sábado, maio 16, 2026

Agro

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Cacauicultura 4.0 destaca protagonismo baiano no setor e segue até sábado (12)


A programação da quarta edição do Cacauicultura 4.0 foi aberta com a presença de produtores, pesquisadores, empresários, investidores nacionais, internacionais e autoridades, no final da tarde desta quinta-feira (10), em Barreiras, no Oeste da Bahia.

Pablo Barrozo, secretario de agricultura da Bahia destacou o potencial produtivo e as dificuldades enfretadas pelos produtores.

“Nós temos as dificuldades, mas nós sobrepomos essas dificuldades com muito trabalho. Foi assim com a soja, com o algodão, com o café. O cacau está trazendo isso. Nós estamos produzindo cada vez mais na Bahia. Aqui nós temos água, nós temos sol e nós temos a capacidade do agricultor.

Também presente no evento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues sobre o diferencial do cacau baiano.

“Para o Oeste é mais uma cultura no potencial que essa região tem. E agora o cacau, então já está comprovado que a fruticultura se dá bem aqui. A expectativa realmente é a gente garantir uma produtividade como nós já temos hoje. Essa produtividade vai se evidenciando.”

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Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O objetivo do evento é promover com especialistas do setor uma imersão do conhecimento, com foco na inovação e nas novas fronteiras da cultura cacaueira na região tradicionalmente conhecida pela produção de grãos em larga escala. Incentivo importante, como ressaltou Paulo Marrocos, coordenador geral de pesquisa e inovação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), uma vez que o Brasil desempenha um papel essencial na produção mundial de cacau.

“Nós temos um sistema robusto de cacau-chocolate, ou seja, a gente produz desde a amêndoa de cacau até o chocolate. Isso funciona perfeitamente bem. Todos estão interessados em saber dos nossos materiais genéticos, que dá uma diversificada muito grande no chocolate, que eu penso que vai ter chocolate cada vez mais diferenciado em função dos nossos materiais. Isso é super importante nesse momento.”, disse o pesquisador.

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE mais recente, a Bahia voltou a ter a maior produção de cacau em amêndoa do país. Em 2023, foram 139 mil toneladas, número que reforça o protagonismo do Estado no setor.

Crescimento de plantio em áreas não tradicionais

Durante o discurso, Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), disse que o plantio de cacau em áreas não tradicionais no Bahia ultrapassou 1.500 hectares, e que até o final de 2026 deve superar 5 mil hectares.

“Cacauicultura 4.0 é isso, vem trazendo esse diferencial, essa robustez e investimento nessa região também, para que a gente possa suprir essa demanda existente de cacau a nível global. E a Bahia, protagonista disso, pula na frente e lança há quatro anos atrás esse evento, que agora é realidade, esse cacau a pleno sol, com alta tecnologia e alta produtividade, como eu tenho falado”, disse Schmidt.

A programação do evento segue até este sábado (12), com um dia de campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA).

No local, os participantes poderão conferir de perto os 150 hectares de lavouras de cacau irrigadas, trocar experiências com especialistas e conferir demonstrações tecnológicas.

Durante a cerimônia, a empresa BioBrasil Produção de Mudas realizou a doação simbólica de 150 mudas de cacau ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia (Icob).

A iniciativa tem caráter social: a renda obtida com a comercialização das mudas será destinada à campanha de construção da sede do Hospital do Câncer, em Barreiras.


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Produtores do RS fazem novo tratoraço a favor da securitização das dívidas



Produtores gaúchos de as todas regiões do estado estão mobilizados, nesta sexta-feira (11), em Cruz Alta, no norte do Rio Grande do Sul, em busca de aprovação do projeto de lei que em favor da securitização de suas dívidas.

Os protestos acontecem em frente a agências bancárias e também em tratoraços em vias públicas da região.

O movimento, que já completa dois meses, busca a aprovação de medidas que garantam a prorrogação das dívidas decorrentes de perdas climáticas das últimas cinco safras.

