quinta-feira, maio 14, 2026

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Tarifaço tende a reduzir preços ao consumidor, mas desestimular produtor, diz ministro



O tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode resultar em redução momentânea de preços para alguns alimentos no mercado interno brasileiro.

No entanto, se, por um lado, isso pode ser positivo para o consumidor, com uma inflação menor para os alimentos, por outro pode desestimular produtores – o que, também, seria prejudicial para o país, disse nesta terça-feira (22) o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Segundo Dias, nesse contexto, o desafio do governo é o de trabalhar para garantir preço adequado de alimentos ao consumidor e também ao produtor. “É buscar um preço adequado. Essa é a nossa missão”, disse o ministro.

Escoamento para o mercado interno

Perguntado se a diminuição das exportações de produtos como laranja, café, carnes e frutas poderia resultar em um escoamento deles para o mercado interno, beneficiando o consumidor brasileiro, o ministro disse que sim, mas que o ideal é que essa redução de preços seja estimulada por outros fatores. Em especial, por uma maior competitividade da produção brasileira.

“As tarifas podem, sim, ter alguma influência momentânea [baixando a inflação dos alimentos], mas o que queremos é a redução dos preços por competitividade. Ou seja, pela capacidade de mais produção numa mesma área; por um financiamento com juros mais baixos. Esse é o ganho que queremos alcançar”, disse o ministro.

“Mas veja bem: assim como a gente quer proteger o consumidor nessa tarefa, temos de proteger o produtor. Caso contrário desestimularíamos a produção. Nesse caso, precisamos ter equilíbrio”, acrescentou.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é a de, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e de algumas pastas ministeriais, buscar alternativas de mercado, de forma a ajudar produtores como, por exemplo, os de mel, frutas e carne.

‘Ataques especulativos fora de contexto’

Wellington Dias lembrou da boa relação histórica entre Brasil e Estados Unidos e reiterou que, comercialmente, essa relação sempre foi favorável aos norte-americanos.

“Compramos mais do que vendemos para os EUA”, disse ele ao desmentir as alegações apresentadas por Trump, de que seu país estaria sendo prejudicado comercialmente na relação entre os dois países.

“O que o presidente Trump está fazendo não tem nada a ver com medida econômica ou comercial. Na verdade, são ataques especulativos fora do contexto. Por isso acho que tem que ter na uma investigação internacional, e que os países atacados devem se proteger nessa direção, claro, mantendo a diplomacia e o diálogo”, argumentou o ministro.

Dias lembrou que tanto o Supremo Tribunal Federal como a Justiça norte-americana abriram investigações em meio à confirmação de que “espertos foram avisados antes”, e compraram dólar anteriormente ao anúncio, obtendo lucros bilionários.

Tarifaço de Trump

Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Nas manifestações, Trump tem associado o tarifaço a supostas desvantagens comerciais na relação entre os dois países e, também, à forma como as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).



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BNDES investe R$ 114 milhões no Grupo Santa Clara



Após uma década sem atuar em renda variável, a BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), retomou esse tipo de operação com um aporte de R$ 114 milhões no Grupo Santa Clara. A empresa, sediada em Ribeirão Preto (SP), atua na produção de fertilizantes especiais e bioinsumos voltados à agricultura sustentável.

A operação foi realizada por meio da subscrição primária de ações ordinárias, garantindo à BNDESPAR uma participação minoritária de 19,9% no capital da companhia. O objetivo do investimento é fortalecer a estrutura de capital da empresa e apoiar a expansão de seus negócios, com foco em inovação, aumento da capacidade produtiva e ampliação de mercado.

Fundado em 1997, o Grupo Santa Clara conta com cerca de 300 colaboradores e tem se destacado no desenvolvimento de soluções que aliam produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no agronegócio. Segundo o CEO João Pedro Cury, o aporte permitirá dar continuidade ao plano de negócios da companhia, cuja ênfase está em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a retomada de investimentos em renda variável está alinhada à estratégia do banco de fomentar a transição ecológica e a descarbonização da economia. “A aplicação de bioinsumos reduz o uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, o que ajuda a diminuir a emissão de gases de efeito estufa e a preservar a biodiversidade”, destacou.

O investimento da BNDESPAR também está em conformidade com políticas públicas como o Programa Nacional de Bioinsumos, o Plano Nacional de Fertilizantes e a Nova Indústria Brasil, reforçando o papel do banco como agente promotor da inovação e da sustentabilidade no país.

Os mercados de bioinsumos e fertilizantes especiais têm registrado crescimento expressivo, impulsionados pela adoção de tecnologias sustentáveis no campo. Com o novo ciclo de investimentos, o Grupo Santa Clara pretende ampliar sua atuação e contribuir para o fortalecimento da agricultura de baixo carbono no Brasil.



