segunda-feira, maio 11, 2026

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Embaixador nega mudanças e diz que COP30 permanece em Belém



Faltando 100 dias para o início da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), 29 nações assinaram uma carta direcionada ao presidente Lula solicitando a transferência do evento, em Belém, para outra cidade.

O argumento utilizado não apenas por países em desenvolvimento, mas também por desenvolvidos, como Canadá, Suécia e Holanda, são os altos preços cobrados pelo sistema hoteleiro da capital paraense.

O próprio presidente da COP30, o embaixador André Correa do Lago, admite que os preços na cidade chegam até a dez vezes mais ao que é praticado pelo mercado.

No entanto, ele reiterou que o evento será, de fato, realizado em Belém. Lago afirmou que o Brasil está atuando para garantir que todos os países, em especial os mais pobres, consigam participar da conferência, marcada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro.

“A COP30 vai ser em Belém, o encontro de chefes de Estado vai ser em Belém e não há nenhum plano B. O que aconteceu foi uma reunião de emergência e os representantes dos países disseram ter uma preocupação muito grande por causa dos preços de hospedagem em Belém e que esses preços estão muitíssimo acima de qualquer aumento que houve em qualquer outra COP”, relatou o embaixador.

Lago afirmou que o governo está trabalhando para oferecer tarifas de hospedagem entre US$ 100 e US$ 600, com prioridade para essas delegações de países em desenvolvimento.

O embaixador relatou ainda que para essas delegações de países com maior dificuldade de hospedagem, a ONU está oferecendo uma diária que gira em torno de US$ 143 a US$ 149 o que seria insuficiente para a manutenção dos representantes na COP30.

“Esses países se manifestaram de maneira muito clara na reunião. Disseram que, com a diária de cerca de US$ 143 que recebem, precisam de quartos entre 50 e 70 dólares para poder participar. Se você olhar hoje os preços em Belém, há centenas de quartos nessa faixa. Mas nas datas da COP, os valores disparam”, explicou.

“Sendo o Brasil um país em desenvolvimento e querendo uma COP inclusiva, temos que encontrar uma maneira de que esses países possam estar em Belém, porque eles também dizem que a COP, com a ausência dos países mais pobres, ficaria sem legitimidade por não ter a universalidade. O governo está trabalhando para oferecer quartos dentro do que eles podem pagar”, completou.

Disponibilidade de hospedagem

Em nota divulgada na manhã de hoje, a Secretaria Extraordinária da COP30 informou que 2.500 quartos foram disponibilizados para as delegações. Foram reservados 15 quartos individuais por delegação para 73 países que se enquadram em alguma das classificações, com tarifas entre US$ 100 (R$ 554) e US$ 200 (R$ 1109).

Outros 10 quartos individuais por delegação, com tarifas entre US$ 220 (R$ 1.220) e US$ 600 (R$ 3.327), foram disponibilizados para os demais países.

“Tem uma equipe na Casa Civil que está acompanhando e tratando dessa questão de hospedagem. Essa equipe está procurando soluções e já propôs uma primeira solução para assegurar que todos os países da ONU possam estar presentes na COP. O governo está atuando de maneira muito firme para que todos os países possam participar da conferência”, afirmou.

Cerca de 45 mil pessoas estão previstas para participar da COP30 e a organização da conferência precisa expandir os 18 mil leitos de hotel normalmente disponíveis em Belém.

O governo já anunciou que dois navios de cruzeiro serão usados como hotéis temporários para a COP30. As duas embarcações têm aproximadamente 3.900 cabines, com capacidade de até 6 mil leitos disponíveis durante a conferência, o maior evento climático do planeta.

Belém vai ganhar três hotéis de alto padrão, construídos por grupos internacionais, e estão sendo feitas negociações com plataformas virtuais como Airbnb e Booking para cadastrar imóveis e aumentar a oferta de quartos disponíveis.

Uma nova reunião está agendada para o próximo dia 11 de agosto, com o objetivo de dar continuidade ao diálogo sobre o conjunto de ações para a realização da COP30. Entre os pontos que serão debatidos estão: acomodação, transporte, segurança e alimentação.



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confira como as cotações do boi gordo encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo apresentou negociações acima da referência média durante esta sexta-feira (1).

