sábado, março 28, 2026

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Milho deve manter estabilidade com demanda interna firme




Foto: Agrolink

Segundo análise divulgada pela Grão Direto na segunda-feira (10), o mercado interno de milho começa a reagir ao atraso no plantio da soja, considerado um fator de risco relevante para o setor. De acordo com o especialista da plataforma, “a irregularidade das chuvas até a primeira quinzena de novembro tem afetado o calendário da soja e pode reduzir parte da produção do milho safrinha na janela ideal de cultivo no Centro-Oeste”. A avaliação aponta que essa mudança já começa a influenciar as expectativas sobre a área plantada da segunda safra, com possíveis impactos na oferta futura.

O levantamento também destacou que as exportações brasileiras de milho continuam abaixo do esperado, uma vez que grande parte da produção tem sido destinada ao mercado interno. “A forte demanda das indústrias de etanol e de proteína animal tem sustentado os preços, garantindo estabilidade nas cotações”, informou o especialista. Ainda segundo ele, diante desse cenário, os produtores têm adotado uma postura cautelosa nas vendas, optando por comercializações graduais e aproveitando o consumo interno aquecido enquanto aguardam condições mais favoráveis no mercado externo.

No cenário internacional, o relatório observou que os Estados Unidos seguem ampliando suas exportações de milho, com embarques expressivos para países como México, Coreia do Sul e Japão. Essa movimentação, segundo a Grão Direto, “reforça a competitividade do milho norte-americano e mantém o mercado global bem abastecido”, o que limita avanços mais significativos nas cotações internacionais no curto prazo. Para o Brasil, isso representa um desafio adicional, considerando o câmbio pressionado e os custos internos ainda elevados.

A análise concluiu que o mercado de milho deve permanecer estável no curto prazo. “A demanda interna firme ajuda a sustentar os preços, mesmo com exportações fracas e pressão vinda dos embarques norte-americanos”, avaliou o especialista. Para a semana, a expectativa é de preços lateralizados, com possibilidade de leve alta em algumas regiões caso os produtores mantenham o ritmo lento de vendas.





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News

Fim do shutdown nos EUA aumenta risco global e reduz chances de cortes de juros


No morning call desta sexta-feira (14), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a aversão ao risco global aumentou após o shutdown nos EUA, reduzindo apostas em cortes de juros. Nasdaq caiu mais de 2%, com destaque para ações de tecnologia, enquanto o dólar subiu e o Ibovespa entrou em correção após 15 altas.

No Brasil, taxas de juros longas avançaram e incertezas sobre remessas pesaram no câmbio. Hoje, atenção à PNAD contínua, IGP-10 e dados externos dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Grupo Bauer lança soluções para irrigação e efluentes na Agritechnica


O Grupo Bauer participa da Agritechnica 2025, que será realizada entre os dias 9 e 15 de novembro, na Alemanha, com uma série de lançamentos que reforçam sua visão de eficiência, acessibilidade e sustentabilidade no campo. As marcas Bauer, BSA, Eckart, FAN Separator e Irricontrol apresentarão soluções que combinam inovação, desempenho técnico e economia, com destaque para sistemas de irrigação mais acessíveis, novas gerações de tanques e separadores de efluentes, uma solução não invasiva para monitoramento da umidade do solo e uma plataforma digital para controle e monitoramento remoto de irrigação.

Presente em mais de 100 países e com quase um século de história, o Grupo Bauer mantém o compromisso de desenvolver tecnologias que unem produtividade, sustentabilidade e acessibilidade. A Agritechnica é palco tradicional para a apresentação de suas inovações, consolidando a sinergia entre suas marcas que atuam de forma integrada para oferecer soluções completas em irrigação, transporte e manejo de efluentes, automação e controle digital. O portfólio apresentado em 2025 reflete a estratégia global do grupo de democratizar o acesso a tecnologias avançadas, promovendo a eficiência hídrica e energética no campo e na indústria. “A Agritechnica é um espaço em que o Grupo Bauer reafirma sua vocação para inovar e antecipar tendências. Cada lançamento representa o nosso compromisso em levar para o agronegócio e para a indústria soluções que unem tecnologia, eficiência e respeito ao meio ambiente”, destaca Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer do Brasil e diretor global de vendas e marketing do Grupo Bauer.