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Lista de inadimplentes fortalece RenovaBio, dizem entidades do setor



A divulgação da lista de inadimplentes do programa RenovaBio, realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi considerada um avanço importante por entidades do setor de biocombustíveis.

Bioenergia Brasil, Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmam que a medida fortalece a transparência e a isonomia entre os agentes do mercado.

Prevista em lei e regulamentada pela ANP, a lista de inadimplentes destaca as empresas que não cumpriram suas metas de aquisição de Créditos de Descarbonização (CBios). Segundo as entidades, essa publicação contribui para a credibilidade do RenovaBio, pois garante que os agentes que cumprem suas obrigações não sejam prejudicados por distorções de mercado.

Desde o início do programa, em 2020, o RenovaBio já evitou a emissão de mais de 147 milhões de toneladas de CO₂. O desempenho positivo é atribuído à combinação de metas individuais progressivas, certificação técnica e incentivos ao desempenho ambiental.

As entidades reforçam que a previsibilidade regulatória e a atuação firme da ANP são essenciais para manter a integridade do RenovaBio. Segundo elas, defender o programa significa proteger uma política pública que alia sustentabilidade, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.

Bioenergia Brasil, Sindicom e Unica reafirmaram o compromisso com o aprimoramento contínuo do RenovaBio, destacando a importância do diálogo com os órgãos reguladores e com todos os elos da cadeia de combustíveis. Para o setor, o cumprimento das metas ambientais é fundamental para valorizar os produtores de biocombustíveis certificados e ampliar a contribuição climática do Brasil.



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Brasil conseguirá salvar a soja do tarifaço de Trump?



O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve entrar em vigor no início de agosto, pode aplicar taxas de até 50% sobre as exportações brasileiras de soja e outros produtos. A grande questão é se o Brasil conseguirá reverter essa medida a tempo.

A avaliação é do coordenador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guilherme Bastos, feita durante o Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja), que começou nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP). Segundo ele, embora haja rumores sobre uma possível prorrogação do tarifaço, não existem sinais concretos de recuo por parte da Casa Branca. “A tática é de guerra, pois os Estados Unidos são mais fortes que nós”, destacou Bastos.

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“A disputa vai ser dolorida”, afirmou Bastos à Safras News, após sua participação na conferência ‘A geopolítica da cultura da soja’. O especialista mostrou preocupação especial com as exportações de produtos perecíveis, que já estariam sendo afetadas. “Já há embarques de produtos agropecuários que não estão acontecendo, pois não há garantias de que serão recebidos nos Estados Unidos”, relatou.

Para o coordenador da FGV, o episódio reflete um momento global de instabilidade. “Estamos em mares revoltos em termos mundiais”, comentou. Ele chamou a atenção para o enfraquecimento das instituições multilaterais, como ONU, FAO e OMC, entidades criadas sob liderança dos Estados Unidos e da Europa, mas que hoje enfrentam perda de influência frente ao novo cenário geopolítico.

Evento aborda o protagonismo da soja brasileira

Começou o X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e Mercosoja 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). A programação técnica iniciou na terça-feira (22), com painéis que discutiram temas estratégicos, como os impactos das mudanças climáticas, produção irrigada e qualidade de sementes.

Com os 100 anos da soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja, o evento, que vai até o dia 24, reunirá cerca de 2 mil participantes, entre pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da indústria. A programação inclui quatro conferências, 15 painéis temáticos e mais de 50 palestras nacionais e internacionais, além do espaço Mãos à Obra, que aborda desafios práticos e o workshop internacional Soybean2035.



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Sebrae apoia produtores no Prêmio Brasil Artesanal de Queijos



O Sebrae reforça seu compromisso com a agroindústria artesanal ao apoiar o Prêmio Brasil Artesanal – Edição Queijos, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A cerimônia de premiação acontece nesta terça-feira, 22 de julho, na sede da CNA, em Brasília (DF).

Neste contexto, serão reconhecidos 15 queijos artesanais, divididos em três categorias:

  • Tradicional (maturação entre 30 e 180 dias)
  • Com tratamento térmico
  • Com adições (como condimentos ou aromatizantes)

Para isso, a seleção foi feita em duas etapas: uma avaliação técnica às cegas, com 186 amostras, em seguida, uma votação popular realizada durante a Expovitis 2025. Com isso, os vencedores receberão certificados, prêmios em dinheiro e o Selo de Participação Ouro, Prata ou Bronze.

