sexta-feira, março 27, 2026

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Autocontrole impulsiona inspeção oficial, aponta setor


A modernização da defesa agropecuária avança no país com a consolidação do modelo de autocontrole aplicado ao setor produtivo. A Frente Parlamentar da Agropecuária conduziu as negociações desde o início da tramitação, em alinhamento com o Ministério da Agricultura e com representantes do agro, a partir das primeiras minutas elaboradas ainda em 2020.

Na Câmara, o projeto recebeu relatórios que apontaram a necessidade de superar normas antigas e ampliar a eficiência da fiscalização, em um cenário de maior demanda e estrutura limitada do serviço público. A votação na Comissão de Constituição e Justiça assegurou apoio político e consolidou o texto encaminhado ao Senado.

“É um processo que, infelizmente, por falta de capital humano, o Estado não tem como manter sozinho. O agro cresceu, a demanda aumentou, e precisávamos de um modelo capaz de dar agilidade, segurança e previsibilidade à fiscalização”, explicou o deputado Pedro Lupion (PR), presidente da FPA.

No Senado, a relatoria manteve o foco na modernização do modelo de inspeção e rejeitou mudanças que poderiam fragilizar a proposta. Houve defesa de avanços na segurança jurídica e na capacidade técnica do serviço oficial. A condução do tema também contou com articulações do Ministério da Agricultura, que destacou o caráter coletivo da construção e o potencial de redução de entraves operacionais.

Em 2024, a derrubada de vetos restabeleceu a permissão para produção on farm de bioinsumos para uso próprio, retomando um dos pilares da legislação de autocontrole. A etapa final chegou com a Portaria 861, que regulamenta o credenciamento de empresas aptas a apoiar a inspeção ante mortem e post mortem no Serviço de Inspeção Federal. A norma define requisitos, responsabilidades, auditorias e punições, veda conflitos de interesse e mantém o auditor fiscal como autoridade plena nas plantas.

“Não existe privatização da fiscalização. O poder de polícia continua 100% com o Estado. O que muda é que as empresas passam a ter obrigações técnicas adicionais, enquanto o auditor fiscal agropecuário segue como autoridade responsável”, concluiu Lupion.

 





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Moscas afetam qualidade e produtividade do leite



“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos”


“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos"
“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos” – Foto: Divulgação

A presença de moscas domésticas nas propriedades leiteiras tornou-se um desafio crescente para a rotina de produção, com impactos diretos no desempenho dos rebanhos. Consultorias do setor alertam que o inseto, comum também em áreas urbanas, age como vetor de dezenas de patógenos capazes de afetar a saúde animal e a qualidade do leite.

A zootecnista Margareth Dellatorre aponta que o estresse provocado pela infestação reduz o consumo de alimento e interfere no tempo de descanso das vacas, fatores ligados à queda na produtividade. Há ainda risco de comprometimento da saúde do úbere, o que pode elevar a contagem de células somáticas e prejudicar a qualidade final do produto.

“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos da fazenda, seja pelo tratamento de doenças ou pela queda na produção leiteira”, alerta a zootecnista da Vetoquinol Saúde Animal.

Os prejuízos incluem maior incidência de enfermidades como mastite, diarreia, salmonelose, ceratoconjuntivite, verminoses, tuberculose e inflamações umbilicais. A especialista destaca, em seu contexto, que falhas no controle elevam custos com tratamentos e ampliam perdas produtivas.

Para melhorar o manejo, a orientação é adotar estratégias integradas, envolvendo cuidados com esterqueiras, silos e resíduos orgânicos, além do uso direcionado de inseticidas específicos. Nesse cenário, a Vetoquinol Saúde Animal oferece uma opção formulada com atrativo sexual e ingredientes voltados ao controle da mosca doméstica, aplicada em pontos de maior concentração do inseto. 

“O controle das moscas deve ser estratégico e eficiente, evitando desperdício com medicamentos inadequados. Um bom plano envolve o manejo correto de esterqueiras, silos, resíduos orgânicos e a aplicação direcionada de inseticidas específicos para moscas”, orienta Margareth.

 





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Gasolina e etanol recuam no início de novembro


O início de novembro trouxe leve alívio nos preços dos combustíveis no País, com recuos registrados na comparação com a primeira quinzena de outubro. Segundo levantamento do IPTL, a gasolina caiu 0,47% e atingiu média de R$ 6,33, menor patamar desde setembro. O etanol também recuou, com redução de 0,45%, custando em média R$ 4,42. A análise indica que o movimento reflete, ainda que de forma limitada, o ajuste anunciado no fim do mês passado.