Entre os principais lançamentos da Bauer está a nova Linha Eco, com versões de pivô e carretel, desenvolvida para produtores que buscam alto desempenho com menor investimento inicial. A linha combina estrutura robusta e a reconhecida qualidade da Bauer, garantindo eficiência hídrica, baixo custo operacional e longa durabilidade. Voltada especialmente a propriedades entre 15 e 20 hectares, o Eco Pivô democratiza o acesso à irrigação da Bauer, ampliando a produtividade e sustentabilidade no campo. Pequena no tamanho, gigante em resultados, a Bauer prova que eficiência também pode ser econômica.

Mais um lançamento da Linha Eco é o carretel Eco ProRain, que foi criado para se especializar em grandes áreas e culturas. Planejado para atender principalmente às usinas de cana-de-açúcar, o carretel vem com um preço mais acessível ao mercado, alinhado à qualidade Bauer e à história. A cor laranja do produto relembra os primeiros modelos de carretéis Bauer na história e revive grandes momentos de produtores que já foram além com a Bauer.

A BSA apresenta o EcolineAir, nova geração de tanques a vácuo modulares e leves, projetados para oferecer maior capacidade de carga, menor consumo energético e operação mais silenciosa. O design atualizado otimiza o fluxo interno e reduz a necessidade de manutenção, ampliando a eficiência no transporte de efluentes em propriedades rurais e plantas agroindustriais. Com essa inovação, a BSA reafirma seu papel como especialista em soluções confiáveis e sustentáveis para o manejo de dejetos líquidos.

A Eckart lança o LUPUS 155+, distribuidor de chorume com capacidade de 15,5 m³, sistema hidráulico otimizado e estrutura compacta que facilita o transporte e o acoplamento a tratores de diferentes potências. O equipamento traz melhor distribuição de peso, menor consumo de combustível e maior precisão na aplicação de fertilizantes orgânicos, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis. A Eckart reforça, assim, seu compromisso em combinar potência e eficiência em máquinas de alta performance.

Na área de separação de efluentes, a FAN Separator apresenta o PSS8 Green Bedding™, um sistema que transforma a biomassa residual em material de cama reutilizável para os animais, reduzindo custos e o impacto ambiental das operações. O novo modelo oferece maior capacidade de processamento, menor consumo de energia e controle automatizado da umidade, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos da fazenda. O equipamento consolida a FAN Separator como líder mundial em tecnologias de valorização de resíduos agropecuários. Agora presente no Brasil também, a linha FAN pretende revolucionar o mercado industrial no país. “As tecnologias da BSA, Eckart e FAN Separator mostram que sustentabilidade e eficiência podem caminhar juntas também na gestão de efluentes. São soluções que transformam resíduos em recursos, otimizam processos industriais e reduzem impactos ambientais, uma contribuição concreta da Bauer para uma agricultura mais limpa e responsável”, destaca Thomas Perlik, Product Manager na BSA, Eckart e FAN Separator na Alemanha.

Fechando o portfólio de lançamentos, a Irricontrol, marca do Grupo Bauer, apresenta o Cosmofield, uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Finapp que mede a umidade do solo de forma não invasiva, em tempo real e com alta precisão. Capaz de cobrir áreas de 5 a 10 hectares, o sistema utiliza a tecnologia CRNS (Cosmic-Ray Neutron Sensing), reconhecida pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como uma das práticas mais avançadas da chamada “agricultura inteligente”. O Cosmofield detecta variações nos nêutrons cósmicos próximos à superfície, que reagem ao hidrogênio presente na molécula de água (H2O), transformando esses dados em informações de umidade com precisão e alcance sem precedentes.

