terça-feira, maio 12, 2026

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Carne suína perde competitividade frente às concorrentes



A carne suína perdeu competitividade frente às principais substitutas (bovina e de frango) em julho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

De acordo com os pesquisadores, este cenário foi motivado pelas quedas pouco acentuadas nas cotações da carcaça especial suína. 

Ao mesmo tempo, as baixas verificadas para a carcaça casada bovina e o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo foram mais intensas no comparativo com o mês de junho.

No mercado doméstico de carne suína, ainda conforme o centro de pesquisas, os recuos nas cotações do animal vivo não foram suficientes para impulsionar a demanda pelos cortes.

Além disso, com o período de final de mês e o menor poder de compra da população, o ritmo dos negócios permanece lento.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Com tarifaço, exportadores de carne bovina dizem que carga tributária ultrapassará 76%



Após a assinatura da Ordem Executiva por Donald Trump, que estabeleceu a taxação de 50% sobre as exportações brasileiras, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgou nota dizendo que somada à alíquota atual de 26,4%, a carga tributária total ultrapassaria 76%, comprometendo a viabilidade econômica das exportações ao mercado norte-americano.

De acordo com a entidade, os EUA que importou 229 mil toneladas em 2024 e para 2025, a previsão era atingir 400 mil toneladas. A carne bovina ficou de fora da lista de produtos isentos da tarifa extra.

Ainda de acordo com a nota, a Abiec mantém diálogo com os importadores norte-americanos e conversa com o governo federal em busca de uma solução para o impasse. A taxa começa a vigorar a partir do dia 6 de agosto, de acordo com decreto assinado pelos presidente dos Estados Unidos.

“A entidade está em diálogo com os importadores norte-americanos e colabora com o governo federal na busca de uma solução negociada. Reforça a importância de preservar o fluxo comercial com os EUA, que enfrentam atualmente o menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos. Também destaca a atuação conjunta do esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária na abertura de novos mercados e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) nas articulações diplomáticas e comerciais”, diz trecho da nota.



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Após anúncio de tarifaço, Lula diz que interferência dos EUA é inaceitável



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota oficial, na noite desta quarta-feira (30), em que defende a democracia e a soberania do país frente as iniciativas dos Estados Unidos (EUA) contra a economia e a Justiça brasileiras.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou Lula.

Esta foi a primeira reação pública de Lula após o governo dos EUA anunciar uma sanção punitiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e, horas mais tarde, oficializar, por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, a taxação de 50% sobre produtos vendidos pelo Brasil, que contém, entretanto, uma lista de quase 700 exceções.

Na nota, o presidente brasileiro manifesta solidariedade do governo federal a Moraes e diz que o magistrado é “alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

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“Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, prossegue Lula.

O presidente lembra que a a lei no Brasil abrange cidadãos e todas as empresas e que atividades que afetem a vida da população e da democracia estão sujeitas a normas, incluindo plataformas digitais.

“A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”.

A nota assinada pelo presidente ainda considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras.

“O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países”, observa.

Por fim, o governo aponta disposição a negociar apenas aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, sem abrir mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação, como é o caso da Lei de Reciprocidade Comercial, além de um plano de contingência para minorar os impactos econômicos das tarifas.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais. Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras”, conclui a nota oficial de Lula. Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:

O Brasil é um país soberano e democrático

O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.

É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira. O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.

Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.

No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.

A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.

O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.

O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.

Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República



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Maioria das empresas é contra retaliação aos EUA por causa de tarifaço



A maioria das empresas brasileiras e multinacionais considera que o Brasil não deve retaliar deve evitar os Estados Unidos pela implementação das tarifas de 50% , segundo dados do levantamento realizado pela Amcham Brasil com 162 companhias.

De acordo com a pesquisas, 88% defendem que o melhor caminho é negociar, sem recorrer a medidas de reciprocidade; 86% avaliam que uma retaliação imediata agravaria tensões e reduziria o espaço para diálogo e a penas 10% apoiam medidas imediatas de reciprocidade.

O estudo mostra ainda que, entre as empresas exportadoras, 59% preveem interrupção total ou queda acentuada nas vendas aos EUA com a entrada em vigor da sobretaxa, ameaçando setores estratégicos do comércio bilateral.

A pesquisa foi conduzida entre 24 e 30 de julho de 2025, antes da publicação da ordem executiva americana. A Amcham calculou que a lista de exceções divulgada em 30 de julho contempla 694 produtos, representando US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024). O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA.

