sexta-feira, maio 15, 2026

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Trigo, soja e milho recuam em Chicago


Segundo informações da TF Agroeconômica desta quarta-feira (17), os mercados de trigo, soja e milho abriram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo principalmente o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as previsões climáticas positivas para as lavouras norte-americanas. A valorização do dólar frente ao euro também impacta negativamente a competitividade das exportações dos EUA, contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais.

O trigo setembro/25 recuou para US\$ 537,25 por bushel, com o contrato dezembro/25 a US\$ 557,75. No Brasil, o indicador CEPEA no Paraná caiu 0,04% no dia, a R\$ 1.475,81, enquanto no Rio Grande do Sul houve leve alta de 0,27%, a R\$ 1.327,32. Já no mercado físico, a safra nova avança em Goiás e Minas Gerais, com preços ao redor de R\$ 1.300 FOB. No RS, vendedores pedem R\$ 1.250 FOB e compradores oferecem R\$ 1.200 FOB; no Paraná, compradores oferecem R\$ 1.400 CIF, mas não há vendedores.

A soja agosto/25 recuou US\$ 2,00 e fechou a US\$ 1.011,50, impactada pelas boas perspectivas climáticas no Meio-Oeste americano. No Brasil, os preços seguem mistos: o CEPEA Interior PR caiu 0,48%, a R\$ 129,52, enquanto em Paranaguá subiu 0,06%, a R\$ 136,48. No Paraguai, a tonelada foi cotada a US\$ 362,41, com alta de 6,80 dólares. Apesar da queda, rumores de compras chinesas e a demanda por biodiesel sustentam parte dos preços.

No milho, o contrato setembro/25 recuou US\$ 1,75, para US\$ 403,50 por bushel. O clima favorável nos EUA e incertezas comerciais pressionam o cereal. No Brasil, a B3 teve alta de 0,58% no contrato setembro, a R\$ 64,03, e 0,25% no janeiro/26, a R\$ 71,55. O indicador CEPEA subiu 0,10% no dia, a R\$ 62,84, mas acumula queda de 6,24% no mês. No Paraguai, os preços variam entre US\$ 145 e US\$ 185/t, dependendo da região e mês de entrega.

 





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Brasil exporta 389,2 mil toneladas de arroz no primeiro semestre de 2025



O Brasil encerrou o primeiro semestre do ano com exportação de 389,2 mil toneladas de arroz beneficiado e receita de US$ 123,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz),

Os números representam uma queda de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Senegal, Gâmbia e Peru foram os principais destinos do arroz brasileiro.

“Esse resultado é, entre outros fatores, reflexo da retomada das exportações de arroz pela Índia, que estavam suspensas desde 2022. O retorno desse importante exportador global ao circuito, em outubro do ano passado, impactou consideravelmente a competitividade do arroz brasileiro. De março para cá, porém, com a entrada da safra, tivemos preços mais competitivos, o que nos deixa otimistas para este segundo semestre”, explica o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

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No mês de junho, foram embarcadas 71,8 mil toneladas do grão, com receita de US$ 20,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também houve incremento na receita, de 16%., diz relatório da Abiarroz.

“Tivemos uma ampliação significativa de embarques para Portugal, que figura como o quarto principal destino das exportações em junho, com 4,5 mil toneladas de arroz enviadas”, afirma Trevisan.

Importações

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro semestre do ano, 695 mil toneladas de arroz beneficiado, com desembolso de US$ 212,5 milhões. Isso representa uma queda de 11,9% no volume importado e de 38,9% no valor quando comparado ao primeiro semestre de 2024.

No mês de junho de 2025, foram importadas 112,3 mil toneladas, representando um aumento de 4% nas importações do mês na comparação com o mesmo período de 2024.



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Suco de laranja: tarifas americanas preocupam o setor


Laranja Indústria, Fundecitrus
Foto: Citrus BR

A tarifa adicional de 50% sobre as importações de suco de laranja brasileiro, imposta pelos EUA, ameaça a sustentabilidade da cadeia citrícola nacional e desestabiliza o principal fluxo comercial internacional dessa commodity. É isso o que indicam os  pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A medida compromete a competitividade do Brasil, líder global em exportações de suco. Além disso, impõe pressões inflacionárias ao mercado norte-americano, fortemente dependente do fornecimento brasileiro de suco de laranja. 

Esse cenário é visto justamente em um contexto de recuperação da safra paulista de laranja. Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação entre ampla oferta e entraves comerciais tende a resultar no acúmulo de estoques industriais e na retração das cotações no mercado interno. 

Ainda mais, pesquisadores do Cepea indicam que o redirecionamento de volumes originalmente destinados aos Estados Unidos para os mercados europeu e doméstico poderá intensificar a pressão sobre os preços internacionais, com efeitos colaterais em toda a cadeia. 

