sexta-feira, maio 15, 2026

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Nelore zero dentes com 24,5 arrobas impressiona em etapa do Circuito de Qualidade


A pecuária de corte brasileira segue dando show de qualidade, e um exemplo recente vem de Naviraí (MS), onde um lote de animais zero dentes atingiu a impressionante marca de 24,5 arrobas com rendimento de carcaça de 58%. Se eu fosse você, não perdia um segundo, não! Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração e um bom exemplo da pecuária de prateleira de cima!

O feito foi destaque da 4ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, realizada em 8 de julho na unidade da Friboi no município.

Quem apresentou os números foi Douglas Castro, gerente da unidade da Friboi em Naviraí. Ele reforçou a importância do circuito, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), para valorizar a raça, incentivar boas práticas e garantir uma carne cada vez mais valorizada dentro e fora do país.

Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

O destaque absoluto da etapa foi o pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS).

Ele levou ao abate animais bem jovens, com cerca de 110 dias de terminação no cocho, alcançando um nível de acabamento e peso que chamaram a atenção até dos jurados mais experientes.

O resultado é fruto de um trabalho técnico focado em genética Nelore superior, nutrição balanceada e um manejo de excelência. A conquista reforça o papel da pecuária do Mato Grosso do Sul como referência nacional em produtividade e qualidade.

Etapa reuniu 600 animais e revelou outros campeões

Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

Ao todo, a etapa de Naviraí avaliou 600 bovinos, sendo 560 machos e 40 fêmeas, enviados por quatro propriedades da região. Entre as fêmeas, o destaque foi André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, em Laguna Carapã (MS).

Na categoria de machos Nelore, além do primeiro lugar de Wilson Brochmann, a premiação foi completada por:

  • 2º lugar – Paula Ferreira Martins, da Fazenda Dois Irmãos, em Bataguassu (MS)
  • 3º lugar – Agropecuária São Bento, da Fazenda Cristo Rei, em Iguatemi (MS)

A próxima etapa do Circuito Nelore em Naviraí já está marcada para o dia 4 de novembro, reforçando o compromisso contínuo com a valorização da carne bovina de alta qualidade e o avanço da pecuária sustentável e produtiva no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor que duvidava da irrigação hoje opera 12 pivôs e planeja três safras por ano


No Mato Grosso do Sul, onde estiagens e chuvas irregulares são cada vez mais frequentes, um produtor rural conseguiu reverter prejuízos persistentes investindo em irrigação. Nelson Antonini, proprietário do Grupo Antonini, transformou a produtividade das suas fazendas e hoje opera 12 pivôs centrais Valley em 1.380 hectares irrigados, com planos de alcançar até três safras por ano.

Até 2015, Antonini, que cultiva cerca de 16 mil hectares nas fazendas Marialva, Vista Alegre e Alegria do Corupaí, relutava em adotar o sistema de irrigação. “Eu vinha analisando os pivôs há dez anos, mas tinha receio. Parecia algo complicado e caro”, relembra. O cenário mudou quando a comparação dos números se tornou impossível de ignorar.

Na safra de milho de 2021, a produtividade na área sem irrigação despencou para 33 sacas por hectare. Já na área irrigada, o rendimento ficou entre 130 e 147 sacas. Na soja, a diferença foi ainda maior: de 15,5 sacas no sequeiro para até 96 sacas por hectare no irrigado. Para o feijão, a produtividade quase triplicou — de 27 para 75 sacas por hectare.

“Vi que o dinheiro que eu gastava com seguro agrícola podia ser a parcela do pivô. O retorno foi imediato”, destaca Antonini. Além de aumentar a produtividade, a irrigação permitiu diversificar o calendário de cultivo: hoje, o produtor faz soja no verão, milho na segunda safra e, em metade dos pivôs, planta feijão na terceira safra. Nas áreas sem irrigação, ele já prefere não plantar quando o risco de perdas é muito alto.

Outro ponto decisivo foi o suporte técnico na região. A Copasul, cooperativa em Naviraí (MS), se tornou distribuidora Valley local e garante peças de reposição e assistência para os pivôs, além de alternativas como motores a diesel para contornar falhas no fornecimento de energia.

