quinta-feira, maio 14, 2026

Agro

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Ibovespa sobe e dólar cai com mercado ainda sensível a Trump; ouça análise da especialista


No morning call desta quinta-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados com avanços em acordos comerciais dos EUA, que impulsionaram bolsas e enfraqueceram o dólar. O Ibovespa subiu quase 1%, retomando os 135 mil pontos, e o dólar caiu a R$ 5,52.

Juros futuros seguiram estáveis, com leve alta na ponta longa. O ambiente segue sensível à política externa e às falas de Trump.

Hoje, foco na decisão do BCE e nos PMIs globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Pancadas de chuva refrescam tempo seco em boa parte do país



Esta quinta-feira (24) será marcada por tempo seco, com umidade relativa do ar em atenção, mas também por pancadas de chuva que ajudam a amenizar a situação. Veja temperatura para hoje em todo o Brasil.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Tempo mais nublado e com pancadas de chuva no oeste e metade norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina por conta do deslocamento de um cavado meteorológico. No Paraná, o dia começa com tempo firme, mas as instabilidades vão aumentando e a partir da tarde podem ocorrer pancadas no sudoeste e sul do estado. O frio ainda persiste pela manhã desde o território gaúcho até o sul parananese.

Sudeste

Dia nublado e com pancadas de chuva entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Em alguns períodos a chuva pode cair com até moderada intensidade. Nas demais áreas do território paulista e Minas Gerais o sol vai predominar e as temperaturas continuam mais elevadas durante à tarde, com queda na umidade relativa do ar. No Espírito Santo o sol vai predominar, mas a partir da tarde pode chover isolado no sul do estado.

Centro-Oeste

Dia de sol e temperaturas elevadas em todo o Centro-Oeste devido à massa de ar seco que predomina sobre a Região. Destaque para a baixa umidade relativa do ar que pode atingir níveis críticos entre Mato Grosso e Goiás.

Nordeste

Quinta-feira de sol e temperaturas elevadas no interior, sertão e agreste nordestino. A umidade do ar permanece mais baixa durante a tarde. Já na costa leste, a chuva perde força, mas acontece de forma isolada desde o litoral da Bahia até a Paraíba. Pancadas isoladas também estão previstas para o litoral do Ceará e norte do Maranhão.

Norte

Períodos de sol alternados com pancadas de chuva no norte do Amazonas e em Roraima, onde não se descarta chuva moderada em alguns períodos do dia. No norte do Pará e no Amapá, pancadas mais irregulares, enquanto as demais áreas da Região têm sol e calor. Em Rondônia, Tocantins e metade sul do Pará, o ar seco contribui para a baixa umidade relativa do ar, que pode ficar em atenção para valores inferiores aos 30%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil lidera cogeração de energia limpa



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira
Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira – Foto: Divulgação

O Brasil tem se consolidado como referência mundial na cogeração de energia a partir de fontes renováveis, seguindo uma tendência global de descarbonização da matriz energética. Enquanto o carvão mineral ainda representa 61% da cogeração global, segundo o relatório Global CHP Market Overview (dez/2024), o país caminha na direção oposta: em 2021, 69,2% da cogeração nacional veio de biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, licor negro e cavaco de madeira, conforme destaca Leonardo Nakamura, engenheiro da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira, que alia abundância de subprodutos a investimentos em tecnologia. Atualmente, o Brasil conta com 21,9 GW de capacidade instalada de cogeração em operação, o que representa 10,3% da matriz elétrica nacional. Só a biomassa responde por 18,7 GW, com destaque para o bagaço de cana (13,03 GW), segundo dados da Aneel e da Cogen. Em 2024, a geração elétrica por biomassa bateu recorde, com 58 TWh, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN).

O tema estará em destaque na 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, feira mundial da cadeia de bioenergia, que ocorrerá de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho/SP. O evento será palco para debater os avanços da cogeração renovável e as oportunidades para o Brasil no cenário internacional.