“A redução anunciada pela Petrobras em outubro começa a refletir no bolso do consumidor, embora o repasse ainda seja tímido. O preço médio da gasolina registrou queda na primeira quinzena de novembro, movimento que também se observa, de forma mais sutil, no etanol”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

As regiões acompanharam a tendência de queda na gasolina, com destaque para o Nordeste, onde o preço recuou 0,93% e ficou em R$ 6,39. No Sudeste, o combustível foi o mais competitivo, a R$ 6,19, enquanto o Norte manteve a média mais alta, de R$ 6,82. Para o etanol, o cenário foi de estabilidade na maior parte do País, exceto no Nordeste, onde o biocombustível caiu 2,83% e chegou a R$ 4,80. O preço mais baixo foi registrado no Sudeste, a R$ 4,32, e o mais alto no Norte, a R$ 5,21.

Entre os estados, a gasolina teve a maior alta no Rio Grande do Norte, com avanço de 1,62%, chegando a R$ 6,29. A maior queda ocorreu na Bahia, onde o combustível recuou 2,33% e foi vendido a R$ 6,28. O menor preço foi encontrado na Paraíba, a R$ 6,08, enquanto o maior ficou em Roraima, a R$ 7,41. No etanol, o aumento mais expressivo foi no Tocantins, de 0,61%, e a maior retração novamente na Bahia, de 4,93%, levando a média a R$ 4,63. O valor mais alto foi registrado no Amazonas, a R$ 5,47, e o mais baixo em São Paulo, a R$ 4,21.

 





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Efeito dominó pressiona crédito rural, aponta especialista



A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais


A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais
A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais – Foto: Pixabay

A crise no crédito rural expõe um movimento estrutural que se aprofundou ao longo dos últimos anos no agronegócio brasileiro. O consultor José Carlos de Lima Júnior analisa que a alta inadimplência, os juros acima de 15% e a falta de recursos na safra 2025/26 são efeitos de um processo mais amplo, com raízes econômicas, financeiras e institucionais.

A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais de clima ou oscilação das taxas. Segundo o autor, trata-se de um fenômeno gradual, marcado por um “efeito dominó” ao longo da cadeia do agro, tema detalhado no Sumário Executivo citado no material base. Duas partes ganham relevância: a evolução da crise entre 2017 e novembro de 2025 e os impactos interligados na rede de valor do setor.

Nos últimos meses, aprofundei a investigação sobre as raízes e mecanismos da crise em curso no agro. E o que emerge é muito maior do que um problema pontual de clima ou taxa de juros. O contexto atual é apenas a face mais visível de um fenômeno gradual e sistêmico, com origens econômicas, financeiras e institucionais.

O consultor reforça que o clima apenas acelerou um quadro já crítico, sem papel central na formação da crise. A avaliação sugere atenção à interação entre mercados e instituições que sustentam o crédito rural no país, apontando para um diagnóstico que busca compreender a origem dos desequilíbrios hoje visíveis. “Ressalto que o clima não foi o grande responsável. No máximo, serviu como catalisador de um quadro já crítico”, conclui ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Relatório aponta domínio chinês em ingredientes essenciais



O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais


O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais
O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais – Foto: Pixabay

Um levantamento recente expôs a concentração global da produção de vitaminas e aminoácidos essenciais na China, acendendo um alerta sobre a segurança do abastecimento dos Estados Unidos. A análise, conduzida pelo Instituto de Educação e Pesquisa em Alimentação Animal, aponta que o país asiático domina parcela expressiva da capacidade fabril desses insumos usados em dietas animais e humanas.

A partir dos dados, a Associação Americana da Indústria de Alimentos para Animais afirmou que busca mobilizar autoridades e o setor agroalimentar para reduzir o risco de uma eventual interrupção de fornecimento. A entidade citou a preocupação de sua direção com o impacto desse domínio produtivo e com o alerta reforçado pelo estudo.

O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais e examinou fluxos globais de vitaminas e aminoácidos, além de consultar nutricionistas sobre os efeitos de reduções no uso desses ingredientes. A conclusão é que pequenas quedas na oferta podem afetar rapidamente a saúde animal e a produtividade nas fazendas. O material avaliou itens como vitaminas A, B1, B2, B3, B7, B12, D3 e E, além de lisina, treonina, triptofano e metionina.

Entre 2020 e 2024, os Estados Unidos dependeram da China para a maior parte das importações de vitaminas e de grande parte da produção global de aminoácidos. Em itens como biotina, a oferta mundial é totalmente chinesa, o que deixa poucas alternativas em caso de ruptura.

Diante desse cenário, a associação informou que atuará na definição de prioridades e em caminhos para diversificar as cadeias de suprimentos. A entidade destacou a relevância nutricional das vitaminas e dos aminoácidos para desempenho de gado e aves, lembrando que a oferta desses insumos influencia diretamente a produção de carne, leite e ovos.

