segunda-feira, maio 11, 2026

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Paraná pode registrar a maior safra de milho da história



Clima não impede safra recorde




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho no Paraná superou 64% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares, segundo informações do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Apesar dos impactos climáticos adversos, como estiagem, geadas, ondas de calor e, em menor escala, a presença de pragas como percevejos e cigarrinhas, a produtividade das áreas com boas condições superou as expectativas. De acordo com o Deral, “a produção total alcançou 17,06 milhões de toneladas”, número superior à estimativa inicial de 16,8 milhões de toneladas.

O boletim aponta que, mesmo com a previsão de menor rendimento das lavouras remanescentes no norte do estado, já é possível afirmar que esta é a maior safra da história do Paraná tanto em volume quanto em área cultivada.





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“Não há mais margem”: setor agrícola exige uma solução definitiva para o…


O Comitê de Ligação, que inclui a Sociedade Rural Argentina (SRA), a Coninagro, as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária, pediu ao Governo regras claras e previsibilidade

Esta terça-feira, 1º de julho, marca o fim do decreto que estabeleceu uma redução temporária nas alíquotas do Imposto de Exportação (DEX) para soja e milho, entre outras culturas. A medida, implementada pelo governo de Javier Milei em 27 de janeiro, foi um dos primeiros gestos em direção ao setor agrícola, mas apenas provisória. A redução temporária havia reduzido o imposto retido na fonte sobre a soja de 33% para 26% e sobre o milho de 12% para 9,5%. Apenas as alíquotas reduzidas para trigo e cevada foram adiadas para 31 de março de 2026.

Nesse contexto, que mudará amanhã, o retorno à estrutura tributária anterior reacendeu as críticas do campo. Em nota divulgada esta manhã, o Comitê de Ligação de Entidades Agrícolas (CEEA), que reúne as quatro principais organizações rurais do país, pediu ao governo que avance no sentido da eliminação dos impostos retidos na fonte. Os líderes das organizações são Nicolás Pino (Sociedade Rural Argentina), Andrea Sarnari (Federação Agrária Argentina), Lucas Magnano (Coninagro) e Carlos Castagnani (Confederações Rurais Argentinas).

“Há meses e anos, reivindicamos medidas urgentes e definitivas para enfrentar os graves problemas de competitividade que o setor enfrenta. Temos feito isso institucionalmente, em todas as reuniões com legisladores, autoridades do Poder Executivo Nacional e governos provinciais. E continuaremos a fazê-lo com responsabilidade e firmeza”, enfatizaram.

“O principal desafio à validade dos Direitos de Exportação, além das alíquotas, é que eles são um imposto distorcido, anacrônico e prejudicial que gerou um inevitável atraso social, tecnológico e produtivo, apesar dos esforços isolados de produtores e outros elos da cadeia para sustentar a produção e as raízes rurais”, acrescentou o Comitê de Ligação. Segundo as organizações, esse imposto impediu a Argentina de aproveitar “oportunidades imbatíveis de investimento e desenvolvimento federal”.

Durante os cinco meses em que a redução vigorou, o governo buscou estimular as vendas e acelerar a liquidação de moeda estrangeira. Segundo analistas do setor, a entrada de moeda estrangeira proveniente das exportações agrícolas em junho pode atingir o recorde de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural Argentina (SRA) estimou que o setor se beneficiou, durante os cinco meses em que a medida esteve em vigor, em US$ 544 milhões, dos quais 81% vieram da soja. Segundo a organização, o alívio fiscal impulsionou as vendas.

Analistas do mercado de grãos já alertaram que, embora o setor tenha respondido com aumento nas vendas durante toda a vigência da medida, esse ritmo não se sustentará com essa nova realidade.

No entanto, os trabalhadores agrícolas sustentaram que o impacto da medida foi limitado devido à sua natureza temporária. “A carga tributária sufocante, injusta e desigual prejudica a competitividade do setor em todas as províncias onde a cadeia agroindustrial define desenvolvimento, emprego e qualidade de vida”, afirmou o Comitê de Ligação.

“Não há mais espaço para medidas discricionárias de curto prazo, que só aumentam a incerteza e a ansiedade. O campo argentino precisa de regras claras, previsibilidade e uma Argentina sem restrições”, concluíram.





