sábado, maio 16, 2026

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Produtor rural deve ficar atento às taxas de juros e encargos de inadimplência do Crédito Rural


Recentemente o governo federal realizou o lançamento do Plano Safra 2025/2026 com significativo aumento das taxas de juros controlados. No Pronamp, por exemplo, os juros passaram de 8% (safra 2024/2025) para 10% (safra 2025/2026), e no custeio empresarial de 12% para 14%. A partir desta observação, é importante destacar que o crédito rural, entretanto, não se trata de contrato comum de empréstimo entre a instituição financeira e o financiado. Ele tem previsão constitucional e característica de direito especial.

Conforme Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com a legislação, dentre os objetivos do crédito rural se encontram o estímulo do incremento dos investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agropecuários, o custeio oportuno e adequado da produção e a comercialização de produtos agropecuários, o aumento da produtividade, melhoria do padrão de vida das populações rurais e a adequada conservação do solo e preservação do meio ambiente. “Portanto, não há uma livre estipulação de vontades entre os contratantes, isto é, as normas do crédito rural não podem ser contrariadas ou relativizadas por ambas as partes: instituição financeira e mutuário”, afirma.

Anualmente, o Governo Federal apresenta o plano agrícola e pecuário com o montante de recursos (grande maioria deles provenientes exclusivamente das instituições financeiras) e as condições que deverão ser observadas para os financiamentos rurais. “As regras do chamado Plano Safra são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) cujas normas devem ser observadas e cumpridas por todas as instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural”, enfatiza Buss, lembrando que há os financiamentos com os “recursos controlados” (operações contratadas com taxas definidas pelo Conselho Monetário Nacional) e os recursos “não controlados ou livres” cujas taxas são definidas pelo mercado.

Buss destaca, contudo, que em se tratando de crédito rural, a jurisprudência majoritária dos Tribunais: (I) veda a cobrança de juros superiores às taxas determinadas pelo Conselho Monetário Nacional; (II) na ausência de fixação pelo CMN, veda a cobrança de juros superiores a 12% ao ano; (III) no caso de atraso no pagamento ou inadimplemento, os encargos devem ser limitados aos juros moratórios de 1% ao ano, correção monetária (IGP-M) e multa de 2%. “Os Tribunais majoritariamente afastam a cobrança da comissão de permanência e outros encargos moratórios no crédito rural”, observa.

Segundo Buss, é de suma importância que os produtores rurais, ao realizarem as contratações, alongamentos ou renegociações, tenham ciência dos limites das taxas de juros que devem ser observados nas operações de crédito rural com recursos controlados e não controlados. “Por fim, a mesma cautela é recomendada para as contratações fora do sistema financeiro, junto a cooperativas e demais empresas”, conclui.





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Taxação dos EUA sobre produtos brasileiros impacta setor florestal e acende alerta na cadeia produtiva


A imposição de tarifas de até 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pegou de surpresa o setor florestal e provocou forte reação entre representantes da cadeia produtiva. Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), avalia a medida como negativa e tomada em um momento inoportuno.

“O que torna essa decisão ainda mais complicada é o fator surpresa. Não se esperava que isso fosse anunciado agora, principalmente após uma tarifa semelhante já ter sido aplicada desde o dia 1º de abril”, afirmou Brun. Segundo ele, esse segundo movimento tarifário agrava ainda mais o cenário para a indústria nacional de base florestal, que já vinha lidando com custos elevados e desafios logísticos.

Decisão mais política do que econômica

De acordo com o governo dos Estados Unidos, a nova taxação foi justificada por um suposto desequilíbrio na relação comercial com o Brasil. No entanto, para o presidente da APRE, esse argumento não se sustenta. “Na verdade, o Brasil é deficitário na relação com os Estados Unidos. Então, é difícil encontrar base econômica concreta para justificar essa medida”, apontou.

Brun considera que a decisão tem uma motivação mais política do que comercial ou técnica, o que dificulta o diálogo econômico direto. “A composição para reverter essa situação terá que ser política e diplomática”, avaliou.

Corrida contra o tempo

A expectativa agora é de que o Brasil se mobilize nos próximos dias para negociar com os EUA e tentar amenizar os impactos. Segundo Brun, há uma janela de 23 dias para buscar uma solução diplomática que possa evitar ou ao menos suavizar a aplicação da tarifa. “É onde o Brasil vai ter que colocar as fichas agora”, declarou.

