sábado, maio 16, 2026

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Dólar sobe na contramão do exterior com decisão do governo de defender alta…


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Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, na contramão do exterior e um dia depois de fechar o semestre no menor valor do ano, conforme os investidores avaliavam o embate político e jurídico do governo com o Congresso em torno da cobrança do IOF, com as negociações comerciais dos Estados Unidos também em foco.

Às 11h15, o dólar à vista subia 0,36%, a R$5,4545 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,23%, a R$5,486 na venda.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$5,4350, no menor valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo o anúncio da Advocacia-Geral da União (AGU) de que irá ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do governo que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

“A avaliação técnica dos nossos advogados, e que foi submetida ao senhor presidente da República, foi que a medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de Poderes”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo analistas, a reação negativa do mercado nacional se dá tanto pelo conteúdo do decreto do IOF, que já vinha gerando insatisfação entre os investidores, quanto pela perspectiva de embate institucional entre Executivo e Legislativo, o que gera incerteza para o cenário político do país.

“O que atrapalha o desempenho do real é o próprio Brasil. O contexto político e fiscal de Brasília continua trazendo dor de cabeça”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Isso traz volatilidade para os ativos brasileiros, traz volatilidade para o câmbio”, completou.

No exterior, o cenário era de fraqueza para o dólar, conforme os mercados navegam pelas incertezas geradas com a aproximação do prazo de 9 de julho para que parceiros dos EUA fechem acordos a fim de evitar tarifas mais altas.

Os receios quanto às disputas comerciais têm provocado nos últimos meses um movimento de fuga dos ativos dos EUA, incluindo o dólar, levando a divisa a recuar tanto frente a pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A percepção de analistas é de que, apesar das ameaças tarifárias partirem do presidente dos EUA, Donald Trump, a maior economia do mundo é que será mais prejudicada pelas altas taxas de importação sobre produtos de diversos países.

Em outro fator de pressão para o dólar, os investidores também têm fomentado suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano, na esteira de dados de inflação moderados e números fracos para a atividade econômica, como a contração de 0,5% no PIB dos EUA para o primeiro trimestre.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 96,626.

Ao longo da semana, o foco dos mercados estará em torno de dados econômicos, com destaque para o relatório de emprego de junho dos EUA na quinta-feira, que pode fornecer novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Fed.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)





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Oferta limitada e sazonalidade afetam preços das frutas no Paraná


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a oferta de frutas oriundas de pomares nativos no Paraná permanece restrita. A situação decorre da dependência do estado em relação ao fornecimento de outras regiões do país, o que torna os preços vulneráveis a variações sazonais, condições climáticas, ocorrência de pragas e doenças, além dos custos de transporte.

De acordo com o Deral, a análise considerou os preços nominais das 12 frutas mais comercializadas na unidade de Curitiba da Ceasa/PR, comparando os dados das últimas 52 semanas com o mesmo período do ano anterior. O levantamento apontou que os preços de quatro frutas apresentaram alta, sete registraram queda e uma manteve estabilidade.

“Observamos elevação nos preços do limão tahiti, mamão formosa, morango e abacate. Por outro lado, melão, manga Tommy Atkins, banana caturra, melancia, maçã gala, abacaxi e uva Niágara apresentaram retração. A laranja pera manteve preços estáveis”, informou a análise.

O limão tahiti, por exemplo, teve aumento de 40%, oscilando entre R$ 50 e R$ 70 por caixa de 23 kg, chegando a R$ 150,00 entre setembro e outubro de 2024. O mamão formosa passou de R$ 60 para R$ 70 na caixa de 15 kg, com pico de R$ 100 em março deste ano. Já o morango, comercializado em bandeja com quatro cumbucas, passou de R$ 30 para R$ 35, embora tenha registrado valor de R$ 45 no meio de junho.

Entre os produtos com retração de preços, o melão tipo 6/8 caiu de R$ 85 para R$ 50, uma redução de 41,2%. A manga Tommy recuou de R$ 160 para R$ 120 por caixa de 20 kg, e a banana caturra desvalorizou-se de R$ 45 para R$ 35 por caixa de 20 kg. A melancia também apresentou queda de 42,9%, passando de R$ 2,20 para R$ 1,80 o quilo.