No entanto, as negociações aconteceram apenas de maneira pontual, com algumas indústrias frigoríficas ausentes da compra de gado, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

“A expectativa ainda é de alguma alta dos preços, mesmo que isso aconteça de maneira comedida, considerando o encurtamento das escalas de abate, em especial para os frigoríficos de menor porte”, diz o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, quando se trata dos frigoríficos de maior porte, o quadro é diferente: as escalas de abate estão mais confortáveis, ainda considerando a incidência de animais de parceria (contratos a termo) e a utilização de confinamentos próprios.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 300,17 — ontem: R$ 299,75
  • Goiás: R$ 283,75 — R$ 281,43
  • Minas Gerais: R$ 289,41 — R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,14 — R$ 299,66
  • Mato Grosso: R$ 293,65 — R$ 291,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a tendência e apresenta elevação em seus preços. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia somado ao adicional de consumo relativo ao Dia dos Pais.

“A situação das proteínas concorrentes ainda merece atenção, em especial da carne de frango, que ainda se mostra muito mais competitiva se comparado a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,40 alta de R$ 1,00. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,5451 para venda e a R$ 5,5431 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5269 e a máxima de R$ 5,6279. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,3%.



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Trump diz que Lula pode falar com ele quando quiser



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ligar para ele “quando quiser”. A afirmação foi dada em entrevista no jardim da Casa Branca à jornalista da TV Globo Raquel Krähenbühl.

“Ele pode falar comigo quando quiser”, ressaltou. A respeito da tarifa de 50% aplicada sobre os produtos brasileiros, que deve começar a valer na próxima quarta-feira (6), Trump não forneceu detalhes, mas completou: “As pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada.”

Apesar da crítica, o republicano disse que “ama o povo do Brasil” e evitou antecipar qualquer medida. “Vamos ver o que acontece”, afirmou.

Ainda de acordo com a reportagem da TV Globo, fontes do Itamaraty avaliaram a declaração como um gesto e que as “peças estão se movimentando”. Entretanto, ponderaram que uma ligação entre Trump e Lula requer muita preparação.

Na última terça-feira (29 de julho), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado que uma conversa entre os dois poderia acontecer. Segundo ele, não há obstrução dos canais de diálogo entre os negociadores das duas nações, porém, esse contato direto entre os chefes de Estado exige uma preparação protocolar mínima.

“É papel nosso, dos ministros, justamente azeitar os canais para que a conversa, quando ocorrer, seja a mais dignificante e edificante possível”, disse. “Tem que haver uma preparação antes para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação, não haja um sentimento de viralatismo, de subordinação”, acrescentou.

No entanto, durante a semana, conforme a reportagem da TV Globo, fontes do Planalto afirmaram que os canais com a Casa Branca estão fechados e que o governo enfrenta dificuldades para estabelecer uma ponte direta com o núcleo político do governo Trump.



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Chuvas voltam ao Paraná e São Paulo, mas tempo seco persiste em outras áreas



O tempo seco segue predominante em áreas centrais do país nos próximos dias. Essa condição favorece a colheita da segunda safra em regiões do Matopiba, especialmente para culturas como milho, algodão, sorgo e feijão. Produtores que já estão colhendo devem ser beneficiados pela ausência de chuvas, que evita perdas por excesso de umidade.

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No entanto, a falta de precipitações ainda preocupa aqueles que dependem de umidade para o enchimento de grãos, principalmente nas lavouras em final de ciclo. O déficit hídrico pode impactar a produtividade em algumas áreas.

Em Roraima, onde a safra de soja ainda está em andamento, a previsão indica uma diminuição no volume de chuvas. A expectativa é de que chova menos do que o normal para o período, o que pode acelerar o término do ciclo, mas também limitar o desenvolvimento das lavouras ainda em crescimento.

Chuvas previstas

No Sul do país, uma mudança importante está prevista. A entrada de umidade deve provocar um aumento nas chuvas no Paraná e em parte de São Paulo. Em algumas cidades paranaenses, por exemplo, onde o normal para agosto é de 30 mm, os volumes podem superar 35 mm. Esse reabastecimento hídrico é bem-vindo, especialmente após semanas de solo mais seco.

Além disso, a passagem de uma nova frente fria ao longo da próxima semana deve levar chuva ao Sul e, posteriormente, ao Sudeste. Embora os volumes ainda não sejam suficientes para repor totalmente a umidade do solo, ajudam a melhorar a qualidade do ar.