Nesse curto prazo, ele defende que a indústria também comece a trabalhar com planos alternativos, caso não haja avanço nas negociações. “Se essa decisão for mantida, o setor vai precisar buscar rapidamente alternativas para reduzir o impacto negativo”, alerta.

Cadeia produtiva sob pressão

A medida afeta diretamente empresas que exportam madeira processada, painéis, papel e celulose para o mercado norte-americano, produtos de alto valor agregado e que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos.

O Paraná é um dos maiores exportadores de madeira para os Estados Unidos, especialmente de compensado, madeira serrada e molduras de pinus, fundamentais para a construção civil norte-americana. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) apontam que aproximadamente 40% dessa madeira provém do estado.

Em 2025, os estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) exportaram juntos US$ 1,37 bilhão em produtos de madeira para os EUA, representando 86,5% do total exportado pelo Brasil nesse setor.

A alta nas tarifas compromete a competitividade dos exportadores brasileiros, que agora precisarão rever estratégias, redirecionar mercados e avaliar custos internos. Com um setor que movimenta bilhões de reais por ano e gera milhares de empregos diretos e indiretos, a nova política comercial dos EUA representa um obstáculo significativo à estabilidade e ao crescimento das empresas florestais no Brasil.

Com pouco tempo para reagir, o Brasil corre contra o relógio para conter os efeitos da taxação. A articulação política será determinante para preservar a posição dos produtos florestais brasileiros no mercado internacional e evitar perdas em uma cadeia que tem papel estratégico na economia nacional.





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Cavalo de R$ 12 milhões morre em haras por suspeita de ração intoxicada


O Quatum de Alcatéia, um dos garanhões mais premiados e valiosos do país, morreu em Atalaia, Alagoas, com suspeita de intoxicação alimentar.

O cavalo, da raça Mangalarga Marchador, de pelagem alazã, avaliado em R$ 12 milhões, vivia no haras Nova Alcateia, quando começou a apresentar sintomas graves e não resistiu. Veio a óbito em 25 de junho, quatro meses antes de completar sete anos. As informações são do portal G1.

Cavalo Quantum morreu
Foto: Arquivo

O criatório informou que os sintomas de intoxicação começaram com a substituição da ração antiga pela da Nutratta Nutrição Animal Ltda. Até o momento, 238 mortes de equinos pelo mesmo motivo estão sob investigação em todo o país.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) diz que apura o caso desde a primeira denúncia oficializada, em 26 de maio.

Já o haras informou que os efeitos da intoxicação no Quantum foram rápidos e devastadores e as tentativas de saná-los não surtiram efeito. Todos os animais que morreram no local, 69 até o dia 7 de julho, apresentaram quadros clínicos semelhantes.

“O Quantum era o cavalo mais espetacular da raça. O cavalo que mais prometia, que já tinha sido campeão brasileiro, campeão nacional. Participou de provas em alto nível. Estava dando uma produção extraordinária. Os filhos dele são extraordinários. Era uma das maiores promessas da raça”, afirmou Luciano Conceição, um dos proprietários do cavalo.

Em nota, o haras destaca que laudos preliminares de laboratórios oficiais confirmaram a presença de substância altamente tóxica, no caso, alcaloides pirrozilidínicos (monocrotalina) em concentrações capazes de causar doença e mortes em equídeos e outras espécies.

Sobre o Quantum

Quantum e o criador LucianoQuantum e o criador Luciano
Foto: Arquivo pessoal/ Luciano Conceição

Além de garanhão consagrado em torneios de marcha, Quantum era um investimento de um consórcio de acionistas, modelo muito comum no mercado de cavalos de elite.

Um dos sócios do animal, Luciano Conceição, fez uma postagem emocionada nas redes sociais sobre a morte de Quantum.

“Vc é tão grande que fez eu me sentir grande. Um criador comum, até falarem que eu era seu dono. Vc é tão sensacional que vc conseguiu nos projetar muito mais do que faríamos sem vc. Tudo funcionava em função de vc. Todas as decisões, todos os rumos, todas as escolhas… tudo era definidos em função de vc.”