Além do reconhecimento como potência em cogeração, o país planeja expandir sua atuação com exportações de biocombustíveis, tecnologias e até energia elétrica para vizinhos como Argentina e Uruguai. Para Nakamura, essa integração regional fortalece a segurança energética do Cone Sul e posiciona o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa no continente.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Fretes sobem em São Paulo apesar da queda no diesel


Apesar da redução no preço do diesel e da diminuição do piso mínimo de frete, o custo do transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo apresentou leve alta em junho. Segundo a edição de julho do Boletim Logístico, divulgada nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento dos juros influenciou diretamente os pagamentos a prazo, o que contribuiu para o encarecimento dos fretes.

De acordo com a Conab, “nem mesmo a redução do piso mínimo de fretes e a queda no preço do diesel conseguiram manter os fretes em baixa”. O preço médio do diesel comum foi registrado em R$ 6,07, enquanto o S-10 alcançou R$ 6,20, ambos com retração em relação a abril, em função da diminuição no valor repassado às distribuidoras.

No comércio exterior, São Paulo exportou US$ 27,13 bilhões entre janeiro e maio, enquanto importou US$ 35,34 bilhões no mesmo período, evidenciando um déficit comercial. No agronegócio, as exportações somaram US$ 11,08 bilhões, queda de 11,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações agrícolas, por outro lado, subiram 5,6%, totalizando US$ 2,47 bilhões.

O setor sucroalcooleiro lidera as exportações do agronegócio paulista, com receita de US$ 2,67 bilhões, seguido por carnes (US$ 1,5 bilhão), soja (US$ 1,2 bilhão), sucos (US$ 1,2 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,2 bilhão).

As condições climáticas permaneceram dentro da normalidade, com chuvas e temperaturas próximas à média histórica para maio e junho. O impacto das geadas, embora registrado, ficou restrito a cultivos específicos de baixa expressão no estado, como hortaliças, morangos e maçãs, sem interferência significativa na dinâmica de transporte agrícola.

A Conab também destacou que obras de manutenção na rodovia Anchieta-Imigrantes, previstas para a segunda semana de julho, devem afetar temporariamente o escoamento da produção agrícola. “O reajuste das tarifas de pedágio, que pode chegar a 5,31%, também pode influenciar os custos logísticos ao longo do mês”, alerta o boletim.





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China se consolida nas vendas ao Brasil



“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo”



“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo"
“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo” – Foto: Divulgação/Portos RS

Entre janeiro e junho de 2025, a China se consolidou como principal fornecedora do Brasil, respondendo por 26,3% das importações nacionais, o maior percentual já registrado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, bem acima do avanço geral das importações brasileiras, que subiram 16,7%. A queda de 8,1% nos preços médios dos produtos chineses também contribuiu para aumentar a competitividade.

Esse desempenho reflete fatores como a crescente familiaridade das empresas chinesas com o mercado brasileiro, além de investimentos relevantes em infraestrutura local, como portos e unidades industriais. A qualidade dos produtos também tem evoluído, o que fortalece as trocas comerciais entre os dois países.

Empresas brasileiras especializadas em comércio exterior, como a Target Trading, têm ampliado suas operações com a China, importando máquinas de grande porte e autopeças. Estruturas de logística, manutenção e inspeção têm sido essenciais para garantir a confiabilidade dessas transações.

“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

Enquanto a China avança, os Estados Unidos perderam espaço nas importações brasileiras, com participação reduzida a 16%, o segundo menor índice dos últimos dez anos. A mudança reforça o redesenho das parcerias comerciais e a importância de manter o equilíbrio nas relações internacionais.

 





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Importadores de manga dos EUA estão prontos para receber, mas Brasil não entregará



A sobretaxa às exportações brasileiras imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em risco 77 mil toneladas de frutas que teriam o mercado norte-americano como destino.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, o caso da manga é o que mais aflige o setor.

Isso porque a cada 100 contêineres exportados com a fruta, 92 saem da região do Vale do São Francisco, maior polo produtor do país. “A gente tem nos Estados Unidos uma safra com vários países que participam, então é uma safra compacta, com duração de três meses, período em que chegamos a enviar 2.500 contêineres, mais ou menos 12 milhões de caixas”, detalha.