Para Antonini, o investimento mudou não só a produtividade, mas também a segurança para planejar as próximas safras em um clima cada vez mais incerto. “A diferença entre ter pivô e não ter é a tranquilidade para colher o que você plantou”, resume o produtor.

Comparativo de produtividade – Grupo Antonini

Milho saltou de 33 sc/ha (sequeiro) para até 147 sc/ha (irrigado)

Soja subiu de 15,5 sc/ha para até 96 sc/ha

Feijão quase triplicou: de 27 sc/ha para 75 sc/ha





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Saiba as cotações da soja em dia de alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quinta-feira (17), com volume expressivo de negócios tanto nos portos quanto nas praças do interior. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, a combinação entre valorização na Bolsa de Chicago e recuo do dólar ao longo do dia incentivou os produtores a comercializar o grão.

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Os prêmios nos portos se mantiveram relativamente estáveis, sustentados por uma demanda sólida. No interior do país, o basis permaneceu fortalecido, o que também contribuiu para a liquidez. “Como resultado, tivemos um spread positivo e um dia de forte movimentação no mercado”, avalia Silveira.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 pra R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 138,00 pra R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 120,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 pra R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam o dia em alta, após uma semana de perdas. A recuperação foi puxada por compras técnicas, impulsionadas pelo apetite por risco nos mercados internacionais e pela valorização do óleo de soja e do petróleo.

As exportações semanais norte-americanas também deram suporte ao movimento, com 503 mil toneladas embarcadas para a temporada 2024/25 e mais 248,4 mil para 2025/26 dentro das expectativas dos analistas.

Contratos futuros de soja

O contrato da soja em grão para agosto subiu 8,00 centavos de dólar, a US$ 10,12 por bushel. A posição novembro teve alta de 6,00 centavos, cotada a US$ 10,26 ½ por bushel.

Nos subprodutos, o farelo de soja para agosto avançou US$ 0,30, a US$ 268,70 por tonelada. O óleo de soja, no mesmo vencimento, subiu 1,40 centavo, fechando a 56,22 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,25%, negociado a R$ 5,5467 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,5429 na mínima e R$ 5,6099 na máxima do dia, favorecendo os preços da soja brasileira e fortalecendo o ritmo de comercialização no mercado interno.



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conheça Karvadi, o touro que mudou a pecuária brasileira



O Nelore é, sem dúvida, a espinha dorsal da pecuária de corte brasileira. Presente em cerca de 80% do rebanho nacional, segundo a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a raça se consolidou como símbolo de produtividade, rusticidade e adaptação ao clima tropical. No dia 17 de julho, data em que se celebra o Dia Nacional do Nelore, produtores, criadores e apaixonados pela raça aproveitam para homenagear não apenas a trajetória da seleção genética no país, mas também os animais que marcaram época, como o lendário Karvadi.

Assista aqui e compartilhe essa história

Karvadi: o touro indiano que virou lenda no Brasil

Importado da Índia em 1963, Karvadi chegou ao Brasil já com fama: era campeão em competições de tração, respeitado por sua força e imponência. Mas foi na pecuária brasileira que ele se consagrou como um divisor de águas no melhoramento genético do Nelore.

Com uma impressionante formação racial, alta fertilidade e estrutura robusta, Karvadi se destacou entre os primeiros animais a compor os programas de seleção no país. Sua genética influenciou gerações: atualmente, estima-se que sua linhagem esteja presente em 13 dos 15 milhões de Nelores puros existentes no Brasil.

Imortalizado no Museu do Zebu, em Uberaba

Após sua morte, em 1972, Karvadi foi embalsamado e transformado na principal atração do Museu do Zebu, em Uberaba (MG). O espaço preserva sua história e serve como ponto de encontro para quem deseja conhecer a origem da raça que sustenta a pecuária de corte brasileira.

Mais que um símbolo, Karvadi representa o início de uma nova era na bovinocultura nacional, marcada pelo investimento em melhoramento genético, produtividade e eficiência.

