quinta-feira, março 26, 2026

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Lavouras de feijão evoluem sem grandes danos



RS mantém bom ritmo no feijão 1ª safra



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13) pela Emater/RS-Ascar aponta estabilidade na semeadura do feijão 1ª safra no Estado. Segundo o documento, “a semeadura se encontra estabilizada, devendo ser retomada a partir do início de dezembro”, período em que tradicionalmente ocorre o plantio nos Campos de Cima da Serra.

Entre as áreas já implantadas, “predominam as lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo (75%), seguidas por floração (16%) e enchimento de grãos (7%)”. Em regiões do Centro-Serra, há cultivos em início de maturação, enquanto no Noroeste já começou a colheita das primeiras áreas destinadas ao consumo familiar.

A condição fitossanitária é considerada adequada. O boletim ressalta que “as noites mais frias do período não ocasionaram danos expressivos às plantas”, embora a floração seja mais vulnerável a eventos como o frio nesta época do ano. A área estimada para o feijão 1ª safra é de 26.096 hectares, com produtividade média projetada em 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, “93% dos cultivos estão em crescimento vegetativo”, com sanidade apropriada e produtividade média prevista de 2.237 kg por hectare. Em Ijuí, “74% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 20% em floração”, e o restante iniciou o enchimento de grãos. Apesar da maior incidência de antracnose, permanece a expectativa de boa safra.

Na região de Pelotas, a Emater/RS-Ascar informa que “a condição fitossanitária das áreas está satisfatória” e que 55% da área prevista já foi semeada, com foco no consumo familiar e abastecimento do comércio local. Em Soledade, “24% das lavouras estão em floração, e 3% iniciaram a maturação”, com sanidade adequada e boa emergência de plantas. A produtividade média estimada é de 1.600 kg por hectare.

Em Santa Maria, 66% dos cultivos encontram-se em crescimento vegetativo, enquanto 15% já avançam para o enchimento de grãos nas áreas mais adiantadas.





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Cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil


O cultivo da melancia passa por uma transformação no Brasil, semelhante ao que já ocorreu na Espanha. No país europeu, a modernização das práticas agrícolas e o foco na qualidade do produto elevaram os padrões da produção. Impulsionado pela exigência do mercado consumidor por mais qualidade, o setor brasileiro tem buscado formas de produzir com mais eficiência, em um trabalho que envolve diferentes elos da cadeia produtiva. 

Nesse cenário, a BASF Soluções para Agricultura, por meio da marca de sementes e hortaliças Nunhems®, tem desempenhado um papel estratégico ao promover um modelo de produção integrado que conecta campo, distribuição e varejo.  

A iniciativa da marca integra agricultores, distribuidores e redes de supermercado, garantindo que a fruta chegue mais rápido às gôndolas. Um processo que pode levar mais de uma semana, por exemplo, é feito em até 24 horas, do campo ao varejo, assegurando uma fruta com mais qualidade para o consumidor final.

Uma das protagonistas deste novo momento é a Pingo Doce, variedade no portfólio da companhia que cresce, em média, 15% em volume de frutas produzidas ao ano. Com atributos de sabor, praticidade, rastreabilidade e produção, e ainda baseada em rigorosos critérios de sustentabilidade, a fruta tem se destacado como um símbolo da transformação na fruticultura. Do agricultor ao consumidor final, toda a cadeia tem se beneficiado deste modelo de negócio. 

Sucesso na Espanha e no Brasil 

No mercado brasileiro há sete anos, a Pingo Doce é inspirada em um caso de sucesso do mercado europeu. Na Espanha, o aumento da produção e do consumo de melancia está relacionado ao desenvolvimento de uma variedade com características semelhantes àquela que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. “O modelo de negócio foi adaptado ao Brasil em uma estratégia que reforça a integração entre os elos da cadeia, ultrapassando as porteiras da fazenda e envolvendo logística, distribuição, atacado e varejo”, afirma Golmar Beppler Neto, gerente de vendas Brasil da Nunhems®. 

Como resultado, o negócio alcançou uma agilidade logística que potencializa ainda mais os atributos da Pingo Doce: uma fruta menor e mais prática (em média 6kg), com alto teor de brix, sem sementes e casca verde mais escura. Outro diferencial é que a fruta pode ser rastreável, garantindo transparência e confiança ao consumidor. Todos esses fatores contribuem para um produto de qualidade superior, valorizado em toda a cadeia.  