As manifestações também pedem urgência na votação do PL 5122/23, que aguarda deliberação na Câmara dos Deputados, a respeito da liquidação, anistia, renegociação e rebate de dívidas originárias de crédito rural para agricultores.

Em vídeos divulgados em redes sociais, é possível ouvir produtores rurais em coro entoando a frase “Aprova, Hugo Motta!”, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Guerra, fertilizantes e a revolução dos bioinsumos


A dependência brasileira de fertilizantes sintéticos importados é uma bomba-relógio geopolítica. O País importa 85% dos fertilizantes que utiliza, com a Rússia respondendo por 23% desse total e o Irã por 17% das importações de ureia (1). A guerra na Ucrânia em 2022 já havia exposto essa fragilidade: os preços do cloreto de potássio (KCl) dispararam de US$ 300 para US$ 1.200 por tonelada, pressionando os custos de produção em plena safra recorde. Agora, em junho de 2025, o conflito Israel-Irã volta a expor o País ao risco de desabastecimento e ao aumento expressivo nos custos de produção.

A paralisação de fábricas iranianas de ureia (que produzem 9 milhões de toneladas/ano) e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram 20% da oferta global de nitrogenados, elevando os preços da ureia de US$ 398 para US$ 435/tonelada em 4 dias (+9,3%).

Impactos imediatos: logística, custos e desabastecimento

Um agravante é que a guerra entre Israel e Irã não afeta apenas preços, mas toda a cadeia logística. O ponto crítico é o risco no Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris de petróleo/dia e 42% das exportações globais de ureia. Um bloqueio iraniano elevaria fretes marítimos e custos de seguros, impactando de 15 a 20% dos custos de importação brasileiros (2,3).

Cálculos ilustram que, em se mantendo a tendência atual, a relação de troca é insustentável: produtores de milho precisam de 75 sacas para comprar uma tonelada de ureia, ante 60 sacas antes do conflito – o pior patamar desde 2022.

Além disso, o timing é crítico. As compras para a safrinha 2025/26 (milho, algodão) estão em curso, e o desabastecimento pode afetar o plantio a partir de setembro 

Bioinsumos: resposta estratégica à crise

Os biofertilizantes vêm se apresentando como alternativa viável e urgente nesses contextos, com vantagens comprovadas. Vejamos:

a.         Redução de dependência: Produzidos localmente a partir de resíduos agroindustriais (vinhaça, tortas vegetais) e microrganismos endêmicos, eliminam riscos geopolíticos; 

b.         Economia de 30 a 40% nos custos: Enquanto a ureia sintética dispara, bioinsumos mantêm preços estáveis, com potencial de economizar US$ 5,1 bilhões/ano nas culturas de milho, trigo e cana.

Benefícios ambientais: Inoculantes como Azospirillum brasilense reduzem em 30% o uso de nitrogênio sintético em soja e milho e cortam emissões de N?O (gás 300x mais poluente que CO?) em 70% .

 Gargalos e soluções: o papel das políticas públicas

Apesar do potencial, a transição dos produtos sintéticos para os bioinsumos enfrenta grandes obstáculos em diferentes dimensões:

a.         Regulatório: O registro de novos produtos na Mapa/Anvisa leva até três anos, desincentivando inovações; 

b.         Escala industrial: O Brasil precisa ampliar a capacidade da oferta, sendo que utilizando as biofábricas, por exemplo, seria necessário atender 30 milhões de hectares até 2026, o que requer R$ 10 bilhões em investimentos; 

c.         Falta de métricas: Não há dados sistematizados sobre elasticidade-preço entre sintéticos e bioinsumos, dificultando políticas de subsídios eficazes. 

Medidas propostas para reduzir os impactos negativos:

. Acelerar o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF): Com metas para expandir em 25% a produção de organominerais até 2025 e triplicar a área com microrganismos até 2027; 

. Criar um “BioIndex” nacional: Um índice em tempo real para monitorar preços, demanda e estoques de bioinsumos, permitindo ajustes ágeis em subsídios e contratos. 