Saiba mais sobre a pecuária nacional

O legado de Karvadi vive no campo

A influência de Karvadi segue presente em diversos plantéis de elite e programas de seleção genética em todo o país. Seu legado é celebrado por criadores e especialistas que reconhecem seu papel fundamental na construção de um rebanho mais eficiente, adaptado e competitivo.

Neste Dia do Nelore, a história de Karvadi reforça o orgulho de quem cria e a força de quem investe em genética.





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Congresso Andav em agosto debate o papel do agro na COP30


Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) será realizada em novembro em Belém, no Pará e, por ser um evento que coloca o país em destaque no cenário internacional, tem sido motivo de muitas discussões. O tema terá um painel exclusivo no primeiro dia do Congresso Andav, que acontece de 5 a 7 de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Com mediação da advogada Samanta Pineda, especialista em Direito Socioambiental, sócia do escritório Pineda e Krahn, o painel COP30 no Brasil contará com Eduardo Bastos, diretor executivo do Instituto de Estudos do Agronegócio da Abag, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

O setor do agronegócio se organiza desde o início do ano para uma ampla e ativa participação na COP30. Uma das principais ações em curso é a estruturação de uma inédita “AgriZone”, ou “zona do agro”, uma alusão às tradicionais blue zone (área das autoridades) e green zone (área das entidades) que costumam existir em todas as COPs.

“Graças à presença do dr. Roberto Rodrigues e à sensibilidade do embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que é o presidente designado da COP30, nós teremos um espaço designado para mostrar o quanto o agro faz parte dessa discussão de mudança climática, que é algo pouco representativo nas outras conferências e aqui no Brasil nós vamos ter”, comemora Pineda.

O terceiro ponto que ela abordará durante sua mediação é a impossibilidade de acordo de financiamento climático, cujo valor estimado de US$ 1,3 trilhão não tem a concordância entre países desenvolvidos, além da transição energética justa e as medidas de adaptação a eventos extremos.

Outro ponto forte do 14ª edição do Congresso Andav será o Painel Distribuidor: Acesso Mercado, mediado pelo gerente de Relações Institucionais da Adubos Real, Alberto Yoshida, com a participação de Benhur Vione, diretor de Insumos da 3tentos; Mario Augusto, CEO da Agroshop; e Ricardo Bonacin, CEO Núcleo Agrícola.

“O nosso painel destaca o papel estratégico da Distribuição, que oferece mais do que insumos ao campo, mas entrega confiança, previsibilidade e resultado. É isso que sustenta relações de longo prazo. O que iremos debater aqui é a importância da gestão profissional, da organização e da governança. Nosso segmento, ano após ano, demonstra que é capaz de crescer com consistência e responsabilidade”, antecipa Yoshida.

O mediador também pretende reforçar o protagonismo do distribuidor no dia a dia do campo. “O distribuidor está ao lado do produtor, enfrentando os desafios que impactam diretamente o nosso agro. E é neste painel que vamos discutir esses temas e trazer uma visão detalhada dos bastidores das empresas que hoje são referência em seus modelos de negócio e práticas de gestão”, completa Yoshida.

A programação inclui ainda o Painel Inovação e Tecnologia mediado pela jornalista e Apresentadora da CBN Brasil, Cássia Godoy, com a participação de Alexandre Dal Forno, diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G TIM; Frederico Logemann, head de Estratégia de Inovação da SLC Agrícola; e Gustavo Spadotti, chefe-geral Embrapa Territorial.

Em tempos de restrição ao crédito e alta taxa de juros, o “Painel Crédito na Distribuição”, com mediação do consultor André Pessoa, vai abordar temas como revolução digital, soluções financeiras e estratégias para ampliar o acesso ao crédito no agro. Participam desse painel o diretor de Agronegócios do Banco Santander, Carlos Aguiar Neto; o sócio-fundador Unibarter (Grupo Uniagro), Filipe Paiva; e o sócio-fundador da Ecoagro, Moacir Teixeira.

