segunda-feira, maio 11, 2026

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O Brasil precisa do Congresso agora


O recesso parlamentar chegou ao fim, e o Congresso Nacional volta à cena pressionado por uma conjuntura inédita: tarifas comerciais unilaterais impostas pelos Estados Unidos contra produtos estratégicos do Brasil e sanções diplomáticas que atingem diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal. Em meio a esse cenário, cresce a expectativa sobre como as instituições brasileiras — e, principalmente, o parlamento — reagiram diante de uma crise que extrapola ideologias e exige uma postura de soberania nacional.

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos ainda atingem produtos pilares da pauta  exportadora brasileira. Ao mesmo tempo, o uso da Lei Magnitsky para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, elevou a tensão diplomática entre os dois países e expôs a fragilidade institucional diante de pressões externas.

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Se o executivo ainda busca calibrar a resposta por meio da diplomacia, cabe ao Congresso, na retomada de seus trabalhos, assumir o protagonismo. Isso significa ir além da disputa de narrativas partidárias e construir uma agenda que defenda o Brasil, sua economia e suas instituições.

Entre os temas que aguardam os presidentes das casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estão:

  • Propostas de limitação do poder do STF;
  • Pressão por uma CPI da Censura;
  • Projetos de anistia e revisão de decisões judiciais ligadas à polarização política;
  • Discussão sobre o novo marco regulatório da tributação da exportação;
  • Reforço ao crédito emergencial para setores afetados pelas tarifas internacionais.

Essa pauta densa, porém, não pode ignorar o que está em jogo: o risco de retração econômica para o Brasil, especialmente no agronegócio e outros que já sofrem com cancelamentos de contratos e queda na competitividade internacional.

O momento pede uma postura institucional clara e sem ambiguidade. O Congresso precisa:

  1. Aprovar medidas emergenciais de suporte ao setor produtivo, como linhas de crédito específicas, incentivos à diversificação de mercados e salvaguardas comerciais;
  2. Reforçar a soberania nacional, sem ceder a imposições externas que coloquem em risco a autonomia dos poderes;
  3. Criar um pacto pela unidade institucional, com a convocação de líderes do Executivo, Judiciário e sociedade civil para uma resposta coordenada;
  4. Estabelecer uma agenda de Estado, não de governo — uma agenda que coloque o Brasil em primeiro lugar, acima de qualquer polarização ideológica.

O agronegócio, responsável por mais de 25% do PIB brasileiro e 48% das exportações, está no centro da crise gerada pelas tarifas americanas. O setor clama por previsibilidade, estabilidade institucional e políticas públicas que o protejam diante de um cenário de guerra comercial travestida de retaliação política.

Negar apoio ao agro neste momento é negligenciar um dos pilares da economia nacional. A defesa do produtor rural, seja grande ou pequeno, precisa estar na linha de frente das ações do Legislativo, especialmente daqueles que se dizem representantes do interior do Brasil.

Conclusão: o momento exige grandeza institucional

O Brasil enfrenta, hoje, uma prova de fogo. E ela não se resolverá com tweets, bravatas ou jogos de empurra entre os poderes. O povo brasileiro,especialmente quem carrega o país nas costas, como os produtores e trabalhadores, espera respostas concretas.

É hora de o Congresso Nacional mostrar que está à altura da missão histórica que lhe cabe. O país precisa de unidade, responsabilidade e liderança.

Acima da esquerda, da direita ou do centro, deve estar a bandeira do Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Popularidade do morango do amor eleva preços na Serra Gaúcha


A produção de morango no Rio Grande do Sul tem sido impactada por fatores climáticos e pela crescente demanda local. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31), a maturação dos frutos acelerou na região administrativa de Caxias do Sul, favorecida pela insolação e temperaturas moderadas, o que resultou em leve aumento da produção em relação ao período anterior.

A entidade informou que “os cultivos implantados neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores”, acrescentando que a sanidade das lavouras está adequada. No entanto, apesar da melhora nas condições, a produção atual ainda não é suficiente para atender plenamente os mercados habituais.

