quinta-feira, agosto 13, 2026

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Prazo para entrega do relatório Cancro/HLB está acabando



Os produtores de citros devem entregar o relatório cancro/HLB (Greening) até o próximo dia 15 de janeiro. O documento deve ser enviado através do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e conter o resultado das vistorias trimestrais para cancro cítrico e Greening realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2024 em todas as plantas cítricas da propriedade.

O intuito é combater as doenças mais comuns que atingem as plantações. A solicitação é da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo.

“As informações prestadas no relatório não são utilizadas em caráter punitivo e são necessárias para orientar as ações de Defesa Agropecuária e balizar as políticas públicas do Estado, sempre pensando em garantir a sustentabilidade sanitária do agronegócio paulista. A citricultura tem grande relevância econômica para o Estado que é o principal produtor de citros, por isso, é importante que os produtores preencham o relatório declarando de fato o resultado das inspeções”, comenta a engenheira agrônoma Veridiana Zocoler, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros.

“Além disso, com a intensificação das ações de combate ao Greening, o relatório será de extrema importância para a Defesa Agropecuária, uma vez que é uma ferramenta de diagnóstico das condições dos pomares existentes no Estado, e quanto mais precisas as informações, melhores serão os resultados”, complementa Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal.

Doenças

O Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.

Outra doença que atinge as plantações é o cancro cítrico. O distúrbio é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.

A Portaria MAPA nº 317, de 21 de maio de 2021, institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e traz como obrigatoriedade, a eliminação de plantas sintomáticas apenas para pomares com idade inferior a oito anos. O monitoramento e o controle do psilídeo são obrigatórios em todos os pomares independente da idade.



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Milho indica alta produtividade em 2024/2025



Safra de milho 2024/2025 segue avançando no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A safra de milho 2024/2025 segue avançando no Rio Grande do Sul, com 94% da área projetada já semeada. Os plantios mais tardios evoluíram nas regiões da Campanha, Sul e Vale do Rio Pardo, impulsionados por condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

O bom volume de chuvas em dezembro contribuiu para a recuperação da umidade do solo, beneficiando o peso dos grãos. No entanto, o déficit hídrico registrado em novembro impactou o número de grãos por espiga em algumas áreas, especialmente nas regiões Centro, Planalto Médio e Noroeste. Apesar disso, a produtividade esperada ainda supera a da última safra.

Atualmente, 18% das lavouras estão em floração, 50% em enchimento de grãos, 12% em maturação e 1% já foi colhido. Nas áreas irrigadas e não afetadas pela estiagem anterior, a expectativa de produção é elevada, graças à alta radiação solar e à variação térmica entre dia e noite, fatores que favorecem o crescimento das plantas.

Os produtores seguem com os tratos culturais, aplicando herbicidas e fertilizantes em cobertura nas lavouras semeadas a partir de novembro. Inseticidas e Fungicidas são utilizados de forma pontual, conforme monitoramento. Um dos focos de controle é a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), especialmente na Região Oeste do Estado.

A Emater/RS-Ascar estima que o cultivo do milho no Estado ocupará uma área total de 748.511 hectares, com produtividade média esperada de 7.116 kg/ha. Nas regiões onde o estresse hídrico não prejudicou as lavouras, a colheita deve alcançar volumes expressivos, reforçando o potencial produtivo da safra.





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Agronegócio supera setor de mineração pela primeira vez em exportações



Pela primeira vez na história do estado de Minas Gerais, o agronegócio superou o setor de mineração nas exportações. Conforme nota da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre janeiro e novembro de 2024, as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 15,7 bilhões, ultrapassando em 3% o setor de mineração – tradicional líder da balança comercial de Minas Gerais -, que registrou US$ 14,5 bilhões.

Ainda conforme a pasta, o agronegócio representa, até novembro, 40,7% do valor total das vendas externas do Estado, crescimento de 19% na receita e 9% no volume exportado (16 milhões de toneladas) em comparação com igual período do ano passado. A mineração, por sua vez, representou 37,7% das exportações totais, com 14,5 milhões de toneladas embarcadas.

A secretaria diz também que, antes mesmo do fechamento do ano, o agronegócio mineiro superou o recorde anterior, de 2022, quando foram faturados US$ 15,3 bilhões em exportações pelo setor. “A taxa de câmbio nominal mais alta também contribuiu para o excelente desempenho”, cita a pasta na nota.

Embora café, produtos do complexo sucroalcooleiro e carne bovina continuem sendo os principais expoentes das exportações, a diversificação da produção tem sido um fator decisivo. “Novos produtos, como sementes, sêmen bovino, queijos, iogurte, leite condensado, batatas preparadas, água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico vêm ganhando espaço no mercado internacional”, complementa.



