quinta-feira, março 26, 2026

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Com oferta em ajuste, arroba do boi se mantém firme e exportações aceleram



O Indicador do Boi Datagro fechou esta terça-feira a uma média de R$ 320,57 a arroba na praça-base São Paulo, aumento de R$ 0,30 em comparação a ontem.

De acordo com a analista de mercado da consultoria Datagro Beatriz Bianchi, a oferta interna segue em ajuste, com alguns estados dando sinais de desaceleração na entrega de animais em função do retorno de chuva mais consistente, maior retenção de gado no pasto e, também, pela estação de monta.

“Além disso, vale ressaltar que a oferta segue abundante, com bons incentivos para a atividade de engorda. Em relação às escalas de abate, após uma redução gradual nas últimas semanas, as programações têm apresentado um ritmo mais confortável, operando na faixa dos dez dias corridos”, detalha.

Beatriz ressalta que o mercado interno segue relativamente firme e a demanda externa se mantém aquecida. “O destaque vai para a ordem assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduz as tarifas recíprocas sobre as importações de carne bovina brasileira.”

Segundo a analista, com a medida, os preços da proteína bovina nacional voltam a ficar mais baixos do que os praticados no mercado interno. “Assim, temos um alívio para o setor, viabilizando maior fluxo comercial para os Estados Unidos”, completa.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 100,8 mil toneladas de carne bovina na primeira semana de novembro, com média diária de, aproximadamente, 20,1 mil toneladas, avanço de 67,5% frente ao registrado no mesmo período de 2024.



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AgroNewsPolítica & Agro

UE retoma pre-listing para carne de aves e ovos do Brasil


A União Europeia confirmou ao governo brasileiro, por meio de carta oficial, o restabelecimento do sistema de habilitação por indicação da autoridade sanitária nacional, o pre-listing, para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão permite que plantas brasileiras voltadas à exportação para o bloco voltem a ser habilitadas sem a necessidade de avaliações individuais por parte das autoridades europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que “uma grande notícia é a retomada do pré-listing para a União Europeia. Esse mercado espetacular, remunerador para o frango e para os ovos brasileiros estava fechado desde 2018. Portanto, sete anos com o Brasil fora”.

Com a retomada do mecanismo, os estabelecimentos que cumprirem as exigências sanitárias da União Europeia poderão ser indicados pelo Mapa. Após a comunicação oficial ao bloco, essas unidades ficam aptas a exportar. O modelo prevê que o ministério ateste a conformidade das plantas brasileiras com as normas europeias, o que torna o processo de habilitação mais ágil e previsível.

A confirmação ocorreu após uma agenda contínua de negociações com a Comissão Europeia ao longo do ano. Em 2 de outubro, uma missão do Mapa a Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou um conjunto de demandas prioritárias, incluindo o restabelecimento do pre-listing para proteína animal, o avanço nas tratativas sobre pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

Na sequência, em 23 de outubro, uma reunião em São Paulo entre Luís Rua e o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, consolidou entendimentos na pauta sanitária e registrou o retorno do sistema de pre-listing para carne de aves. O encontro também encaminhou o avanço das negociações para o pre-listing de ovos e o agendamento de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

As autoridades ainda acordaram a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. O objetivo é ampliar a previsibilidade e a transparência do diálogo bilateral, reduzindo entraves técnicos e favorecendo o fluxo de comércio agropecuário.

Com o pre-listing restabelecido para carne de aves e ovos, o governo afirma que o país reforça o papel dos serviços oficiais de inspeção na garantia da segurança dos alimentos e no atendimento às exigências do mercado europeu, ao mesmo tempo em que avança em uma agenda de facilitação de comércio baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória.





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Preço do boi gordo encerra mais um dia em queda; veja cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos no decorrer desta terça-feira (18).

“Os frigoríficos ainda estão temerosos em relação à China e qual será o posicionamento do principal importador de carne bovina brasileira em relação às investigações que vem sendo conduzidas desde o final do ano passado”, diz o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias a respeito das medidas de salvaguarda que a nação asiática estuda implementar para se proteger do impacto da importação na produção local.

Segundo ele, a demanda doméstica permanece aquecida, considerando a incidência do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período do final de cada ano.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,83 — ontem: R$ 326,33
  • Goiás: R$ 320,43 — R$ 320,32
  • Minas Gerais: R$ 318,24 — R$ 318,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 303,43 — R$ 307,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer da semana, e o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,50 por quilo
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,3180 para venda e a R$ 5,3160 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3152 e a máxima de R$ 5,3457.



