terça-feira, maio 12, 2026

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Produtores reforçam combate à soja tiguera para evitar ferrugem e pragas em MT



No município de Vera, produtores estão cada vez mais atentos ao cumprimento do vazio sanitário da soja, que neste ano em Mato Grosso ocorre entre 8 de junho e 6 de setembro. A prática, que proíbe a presença de plantas vivas de soja nesse período, é fundamental para conter a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura, além de prevenir a proliferação de pragas na próxima safra.

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O agricultor Thiago Strapasson relata que o manejo começa já na implantação do milho, com o controle rigoroso da soja voluntária, conhecida como soja tiguera, para evitar que reste alguma planta viva até a colheita. “Aprendemos no passado tomando muito prejuízo. Cada ano fomos mudando, nos aperfeiçoando, para não passar por isso de novo. Jogamos calcário, passamos niveladoras para eliminar as plantas e fazer uma boa limpeza da área”, afirma.

O presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, Rafael Bilibio, destaca a importância da conscientização: “É fundamental eliminar a soja tiguera, que além de ser hospedeira da ferrugem asiática, pode carregar pragas que comprometem a próxima safra.”

Segundo Renan Tomazele, diretor técnico da Indea-MT, o produtor mato-grossense já compreendeu o valor da medida. “São 19 anos de vazio sanitário, e hoje vemos um comprometimento real. Mesmo em anos de clima adverso, os produtores têm feito as vistorias de campo, o que reduz o inóculo da doença no início da próxima safra. Nosso objetivo não é aplicar multas, mas garantir que a medida seja respeitada.”

Perigo que vai além das lavouras de soja

Mas o desafio vai além das propriedades. Às margens das rodovias, grãos perdidos durante o transporte germinam e se tornam plantas hospedeiras, o que preocupa o setor. “É só andar pelas estradas que a gente vê. Aquelas plantas nascem dos grãos caídos dos caminhões e viram verdadeiros viveiros de doenças e pragas. Isso também precisa de atenção”, alerta um dos entrevistados.

O setor produtivo cobra ações concretas das concessionárias e do poder público municipal para o manejo dessas áreas. “Seja por obrigação legal ou responsabilidade das empresas que administram as vias, é preciso eliminar essas tigueras das estradas. Caso contrário, vamos pagar caro com ferrugem, mosca-branca e outras pragas mais adiante.”



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Bioeconomia no Brasil: caminho promissor



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer
Parcerias púplico-privadas devem ocorrer – Foto: Divulgação

A bioinovação desponta como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável, com a bioeconomia oferecendo soluções concretas para a produção mais limpa e a descarbonização das economias. Ao substituir matérias-primas e combustíveis fósseis por recursos biológicos renováveis, o setor se alinha a metas globais de sustentabilidade, movimentando hoje cerca de 2 trilhões de euros e gerando 22 milhões de empregos, segundo a OCDE.

Segundo Matheus Gadotti Junkes, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Grupo Flexível, a indústria química brasileira tem papel central nessa transformação, ao agregar valor à biomassa e convertê-la em produtos como bioplásticos, espumas e adesivos. Ele destaca ainda que o Brasil possui vantagens competitivas únicas – como diversidade biológica, matriz energética renovável e alta disponibilidade de biomassa – que o colocam na liderança da bioeconomia mundial, com potencial de gerar US\$ 593 bilhões por ano até 2050, conforme estudo da ABBI. 

Apesar do cenário promissor, Junkes aponta entraves que ainda limitam a expansão da bioeconomia no Brasil, como o alto custo de produção dos bioprodutos em relação aos fósseis, necessidade de inovação constante, carência de profissionais qualificados e gargalos logísticos. Ele reforça que o avanço depende de um ambiente regulatório mais ágil, incentivos à pesquisa e critérios claros para rotulagem de produtos sustentáveis. 

“Mas, para desenvolver uma cadeia produtiva mais sustentável, o ambiente regulatório precisa considerar ações para acelerar a aprovação de insumos para pesquisa, o processo de homologação para produtos sustentáveis e incentivar os investimentos em pesquisa e inovação nas empresas, centros de pesquisa e academia. O diálogo e a parceria entre a iniciativa privada, governo e representantes da sociedade devem ser permanentes e continuar mesmo após a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia”, conclui.

