sexta-feira, maio 15, 2026

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Mercado do açúcar mantém viés de baixa neste primeiro dia de julho


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Nesta terça-feira (1), o mercado do açúcar segue pressionado, refletindo as incertezas sobre a demanda global e a expectativa de excedente na oferta. Os contratos com vencimento em outubro/25 são negociados a 15,80 cents de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova Iorque, com queda de 2,47%, enquanto o março/26 recua 2,13%, cotado a 16,58 cents.

A forte retração começou ainda na segunda-feira, quando o açúcar em NY atingiu a mínima dos últimos 4 anos e meio, com destaque para a liquidação do contrato de julho diante da perspectiva de grandes entregas antes do vencimento. A consultoria Czarnikow agravou o cenário ao projetar um superávit global de 7,5 milhões de toneladas para 2025/26 — o maior em oito anos.

No Brasil, os números da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) apontam retração nas atividades. Na primeira quinzena de junho, a moagem no Centro-Sul somou 38,78 milhões de toneladas, queda de 21,49% ante as 49,40 milhões do mesmo período da safra passada. No acumulado até 16 de junho, o total processado é de 163,58 milhões de toneladas, recuo de 14,33% na comparação anual.

Atualmente, 255 unidades estão em operação na região, número próximo ao registrado em 2024, embora as condições climáticas estejam dificultando a colheita. “Já operamos com 95% da capacidade ativa, mas o volume colhido está abaixo da média devido ao excesso de umidade”, explica Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA.

O indicador de qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) atingiu 128,66 kg por tonelada de cana na primeira quinzena de junho, contra 134,55 kg/t no mesmo período de 2024, queda de 4,37%. No acumulado da safra, a retração é de 4,54%.

A produção de açúcar na quinzena somou 2,45 milhões de toneladas, 22,12% inferior aos 3,15 milhões de toneladas do ano anterior. No acumulado, a produção totaliza 9,40 milhões de toneladas, ante 11,02 milhões no ciclo anterior (-14,63%).

Já a produção de etanol caiu 17,97% para o hidratado e 26,97% para o anidro na primeira quinzena de junho. No acumulado da safra, os números mostram recuo de 14,21%, com produção total de 7,50 bilhões de litros, 4,94 bilhões de hidratado e 2,56 bilhões de anidro.

No mercado spot paulista, o açúcar cristal branco registrou seu menor preço nominal desde julho de 2021. Na sexta-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-180) fechou em R$ 117,00/saca de 50 kg, acumulando queda de 4,4% na semana. Mesmo com o cenário de baixa, o produto ainda é mais rentável no mercado interno que nas exportações.

Por outro lado, o etanol encerrou o mês em alta. Entre 23 e 27 de junho, o etanol hidratado subiu 1,57%, com o Indicador CEPEA/ESALQ em R$ 2,6099/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O etanol anidro teve alta de 2,84%, cotado a R$ 2,9962/litro. Segundo o CEPEA, fatores como chuvas, geadas, aumento da mistura obrigatória do anidro para 30% e maior volume de vendas nas usinas sustentaram os preços.

 





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Carbono no solo vira lucro no campo



“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade”



“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade"
“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade” – Foto: Canva

Uma nova solução que une biologia molecular, metagenômica e inteligência microbiológica promete transformar práticas sustentáveis em ganhos concretos de produtividade. A análise de índices de carbono no solo, agora integrada à caracterização da microbiota, permite que o produtor rural enxergue o solo como um organismo vivo e estratégico, indo além do seu papel físico como suporte para as lavouras.

A GoGenetic Agro, empresa do Grupo GoGenetic especializada em genética e biologia do solo, é a responsável pelo lançamento do serviço. A análise detalha o potencial do solo de capturar ou liberar carbono com base em sequenciamento genético de última geração e bioinformática avançada. O diagnóstico resulta em laudos técnicos completos e recomendações de manejo personalizadas, elaboradas por especialistas em agronomia e microbiologia.

“Essa análise transforma um ativo invisível — o carbono orgânico — em um indicador estratégico de valor. Com ela, o produtor passa a enxergar se o solo está em processo de regeneração ou degradação, e como sua microbiota pode favorecer o acúmulo de matéria orgânica”, afirma Vânia Pankievicz, Diretora de operações da GoGenetic Agro.

Além de ser um indicador ambiental, o carbono orgânico é também um importante fator agronômico. Solos ricos em carbono retêm mais água, têm melhor estrutura física, absorvem mais nutrientes e são mais resilientes ao clima. Segundo a FAO, cada 1% adicional de carbono pode aumentar em até 20 mil litros por hectare a capacidade de retenção de água.