Dessa forma, no curto prazo, espera-se que esse excedente resulte em desequilíbrios nos estoques e em redução das margens da indústria.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Licenciamento ambiental moderniza e desburocratiza o país, avalia CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou, em nota, que o projeto de lei do licenciamento ambiental, aprovado na quarta-feira (16) pela Câmara dos Deputados vai modernizar, desburocratizar e garantir segurança jurídica e ambiental ao país. Para a CNA, o marco legal do licenciamento ambiental vai evitar ainda perdas de competitividade para o País.

O marco legal do licenciamento ambiental uniformiza os procedimentos para emissão de licença ambiental em todo o país, com definições de prazos para os processos. A proposta simplifica a concessão de licença para empreendimentos de menor impacto ambiental. O texto agora segue para sanção presidencial.

Em nota, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, destaca que a ausência de uma lei geral que trate do licenciamento ambiental de forma geral tornava o procedimento de licenciamento diferente em cada Estado, além de gerar divergências de entendimentos entre órgãos federais, estaduais e o Ministério Público.

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“O texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo, ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país e para a economia”, disse Ananias. Segundo ele, o novo marco legal vai reduzir a demora na aprovação dos pedidos de licenciamento ambiental, atualizar normas criadas na década de 1990 e gerar mais segurança jurídica aos investidores do setor.

Na avaliação de Ananias, as novas regras previstas no projeto de lei do licenciamento não “excluem a rigidez da legislação ambiental brasileira”. De acordo com ele, produtores vão continuar produzindo em respeito ao Código Florestal e submetidos ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mesmo aqueles produtores de atividades de baixo impacto ambiental que estão isentas de licenciamento. Nas atividades agropecuárias não enquadráveis na isenção, os produtores terão que fazer a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), segundo Ananias.



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Tarifaço de Trump coloca em risco principal polo exportador de frutas do Brasil



Considerado o principal polo exportador de frutas do país, a Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco) afirma que a implementação da taxação de 50% sobre as exportações brasileiras pode causar “efeitos devastadores” ao produtores do Nordeste.

De acordo com a Valexport, a fruticultura irrigada do Vale do São Francisco movimenta cerca de US$ 500 milhões em exportações anuais. O setor de exportação de frutas brasileiras gera cerca de 250 mil empregos diretos e 950 mil indiretos.

A associação divulgou na última quarta-feira (16) uma carta fazendo um apelo para evitar o tarifaço. Endereçado aos governos do Brasil e dos Estados Unidos, embaixadas, ministérios e órgãos de comércio e relações exteriores, o documento pede que seja restabelecido o diálogo diplomático e técnico com máxima prioridade.

“É imperativo encontrar uma solução que permita a manutenção do fluxo de exportações, a preservação dos empregos, e o respeito ao esforço de milhares de famílias e empresas comprometidas com a produção sustentável de alimentos”, diz trecho da carta assinada pelo presidente da entidade, José Gualberto de Almeida.

Endereçado aos governos do Brasil e dos EUA, embaixadas, ministérios e órgãos de comércio e relações exteriores, o documento pede que seja restabelecido o diálogo diplomático e técnico com máxima prioridade. “É imperativo encontrar uma solução que permita a manutenção do fluxo de exportações, a preservação dos empregos, e o respeito ao esforço de milhares de famílias e empresas comprometidas com a produção sustentável de alimentos”, adverte o presidente da entidade, José Gualberto de Almeida.

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A carta dos produtores e exportadores de frutas ainda afirma que a tarifa inviabiliza totalmente a operação logística e comercial para os EUA, ameaçando paralisar a atividade em toda a região.

“O resultado será uma queda brusca nos preços, o colapso da rentabilidade do setor e, de forma alarmante, o desemprego em massa no Vale do São Francisco. Contamos com o bom senso, a responsabilidade institucional e o espírito de cooperação que sempre marcaram as relações entre nossos países”, concluiu o documento da Valexport.



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Ovos: preços caem na primeira quinzena de julho



Os preços dos ovos encerraram a primeira quinzena de julho em queda em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com a menor demanda, devido sobretudo ao período de férias escolares, produtores acabaram concedendo descontos nas negociações, o que intensificou a pressão sobre os valores. 

Segundo colaboradores do Cepea, embora as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do País tenham contribuído para uma redução da produção, o ritmo lento das vendas tem impactado o mercado. 

Desde a semana passada, o setor nacional de ovos também está atento às tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. 

No primeiro semestre deste ano, os EUA adquiriram 61% do volume exportado pelo Brasil, com destaque para o ritmo acelerado das compras, que vêm renovando recordes mensais nos últimos cinco meses e já acumulam alta expressiva de 1.274% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Colaboradores do Cepea estão atentos aos desdobramentos da medida, mas, ainda assim, é importante destacar que as exportações brasileiras de ovos representam menos de 1% da produção nacional. Dessa forma, o impacto no mercado interno, num primeiro momento, pode ser mais limitado, diferentemente do que pode ocorrer em outros setores do agronegócio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Brasil caminha para novo recorde no processamento de soja


O setor de processamento de soja segue em trajetória positiva no Brasil e deve alcançar novos recordes em 2025. Segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), o bom desempenho registrado ao longo de 2024 fortalece a confiança nas projeções de crescimento para o Complexo da soja no próximo ano.