A participação do Paraná no fornecimento das frutas na Ceasa de Curitiba varia conforme o produto. O estado tem presença majoritária no fornecimento de morango (71%) e abacate (60%), mas representa apenas 0,3% no caso do mamão. Essa diferença regional contribui para a oscilação dos preços e reforça a dependência da produção interestadual.





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Cotação do trigo mantém estabilidade em Chicago



EUA colhem 53% do trigo de inverno em julho




Foto: Pixabay

De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 4 a 10 de julho e divulgada na quinta-feira (12), o mercado do trigo manteve-se estável na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo foi negociado a US$ 5,50 por bushel no dia 10, ante US$ 5,47 na semana anterior. Um mês antes, o mesmo contrato era cotado a US$ 5,42. Segundo a Ceema, “há estabilidade nos preços médios do trigo nas últimas semanas”.

Nos Estados Unidos, os agentes do mercado aguardavam o novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Enquanto isso, a colheita do trigo de inverno atingia 53% da área plantada até 6 de julho, próximo da média histórica de 54%. As lavouras ainda em campo apresentavam 48% em condições de boas a excelentes, 34% regulares e 18% entre ruins e muito ruins.

Quanto ao trigo de primavera, 50% das áreas foram classificadas como boas a excelentes, 35% regulares e 15% entre ruins e muito ruins.

Na mesma semana, os Estados Unidos embarcaram 436.628 toneladas de trigo. O volume ficou dentro do esperado pelo mercado. Desde o início do atual ano comercial, em 1º de junho, os EUA exportaram 1,8 milhão de toneladas, o que representa alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na Rússia, a consultoria Sovecon elevou a projeção de exportações de trigo para a safra 2025/26, estimando um total de 42,9 milhões de toneladas, frente aos 40,8 milhões exportados na temporada anterior. Segundo a consultoria, a revisão reflete expectativas mais favoráveis para a colheita e a manutenção da competitividade dos preços. No início de julho, o trigo russo da nova safra era negociado entre US$ 225,00 e US$ 228,00 por tonelada, em condição FOB.





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Clima favorece produtividade do arroz em 2024/25


A safra brasileira de arroz 2024/25 deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, volume 16,5% superior ao registrado na temporada anterior. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Boletim da Safra de Grãos. Segundo a estatal, o aumento é impulsionado pela ampliação da área plantada, motivada pelos preços praticados no período de semeadura.

“A expectativa de clima favorável nas principais regiões produtoras também contribui para a boa produtividade observada”, informou a Conab.

No que se refere ao consumo interno, o relatório aponta um ajuste de 47,4 mil toneladas para a safra 2023/24, totalizando 10,547 milhões de toneladas. A estimativa para 2024/25 é de estabilidade no consumo. De acordo com a Conab, o cálculo considera os estoques finais informados pelo IBGE, os dados de exportação e importação da Secex/MDIC e a produção nacional estimada.

As exportações brasileiras de arroz na safra 2023/24 foram reduzidas para 1,4 milhão de toneladas. Segundo a Conab, a retração foi influenciada por preços internos superiores às paridades internacionais, pela menor disponibilidade do cereal no mercado interno e pela recuperação da produção nos Estados Unidos.

Para a temporada 2024/25, a expectativa é de aumento nas exportações, com volume projetado de 1,6 milhão de toneladas. As importações, por outro lado, devem se manter em 1,4 milhão de toneladas tanto na safra atual quanto na anterior.

Com a recuperação da produção nacional e a retração nos preços internos esperada para 2025, a Conab projeta um aumento nos estoques de passagem. A estimativa é de que os estoques ao final da safra 2024/25, em fevereiro de 2026, cheguem a 2,1 milhões de toneladas.





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Diagnóstico ESG valoriza práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo



A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo
A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo – Foto: Divulgação

A Korin Alimentos anunciou uma nova iniciativa voltada à sustentabilidade no campo: um serviço de diagnóstico ESG (Ambiental, Social e Governança) exclusivo para seus produtores rurais integrados. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a MyTS, plataforma especializada em gestão e compliance, avalia práticas sustentáveis nas propriedades e identifica oportunidades de melhoria, promovendo maior transparência em toda a cadeia produtiva.