Queijo artesanal: sabor, identidade e cultura

Desde o leite cru da Serra da Canastra até os queijos de cabra e búfala do Norte e Nordeste, o país reúne técnicas centenárias adaptadas às condições locais. Esse patrimônio cultural e gastronômico tem ganhado espaço no mercado nacional e internacional, especialmente com o apoio de políticas públicas e iniciativas de apoio técnico.

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Como o Sebrae apoia os produtores premiados

Diante desse cenário, o Sebrae atua de forma estratégica para fortalecer a cadeia produtiva do leite artesanal. Por meio de diferentes programa, os produtores premiados contam com uma série de serviços que impulsionam seus negócios, como:

  • Consultorias técnicas especializadas em qualidade do leite, boas práticas, rotulagem e inovação, por meio do programa Sebraetec;
  • Capacitações em marketing digital e posicionamento de marca, com o programa UP Digital;
  • Acesso a feiras e eventos estratégicos, facilitando conexões com compradores, chefs, influenciadores e outros produtores;

Além disso, somente em 2024, o Sebrae atendeu mais de 34 mil pequenos negócios da cadeia leiteira, desde produtores rurais até comerciantes de laticínios.

Valorização da produção artesanal

Portanto, mais do que um alimento, o queijo artesanal é expressão de território, cultura, afeto e resistência. Dessa forma, a premiação da CNA reconhece o talento, a originalidade e a história dos produtores. Consequentemente, contribui para a profissionalização do setor e para a valorização dos saberes regionais.



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Workshop gratuito pretende incentivar a produção de mel no Vale do Ribeira



Hoje, terça-feira (22), é o último dia para se inscrever no ‘VI Workshop de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Ribeira (SP)’. Apicultores, meliponicultores e e entusiastas do setor já têm encontro marcado no dia 24 de julho, em Juquiá.

Será um evento que promete aprendizado, networking e desenvolvimento técnico. O encontro vai reunir produtores e especialistas para discutir estratégias que impulsionem a produção de mel e pólen na região.

Com isso, a programação está atrativa. O evento vai oferecer palestras técnicas, oficinas práticas e uma mesa redonda voltada ao desenvolvimento do setor.

“A produção de mel por abelhas com ferrão e sem ferrão tem grande potencial no Vale do Ribeira, mas é preciso profissionalizar o setor”, afirma Lucas Cárnio, consultor do Sebrae-SP. Segundo ele, o evento é uma oportunidade estratégica para troca de experiências e incentivo à economia local.

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Organizado pelo Sebrae-SP, em parceria com o Sindicato Rural de Juquiá e a Associação dos Apicultores do Vale do Ribeira (Apivale), o workshop tem apoio de entidades como Faesp, Senar, Cati, Defesa Agropecuária, Senai e Prefeitura Municipal.

Além de discutir as estratégias para ampliar a produção de mel e pólen na região de
Mata Atlântica, o workshop em Juquiá contará com oficinas práticas sobre sobre produção de pólen, hidromel, elaboração de projetos de apicultura e manejo do pasto apícola — fundamentais para aumentar a produtividade e diversificar os produtos do campo.

Serviço

VI Workshop de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Ribeira’

Data: 24 de julho, das 8h às 17h

Local: Park & Pousada Bioma – Rua Jalapão, BR-116, km 424, Juquiá-SP

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AgroNewsPolítica & Agro

Use o mercado a seu favor



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago
A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago – Foto: United Soybean Board

A TF Agroeconômica recomenda que produtores de soja aproveitem os fundamentos ainda favoráveis e busquem estratégias de comercialização com base no mercado futuro, principalmente diante das incertezas do cenário internacional. Segundo análise divulgada pela consultoria, o Brasil permanece praticamente sozinho no fornecimento de grandes volumes de soja, frente à resistência chinesa à soja americana e ao recuo da Argentina devido à volta das retenciones cheias.

A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago para garantir melhores preços. A TF alerta que produtores que não fixaram preços em maio de 2024 já perderam metade do lucro. Além disso, recomenda-se dividir a produção em pelo menos 10 lotes e vender gradualmente conforme os gráficos indicarem altas — acompanhando os boletins diários, pois os movimentos de valorização podem ocorrer em qualquer dia da semana.

Entre os fatores de alta destacados, estão a valorização do farelo de soja com a retomada da demanda da Indonésia, e do óleo de soja impulsionado pela indústria de biodiesel, com aumentos semanais de 1,37% e 3,85%, respectivamente. Rumores sobre possíveis compras chinesas de soja americana também ajudaram a sustentar os preços, embora o país tenha priorizado compras do Brasil — 151 dos 232 navios adquiridos desde junho.