O Congresso Andav é considerado o principal encontro do segmento de distribuição de insumos agropecuários no Brasil e reúne executivos, distribuidores, fornecedores e especialistas para debater tendências, desafios e oportunidades para o setor. Com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de exposição, o Congresso Andav 2025 terá a participação de 250 marcas expositoras e expectativa de 14 mil participantes.

Sobre os organizadores

Andav
A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários (Andav) há 34 anos representa o Distribuidor de Insumos Agropecuários e atualmente reúne mais de 3.700 unidades comerciais de todas as regiões do Brasil, responsáveis por levar as boas práticas ao campo e acima de tudo zelar pelo bom funcionamento da cadeia produtiva, ao estender conhecimento, produtos, serviços e tecnologia.

Zest Eventos
A Zest Eventos nasce da união de mais de uma década de excelência e sucesso em construir eventos e trabalhar em equipe. Uma empresa dedicada a entregar experiências: além de criar e promover eventos físicos, digitais e híbridos, é especialista em desenvolver consultorias especializadas em marketing, vendas e projetos especiais para o setor B2B.

Congresso Andav 2025

Data: 5 a 7 de agosto de 2025
Horário da Plenária: dia 5 e 6 das 10h às 16h45 | dia 7 das 10h às 16h
Horário de Exposição:
dia 5 das 9 às 21h
dia 6 das 9h às 21h
dia 7 das 9h às 18h
Local: Transamerica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo-SP – Entrada pelo Pavilhão G
Mais informações: https://eventosandav.com.br/



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Confinamento próprio ou boitel? Tamanho do rebanho é chave para decisão certa


Escolher entre confinamento próprio ou terceirizado não é simples. A decisão impacta diretamente os custos da engorda e o retorno financeiro da fazenda. Quer saber qual modelo de confinamento é o mais adequado para você? Assista ao vídeo abaixo e confira as valiosas dicas!

Segundo o zootecnista Maurício Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), o primeiro ponto a ser analisado é o investimento em estrutura, que pode variar de R$ 4 mil a R$ 8 mil por animal instalado.

Para compensar esse alto custo, a fazenda precisa fazer vários giros por ano. Confinar apenas na seca pode não ser suficiente para diluir os custos fixos. É por isso que muitos confinamentos operam também durante o período das águas.

Gestão e mão de obra fazem a diferença

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

Outro fator decisivo é a complexidade da gestão operacional. “Não é só jogar ração no cocho”, alerta Scoton. Ter sucesso com o confinamento exige equipe treinada, controle rigoroso da alimentação e uso de tecnologia para garantir ganho de peso e eficiência máxima.

Um confinamento bem operado pode gerar ganhos diários de 150 a 200 gramas a mais por boi, mesmo usando a mesma dieta de outro com gestão menos eficiente. Isso só é possível com automação, monitoramento por chips e operação contínua — sete dias por semana.

Formar uma equipe de trato realmente eficiente leva tempo, cerca de dois anos de capacitação, o que dificulta a vida de quem quer montar um sistema próprio com pouca experiência.

Poder de compra pesa no custo da dieta

Peões na fazenda. Foto: Divulgação
Peões na fazenda. Foto: Divulgação

A formulação da dieta representa a maior parte dos custos no confinamento. Confinamentos grandes conseguem comprar mais insumos a preços melhores e trabalhar com uma variedade maior de ingredientes, o que permite criar dietas com efeito associativo — combinação de alimentos que melhora a conversão alimentar.

Já confinamentos pequenos enfrentam dificuldade em manter o estoque regular e, muitas vezes, precisam alterar a dieta com frequência, o que compromete o desempenho dos animais.

No fim das contas, o custo da diária pode ser semelhante ao de um boitel, mas com menor eficiência e lucro reduzido.

Para até 2.500 bois, boitel é melhor

Foto: Divulgação/JBS

Para quem engorda de 500 a 1.000 bois por ano, a recomendação de Scoton é clara: o boitel é a melhor escolha. Confinar por conta própria só compensa a partir de 2.500 cabeças, quando há escala suficiente para reduzir custos, manter estoque variado de insumos e formar uma equipe qualificada.