  • Agravamento das tensões com os EUA e redução do espaço para negociação (86%);
  • Impactos em setores brasileiros dependentes de insumos, tecnologias ou equipamentos dos EUA (71%);
  • Prejuízo à imagem do Brasil como destino de investimentos (50%);
  • Aumento da insegurança jurídica no ambiente de negócios (45%).
  • Além dos efeitos diretos sobre as exportações, a pesquisa sugere outros impactos relevantes:
  • 52% apontam riscos à cadeia de fornecedores no Brasil;
  • 52% indicam perda de competitividade frente a concorrentes internacionais;
  • 46% consideram rever investimentos planejados ou em curso no Brasil;
  • 43% mencionam realocação de projetos globais;
  • 41% preveem redução de quadro de colaboradores e diminuição da atratividade do país para novos investimentos;
  • 18% percebem risco de dano reputacional para empresas americanas com operação no Brasil;
  • 13% não descartam paralisação de atividades no país.

Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil: “Os resultados da pesquisa revelam com nitidez os potenciais impactos que tarifas mais altas representam para os negócios – desde a interrupção de exportações até o redirecionamento de investimentos globais. É fundamental intensificar a busca por uma solução que preserve os ganhos econômicos e sociais da relação entre Brasil e Estados Unidos.”

O levantamento mostra também que 52% das empresas monitoram a situação sem ações definidas, enquanto 54% atuam por meio de associações empresariais. Há mobilizações pontuais: 25% engajam parceiros e clientes nos EUA, e 16% dialogam diretamente com autoridades brasileiras.



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Trump usa o Brasil para mostrar força


Make America Great Again”, às custas de quem?

O projeto político “Make America Great Again”, retomado com força por Donald Trump, parte da premissa de que os interesses dos Estados Unidos estão acima de qualquer regra multilateral, tratado diplomático ou respeito entre nações soberanas.

A diferença, agora, é que essa visão deixou de ser apenas um discurso e passou a se traduzir em ações de força e humilhação pública contra países que ousam contrariar Washington. E o Brasil, nesta nova etapa, parece ter sido o escolhido para servir de exemplo.

Ao sancionar um ministro do Supremo Tribunal Federal e impor tarifas estranguladoras ao agro nacional, os EUA sinalizam ao mundo: “quem não se submeter, será punido”.

Por que o Brasil?

  • É economicamente relevante, mas politicamente vulnerável;
  • Tem dependência comercial dos EUA em alguns setores
  • Possui um governo fragilizado e polarizado, sem capacidade de resposta institucional firme.

Portanto, o país serve como “alvo estratégico”: grande o suficiente para causar impacto, fraco o bastante para não retaliar.

Esse abuso, travestido de defesa comercial ou moralismo jurídico, visa intimidar outros países e coibir qualquer desvio dos “caprichos” da política americana atual. Ao tentar se impor pela força, os EUA arriscam criar um efeito colateral perigoso: estimular a formação de alianças contrárias à sua hegemonia.

O mundo já começa a se reorganizar:

  • Países do BRICS buscam sistemas financeiros alternativos, como o uso da UnionPay ou moedas locais para o comércio;
  • Novos blocos comerciais surgem com China, Rússia, Índia e países do Sul Global se aproximando;
  • Há um movimento crescente de rejeição à intromissão política dos EUA, visto como neocolonialismo.

O “MAGA” pode se transformar em um projeto amargo, pois a tentativa de “tornar os EUA grandes” tem provocado desgaste internacional e fomentar um novo ciclo de polarização global e isolamento americano.

O setor agropecuário brasileiro, responsável por mais de 25% do PIB nacional, é duplamente afetado:

  • Pelo impacto direto das tarifas, que tornam nossos produtos menos competitivos;
  • Pela instabilidade institucional que afasta investimentos e parcerias internacionais.

Ao atacar o Brasil, os EUA colocam em risco cadeias de fornecimento globais e forçam o país a repensar sua dependência de mercados unilaterais.

Cegueira coletiva: quando o povo ignora o ataque

Do ponto de vista sociológico e antropológico, a resposta da sociedade brasileira tem sido marcada por um fenômeno perigoso: a naturalização da submissão. Em vez de reação, vê-se:

  • Torcida ideológica, como se sanções fossem apenas parte da guerra política entre direita e esquerda;
  • Colonialismo mental, com brasileiros aplaudindo punições externas ao seu próprio país;
  • Cegueira voluntária, com parte da população incapaz de conectar tarifas e sanções à erosão da soberania.

Essa apatia é sintoma de um povo que perdeu a capacidade de pensar o Estado como patrimônio coletivo, e passou a agir como torcida organizada, ignorando os impactos reais no seu dia a dia, no emprego, no alimento, no campo.

Conclusão: o Brasil precisa acordar!!

O que está em curso não é apenas uma crise comercial ou jurídica. É uma tentativa coordenada de rebaixar o Brasil na hierarquia internacional, de potência regional a país submisso, sem poder de reação. E é preciso dizer com clareza: o governo Lula tem parte de responsabilidade direta na escalada dessa situação.