A alta procura por morangos de maior calibre, especialmente utilizados na preparação do “morango do amor” – coberto por brigadeiro branco e calda de caramelo –, gerou um pico nas vendas e nos preços. O quilo chegou a R$ 50,00 e permanece em patamares elevados, impulsionado também pela movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra.

Com a baixa oferta local, agricultores têm buscado morangos em outros estados, o que pressiona ainda mais os preços. A fruta in natura é vendida entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo diretamente aos consumidores, enquanto o congelado varia de R$ 15,00 a R$ 20,00. Na Ceasa, os valores pagos aos produtores estão entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Em Pelotas, as baixas temperaturas, a falta de sol e a alta umidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção segue abaixo do esperado, com preços de R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo, entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão.

Na região Norte do estado, os dias ensolarados contribuíram para a recuperação da cultura. As plantas voltaram a emitir flores e frutos, mas a produção continua abaixo da média para o período, com preço médio de R$ 30,00/kg.

No Sul do estado, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a limitação na radiação solar tem atrasado a maturação dos frutos e prejudicado o sabor. A Emater/RS-Ascar observa que “a oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio”, com preços variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Festa do Peão de Barretos divulga cartaz para celebrar 70 anos



A obra chamada “Entre a sela e a canção”, da artista plástica Bettina Alves, ilustra o cartaz oficial da 70ª Festa do Peão de Barretos. Conhecida pelo talento no realismo e pela paixão declarada pelo universo sertanejo, Bettina criou uma obra que homenageia os competidores, a música raiz e os 70 anos de história do maior rodeio da América Latina.

Para celebrar as sete décadas da Festa, a artista criou um personagem simbólico: o Jeromão. “Desde o início eu queria representar o Jeromão, que é o símbolo do peão de boiadeiro”, explica a artista. Na obra, ele aparece de costas, caminhando em direção à arena de Barretos com a sela e um violão – elementos que representam o rodeio e a música sertaneja. O cenário expressa o contraste entre memória e presente, com tons que misturam o realismo da trajetória com a emoção da chegada.

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“Quis mostrar a bagagem de 70 anos sendo levada por ele até a arena. Tem um toque de saudade, de lembrança de uma montaria passada, mas também de futuro, de força e continuidade”, comenta Bettina.

A obra será exibida durante o evento no Memorial do Peão, ao lado de outros cartazes que fazem parte da história da Festa. O cartaz é uma tradição do evento que conta em sua galeria com artes assinadas por grandes nomes como Tomie Ohtake, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ziraldo, Romero Brito, Manabu Mabe, entre outros. A 70ª Festa do Peão de Barretos acontece de 21 a 31 de agosto.



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Produção de tilápia brasileira se destaca no cenário internacional pela baixa emissão de carbono



A piscicultura brasileira vem ganhando destaque no cenário internacional pela sua qualidade produtiva, compromisso ambiental e impacto positivo na sociedade. Espécies como a tilápia e o tambaqui são cultivadas em sistemas eficientes e sustentáveis, em linha com as novas demandas do mercado.

Esse modelo produtivo coloca as duas espécies entre as proteínas animais que possuem menor pegada de carbono. Esse fator, aliado a outras características da atividade, consolidou o país como uma referência global em sustentabilidade na piscicultura, de acordo com a Peixe BR.

“A ração utilizada na criação de peixes no Brasil é majoritariamente composta por grãos, o que reduz a dependência de proteínas de origem animal marinha, normalmente oriundas da pesca. Isso contribui significativamente para a sustentabilidade”, enfatiza o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

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A tilápia, por ser originária da África, se adaptou às condições climáticas brasileiras em função da qualidade da água e da ração de origem vegetal – combinações que proporcionam um produto com qualidade superior. Já o tambaqui, nativo da Amazônia, é um exemplo de biodiversidade aliada à produção regionalizada e adaptada às condições naturais do Norte do país.