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Cotação do suíno alcança máximas em três anos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, a cotação do suíno vivo no Brasil segue em alta nas principais praças, com a média mensal de novembro atingindo R$ 9,93 por quilo — o maior valor registrado para o período nos últimos três anos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização reflete a crescente competitividade da carne suína em relação à bovina no mercado interno, apesar do aumento nos custos de produção.

Enquanto o poder de compra do suinocultor melhorou em outubro em comparação ao farelo de soja, houve perda frente ao milho, devido à valorização do cereal. Mesmo assim, a carne suína manteve vantagem competitiva frente à bovina, impulsionando as vendas domésticas e externas.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne suína atingiram 191,7 mil toneladas entre janeiro e outubro, movimentando US$ 438,7 milhões. Esse desempenho representou um crescimento de 98,5% em volume e 85,7% em receita em comparação ao mesmo período de 2023.

As Filipinas ultrapassaram a China como principal destino das exportações, praticamente dobrando suas aquisições em 2024. Em outubro, o Brasil registrou o segundo melhor desempenho do ano, com o envio de 128 mil toneladas e faturamento de US$ 310,8 milhões — alta de 40,1% no volume e 56,5% na receita frente ao mesmo período do ano anterior.

O Japão também se destacou como terceiro maior destino da carne suína brasileira em 2024. Em outubro, o volume embarcado para o país aumentou em 265,3% em relação ao ano anterior. Além disso, os japoneses pagam 43% a mais por tonelada do que a média recebida pelo Brasil de outros mercados.

O estado de Goiás manteve crescimento nas exportações no segundo semestre, atingindo média mensal de 1,4 mil toneladas — um aumento de 12,3% em relação ao primeiro semestre de 2024. Destaque também para as exportações ao Haiti, que subiram de 44,8 toneladas em julho para 252,8 toneladas em outubro, posicionando o país caribenho como o quarto maior comprador da proteína goiana no mês.





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Balança comercial tem déficit de US$ 283 milhões na 3º semana de dezembro



A balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 283 milhões na terceira semana de dezembro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ US$ 5,616 bilhões e importações de US$ 5,898 bilhões. No mês, o superávit acumulado é de US$ 1,297 bilhão e, no ano, de US$ 71,153 bilhões.

Até a terceira semana de novembro, a média diária das exportações registrou baixa de 21,3% em relação à média diária do mesmo mês de 2023. O resultado se deu devido a um recuo em todos os seguimentos: queda de US$ 65,28 milhões (-25,2%) em Agropecuária; redução de US$ 190,11 milhões (-49,6%) em Indústria Extrativa; e baixa de US$ 50,05 milhões (-6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

Segundo o MDIC, o movimento de queda nas vendas foi puxado principalmente por produtos como soja (-61%), milho (29,4%), óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos (-53,9%), minério de ferro e seus concentrados (-46,4%), minério de cobre e seus concentrados (-43,9%), minérios de metais preciosos e seus concentrados (-94,7%), gás natural (-100%), açúcares e melaços (-47%) e Álcoois, fenóis, fenóis-álcoois, e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (-64,2%).

Já as importações tiveram crescimento de 7,6% na mesma comparação, com alta de US$ 4,77 milhões (25,2%) em Agropecuária; queda de US$ 0,64 milhão (-1,4%) em Indústria Extrativa e avanço de US$ 67,31 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

Nos produtos, entre as altas mais expressivas se destacam trigo e centeio, não moídos (31,9%), cevada, não moída (472,6%), Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (41,2%), Instrumentos e aparelhos de medição, verificação, análise e controle (58,1%), caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes (9.418,0%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes (104,6%).



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Preços do algodão enfrentam queda nos EUA



Cotações do algodão no mercado spot registraram queda na última semana




Foto: Canva

As cotações do algodão no mercado spot registraram queda na última semana nos Estados Unidos, com média de 126 pontos abaixo em relação à semana anterior, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), divulgado pelo Agricultural Marketing Service’s Cotton and Tobacco Program.

De acordo com o relatório, o preço médio semanal para a qualidade base do algodão — classificação cor 41, folha 4, fibra 34, mike 35-36 e 43-49, resistência 27,0 – 28,9 e uniformidade 81,0 – 81,9 — foi de 64,07 centavos por libra na semana encerrada em 19 de dezembro de 2024. Esse valor representa uma queda em relação aos 65,33 centavos registrados na semana anterior e está abaixo dos 75,32 centavos observados no mesmo período de 2023.

As cotações diárias oscilaram entre 64,73 centavos na sexta-feira, 13 de dezembro, e 63,37 centavos na quinta-feira, 19 de dezembro. O volume de transações spot também recuou na comparação semanal. Foram reportados 35.749 fardos negociados até o dia 19 de dezembro, contra 42.641 fardos registrados na semana anterior. Apesar do recuo semanal, o volume superou os 28.779 fardos negociados no mesmo período do ano passado.