   





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JBS firma convênio com o governo para ofertar emprego a beneficiários do Bolsa Família



A JBS assinou nesta quinta-feira (31) um acordo de cooperação técnica com o governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para oferecer vagas de emprego a inscritos no Cadastro Único para Programa Sociais (CadÚnico). O sistema é a principal porta de entrada para programas como o Bolsa Família.

O convênio entre a companhia e o governo tem duração de dois anos e tem como objetivo promover a inclusão socioeconômica das pessoas inscritas no CadÚnico.

O acordo foi celebrado na sede da JBS em São Paulo, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS Wesley Batista e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

“Acreditamos que a geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos e contribuímos para ampliar o acesso a oportunidades formais de trabalho”, afirmou Wesley Batista.

De acordo com ele, o que mais se ouve nas unidades do grupo são pessoas que querem oportunidade para elas e para as suas famílias. “Valorizar gente é o que move a JBS. E quem faz tudo acontecer aqui são as pessoas. A expectativa de um futuro melhor é o que nos incentiva a oferecer portas abertas para quem quer transformar a própria história”, enfatizou.

Presença da JBS no país

Uma das maiores empregadoras do país, a JBS conta com unidades de produção em mais de 100 municípios brasileiros e um total de 158 mil colaboradores no país.

Tomazoni reforça que a empresa acredita na força de trabalho como motor de transformação. “Estamos presentes em centenas de municípios brasileiros, impulsionando o desenvolvimento social por meio da geração de empregos, da formação de pessoas e do fortalecimento das comunidades. E fazemos isso com um objetivo claro: sermos os melhores naquilo que nos propusemos a fazer”, destacou.

Para viabilizar a participação dos inscritos no CadÚnico nos processos seletivos da companhia, o MDS atuará em parceria com órgãos da rede de assistência social para garantir, de forma impessoal, o acesso às informações necessárias, mediante consentimento prévio dos candidatos.

Desenvolvimento socioeconômico

No evento, o ministro Wellington Dias ressaltou que o social precisa ser parte estratégica integrada ao econômico. “Não dá para tratar a fome separadamente da pobreza e nem os dois separados da economia. É preciso integrar o social, o ambiental e o econômico para vermos a mudança acontecer”, declarou.

O compartilhamento de dados com a JBS será realizado em conformidade com a Política de Privacidade da empresa e com as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Assim, pelo acordo, caberá à JBS realizar os processos seletivos e encaminhar ao MDS os dados dos candidatos contratados, a fim de validar sua elegibilidade no CadÚnico. Criado em 2001, o sistema reúne informações de famílias de baixa renda existentes no país para inclusão em programas de assistência social e redistribuição de renda.



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Tarifaço pode afetar 36% das exportações brasileiras, diz Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calcula que 35,9% das exportações brasileiras poderão ser afetadas, caso se concretizem as medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, já considerando os cerca de 700 produtos que ficaram fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil.

Ao participar do programa Mais Você, da Rede Globo, nesta quinta-feira (31), Alckmin disse que o governo atuará para amenizar seus efeitos para os setores prejudicados, em especial para garantir a manutenção dos empregos.

“Vamos defender os 35% das exportações que foram afetadas. Vamos nos debruçar nesses 35% e preservar empregos, fazendo estudos visando esses setores mais atingidos”, disse.

Em carta enviada ao governo brasileiro no dia 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as exportações brasileiras àquele país seriam taxadas em 50% a partir de 1º de agosto.

Nesta quarta-feira (30), o governo norte-americano amenizou o tom ao postergar o início da taxação para o dia 6 de agosto, além de apresentar uma lista com cerca de 700 exceções, abrangendo produtos que, caso não estivessem à disposição, poderiam causar impacto negativo na economia daquele país.

Entre os produtos da lista estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. A lista, no entanto, não inclui café, frutas e carnes. Todos a serem taxados em 50%.

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“Às vezes você tem um setor que 90% dele vende para dentro (consumo interno) e exporta 10% apenas. Nesse caso, ele é menos atingido. Agora, você tem também setores que exportam metade da produção. E, dentro dessa metade, 70% é para os Estados Unidos. Ele então é muito atingido”, acrescentou.

Plano

Segundo Alckmin, o governo já tem um plano de ação “praticamente pronto”, com foco em preservar empregos e a produção.

“Ainda está sob análise porque só ontem foram apresentados alguns detalhes do tarifaço.
Ele explicou que o presidente Lula ainda vai bater o martelo, e que o plano terá algum impacto de natureza financeira, creditícia, tributária, mas que não deixará ninguém desamparado.

