quinta-feira, maio 14, 2026

Agro

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Tarifaço deve levar Brasil a ampliar mercado de café com a China



O tarifaço anunciado por Donald Trump ameaça uma parcela significativa das
exportações totais de café do Brasil (que geralmente são direcionadas ao mercado
norte-americano). A expectativa é que o movimento leve o país a buscar oportunidades na China e nas Filipinas, segundo a GlobalData.

O relatório recente da GlobalData revela quais setores relevantes ao CPG (bens de consumo embalados) são mais afetados por tarifas dentro de relações comerciais específicas e como as empresas desses setores serão impactadas. Por exemplo, tarifas mais altas entre os EUA e a China podem permitir que exportadores brasileiros de soja conquistem a fatia de mercado que hoje pertence aos EUA no mercado chinês.

“Exportadores brasileiros de café devem buscar mercados alternativos aos EUA, caso o país concretize suas ameaças. Eles precisam mirar em mercados alternativos que combinem alto crescimento absoluto projetado com uma alta taxa de crescimento anual composta, refletindo assim um mercado de café grande e em rápido crescimento. As Filipinas e a China oferecem ambos”, afirma Rory Gopsill, analista sênior de consumo da GlobalData.

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De acordo com o banco de dados Segment Insights da GlobalData, as Filipinas foram o quinto maior mercado de café quente do mundo em 2024. Além disso, espera-se que o país apresente o terceiro maior crescimento absoluto global em valor de vendas no varejo de café quente entre 2024 e 2029 (atrás apenas dos EUA e do Japão), com um aumento de US$ 1,8 bilhão e um CAGR de 5% nesse período. O mercado de café pronto para beber nas Filipinas também deve apresentar o sétimo maior crescimento absoluto em valor de vendas globalmente no mesmo período, com US$ 264,8 milhões e um CAGR (taxa de crescimento) de 11%.

A China foi o sétimo maior mercado de café quente do mundo em 2024 e está prevista para
apresentar o quarto maior crescimento absoluto em valor de vendas no varejo de café quente entre 2024 e 2029, com um aumento de US$ 1,6 bilhão e um CAGR de 5% durante o período. As vendas de café pronto para beber na China também devem ter o segundo maior crescimento absoluto em valor de vendas no mundo no mesmo período, com US$ 1,9 bilhão.

Oportunidades para o Brasil

Na avaliação de Gopsill, o Brasil está, indiscutivelmente, bem posicionado para aproveitar essas oportunidades de crescimento – especialmente no mercado chinês. O país já é um elemento essencial nas cadeias de fornecimento de café para diversas empresas chinesas, respondendo por 32,4% das importações totais de café da China em 2023, segundo o Observatory of Economic Complexity. O Brasil também mantém boas relações comerciais com a China. Ambos são membros fundadores do bloco econômico Brics, e a China já depende fortemente do Brasil para o fornecimento de produtos agrícolas, como a soja, em sua estratégia de redução da dependência das exportações dos EUA.

Gopsill conclui que à medida que os exportadores brasileiros enfrentam a possível perda de
competitividade no mercado norte-americano, torna-se imperativo que eles se voltem para mercados alternativos que prometem um crescimento robusto. No entanto, de forma mais ampla, a decisão dos EUA de impor tarifas ao Brasil por razões ideológicas, e não econômicas, reforça a necessidade de que Estados-nação e empresas de CPG considerem tanto questões macroeconômicas quanto políticas e culturais em suas estratégias daqui em diante.



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preços seguem firmes mesmo com baixa liquidez



Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul seguiram firmes na última semana, sustentados pela restrição vendedora e pela demanda firme. É isso o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A liquidez, porém, continuou baixa, resultado, conforme explicam pesquisadores, da postura cautelosa de produtores, que apostam em valorizações mais expressivas. 

Para atrair vendedores, compradores elevaram suas ofertas, mas a maioria das negociações efetivadas envolveu pequenos lotes. 

Ainda de acordo com o Cepea, a perspectiva de exportações contribuiu para sustentar as cotações internas. 

O volume de junho foi expressivo e anima o lado vendedor, pois esse canal de comercialização poderá ter mais impacto sobre a redução de estoques e as cotações domésticas do que as ações governamentais sinalizadas até o momento.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Petrobras retoma investimentos na produção de fertilizantes



A retomada dos investimentos da Petrobras em fábricas de fertilizantes hidrogenados deve reduzir significativamente a dependência brasileira de insumos importados nessa área. Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a entrada em operação de quatro fábricas nos estados do Paraná, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul atenderá 35% da demanda nacional por fertilizantes à base de ureia até 2028. Atualmente, cerca de 85% de toda a ureia utilizada pela agricultura brasileira vem de fora do país.