Conclusão: da vulnerabilidade à liderança verde

As guerras no Leste Europeu e Oriente Médio escancararam uma verdade inconveniente: o modelo de dependência de fertilizantes sintéticos é insustentável economicamente e estrategicamente.

Os bioinsumos não são mais uma alternativa marginal, mas um pilar de segurança alimentar e soberania tecnológica.

O Brasil tem 60% das terras agrícolas tropicais do planeta e potencial para liderar uma revolução bio-based. Para isso, precisa:

. Converter crise em ação: Usar o PNF para reduzir as importações de 85% para menos de 60% até 2030.

. Posicionar-se como exportador de tecnologia verde: Bioinsumos são a chave para transformar vulnerabilidade em vantagem competitiva global.

. A resposta do Brasil definirá não apenas seu futuro agrícola, mas seu papel na geopolítica da alimentação do século XXI. A hora dos bioinsumos é agora!!





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confira a previsão para o fim de semana



O fim de semana dos dias 12 e 13 de julho será marcado por contrastes climáticos no Brasil, segundo a Climatempo. No sábado (12), a chuva ganha força no Espírito Santo, nordeste de Minas Gerais e leste da Bahia, devido à infiltração marítima e à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera. Nessas regiões, há risco de chuva moderada a forte. O mesmo vale para o litoral entre Sergipe e Pernambuco.

No Norte, há risco de temporais no norte e noroeste do Amazonas, centro-norte de Roraima e leste do Amapá. No Pará, as pancadas podem ter forte intensidade durante a tarde. Já no Sul, o sol predomina com poucas nuvens ao longo do dia, elevando as temperaturas, mas ainda faz frio pela manhã, inclusive com possibilidade de geada isolada no extremo sul de Minas Gerais.

Em grande parte do Centro-Oeste, interior do Nordeste, sul do Pará, norte do Mato Grosso, São Paulo e interior de Minas Gerais, a massa de ar seco continua predominando. Nessas áreas, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% no período da tarde, e abaixo de 20% entre o norte do Mato Grosso e o sul do Pará, situação de alerta para a saúde.

No domingo (13), a chuva se intensifica em Salvador e segue presente em toda a faixa leste do Nordeste, do Espírito Santo até o Rio Grande do Norte, com possibilidade de pancadas fortes. O nordeste de Minas Gerais também terá chuva isolada, assim como o litoral de São Paulo, onde deve chover fraco.

No Sul, áreas de instabilidade avançam e podem provocar chuva fraca e isolada no oeste e na Campanha Gaúcha ao fim do dia. Santa Catarina e Paraná terão predomínio de sol, mas o litoral paranaense deve registrar chuviscos entre a manhã e a tarde.

O Centro-Oeste terá sol entre poucas nuvens e calor em Mato Grosso e Goiás. Já no Norte, do Amazonas a Roraima e no Amapá, pancadas de chuva alternam com períodos de melhoria, mas há chance de temporais. O Pará segue com chuva forte no norte e noroeste.

A manhã terá temperaturas baixas desde o Rio Grande do Sul até o sul de Minas Gerais, mas sem risco de geada.



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Governo libera R$ 1 bilhão em microcrédito rural para Norte e Centro-Oeste



O Governo Federal anunciou R$ 1 bilhão em microcrédito rural para pequenos produtores das regiões Norte e Centro-Oeste. O valor será dividido igualmente: R$ 500 milhões para cada região, por meio do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Juros baixos e descontos

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) abriu um edital para credenciar instituições financeiras que queiram atuar na concessão de microcrédito com recursos dos Fundos Constitucionais. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para agricultores familiares em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica.

Segundo Eduardo Tavares, secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, a linha oferece juros de apenas 0,5% ao ano e benefícios extras. “Se o agricultor do Norte pagar tempestivamente, ele recebe 40% de desconto e, no Centro-Oeste, 25% de desconto. Então, é uma taxa de juros realmente para estimular esse agricultor a entrar. E aí, claro, as taxas vão se normalizando, mas sempre com um valor bem abaixo do que a Selic”, explica.