Segundo Reginaldo Morikawa, Diretor de Negócios e Marketing da Korin, a proposta é fortalecer a conexão entre produtores e consumidores por meio de uma produção mais ética e consciente. A metodologia do diagnóstico foi construída a partir de visitas presenciais da equipe MyTS, com entrevistas e coleta de dados sobre aspectos ambientais, sociais e econômicos. “A partir desse mapeamento, os produtores receberam orientações para aprimorar suas práticas e ampliar os impactos positivos da produção”, destaca Morikawa.

A iniciativa reconhece e valoriza as boas práticas no campo, promovendo desde a gestão eficiente de recursos naturais até o bem-estar dos trabalhadores e os impactos sociais nas comunidades. Ao incentivar a transparência, o projeto aproxima o consumidor da realidade rural e fortalece o compromisso com a sustentabilidade.

Com mais de 10 certificações em seu portfólio, a Korin reforça seu pioneirismo ao unir ciência, tecnologia e responsabilidade socioambiental. A expectativa é que o diagnóstico ESG ajude os produtores a compreenderem melhor suas práticas e avancem em direção a um modelo mais sustentável, transparente e alinhado com as exigências do consumidor moderno.

 





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Próxima safra de soja pode ‘brilhar os olhos’ com alcance de quase 180 milhões de toneladas



Mesmo diante de preços não tão rentáveis em 2024/25, os produtores brasileiros deverão continuar apostando na soja em 2025/26. Com o aumento projetado da área plantada e expectativa de produtividade maior, a safra nacional poderá bater novo recorde e alcançar 179,875 milhões de toneladas.

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Segundo levantamento de intenção de plantio da consultoria Safras & Mercado, os produtores devem cultivar 48,217 milhões de hectares na temporada 2025/26, o que representa uma alta de 1,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram plantados 47,641 milhões de hectares.

Com a possibilidade de a produtividade subir de 3.627 para 3.749 quilos por hectare, a produção superaria as 171,931 milhões de toneladas colhidas em 2024/25, o que significaria um crescimento de 4,6%.

O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, destaca que muitos estados devem registrar aumento de área, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. No entanto, o cenário ainda impõe desafios.

Segundo ele, os custos de produção continuam elevados, com juros altos. Esse quadro pode reduzir os investimentos em tecnologia e limitar o potencial produtivo em algumas regiões.

Embora os preços da soja não tenham garantido uma rentabilidade folgada ao longo do ano, a boa produtividade média ajudou a reduzir o custo por saca, o que ainda permite margens positivas para os produtores.

Situação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o cenário é mais delicado. O estado sofreu com adversidades climáticas recorrentes nas últimas safras, o que deve frear tanto a expansão da área quanto os investimentos em tecnologia. Com isso, as lavouras gaúchas tendem a ficar mais vulneráveis a novos eventos climáticos adversos.

Nas demais regiões, especialmente no Centro-Oeste, há espaço para crescimento. Mato Grosso, por exemplo, conta com áreas de pastagem ainda disponíveis para conversão e apresentou recuperação produtiva em 2025. A expectativa é de que o estado siga na liderança da produção nacional.

Exportações de soja devem crescer

As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 108 milhões de toneladas em 2026, contra 104 milhões em 2025, o que representa uma alta de 4%, segundo a Safras & Mercado.

A consultoria projeta esmagamento de 59 milhões de toneladas em 2026, ante 57 milhões em 2025. Não há previsão de importações para 2026. Em 2025, o volume importado foi estimado em 150 mil toneladas.

Com isso, a oferta total de soja em 2026 deverá subir 9%, alcançando 189,35 milhões de toneladas. A demanda interna está projetada em 170,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 6% sobre o ano anterior. Os estoques finais devem dobrar, passando de 9,47 milhões para 18,945 milhões de toneladas.



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Goiás inclui tilápia no PAA e amplia incentivo à piscicultura


O Governo de Goiás anunciou a inclusão da tilápia entre os produtos adquiridos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), medida inédita adotada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A decisão tem como finalidade fortalecer a cadeia produtiva da tilápia, ampliar o mercado institucional e integrar a produção rural com o consumo, por meio da agricultura familiar.

“Essa iniciativa contribui para promover a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento regional com base na piscicultura”, informou a Seapa em nota.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, divulgada pelo IBGE, a produção de tilápia no estado atingiu 12,5 mil toneladas, registrando crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. A atividade está presente em 176 municípios goianos, com destaque para as regiões Norte, Sul e Sudoeste.