“Com a biologia molecular, conseguimos entender o solo em profundidade: não apenas o que ele tem, mas como ele funciona. Com essa visão, entregamos ao produtor uma verdadeira ferramenta de gestão agronômica para produtividade e sustentabilidade”, complementa Vânia Pankievicz.





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China pode limitar oferta de inseticida



Possível restrição chinesa no clorantraniliprole preocupa produtores




Foto: Canva

A ameaça de restrições na oferta global de clorantraniliprole pela China, maior produtora da molécula, acendeu um alerta no setor agropecuário brasileiro. A substância é uma peça-chave no combate a pragas que atacam culturas estratégicas como soja, milho, algodão, citros e café. Qualquer redução na sua disponibilidade pode comprometer o manejo de lavouras e elevar os custos de produção no país.

Segundo dados do setor, além da possível limitação no volume exportado, exigências mais rigorosas envolvendo padrões de qualidade e práticas sustentáveis na fabricação do ingrediente ativo também entram na conta e podem pressionar ainda mais a cadeia de fornecimento de defensivos agrícolas.

O clorantraniliprole pertence à classe das diamidas antranílicas e é reconhecido por sua eficiência seletiva no controle de pragas mastigadoras — como lagartas e besouros — por meio da paralisação dos músculos dos insetos. Essa atuação precisa e eficaz fez com que o ingrediente se tornasse indispensável nos programas de Manejo Integrado de Pragas em diversas regiões produtoras do Brasil.

“É uma situação que exige atenção imediata dos agricultores. Dependendo da gravidade da restrição, os impactos podem ser sentidos já nas próximas safras, com possível encarecimento dos insumos e risco de desabastecimento”, avalia Gabriel Paggiaro, gerente de marketing da Ourofino Agrociência.

Na tentativa de reduzir a dependência da importação, a indústria nacional já começa a movimentar alternativas. Uma das apostas da Ourofino é o inseticida Goemon, desenvolvido com foco nas condições da agricultura tropical. A solução tem se mostrado eficiente no controle das principais espécies de lagartas e se encaixa nos protocolos de sustentabilidade exigidos pelo mercado atual.

Para além da substituição pontual, a possível crise de fornecimento reforça a necessidade de planejamento estratégico por parte do produtor. “O cenário global está cada vez mais sensível a fatores geopolíticos e ambientais. Por isso, a escolha de fornecedores que garantam inovação, suporte técnico e segurança no fornecimento é fundamental para a estabilidade do campo”, acrescenta Gabriel.





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Mercado de cebola ganha reforço estratégico



A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo



A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo
A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo – Foto: Pixabay

A Sakata Seed Sudamerica anunciou a aquisição total da Agritu Sementes, com sede em Ituporanga (SC), concluída em 30 de maio de 2025. A negociação foi feita por meio da Sakata Seed Corporation e representa um movimento estratégico para ampliar a atuação da companhia no mercado sul-americano de cebolas.

Segundo informações da empresa, a incorporação da Agritu trará um reforço relevante ao portfólio da Sakata, com destaque para a expansão da oferta de variedades de alta performance. Com 30 anos de atuação, a Agritu é reconhecida pela expertise na cebolicultura, investindo constantemente em tecnologia, estrutura e qualificação profissional.

“Saber que a nossa expertise acumulada ao longo de muitos anos no segmento da cebolicultura, na construção de uma marca de alto valor para o mercado regional, terá o seu potencial ampliado para alcançar novos patamares, nos deixa muito satisfeitos e seguros acerca desta decisão. E, tudo isto, potencializando a qualidade, a confiança e o foco em inovação que nos trouxeram até aqui, valores compartilhados com a Sakata, que certamente trarão inúmeros benefícios para os nossos clientes, parceiros e colaboradores”, destacam Arno Zimmermann e Sebastião Müller, co-fundadores da Agritu.

Mesmo após a aquisição, ambas as empresas manterão suas operações e marcas de forma independente, respeitando os vínculos com colaboradores, clientes e fornecedores. O objetivo é preservar as identidades construídas e potencializar os pontos fortes de cada uma.

A expectativa é que a união fortaleça o setor como um todo, com o lançamento de novas cultivares e ampliação da cobertura aos produtores da América do Sul. Nos próximos meses, Sakata e Agritu realizarão comunicações diretas com seus públicos para esclarecer os próximos passos da integração.

 





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Câmara aprova projeto que facilita acesso do agricultor familiar ao benefício garantia-safra



A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que diminui de 50% para 40% o mínimo de perda de safra para o agricultor familiar acessar o benefício garantia-safra. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Carlos Veras (PT-PE), o Projeto de Lei 1282/24 foi aprovado nesta quarta-feira (16) com substitutivo do relator pela Comissão de Finanças e Tributação, deputado Zé Neto (PT-BA).