Além do impacto ambiental positivo, a piscicultura brasileira também avança em tecnologia e segurança alimentar. Conforme pontua Medeiros, a tilápia é hoje a espécie de peixe no Brasil que mais incorpora inovação tecnológica na cadeia de produção, com sistemas de controle sanitário, nutrição de precisão e rastreabilidade.

Respeito às legislações

Outro pilar importante da sustentabilidade do setor é a inspeção sanitária. O país conta com um dos serviços de fiscalização mais rigorosos do mundo, que garante a segurança do alimento do campo até o consumidor final. “É fundamental que todo peixe chegue ao mercado com inspeção adequada. Isso protege o consumidor, evita riscos sanitários e amplia a competitividade internacional do nosso produto”, reforça o presidente da Peixe BR.

Na avaliação de Medeiros, o Brasil conquistou a liderança mundial na produção de proteína exatamente por ter um serviço de inspeção sanitária moderno e competente. Atualmente, a produção de peixes cultivados no Brasil é regulada por uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo, o que também contribui para uma reputação internacional de excelência e responsabilidade.

Junto ao compromisso ambiental, o setor possui um papel importante na esfera social, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. “Sem dúvidas, a piscicultura é uma atividade essencial para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades, especialmente no interior do país. E lá fora esse trabalho na agenda sustentável está sendo fortemente reconhecido”, finaliza Medeiros.



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Calor extremo e frio intenso dividem o Brasil no início de agosto



Previsão também aponta para baixos índices de umidade




Foto: Canva

O primeiro fim de semana de agosto promete extremos de temperatura e tempo seco em diferentes regiões do país. Entre os dias 1º e 3 de agosto, o Brasil deverá enfrentar contrastes climáticos expressivos, com frio intenso previsto no Sul e calor escaldante em áreas do Norte, Centro-Oeste e interior do Nordeste. A previsão também aponta para baixos índices de umidade em grande parte do território nacional.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma massa de ar frio vai avançar sobre a Região Sul, derrubando as temperaturas mínimas para abaixo de 8 °C. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deverão registrar manhãs geladas, especialmente nas áreas de serra. O frio também alcançará o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais, com mínimas previstas entre 3 °C e 6 °C em cidades como Monte Verde (MG) e Campos do Jordão (SP).

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Enquanto isso, o calor deverá predominar no Norte do país, com destaque para o Amazonas e o Pará. Em municípios como Manicoré (AM) e Redenção (PA), os termômetros podem ultrapassar os 40 °C no sábado. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também deverão registrar temperaturas acima de 34 °C.

Além do calor, a baixa umidade relativa do ar será uma preocupação. Regiões do interior do Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste poderão registrar índices inferiores a 30%, aumentando o risco de queimadas e afetando a saúde da população e o desenvolvimento das lavouras.

A chuva deve se concentrar na Região Sul. No Rio Grande do Sul, os acumulados poderão superar os 80 mm em áreas do sudoeste e sudeste do estado. Também são esperados volumes significativos de precipitação no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, o que pode favorecer o abastecimento dos mananciais, mas exige atenção para o risco de alagamentos pontuais.





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Nutrição de bovinos deve combinar suplementação injetável e oral, diz médico-veterinário



A nutrição nas fases de cria e recria é decisiva para o desempenho produtivo na bovinocultura de corte e leite ao longo de toda a vida do animal.

O médico-veterinário e gerente de serviços bovinos da Ceva Saúde Animal, Marcos Malacco, chama atenção para o papel do intestimo, que figura como órgão mais importante à imunidade por ser o responsável pelo primeiro contato do gado com partículas estranhas da ração, como bactérias.

“Na parede do intestino, que chamamos de epitélio, existe uma série de células diferenciadas exatamente para receber e processar esses agentes externos e, então, levá-los ao sistema imune para ter o desenvolvimento da imunidade geral. Isso seria o que a gente chama de imunidade adaptativa.”