Ao adotar uma política externa ambígua, atacar sistematicamente adversários políticos e alinhar-se a regimes considerados autoritários, o presidente criou as condições para que os Estados Unidos se sentissem autorizados a retaliar o país em público, com tarifas, sanções e humilhações. Não se trata de defender Moraes ou o STF, mas de compreender que a instabilidade institucional aberta ao mundo cobra um preço alto, e ele chegou.

Diante disso, o Congresso Nacional, como representante legítimo do povo brasileiro, se posiciona com firmeza, junto com o executivo, diante de tarifas abusivas e de sanções políticas inadmissíveis.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixa luminosidade e cerração afetam produção de alface



Falta de sol reduz oferta de alface em Lajeado




Foto: Seane Lennon

A comercialização da alface na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, tem enfrentado ritmo lento e queda nos preços, segundo informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, na última quinta-feira (24). De acordo com o levantamento, os valores praticados estão entre 30% e 40% abaixo do habitual, variando de R$ 16,00 a R$ 26,00 por dúzia nas variedades crespa e lisa.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento das plantas nas últimas semanas não evoluiu, e elas ficaram pequenas”. A entidade também aponta a presença de bactérias nas folhas mais velhas, atribuída à ausência de sol e ao excesso de cerração.

No município de Bom Princípio, os cultivos também foram impactados negativamente pelas baixas temperaturas e pelo nevoeiro frequente. Nessa localidade, o preço da dúzia de alface está em torno de R$ 25,00, refletindo a menor oferta do produto.





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Frio com possibilidade de geada; veja a previsão do tempo para hoje



O ar frio ainda atua sobre o Sul do Brasil nesta quinta-feira (31) e mantém as temperaturas baixas durante a manhã. Há possibilidade de geada, especialmente em pontos mais altos da Serra do Rio Grande do Sul, no interior de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. O dia será de sol entre nuvens nas cidades do interior gaúcho e do Paraná, e as temperaturas sobem gradativamente durante a tarde, proporcionando uma sensação mais amena. À tarde, o ar seco ganha força e favorece a queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar entre o interior paranaense e o norte gaúcho – com risco para entrarem em níveis críticos de atenção. Próximo à costa, o mar continua agitado e ainda há alerta de ressaca entre Mostardas (RS) e Florianópolis (SC).

No Sudeste, quinta-feira marcada por tempo seco em praticamente toda a região. Ainda pela manhã, os termômetros seguem registrando mínimas mais baixas, e há risco de geada no extremo sul de MG. O sol predomina, as temperaturas ficam elevadas e a umidade relativa do ar pode chegar a valores abaixo de 30% em boa parte do interior paulista e mineiro. Entre o triângulo mineiro, norte e noroeste paulista, o cenário é de alerta, com índices abaixo de 20%.

Enquanto, no Centro-Oeste, o padrão atmosférico permanece semelhante, com predomínio de sol e ausência de chuva. As temperaturas seguem elevadas e a umidade relativa do ar continua baixa, exigindo atenção com a hidratação e cuidados com a saúde. Boa parte da região também deve seguir com índices dentro de limiares de alerta – abaixo de 20%.

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Já no Nordeste, o avanço da frente fria sobre o oceano deve reforçar a entrada de umidade sobre o litoral da Bahia, e as pancadas de chuva persistem, com potencial para chuva forte entre a região de Porto Seguro (BA) e o Recôncavo Baiano. Em Ilhéus (BA), há risco para temporais localizados. Nas demais áreas da costa leste – entre Salvador (BA) e Natal (RN), há condição para chuva moderada. No interior da região, o cenário é oposto: predomínio de ar seco, calor e umidade baixa, com risco para ficar abaixo de 30%.

E na região Norte, as chuvas diminuem em boa parte do território e permanecem mais concentradas no Amapá, Roraima, norte do Amazonas e do Pará. As temperaturas continuam elevadas e a umidade do ar pode atingir valores abaixo de 30% em Rondônia e no Tocantins.

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Cooperativa do Amapá investe em ‘açaí em pó’ para conquistar mercados


Entre os produtos oferecidos pela Amazonbai, cooperativa localizada no arquipélago do Bailique e Beira Amazonas, na Zona Oeste de Macapá, no Amapá (AP), está o ‘açaí em pó’.

O fruto passa por um processo de desidratação que conserva suas propriedades e pode ser reconstituído com água. “Com 50g de pó, você faz até duas porções”, explica Gabrielly Santos Corrêa, vice-presidente da cooperativa e produtora rural.

A novidade foi apresentada no Inova Amazônia Summit 2025, evento realizado pelo Sebrae/AP. Além disso, a inovação fortalece o portfólio da cooperativa, que recentemente conquistou o selo de Indicação Geográfica, na modalidade de Indicação de Procedência (IP) — reconhecimento importante para os produtores de açaí da região.