Os números foram apresentados por Chambriard durante a Reunião Ordinária do Confert, o Conselho Nacional de Fertilizantes (Confert), realizada nesta terça-feira (22) na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A reunião foi presidida pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

“O agro e o setor de petróleo estão se fundindo cada vez mais. E o fertilizante é uma excelente oportunidade para a gente ampliar o nosso mercado de gás”, afirmou Chambriard. A presidente citou ainda as parcerias com a Embrapa para o desenvolvimento de fertilizantes de alta eficiência, com produção de amônia a arla, além de ureia.

Os investimentos da Petrobras somam R$ 900 milhões no período de 2025-29 nas fábricas de
Araucária (Ansa), no Paraná; Fafen, na Bahia e no Espírito Santo; e UFN-III, em Três Lagoas
(MS). Segundo Chambriard, os projetos estão gerando entre 13 mil e 15 mil postos de trabalho.

Na abertura da reunião, Alckmin destacou a importância dos investimentos do país nesse setor. Brasil é grande exportador, produtor e exportador de proteína animal e vegetal. Neste ano nós vamos ter uma safra recorde, 10% a mais. E a demanda por fertilizantes é crescente.

Bioinsumos

A reunião do Confert também aprovou a inclusão de 16 novos projetos à sua Carteira de Projetos Estratégicos, sendo 14 da Embrapa, um do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e um do setor privado. Embrapa Dos 14 projetos da Embrapa. 11 se referem a pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis envolvendo biofertilizantes, bioinsumos, bioestimulantes e bioinoculadores. Exemplo: Desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento para mudas florestais de espécies importantes para o segmento industrial de celulose.

Setor privado Projeto da Prumo Logística para estruturação de um Hub de Hidrogênio de Baixo Carbono no Porto de Açu, Rio de Janeiro, com foco na criação de um ecossistema industrial integrado para produção de hidrogênio sustentável e seus derivados, como amônia e metanol.

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Mapa Regulamentação da Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024. A lei dispõe sobre a produção, a importação, a exportação, o registro, a comercialização, o uso, a inspeção, a fiscalização, a pesquisa, a experimentação, a embalagem, a rotulagem, a propaganda, o transporte, o armazenamento, as taxas, a prestação de serviços, a destinação de resíduos e embalagens e os incentivos à produção de bioinsumos para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal, inclusive sobre a produção com objetivo de uso próprio.



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AgroNewsPolítica & Agro

falta de mão de obra eleva custo da colheita


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (17), apontou que o cultivo da erva-mate segue em andamento na região administrativa de Frederico Westphalen, apesar das deficiências de chuvas registradas em julho. Segundo o boletim, a colheita e o armazenamento da cultura ocorrem normalmente. Contudo, o ritmo das exportações é mais lento devido à instabilidade no mercado internacional.

Na avaliação da Emater, a folha de erva-mate indicada ao chimarrão tem sido comercializada entre R$ 18,00 e R$ 20,00 por arroba, entregue na indústria. Para exportação e produção de tererê, os valores estão em torno de R$ 16,00 por arroba. As mudas de erva-mate são vendidas por R$ 2,80 por unidade.

Na regional de Passo Fundo, o tempo estável permitiu a retomada da colheita e a recomposição dos estoques de matéria-prima. Os preços na região variam de R$ 17,00 a R$ 20,00 por arroba, a depender do município, da variedade e do sistema de processamento. Em Machadinho, a erva comum foi negociada a R$ 18,00, enquanto a variedade Cambona 4 alcançou R$ 19,50. Já nos municípios de Machadinho e Mato Castelhano, a erva-mate destinada ao sistema de secagem barbaquá atingiu R$ 20,00 por arroba. As mudas foram vendidas a R$ 1,50 por unidade.

Na regional de Santa Maria, muitos produtores aguardaram os melhores preços ou optaram por realizar a derrubada dos ervas. O valor pago pela indústria é de R$ 17,00 por arroba, o que, segundo a Emater, é considerado insatisfatório pelos agricultores.

Em Soledade, as condições climáticas favoreceram os trabalhos de campo, mas a oferta elevada tem dificultado a comercialização. O planejamento e o replantio de mudanças seguem em andamento. Em Itapuca e Mato Leitão, os preços variaram de R$ 14,00 a R$ 18,00 por arroba, conforme os dados das ervateiras locais.

Na região de Erechim, o preço da erva-mate entregue à indústria foi de R$ 17,00 por arroba. A escassez de mão de obra tem sido apontada como um dos principais desafios da atividade, com custo mínimo de R$ 10,00 por arroba apenas para a colheita.





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preços variaram em pequeno intervalo há um mês



Os preços do algodão seguem oscilando em uma faixa estreita no mercado brasileiro. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, desde a última dezena de junho, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, varia em torno de 2%, sem conseguir superar os R$ 4,17/lp, mas acima de R$ 4,08/lp. 