De acordo com dados divulgados pela Abiove, somente no mês de maio foram processadas 4,87 milhões de toneladas de soja no país, o que representa um aumento de 2,1% em relação a abril e de 13,6% na comparação com o mesmo mês de 2024, ajustado pela base amostral. No acumulado do ano, o volume processado chegou a 21,33 milhões de toneladas — crescimento de 5,9% sobre igual período do ano passado.

A entidade destaca que o desempenho está diretamente ligado à elevação da mistura obrigatória de biodiesel, que incorporou os percentuais B14 e B15 ao longo de 2024. “Estamos vivendo um ano positivo para o processamento de soja, com perspectiva de recorde”, afirma Daniel Furlan Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE. Ele também aponta que a demanda firme por óleo de soja tem mantido o ritmo de atividade elevado na indústria.

Para o restante do ano, a previsão é de continuidade no crescimento. A produção nacional de soja deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, enquanto o volume de esmagamento está projetado em 57,8 milhões de toneladas — ligeira alta de 0,5%. Já a produção de farelo e óleo de soja deve atingir 44,5 milhões e 11,6 milhões de toneladas, respectivamente, com avanços de 0,9% e 1,3%.

No mercado externo, a expectativa também é otimista. A exportação de soja em grãos deve somar 109 milhões de toneladas, aumento de 0,9% sobre o ano anterior. Já as vendas externas de farelo devem se manter estáveis em 23,6 milhões de toneladas. Por outro lado, as exportações de óleo de soja devem sofrer uma leve retração de 3,6%, sendo revisadas para 1,35 milhão de toneladas. As importações de óleo e grão de soja devem somar, respectivamente, 100 mil e 500 mil toneladas, como forma de complementar a oferta no mercado interno.





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preços reagem com a retomada gradual das exportações



Após recuar em junho, o poder de compra do avicultor paulista frente aos principais insumos da atividade voltou a apresentar alta nesta parcial de julho. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do instituto, esse movimento está atrelado à recente reação nos preços do frango vivo e à desvalorização desses insumos. 

Levantamento do Cepea mostra que as cotações do animal vivo negociado no estado de São Paulo estão reagindo, após a acentuada desvalorização observada no mês passado, em função das restrições impostas por parceiros comerciais devido à detecção um caso de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS). 

A retomada gradual das exportações por parte de alguns países é que tem favorecido a recente reação nos preços do frango vivo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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STF determina que Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica



Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica a partir desta sexta-feira (18), segundo informações do G1 e da colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. Além da tornozeleira, o ex-presidente também está proibido de usar suas redes sociais e conversar com outros investigados.

Em nota à imprensa, a Polícia Federal (PF) informou que cumpre mandados de buscas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, durante a manhã desta sexta-feira (18). A ação acontece por pedido do STF, afirma a PF.

As medidas cautelares tomadas pelo STF acontecem, pois há o entendimento dos ministros da corte que Bolsonaro poderia estar preparando uma fuga do Brasil.



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Casa Branca responde declaração de Lula sobre Trump



A Casa Branca disse na quinta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não está tentando ser o imperador do mundo”. A declaração foi feita pela porta-voz do governo, Karoline Leavitt, em resposta às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista à CNN Internacional, Lula disse que Trump foi eleito para governar os Estados Unidos, e não para governar o mundo, ser o “imperador do mundo”. Na mesma entrevista, Lula afirmou que o Brasil está disposto a negociar com os norte-americanos, mas que o país “não aceitará nada que lhe seja imposto”.

Na Casa Branca, a porta-voz afirmou que Trump é um “presidente forte” e “líder do mundo livre”.

Sobre as taxas de 50% impostas aos produtos brasileiros, ela respondeu que as regulações digitais, a ausência de proteção da propriedade intelectual e as regras ambientais brasileiras têm prejudicado empresas e o agronegócio dos Estados Unidos.

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Na última terça-feira (15), os Estados Unidos iniciaram uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, que alegam ser “injustas”, como o serviço de pagamento eletrônico (Pix). A medida foi anunciada depois de o presidente Donald Trump ameaçar impor uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto.

O Pix virou alvo de investigação comercial pelo governo de Donald Trump, sob o pretexto de que criaria desvantagem competitiva para empresas do setor financeiro, como bandeiras internacionais de cartão de crédito. Além do Pix, os Estados Unidos questionam o desmatamento, a corrupção e o tratamento dado a algumas big techs (grandes empresas de tecnologia).

O governo brasileiro montou um comitê, com representantes da indústria e demais setores econômicos, para buscar soluções e reverter a taxação. O presidente Lula já afirmou que, se necessário, poderá recorrer à Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil, ou seja, permitindo o Brasil a taxar de volta os produtos norte-americanos.



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