Na hora de escolher um boitel parceiro, o produtor deve buscar:

  • Histórico de resultados comprovados,
  • Tecnologia embarcada no manejo,
  • Transparência nas contas,
  • Diária competitiva.

Eficiência na ponta do lápis

A decisão entre confinamento próprio ou terceirizado deve ser feita com contas bem calculadas, levando em conta capacidade de gestão, poder de compra, investimento inicial e escala de produção.

Como alerta Scoton, “na pecuária, o lucro está na terceira casa depois da vírgula”.



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Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto, diz Lula à TV americana



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil está disposto a sentar à mesa para negociar com os Estados Unidos, mas que jamais aceitará imposições como as do presidente norte-americano Donald Trump, que determinou a aplicação de uma taxa de 50% aos produtos brasileiros.

A afirmação foi feita durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, transmitida nesta quinta-feira (17) pela CNN Internacional.

“O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto. Aceitamos negociação e não imposição”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que não quer “se ver livre dos EUA”, nem brigar com ninguém.

“O que não queremos é ser feitos de reféns. Queremos ser livres”, argumentou.

“Interferência dos EUA é inaceitável”

Lula sugeriu que Trump “reveja alguns de seus posicionamentos”, em especial quando voltados a interferir em assuntos internos do Brasil – como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“É inaceitável interferência dos EUA em assuntos internos do Brasil”, disse Lula ao se referir à carta tornada pública por Trump.

Na carta enviada ao governo brasileiro sobre o tarifaço, Trump diz que Bolsonaro sofre perseguição e que o Brasil não estaria respeitando o ex-presidente.

“Se o presidente Trump estiver disposto a levar a sério as negociações em andamento entre o Brasil e os EUA, estarei aberto a negociar o que for necessário. Mas o importante é que a relação entre os dois países não pode continuar assim”, disse.

Sobre a defesa de Trump a Bolsonaro, Lula reiterou que o Judiciário brasileiro é independente. “Não sou eu quem acusa [Bolsonaro]. É a Corte Suprema”, disse, acrescentando que uma das acusações é de a trama golpista prever assassinato do próprio Lula.

Ele recordou que já foi julgado pela mesma Corte, mas que, em nenhum momento, chegou a cogitar fazer um levante, como o atribuído a Bolsonaro. “Nem mesmo após ter perdido três eleições”.

“Trump não governa o mundo”

Lula lembrou que o Brasil está há meses tentando negociar com os EUA, e que, inclusive, chegou a enviar propostas que poderiam ser colocadas à mesa de negociação. “Enviamos as propostas, mas em vez de nos responderem, vimos notícias com as falas dele feitas fora da via diplomática”.

O presidente brasileiro voltou a reiterar que o melhor a ser feito é dialogar, mas que toda negociação sempre deve ser feita com respeito entre as partes, e que lamenta o fato de os dois países, com relações seculares, chegarem a ponto de uma manifestação desrespeitosa, como a feita por Trump com os brasileiros.

“Trump foi eleito para governar os EUA, e não o mundo”, disse.

“O Brasil merece respeito, e o Trump precisa nos respeitar, assim como nós respeitamos os EUA”.

Lula reiterou que a argumentação de Trump de que as relações comerciais seriam deficitária para os norte-americanos não procede.

Via diplomática

Disse também que tem discutido o problema com empresários e com o setor agropecuarista, na busca por uma solução comercial. Porém, se necessário, fará uso da Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil, ou seja, permitindo o Brasil a taxar de volta os produtos norte-americanos.

“Daremos uma resposta, mas tentaremos primeiro uma solução final pela via diplomática. Eu respeito [o Trump], mas também quero ser respeitado”, acrescentou que sempre teve boas relações com os presidentes anteriores na Casa Branca.

Perguntado sobre as dificuldades de negociação entre presidentes de diferentes correntes políticas, uma vez que Lula seria de uma corrente progressista de esquerda, enquanto Trump seria um conservador de direita, Lula disse que ambos são presidentes de seus países independentemente de suas ideologias.