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Estiagem afeta pastos e eleva custos para produtores



Preços reagem após queda em julho




Foto: Divulgação

O mercado pecuário registrou uma melhora no ritmo das negociações nos últimos dias, com os preços do boi gordo começando a se estabilizar e até apresentar ligeiras valorizações. A movimentação mais intensa reflete uma mudança no comportamento dos pecuaristas, que passaram a reter os animais diante das quedas registradas anteriormente.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após sucessivas baixas durante boa parte de julho, muitos produtores passaram a adotar uma postura mais cautelosa na comercialização, reduzindo a oferta em algumas regiões. Esse cenário contribuiu para uma recuperação nas cotações da arroba, além de estimular pequenos reajustes no atacado. Em São Paulo, por exemplo, os valores dos cortes com osso apresentaram alta, algo que não era observado desde 18 de junho.

Os pesquisadores do Cepea alertam, no entanto, que o período entre agosto e setembro é especialmente desafiador para o manejo das pastagens no Brasil. A queda na qualidade e disponibilidade do pasto obriga os pecuaristas a investirem na suplementação alimentar do rebanho, mesmo quando o abate não é uma prioridade imediata. Essa estratégia eleva os custos de produção e, neste ano, tem ocorrido em um contexto de preços de venda ainda inferiores aos praticados no primeiro semestre.

O cenário indica que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator de influência nos preços, enquanto os custos de manutenção seguem pressionando as margens do produtor. A expectativa agora recai sobre a capacidade de sustentação desse movimento de valorização nas próximas semanas.





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Produtividade de soja da centenária Frísia aumenta em quase 10% na safra 2024/2025


Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis

A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, respectivamente. O resultado é cerca de 10% superior comparado com a safra passada. Com 100 anos de história, completados em 2025, e quase uma década no Tocantins, a Frísia é a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, com cerca de 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.  

O presidente da Frísia, Geraldo Slob, afirma que o resultado da cooperativa se deve a um conjunto de ações que visa auxiliar o cooperado a otimizar seus recursos, reduzir seus custos e ampliar o potencial produtivo das áreas. “Esses números foram impulsionados pela tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis. Os dois primeiros fatores podemos controlar, já que investimos constantemente em inovação. Temos um corpo técnico com alta capacidade que se soma ao trabalho eficiente da Fundação ABC, nossa parceira e referência em pesquisa no Brasil”, destaca Slob.

A cooperativa investiu recentemente R$ 53,7 milhões em melhorias em unidades dos dois estados, como um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa (PR) e Tibagi (PR) e obras nos armazéns e secadores de grãos em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins. 

Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa tem 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.

100 anos

Com foco no centenário da cooperativa, em 2020, a Frísia lançou o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”,  que estruturou um mapa de ações que norteou a cooperativa. Já em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o século da cooperativa. Para este ano, diversas atividades estão programadas. Em fevereiro, aconteceu o lançamento do livro “Histórias que contam a história”. A obra é composta por 100 crônicas que contam os momentos importantes, inspiradores e fundamentais da história da Frísia. Foi inaugurada ainda a “Galeria dos Presidentes”, para eternizar os diretores-presidentes dos Conselhos de Administração ao longo dos 100 anos, e levadas exposições até os entrepostos. 

As comemorações continuam ao longo dos próximos meses. Entre elas estão uma exposição no Palácio Iguaçu – sede do governo do Paraná; o Dia da Família para colaboradores e cooperados e suas famílias, além da realização da ‘Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia’. O evento esportivo acontece no dia 24 de agosto, com pontos de largada e chegada no Parque Histórico de Carambeí. As inscrições podem ser feitas neste link.

História

A trajetória da Cooperativa Frísia começou em 1911 quando as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. 

O contrato de trabalho incluía uma casa, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros por dia (atualmente, essa é a quantidade de leite registrada por minuto), produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível graças à união das quatro pequenas fábricas existentes, originando a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios.

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu, iniciando o processo de introdução da cultura mecanizada e aprimoramento genético na atividade pecuária, com a vinda dos primeiros gados puros da raça holandesa. Importados diretamente da Holanda, esse plantel bovino tornou a região referência em produtividade com qualidade.

Em 1954, surgiu a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL) e a marca Batavo foi incorporada à CCLPL para industrialização de produtos para o varejo. Já em 1997, a CCLPL transformou-se na Batávia S.A e, em 2007, foi totalmente incorporada por outra empresa do setor. No ano de 2011, a cooperativa retornou à industrialização, com a produção dos seus cooperados. Foi inaugurada a Central de Processamento de Leite Frísia. Em agosto de 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial decide mudar sua denominação social para Frísia Cooperativa Agroindustrial. Em 2016, almejando novas fronteiras, a Frísia concretiza seu plano de expansão, inaugurando seu primeiro entreposto fora do estado de origem, localizado em Tocantins.