Segundo Corrêa, o selo confirma a qualidade do fruto, a origem do produto e o compromisso com a rastreabilidade. “É mais uma certificação que mostra que o nosso açaí é de qualidade, tem origem e segue todo o processo de rastreabilidade”, destaca.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Uma mulher com blusa roxa e avental verde Uma mulher com blusa roxa e avental verde
Gabrielly Santos Corrêa, vice-presidente da cooperativa e produtora rural.
Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

Porém, ela reforça que todos os cooperados sabem exatamente de onde vem o fruto e quem o produziu, o que fortalece a confiança do mercado consumidor. Além dessa conquista, a Amazonbai já acumula oito selos em seus produtos.

Apesar dos avanços, a cooperativa ainda enfrenta desafios logísticos, como o transporte até Macapá. “A gente leva 12 horas de barco. Isso encarece o custo e dificulta a logística.”

No entanto, mesmo diante dos obstáculos, a cooperativa aposta em soluções sustentáveis e foca em agregar valor à produção, aliando inovação e responsabilidade socioambiental. “Nosso diferencial está na origem e na dedicação em fazer um açaí cada vez melhor”, completa.

Com orgulho, Corrêa conclui: “Trabalhamos para que nosso açaí leve saúde, sabor e identidade amazônica para todo o Brasil.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre o ‘açaí em pó’? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, nesta quinta-feira (31), às 17h45.

Neste episódio, você irá acompanhar histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país e a importância das cooperativas no campo.

Então, confira abaixo os canais disponíveis:

Arte com os horários do programa Porteira Aberta EmpreenderArte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte divulgação | Canal Rural

Além disso, você também pode participar do programa enviando dúvidas, sugestões ou relatos pelo nosso  WhatsApp. Participe!



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AgroNewsPolítica & Agro

PAA garante 148 toneladas de alimentos no Pernambuco


Agricultores familiares de Pernambuco vão destinar cerca de 148,9 toneladas de alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de três projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com o objetivo de apoiar a produção e fortalecer a comercialização dos agricultores.

Nesta quinta-feira (31), o superintendente da Conab em Pernambuco, Elizaldo Sá, e o técnico Genivaldo Santos acompanham as entregas de dois projetos. Um deles é executado por 22 produtores da Associação dos Trabalhadores do Assentamento Normandia, de Caruaru, responsáveis por 65,4 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos são destinados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Belém de Maria. Para a aquisição, foram investidos aproximadamente R$ 316,18 mil.

Em Gravatá, agricultores da Associação dos Produtores Rurais da PAH Barra Bonita (APROBARRA) estão entregando 28,16 toneladas de banana da terra, cará de São Tomé e chuchu ao CRAS local. A Conab destinou R$ 200 mil para essa operação.

No município de Brejo da Madre de Deus, a Associação dos Agricultores Vale do Açudinho e Adjacências é responsável por 55,3 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos serão encaminhados à Associação dos Escoteiros Tradicionais do Brejo da Madre de Deus, ao Conselho dos Moradores de São Domingos e ao CRAS de Jataúba. As entregas começaram na quarta-feira (30), com investimento de R$ 284,97 mil.

Em Lagoa Grande, foram concluídas as doações de dois projetos desenvolvidos pela Associação Comunitária dos Agricultores da Ilha do Pontal e pela Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Assentamento Catalunha I. No total, foram entregues mais de 109 toneladas de frutas, hortaliças e mel de abelha ao CRAS local, à Associação Centro de Atividades das Mulheres Agricultoras e à Igreja Batista Independência. A Conab destinou R$ 554,44 mil para a compra dos alimentos.

Além das entregas, técnicos da Conab realizam visitas aos agricultores com projetos do PAA-CDS aprovados. O objetivo das visitas é oferecer orientações sobre a execução do programa, uso do sistema de entregas PANet e reforçar as responsabilidades dos participantes. As ações acontecem em municípios como Petrolina e Caruaru.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, o PAA é executado pela Conab, estados e municípios. O programa garante a compra da produção da agricultura familiar, assegura renda ao produtor e fornece alimentos para redes socioassistenciais, cozinhas comunitárias e restaurantes populares, atendendo populações em vulnerabilidade social.





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Tarifaço de Trump faz BC manter cautela mas exceções animam bolsa; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a decisão do Fed de manter os juros e o impacto do tarifaço anunciado pelos EUA. A postura cautelosa de Powell e o decreto de Trump elevaram a aversão ao risco, fortalecendo o dólar e derrubando o cobre.

Apesar disso, o Ibovespa subiu 0,95%, aos 133 mil pontos, sustentado por Embraer e Petrobras, com alívio vindo das exceções tarifárias. O dólar avançou 0,35%, a R$ 5,59, e a Selic foi mantida em 15%, com viés ainda hawkish.

Hoje, destaque para o PCE nos EUA, desemprego no Brasil e dados na Europa e Ásia.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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