“Nosso propósito é conectar o campo ao consumidor por meio de parcerias estratégicas ao longo da cadeia. Todos têm a ganhar quando agregamos valor ao produto. A Pingo Doce traduz exatamente isso: uma fruta que entrega valor desde o produtor até varejo, com o padrão de excelência que o cliente final busca”, destaca Golmar.   

Produção vertical   

Toda essa transformação também se reflete diretamente no campo. Com suporte técnico, orientação em manejo e estratégias de mercado, a Nunhems tem auxiliado os produtores a ampliarem seus resultados de forma cada vez mais sustentável. “Mais do que aumentar a produtividade, os agricultores estão verticalizando o cultivo de melancia para entregar um produto de qualidade única”, ressalta Golmar.  

Um exemplo de toda essa jornada é o agricultor Pedro Orita. Com parte da sua área de produção de melancia em Teixeira de Freitas (BA) destinada à Pingo Doce, Orita cultiva a fruta em 600 hectares e já alcança uma produtividade acima da média nacional, com 60 toneladas de fruta por hectare e picos de produção de até 80 t/ha.  

Segundo o agricultor, quando ele começou com a Pingo Doce, percebeu que não era apenas uma nova variedade de melancia, mas um novo jeito de produzir baseado em práticas agrícolas mais sustentáveis. “A parceria com a BASF nos ajudou a entender o campo como uma cadeia que se complementa da semente até o consumidor. Hoje conseguimos entregar uma fruta de alta qualidade, com rastreabilidade e constância durante boa parte do ano, o que fortalece nossa relação com o varejo”, declara o agricultor. 

Dentro desse modelo integrado, o cultivo de toda a plantação de melancia é pautado por um manejo cuidadoso, com irrigação por gotejamento, que reduz o consumo de água e boas práticas para garantir a presença de polinizadores.  

A Pingo Doce produzida por Orita, assim como é feito em outras áreas produtivas pelo país, tem um código QR que pode ser escaneado para conferir toda a rastreabilidade do produto. Com o processo de verticalização, o produtor passou a investir tanto na produção de mudas quanto em instalações para o beneficiamento – o chamado packing house -, permitindo que a fruta colhida na propriedade siga diretamente para os centros de distribuição.  

“A valorização desta melancia possibilita fazer investimentos que vão trazer mais qualidade para o produto. Agora, cada elo desta cadeia é um parceiro de negócio e todos trabalhamos com um objetivo comum”, destaca o produtor.   

No Brasil, já são produzidas anualmente 35 mil toneladas de Pingo Doce. As principais áreas de produção estão nos estados de Bahia, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.  

Uma vitrine de inovação e conexão 

Para se aproximar ainda mais dos elos da cadeia produtiva e compartilhar conhecimentos sobre o mercado de melancia, a BASF Soluções para Agricultura e a Nunhems, realizaram a 2ª edição do Tech Show Melancia. O evento reuniu mais de 200 participantes entre os dias 11 e 12 de novembro, em Teixeira de Freitas (BA).  Na ocasião, varejistas como OBA Hortufruti, Atacadão e Grupo Pereira, além de consultores renomados como Luiz Alvarez, Aliomar Feitosa e Luiz Haas, contribuíram para fortalecer o modelo integrado e ampliar o acesso a práticas mais modernas e sustentáveis.  

Além da Pingo Doce, a companhia também apresentou a melancia Brabba, variedade convencional que integra o portfólio da marca e reforça o compromisso com a oferta de soluções que atendem diferentes perfis de produção e consumo. “Mais do que um evento técnico, o Tech Show reflete o compromisso com o fortalecimento das parcerias para o avanço de um setor cada vez mais competitivo e sustentável”, afirma Daniela Ferreroni, diretora de Negócios Centro da BASF Soluções para Agricultura.  





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bagaço de uva dá origem a fertilizante de alto desempenho



Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido



Foto: Aline Merladete

Um subproduto de difícil manejo ambiental se tornou base para uma nova categoria de fertilizante líquido que une inovação agronômica e benefícios ecológicos. Formulado a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o insumo atua diretamente na saúde do solo e promete reduzir o uso de insumos químicos.

Inicialmente, o resíduo representava risco à contaminação de aquíferos. Mas, ao ser submetido a processos de tratamento, adquiriu características favoráveis ao uso agrícola: odor mais suave, pH alcalino e alta concentração de substâncias húmicas vegetais.