Fortalecimento da agricultura familiar

A medida busca impulsionar a agricultura familiar, que representa 23% da produção agropecuária e emprega 67% da mão de obra no campo, “Essa política pública valoriza quem produz e garante renda no meio rural”, afirmou Décio Lima, presidente do Sebrae.

Apoio técnico

O Sebrae reforça o apoio com programas como:

ALI Rural: aumento de 24% no faturamento de produtores atendidos

Juntos pelo Agro: assistência técnica em parceria com CNA e Senar



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Morte de equinos por ração: Mapa confirma 238 casos e amplia investigações



Subiu para 238 o número de equinos mortos após o consumo de rações da empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que segue em investigação ampliada desde a primeira denúncia oficializada em 26 de maio.

Até o último dia 5, o número era de 222 mortes. Com novos relatos de criadores, os dados vêm sendo atualizados, embora parte dos casos ainda não tenha sido formalmente registrada na Ouvidoria do Mapa, o que dificulta a apuração.

Relatos apontam casos além dos números oficiais

Relatos adicionais de criadores indicam que o número real de morte de equinos pode ser ainda maior. Entre as ocorrências não oficialmente registradas na Ouvidoria, há informações de 70 mortes em Goiânia (GO), 40 no sudoeste da Bahia, além de dezenas de casos em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. No entanto, por não terem sido formalizadas, essas ocorrências ainda não integram os dados oficiais.

Análises laboratoriais revelam substância tóxica

Durante a apuração, técnicos do Mapa identificaram a presença de alcaloides pirrolizidínicos em amostras das rações suspeitas. A substância é tóxica e incompatível com a segurança alimentar animal, especialmente no caso de equídeos. Diante da gravidade, o Ministério instaurou processo administrativo, lavrou auto de infração e determinou a suspensão cautelar da fabricação e comercialização de rações destinadas a cavalos, mulas e jumentos.

A medida foi posteriormente estendida para rações de todas as espécies animais produzidas pela empresa. A Nutratta chegou a ser notificada a recolher os lotes contaminados, mas, até o momento, não apresentou documentação que comprove a conclusão do recolhimento.

Apesar das sanções, uma decisão judicial autorizou parcialmente a retomada da produção da empresa, com a condição de que se limite às rações que não são destinadas a equídeos. O Ministério recorreu da decisão, apresentando novas evidências técnicas que apontam risco sanitário e sustentam a necessidade de manter as restrições preventivas.

Ministério reforça canal de denúncia e alerta criadores

O Mapa reforça que todas as denúncias devem ser feitas por meio da Ouvidoria oficial, que é o canal responsável pelo registro e acompanhamento dos casos. Médicos veterinários, criadores e tutores são orientados a colaborar com o envio de informações detalhadas, como fotos, vídeos, laudos ou amostras,  para facilitar a apuração e evitar novos episódios.

Considerada uma das maiores crises sanitárias envolvendo equinos nos últimos anos, o caso tem gerado preocupação entre os criadores e reforça a importância do controle de qualidade e da rastreabilidade na nutrição animal. A recomendação é que se redobrem os cuidados com a origem dos insumos oferecidos aos plantéis, especialmente em rebanhos de alto valor zootécnico.



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Tarifa de Trump pode causar perdas de R$ 138 milhões ao arroz brasileiro



A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que manifesta temor pelos impactos à exportação de arroz beneficiado brasileiro aos Estados Unidos após o anúncio de tarifa de 50% sobre os embarques nacionais a aquele país.

“Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, absorvendo 19% do valor exportado de arroz branco em 2024 — produto de mais alta qualidade e maior valor agregado”, destaca o texto.

Entretanto, a entidade ressalta que a relação comercial é, historicamente, marcada por forte desigualdade: enquanto os Estados Unidos possuem ampla facilidade para substituir o arroz brasileiro, o Brasil depende desse mercado para escoar um volume relevante de sua produção beneficiada, fruto de décadas de investimento e promoção.

“A decisão de impor um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano frente à concorrência, o que pode gerar perdas estimadas de até US$ 25 milhões (cerca de R$ 138,6 milhões) por ano para a indústria arrozeira nacional.”