Niquelândia lidera o ranking estadual com produção de 4 mil toneladas. Em Inaciolândia, no Sul, a produção chegou a 1,5 mil toneladas em 2023, alta de 9,1% em comparação com 2022. Quirinópolis também produziu 1,5 mil toneladas no mesmo período.

O avanço da piscicultura em Goiás tem sido impulsionado por fatores naturais, como clima e disponibilidade hídrica, além de ações articuladas entre produtores, agroindústrias e o poder público. O estado conta com 39 agroindústrias registradas para processamento de pescado: 6 sob o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), 28 pelo Estadual (SIE) e 5 pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

As exportações também seguem em expansão. Em 2024, Goiás embarcou 76,3 toneladas de pescado, com receita de US$ 472,8 mil. Entre fevereiro e maio de 2025, foi registrado o maior volume exportado para o período: 30,9 toneladas, consolidando a presença da tilápia goiana no mercado internacional.





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estufa aquece e garante produção em período de frio



O frio intenso afeta drasticamente a cadeia produtiva da floricultura. No estado de São Paulo, por exemplo, o setor movimenta anualmente, mais de 8,4 bilhões, cerca de 37% do PIB nacional e gerar cerca de 130 mil empregos diretos, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As temperaturas baixas podem retardar o crescimento e a floração das plantas, afetando a época de produção e a qualidade das flores. Dessa forma, para garantir o cultivo em período desfavorável, o uso de estufas na floricultura torna-se imprescindível para o produtor rural paulista.

“As estufas criam um microclima controlado, permitindo a manutenção de temperaturas internas mais elevadas e estáveis, essenciais para o crescimento saudável das plantas mesmo em dias gelados. Elas possibilitam, também, o controle preciso da umidade e iluminação, reduzindo a incidência de pragas e doenças típicas do inverno”, afirma Bruno Rossafa, especialista Agro do Grupo Nortène, Consultor em Plasticultura.

Benefícios da estufa na floricultura

O uso permite ao produtor o controle de temperatura umidade e luz, criando, dessa forma, um ambiente ideal para o cultivo de flores. “A produção contínua ao longo do ano, aumentando a disponibilidade do produto. Assim, o produtor obtém maior produtividade, minimiza prejuízos e eleva sua lucratividade”, diz Rossafa.

A cadeia produtiva de floricultura e plantas do estado de São Paulo é referência nacional na utilização de ambientes controlados. No sul de Minas Gerais, o produtor rural Joel Pimentel, teve parte significativa do cultivo das flores . As geadas que atingiram recentemente o munício de Munhoz, no estado causaram queimadas na produção. O prejuízo financeiro, segundo o produtor, calculou em torno de R$ 30 mil.

“Nós nos deparamos com esta geada, que trouxe um prejuízo, com a perda estimada de 30% de produção queimada. Isso vai ocasionar um desabastecimento em nossos clientes em São Paulo. Julho é um mês em que o mercado não está aquecido, devido ser um período de férias, festas, julinas e algo mais. Mas ficamos bastante angustiados com tudo isso”, disse Joel Pimentel.

Apoio do governo

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), possui uma linha de financiamento: Agricultura Sustentável, que atende às necessidades dos produtores na implementação de estufas na floricultura. “O apoio do Feap tem sido fundamental para que pequenos e médios produtores invistam em estruturas em ambiente protegido. Com linhas de crédito acessíveis, o Fundo permite que o agricultor enfrente os desafios climáticos com mais segurança, garantindo a continuidade da produção mesmo nos períodos de frio intenso”, destacou o secretário executivo do Feap, Felipe Alves.

Assim beneficiários podem acessar financiamento de até R$250 mil, com 3% de juros anuais, prazo de até 84 meses e carência de até 48 meses, respeitando o ciclo produtivo. “Quando o produtor tem acesso a esse tipo de financiamento, ele não só protege sua lavoura, mas também protege sua renda, sua família e o abastecimento do mercado. O incentivo ao uso de tecnologias adequadas, como as estufas, reforça o compromisso do Estado com a sustentabilidade da atividade agrícola e com a valorização do trabalho no campo”, concluiu Felipe Alves.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Clima seco e calor excessivo colocam em regiões em alerta


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o Boletim Agroclimatológico de julho de 2025, com importantes alertas para o setor agropecuário brasileiro. O documento aponta que os próximos meses — julho, agosto e setembro — serão marcados por chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em boa parte do país. O cenário exige planejamento e atenção dos produtores rurais, principalmente em culturas como milho safrinha, feijão e trigo.