Pesquisadores explicam que, apesar do avanço da colheita da nova safra, que deve ser recorde, agentes seguem com dificuldades para encontrar o algodão com a qualidade desejada. 

Ao mesmo tempo, a “queda de braço” entre compradores e vendedores mantém baixa a liquidez no spot.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria pode provocar chuva forte; veja a previsão do tempo para hoje



O tempo permanece instável nesta quarta-feira (23) no Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. Uma baixa pressão sobre o Paraguai e o deslocamento marítimo de uma frente fria favorecem as pancadas de chuva, que chegam com intensidade moderada a forte, principalmente no oeste e noroeste do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. Nas demais regiões, o tempo segue firme

No Sudeste, uma frente fria fraca se desloca pela costa de São Paulo, aumentando a nebulosidade na faixa leste do estado. Alguma chuva fraca pode ocorrer no litoral paulista, mas nas demais áreas — incluindo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — o tempo segue firme, com sol e elevação das temperaturas. No interior de São Paulo e Minas, o calor predomina e a umidade do ar fica abaixo dos 30% durante a tarde.

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No Centro-Oeste, a massa de ar seco ganha ainda mais força, garantindo um dia de tempo firme, céu limpo e temperaturas elevadas em grande parte da região. O calor será mais intenso em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, com queda acentuada da umidade relativa do ar no período da tarde, especialmente nessas áreas, onde os valores podem ficar abaixo dos 20%. Nas demais áreas da região Centro-Oeste, a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30%.

No Nordeste, o tempo segue instável na faixa leste da região, influenciado pela circulação de ventos úmidos vindos do oceano. Há previsão de pancadas de chuva entre a Bahia e Pernambuco, que podem ocorrer com intensidade moderada em alguns momentos. No litoral do Ceará e no norte do Maranhão, a chuva será mais isolada. Já no interior, sertão e agreste, o tempo seco predomina, com sol entre poucas nuvens e umidade relativa do ar à tarde abaixo de 20%.

Na Região Norte, o sol aparece entre poucas nuvens, com temperaturas elevadas no Acre, Rondônia e Tocantins. Há previsão de pancadas de chuva entre o Amazonas e Roraima, com possibilidade de temporais localizados. No centro-norte do Amazonas e no Amapá, também ocorrem pancadas de intensidade moderada, porém de forma mais isolada. Em áreas como o Tocantins, a metade sul do Pará e Rondônia, o ar seco predomina e a umidade relativa do ar cai bastante durante a tarde.



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cenário do setor é incerto com tarifação americana



O mercado cafeeiro segue em ritmo lento e incerto com a possível tarifação americana de 50% a produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos. É isso o que avaliam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o avanço da colheita no Brasil tem reforçado o contexto de volatilidade, aumentando a oferta. Para o café arábica, as atividades caminham bem e, para o robusta, estão praticamente finalizadas. Dessa forma, o setor busca alternativas para o escoamento. 

Uma das principais preocupações do setor sobre a taxação americana, conforme explicam pesquisadores, está atrelada ao café solúvel, que tem o robusta como matéria-prima, e os Estados Unidos são importantes compradores. 

Destaca-se que, recentemente, o robusta brasileiro ganhou mercado com a menor produção do Vietnã no ano passado e as dificuldades logísticas para embarques da Ásia para a Europa e às Américas. 

Com a tarifação extra, o Cepea avalia que a concorrência brasileira com produtos asiáticos poderia ficar comprometida, sendo necessário algum rearranjo dos envios para atender à necessidade americana.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Presidente da Abag considera tarifaço de Trump um ‘desastre’ para o agro brasileiro



O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag),Luiz Carlos Corrêa Carvalho, disse em entrevista para o programa WW da CNN que a situação é “extremamente preocupante”, referindo-se à proximidade do início da taxa de 50% imposta por Donald Trump ao Brasil entrar em vigor. “Nós estamos há alguns dias do que vai ser um desastre para o agro”, alertou Carvalho.

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O líder da Abag citou o café como exemplo da complexidade da situação. De acordo com Carvalho, o produto não apenas representa um terço das exportações brasileiras para os EUA, mas também é responsável por significativa geração de empregos em território americano, demonstrando a interdependência entre os dois países no setor.

A situação do etanol também ilustra os desafios nas relações comerciais entre os dois países. Os EUA enfrentam anualmente o desafio de encontrar mercado para cerca de 7 bilhões de litros de etanol. Carvalho ressalta que existem diversas oportunidades de cooperação entre Brasil e EUA, especialmente na abertura de mercados asiáticos para produtos comuns.