Por outro lado, pesam negativamente a ameaça de novas tarifas de Donald Trump sobre produtos europeus, que gerou realização de lucros no mercado de óleo, além do aumento da estimativa de produção de soja na Argentina para 49,5 milhões de toneladas. No Brasil, espera-se uma produção recorde entre 179 e 180 milhões de toneladas para a próxima safra, o que também pode limitar novas altas.





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Indígenas invadem propriedade rural no Rio Grande do Sul



Um grupo de indígenas invadiu na tarde de segunda-feira (21) uma propriedade rural em Erebango, cidade no norte do Rio do Grande do Sul.

Segundo o Luiz Silva, presidente do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, município vizinho de Erebango, o dono da propriedade invadida estava trabalhando na terra, quando foi abordado pelos indígenas que alegam que as terras são deles e mandaram o agricultor se retirar.

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A área invadida é perto de uma reserva demarcada dos Caingangues. O produtor rural registrou boletim de ocorrência e vai entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse.

A polícia militar do Rio Grande do Sul informou que está no local e que não houve confronto entre os indígenas e produtores rurais. Com a ajuda de imagens de drone, será feito um levantamento da quantidade de pessoas acampadas no local, diz a polícia.



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Após pedido de Trump, Coca-Cola confirma uso de açúcar de cana



A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira (22) que irá fabricar nos EUA uma versão do refrigerante com açúcar de cana. No país, a bebida é feita com xarope de milho. O anúncio ocorre dias depois de Donald Trump manifestar em rede social que gostaria que Coca-Cola trocasse o xarope de milho pelo açúcar de cana.

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Essa manifestação pode ser entendida como parte da iniciativa do governo Trump chamada Make America Healthy Again (Torne a América Saudável Novamente), caracterizada, entre outros aspectos, pelo aumento da fiscalização sobre os elementos altamente processados da dieta dos norte-americanos.

Importação de açúcar

A dependência dos EUA em relação às importações de açúcar pode ser um complicador para a Coca-Cola. Isso porque os EUA ameaçaram aplicar tarifas de 50% ao Brasil e de 30% ao México. Segundo o Observatory of Economic Complexity, o México fornece 33% das importações de açúcar dos EUA, e o Brasil, 23%, diz Rory Gopsill, analista sênior de consumo da GlobalData. De acordo com a Coca-Cola , a nova versão da bebida será feita com o açúcar produzido nos próprios EUA.



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os 100 anos da soja no Brasil



Os cem anos da cultura da soja no Brasil é o tema central da 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja, que teve início nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP). A conferência de abertura do evento ampliou o olhar para o Mercosul e reuniu nomes históricos do melhoramento genético da cultura no Brasil e na Argentina.

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Moderado pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural, o painel contou com Romeu Kiihl (MGS Melhoramento Genético e Sementes), considerado o pai da soja tropical; Tuneo Sediyama (UFV); Rodolfo Luis Rossi (AC Soja/Argentina); e Gerardo Bartolomé (Grupo Dom Mário/GDM).

Kiihl apresentou uma linha do tempo da evolução da soja no Brasil, desde os primeiros testes no final do século XIX até os avanços trazidos pela Embrapa Soja, fundada em 1975, e pela lei de proteção de cultivares. Ele relembrou a transformação da cultura, inicialmente adaptada às condições do Sul, até sua expansão ao Cerrado, graças ao entendimento do período juvenil longo.

Já Sediyama destacou os pilares do sucesso da soja brasileira, como o melhoramento genético, o manejo do solo e a nutrição de plantas, além de apontar para uma nova fase, marcada pela introgressão genética com ferramentas modernas de edição gênica.

Argentina

Na Argentina, o desenvolvimento seguiu um caminho diferente. Como explicou Rodolfo Rossi, o impulso inicial foi dado pela iniciativa privada, com destaque para empresas como o Grupo Dom Mário, que utilizaram materiais genéticos norte-americanos para criar cultivares adaptadas às condições locais.

lém disso, o país apostou cedo na industrialização da soja e liderou a regulamentação de plantas transgênicas em 1996. Gerardo Bartolomé também ressaltou o papel da genética na busca por cultivares cada vez mais produtivas, tanto para os argentinos quanto para os brasileiros.

Futuro da oleaginosa

Ao final do encontro, os palestrantes projetaram um futuro promissor para a soja no Mercosul, alavancado pelas novas biotecnologias e pelo talento da nova geração de pesquisadores. Kiihl fez um apelo aos jovens melhoristas: “As ferramentas são extraordinárias, mas é preciso lembrar que a soja cresce no campo”.



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