Esse tipo de composto, por ter origem vegetal, apresenta ação menos agressiva e maior interação com a microbiota do solo do que os ácidos húmicos minerais tradicionais.

Apesar dos bons resultados nos primeiros testes, a ausência de normatização atrasou a entrada do produto no mercado. A empresa responsável precisou adaptar a composição e aguardar definições legais para efetivar o registro.

Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido, especialmente constituído por substâncias húmicas de origem vegetal. Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva

Potosi encontra-se disponível no AGROVENDA, compre aqui.

 atuação se dá na rizosfera, promovendo condições ideais para o desenvolvimento das raízes e favorecendo a ativação dos micro-organismos do solo, fundamentais para a nutrição vegetal.

Além da agricultura convencional, pode ser utilizado em gramados, hortas urbanas e pastagens, sendo recomendado em três aplicações ao longo do ciclo. O produto ainda contribui para a mitigação de impactos ambientais, tanto pela destinação sustentável de resíduos quanto pela potencial captura de carbono no solo.





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Fiagro para atrair capital estrangeiro será apresentado no Oriente Médio em janeiro



Aumentar o uso do dólar no crédito rural brasileiro foi um dos enfoques do Diário da COP30, apresentado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no estúdio do Canal Rural em Belém, capital paraense, nesta terça-feira (18).

O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Carlos Augustin focou no Projeto de Cooperação Técnica Internacional entre a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que anunciou nesta terça a disponibilização de US$ 1 bilhão para financiar projetos de recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro.

Segundo o assessor, para manter recursos pelos próximos dez anos, o Mapa já consolida a ideia de inserir capital estrangeiro como sócio minoritário da compra de terra a ser recuperada de degradação no Brasil.

“A gente tem pedido dinheiro emprestado para os árabes, mas eles não gostam de emprestar dinheiro, gostam de ser sócio. […] Mas como vai ser sócio de um agricultor? Quebramos a cabeça, chamamos o Banco do Brasil e inventamos uma ideia que é a seguinte: a gente cria um Fiagro [Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais] que vai ser dono da terra e qualquer capital estrangeiro pode participar”, detalha.

Desta forma, conforme Augustin, o capital estrangeiro, por meio do Fiagro, seria dono de 48% ou 49% da terra a ser recuperada, mas não do empreendimento. “O empreendimento continua do agricultor, mas com este dinheiro ou os dois juntos, depois vão comprar mais terras, terras baratas, aonde vai produzir e vai melhorar o preço dessa terra [recuperando-a].”

Agustin conta que uma equipe do Mapa irá, em janeiro, ao Oriente Médio para apresentar essa proposta, atendendo a um pedido de investidores árabes.

Popularizar o dólar

O assessor especial do Mapa também destacou no bate-papo que a pasta tem a convicção de que é necessário popularizar o dólar no agronegócio brasileiro, algo que já é feito de forma exitosa na compra de máquinas agrícolas.

“O BNDES hoje tem qualquer linha de crédito em dólar, [seja] custeio, investimento. Pessoa física também [pode solicitar]. Se você quiser fazer um custeio em dólar, quiser fazer um carregamento de estoque em dólar, um armazém, uma recuperação de pastagem, [tudo] em torno de 8,5% [de juros], o que não é muito”, conta.

Segundo Augustin, se a cotação do dólar subir é ainda melhor para o produtor, visto que o preço da soja, do algodão e de outras commodities também se eleva. “Porém, se caiu o dólar, aí é problema. Se você tem contrato em real e o dólar caiu, o teu produto cai, você vai ter que pagar em real”, pondera.

Somando-se às preocupações, o assessor especial do Mapa acredita que a safra 2025/26 não terá uma colheita satisfatória, haja visto o atraso no plantio no Centro-Oeste, em especial em Mato Grosso.

“Nós vamos ter uma safrinha de milho menor e quando se atrasa a janela da soja, todos nós sabemos que a produtividade baixa. Isso com juros de 20% [15% da Selic + juros dos bancos], preço ruim e colheta fraca, problemas pela frente”, enumera Augustin.



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Aveia-branca mantém qualidade enquanto colheita avança


A colheita da aveia-branca no Rio Grande do Sul segue em ritmo avançado, alcançando 72% da área total, conforme informou a Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (13). Segundo o documento, as lavouras ainda não colhidas se encontram “entre os estádios de maturação (23%) e de enchimento de grãos (4%)”, enquanto poucas áreas permanecem em floração.