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Frente fria leva temporais e ventania para região brasileira neste fim de semana



Uma nova frente fria avança sobre o Sul do Brasil ao longo deste fim de semana, marcando a chegada do primeiro sistema frontal de agosto, de acordo com a Climatempo.

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Contudo, o alerta principal é para todo o Rio Grande do Sul, que será o mais afetado pelas instabilidades já neste sábado (2).

De acordo com o mapa de risco abaixo, a faixa em vermelho indica áreas com potencial para temporais, abrangendo a Região das Missões, oeste, central e vales gaúchos. Nessas áreas, a precipitaçãoa deve ser intensa, acompanhada por raios e rajadas de vento.

Já nas áreas em amarelo, a previsão é de pancadas de chuva entre moderadas e fortes, mas sem o mesmo risco de severidade.

Veja as dez cidades gaúchas que mais receberão chuva neste sábado:

  • Rio Pardo: 50,1 mm
  • Cachoeira do Sul: 34,0 mm
  • Júlio de Castilhos: 33,9 mm
  • Osório: 29,0 mm
  • Santa Maria: 28,7 mm
  • Charqueadas: 27,4 mm
  • São Sepé: 26,4 mm
  • Xangri-Lá: 26,3 mm
  • Nova Santa Rita: 26,1 mm
  • Canoas: 22,8 mm

No domingo (3), a instabilidade permanece sobre o Rio Grande do Sul, mas começa a avançar para Santa Catarina e Paraná. O destaque segue sendo o norte e noroeste gaúcho, onde os acumulados continuam elevados:

  • Horizontina: 44,8 mm
  • São Miguel das Missões: 42,6 mm
  • São Luiz Gonzaga: 40,0 mm
  • Três Passos: 39,9 mm
  • Três de Maio: 36,3 mm
  • Santo Ângelo: 34,4 mm
  • Carazinho: 32,9 mm
  • Santa Rosa: 31,7 mm
  • Santo Augusto: 29,1 mm
  • Panambi: 27,3 mm

Chuva se espalha para SC e PR

Após o fim de semana, a frente fria se desloca lentamente para o norte, espalhando chuva para Santa Catarina e Paraná.

De acordo com a previsão da Climatempo, entre este sábado e a próxima quarta-feira (6), os acumulados previstos variam entre 20 mm e 40 mm na maior parte dos dois estados. Pontualmente, o sudeste e oeste catarinense, além do oeste do Paraná, podem registrar volumes entre 40 mm e 60 mm.



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Fim da semana: soja tem dia travado e negócios ficam estagnados



O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouca movimentação e preços praticamente estáveis. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, os negócios seguiram travados diante da ausência dos principais players, spreads ainda elevados e um descompasso entre compradores e vendedores.

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Nesta sexta-feira (1º), apesar da leve alta em Chicago e da firmeza dos prêmios de exportação, a queda do dólar reduziu o impulso para os preços domésticos. O cenário manteve o mercado físico com baixa liquidez, com produtores e indústrias adotando postura cautelosa nas negociações.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 133,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 139,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 122,00 para R$ 121,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos. O mercado ensaiou recuperação puxado por fatores técnicos e pela possibilidade de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Ainda assim, o cenário fundamental permaneceu negativo, com expectativa de safra cheia nos EUA.

O clima continua favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, fortalecendo a perspectiva de uma colheita robusta. Por outro lado, as incertezas em relação à demanda chinesa ainda pesam sobre os preços.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam inalterados a US$ 9,69 1/2 por bushel. A posição novembro também ficou estável, em US$ 9,89 1/4 por bushel. Na semana, o vencimento novembro recuou 3,1%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 5,00 (1,88%), a US$ 270,90 por tonelada. Já o óleo caiu 0,79 centavo (1,42%), fechando a 54,48 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira em baixa de 0,98%, cotado a R$ 5,5451 para venda e R$ 5,5431 para compra. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre R$ 5,5269 e R$ 5,6279. Na semana, acumulou desvalorização de 0,3%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Edição genética pode transformar o cultivo de batata no Peru



Entretanto, há quem veja riscos significativos



Entretanto, há quem veja riscos significativos
Entretanto, há quem veja riscos significativos – Foto: Agrolink

A edição genética está ganhando espaço como uma das tecnologias mais promissoras para o futuro da agricultura, especialmente em culturas estratégicas como a batata. Nesse contexto, pesquisadores ao redor do mundo estão utilizando ferramentas como o CRISPR para desenvolver variedades mais resistentes a doenças, pragas e eventos climáticos extremos, com impacto direto na segurança alimentar. No Peru, onde a batata é um símbolo nacional com mais de 3.500 variedades registradas, o uso dessa tecnologia começa a gerar debates sobre seus benefícios e riscos à biodiversidade.