Coelho ressalta que o México forneceu aos norte-americanos a variedade de manga tomy durante os meses de maio, junho e julho. Na sequência, seguindo o curso natural do setor, seria a vez do Brasil.

“É importante dizer que a colheta da manga ainda não começou, não tem contêiner em porto, não tem nada disso ainda. Está tudo programado como há décadas para começar na primeira semana de agosto.”

Contudo, as incertezas a respeito da viabilidade da venda aos Estados Unidos tem colocado em risco um cronograma que o setor segue à risca há anos.

De acordo com o presidente da Abrafrutas, a caixaria, ou seja, embalar a fruta de acordo com cada estabelecimento de destino, sejam supermercados ou distribuidores, é o primeiro passo. Essa etapa já é previamente organizada por conta do curto período de operacionalização da venda externa.

Coelho conta que os importadores nos Estados unidos também já estão organizados para receber os contêineres e fazer a logística das frutas para distribui-las. Entretanto, com a tarifa de 50%, fica inviável exportar. “É colher para ter prejuízo”, resume.

Manga para outros destinos?

A respeito da possibilidade de realocar o destino da manga, o presidente da Abrafrutas diz ser inviável por conta do tamanho da produção. “A Europa é um grande cliente, mas já está abastecida. Além disso, não recebem a mesma variedade de frutas que vendemos aos Estados Unidos”, conta.

De acordo com ele, despachar a manga ao mercado interno também não é viável devido à alta quantidade de fruta para consumo em curto espaço de tempo. “Vamos abarrotar o país, o preço vai desabar, nós vamos encher o mercado de manga e o custo para produzir, digamos, um quilo de manga será maior do que o preço de venda”, contextualiza.

Apesar do momento crítico, Coelho ainda acredita em uma flexibilização no prazo para o início da tarifa e que, nesse intervalo, Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo.



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Como escolher entre sêmen convencional, sexado e genômico na pecuária


A inseminação artificial evoluiu e se consolidou como ferramenta essencial para o avanço da genética bovina na pecuária. Hoje, o pecuarista pode escolher entre diferentes tipos de sêmen, convencional, sexado ou genômico, para alcançar objetivos específicos no rebanho. Mas qual é a melhor opção para cada sistema produtivo? A resposta passa por planejamento, análise de dados e alinhamento com as metas da fazenda.

Mais do que entender o tipo de material genético, é preciso compreender o papel estratégico que cada tecnologia desempenha. De acordo com especialistas em entrevista ao Canal do Criador, a escolha correta pode acelerar o ganho genético, aumentar a eficiência reprodutiva e gerar impacto direto na rentabilidade da atividade.

Genômica encurta o caminho até o ganho genético

Segundo Raul Lara Resende, analista técnico da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), a genômica tornou possível prever o mérito genético de um touro ainda muito jovem, com base em informações de DNA e parentesco. Essa tecnologia antecipa decisões que, até pouco tempo atrás, só poderiam ser tomadas após anos de avaliação da progênie.

“Hoje já se identifica em um bezerro ou até em um embrião um potencial genético equivalente ao de um touro adulto de nove anos do passado. Isso propiciou velocidade, redução de custos, precisão e eficiência muito superiores aos programas tradicionais de melhoramento”, explica Resende.

Na prática, touros genômicos são indicados para acelerar ciclos de seleção, permitindo que os produtores utilizem reprodutores superiores antes mesmo que esses tenham filhos avaliados.

Acurácia e risco: o que considerar no uso de sêmen genômico

Apesar das vantagens, o uso de sêmen genômico exige atenção quanto à acurácia das informações. Segundo Resende, “a confiabilidade das provas genômicas depende da qualidade dos dados utilizados e da densidade dos testes. Raças como Nelore, Holandês e Angus já têm bancos robustos e validações consistentes”.