A Emater aponta que a qualidade dos grãos colhidos está adequada, com PH dentro do padrão industrial e baixo índice de impurezas. O informativo destaca que “não houve danos significativos por pragas ou doenças”, mas registra ocorrências pontuais relacionadas a eventos climáticos, como geada durante a floração. Na Região Oeste, a colheita está praticamente concluída, avançando de forma contínua nas demais áreas produtoras.

A estimativa da Emater/RS-Ascar indica cultivo em 393.252 hectares, com produtividade média atual de 2.445 kg/ha.

Nas regiões administrativas, o avanço varia. Em Bagé, a colheita chega a 86% da área, restando 13% em maturação. A produtividade está em 1.497 kg/ha, resultado influenciado pela restrição hídrica no início do ciclo. Em Caxias do Sul, 43% das lavouras estão em maturação e 14% já foram colhidas, com produtividade média de 2.726 kg/ha. A Emater avalia que “as condições de colheita são favoráveis” e que há expectativa de boa qualidade dos grãos.

Em Erechim, a colheita alcança 70% da área, com produtividade média de 2.400 kg/ha. As lavouras restantes devem ser colhidas nos próximos dias, caso o clima permaneça estável. Em Frederico Westphalen, os trabalhos foram concluídos, e a produtividade média estimada é de 2.400 kg/ha, o que representa aumento de 12% em relação à safra passada. A qualidade dos grãos foi classificada como “excelente”, com peso hectolitro elevado e baixa incidência de grãos chochos.

Na região de Ijuí, 75% da área foi colhida. Em Ibirubá, as produtividades superaram as expectativas iniciais, enquanto em Santo Augusto ficaram ligeiramente abaixo, em torno de 2.400 kg/ha. A Emater informou que “a qualidade do produto está elevada, com PH acima de 50, indicando bom rendimento industrial”.

Em Passo Fundo, 60% das áreas já foram colhidas, e o restante está em maturação fisiológica. A produtividade média é de 2.400 kg/ha. As condições de colheita seguem adequadas, sem registro de prejuízos por excesso de umidade. Em Soledade, 90% da área está colhida, e 10% permanece em maturação. As chuvas da última semana interromperam temporariamente os trabalhos, mas as operações foram retomadas. As produtividades médias estão em torno de 2.700 kg/ha, com boa qualidade dos grãos.





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Presidência da COP30 publica primeiro rascunho de compromisso entre países



Há quatro dias do final da COP30, a presidência brasileira da Cúpula publicou um primeiro rascunho de compromisso entre os países. As nações seguem divididas sobre vários temas, como ambição climática, finanças e comércio.

O documento de nove páginas inicia reafirmando o compromisso com o Acordo de Paris, de 2015, em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a adesão ao multilateralismo.

Assim, o primeiro rascunho aborda quatro pontos sensíveis que seguem travando as negociações:

  • Financiamento climático;
  • Transparência;
  • Comércio; e
  • Revisão das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A iniciativa brasileira de acelerar o processo é inédita na história recente das conferências do clima e tem como objetivo garantir um acordo ambicioso, evitando impasses na reta final, uma mobilização para manter viva a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Os negociadores trabalham noite adentro em mutirão para publicar um texto final sobre a primeira parte do pacote de Belém nesta quarta (19), data em que o presidente Lula deve comparecer à capital paraense. Uma outra parte, com pontos menos controversos, deve ser publicada na sexta-feira (21), último dia da COP30.

Esta terça-feira (18), oitavo dia da cúpula, reforçou o papel da agenda de ação na concretização dos compromissos. O financiamento climático foi definido como o principal desafio para a adaptação e mitigação, com impacto prático que se revela no campo, como na recuperação de pastagens degradadas em áreas que absorvem carbono.

A diretora da Agenda de Ação da COP30, Bruna Cerqueira, diz que solicitar mais financiamento climático não é a saída para o problema, mas sim pensar quais os instrumentos financeiros específicos para o produtor recuperar a sua área, o que engloba desde os instrumentos internacionais, dos bancos multilaterais, até ações mais específicas que os países podem inserir em suas políticas fiscais e no trabalho com os bancos privados, por exemplo.

“Então é nisso que a gente está trabalhando, nesses instrumentos específicos que vão nos ajudar a pegar esse dinheiro que está sendo negociado para fazê-lo chegar no chão”, conta.