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Coreia do Sul libera importação de couro do Brasil



A Coreia do Sul liberou a importação de couros e peles em cru de boi e outros animais do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O governo brasileiro recebeu a confirmação, pelas autoridades sanitárias da Coreia do Sul, do aceite do modelo de certificado internacional que viabiliza a exportação de couros e peles em cru, derivados de animais biungulados (animais com casco bipartido).

Com mais de 51 milhões de habitantes, alto poder de consumo e um setor industrial altamente desenvolvido, a Coreia do Sul é uma das economias mais dinâmicas da Ásia e um dos principais mercados consumidores globais de couro, insumo estratégico para as indústrias de moda, calçados, móveis e automóveis.

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Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 2,8 bilhão em produtos agropecuários para a Coreia do Sul, com destaque para soja, cereais, farinhas e carnes. A inclusão de couros e peles em cru na pauta de exportações representa uma oportunidade relevante de diversificação e agregação de valor à cadeia da pecuária bovina brasileira, contribuindo para o aproveitamento integral dos animais e para a sustentabilidade do setor.



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Governo libera R$ 20,6 bi do Orçamento de 2025



Com a manutenção parcial do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Orçamento de 2025 terá R$ 20,6 bilhões liberados, informaram os Ministérios da Fazenda e do Planejamento . O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Em maio, o governo tinha congelado R$ 31,3 bilhões do Orçamento. Com a decisão, o volume de recursos congelados cai para R$ 10,6 bilhões.

Todo o dinheiro liberado vem das verbas que estavam contingenciadas, bloqueadas temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.

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Apesar de liberar os recursos, o governo bloqueou R$ 100 milhões de gastos discricionários (não obrigatórios) para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. O volume de recursos bloqueados no Orçamento aumentou de R$ 10,6 bilhões para R$ 10,7 bilhões.

A liberação dos R$ 10 bilhões por órgãos e ministérios será detalhada no próximo dia 30, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos).

Resultado primário

Para justificar o descontingenciamento, o relatório elevou em R$ 27,1 bilhões a previsão de receitas líquidas (receitas federais, descontadas as transferências obrigatórias para estados e municípios). A previsão de gastos subiu R$ 5 bilhões.

Com a combinação da elevação de receitas e de despesas, a estimativa de déficit primário em 2025 caiu de R$ 97 bilhões para R$ 74,1 bilhões. Esse valor considera gastos fora do arcabouço fiscal, como precatórios e créditos extraordinários. Ao considerar apenas as despesas dentro do arcabouço fiscal, a previsão de déficit primário cai de R$ 51,7 bilhões para R$ 26,3 bilhões.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.

IOF e receitas

Em maio, o governo tinha congelado R$ 31,3 bilhões. Sem o decreto do IOF, o governo teria de congelar mais R$ 20,5 bilhões, elevando a retenção de gastos discricionários para R$ 51,8 bilhões. O congelamento desse montante ameaçaria o funcionamento da máquina pública.

Após sucessivas desidratações e uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o governo reduziu para R$ 8,6 bilhões a previsão de arrecadação com o decreto do IOF no restante do ano. A previsão de receitas líquidas, no entanto, subiu R$ 27,1 bilhões e permitiu a reversão completa do contingenciamento anunciado em maio.

Originalmente, o governo tinha divulgado que a previsão de arrecadação ficaria em R$ 11,55 bilhões, mas retirou cerca de R$ 1,4 bilhão por causa do período em que o decreto foi suspenso pelo Congresso Nacional e mais cerca de R$ 700 milhões por causa da arrecadação do IOF durante um mês, entre o fim de maio e o fim de junho.

Em relação à elevação de receitas, a maior parte R$ 17,9 bilhões, vem da elevação da previsão de royalties neste ano, que inclui a aprovação do projeto de lei que autoriza R$ 15 bilhões de leilões adicionais do petróleo na camada pré-sal. Em seguida, vêm R$ 2,4 bilhões da elevação de estimativas de arrecadação da Receita Federal, associada à elevação de R$ 12,2 bilhões em receitas do Imposto de Renda, descontada a desidratação de R$ 10,2 bilhões do decreto original do IOF.

Em relação ao Imposto de Renda, as estimativas foram revisadas por causa do desempenho melhor do tributo no primeiro semestre e das arrecadações com offshores (empresas de investimento no exterior) e de fundos exclusivos, da alta dos juros, que elevou o imposto retido na fonte, e do emprego recorde. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas esclareceu que a medida provisória que eleva a tributação de investimentos financeiros em até R$ 10,5 bilhões não foi incluída no relatório.

Também contribuiu para a elevação da estimativa de receitas a entrada de R$ 1,8 bilhão de contribuições para a Previdência Social, decorrente da recuperação do emprego formal.



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