A perda se refere ao conjunto da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão que tenha sido perdida em razão de estiagem ou excesso de chuvas.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, gestor do Fundo Garantia-Safra, poderá definir outras culturas respeitando especificidades locais e regionais.

Já o valor, fixado em lei no total de R$ 1,2 mil anuais, no máximo, por família e pagos em seis parcelas mensais, passará a ser definido pelo ministério, com pagamento em até três parcelas mensais de acordo com a disponibilidade orçamentária.

Quando houver decreto nacional de situação de emergência ou estado de calamidade pública, ou em razão de pandemia ou epidemia, o pagamento do benefício será feito em parcela única.

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o projeto melhorará os critérios para os municípios do Nordeste acessarem o Fundo Garantia-Safra. “Estamos melhorando o acesso ao programa para fazer distribuição de renda e ajudar os agricultores familiares que, por algum motivo, perderam seu plantio e não tiveram a safra esperada”, afirmou.

Motta disse que a votação da proposta resulta de acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), para pautar o tema antes do recesso.

Novos projetos

O texto aprovado permite ao fundo bancar novas despesas com ações e projetos de convivência com o Semiárido, aumento da capacidade produtiva e enfrentamento às mudanças climáticas.

Esses projetos poderão ser na forma da introdução de tecnologias, lavouras e espécies animais adaptadas às condições locais; pela capacitação e profissionalização dos agricultores familiares; pelo estímulo ao associativismo e ao cooperativismo; e pela ampliação do acesso dos agricultores familiares ao crédito rural.

Agricultura familiar

O relator do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Luiz Couto (PT-PB), afirmou que a ampliação e a modernização dos mecanismos de apoio à agricultura familiar se harmonizam com pilares constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades regionais e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.

“Tais valores ganham especial relevo quando se trata de prover instrumentos eficazes de resiliência e continuidade produtiva a comunidades historicamente vulneráveis às adversidades climáticas”, disse Luiz Couto.

Para o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o projeto vai garantir melhorias no Plano Safra que precisam acontecer diante das mudanças climáticas. “Isso deveria nos lembrar que as questões climáticas nos trazem custos. Temos de reparar os atingidos e parar os mecanismos que continuam a causar os eventos climáticos extremos”, afirmou o deputado.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou a diferença de critérios entre a proposta e o Projeto de Lei 5122/23, aprovado pouco antes pelos deputados.

“Aqui são pouco mais de R$ 600 milhões para o seguro safra da agricultura familiar. No projeto anterior, foram R$ 30 bilhões para grandes proprietários rurais. Aqui o agricultor familiar precisa comprovar 40% de perda para acessar o seguro. Ali, para acessar até R$ 10 milhões, é só comprovar 20% ou nada, se for cooperativa. Esse tratamento desigual tem de deixar de existir”, disse.

Em entrevista à Rádio Câmara, Carlos Veras afirmou que o projeto beneficia todo o país, mas será extremamente importante para o Nordeste. A região, de acordo com ele, sofre com um regime irregular de chuvas. “Nós somos atingidos duas vezes: na seca e na chuva concentrada [que provoca alagamentos.”



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veja os preços da arroba e do mercado atacadista



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar queda nos preços nesta quinta-feira (17).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando ainda os efeitos do adicional tarifário imposto pelos Estados Unidos.

“Com as tarifas, o Brasil deixa de ser competitivo para os Estados Unidos e a indústria frigorífica brasileira busca caminhos para suprir a ausência do segundo grande importador de carne bovina do país em 2025”, ressalta.

Segundo ele, além disso, pesa sobre o mercado a entrada de animais confinados, que oferecem uma menor capacidade de retenção para o pecuarista.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 297,83 — ontem: R$ 298,67
  • Goiás: R$ 279,64 — R$ 281,43
  • Minas Gerais: R$ 283,53 — R$ 284,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 296,70 — R$ 297,73
  • Mato Grosso: R$ 296,35 — R$ 298,92

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina caíram no mercado atacadista nesta quinta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com o consumo mais lento no decorrer da segunda quinzena do mês.

“Soma-se a isso a menor competitividade da carne bovina se comparado às proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,80 por quilo, queda de R$ 0,70; o quarto dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, redução de R$ 1,25; e a ponta de agulha a R$ 17,50 por quilo, diminuição de R$ 1,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,5467 para venda e a R$ 5,5447 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5429 e a máxima de R$ 5,6099.