Conforme o haras, técnicos do Mapa estiveram no local entre os dias 9 e 12 de junho para levantar informações e coletar amostras do produto supostamente contaminado e também dos animais que morreram, por meio de necropsia.

“Infelizmente, não teremos nossos animais de volta, mas seguimos tomando todas as providências para que os responsáveis sejam punidos e para que episódios como esse não se repitam”, disse o Haras Nova Alcateia, em nota.

Ração suspensa

O Governo Federal determinou o recolhimento de todos os produtos destinados a equídeos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal, com data de fabricação a partir de 21 de novembro de 2024.

O recolhimento e a proibição da venda da ração Forrage Horse, da mesma empresa, já haviam sido determinados pelo Ministério no dia 4 de junho.

Desde os primeiros relatos de mortes de cavalos pela ração da Nutratta, no começo de junho, em Indaiatuba, interior de São Paulo, o Canal Rural tenta contato com a empresa, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.



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ABAG vê risco ao agro com tarifa de Trump


A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) se manifestou com preocupação diante da tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. Para a entidade, a medida impactará negativamente toda a cadeia produtiva exportadora do agro nacional, com efeitos diretos sobre carnes, açúcar, café, suco de laranja, papel e celulose.

O anúncio foi feito por Trump na quarta-feira (9), por meio de uma carta publicada na rede social Truth Social e enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, o republicano criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando decisões da Corte como “ataques insidiosos à liberdade de expressão”, além de chamar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “caça às bruxas” e “vergonha internacional”.

Na visão da ABAG, a decisão carece de fundamentos econômicos. A associação relembra que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil nos últimos anos e considera o país um parceiro estabelecido e confiável. Para a entidade, a medida tem viés político e precisa ser tratada com diplomacia antes de entrar em vigor. “Essa ação prejudica não só o exportador brasileiro, mas também o consumidor americano”, afirmou a associação.

O governo brasileiro reagiu com firmeza, mas sem acirrar o tom. Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou que “o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”. O presidente ainda contestou a narrativa americana sobre desequilíbrios no comércio bilateral. “Dados do próprio governo dos EUA apontam um superávit de US$ 410 bilhões em favor dos americanos nos últimos 15 anos”, ressaltou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também criticou a taxação, considerando-a injusta e prejudicial à economia dos próprios Estados Unidos. “Há uma integração comercial. O Brasil é o terceiro maior comprador de carvão siderúrgico americano. Ao taxar, encarecem a própria cadeia”, afirmou Alckmin, que defendeu a manutenção do diálogo: “Temos 200 anos de amizade com os EUA”.

Além da nova alíquota, Trump anunciou uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que pode abrir espaço para outras medidas punitivas. O republicano também sugeriu que empresas brasileiras transfiram sua produção para território americano como alternativa à tarifa.

Com a data-limite se aproximando, a expectativa da ABAG e do governo brasileiro é por um avanço diplomático que reverta ou minimize os efeitos da medida. Por ora, o setor agroexportador se prepara para possíveis perdas em um de seus maiores mercados consumidores.





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7 espaços que toda fazenda precisa para sediar leilões de sucesso


Organizar um leilão de gado presencial exige mais do que bons animais no catálogo. A infraestrutura da fazenda tem papel fundamental na experiência de quem compra, vende ou apenas visita o evento. A seguir, listamos os espaços indispensáveis para quem quer transformar sua propriedade em palco de grandes remates.

1. Tatersal

O tatersal é a estrutura central de qualquer leilão presencial. É nele que os animais entram para serem ofertados, em uma estrutura metálica segura, montada em frente ao público. Esse espaço abriga o púlpito do leiloeiro, mesas para convidados, telões com informações dos lotes e sistema de som e imagem. Um tatersal bem projetado garante visibilidade, conforto e segurança para quem vende e para quem compra.

Tatersal Ivo Zoller, Fazenda Realeza - Agrozoller (MS)
Tatersal Ivo Zoller, Fazenda Realeza – Agrozoller (MS) | Fotos: Larissa Bezerra

2. Mostrador de gado

Antes de entrar no tatersal, os animais passam por uma área externa de exibição conhecida como mostrador. Esse espaço permite que compradores e visitantes vejam de perto a qualidade dos lotes à venda. O mostrador valoriza os animais e contribui para decisões de compra mais assertivas.