“Em primeiro lugar, vamos lutar para diminuir aqueles 35,9% que foram efetivamente atingido pela tarifa dos 50%. Não damos isso como assunto encerrado. A negociação crescerá. Não encerrou ontem [com o último anúncio dos EUA]”, disse.

“Em segundo lugar, vamos buscar alternativas de mercado; e em terceiro, vamos apoiar setores que precisam de apoio, como o de pescado, o de mel, frutas”, acrescentou.

Alckmin disse que o governo pretende ampliar a lista, incluindo outras frutas, bem como a carne bovina. “Eles haviam citado a manga, por exemplo. Mas ao que parece esqueceram. Vamos lembrá-los”.

Novos mercados

O foco, reiterou ele, é buscar mercado para não prejudicar produtores, de forma a evitar queda na produção por falta de mercado.

“O Brasil tem, em números redondos, 2% do PIB do mundo. Então, 98% do comércio está lá fora. Temos de correr atrás na área agrícola. Vale lembrar que abrimos 398 novos mercados. Somos protagonista alimentar, energético e do clima”, argumentou.

Ele acrescentou que, após muito tempo de isolamento, o Mercosul fechou ótimos acordos recentemente com Singapura, ano passado; e que ainda este ano deverá entrar em vigor outro acordo com a União Europeia.

“Serão 27 países dos mais ricos do mundo, nesse acordo comercial Mercosul-União Europeia. Fora outros quatro com Noruega, Suíça, Islândia e Lichenstein, que também são ricos mas não estão na União Europeia. São acordos que vão ajudar muito o comércio exterior brasileiro”, complementou.

Soberania

Outra questão ressaltada por Alckmin durante o programa foi a da soberania, algo que, para o governo, é inegociável.

“Até porque não é possível um poder interferir em outro. É bom lembrar que o presidente Lula ficou preso um ano e meio e nunca quis derrubar a democracia nem o poder judiciário”.
Alckmin disse que Lula se reuniu ontem com ministros da suprema corte, e que um documento foi preparado em resposta, reafirmando a separação entre os poderes no Brasil; e que tal interferência externa, como a tentada pelos EUA, vai contra a democracia e o estado de direito.

“Imagine que a Suprema Corte americana tivesse processado um ex-presidente [daquele país] e o Brasil falasse que [por isso] aumentaria a tarifa de produtos americanos que entrassem aqui, apenas por não gostar da decisão”, questionou o vice-presidente brasileiro.
Ainda segundo Alckmin, o governo tem mantido conversas com autoridades norte-americanas e, também, com representantes das chamadas big techs (empresas de tecnologia).



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Brahman na reta final de prova: touros superam expectativas de ganho de peso


Pecuaristas, a busca por uma pecuária de corte mais eficiente e produtiva passa, inevitavelmente, pela escolha de uma genética de ponta. A raça brahman tem demonstrado um desempenho notável nesse quesito. Assista ao vídeo abaixo e saiba mais.

Para comprovar essa alta eficiência, a 5ª Prova de Eficiência e Performance Brahman Boi com Bula está entrando em sua reta final, reunindo pecuaristas e especialistas em Botucatu, no estado de São Paulo.

Nesta sexta-feira (1º), será o ponto alto do evento. O programa Giro do Boi entrevistou Gustavo Rodrigues, pecuarista, selecionador da raça e presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), que destacou os resultados impressionantes obtidos até o momento.

Desempenho superior e avaliações rigorosas

Touros reprodutores da raça Brahman em avaliação em prova de eficiência e performance. Foto: Divulgação/ACBBTouros reprodutores da raça Brahman em avaliação em prova de eficiência e performance. Foto: Divulgação/ACBB
Touros reprodutores da raça Brahman em avaliação em prova de eficiência e performance. Foto: Divulgação/ACBB

Desde maio, 26 touros participantes estão sendo avaliados na Central Bela Vista, em Botucatu. Os resultados preliminares já superam as expectativas: os animais têm apresentado um ganho de peso acima da média estimada para a prova.

Matheus Vargas, supervisor de Produção e Pesquisa da Central Bela Vista, informa que, com uma dieta composta por 50% de volumoso e 50% de concentrado, a média de ganho de peso por dia está superior a 1.500 gramas, confirmando o alto potencial do brahman para ganho de peso.