Por conta dessa importância, Malacco reforça que tais células do aparelho digestivo precisam estar muito bem preparadas nutricionalmente para conferir uma resposta à agressão dos patógenos.

Nutrição oral e injetável

Segundo ele, o pecuarista precisa estar sempre atento à qualidade da matéria-prima que está sendo usada tanto na nutrição oral, ou seja, a do cocho, quanto pela parenteral, a injetável.

“Então a dieta ou esses suplementos nutricionais devem ter uma formulação bastante equilibrada, com o número de aminoácidos essenciais necessários, que são dez, e são produzidos no organismo. Além disso, temos outros dez que a gente chama de não essenciais que são produzidos no nosso organismo a partir de outros aminoácidos ou outras substâncias”, detalha.

Assim, o médico-veterinário considera que o equilíbrio na formulação e a qualidade dos princípios ativos que estão sendo usados na ração ou no suplemento injetável são essenciais. “Também é importante adquiri-los em locais idôneos, conhecidos e consagrados na produção desses nutrientes.”

Custo-benefício

A respeito do custo-benefício da nutrição animal, Malacco acredita que um bom indicador é a taxa de sobrevivência dos bezerros.

“Podemos começar, por exemplo, com a nutrição injetável, a que tenha a formulação mais completa possível, contendo o maior número de aminoácóidos, pelo menos todos os dez essenciais. Isso vai começar a dar aquele choque, digamos assim, no organismo do bezerro. Então, a partir daí, complementamos com a nutrição via cocho”, ensina.

Em complemento a isso, o especialista da Ceva Saúde Animal lembra que a vaca também precisa estar saudável em metabólicos e nutricionais para poder trnasmitir um leite de alta qualidade e em quantidade suficiente para os bezerros.

Por fim, Malacco reforça que alguns períodos da vida do animal são ideais para a suplementação injetável, como a da primeira vacinação, entre os 60 e 120 dias de vida.



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O futuro da agricultura passa pela integração entre químicos e biológicos


A agricultura está vivenciando uma transformação. Após décadas em que os defensivos químicos foram protagonistas no manejo agronômico, oferecendo resultados e controle certeiros aos produtores, o setor passa a incorporar uma abordagem mais integrada, que alia produtividade à saúde do solo, à biodiversidade e à sustentabilidade.

Essa integração representa uma mudança de paradigma: não se trata de substituir tecnologias, mas de potencializar resultados por meio da complementaridade. A união entre o rigor científico dos químicos e a inteligência natural dos biológicos fortalece a resiliência dos sistemas produtivos, amplia a eficácia do manejo e contribui para uma agricultura mais duradoura e alinhada às demandas ambientais e sociais do presente.

Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do crescimento expressivo do mercado de biológicos. De acordo com dados da CropLife, no Brasil, a adoção de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/2025, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, com taxa de uso quatro vezes superior à média global. Dentre esses dados, outro que chama atenção é que a combinação de produtos químicos e biológicos para proteção de cultivos cresceu 7% na safra 2023/2024. Enquanto a adoção de bioinsumos, nas mesmas áreas, aumentou 35% no mesmo período.

Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil

É neste cenário que a FMC, empresa global de ciências para agricultura, reafirma seu compromisso de longo prazo com a inovação ao investir na combinação entre soluções químicas e biológicas. A companhia conta com um portfólio consolidado de soluções biológicas, como Presence® Full, Provilar®, Ataplan®, Quartzo®, Crop Evo® e Seed+Como® e os recentes lançamentos: os bioinseticidas Evedar® e Perovar®, e o biofungicida de solo Cablar®. Esses produtos foram desenvolvidos para atuar de forma sinérgica com os químicos, oferecendo proteção eficiente e ampliada às lavouras, além de benefícios ao solo e à biodiversidade.