Segundo o boletim, as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte devem enfrentar escassez hídrica, com déficit de água no solo superior a 100 mm em diversas localidades. A tendência é agravada por temperaturas acima da média, que podem chegar a até 2°C em estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.

No Centro-Oeste, a previsão climática destaca a intensificação da seca, com baixos índices de umidade no solo. Essa condição pode impactar negativamente o milho segunda safra, que está em fase de maturação em muitas propriedades. Além disso, cresce o risco de queimadas e doenças respiratórias, comuns durante o período seco.

O Sudeste também apresenta um cenário preocupante, com baixa disponibilidade hídrica no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo. O boletim do Inmet alerta para impactos no trigo de sequeiro e pastagens, exigindo irrigação suplementar em áreas críticas.

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Já no interior do Nordeste, a escassez de chuvas deve afetar culturas não irrigadas e aumentar o estresse hídrico em lavouras e rebanhos. Em contrapartida, o litoral leste da região, especialmente entre Pernambuco e Alagoas, mantém bons níveis de umidade, favorecendo culturas de ciclo curto, como o feijão da terceira safra.

Na Região Sul, o cenário é mais favorável. Os volumes de chuva devem ficar acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul. Essa condição beneficia a semeadura do trigo e outras culturas de inverno. No entanto, o excesso de precipitação pode atrasar colheitas e aumentar o risco de perdas por deterioração, principalmente no feijão.

As análises oceanográficas indicam neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña, e um comportamento neutro do Dipolo do Atlântico, o que reforça o peso das condições locais e regionais na variabilidade climática.

A previsão climática do Inmet, elaborada em parceria com o CPTEC/INPE e a Funceme, é uma ferramenta essencial para o planejamento agrícola. A recomendação é que os produtores fiquem atentos aos boletins atualizados e adotem práticas de manejo adaptativas, especialmente em regiões com tendência de seca severa.





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você sabe o que significam nas lavouras de soja?



Um ‘inimigo’ desafia a produtividade de soja no leste de Mato Grosso: os solos siltosos e arenosos. Mais suscetíveis à erosão, com baixa retenção de nutrientes e água, essas áreas exigem estratégias específicas de manejo para muitos produtores.

Essa realidade começou a mudar com a intensa troca de experiências na última semana em cinco municípios da região. O encerramento, na sexta-feira 11 de julho, em Gaúcha do Norte, reuniu mais de 240 participantes em atividades focadas nesse tipo de solo. O destaque foi para o manejo da planta daninha resistente pé-de-galinha e para a escolha de cultivares adaptadas às condições locais.

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Associação no apoio aos produtores de soja

Foi nesse cenário que a Aprosoja Mato Grosso encerrou a etapa leste da sua Rodada Técnica, iniciativa que leva conhecimento direto ao produtor com base nos estudos conduzidos nos Centros Tecnológicos da entidade, os CTECNOs. As apresentações técnicas trouxeram resultados de ensaios de campo, testes com materiais comerciais e tecnologias desenvolvidas para enfrentar os desafios das lavouras da região.

Segundo Jhonatan Loss, delegado coordenador do núcleo de Gaúcha do Norte, o grande diferencial desses encontros está na aplicação prática dos dados. As pesquisas são feitas em áreas similares, o que dá mais segurança na hora de adotar as recomendações técnicas.

Para o pesquisador André Somavilla, do CTECNO Araguaia, a Rodada Técnica representa o elo entre ciência e produção. Ele destaca que os materiais que melhor performam nas condições locais são selecionados após testes de campo, e os resultados são apresentados com clareza e objetividade para facilitar a tomada de decisão pelo produtor de soja.

Além de aproximar a pesquisa da realidade do campo, a Aprosoja cumpre um papel essencial ao democratizar o acesso à informação. Rafael Frost, delegado da entidade, lembra que muitos produtores não têm a possibilidade de visitar os centros de pesquisa, o que torna as Rodadas Técnicas uma ferramenta para levar essas informações a todos os associados.



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