A última etapa da prova inclui uma série de avaliações rigorosas para determinar a qualidade e a eficiência dos touros:

  • Ultrassonografia de carcaça: Para medir características de rendimento e qualidade da carne.
  • Avaliação visual pelo método EPMURAS: Análise da conformação e musculosidade dos animais.
  • Morfometria espermática: Avaliação detalhada da fertilidade dos touros, um fator crucial para a pecuária de cria.
  • Pesagem final: Determinação do peso ao final do período de prova.

Todos esses dados, juntamente com os resultados do teste de eficiência alimentar, comporão o índice final da prova.

No total, 230 animais já foram avaliados desde a primeira edição, incluindo 180 reprodutores e 50 fêmeas, o que fornece um volume de informações consistente sobre o desempenho da raça.

Final da prova: palestras, premiação e julgamento

A grande final da prova acontecerá nos dias 1º e 2 de agosto, com uma programação intensa de eventos e atividades:

  • Dia 1º de agosto (sexta-feira): A partir das 19h, no Celeiro Restaurante, em Botucatu, haverá a palestra “180 touros avaliados: uma visão 360”, ministrada pelo zootecnista Guilherme Costa (BrasilcomZ) e por Matheus Vargas. A apresentação trará dados consistentes sobre fertilidade, eficiência alimentar e qualidade de carcaça. Ao final, ocorrerá a premiação dos touros de melhores índices e um jantar de confraternização. Gustavo Rodrigues, presidente da ACBB, explica que essas avaliações comprovam cientificamente o impacto positivo da raça na produtividade e eficiência da pecuária de corte.
  • Dia 2 de agosto (sábado): A partir das 9h, no Centro Tecnológico da Central Bela Vista, o jurado da ABCZ, Célio Arantes Hein, conduzirá o julgamento dos touros. Os vencedores serão premiados ao final do julgamento, seguido de um almoço de confraternização oferecido pela ACBB.

O evento tem entrada gratuita e representa uma excelente oportunidade para pecuaristas e interessados conhecerem de perto a alta eficiência da raça brahman. Informações adicionais podem ser obtidas com a ACBB pelo WhatsApp (34) 9839-4258, falar com Thuane.



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Workshop com pesquisadores alemães promove intercâmbio com foco em doenças da mandioca


A Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) realizou, entre os dias 10 e 12, com a presença de dois pesquisadores do Leibniz Institut DSMZ, da Alemanha, o 2o Workshop Técnico-científico sobre Doenças Emergentes da Mandioca, com foco em couro de sapo e superbrotamento, as principais doenças da cultura no Brasi.

Participaram das atividades os pesquisadores Saulo Oliveira que, em 2023 foi cientista visitante do DSMZ desenvolvendo pesquisas na identificação e desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico das duas doenças, e Eder Oliveira, os analistas Andresa Ramos e Luciano Pinheiro, além de bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Todos eles têm experiência com os processos. O que fizemos com o workshop foram ajustes em procedimentos e rotinas relacionadas principalmente à extração de RNA, aproveitando a expertise de Stephan Winter e Samar Sheat. Verificamos todo o processo, desde a extração do DNA, o PCR em tempo real, que é a nossa ferramenta de ponta, até o sequenciamento de genomas por ferramentas de alto desempenho”, detalhou Saulo.

Samar, que trabalha com a cultura há 12 anos, principalmente com doenças viróticas, falou sobre o intercâmbio com os pesquisadores brasileiros: ”Ciência não é somente a parte de laboratório, ela precisa ter uma aplicação prática. É muito bom estar aqui, tendo essa troca de conhecimentos com Saulo, Eder e sua equipe e ir até o local onde as doenças realmente acontecem”. 

A mandioca não é produzida nem é uma cultura regulamentada pela Alemanha e, por isso, o DSMZ é um hub para receber e coletar doenças dos países produtores, podendo receber todas as coleções de vírus para ajudar, por exemplo, nos processos de seleção de variedades resistentes a doenças. O laboratório é um dos principais especializados em vírus de plantas no mundo.

Stephen Winter, fitopatologista da cultura da mandioca há 30 anos com experiência em virologia, contou um pouco da realidade do Amapá com a vassoura-de-bruxa. “Sobretudo na região Norte, o povo depende da mandioca como cultura principal. Não dá pra dizer, de uma hora pra outra, para deixarem de cultivar mandioca, mas, sem nenhuma intervenção da pesquisa, existe uma grande chance de perderem toda a enorme diversidade que eles têm. É preciso convencer essas pessoas de que a pesquisa é parte da solução e que não vai se aproveitar dos resultados sem que eles, os interessados, sejam beneficiados. É preciso sair do discurso da importância e partir para ação, executar o que for possível para resolver o problema”, afirmou.