 





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Tarifaço faz Brasil perder US$ 700 mi em vendas de carne, mas exportações batem recorde



Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás. A queda nas exportações para os EUA, com perda estimada US$ 700 milhões de agosto a outubro, foi compensada pelo aumento de vendas para outros países.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), incluindo na informação carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo bovino, entre outros subprodutos da cadeia de produção da carne bovina.

Segundo a entidade, no acumulado dos primeiros dez meses do ano as exportações totais já proporcionaram uma receita recorde de US$ 14,655 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período de 2024. A movimentação, também recorde, foi de 3.148 mil toneladas, um aumento de 18% na mesma base de comparação.

Para os Estados Unidos, segundo maior cliente do segmento no Brasil, as vendas de carne bovina vêm caindo. As exportações do produto in natura para o país americano recuaram 54% no mês de outubro, em relação a outubro do ano anterior, para US$ 58 milhões, mostrando ainda certa resiliência apesar das tarifas, na visão da Abrafrigo.

No caso da carne bovina industrializada, o recuo no mesmo período foi de 20,3%, para US$ 24,9 milhões, enquanto sebo e outras gorduras bovinas recuaram 70,4%, para US$ 5,7 milhões.

Considerando o período de janeiro a outubro de 2025, as exportações totais de carnes e outros derivados bovinos para os Estados Unidos cresceram 40,4% sobre o mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,796 bilhão, resultado que reflete o forte ritmo das exportações anterior ao tarifaço.

Considerando os meses de agosto a outubro de 2025, período de vigência das tarifas adicionais, as vendas totais de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos recuaram 36,4%, resultando em perdas estimadas em aproximadamente US$ 700 milhões.

“Embora essas perdas tenham sido compensadas com folga pelo aumento das vendas para outros mercados, o fato é que as exportações de carne bovina do Brasil poderiam ser ainda maiores caso as tarifas punitivas do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros não tivessem sido aplicadas”, afirma a associação.

Carne para China e UE

As exportações para a China, no acumulado do ano de 2025 até outubro, somaram US$ 7,060 bilhões de receita e 1.323 mil toneladas exportadas, com altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, considerando como um mercado único, foi o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina no mês de outubro de 2025, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 140 milhões.

De janeiro a outubro, as vendas para o bloco europeu cresceram 70,2% sobre o mesmo período do ano anterior, somando US$ 815,9 milhões, com preços médios que alcançaram US$ 8.362 por tonelada de carne bovina in natura.



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Conab atualiza dados e aponta atraso na temporada de soja 25/26; mercado reage na semana



Os preços de soja no mercado brasileiro registraram poucas oscilações nesta semana, que também apresentou uma discreta melhora no ritmo de comercialização. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário foi marcado pela estabilidade nos prêmios de exportação, alta dos contratos futuros em Chicago e dólar em queda frente ao real.

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Mesmo com o avanço em Chicago, a diferença entre as bases de compra e venda continua elevada, limitando a retomada mais firme dos negócios. Produtores seguem retendo a oferta, na expectativa de cotações mais altas, enquanto acompanham o desenvolvimento das lavouras.

Preços de soja no fim da semana

  • No mercado físico, a saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS)
  • Em Cascavel (PR), houve leve alta, de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 142,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos mais negociados com vencimento em janeiro acumularam valorização de 2,95% na semana, sendo cotados a US$ 11,50 por bushel nesta sexta-feira (14). O fim do shutdown do governo americano reduziu a aversão ao risco no mercado financeiro e impulsionou a demanda por commodities.

A reabertura do governo também retomou a divulgação de dados importantes. Além do relatório de novembro de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará um compilado das vendas diárias realizadas por exportadores privados durante o período de paralisação, além da atualização gradual das vendas semanais.

O mercado acompanha atentamente o comportamento da China, principal compradora internacional de soja, após o acordo com Washington prevendo a aquisição de 12 milhões de toneladas de soja americana. Ainda existem incertezas sobre o cumprimento e o ritmo dessa retomada.

Ajuste da Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da produção brasileira de soja na safra 2025/26 para 177,601 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao ciclo anterior, que registrou 171,48 milhões de toneladas. O número é ligeiramente inferior à estimativa anterior, de 177,638 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o plantio segue dentro da média dos últimos cinco anos, mas com atraso em relação à temporada passada, principalmente em Goiás e Minas Gerais, devido à insuficiência de chuvas para avançar com a semeadura.



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Ainda restam muitas dúvidas sobre a redução parcial do tarifaço dos EUA, diz Fiemg



A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou em comunicado que considera positiva, mas ainda limitada, a redução parcial das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para a instituição ainda restam dúvidas quanto à medida.

“Embora represente um avanço inicial, persistem dúvidas relevantes entre exportadores mineiros sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, o que continua afetando a competitividade de setores como carnes e café, essenciais para a indústria mineira”, afirma a federação.