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Embrapa aponta pecuária brasileira como parte da solução para o clima



Um documento de posicionamento lançado pela Embrapa durante a COP30 coloca a pecuária brasileira no centro das estratégias de mitigação climática. O material, elaborado por 18 pesquisadores da instituição, reforça que tecnologias já disponíveis no país, como recuperação de pastagens, manejo eficiente e sistemas integrados, reduzem emissões e elevam a produtividade no campo.

Segundo a Embrapa, práticas como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), adubação balanceada e uso de genética mais eficiente têm mostrado resultados consistentes. Produtores que adotam essas tecnologias observam retorno rápido, com maior margem, menos custos operacionais e mais segurança no negócio.

“A pecuária no Brasil, ela é um sistema baseado a pasto. Nós temos a maior parte da nossa produção em sistemas de produção a pasto. As pastagens gramíneas, elas têm uma alta capacidade de fixação do carbono, de fotossíntese e fixação do carbono, tanto nas pastagens quanto no solo”, pesquisador Embrapa, Luis Orcirio.

Além de aumentar a capacidade de lotação e evitar a abertura de novas áreas, o manejo eficiente torna a atividade alinhada aos critérios ESG (ambiental, social e de governança). A pecuária está presente em todos os municípios brasileiros e oferece oportunidades para pequenos, médios e grandes produtores, gerando renda e fortalecendo a economia rural.

Outro destaque do documento é que a pecuária tropical oferece vantagens competitivas em relação a países de clima temperado. O custo de produção é menor e o bem-estar animal é maior devido às condições naturais do ambiente tropical, o que abre portas para mercados internacionais mais exigentes.

Segundo Orcirio, é possível produzir com baixa emissão e, simultaneamente, aumentar renda e eficiência. “É possível adotar técnicas de manejo que nos permitam colocar carbono no solo, por meio das tecnologias que apresentamos nesses dois dias. Ou seja, a pecuária também pode ciclar nutrientes por meio dos coprodutos e subprodutos da agroindústria” explica.



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Ultra-atleta brasileiro defende carne bovina como alimento poderoso; entenda



A carne bovina é apresentada como o alimento mais poderoso do planeta, capaz de garantir longevidade e alta performance, segundo o ultra-atleta brasileiro Alessandro Medeiros, de 55 anos.

Ele, que adota uma dieta 100% carnívora, é um exemplo dessa teoria, competindo em maratonas extremas que somam mais de 500 quilômetros, muitas vezes em jejum total. Sua história é tema do livro “O Poder da Carne”, lançado em parceria com a nutricionista Letícia Moreira.

Em entrevista ao Giro do Boi, Medeiros afirma que a carne bovina é o único alimento capaz de fornecer energia em jejum. Letícia Moreira, também adepta da dieta carnívora, confirma que o corpo do atleta reaprendeu a utilizar a gordura animal armazenada, gerando o equivalente a mais de oitenta mil calorias durante suas competições.

Confira a entrevista completa:

Quebra de mitos sobre alimentação

O livro, que já se tornou um bestseller, visa desmistificar a ideia de que a proteína e a gordura animal são prejudiciais à saúde. Com explicações técnicas e dados científicos, a obra é considerada um documento para futuros profissionais da área de saúde.

O estilo de vida de Medeiros, que se alimenta exclusivamente de carne e gordura animal, é um manifesto contra verdades absolutas sobre nutrição.

A mensagem que Medeiros deseja transmitir aos produtores rurais é de orgulho: a carne bovina é o melhor alimento do mundo, e a pecuária brasileira é a fornecedora desse “superpoder” que garante a longevidade e a performance humana. O trabalho do atleta reforça a defesa da “comida de verdade”, que não exclui a proteína animal da dieta.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Oceanos podem cortar 35% das emissões de CO2 até 2050



A enviada especial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para Oceanos, Marinez Scherer, anunciou nesta terça-feira (18) a criação do chamado blue package (pacote azul), um roteiro de ação para acelerar soluções baseadas no oceano. O plano foi criado por atores não estatais, especialistas climáticos brasileiros e a presidência da COP30.

Segundo ela, o blue package pode ajudar a reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em até 35% até 2050 – mais de um terço do necessário para manter o aquecimento em 1,5°C.

“Estamos confiantes de que a COP e todas as partes entendem o papel central do oceano e estão prontas para implementar soluções baseadas no oceano para a crise climática no relatório final dos documentos”, disse a enviada.

“Queremos implementar o que precisamos para restaurar e proteger zonas costeiras e ecossistemas marinhos, e garantir que o oceano continue atuando como o principal regulador climático do planeta”, complementou.