Julio Miguel Vivas Bancallán, CEO da Associação Peruana de Sementes (APESemillas), defende a adoção dessa ferramenta como estratégia para desenvolver batatas mais nutritivas, resistentes à requeima e com menores níveis de acrilamida, substância nociva à saúde. Ele ressalta que a tecnologia é compatível com a biodiversidade e pode acelerar processos de melhoramento que levariam décadas.

Entretanto, há quem veja riscos significativos. O agrônomo Jorge Montalvo Otivo, professor da Universidade Nacional de Huancavelica, teme que intervenções em variedades nativas ameacem séculos de seleção natural e cultural. Já o engenheiro biológico Rodomiro Ortiz, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, alerta para o risco de fluxo gênico — a transferência de genes modificados para plantas nativas — e cita estudos que comprovam esse fenômeno em espécies selvagens. Como alternativa, menciona a criação da cultivar “Revolución”, estéril e segura para o meio ambiente.

Diante desse cenário, o Peru enfrenta um dilema: como avançar na biotecnologia sem comprometer seu patrimônio genético? Especialistas pedem uma regulamentação moderna, baseada em evidências científicas, e um diálogo entre inovação e tradição. Com mudanças climáticas e pressão por alimentos, a edição genética pode ser uma aliada valiosa, desde que usada com responsabilidade e respeito às raízes culturais e biológicas do país.

 





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Safra 2024/25 de milho na Bahia alcança bons resultados


Com a Safra do milho 2024/25 finalizada, o grão detém o título de terceira maior cultura produzida no Cerrado baiano e no Brasil. Segundo o levantamento do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado nesta semana, foram plantados na região 105 mil hectares do cereal que apresenta uma produtividade em torno de 170 sacas por hectare e um volume total de 1,13 milhão de toneladas do grão.

De acordo com a Aiba, a colheita do milho verão, em núcleos produtivos da região obteve produtividade superior às das safras anteriores, apesar de registros de ocorrências como distúrbios fitossanitários e desafios climáticos, como explica o gerente de Agronegócios da Aiba, Aloísio Júnior.

“A safra 24/25 foi finalizada e muitos produtores rurais já se planejam para o próximo ciclo. Os dados dessa safra foram considerados satisfatórios, pois muitos produtores tiveram alguns fatores limitantes como aspectos fitossanitários e o clima. A safra foi regular, tendo em consideração aspectos de monitoramento de colheita realizado pela equipe do Programa Fitossanitário da Aiba”, explicou o gerente Aloísio.

Além disso, segundo Aloísio, o milho é uma cultura de base que nos próximos anos ocupará novas áreas por causa da chegada de novos empreendimentos.

“O milho é uma cultura de base e nos próximos anos teremos um incremento de área motivado por novos empreendimentos como indústrias de processamento de etanol que chegam à região”, afirma Aloísio.

Trabalho fitossanitário e produtividade

Por meio do acompanhamento contínuo da equipe do Programa Fitossanitário da Aiba, foram colhidas mais de 140 amostras nas cinco principais microrregiões produtoras da Bahia, e realizada uma atualização detalhada da safra com informações sobre a produtividade das lavouras.

“Tivemos bons volumes de chuva ao longo de todo o ciclo da cultura, e nas fases em que a necessidade de umidade do solo era essencial, aconteceu. O milho exige investimento e o produtor não planta com baixo investimento. Ele investe em fertilidade, em bons híbridos, em bom manejo fitossanitário, e tudo isso contribui, para esse bom resultado final”, reforça o conselheiro Orestes Mandelli.

Investimentos e bons resultados

Os produtores rurais da região avaliam o desempenho da safra 2024/25 e os resultados obtidos em análises realizadas em campo pelo Conselho Técnico.

Para a produtora rural Carla Maria Pegoraro Esteves, as projeções permanecem positivas, mesmo diante de desafios em campo.