Outro ponto importante é o tamanho do rebanho. “Em rebanhos grandes, mesmo com variação nos resultados, a chance de nascerem indivíduos muito superiores compensa o uso mais intenso de sêmen genômico. Já em rebanhos pequenos, o ideal é usar essa ferramenta de forma mais criteriosa, equilibrando com touros provados”, recomenda o analista da Asbia.

A genômica também pode ser aplicada em fêmeas, permitindo que o produtor direcione acasalamentos com maior precisão, selecione matrizes com base no mérito genético e utilize o sêmen ideal para cada perfil de animal.

Melhoramento genético de gado bovinoMelhoramento genético de gado bovino
FOTO: Divulgação | Jm Matos

Convencional ou sexado: como cada um se encaixa no sistema produtivo

De acordo com Gustavo Sousa Gonçalves, gerente de Leite Europeu da Alta Brasil, o sêmen convencional continua sendo amplamente utilizado pela resistência e pelas melhores taxas de prenhez. “O convencional aguenta mais ‘desaforo’, ou seja, emprenha um bom percentual de animais mesmo diante de problemas no manejo e no ambiente”, afirma.

Já o sêmen sexado, que permite escolher o sexo da cria, é indicado principalmente para rebanhos leiteiros bem manejados, com foco em reposição de fêmeas de alto valor genético. “No gado de leite, a possibilidade de aumentar o número de nascimentos de fêmeas é extremamente vantajosa. Mas é preciso que o rebanho tenha índices reprodutivos consistentes para aproveitar bem essa tecnologia”, ressalta Gonçalves.

A pureza do sêmen sexado hoje gira em torno de 90%, mas ele exige cuidados rigorosos no descongelamento e na aplicação. Pequenas falhas no manejo podem comprometer os resultados.

Estratégia e planejamento são fundamentais para o sucesso

Combinar diferentes tipos de sêmen pode ser uma solução eficiente para a genética bovina quando há planejamento reprodutivo. “Por exemplo, podemos usar sêmen sexado nas novilhas por até três tentativas. Se não houver sucesso, passamos para o convencional. Isso reduz custo e mantém a eficiência do sistema”, orienta Gonçalves.

O especialista reforça ainda que o maior erro do produtor é tomar decisões sem base nos dados da própria fazenda. “A pecuária moderna não tolera mais decisões no escuro nem ações sem preparo. A tecnologia está aí, mas ela só funciona com gestão, capacitação da equipe e suporte técnico qualificado”, conclui.

A aplicação como grande diferencial 

Sêmen convencional, sexado ou genômico: todos têm potencial de contribuir para o avanço genético do rebanho. A diferença está no modo como são aplicados. O convencional oferece robustez, o sexado direciona a reposição com mais precisão e o genômico acelera o progresso genético. A escolha ideal vai depender do sistema de produção, dos recursos disponíveis e, principalmente, do planejamento.

Antes de definir qual tipo usar na genética bovina, vale buscar suporte técnico e alinhar a decisão com os objetivos produtivos da propriedade. Quando bem orientado, o uso estratégico dessas tecnologias pode transformar os resultados da fazenda em poucas gerações.



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Santa Catarina prorroga redução de ICMS sobre insumos agropecuários, diz Ocesc



A Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc) informou que a Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) aprovou o Projeto de Lei 403/2024, que prorrogou para dezembro de 2025 a redução de 60% do ICMS cobrado sobre os insumos agropecuários na venda para outros Estados.

O PL foi elaborado pelo Sistema Ocesc com a Frencoop/SC. “Essa medida evita impactos retroativos, protege os resultados dos exercícios anteriores e dá fôlego para que as cooperativas se adaptem com responsabilidade às novas exigências fiscais”, disse em nota o coordenador Contábil e Tributário da Ocesc, João Antônio Zerbielli.