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Capim-amargoso resistente acende alerta



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas



O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas
O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas – Foto: Pixabay

O avanço da resistência múltipla do capim-amargoso (Digitaria insularis) preocupa produtores e técnicos agrícolas em Chapadão do Céu (GO) e Chapadão do Sul (MS). Segundo José Herickson, gerente agrícola no Grupo Safra, foi confirmada a resistência de biótipos da planta daninha aos herbicidas cletodim e haloxifope-p-metílico (Grupo 1 – Inibidores da ACCase) e ao glifosato (Grupo 9 – Inibidor da EPSPS), conforme alerta técnico divulgado pelo HRAC-BR em 14 de julho.

A constatação foi feita com base em estudos conduzidos com metodologias reconhecidas, reforçando a necessidade de adoção imediata de estratégias de controle. O capim-amargoso já é conhecido por sua capacidade de desenvolver resistência, tanto simples quanto múltipla, o que exige vigilância constante em áreas agrícolas de alta produtividade e também de culturas mais sensíveis.

Nesse cenário, entre as recomendações para técnicos, consultores e produtores, destacam-se a implementação do manejo integrado de plantas daninhas, o uso de sementes certificadas (especialmente para culturas como soja, milho e algodão), e a limpeza rigorosa de maquinários agrícolas antes e depois do uso em áreas suspeitas. Também é essencial eliminar manualmente as plantas remanescentes ou utilizar herbicidas com diferentes mecanismos de ação, promovendo a rotação de produtos.

O caso reforça a urgência de práticas agronômicas sustentáveis e preventivas, evitando que a resistência se dissemine e comprometa o controle químico em lavouras brasileiras. As informações foram divulgadas pelo especialista na rede social LinkedIn.

 





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Brasil lidera em biológicos e tarifas dos EUA podem ajudar na diversificação do mercado



O mercado brasileiro de produtos biológicos para controle de pragas e doenças na agricultura registrou crescimento de 206% nos últimos cinco anos, saltando, assim, de US$ 269 milhões em 2019 para US$ 828 milhões em 2024.

No segmento, os bioinseticidas lideram a escalada, com expansão de 265% no período, indo de US$ 100 milhões para US$ 365 milhões, conforme dados da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer.

De acordo com o presidente e sócio fundador da empresa, Mark Trimmer, nenhum outro mercado do mundo deu um salto tão representativo e rápido no setor como o Brasil.

Por conta dessa atratividade, o número de empresas que fornecem soluções biológicas à agricultura aumenta a cada dia. Apesar disso, o especialista não acredita que o país esteja próximo de uma “bolha de crescimento”.

“Continuamos vendo o crescimento do Brasil superando todos os outros países. O tamanho da oportunidade de mercado e o desenvolvimento bem-sucedido de biológicos em culturas extensivas de grãos têm sido fatores impulsionadores. Sem dúvida, esse crescimento rápido irá desacelerar em algum momento, mas, por enquanto, vemos oportunidade contínua para maior crescimento do mercado brasileiro”, considera.

Ao olhar especificamente para o mercado agrícola latino-americano, Trimmer enxerga muitos desafios, mas também oportunidades no panorama atual, incentivados, por tabela, pelo anúncio de tarifas comerciais por parte de Donald Trump, visto que empresas da região precisarão procurar novos parceiros.

“A política comercial dos Estados Unidos pode abrir novos mercados para produtos latino-americanos. As eleições presidenciais brasileiras em outubro de 2026 podem, também, mudar drasticamente as políticas atualmente em vigor, o que pode ser positivo ou negativo para investimentos futuros e desenvolvimento do mercado biológico”.

A esse respeito, o presidente da DunhamTrimmer enxerga que o rápido crescimento do mercado de biológicos brasileiro continuará dando sequência a aquisições de empresas nacionais do ramo por players globais.

“No setor de bioestimulantes e biofertilizantes, o impulso do Brasil para diminuir a forte dependência de fertilizantes importados pode criar algumas oportunidades interessantes de investimento”, destaca.

Trimmer vem ao Brasil para detalhar este tema e as projeções para o futuro durante o Biocontrol & Biostimulants Latam, em Campinas, São Paulo, no dia 29 de julho, em palestra às 11h com o tema Latin America Biological Market Overview (Visão geral do mercado biológico da América Latina).

Serviço

Biocontrol & Biostimulants Latam 2025
28 a 30 de julho de 2025
Royal Palm – Campinas (SP)
Mais informações aqui



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Nelore zero dentes com 24,5 arrobas impressiona em etapa do Circuito de Qualidade


A pecuária de corte brasileira segue dando show de qualidade, e um exemplo recente vem de Naviraí (MS), onde um lote de animais zero dentes atingiu a impressionante marca de 24,5 arrobas com rendimento de carcaça de 58%. Se eu fosse você, não perdia um segundo, não! Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração e um bom exemplo da pecuária de prateleira de cima!