A maior parte do trabalho foi realizada no Laboratório de Biologia Molecular, mas os visitantes também conheceram o Laboratório de Fitopatologia e a câmara térmica da UD, capaz de gerar, por meio da termoterapia, plantas de mandioca com alta qualidade fitossanitária, livres de patógenos sistêmicos, como vírus e bactérias.

No sábado o trabalho foi relacionado ao levantamento de linhas de pesquisa a serem contempladas por um memorando de entendimento entre Embrapa e DSMZ.





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Secretário de Tesouro dos EUA quer reunião com Haddad para discutir tarifaço



A Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) procurou o Ministério da Fazenda para marcar uma agenda para debater o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump contra parte das exportações brasileiras. Ainda não há data para reunião. O último encontro entre a Fazenda e o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi em maio, antes do anúncio da tarifa de 50%.

“A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse nesta quinta-feira (31) o ministro Fernando Haddad.

O ministro destacou que é apenas o ponto de partida das negociações.

“Nós estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava. Mas longe do ponto de chegada. Há muita injustiça nas medidas que foram anunciadas ontem”, esclareceu Haddad.

Cerca de 700 produtos ficaram de fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil. Segundo estimativas, 43% dos valores exportados para os Estados Unidos ficaram de fora do tarifaço. No setor mineral, cerca de 25% dos produtos foram taxados.

Plano de contingência

Apesar das exceções, Haddad disse que o impacto é dramático para alguns setores, e que nos próximos dias o governo vai divulgar medidas para auxiliar essas empresas prejudicadas pelas tarifas.

“Há casos que são dramáticos, que deveriam ser considerados imediatamente. Nós vamos lançar parte do nosso plano previsto para ser lançado nos próximos dias de apoio e proteção à indústria e aos empregos”, disse.

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O pacote de ajuda aos setores afetados deve contar com linhas de crédito e apoio às empresas. Haddad disse que está aliviado pelos setores que foram poupados, mas que é preciso proteger aqueles que ainda são afetados, em especial, os setores menores e mais frágeis.

“Tem setores que, na pauta de exportação, não são significativos, mas o efeito sobre eles é muito grande. Às vezes, o setor é pequeno, mas é importante para o Brasil manter os empregos”, explicou.

Mesmo setores grandes, de importantes matérias-primas [commodities], que têm mercado global, vão precisar se adaptar, avaliou o ministro.

“Obviamente, tem setores afetados cuja solução de curto prazo é mais fácil porque se trata de uma commoditie que o Brasil tem muitos mercados abertos, mas, ainda esses, vão exigir algum tempo de adaptação. Você não muda um contrato de uma hora para outra. Temos que analisar caso a caso e vamos ter as linhas [de crédito] para isso”, disse.

Interferência

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou ainda que a tentativa de interferir no julgamento da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode entrar na mesa de negociação, até porque o Judiciário é um poder independente do Executivo.

“Talvez o Brasil seja uma das democracias mais amplas do mundo, ao contrário do que a Ordem Executiva [do Trump] faz crer. Nós temos que explicar que a perseguição ao ministro da Suprema Corte [Alexandre de Moraes] não é o caminho de aproximação entre os dois países”, afirmou.



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Consultoria projeta crescimento na produção de soja do Brasil em 2025/26



A safra 2025/26 da soja no Brasil pode registrar um novo avanço. Segundo o primeiro levantamento de intenção de plantio da consultoria Datagro, o país deve ampliar pelo 19º ano seguido a área destinada à oleaginosa. O milho também deve crescer, com previsão de expansão tanto na safra de verão quanto na de inverno.

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Área destinada à soja

A área destinada à soja deve alcançar 49,1 milhões de hectares, aumento de 2% em relação à safra 2024/25, que teve 48,1 milhões de hectares semeados. Caso o clima se mantenha relativamente favorável e o nível tecnológico atual seja mantido, a produtividade média nacional pode chegar a 3.722 kg/ha. Se confirmada, essa média superaria em 3% o recorde atual de 3.614 kg/ha.

Produção

Com isso, a produção de soja tem potencial para atingir 182,9 milhões de toneladas, 5% acima das 173,5 milhões colhidas neste ano. A consultoria também destaca o avanço da soja sobre áreas de pastagens degradadas, consolidando o modelo que associa a oleaginosa no verão ao cultivo de milho, algodão ou trigo no inverno.