Os painéis Nexus e SmartConnect conectam os pivôs à Plataforma Irricontrol, que está de cara nova, criando uma interface ainda mais inteligente que permite monitorar, programar e ajustar sistemas de irrigação em tempo real. Com comunicação remota, operação intuitiva e integração via API com outros sistemas agrícolas, as soluções otimizam o uso da água, reduzem custos energéticos e aumentam a produtividade, reforçando o compromisso da Bauer com a digitalização e a eficiência da irrigação moderna. “O futuro da irrigação está na integração entre dados e operação em tempo real”, ressalta Wiliam Marreiro, supervisor global de vendas Irricontrol. “Soluções como o Cosmofield e a plataforma Irricontrol elevam a eficiência hídrica a um novo patamar, ajudando o produtor a decidir com base em informações precisas e confiáveis.”

Com esses lançamentos, o Grupo Bauer reafirma sua posição como referência mundial em tecnologias para irrigação e gestão de efluentes, oferecendo soluções que unem inovação, eficiência e sustentabilidade. A participação na Agritechnica 2025 representa mais um passo na missão de tornar a agricultura e a indústria global mais produtivas, conectadas e ambientalmente responsáveis, ao integrar ciência, engenharia e propósito em cada novo produto. 





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Preço do boi sobe em Goiás e vaca valoriza em São Paulo



Vaca tem alta de R$ 4 em São Paulo



Foto: Sheila Flores

De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (12) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta na cotação da vaca em São Paulo. Segundo o levantamento, “as escalas de abate dos frigoríficos de pequeno porte estavam curtas e, mesmo com alongamento nos grandes frigoríficos nos últimos dias, também permaneciam reduzidas”.

A consultoria destacou ainda que a maior parte dos negócios com boi gordo e novilha ocorreu dentro das referências, mas foram observadas negociações acima desses valores. Para a vaca, a maioria das operações ficou acima da referência, com aumento de R$ 4,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Em Goiás, a Scot Consultoria apontou que as escalas de abate também estavam curtas, reflexo de uma oferta limitada. “Para garantir as boiadas, os compradores precisaram pagar mais pela arroba”, informou o boletim. Apesar disso, o ritmo de escoamento da carne diminuiu, o que impediu altas mais expressivas. Ainda assim, as cotações de todas as categorias tiveram elevação de R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na região Sul, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, com as escalas de abate médias igualmente estimadas em oito dias.

No Maranhão, o informativo indicou cenário de baixa oferta de animais, mas sem alterações nas referências de preços. As escalas de abate no estado também estavam, em média, programadas para oito dias.





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CNC cobra fim de tarifa e vê avanço



CNC evita confronto político em busca de equilíbrio comercial



Foto: Pixabay

O Conselho Nacional do Café (CNC) divulgou nota oficial reforçando os esforços diplomáticos para reverter a tarifa imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos. A entidade, que representa cooperativas e produtores do setor, alertou que a medida afeta tanto a produção e as exportações do Brasil quanto o abastecimento americano, uma vez que o café não é cultivado naquele país.

Ainda segundo a nota, o CNC buscou todos os contatos possíveis com autoridades norte-americanas, sempre destacando os riscos econômicos de se manter a taxação sobre uma commodity essencial ao consumidor final.

A entidade também atuou internamente, ao lado do Governo Federal, orientando que houvesse cautela nas declarações oficiais — inclusive nas do próprio Presidente da República — para evitar um confronto político entre os países. “Todas as partes sairiam prejudicadas”, afirma o presidente do CNC, Silas Brasileiro, na nota.

O CNC mencionou como sinal positivo a manifestação do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais adiar a decisão sobre a retirada da tarifa. Segundo ele, a penalização afeta diretamente os consumidores americanos, o que não seria o caminho ideal.

“Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café”, conclui Silas Brasileiro na nota oficial.





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Café arábica mantém alta com estoques reduzidos


De acordo com relatório da Hedgepoint Global Markets, os preços futuros do café arábica seguem voláteis, influenciados principalmente pela queda nos estoques certificados nos armazéns da ICE (Intercontinental Exchange). Atualmente, o volume armazenado soma cerca de 417 mil sacas, o menor nível em um ano e meio e próximo dos patamares registrados no fim de 2023.