Conforme a entidade, outros seis projetos de lei que afetam o cooperativismo catarinense também foram aprovados:

  • PL 412/2025, que prorroga até o final de 2028 o crédito presumido de ICMS para fabricantes de farinha de trigo, de mandioca e derivados;
  • PL 415/2025, que zera a alíquota do ICMS em produtos da cesta básica nas operações internas até abril de 2026;
  • PL 433/2025, que possibilita a transferência de crédito presumido de ICMS acumulado para abatedores de suínos e aves que compram animais produzidos em Santa Catarina;
  • PL 435/2025, com remissão de ICMS devido pelos produtos de leite;
  • PL 472/2025, que institui o Programa Estrada Boa Rural; e
  • PL 426/2025, que define a Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) como responsável pela execução do Cadastro Ambiental Rural (CAR).



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Laranja para suco tem baixa cotação e compra limitada


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (17), o retorno da insolação nas últimas semanas contribuiu para a melhoria das condições das frutíferas cítricas na região de Caxias do Sul. Apesar disso, pomares de bergamota sofreram com a queda de frutos no terço superior das plantas, em razão das sessões tão intensas que atingiram a região nos meses de junho e julho.

A entidade informou que “esta safra foi considerada ótima em termos de produção, que está acima do esperado”, mesmo diante dos eventos climáticos adversos. Os produtores estão desenvolvendo tratamentos fitossanitários com fungicidas. A colheita da bergamota Ponkan e da variedade Caí está em fase final, com preços variando entre R$ 1,50 e R$ 1,75 o quilo. Também foi iniciada a colheita das variedades Montenegrina, cotada a R$ 2,50/kg, e Murcott, a R$ 1,80/kg.

Nos pomares de laranja da mesma região, sugeriu-se redução na queda de frutos. Estão sendo aplicados tratamentos cúpricos para controle do câncer-cítrico. As variedades Bahia, Monte Parnaso e do Céu estão em colheita. A laranja de umbigo destinada ao consumo in natura é comercializada a R$ 1,80/kg, enquanto o produto para suco custa R$ 0,50/kg.

Na região de Passo Fundo, segue a colheita de variedades precoces de laranja. Os produtores realizam tratamentos preventivos contra pinta-preta e câncer-cítrico, além de práticas agronômicas como plantio de cobertura do solo, controle de moscas e adubação com cloreto de potássio. Nos pomares em formação, ocorrem possibilidades de formação. O preço da laranja para a indústria varia entre R$ 0,90 e R$ 1,10/kg. A expectativa de expansão da área plantada corresponde aos preços obtidos na última safra.

Em Erechim, segue a comercialização das laranjas Salustiana, IAPAR e Rubi, com início da colheita da variedade Valência, cotada a R$ 800,00 por tonelada. Segundo a Emater/RS-Ascar, “em virtude do anúncio de tributação de 50%, a partir de 1º de agosto, pelo governo norte-americano, as indústrias de suco de laranja planejaram paralisar a coleta de frutos até que a situação esteja normalizada ou que haja um direito com outros países para a exportação”. A medida afeta diretamente o setor, já que cerca de 40% do suco de laranja brasileiro é exportado para os Estados Unidos.

Em Frederico Westphalen, a produção envolve mais de 3.500 hectares de laranjas de suco e de umbigo, distribuídos entre 1.574 famílias. A área de cultivo de bergamota soma 240 hectares, com 225 famílias envolvidas, e o limão Tahiti ocupa 26 hectares de 55 famílias. As chuvas intensas em maio e junho, seguidas por simultâneas no início de julho, provocaram a queda de frutos em pomares de variedades precoces, de ciclo médio e tardio, afetando a qualidade do suco e, em alguns casos, resultando na recusa de compra por parte das indústrias.

As variedades precoces estão em final de colheita, enquanto as de ciclo médio e tardio ainda iniciam a maturação. Os produtores seguem com aplicações de calda sulfocálcica para controle de pragas, como mosca-branca, ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose, e doenças como a clorose variegada dos citros (CVC).

Os preços de bergamotas e laranjas variam entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg no mercado local. Para a indústria, laranjas precoces com boa qualidade de suco são comercializadas entre R$ 800,00 e R$ 850,00/t. Já as de ciclo tardio, com qualidade inferior, são cotadas a R$ 650,00/t, mas com restrição na compra pelas indústrias.





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