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Dependência de fertilizantes russos coloca o Brasil em alerta


As possíveis sanções secundárias impostas pela OTAN, com forte apoio dos Estados Unidos, podem desencadear uma nova crise para o agronegócio brasileiro. O cenário mais crítico prevê tarifas de até 100% sobre produtos russos e punições a países que mantêm relações comerciais com Moscou, incluindo o Brasil. A medida tem como objetivo aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin para cessar o conflito com a Ucrânia.

Segundo dados do Itaú BBA, o Brasil é altamente dependente da Rússia para o fornecimento de fertilizantes e combustíveis. Apenas esses dois produtos representam 84% do valor total das importações brasileiras vindas da Rússia. A possível imposição de barreiras comerciais pode gerar um forte impacto sobre os custos de produção agrícola, comprometendo a rentabilidade do setor.

Em 2024, o Brasil importou US$ 3,7 bilhões em fertilizantes da Rússia. A origem russa respondeu por 53% do map, 40% do Cloreto de potássio (KCl) e 20% da Ureia consumida internamente. Diante dessa dependência, a adoção de sanções implicaria custos adicionais imediatos e exigiria tempo e investimentos para a diversificação de fornecedores — como Canadá, Marrocos, Nigéria e países do Oriente Médio.

Além disso, as exportações brasileiras também correm risco. A Rússia é o destino de 27% do amendoim, 22% da ervilha e 11% do amido produzidos no Brasil. O mercado de amendoim é considerado o mais vulnerável, com poucas alternativas viáveis de redirecionamento da produção, o que pode agravar os prejuízos ao setor exportador.

Outro ponto de atenção é o trigo. Apesar de a Rússia ser o maior exportador global do cereal, apenas 11% das importações brasileiras vêm do país, sendo possível a substituição por trigo da Argentina ou Uruguai, que possuem boa disponibilidade na atual safra.

O relatório do Itaú BBA destaca que, embora haja planos para ampliar a produção interna de fertilizantes, essa é uma estratégia de longo prazo, que depende de infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. No curto prazo, o agronegócio brasileiro segue exposto e pressionado, tanto pelo risco de sanções quanto pela volatilidade internacional.

O prazo estipulado pelos Estados Unidos para a implementação das medidas termina em 8 de agosto, tornando o cenário ainda mais incerto e volátil. Diante disso, produtores, exportadores e autoridades precisam intensificar o monitoramento e o diálogo diplomático para mitigar impactos e proteger a competitividade do agro nacional.





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Homem é preso com cerca de 600 filhotes de jabutis dentro de malas



Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando cerca de 600 filhotes de jabutis-piranga na tarde desta quinta-feira (31), em um ônibus interestadual.

Os animais estavam sendo levados dentro de malas no bagageiro do veículo. A apreensão aconteceu na BR-116, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Ele embarcou em Feira de Santana (BA) e os animais estavam sendo levados para a Baixada Fluminense (RJ). Os policiais rodoviários abordaram o veículo e durante a revista no bagageiro, encontraram os jabutis dentro das malas do passageiro. 

O homem relatou aos agentes da PRF que receberia uma quantia em dinheiro e que era a primeira vez que fazia esse tipo de transporte, mas já havia sido preso pelo mesmo crime, em 2015.

O caso configura crime ambiental por transporte de animais silvestres sem autorização. A pena prevista é de multas e detenções, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais. 

Alguns filhotes acabaram morrendo devido às péssimas condições em que eram levados. Cada exemplar da espécie é vendido no mercado ilegal por aproximadamente R$ 700.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), na Cidade da Polícia, zona norte do Rio de Janeiro.

*Com informações da Agência Brasil



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Diesel comum fica mais caro, mas S-10 segue em queda



O diesel comum ficou mais caro em julho na comparação com junho, enquanto o S-10 registrou queda em seu preço médio na mesma comparação, aponta a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

Assim, o combustível teve valor médio de R$ 6,15, aumento de 0,16%. Já o tipo S-10 registrou preço médio de R$ 6,17, após queda de 0,16% na mesma comparação.