A FMC investe 6% do faturamento global em pesquisa e desenvolvimento para oferecer um portfólio completo e com uma nova geração de biológicos, integrados aos químicos, além de serviços que ajudam as tomadas de decisões do produtor brasileiro: “Acreditamos que o futuro do campo passa por uma agricultura capaz de integrar tecnologias, conhecimentos e perspectivas. Ao combinar o que há de mais moderno em defensivos químicos com o potencial dos biológicos, estamos ampliando as possibilidades de manejo e ajudando a construir um modelo produtivo mais inteligente, resiliente e alinhado às exigências do campo”, destaca Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil.

Inovações FMC

Em 2025, a FMC lançou três novas biosoluções no mercado: os bioinseticidas Perovar e Evedar e o biofungicida de solo Cablar.

Com sinergia biológica para máxima proteção, o Evedar traz proteção biológica avançada para a lavoura, combinando os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae em uma formulação inovadora. Oferece um controle efetivo contra pragas como, bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca-do-café (Hypothenemus hampei), cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), percevejo-marrom (Euchistos heros) e Tripes (Frankliniella occidentalis).

Já o Perovar® combate as pragas onde elas começam. Com o fungo Metarhizium anisopliae isolado, o bioinseticida é ideal para aplicação em sulco. Sua eficácia no controle de pragas como cigarrinha da cana-de-açúcar (Mahanarva fimbriolata) e percevejo-castanho (Scaptocoris castânea) entrega proteção efetiva e de amplo espectro, preservando a saúde do solo e favorecendo o equilíbrio biológico. Resistente a condições adversas e compatível com diversos manejos, Perovar é a solução resiliente que protege as plantas no momento mais crítico do desenvolvimento, entregando resultados superiores no campo.

No portfólio de biofungicidas, o Cablar® é a força biológica que protege e regenera o solo. A tecnologia é formulada com uma potente combinação de duas cepas de Trichoderma (Trichoderma harzianum URM 8119 e Trichoderma asperellum URM 8120) e Bacillus amyloliquefaciens CCT 7901, projetados para estabelecer a microbiota regenerativa e atuar contra doenças do solo e da planta.

“Essas soluções são altamente eficazes e sustentáveis, com um elevado shelf life sem necessidade de refrigeração, garantindo praticidade no armazenamento e no uso”, diz o gerente. Leonardo ainda ressalta que o portfólio da FMC contribui para a sustentabilidade ao compromisso da companhia com a agricultura de baixo impacto ambiental. “Essas novas soluções fortalecerão ainda mais a produtividade e a saúde das lavouras de nossos parceiros, proporcionando um futuro mais seguro e rentável”.





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Agricultora de Itu ensina a preparar suco de pitaia refrescante



A nossa dica do produtor deste domingo (3), vem de Itu, interior de São Paulo. É de lá que Elaine Monteiro e o marido, Renato Brando, transformam o cultivo de pitaia em um negócio rentável e, detalhe, eles já exportam a fruta. Mas o casal também aproveita a produção excedente na própria cozinha.

Na propriedade, a fruta é base para diversas delícias, desde geleias até bolos. Uma das receitas preferidas da produtora é o suco de pitaia com limão, uma bebida refrescante, fácil de preparar.

Para a receita, a produtora usa uma pitaia inteira (polpa branca ou vermelha, conforme a variedade disponível). Ela recomenda não picar demais: basta cortar a fruta ao meio e retirar a polpa com uma colher. Todo o conteúdo vai direto para o liquidificador.

O segredo, segundo Elaine, está na combinação com o suco de dois limões, que realça a cor e o sabor. “Essa acidez ajuda a dar um gosto mais intenso ao suco”, explica. Depois, é só completar com um litro de água — medida que pode ser ajustada conforme o gosto ou o tamanho da fruta.

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O açúcar, segundo ela, é opcional. “Tem gente que prefere mais doce, outros menos, então cada um pode adequar como quiser”, orienta. Depois de bater tudo no liquidificador, o suco fica pronto para servir.

E aí, já pensou em experimentar essa receita aí na sua casa? Que tal preparar o suco de pitaia e contar pra gente como ficou? Acesse aqui o nosso WhatsApp e aqui nossas redes sociais.





