasil, onde quatro novas formulações de defensivos agrícolas foram registradas com sucesso, abrangendo inseticidas e herbicidas, incluindo produtos-chave que preenchem lacunas no mercado de controle de pragas das principais culturas brasileiras. A concessão do registro não apenas reflete a conquista primária da Sino-Agri em registro no Brasil, mas também demonstra as capacidades da empresa em registro independente e desenvolvimento de portfólio de produtos, aprofundando-se no importante mercado brasileiro para fornecer à agricultura local e global “soluções chinesas” eficientes e diversificadas.

Produto-chave preenchendo lacunas no controle de pragas

Entre os produtos que receberam registro, o inseticida acetamiprido 250 g/kg + bifentrina 250 g/kg WG, sem dúvida, torna-se foco de atenção no mercado. O produto integra a dupla ação do acetamiprido e da bifentrina, que possui efeito sinérgico de “sistemicidade + toxicidade de contato-estomacal”, possibilitando não apenas um aumento de eficiência 1+1>2, mas também adiando efetivamente o desenvolvimento de resistência de pragas desde a origem.

O amplo espectro da mistura de acetamiprido e bifentrina se ajusta perfeitamente às cinco culturas-chave no Brasil – soja, milho, algodão, trigo e citros, sendo eficaz no controle de uma variedade de pragas importantes, como lagarta-do-cartucho, bicudo, cigarrinha, lagarta-da-maçã e pulgão. A formulação WG é livre de poeira, fácil de embalar e armazenar, altamente suspensível, o que garante efeito estável e conveniência nas pulverizações.

Este produto é um enriquecimento do portfólio de defensivos agrícolas da Sino-Agri no Brasil, que consolida a gama de produtos de “cobertura total de pragas e plantas daninhas” da empresa, juntamente com as variedades de produtos existentes da Sino-Agri. Esta é uma resposta positiva às necessidades dos clientes locais de realizar compras de um “fornecedor único para múltiplas variedades de produtos”, o que aumenta a eficiência da aquisição.

 

Portfólio de produtos diversificado para atender requisitos de mercado segmentados

Os outros três registros de produtos desta vez também são produtos distintos, que fortalecem ainda mais a posição de mercado da Sino-Agri no Brasil.

 

  • 2,4-D 240g/L + picloram 64g/L SL: Esta mistura possui atividade herbicida de amplo espectro, com eficácia aprimorada e dosagem reduzida. No mercado brasileiro, onde o 2,4-D é amplamente utilizado, mas enfrenta problemas de deriva e resistência, este produto fornece uma solução otimizada para controle de plantas daninhas em canaviais e pastagens.

     



  • S-metolacloro 960 g/L EC: Um herbicida seletivo de pré-emergência, que pode efetivamente inibir a germinação e o crescimento de plantas daninhas. Em cultivos de grande escala, como lavouras de soja e milho no Brasil, desempenha papel fundamental no manejo integrado de plantas daninhas, sendo um herbicida de pré-emergência universal para grandes plantações e fazendas, bem como um importante ingrediente básico para misturas em tanque.

     

  • Clorimurom-etílico 250g/kg WG: Um herbicida do grupo das sulfonilureias, que é altamente eficaz no controle de plantas daninhas de folhas largas em lavouras de soja. Sua alta seletividade, boa sistemicidade e efeito duradouro fornecem aos produtores de soja brasileiros uma opção de controle de plantas daninhas segura e eficiente.


Matriz de produtos frutífera baseada em registro independente atende todas as necessidades-chave

Até o momento, a Sino-Agri obteve com sucesso 30 registros de ingredientes ativos e 26 registros de formulações de defensivos agrícolas no Brasil, tendo construído um sistema abrangente de produtos cobrindo quatro categorias-chave de defensivos: fungicidas, herbicidas, inseticidas e acaricidas. Esta distribuição de produtos é uma correspondência precisa com a exigência de controle em larga escala e intensivo do Brasil para culturas principais como soja, milho e algodão.

Em termos de fungicidas, produtos representados por azoxistrobina, mancozebe, ciproconazol, tebuconazol e clorotalonil tornaram-se fundamentais para o crescimento saudável garantido das principais culturas do Brasil, devido às suas características de controle de amplo espectro, proteção multissítio, sistemicidade e proteção de amplo espectro; no que diz respeito aos herbicidas, é evidente que glifosato, glufosinato, atrazina, nicossulfurom e S-metolacloro compõem uma combinação para enfrentar diferentes desafios de plantas daninhas e as necessidades do padrão de plantio; para inseticidas, há indoxacarbe, metoxifenozida e lambda-cialotrina para controle de precisão de pragas lepidópteras, bem como tiametoxam que visa o controle de insetos sugadores-picadores. Além disso, hexazinona e espirodifeno demonstraram potencial de crescimento para desenvolvimento de mercado segmentado, incluindo o mercado de cana-de-açúcar e fruticultura.