Mostrador de Gado Mostrador de Gado
Mostrador de Gado “Dernival de Jesus Cavalcanti”, Fazenda EAO Baviera (BA) | Fotos: Larissa Bezerra

Leia também: Leilão de sêmen? Entenda como funciona

3. Curral de manejo e espera

Fundamental para garantir o bem-estar animal antes da entrada no tatersal. Deve ter divisões práticas para organizar os lotes e facilitar o trabalho da equipe de manejo. Passagens largas e sombreamento são bem-vindos.

Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG)Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG)
Curral do Leilão Elo de Raça na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra

4. Área para recepção de visitantes

Espaço destinado ao acolhimento de convidados e compradores. Pode incluir sala de credenciamento, ambiente climatizado, banheiros, buffet e sinalização clara. A boa recepção é um diferencial competitivo.

Área externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa BezerraÁrea externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra
Área externa Leilão Noite do Nelore Nacional na 90ª Expozebu (MG) | Foto: Larissa Bezerra

5. Estacionamento amplo

O local deve acomodar caminhonetes, carros de passeio e até ônibus, além de contar com área exclusiva para veículos de transporte de animais. Um estacionamento bem distribuído evita congestionamentos e confusões no dia do evento.

6. Espaço para transmissão e equipe técnica

A maioria dos leilões presenciais hoje também é transmitida online. Por isso, é essencial prever um ponto fixo para a equipe técnica, com energia estável, boa conexão de internet e estrutura para câmeras e computadores.

Unidade Móvel por fora e por dentroUnidade Móvel por fora e por dentro
Unidade Móvel – À esquerda foto externa no Leilão Agrozoller 2025 (MS) e à direita foto interna no Leilão Elo de Raça (MG) | Fotos: Larissa Bezerra

7. Sala de escritório e fechamento de negócios

Depois do martelo batido, entra a parte burocrática. Uma sala bem equipada para contratos, pagamentos e documentação é essencial para agilizar o pós-venda e dar segurança a compradores e vendedores.

Investir na estrutura é investir no sucesso do leilão

A realização de leilões presenciais pode ser uma vitrine poderosa para a genética e o manejo de uma fazenda. Com estrutura adequada, o evento ganha profissionalismo, conforto e confiança, três pilares indispensáveis para bons negócios no campo.

Leia também: Repescagem no leilão: o que é e por que todo mundo fala nisso?



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Tarifa dos EUA ameaça quase 90% das exportações de peixes do Brasil



O mercado norte-americano é o principal destino das remessas internacionais da piscicultura brasileira, respondendo, em 2024, por 89% do volume exportado, o que resultou em US$ 52,2 milhões (aproximadamente R$ 290 milhões) em negócios.

O balanço é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) que divulgou nota nesta sexta-feira (11) em que manifesta preocupação quanto à recente medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de novas tarifas de 50% a produtos originários do Brasil.

“A medida atinge diretamente a cadeia da produção de peixes de cultivo no país, em especial a tilapicultura”, diz o texto.

De acordo com nota oficial da Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca), algumas empresas já começaram a suspender contratos. Desde quinta-feira (10), 58 contêiners frigoríficos carregados com cerca de mil toneladas de peixes deixaram de embarcar em navios com destino a solo norte-americano.

Produção de peixe pelo país

Para dimensionar o tamanho do setor, a Peixe BR destaca que a piscicultura no Brasil está presente em 237.669 estabelecimentos rurais brasileiros, nos 27 estados da federação e em mais de 60% das cidades, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Entre as espécies embarcadas aos Estados Unidos, a tilápia lidera, seguida pelo tambaqui. “Diante desse cenário, uma possível interrupção nas vendas externas, provocada pela ação do governo estadunidense, representa uma ameaça concreta à continuidade de contratos comerciais e, sobretudo, à manutenção de postos de trabalho em território nacional”, enfatiza a entidade.

Crescimento da tilapicultura

Nos últimos 11 anos, a tilapicultura cresceu mais de 10% ao ano, sendo a proteína animal com maior taxa de crescimento percentual no período.

De acordo com a nota da associação que representa o setor, a tilapicultura já enfrenta desafios com a possível entrada de pescados oriundos do Vietnã. “A imposição de restrições adicionais por parte dos Estados Unidos surge como mais um fator que agrava o ambiente de incertezas para o segmento”, diz o texto.