O feito foi destaque da 4ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, realizada em 8 de julho na unidade da Friboi no município.

Quem apresentou os números foi Douglas Castro, gerente da unidade da Friboi em Naviraí. Ele reforçou a importância do circuito, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), para valorizar a raça, incentivar boas práticas e garantir uma carne cada vez mais valorizada dentro e fora do país.

Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Machos Nelore, o 1º lugar, do pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

O destaque absoluto da etapa foi o pecuarista Wilson Brochmann, da Fazenda Maragogipe, em Itaquiraí (MS).

Ele levou ao abate animais bem jovens, com cerca de 110 dias de terminação no cocho, alcançando um nível de acabamento e peso que chamaram a atenção até dos jurados mais experientes.

O resultado é fruto de um trabalho técnico focado em genética Nelore superior, nutrição balanceada e um manejo de excelência. A conquista reforça o papel da pecuária do Mato Grosso do Sul como referência nacional em produtividade e qualidade.

Etapa reuniu 600 animais e revelou outros campeões

Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)
Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

Ao todo, a etapa de Naviraí avaliou 600 bovinos, sendo 560 machos e 40 fêmeas, enviados por quatro propriedades da região. Entre as fêmeas, o destaque foi André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, em Laguna Carapã (MS).

Na categoria de machos Nelore, além do primeiro lugar de Wilson Brochmann, a premiação foi completada por:

  • 2º lugar – Paula Ferreira Martins, da Fazenda Dois Irmãos, em Bataguassu (MS)
  • 3º lugar – Agropecuária São Bento, da Fazenda Cristo Rei, em Iguatemi (MS)

A próxima etapa do Circuito Nelore em Naviraí já está marcada para o dia 4 de novembro, reforçando o compromisso contínuo com a valorização da carne bovina de alta qualidade e o avanço da pecuária sustentável e produtiva no Brasil.



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Produtor que duvidava da irrigação hoje opera 12 pivôs e planeja três safras por ano


No Mato Grosso do Sul, onde estiagens e chuvas irregulares são cada vez mais frequentes, um produtor rural conseguiu reverter prejuízos persistentes investindo em irrigação. Nelson Antonini, proprietário do Grupo Antonini, transformou a produtividade das suas fazendas e hoje opera 12 pivôs centrais Valley em 1.380 hectares irrigados, com planos de alcançar até três safras por ano.

Até 2015, Antonini, que cultiva cerca de 16 mil hectares nas fazendas Marialva, Vista Alegre e Alegria do Corupaí, relutava em adotar o sistema de irrigação. “Eu vinha analisando os pivôs há dez anos, mas tinha receio. Parecia algo complicado e caro”, relembra. O cenário mudou quando a comparação dos números se tornou impossível de ignorar.

Na safra de milho de 2021, a produtividade na área sem irrigação despencou para 33 sacas por hectare. Já na área irrigada, o rendimento ficou entre 130 e 147 sacas. Na soja, a diferença foi ainda maior: de 15,5 sacas no sequeiro para até 96 sacas por hectare no irrigado. Para o feijão, a produtividade quase triplicou — de 27 para 75 sacas por hectare.

“Vi que o dinheiro que eu gastava com seguro agrícola podia ser a parcela do pivô. O retorno foi imediato”, destaca Antonini. Além de aumentar a produtividade, a irrigação permitiu diversificar o calendário de cultivo: hoje, o produtor faz soja no verão, milho na segunda safra e, em metade dos pivôs, planta feijão na terceira safra. Nas áreas sem irrigação, ele já prefere não plantar quando o risco de perdas é muito alto.

Outro ponto decisivo foi o suporte técnico na região. A Copasul, cooperativa em Naviraí (MS), se tornou distribuidora Valley local e garante peças de reposição e assistência para os pivôs, além de alternativas como motores a diesel para contornar falhas no fornecimento de energia.

Para Antonini, o investimento mudou não só a produtividade, mas também a segurança para planejar as próximas safras em um clima cada vez mais incerto. “A diferença entre ter pivô e não ter é a tranquilidade para colher o que você plantou”, resume o produtor.

Comparativo de produtividade – Grupo Antonini

Milho saltou de 33 sc/ha (sequeiro) para até 147 sc/ha (irrigado)

Soja subiu de 15,5 sc/ha para até 96 sc/ha

Feijão quase triplicou: de 27 sc/ha para 75 sc/ha





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