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Haja chuva! Enquanto parte do Brasil se beneficia, outra ‘luta’ contra a seca



Os produtores de soja de Roraima devem se beneficiar de volumes entre 70 e 80 mm de chuva neste momento da safra. A umidade chega em boa hora para o desenvolvimento das lavouras. Já em outras regiões do país, as chuvas têm sido excessivas, especialmente na faixa leste do Nordeste, onde continua chovendo com regularidade. A região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia) também apresenta boas condições hídricas, favorecendo a terceira safra com pancadas de chuva bem distribuídas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Tempo seco e sem chuvas

Por outro lado, áreas do interior do país enfrentam um cenário de tempo seco e preocupante para o campo. O solo apresenta baixos níveis de umidade, o ar está extremamente seco e, para piorar, as temperaturas disparam nas horas mais quentes do dia, ultrapassando facilmente os 35 °C em algumas localidades. Essa combinação de fatores cria um ambiente difícil para o desenvolvimento das lavouras da segunda safra, especialmente em regiões como o oeste da Bahia, o interior de Goiás e parte do Tocantins.

Como fica o tempo no Sul?

No Sul do Brasil, a chuva deve ganhar força entre os dias 17 e 18 de julho com a passagem de uma nova frente fria. A expectativa é de que esse sistema provoque precipitações nos três estados da região, mas os volumes acumulados ainda não devem ser muito elevados. Ou seja, apesar do retorno das chuvas, ainda não se trata de uma recuperação da umidade do solo.



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México e Reino Unido retomam importação de frango do RS



México e Reino Unido retomaram a compra de frango proveniente do Rio Grande do Sul, informou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. Os países comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango gaúcho. Ao todo, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 27 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem qualquer tipo de embargo para África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cingapura, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para 10 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país. As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 15 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso de Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Belarus, Casaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.

Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil. Já o Japão interrompeu a importação de frango dos municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência. Outros seis mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão.

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial e do reconhecimento da OMSA do Brasil como novamente livre de gripe aviária no plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.



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Agronegócio brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025



O agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,2%). Mesmo diante da queda nos preços internacionais, o setor sustentou sua relevância na balança comercial, respondendo por 49,5% de tudo o que o país exportou no período.

Em junho, as exportações somaram US$ 14,6 bilhões, influenciadas por um cenário de retração nos preços globais. O índice de alimentos do Banco Mundial, por exemplo, recuou 7,3% em relação a junho de 2024. Ainda assim, o Brasil manteve-se competitivo, com uma pauta diversificada e presença consolidada entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

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Entre os destaques do mês estão produtos como celulose (com recorde de volume exportado), suco de laranja, farelo de soja, algodão, óleo de amendoim, ovos, gelatinas, pimenta-do-reino moída e chocolates com cacau). A variedade da pauta reflete um esforço estratégico de ampliação de mercados promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Reconhecimento internacional

Outro marco do semestre foi o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação foi entregue em junho, durante cerimônia em Paris, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Em nota, o Ministério da Agricultura destacou que a conquista é resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, cooperação entre os estados e parceria com o setor
produtivo. O novo status sanitário abre caminho para a ampliação do acesso a mercados de maior valor agregado e reforça a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos seguros e de qualidade no cenário internacional.

Mais destinos

A China manteve-se como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras em junho, com US$ 5,88 bilhões em compras, o equivalente a 40,3% da pauta do mês. União Europeia (US$ 1,9 bilhão) e Estados Unidos (US$ 1,04 bilhão) vieram na sequência. Também houve crescimento nos embarques para Japão, Vietnã, Tailândia e Indonésia, sinalizando o avanço do Brasil em mercados menos tradicionais, mas com grande potencial.

Ainda segundo o Mapa, a atuação estratégica da pasta busca valorizar produtores de todos os portes, ampliar mercados, garantir sanidade e agregar valor à produção nacional. O desempenho do primeiro semestre reafirma a importância do agro como motor da economia brasileira e pilar da presença do país no comércio internacional.



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