Para a Peixes BR, é fundamental que o governo federal atue com celeridade, acione os canais diplomáticos e busque o entendimento com as autoridades dos Estados Unidos.



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Confira os preços da soja no Brasil e em Chicago em dia de relatório do USDA


O mercado brasileiro de soja apresentou preços fracos nesta sexta-feira (11), de estáveis a mais baixos.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado teve poucos negócios. “Os preços melhores vieram antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado às 13 horas desta sexta-feira. Depois, o mercado travou nas negociações”, ressaltou.

Silveira observa que os produtores seguem “de lado” na soja, com ofertas no interior mantendo pressão sobre as margens das indústrias.

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 130
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 131
  • Porto de Rio Grande: de R$ 137 para R$ 136,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Rondonópolis (MT): cedeu de R$ 119 para R$ 118
  • Dourados (MS): caiu de R$ 121 para R$ 120
  • Rio Verde (GO): seguiu em R$ 120

Bolsa em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, acentuando as perdas da semana.

Segundo Silveira, ao indicar estoques dos Estados Unidos acima do esperado, o USDA adicionou pressão a um cenário já bem baixista, que combina clima favorável nos Estados Unidos, expectativas positivas para a próxima safra do Brasil e preocupações com a política tarifária de Donal Trump. Na semana, a oleaginosa recuou 4%.

Relatório USDA

O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,335 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,98 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre.

No relatório anterior, os números era de 4,340 bilhões (118,11 milhões) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,331 bilhões ou 117,87 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas, contra 295 milhões do relatório anterior – 8,03 milhões. O mercado apostava em carryover de 304 milhões de bushels ou 8,27 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,745 bilhão. Em junho, os números eram de 2,490 bilhões e 1,815 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 350 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado de 358 milhões. As exportações estão projetadas em 1,865 bilhão e o esmagamento em 2,420 bilhões de bushels.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 427,68 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 422 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 126,1 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 125,5 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,3 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,1 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,4 milhões. A
produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas.

Para 2024/25, o número foi elevado de 49 milhões para 49,9 milhões de toneladas. O mercado esperava 49,3 milhões de toneladas.

Safra 25/26 de soja

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 48,217 milhões de hectares em 2025/26, com crescimento de área de 1,2% sobre o total semeado no ano passado, de 47,641 milhões. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio de Safras & Mercado.

Com uma possível elevação de produtividade, de 3.627 quilos para 3.749 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida na atual temporada. A previsão inicial é de uma safra de 179,875 milhões de toneladas, 4,6% maior que as 171,931 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. Se confirmada, será a maior safra da história.

Contratos futuros

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,81% a US$ 10,04 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,07 1/4 por bushel, perda de 6,50 centavos ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 1,10, ou 0,40%, a US$ 270,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 53,75 centavos de dólar, com ganho de 0,26 centavo ou 0,48%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,5461 para venda e a R$ 5,5441 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5409 e a máxima de R$ 5,5919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,25%.



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Preços do boi gordo hoje derretem após incertezas com tarifa Trump



O mercado físico do boi gordo encerra a semana fragilizado, com novas tentativas de compra em patamares mais baixos, observa o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

“O adicional de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda traz incertezas para o mercado brasileiro, reduzindo de maneira significativa a competitividade do país se comparado a seus concorrentes diretos, como Argentina, Uruguai e Austrália”, ressalta.

De acordo com ele, o reflexo disso é que muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado e, assim, o mais provável é que se posicionem apenas na segunda-feira (14).

  • São Paulo: R$ 303,83 — ontem: R$ 305
  • Goiás: R$ 284,29 — R$ 286,43
  • Minas Gerais: R$ 290,29 — R$ 293,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,18 — R$ 309,32
  • Mato Grosso: R$ 305,68 — R$ 311,28

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina nesta sexta-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, considerando o menor apelo ao consumo.

“Vale destacar que a carne de frango segue muito mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial quando comparada à carne bovina”, disse o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,50 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,75 por quilo; e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,5461 para venda e a R$ 5,5441 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5409 e a máxima de R$ 5,5919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,25%.