“O diesel comum voltou a registrar alta nos postos, ainda que discreta. Esse leve aumento pode estar relacionado a fatores pontuais, como a reposição de estoques adquiridos a preços anteriores e variações regionais na cadeia de distribuição. Já o diesel S-10 manteve a trajetória de queda, sinalizando que os efeitos dos reajustes continuam sendo absorvidos de forma distinta, dependendo do tipo de combustível e das particularidades logísticas envolvidas”, analisa o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

Preço do diesel por região

O Índice fez a análise individual do preço do combustível para cada região do país em julho:

  • O Nordeste se destacou como a região com o maior aumento para o diesel comum, de 0,82% (R$ 6,18);
  • Já o diesel S-10 teve seu maior aumento no Centro-Oeste, de 0,32% (R$ 6,26);
  • O Sudeste foi a região onde os dois tipos de diesel apresentaram maior queda: 0,33% para o comum (R$ 6,07) e 0,49% para o S-10 (R$ 6,13)

Já os menores preços do país entre as regiões foram registrados no Sul: R$ 5,96 para o tipo comum, após alta de 0,34%, e R$ 5,96 para o S-10, que recuou 0,17% em julho na comparação com junho.

Os preços de diesel comum e S-10 mais altos do país em julho foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 6,81, após baixa de 0,29%, e R$ 6,60, após queda de 0,15%, respectivamente.

Levantamento por estado

O IPTL mostra que a maior média para o diesel comum em julho foi registrada no Acre, de R$ 7,61, mesmo após uma redução de 1,42% ante junho.

O Paraná aparece como o estado onde o motorista encontrou o diesel comum mais em conta em julho: a R$ 5,89, mesmo após alta de 0,68% ante o mês anterior.

O Tocantins, por sua vez, apresentou a alta mais significativa do país para o diesel comum, de 2,31%, comercializando o combustível por R$ 6,20 em média. O combustível teve sua maior queda no mês registrada no Amazonas, de 2,57%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,82.

Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em julho também foi o do Acre: R$ 7,59, após uma queda de 0,52% ante junho. No Paraná foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 5,91, mesmo após aumento de 0,51% no valor do combustível no estado.

Em Pernambuco foi registrada a maior alta para o diesel S-10: de 0,85% (R$ 5,93). O Amazonas foi a unidade federativa com a maior queda para o S-10: de 1,61%, registrando preço médio de R$ 6,74.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log



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Mercado do boi reage com alta nas arrobas



Boi gordo registra alta em várias regiões




Foto: Pixabay

A análise desta quinta-feira (31), publicada no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, apontou elevação nos preços do boi gordo em diversas regiões do país. Em São Paulo, a cotação reagiu com alta de R$ 3,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para o chamado “boi China”. A valorização ocorreu em razão da combinação entre escalas curtas de abate, melhora nas vendas de carne no mercado interno e menor oferta de boiadas por parte dos vendedores. Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis.

No estado da Bahia, a região Sul apresentou menor volume de oferta, mas os preços seguiram sustentados. As escalas de abate na localidade estão, em média, com 17 dias. Já na região Oeste, houve elevação nos preços de todas as categorias. A arroba do boi gordo e da novilha subiu R$ 2,00, enquanto a vaca registrou alta de R$ 3,00.

Em Tocantins, as cotações também subiram. No Sul do estado, a menor disponibilidade de animais resultou em aumento de R$ 2,00 na arroba do boi gordo e da novilha, e de R$ 1,00 para a vaca. As escalas de abate estão, em média, para oito dias. Na região Norte do estado, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis.





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Embaixador nega mudanças e diz que COP30 permanece em Belém



Faltando 100 dias para o início da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), 29 nações assinaram uma carta direcionada ao presidente Lula solicitando a transferência do evento, em Belém, para outra cidade.

O argumento utilizado não apenas por países em desenvolvimento, mas também por desenvolvidos, como Canadá, Suécia e Holanda, são os altos preços cobrados pelo sistema hoteleiro da capital paraense.

O próprio presidente da COP30, o embaixador André Correa do Lago, admite que os preços na cidade chegam até a dez vezes mais ao que é praticado pelo mercado.

No entanto, ele reiterou que o evento será, de fato, realizado em Belém. Lago afirmou que o Brasil está atuando para garantir que todos os países, em especial os mais pobres, consigam participar da conferência, marcada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro.