“Não sou um presidente progressista. Sou o presidente do Brasil. Não vejo o presidente Trump como um presidente de extrema-direita. Vejo-o como o presidente dos EUA. Ele foi eleito pelo povo americano”, afirmou.

Ucrânia e Gaza

Lula considerou positiva a sinalização de Trump para negociar o fim dos conflitos na Ucrânia e em Gaza. No entanto, o presidente brasileiro afirmou ter se decepcionado com as notícias de que os EUA voltariam a aumentar os gastos com armas, e não com a falta de comida e de água no mundo.

“O mundo precisa de comida. Não de armas”, disse.

O presidente retomou as críticas à incapacidade da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial do Conselho de Segurança para encerrar os conflitos.

“Sem interlocutores, as guerras continuarão como acontece em Gaza. Todo dia tem notícias de novos bombardeios. Os membros [do Conselho de Segurança da ONU] precisam se juntar, inclusive para dizer que não estão tendo condições de encontrar soluções”, disse Lula.



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Dia nacional de proteção às florestas: produtores como aliados durante a estiagem



Hoje, dia 17 de julho, é celebrado o Dia Nacional de Proteção às Florestas e, nesta data, o protagonismo dos produtores rurais de todo o país ganha destaque. Durante o período de estiagem, quando os riscos de incêndios aumentam devido à seca, os agricultores assumem a responsabilidade de prevenir e combater o fogo. Com isso, protegem suas propriedades e, também, áreas de preservação e florestas nativas.

A construção de aceiros, a formação de brigadas, a manutenção de equipamentos e a capacitação das equipes reforçam o papel dos produtores como aliados fundamentais na preservação ambiental.

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Apoio aos produtores

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reconhece e apoia esse protagonismo dos agricultores, com apoio anual de campanhas educativas e distribuindo cartilhas com orientações sobre como se preparar para o período de seca. Por isso, a associação também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), atuando em parceria com órgãos públicos e instituições no enfrentamento aos incêndios no estado.

Para Rafael Krzyzanski, delegado do núcleo de Sorriso, o agricultor é um agente essencial na defesa do meio ambiente, já que precisa proteger sua produção e o território onde vive. Qualquer foco de incêndio, segundo ele, representa ameaça à atividade rural e à sustentabilidade do campo.

Em regiões distantes do Corpo de Bombeiros, como Juara, a ação dos próprios produtores é decisiva. Jaqueline Piovezan, delegada do núcleo do Vale do Arinos, enfrentou um incêndio em sua fazenda no ano passado e contou com o apoio de vizinhos e da preparação adquirida por meio das cartilhas e capacitações da Aprosoja MT.

Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, o produtor rural é o verdadeiro guardião das florestas no Brasil. Ele destaca que boa parte da vegetação nativa se mantém preservada em propriedades privadas, por meio de reservas legais e áreas de proteção permanente, o que reforça o compromisso ambiental do setor produtivo.



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Brasil pode diluir o volume de carne comprada pelos EUA a outros 160 destinos, diz Assocon



O presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Maurício Velloso, acredita que não há motivo para a pecuária nacional temer a imposição de 50% de tarifa nas exportações aos Estados Unidos.

Segundo ele, o setor pode, com facilidade, diluir as 185 mil toneladas de carne bovina compradas pelos norte-americanos no primeiro semestre deste ano aos mais de 160 países que atualmente adquirem a proteína nacional.

Contudo, ele não desconsidera a importância que a terra de Donald Trump passou a representar aos embarques da carne bovina brasileira, cujo crescimento foi na ordem de 104% entre 2024 e o primeiro semestre de 2025.

“Entretanto, este valor, este volume, apesar de ter crescido de forma significativa, desejável e merece aplausos por isso, ainda assim não é tão representativo frente a todo o volume exportado pelo Brasil”, ressalta.

Neste contexto, Velloso diz não enxergar como lícita a pressão exercida por algumas indústrias para que o pecuarista acredite ser justo reduzir o preço pago a ele pela arroba. “Isso, de fato, vai contra os interesses de todo o mundo, de toda a pecuária nacional e do bom equilíbrio entre os elos da cadeia produtiva”, define.