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Defensivos agrícolas podem movimentar mais de R$ 950 milhões no Paraná



Entre 30% e 35% dos defensivos destinados à próxima safra de verão já foram vendidos




Foto: Pixabay

O centro-oeste do Paraná apresenta uma demanda expressiva não atendida para a comercialização de defensivos agrícolas voltados às safras de verão 2025/2026 e safrinha 2026/2026. De acordo com levantamento realizado pela EEmovel Agro, entre 30% e 35% dos defensivos agrícolas destinados à próxima safra de verão já foram vendidos. No entanto, o volume negociado para a safrinha ainda é reduzido, variando entre 5% e 10%. A empresa destaca que, historicamente, a média de vendas nesse período costuma superar 80%.

A região, que reúne 153.215 propriedades e 361.550 produtores, conta com uma área plantada temporária estimada em 3,1 milhões de hectares. Apenas na cultura da soja, o potencial financeiro para aquisição de defensivos agrícolas ultrapassa R$ 953 milhões. Mesmo diante desse cenário, cerca de 2 milhões de hectares ainda não realizaram a compra dos insumos necessários para a próxima safra.

O diretor de operações agro da EEmovel Agro, Luiz Almeida, aponta que os produtores têm adiado as aquisições por receio de instabilidades nos preços. “O potencial da região, considerando o centro ocidental, noroeste e oeste paranaense, ainda é grande. São cerca de 70% da região que ainda não adquiriu defensivos agrícolas para a safra que se inicia nos próximos dias”, afirma. Segundo Almeida, fatores como o aumento dos custos de produção, a valorização do dólar, a redução da oferta global de insumos e os impactos de conflitos internacionais têm contribuído para a hesitação no fechamento de negócios.

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou no boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo que a comercialização da soja segue em ritmo lento. Mesmo com o fim da colheita há alguns meses, muitos produtores optam por manter os estoques, aguardando cotações mais atrativas. Paralelamente, o planejamento para a próxima safra avança, com produtores iniciando o preparo do solo e a aquisição de parte dos insumos.

 





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Frente fria faz chuva avançar, mas calor persiste em muitas áreas; veja previsão para hoje



Confira como ficam as condições do tempo em todo o Brasil neste domingo (3), de acordo com a previsão da Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Com a chegada de uma nova frente fria, as chuvas continuam em grande parte do Rio Grande do Sul, e avançam também para Santa Catarina e Paraná. A nebulosidade continua em território gaúcho e aumenta nos demais estados.

As temperaturas caem em relação ao dia anterior, exceto na porção centro-norte do Paraná, onde ainda permanecem mais elevadas. A umidade relativa do ar continua abaixo de 30% no norte paranaense.

Sudeste

O tempo segue firme na maior parte da região, mas ainda podem ocorrer pancadas isoladas no Espírito Santo. As temperaturas continuam elevadas, com máximas podendo alcançar valores acima de 30 °C no interior paulista.

A nebulosidade continua no Espírito Santo e aumenta na faixa leste de Minas Gerais. A umidade do ar continua baixa, com destaque para o interior paulista e no centro-leste mineiro.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva avançam pela faixa oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As temperaturas continuam altas, com máximas que podem alcançar 34 °C em Sinop, e 36 °C em Cuiabá.

A nebulosidade aumenta, enquanto Goiás e o leste de Mato Grosso devem ter tempo mais firme. A umidade do ar continua baixa em grande parte da região, exceto na faixa oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Áreas de instabilidade continuam avançando sobre a faixa litorânea e cidades próximas ao litoral de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Há também previsão de chuvas isoladas e fracas no litoral do Maanhão.

As temperaturas seguem elevadas, com destaque para Teresina (PI) e Imperatriz (MA), com máximas podendo alcançar 35 °C. Os índices de umidade permanecem baixos, principalmente na faixa centro-oeste da região.

Norte

As condições para o domingo se mantêm, com pancadas de chuva no oeste da região. As temperaturas continuam elevadas em quase todos os estados e a umidade do ar segue baixa em grande parte da região.



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