A instituição afirma ainda que a medida não esclarece integralmente o alcance da revisão tarifária, e que seu impacto prático permanece incerto, sobretudo para produtos em que o Brasil é fornecedor essencial ao mercado americano.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirma que “a decisão mostra disposição ao diálogo, porém é necessário avançar mais para remover todas as barreiras adicionais e restabelecer condições adequadas de competitividade para a indústria mineira”.



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Consultoria vê soja firme antes de atualizações oficiais



O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia


O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia
O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia – Foto: Leonardo Gottems

A movimentação da soja em Chicago ganhou força ao longo desta quinta-feira em meio à expectativa pelos próximos dados oficiais do setor. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado reagiu à retomada das atividades do governo dos Estados Unidos e ao retorno das publicações que estavam suspensas durante a paralisação federal. As cotações avançaram nos contratos de novembro e janeiro, acompanhadas pela firmeza do farelo e por ajustes no óleo, que voltou a oscilar após as altas recentes observadas na bolsa.

O impulso para o grão veio da possibilidade de que o USDA reduza sua estimativa de safra americana para 116,10 milhões de toneladas. A reabertura do governo também permitiu a volta do relatório WASDE nesta sexta e das vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações no curto prazo. As atualizações completas, no entanto, só estarão totalmente alinhadas em 2 de janeiro, quando o fluxo de informações deverá retornar ao padrão usual.

O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia e segue acumulando valorização no mês, enquanto o óleo apresentou leve baixa, mas ainda mantém movimento positivo no período recente. Esse desempenho dos subprodutos ofereceu suporte adicional ao grão, reforçando o sentimento de recuperação após semanas marcadas por incertezas administrativas nos Estados Unidos.

Uma decisão incomum marcou o retorno das publicações oficiais. O USDA informou que os relatórios semanais de exportação, represados por mais de um mês, não serão divulgados de uma única vez. O calendário prevê apenas os dados das vendas semanais na próxima sexta-feira. Ainda não há explicação clara para a ausência do volume total acumulado, e o setor levanta dúvidas sobre a possibilidade de haver poucos negócios com a China nesse intervalo. Hoje foram publicados apenas os números de 19 a 25 de setembro, com 871 mil toneladas de soja negociadas.

 





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Recria na seca: como a suplementação estratégica acelera o ganho de peso e o abate



A fase de recria é, ironicamente, a categoria mais menosprezada pelo fazendeiro, mas é nela que reside a grande oportunidade de acelerar o ganho de peso do gado na seca.

Ao garantir que os animais continuem ganhando peso nesse período, o produtor assegura que permaneçam menos tempo na fase de engorda, encurtando o ciclo produtivo e aumentando a rentabilidade.

Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, a recria é uma “corrida de revezamento” e, se o desempenho tropeçar nesse período, dificilmente a meta final de abate será atingida no prazo ideal.

O objetivo principal é que o animal saia do conceito do “boi sanfona” (que perde peso na estiagem) e ganhe pelo menos uma arroba e meia a duas arrobas durante a seca. Para isso, a suplementação é o fator que traz o ganho adicional sobre a forragem de baixa qualidade do pasto diferido.

Confira:

Suplementação e Ganho Médio Diário (GMD) acelerado

O desempenho do gado na seca dependerá da qualidade do pasto, mas a estratégia de suplementação deve ser ajustada à meta de ganho de peso do produtor. A tecnologia dos suplementos permite ganhos expressivos no Ganho Médio Diário (GMD):

  • Proteinado (baixo consumo): a utilização de um proteinado com consumo de 0,1% do peso vivo é a estratégia inicial. Esse nível pode resultar em um ganho adicional de 200 gramas de GMD por dia.
  • Proteico-energético (metas agressivas): para alcançar metas mais ambiciosas, como as do conceito Boi 777, o produtor deve subir o nível de suplementação para um proteico-energético:
    • No consumo de 0,3% do peso vivo, o ganho adicional chega a cerca de 300 gramas por dia.
    • No consumo de 0,5% do peso vivo, o ganho adicional pode atingir cerca de 380 gramas por dia.

Pasto diferido: o pilar do sucesso na recria

O sucesso da suplementação na recria, mesmo com tecnologia de ponta, depende de o pecuarista resgatar o manejo de pastagem. É fundamental garantir que o pasto diferido tenha a melhor qualidade possível.

O zootecnista enfatiza que, mesmo com a tecnologia dos suplementos, a maior parte do desempenho ainda está atrelada à forragem disponível. O investimento na recria com suplementação deve ser encarado como um aditivo que garante a quebra da curva de perda de peso, acelerando o ciclo e contribuindo diretamente para o aumento da rentabilidade e da eficiência da fazenda.



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