“A COP30 vai ser em Belém, o encontro de chefes de Estado vai ser em Belém e não há nenhum plano B. O que aconteceu foi uma reunião de emergência e os representantes dos países disseram ter uma preocupação muito grande por causa dos preços de hospedagem em Belém e que esses preços estão muitíssimo acima de qualquer aumento que houve em qualquer outra COP”, relatou o embaixador.

Lago afirmou que o governo está trabalhando para oferecer tarifas de hospedagem entre US$ 100 e US$ 600, com prioridade para essas delegações de países em desenvolvimento.

O embaixador relatou ainda que para essas delegações de países com maior dificuldade de hospedagem, a ONU está oferecendo uma diária que gira em torno de US$ 143 a US$ 149 o que seria insuficiente para a manutenção dos representantes na COP30.

“Esses países se manifestaram de maneira muito clara na reunião. Disseram que, com a diária de cerca de US$ 143 que recebem, precisam de quartos entre 50 e 70 dólares para poder participar. Se você olhar hoje os preços em Belém, há centenas de quartos nessa faixa. Mas nas datas da COP, os valores disparam”, explicou.

“Sendo o Brasil um país em desenvolvimento e querendo uma COP inclusiva, temos que encontrar uma maneira de que esses países possam estar em Belém, porque eles também dizem que a COP, com a ausência dos países mais pobres, ficaria sem legitimidade por não ter a universalidade. O governo está trabalhando para oferecer quartos dentro do que eles podem pagar”, completou.

Disponibilidade de hospedagem

Em nota divulgada na manhã de hoje, a Secretaria Extraordinária da COP30 informou que 2.500 quartos foram disponibilizados para as delegações. Foram reservados 15 quartos individuais por delegação para 73 países que se enquadram em alguma das classificações, com tarifas entre US$ 100 (R$ 554) e US$ 200 (R$ 1109).

Outros 10 quartos individuais por delegação, com tarifas entre US$ 220 (R$ 1.220) e US$ 600 (R$ 3.327), foram disponibilizados para os demais países.

“Tem uma equipe na Casa Civil que está acompanhando e tratando dessa questão de hospedagem. Essa equipe está procurando soluções e já propôs uma primeira solução para assegurar que todos os países da ONU possam estar presentes na COP. O governo está atuando de maneira muito firme para que todos os países possam participar da conferência”, afirmou.

Cerca de 45 mil pessoas estão previstas para participar da COP30 e a organização da conferência precisa expandir os 18 mil leitos de hotel normalmente disponíveis em Belém.

O governo já anunciou que dois navios de cruzeiro serão usados como hotéis temporários para a COP30. As duas embarcações têm aproximadamente 3.900 cabines, com capacidade de até 6 mil leitos disponíveis durante a conferência, o maior evento climático do planeta.

Belém vai ganhar três hotéis de alto padrão, construídos por grupos internacionais, e estão sendo feitas negociações com plataformas virtuais como Airbnb e Booking para cadastrar imóveis e aumentar a oferta de quartos disponíveis.

Uma nova reunião está agendada para o próximo dia 11 de agosto, com o objetivo de dar continuidade ao diálogo sobre o conjunto de ações para a realização da COP30. Entre os pontos que serão debatidos estão: acomodação, transporte, segurança e alimentação.



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confira como as cotações do boi gordo encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo apresentou negociações acima da referência média durante esta sexta-feira (1).

No entanto, as negociações aconteceram apenas de maneira pontual, com algumas indústrias frigoríficas ausentes da compra de gado, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

“A expectativa ainda é de alguma alta dos preços, mesmo que isso aconteça de maneira comedida, considerando o encurtamento das escalas de abate, em especial para os frigoríficos de menor porte”, diz o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, quando se trata dos frigoríficos de maior porte, o quadro é diferente: as escalas de abate estão mais confortáveis, ainda considerando a incidência de animais de parceria (contratos a termo) e a utilização de confinamentos próprios.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 300,17 — ontem: R$ 299,75
  • Goiás: R$ 283,75 — R$ 281,43
  • Minas Gerais: R$ 289,41 — R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,14 — R$ 299,66
  • Mato Grosso: R$ 293,65 — R$ 291,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a tendência e apresenta elevação em seus preços. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia somado ao adicional de consumo relativo ao Dia dos Pais.

“A situação das proteínas concorrentes ainda merece atenção, em especial da carne de frango, que ainda se mostra muito mais competitiva se comparado a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,40 alta de R$ 1,00. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,5451 para venda e a R$ 5,5431 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5269 e a máxima de R$ 5,6279. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,3%.



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