Mesmo diante de custos mais altos e de um mercado ainda cauteloso para o próximo ano, os produtores seguem motivados por margens de lucro positivas em 2025 e pela expectativa de um clima mais regular.

Milho

Para o milho, a Datagro também projeta crescimento nas duas principais safras. A de verão deve alcançar 4 milhões de hectares, alta de 4% em relação ao ciclo anterior, com destaque para o Centro-Sul, com 2,6 milhões de hectares, e para o Norte e Nordeste, com 1,4 milhão de hectares. Com produtividade estimada em 6.855 kg por hectare, a produção pode chegar a 27,4 milhões de toneladas, frente a 25,4 milhões da safra 2024/25.

Na segunda safra, responsável por mais de 80% da produção nacional, a área cultivada deve atingir 18,6 milhões de hectares, com expansão no Centro-Sul e no Norte e Nordeste. A produtividade média esperada é de 6.096 kg por hectare, o que pode resultar em 113,5 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, o volume total de milho pode alcançar 140,9 milhões de toneladas, 2% acima do ciclo anterior.



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Febre do ‘morango do amor’ aquece as vendas, mas clima define o preço



O “morango do amor” virou febre nas redes sociais e aqueceu à demanda nas feiras, supermercados e quitandas. Mas, no campo, o clima tem dado o tom — e o frio castigou.

“A gente teve uma geada forte entre 23 e 25 de junho, queimou flor, fruto pequeno – o pé até sobrevive, mas a produção cai. O reflexo disso veio agora. Por isso, tem menos fruta no mercado”, afirma Oswaldo José Mazieiro, produtor rural em Atibaia (SP), que há anos cultiva morangos.

Segundo Mazieiro, o morango comum tem saído entre R$ 25 e R$ 35 a caixa, mas o mais selecionado chega a R$ 60. “O morango do amor ajudou nas vendas, sim. Mas o preço alto é por conta do clima. A safra deve melhorar no mês que vem.”

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Em São Bento do Sapucaí, a produtora Bárbara Acássia Costa Ferreira vive a mesma situação. “Teve geada forte que queimou flores em Bom Repouso, Bueno Brandão e aqui também. E como tem muita gente procurando a fruta, com pouca oferta, o preço sobe.

Assim, entre a trend das redes sociais e o rigor do clima, o ‘morango do amor’ segue como a fruta queridinha da estação — mas com preço salgado e colheita atrasada.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.



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Canadá e EUA podem não chegar a um acordo até 1º de agosto, diz primeiro-ministro



O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que as negociações bilaterais com os Estados Unidos para resolver a disputa tarifária podem não resultar em um acordo antes do prazo de 1º de agosto.

Autoridades do país estão em Washington buscando um acordo que seja adequado para o Canadá, mas Carney reconheceu que é possível que as conversas não sejam concluídas até a data limite. Essa indefinição reflete as dificuldades das negociações entre os dois vizinhos da América do Norte, que juntos movimentaram quase US$ 800 bilhões em comércio bilateral no ano passado.

O presidente Donald Trump declarou que o prazo de 1º de agosto não será prorrogado, apesar de Carney ter afirmado dias antes acreditar que havia uma “zona de aterrissagem” propícia para um acordo.

Os Estados Unidos já fecharam acordos tarifários com Japão e União Europeia, aplicando uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos importados desses parceiros, ao mesmo tempo que mantêm tarifas de 50% sobre aço e alumínio. O Canadá é atualmente a única economia do G7 que ainda não possui um acordo tarifário com os EUA, aumentando a pressão sobre as negociações.

Carney destacou que as negociações são complexas e que os representantes canadenses estão empenhados em garantir o melhor acordo possível para a economia do país, mas que ainda não chegaram a um consenso. Ele também mencionou que, caso não haja um acordo antes do prazo final, existem outras áreas para cooperação entre Washington e Ottawa, como esforços para fortalecer a segurança continental, que são parte do atual processo negociador.

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A incerteza sobre o futuro do comércio bilateral tem exercido impacto negativo na economia
canadense. Segundo o Banco do Canadá, se o cenário atual de tarifas continuar, o crescimento econômico do país deve permanecer fraco até 2026 e início de 2027, afetando investimentos e a confiança empresarial. Esse ambiente de instabilidade dificulta o planejamento econômico e pode frear o dinamismo do setor produtivo canadense.



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