Desde o início da temporada, o total acumulado de vendas spot alcançou 295.246 fardos, uma queda expressiva frente aos 385.073 fardos comercializados no mesmo intervalo de 2023.

No mercado futuro, o contrato para março na ICE Futures fechou a semana cotado a 67,91 centavos por libra, abaixo dos 70,09 centavos registrados na semana anterior.





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Chuva predomina no Natal em grande parte do Brasil



O Natal deve ser chuvoso em boa parte do Brasil. A combinação de calor, alta umidade do ar e a circulação dos ventos formam muitas nuvens no céu, provocando pancadas de chuva, principalmente no período da tarde. Acompanhe os detalhes do tempo em cada região do país, segundo a Climatempo.

Sul

A circulação de ventos do oceano em direção ao continente aliado ao calor e alta umidade já presente na atmosfera favorece um dia com mais presença de nebulosidade e pancada de chuva à tarde nas regiões oeste e noroeste paranaense, litoral e região metropolitana do Paraná, região no vale do Itajaí e região metropolitana de Florianópolis e nas regiões norte e nordeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, o sol aparece sem previsão de chuva e o dia será bem ensolarado, exceto no extremo sul do Rio Grande do Sul, RMPOA e campanha gaúcha, onde tem previsão de chuva passageira, mas no fim do dia.

Sudeste

As instabilidades continuam predominando e chove em praticamente todo o estado de Minas Gerais, Espírito Santo e também no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a chuva se concentra nas regiões oeste, noroeste, litoral, vale do Paraíba e região metropolitana – é uma chuva que acontece à tarde e não tem previsão para temporais. As demais regiões do estado seguem com o tempo bem ensolarado.

Centro-Oeste

As instabilidades predominam em todos os estados da Região Centro-Oeste do Brasil. A chuva acontece à tarde em formato de pancadas com raios e trovoadas, não descartando ocorrências de temporais. Ao longo do dia, o sol deve aparecer em alguns momentos e por isso a temperatura sobe bem. As máximas ficam mais altas e a sensação será de tempo abafado.

Nordeste

A circulação de ventos mantém as instabilidades mais intensas entre os estados Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, enquanto entre as capitais Salvador e Natal, os ventos que sopram do oceano em direção ao continente também formam nuvens carregadas, mas a chuva acontece de forma muito esporádica. No sertão nordestino, o tempo continua bem ensolarado, com máximas elevadas.

Norte

A chuva se concentra entre o interior do Acre, sul e leste do Amazonas, Pará, Tocantins e também todo o estado de Rondônia. No Amapá, a ZCIT continua causando chuva no norte do estado, enquanto na região norte do Amazonas e em Roraima, o tempo firme predomina, com um sol parecido entre poucas nuvens.



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Chuva beneficia safras de milho


No Rio Grande do Sul, as lavouras de milho apresentam diferentes estágios de desenvolvimento e produtividade, de acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar publicado na quinta-feira (19). As chuvas recentes contribuíram para a recuperação do potencial produtivo em várias regiões, mas a estiagem de novembro ainda reflete em perdas localizadas.

Na região administrativa de Bagé, a cultura está em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo. Já na Fronteira Oeste, grande parte das lavouras encontra-se na fase de enchimento de grãos. Em Quaraí, chuvas volumosas sustentaram o alto potencial produtivo, embora o controle de lagartas tenha sido necessário em alguns pontos. Em Santa Margarida do Sul, agricultores familiares estão comercializando milho-verde, opção que agrega renda às pequenas produções.

Na região de Caxias do Sul, há grande variação nos estágios de desenvolvimento. Nos Aparados da Serra, a semeadura já foi concluída e as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo. Nos Campos de Cima da Serra, a cultura avançou para pendoamento e floração.

Em Erechim, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos, com expectativa de produtividade superior à última safra. Em Ijuí, 70% das plantações também estão em enchimento, mas as perdas durante a estiagem de novembro reduziram o potencial inicial. Apesar disso, as chuvas subsequentes estabilizaram a umidade, favorecendo o peso das espigas.

Na região de Pelotas, 66% da área foi semeada, com 88% das lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo, 10% em pendoamento e 2% em enchimento de grãos. Em Santa Maria, a estiagem afetou a produtividade no Vale do Jaguari, principalmente em Capão do Cipó e Santiago, onde as plantas apresentam encurtamento dos entrenós.