Desde o início de agosto, os estoques certificados vêm diminuindo, com redução no volume da maioria das origens, entre elas México, Honduras, Nicarágua, Peru, Uganda e Brasil – este último o principal fornecedor para os estoques da ICE nos últimos anos. Entre 29 de julho e 7 de novembro, o total de sacas caiu 353,1 mil, equivalente a 43,8%. No caso do café de origem brasileira, a retração foi de 148,3 mil sacas, uma queda de 90,6%.

“Essa redução é resultado da falta de interesse dos cafeicultores – especialmente os brasileiros – pelo café certificado, pois eles estão bem capitalizados e os diferenciais em parte do ano não compensavam o processo. Além disso, a queda também é também resultado do consumo dos estoques certificados existentes por comerciantes e torrefadores, à medida que os preços do café continuam a aumentar. No caso das empresas americanas, as tarifas também aumentaram seus custos, levando-as a consumir os estoques existentes”, explica Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Apesar da baixa, projeções do mercado indicam que pelo menos 150 mil sacas devem chegar aos estoques certificados da ICE nos próximos meses. A Hedgepoint avalia, porém, que o volume ainda é insuficiente para recompor os níveis considerados confortáveis, o que pode continuar sustentando os preços no curto prazo.

O clima nas regiões produtoras também é apontado como fator determinante para a tendência dos preços. O Brasil está em fase de desenvolvimento para o ciclo 2026/27, e, até meados de outubro, a seca registrada em diversas áreas trouxe preocupações sobre o potencial produtivo, já que muitos cafeeiros floresceram precocemente em setembro.

“No entanto, embora ainda seja cedo para descartar o efeito negativo do clima anterior na produtividade do café, os níveis de chuva na segunda quinzena de outubro e no início de novembro trouxeram esperanças para 26/27”, afirma a analista.

Segundo Moda, a maioria das regiões produtoras de arábica recebeu volumes expressivos de chuva nas últimas semanas, o que provocou nova floração no fim de outubro e contribuiu para o desenvolvimento das plantas, que agora entram na fase de formação dos grãos.

No caso do conilon, o clima tem sido favorável ao longo de 2025, com chuvas regulares nas últimas semanas, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. A Hedgepoint pondera, no entanto, que pode haver pequena redução na produção na próxima safra, em função da colheita recorde registrada em 2025/26.

A analista acrescenta que a primeira estimativa oficial para a safra brasileira de café 2026/27 deve ser divulgada até o fim de novembro. Projeções mais detalhadas são esperadas apenas entre fevereiro e março, após a fase de enchimento dos grãos. Como maior produtor global, o desempenho do Brasil será decisivo para recompor os estoques internacionais e reduzir a pressão sobre os preços.





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Estudo inédito revela potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.    

O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.

Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia e metodologia inovadora

O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.

Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.

Relevância para economia, agricultura e meio ambiente

O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.

Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.

Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.

Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.

Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.

Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”





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Preço do boi gordo se mantém nesta quinta-feira, segundo Índice Datagro



O Indicador do Boi Gordo Datagro sinaliza para uma estabilidade dos preços nesta quinta-feira com pequenas oscilações nas cotações das praças. A demanda aquecida no mercado interno e o afastamento do risco de medida sanitária contra a carne brasileira pela China têm segurado os preços.

Em São Paulo, a cotação fechou no maior valor do dia, a R$ 322,63 por arroba, representando queda de -0,11%. No Pará, o preço atingiu R$ 307,64, com variação de 1,28%, a maior elevação desta quinta-feira.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 322,63

Goiás: R$ 316,78

Minas Gerais: R$ 311,57

Mato Grosso: R$ 306,40

Mato Grosso do Sul: R$ 319,48

Pará: R$ 307,64

Rondônia: R$ 281,22

Tocantins: R$ 303,01

Bahia: de 312,20

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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Receita da JBS sobe 13% no 3º trimestre e atinge US$ 22,6 bilhões



A JBS registrou receita líquida de US$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi disseminado entre todas as unidades da companhia e confirma, segundo a empresa, a capacidade de operar sua plataforma global multiproteína com disciplina e agilidade em diferentes cenários de mercado.