Para ele, as tarifas impostas por Donald Trump impactam negativamente, sobretudo, os Estados Unidos. “O mercado de carne norte-americano sofre muito com o menor rebanho dos Estados Unidos desde 1960. Hoje, o rebanho bovino norte-americano é equivalente ao rebanho de 1960, sendo que, de lá para cá, cresceram muito tanto o mercado interno quanto as exportações norte-americanas”, contextualiza.

Assim, conforme o presidente da Assocon, a demanda por proteína animal dos Estados Unidos é fortíssima e o Brasil leva vantagem por ter um produto mais barato, praticamente 1/3 do custo da arroba norte-americana. “A carne bovina brasilera é interessantíssima para o mercado interno americano porque ela, é basicamente, utilizada para o blend de fabricação de hambúrguer e almôndegas, que é o grande mercado interno americano.”

Na opinião de Velloso, a taxação de 50% deve ser repensada pelo presidente dos Estados Unidos porque ela não é benéfica para ninguém. “Nós confinadores permanecemos com o nosso trabalho de bem produzir, de manter a oferta suficiente para atender o mercado externo e também o interno”, afirma.

Por fim, o presidente da entidade ressalta que o mercado pecuário já passou por momentos muito piores do que as taxas norte-americanas que podem começar a vigorar em 1 de agosto e, mesmo assim, se mantém em desenvolvimento constante.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ministro Augusto Nardes destaca vitória do agro com aprovação da securitização de dívidas


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (16), o Projeto de Lei 5122, que cria uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social para refinanciar dívidas de produtores rurais atingidos por desastres climáticos. A chamada securitização das dívidas rurais foi aprovada por ampla maioria: 346 votos a favor e 96 contrários. A proposta agora segue para análise no Senado Federal.

O texto prevê o uso de recursos do Fundo Social, com foco especial nos produtores afetados por fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e estiagens que devastaram regiões do Rio Grande do Sul nos últimos anos. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o prejuízo acumulado no campo alcança R$ 106,6 bilhões nas culturas de arroz, soja, milho e trigo. Considerando toda a cadeia do agronegócio, as perdas ultrapassam os R$ 319 bilhões — valor equivalente a cerca de 49% do PIB gaúcho em 2023.

Pelo texto aprovado, terão acesso à securitização os produtores localizados em municípios que tenham registrado ao menos dois eventos climáticos graves reconhecidos entre 2020 e 2025. É necessário comprovar perdas superiores a 30% em duas safras distintas.

O ministro Augusto Nardes comemorou o resultado e destacou que a aprovação do PL 5122 representa um novo horizonte para os agricultores, especialmente os do Rio Grande do Sul. Para ele, o avanço do projeto é uma resposta concreta aos desafios enfrentados por quem produz alimento em meio às adversidades climáticas. “É fundamental que o Estado assuma a responsabilidade de proteger esses agricultores, implementando políticas de prevenção climática e irrigação que garantam a segurança hídrica, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, disse.

Nardes lembrou que, nos últimos 25 anos, o Estado enfrentou três enchentes devastadoras e duas secas severas, comprometendo seriamente a produção agrícola. Ele também resgatou sua experiência em 1999, quando liderou um movimento com 20 mil pessoas em Brasília para negociar a securitização e foi o idealizador do modelo 4,20,40: quatro anos de carência, 20 anos de prazo e 40% de rebate.

O ministro revelou que orientou tecnicamente o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, para incluir no PL a vinculação dos recursos do Fundo Social à rubrica do pré-sal destinada a ações climáticas, estratégia que, segundo ele, foi decisiva para a aprovação sem comprometer o arcabouço fiscal. “Sem essa abordagem, o projeto não teria passado”, afirmou.

Nardes também agradeceu aos deputados Pedro Westphalen, autor do projeto, e Afonso Hamm, relator da proposta, pelo empenho na tramitação do PL, além de reconhecer o trabalho de articulação realizado por Gedeão Pereira. “Essa aprovação é uma demonstração clara de que, quando trabalhamos juntos, podemos construir um futuro melhor para nossos agricultores e para o Brasil”, finalizou.





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