Em Santa Rosa, 1% das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, 4% em floração, 65% em enchimento de grãos, 28% em maturação e 2% já foi colhido. A produtividade em áreas irrigadas chega a 13.200 kg/ha, enquanto nas áreas de sequeiro é de 6.600 kg/ha, com projeção de queda de 6% devido à estiagem de novembro.

Na região de Soledade, as lavouras precoces estão distribuídas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (8%), floração (25%) e enchimento de grãos (65%). As chuvas de dezembro garantiram bom enchimento, mas há perdas pontuais nas áreas afetadas pela seca anterior. Já o plantio tardio sobre resteva de tabaco está em germinação e emergência (2%).

O preço médio da saca de 60 quilos de milho recuou 1,05% na última semana, caindo de R$ 67,71 para R$ 67,00, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Goiás registra aumento de 10,1% no abate de bovinos


Segundo o Agro em Dados de dezembro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, Goiás registrou 1,06 milhão de bovinos abatidos no terceiro trimestre de 2024, o que representa um aumento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho do estado contribuiu com 10,2% do total nacional de abates no período, conforme dados do IBGE. Esse crescimento na oferta de carne, somado à demanda aquecida no segundo semestre, resultou em resultados históricos nas exportações brasileiras e goianas de carne bovina, com destaque para o mês de outubro.

Em outubro, o Brasil exportou 298,3 mil toneladas de carne bovina, gerando um faturamento de US$ 1,3 bilhão. Esse volume representa um aumento de 41,9% em comparação ao mesmo mês de 2023, enquanto o valor das exportações subiu 44,6%. O preço médio por tonelada também registrou crescimento, atingindo US$ 4.560,89, um aumento de 1,9% em relação a outubro do ano passado.

Goiás, que já é um dos principais exportadores de carne bovina do Brasil, também observou aumento em suas vendas externas. Em outubro, os principais destinos da carne bovina goiana ampliaram suas aquisições, com destaque para o crescimento de 6,6% nas compras pela China, 88,7% pelos Estados Unidos, 1.860,5% pelo México e 109,8% pela Rússia. Esses números demonstram a competitividade da carne bovina goiana no mercado internacional.

A cadeia produtiva de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta desafios, com aumento nos custos de produção, secas severas e redução no rebanho bovino. Como resultado, os preços aumentaram e houve uma maior demanda externa por carne bovina. Este cenário abre uma oportunidade para o Brasil expandir suas exportações e atender à crescente demanda norte-americana, com perspectivas de aumento no volume exportado em 2025.

No mercado interno, as cotações do bezerro, da arroba do boi gordo e de outras categorias seguem em alta. Em outubro, a média mensal foi de R$ 2.205,46, marcando uma valorização de 7,1% em relação ao ano passado. Este cenário de alta nos preços tem favorecido a retenção de fêmeas para a produção de bezerros, o que já reflete na diminuição de vacarias e novilhas enviadas ao abate. De acordo com o IBGE, no terceiro trimestre de 2024, o abate de vacas caiu 12,5%, e o de novilhas teve redução de 33,5% em comparação com o segundo trimestre deste ano.





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Alta temperatura afeta produção de morango



Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita




Foto: Seane Lennon

A produção de morango na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, apresenta bom desenvolvimento, com frutos sadios e de bom tamanho. No entanto, as altas temperaturas registradas recentemente afetaram a produção, causando o abortamento de flores e, consequentemente, a redução da quantidade de frutos. A colheita está em andamento e os preços praticados no município são de R$ 25,00 por kg, de acordo com o boletim da Emater/RS-Ascar publicado na quinta-feira (19).

Segundo a região de Santa Rosa, a produção de morangos é realizada principalmente em semi-hidroponia, com os produtores já em plena colheita. O preço de venda varia conforme o tamanho do fruto: R$ 15,00 por kg para morangos pequenos e R$ 30,00 por kg para frutos maiores e padronizados. Contudo, a produção enfrenta desafios devido ao excesso de calor, exigindo cuidados constantes com a fertirrigação e controle da temperatura da água. Além disso, o cultivo foi afetado por ataques de percevejos e moscas-pretas, que comprometeram o valor comercial do produto.

Em Pelotas, a produção de morango continua em plena colheita. Contudo, houve uma redução na produção das cultivares de dias curtos, que foram influenciadas pelo número elevado de horas de radiação solar. Este ano, pela segunda vez consecutiva, o pico da floração foi retardado devido à alta nebulosidade e à umidade durante o inverno e a primavera, o que também causou o atraso no término da produção dessas variedades. Por outro lado, as plantas de dias neutros, tanto cultivadas em solo quanto em estufa, apresentam produção satisfatória, com até duas colheitas semanais. A oscilação de preços nos mercados, que variam entre R$ 18,00 e R$ 35,00 por kg, é reflexo da redução da safra das cultivares de dias curtos.





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