Desenvolvimento estratégico: Consolidação de recursos upstream-downstream para promover a implementação da estratégia “B+”

Os registros recém-concedidos não apenas demonstram o novo salto da Sino-Agri na operação de mercado e integração de recursos no mercado brasileiro, mas também revelam o progresso contínuo da estratégia “B+” da empresa. Contando com seu profundo entendimento do complexo sistema de administração de defensivos agrícolas do Brasil, a Sino-Agri é capaz de responder rapidamente às dinâmicas do mercado local e constantemente aprimorar sua matriz de produtos, a fim de amarrar ainda mais o negócio “B+” com a ecologia industrial regional para continuar a consolidação e expansão da participação de mercado no Brasil.

Olhando para o futuro, com base na frutífera operação do mercado brasileiro e na plataforma global da cadeia de valor, a Sino-Agri está prestes a consolidar seus recursos globais de registro, tecnologia, cadeia de suprimentos e canais. Ao aprofundar o processo de localização e fortalecer o serviço técnico no mercado brasileiro, a Sino-Agri dedica-se ao estabelecimento de uma cadeia completa upstream-downstream, a fim de construir sua ecologia de indústria agrícola sinérgica e simbiótica, que permitirá a realização de sinergia de valor agregado entre “produto + canal + recurso”.





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Exportações de soja batem recorde em outubro



Mato Grosso lidera crescimento



Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 6,73 milhões de toneladas em outubro de 2025, um recorde histórico para o mês. O impulso veio, principalmente, da China, que ampliou sua demanda em meio a tensões comerciais com os EUA.

De acordo com os dados divulgados pelo Imea, de janeiro a outubro de 2025, o Brasil exportou 100,60 milhões de toneladas de soja, um aumento de 6,73% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Apenas em outubro, os embarques cresceram 42,84% frente ao mesmo mês de 2024.

A China, tradicional compradora da soja norte-americana nesta época do ano, foi responsável por 91,65% do total exportado pelo Brasil no mês. A mudança de rota nas compras do gigante asiático se deve às incertezas geopolíticas envolvendo as principais potências econômicas, favorecendo o produto brasileiro.

Mato Grosso, principal estado produtor, embarcou 1,04 milhão de toneladas de soja em outubro — alta de 17,77% frente a setembro — contrariando a tendência de queda nas exportações no segundo semestre. Este também foi o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica.

Com o cenário global ainda indefinido, especialmente no que diz respeito às relações comerciais entre China e EUA, a expectativa é de que novembro também registre um volume expressivo de envios. A manutenção da demanda externa posiciona o Brasil — e especialmente Mato Grosso — como fornecedor estratégico no mercado internacional de soja.

 





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‘Passou a hora de virar a página’, diz diretor do Cecafé sobre taxação de café brasileiro nos EUA



O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, disse estar torcendo para que os Estados Unidos retirem a tarifa sobre o café brasileiro. “Vamos torcer; estão todos cansados dessas tarifas. Passou da hora de virar essa página”, disse ele ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) após fala do secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a respeito de “alívios tarifários sobre café, bananas e outras frutas e produtos nos próximos dias”.

Em comunicado, o Cecafé afirmou que houve uma movimentação importante das principais indústrias torrefadoras dos EUA. “Eles estão em diálogo permanente com o Departamento de Comércio, com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e com os secretários, justamente abordando a questão da isenção ao café”, disse.

A entidade também afirmou que o Brasil tem tido “uma perda competitiva considerável” desde a ordem executiva do último dia 5 de setembro, visto que outros produtores de café do mundo ampliaram acesso ao mercado norte-americano com tarifas de apenas 10%.

“Seguimos com 50%, enquanto o consumidor dos EUA vai se adaptando a novos parâmetros. O Brasil, obviamente, não conseguirá reconquistar os espaços no blends se essa situação das tarifas se prolongar”, disse o Cecafé.

A entidade acrescenta, em nota, que está pedindo aos governos do Brasil e dos EUA que anunciem à sociedade e ao mercado que a negociação efetivamente começou para grandes e importantes produtos, como o café. “Precisamos ter um olhar de produto a produto”, disse. “É uma estratégia que pode destravar as negociações dado a esse cenário que estamos vendo de algumas resistências.”



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Ministério da Agricultura atualiza lista de pragas quarentenárias presentes no Brasil



O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a portaria 1.443/2025 com mudanças na lista de pragas quarentenárias presentes no país. Em nota, a pasta informa que o município de Almeirim, no Pará, foi incluído como área com ocorrência da praga Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae), que afeta a cultura da mandioca, e o estado do Rio Grande do Norte como unidade da federação com ocorrência da praga Xanthomonas campestris pv. viticola, que incide sobre a cultura da videira.

“Ambas são classificadas como pragas quarentenárias presentes e já eram monitoradas pelo Mapa, com programas nacionais específicos de prevenção e controle”, disse a pasta.

Com a atualização, as novas áreas de ocorrência passam a seguir as regras de trânsito para vegetais hospedeiros dessas pragas, conforme as normas específicas de cada programa.



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