Atração de investimentos

O objetivo do pacote também é criar uma estrutura para destravar financiamento, atrair investimentos privados e construir carteiras confiáveis para detecção de riscos oceânicos.

O blue package inclui cerca de 70 soluções sobre energia renovável oceânica, descarbonização da navegação, aquicultura sustentável, conservação marinha, turismo costeiro, empreendedorismo e inovação. Entre elas, estão melhorar a relação das pessoas com o oceano e opções potenciais de transição para petróleo e gás offshore.

Essas soluções apoiam diretamente a mitigação, adaptação, proteção da biodiversidade, segurança alimentar e resiliência costeira. A estimativa é que seja necessário investir de US$ 130 bilhões a US$ 170 bilhões.

Segundo os organizadores, o valor oferece aos ministérios das finanças, bancos de desenvolvimento e investidores privados uma noção da escala necessária e de oportunidades.

“Destravar esse capital depende de condições adequadas: regulamentações certas, instrumentos de redução de risco e abordagens de financiamento misto [blended finance]. A implementação também exige responsabilização”, disse Marinez Scherer.

Plataforma de monitoramento

A enviada especial também anunciou a criação do Ocean Breakthroughs Dashboard, uma ferramenta para monitorar o progresso do cuidado com os oceanos. A ferramenta entrou no ar ontem (17) e, segundo os responsáveis, representa “um novo contrato social para a proteção dos oceanos”.

Segundo a liderança responsável pela apresentação, o oceano precisa estar no centro da agenda, ao lado das florestas e da biodiversidade, porque “vivemos em um único planeta” e esses sistemas “nos mantêm estáveis e em equilíbrio”. O blue package permitirá conectar compromissos nacionais com esforços globais já em curso.

Também foi anunciado que 17 países já se comprometeram a incorporar o oceano em seus planos climáticos atualizados. Além do Brasil e da França, Austrália, Fiji, Quênia, México, Palau, República das Seychelles, Chile, Madagascar e Reino Unido já haviam aderido à iniciativa. Os novos países são Bélgica, Camboja, Canadá, Indonésia, Portugal e Singapura.



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Lula rebate críticas e sai em defesa do Pará após declaração do chanceler alemão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira (18) uma declaração dada pelo primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, no último dia 13 de novembro, que fazia uma comparação depreciativa de Belém, no Pará, com Berlim, capital da Alemanha.

“Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém”, afirmou o presidente brasileiro durante a cerimônia de inauguração da Ponte que liga Xambioá, em Tocantins a São Geraldo do Araguaia, no Pará.

A afirmação ocorreu depois que o chanceler alemão Merz, declarou publicamente que ninguém de sua equipe quis permanecer em Belém para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), porque Berlim é uma cidade muito bonita.

O presidente Lula lembrou em discurso que quando decidiu fazer a COP no Pará muitos reclamaram e disseram que deveria ser no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Reclamaram de muitas coisas como o preço do refrigerante, mas nunca reclamaram do preço de uma água em um aeroporto internacional.

Ao citar a declaração de Friedrich Merz, o presidente brasileiro reforçou que faltou conhecimento por parte dos visitantes.

“Ele, na verdade, devia ter ido em um boteco no Pará. Ele, na verdade, deveria ter dançado no Pará. Ele deveria ter provado a culinária do Pará. Porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará, a cidade de Belém”, concluiu.



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Movimentos pontuais marcam o mercado de soja; saiba os preços no Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou um dia de baixa movimentação. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi pontual, com o produtor focado no plantio e poucas ofertas reais no mercado.

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Silveira destacou que, apesar da volatilidade, a Bolsa recuou, mas não muito, e os prêmios seguem negativos para a safra nova. No geral, as cotações apresentaram pouca variação e o mercado operou de forma bastante calma.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 137,00 para 136,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 138,00 para 137,00
  • Cascavel (PR): manteve-se em 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 127,00 para 126,00
  • Dourados (MS): caiu de 127,00 para 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve-se em 128,00
  • Paranaguá (PR): manteve-se em 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve-se em 142,00

Soja em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve baixa nesta terça-feira. Após atingir o maior patamar desde junho de 2024, o mercado realizou lucros. O cenário segue positivo em meio à retomada das compras chinesas de soja americana e aos bons números de esmagamento nos Estados Unidos em outubro.

Exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 792.000 toneladas de soja à China para a temporada 2025/26. A estatal chinesa COFCO comprou pelo menos 14 carregamentos de soja dos EUA, cerca de 840 mil toneladas, para embarque entre dezembro e janeiro. A China também recebeu o primeiro carregamento de farelo de soja argentino desde 2019, com 30 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos em janeiro fecharam com baixa de 3,75 centavos, a US$ 11,53 1/2 por bushel, enquanto março encerrou em US$ 11,60 1/4 por bushel, queda de 3,00 centavos. No farelo, janeiro caiu US$ 4,10, a US$ 328,50 por tonelada. No óleo, janeiro subiu 1,02 centavo, a 52,50 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,25%, encerrando em R$ 5,3180 para venda e R$ 5,3160 para compra, após oscilar entre R$ 5,3152 e R$ 5,3457.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens de verão avançam após período frio


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta que o campo nativo do Rio Grande do Sul segue em pleno desenvolvimento vegetativo, com oferta de forragem favorecida pelo aumento das temperaturas, pela maior luminosidade e pela umidade adequada do solo. Segundo o documento, essa condição tem permitido a recuperação ou a manutenção do escore corporal dos rebanhos após o período de restrição alimentar do inverno.

As pastagens perenes de verão, como Tifton, Jiggs, Hermarthria, Aruana, panicuns, braquiárias e capim-elefante, registraram atraso no crescimento em alguns municípios em razão das chuvas e das baixas temperaturas do mês anterior. No entanto, a Emater/RS-Ascar informa que essas áreas apresentam rebrota vigorosa na maior parte das regiões, sustentando pastejos de boa qualidade, especialmente nos locais de clima mais ameno. Em diversas propriedades, produtores realizaram roçadas para reduzir a palhada remanescente e controlar invasoras. As áreas de azevém estão, em sua maioria, em fase de formação de sementes.

Na região de Bagé, a rebrota do campo nativo ocorreu com forte presença de capim-annoni, principalmente em áreas afetadas pela estiagem. Na Fronteira Oeste e na Campanha, lavouras de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão seguem em desenvolvimento, embora apenas parte esteja apta ao início do pastejo. Em Hulha Negra e Aceguá, continua a fenação em áreas com trevo. Já em Itaqui, pastagens perenes receberam os primeiros lotes de animais, e em Manoel Viana e Bagé houve retomada da semeadura de pastagens de verão, com adubações de cobertura e manejo de herbicidas.

Na região de Caxias do Sul, o período foi marcado por tempo estável, com temperaturas amenas e insolação abundante, favorecendo as forrageiras. Chuvas volumosas nos dias 7 e 8 dificultaram o manejo. As pastagens hibernais de ciclo longo mantiveram o pastejo, enquanto áreas de integração lavoura-pecuária tiveram pastagens de aveia dessecadas para o início do plantio de cereais de verão. A maior parte das silagens de trigo já foi concluída.

Em Frederico Westphalen, lavouras de trigo e outros cereais destinados à silagem apresentaram desenvolvimento adequado e estão próximas da colheita. Seguiu a semeadura de milheto, aveia de verão e sorgo. Em Ijuí, as pastagens de capim-sudão registraram bom desenvolvimento e, em algumas áreas, já foi possível realizar o terceiro pastejo. Pastagens semeadas no final de outubro receberam adubação nitrogenada, preparando-se para a entrada dos animais na próxima semana. Áreas de sorgo e milheto avançaram no desenvolvimento vegetativo, permitindo o início do pastejo, enquanto espécies perenes de verão tiveram crescimento ligeiramente abaixo do ideal, mas com volume satisfatório de massa verde.

Na região de Passo Fundo, a insolação, a amplitude térmica e a umidade do solo contribuíram para o crescimento das forrageiras. As espécies anuais de verão estão em semeadura e desenvolvimento, com algumas já utilizadas para pastejo. Em Pelotas, as pastagens de inverno encerraram o ciclo, e lavouras de verão apresentam bom crescimento. Chuvas volumosas em Pinheiro Machado no dia 7 estimularam o desenvolvimento das pastagens nativas e permitiram a retomada da semeadura de pastagens de verão.

Na região metropolitana de Porto Alegre, as pastagens estivais implantadas ainda não oferecem condições de pastejo. A forte presença de floração da maria-mole (Senecio spp.) chamou a atenção de produtores e pode estar relacionada à redução do rebanho ovino. Na região de Santa Maria, pastagens de panicuns e braquiárias apresentam desenvolvimento atrasado devido às baixas temperaturas registradas em outubro, enquanto a colheita dos cereais de inverno para silagem foi intensificada. Em Santa Rosa, áreas de BRS Capiaçu receberam aplicação de dejetos de suínos e têm ensilagem prevista para janeiro, além de aumento observado nas áreas destinadas a pastagens perenes, especialmente de Tifton.





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