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Cacauicultura 4.0 destaca protagonismo baiano no setor e segue até sábado (12)


A programação da quarta edição do Cacauicultura 4.0 foi aberta com a presença de produtores, pesquisadores, empresários, investidores nacionais, internacionais e autoridades, no final da tarde desta quinta-feira (10), em Barreiras, no Oeste da Bahia.

Pablo Barrozo, secretario de agricultura da Bahia destacou o potencial produtivo e as dificuldades enfretadas pelos produtores.

“Nós temos as dificuldades, mas nós sobrepomos essas dificuldades com muito trabalho. Foi assim com a soja, com o algodão, com o café. O cacau está trazendo isso. Nós estamos produzindo cada vez mais na Bahia. Aqui nós temos água, nós temos sol e nós temos a capacidade do agricultor.

Também presente no evento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues sobre o diferencial do cacau baiano.

“Para o Oeste é mais uma cultura no potencial que essa região tem. E agora o cacau, então já está comprovado que a fruticultura se dá bem aqui. A expectativa realmente é a gente garantir uma produtividade como nós já temos hoje. Essa produtividade vai se evidenciando.”

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Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O objetivo do evento é promover com especialistas do setor uma imersão do conhecimento, com foco na inovação e nas novas fronteiras da cultura cacaueira na região tradicionalmente conhecida pela produção de grãos em larga escala. Incentivo importante, como ressaltou Paulo Marrocos, coordenador geral de pesquisa e inovação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), uma vez que o Brasil desempenha um papel essencial na produção mundial de cacau.

“Nós temos um sistema robusto de cacau-chocolate, ou seja, a gente produz desde a amêndoa de cacau até o chocolate. Isso funciona perfeitamente bem. Todos estão interessados em saber dos nossos materiais genéticos, que dá uma diversificada muito grande no chocolate, que eu penso que vai ter chocolate cada vez mais diferenciado em função dos nossos materiais. Isso é super importante nesse momento.”, disse o pesquisador.

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE mais recente, a Bahia voltou a ter a maior produção de cacau em amêndoa do país. Em 2023, foram 139 mil toneladas, número que reforça o protagonismo do Estado no setor.

Crescimento de plantio em áreas não tradicionais

Durante o discurso, Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), disse que o plantio de cacau em áreas não tradicionais no Bahia ultrapassou 1.500 hectares, e que até o final de 2026 deve superar 5 mil hectares.

“Cacauicultura 4.0 é isso, vem trazendo esse diferencial, essa robustez e investimento nessa região também, para que a gente possa suprir essa demanda existente de cacau a nível global. E a Bahia, protagonista disso, pula na frente e lança há quatro anos atrás esse evento, que agora é realidade, esse cacau a pleno sol, com alta tecnologia e alta produtividade, como eu tenho falado”, disse Schmidt.

A programação do evento segue até este sábado (12), com um dia de campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA).

No local, os participantes poderão conferir de perto os 150 hectares de lavouras de cacau irrigadas, trocar experiências com especialistas e conferir demonstrações tecnológicas.

Durante a cerimônia, a empresa BioBrasil Produção de Mudas realizou a doação simbólica de 150 mudas de cacau ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia (Icob).

A iniciativa tem caráter social: a renda obtida com a comercialização das mudas será destinada à campanha de construção da sede do Hospital do Câncer, em Barreiras.


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Produtores do RS fazem novo tratoraço a favor da securitização das dívidas



Produtores gaúchos de as todas regiões do estado estão mobilizados, nesta sexta-feira (11), em Cruz Alta, no norte do Rio Grande do Sul, em busca de aprovação do projeto de lei que em favor da securitização de suas dívidas.

Os protestos acontecem em frente a agências bancárias e também em tratoraços em vias públicas da região.

O movimento, que já completa dois meses, busca a aprovação de medidas que garantam a prorrogação das dívidas decorrentes de perdas climáticas das últimas cinco safras.

As manifestações também pedem urgência na votação do PL 5122/23, que aguarda deliberação na Câmara dos Deputados, a respeito da liquidação, anistia, renegociação e rebate de dívidas originárias de crédito rural para agricultores.

Em vídeos divulgados em redes sociais, é possível ouvir produtores rurais em coro entoando a frase “Aprova, Hugo Motta!”, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados.



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