“Nós estamos há quarenta anos na região e há uns trinta plantando milho verão. Produzir milho aqui sempre foi um desafio constante, pois a cada ano muda o clima e a produtividade”, destacou a produtora que avalia a resiliência das lavouras e o desempenho satisfatório na média das amostras.

milho, cereal, grão
Foto: Divulgação/Aiba

“O milho já é uma cultura que tem um custo bem mais elevado se comparado à soja. E estamos vindo de três safras em que os preços não estavam satisfatórios, mas esse ano mudou e as produtividades voltaram a ter níveis mais altos, alcançando uma média boa para nossa região, em torno de 200 sc/há. E que bom que esse ano a parte da rentabilidade, da produtividade está melhor, pois o preço melhorou e continuamos plantando milho”, revela a agricultora.

Com os melhores resultados alcançados dos últimos três anos, a safra de milho 2024/25 motiva os produtores rurais da Bahia e mantém boas perspectivas para o próximo ciclo, impulsionados por demanda crescente e preços mais altos.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Prêmios de exportação sustentam os preços físicos de soja no Brasil



O mercado de soja fechou a semana em baixa na Bolsa de Chicago, com as expectativas de uma safra americana robusta. Segundo Rafael Silveira, da Safras & Mercado, embora houvesse preocupações com ondas de calor entre julho e agosto, o mês de julho teve clima positivo e as previsões indicam boas chuvas para agosto, o que reduz riscos de perdas na produção. Saiba mais:

Além do clima, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China influenciam o mercado. A falta de um acordo formal mantém a incerteza e alimenta a expectativa de redução nas compras chinesas da safra americana. Isso pressiona os preços para baixo, apesar de possíveis correções pontuais após sequência de quedas nos contratos futuros.

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No Brasil, os prêmios de exportação têm ajudado a sustentar os preços físicos da soja, mantendo estabilidade apesar do cenário desafiador global. Observa-se uma compensação nos prêmios que contribui para essa estabilidade. Porém, a tendência dos preços físicos é de queda à medida que a safra americana se consolida. Com a expectativa de uma safra brasileira recorde, a perspectiva para os preços internos também é de redução.



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Zé Neto celebra raízes no 1º Leilão de Elite do Nelore JOY



Na última quarta-feira, 30 de julho, foi transmitido ao vivo no Canal do Criador o 1º Leilão de Elite do Nelore JOY, projeto encabeçado pelo cantor Zé Neto, da dupla Zé Neto & Cristiano, em parceria com seu pai, Eurides Toscano Martins, conhecido como Joy. O evento, que recebeu o nome de “Cheiro de Terra”, foi realizado em São José do Rio Preto (SP) e apresentou ao mercado animais de alta genética Nelore.

Um leilão com essência e memória afetiva

Antes da batida do martelo, Zé Neto compartilhou a emoção de dar início a esse novo capítulo ao lado do pai. Segundo ele, o nome do leilão traduz muito mais do que uma referência ao campo, é um resgate emocional da infância.

“Cheiro de terra é minha infância, minha essência.” disse o cantor.

A primeira bezerrinha e a simplicidade da roça

Durante a conversa, Zé Neto relembrou o momento que considera um dos mais marcantes da vida no campo: a compra de sua primeira bezerrinha. Um marco que veio após anos ajudando o pai com a lida simples da roça.

“Eu lembro até hoje. Depois de muito tempo buscando lavagem com meu pai, tratando de porco, morando no sítio… Quando eu comprei minha primeira bezerrinha, foi marcante demais”, afirmou.

Para ele, o que realmente importa não é o que se tem, mas quem se é.

“O que te faz feliz não é o ter, é o ser. Essa é a essência que a gente traz da nossa bagagem, da roça, do sítio, do campo.”

Família como base de tudo

Zé Neto também fez questão de destacar a importância dos pais na formação de seus valores e na conexão com a vida rural.

“Meu pai e minha mãe, com certeza, foram os doutrinadores da minha vida no campo. Me ensinaram honestidade, dignidade e, acima de tudo, simplicidade.”

Destaques do leilão e presença de convidados

O Leilão Cheiro de Terra reuniu animais com genética de ponta, fêmeas doadoras e reprodutores selecionados. A transmissão levou aos lares de todo o Brasil um evento que uniu técnica, emoção e uma forte ligação com as raízes do campo.

Com a estreia do Nelore JOY no cenário dos grandes leilões, Zé Neto reforça o elo entre a cultura sertaneja e a pecuária. O cantor já havia declarado, em outras ocasiões, que estar no campo é uma forma de se reconectar com o que realmente importa.

Confira o faturamento do leilão na matéria do Lance Rural.



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