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Com oferta em ajuste, arroba do boi se mantém firme e exportações aceleram



O Indicador do Boi Datagro fechou esta terça-feira a uma média de R$ 320,57 a arroba na praça-base São Paulo, aumento de R$ 0,30 em comparação a ontem.

De acordo com a analista de mercado da consultoria Datagro Beatriz Bianchi, a oferta interna segue em ajuste, com alguns estados dando sinais de desaceleração na entrega de animais em função do retorno de chuva mais consistente, maior retenção de gado no pasto e, também, pela estação de monta.

“Além disso, vale ressaltar que a oferta segue abundante, com bons incentivos para a atividade de engorda. Em relação às escalas de abate, após uma redução gradual nas últimas semanas, as programações têm apresentado um ritmo mais confortável, operando na faixa dos dez dias corridos”, detalha.

Beatriz ressalta que o mercado interno segue relativamente firme e a demanda externa se mantém aquecida. “O destaque vai para a ordem assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduz as tarifas recíprocas sobre as importações de carne bovina brasileira.”

Segundo a analista, com a medida, os preços da proteína bovina nacional voltam a ficar mais baixos do que os praticados no mercado interno. “Assim, temos um alívio para o setor, viabilizando maior fluxo comercial para os Estados Unidos”, completa.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 100,8 mil toneladas de carne bovina na primeira semana de novembro, com média diária de, aproximadamente, 20,1 mil toneladas, avanço de 67,5% frente ao registrado no mesmo período de 2024.



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UE retoma pre-listing para carne de aves e ovos do Brasil


A União Europeia confirmou ao governo brasileiro, por meio de carta oficial, o restabelecimento do sistema de habilitação por indicação da autoridade sanitária nacional, o pre-listing, para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão permite que plantas brasileiras voltadas à exportação para o bloco voltem a ser habilitadas sem a necessidade de avaliações individuais por parte das autoridades europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que “uma grande notícia é a retomada do pré-listing para a União Europeia. Esse mercado espetacular, remunerador para o frango e para os ovos brasileiros estava fechado desde 2018. Portanto, sete anos com o Brasil fora”.

Com a retomada do mecanismo, os estabelecimentos que cumprirem as exigências sanitárias da União Europeia poderão ser indicados pelo Mapa. Após a comunicação oficial ao bloco, essas unidades ficam aptas a exportar. O modelo prevê que o ministério ateste a conformidade das plantas brasileiras com as normas europeias, o que torna o processo de habilitação mais ágil e previsível.

A confirmação ocorreu após uma agenda contínua de negociações com a Comissão Europeia ao longo do ano. Em 2 de outubro, uma missão do Mapa a Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou um conjunto de demandas prioritárias, incluindo o restabelecimento do pre-listing para proteína animal, o avanço nas tratativas sobre pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

Na sequência, em 23 de outubro, uma reunião em São Paulo entre Luís Rua e o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, consolidou entendimentos na pauta sanitária e registrou o retorno do sistema de pre-listing para carne de aves. O encontro também encaminhou o avanço das negociações para o pre-listing de ovos e o agendamento de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

As autoridades ainda acordaram a retomada de um mecanismo permanente de alto nível para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. O objetivo é ampliar a previsibilidade e a transparência do diálogo bilateral, reduzindo entraves técnicos e favorecendo o fluxo de comércio agropecuário.

Com o pre-listing restabelecido para carne de aves e ovos, o governo afirma que o país reforça o papel dos serviços oficiais de inspeção na garantia da segurança dos alimentos e no atendimento às exigências do mercado europeu, ao mesmo tempo em que avança em uma agenda de facilitação de comércio baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória.





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Preço do boi gordo encerra mais um dia em queda; veja cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos no decorrer desta terça-feira (18).

“Os frigoríficos ainda estão temerosos em relação à China e qual será o posicionamento do principal importador de carne bovina brasileira em relação às investigações que vem sendo conduzidas desde o final do ano passado”, diz o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias a respeito das medidas de salvaguarda que a nação asiática estuda implementar para se proteger do impacto da importação na produção local.

Segundo ele, a demanda doméstica permanece aquecida, considerando a incidência do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período do final de cada ano.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,83 — ontem: R$ 326,33
  • Goiás: R$ 320,43 — R$ 320,32
  • Minas Gerais: R$ 318,24 — R$ 318,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 303,43 — R$ 307,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer da semana, e o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,50 por quilo
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,3180 para venda e a R$ 5,3160 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3152 e a máxima de R$ 5,3457.



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