O lucro líquido somou US$ 581 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) alcançou 23,7% nos últimos 12 meses. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,39 vezes, alinhada à meta de longo prazo. O EBITDA ajustado IFRS ficou em US$ 1,8 bilhão, com margem consolidada de 8,1%.

“O trimestre comprova a força da nossa plataforma global multiproteína e como a operamos com disciplina, agilidade e resiliência”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

EUA registram receita recorde na operação de carne bovina

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 7,2 bilhões, impulsionada pela demanda doméstica resiliente, mesmo em um cenário de oferta restrita e preços historicamente elevados do gado.

Segundo Tomazoni, a equipe manteve “consistência e execução disciplinada”, garantindo crescimento mesmo em um ambiente de custos elevados.

A Pilgrim’s Pride, operação de aves da companhia, atingiu margem de 16,2%, apoiada em portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods avançou mais de 25% em vendas na América do Norte, com performances acima da média também na Europa e no México.

A JBS USA Pork também registrou receita recorde, com margem EBITDA de 9,8%, sustentada por forte demanda interna e expansão de produtos de marca e preparados. Durante o trimestre, a empresa anunciou a compra de uma planta em Iowa e o avanço na construção de outra unidade no estado.

Friboi e Seara impulsionam resultado no Brasil

No Brasil, a JBS registrou margem EBITDA de 7,4%. A Friboi teve mais um trimestre de crescimento, com bom desempenho nas exportações e no mercado doméstico. A marca foi novamente eleita a mais lembrada do país na categoria de carnes pelo prêmio Top of Mind.

A Seara alcançou o maior volume de exportações de sua história, mesmo diante de restrições temporárias às vendas para China e Europa, que já foram encerradas. A margem EBITDA da unidade foi de 13,7%.

Segundo Tomazoni, o desempenho foi sustentado por inovação, redirecionamento de volumes e foco em rentabilidade. Ele destacou lançamentos como a linha Seara Protein, produtos para AirFryer e parcerias com a Netflix.

JBS Austrália mantém rentabilidade apesar do custo mais alto do gado

A JBS Austrália encerrou o trimestre com margem EBITDA de 11,4%, impulsionada pela maior disponibilidade de gado e demanda aquecida. O segmento de carne bovina foi o principal motor dos resultados, compensando o aumento de 26% no custo do gado, segundo dados da Meat & Livestock Australia (MLA).

Tomazoni afirmou que a Austrália “continua sendo pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS” e um exemplo de eficiência operacional.

Empresa reforça foco em crescimento sustentável

O CEO destacou que a companhia mantém disciplina financeira e segue investindo com responsabilidade. “A demanda global por proteína continua em expansão, e a JBS está pronta para capturar esse crescimento com um portfólio equilibrado, execução sólida e visão de longo prazo.”



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consumo aquecido faz preços do atacado dispararem



O mercado físico do boi gordo opera com preços acomodados nesta quinta-feira (13), em meio a escalas de abate curtas em boa parte do país. O Ministério da Agricultura afastou os rumores envolvendo a presença de fluazuron em amostras de carne brasileira, informação que pressionou a B3 na primeira metade de novembro.

A preocupação agora recai sobre a investigação conduzida pela China sobre os impactos das importações na produção local. A decisão está prevista para 26 de novembro, e até lá o mercado deve seguir volátil, segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 327,33
  • Goiás: R$ 320,89
  • Minas Gerais; R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98.
  • Mato Grosso: R$ 309,12

Mercado atacadista

O mercado atacadista de carne bovina registra alta consistente dos preços. Segundo Iglesias, o cenário aponta para continuidade da valorização no curtíssimo prazo, favorecido pelo pico do consumo doméstico com o pagamento do 13º salário, aumento de vagas temporárias e confraternizações de fim de ano.

  • Quarto traseiro : R$ 26,00/kg,
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,00/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,09%, cotado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra. A divisa oscilou entre R$ 5,2735 na mínima e R$ 5,3025 na máxima durante a sessão.



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