segunda-feira, maio 11, 2026

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Como evitar prejuízos na avicultura e aumentar os lucros



Em granjas de postura comercial, as perdas causadas por falhas sanitárias podem ser devastadoras. As aves são altamente sensíveis a doenças, e qualquer brecha na biossegurança pode gerar prejuízos com descarte de ovos, uso de medicamentos, aumento de mortalidade e queda na produtividade.

Implementar um protocolo rígido de biosseguridade é essencial. Isso inclui:

  • Controle rigoroso de entrada de pessoas e veículos;
  • Banhos sanitários e troca de roupas na entrada da granja;
  • Treinamento de colaboradores para evitar o trânsito entre aviários;
  • Limpeza e desinfecção programada dos galpões.

Além disso, a presença constante de um médico-veterinário garante não só o controle sanitário, mas também a criação de esquemas vacinais personalizados para a realidade de cada região.

Vacinação estratégica: investimento que gera retorno

Cada polo avícola tem desafios distintos. Em regiões como Bastos (SP) ou Santa Maria de Jetibá (ES), onde há alta concentração de granjas, o risco de circulação de patógenos é maior. Por isso, o esquema vacinal deve ser regionalizado, abrangente e adaptado à idade e ao tipo de ave.

É comum que poedeiras comerciais recebam múltiplas vacinas ao longo do ciclo produtivo, muitas vezes por vias diferentes. O objetivo é garantir imunidade duradoura contra doenças virais, bacterianas e parasitárias que podem comprometer tanto a qualidade da casca quanto o volume de produção de ovos.

Rentabilidade começa pela sanidade

Ao evitar surtos e manter a produção constante, o produtor garante:

  • Redução de gastos com medicamentos e descartes;
  • Melhor aproveitamento dos ovos, com cascas mais resistentes e qualidade interna preservada;
  • Maior produtividade, já que aves saudáveis se alimentam melhor e produzem mais.

Mesmo investimentos simples em biossegurança e vacinação geram um impacto direto na rentabilidade, pois evitam perdas silenciosas que afetam o resultado financeiro no fim do ciclo.

“Produtores que seguem protocolos sanitários sólidos percebem ganhos reais em produtividade e qualidade dos ovos. A sanidade é o pilar da lucratividade na avicultura”, reforça a médica-veterinária entrevistada Samara Verza, com experiência em consultoria técnica na região de Bastos.

Tecnologias que transformam a produção

A avicultura moderna conta com soluções tecnológicas acessíveis e eficazes. Algumas das mais relevantes são:

Estrutura e ambiência

Investir em aviários climatizados proporciona conforto térmico às aves, otimizando consumo de ração e conversão alimentar. Galpões modernos mantêm temperatura e umidade ideais, reduzindo o estresse das aves e aumentando a produção.

Vacinas de última geração

Laboratórios desenvolvem vacinas mais seguras e com menor impacto metabólico nas aves. Essas soluções ajudam a manter a sanidade sem comprometer a performance produtiva.

Aditivos nutricionais

Complementam o manejo, oferecendo suporte imunológico e melhorando a absorção de nutrientes, contribuindo para um lote mais uniforme e produtivo.

Quer entender mais sobre como garantir a sanidade e a rentabilidade na avicultura? Acompanhe a entrevista completa com a médica-veterinária Samara Verza no programa A Protagonista. Com anos de experiência em granjas de postura comercial, Samara compartilha insights valiosos sobre biosseguridade, vacinação estratégica e os principais desafios enfrentados pelos produtores. Um conteúdo imperdível para quem atua no setor e busca resultados consistentes.



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com produção mais restrita, cotações sobem



Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram altas mais intensas na semana passada no estado de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, do lado produtivo a produção de etanol foi menor em detrimento da maior produção de açúcar. Assim, os vendedores se mantiveram mais firmes, pedindo valores mais elevados. Compradores, por sua vez, adquiriram volumes restritos, ainda esperando recuo nas cotações. 

Entre 28 de julho e 1º de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6239/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Este valor representa um aumento de 3,11% sobre o período anterior. 

Para o anidro, o avanço foi de 2,84% em igual comparativo, com o Indicador a R$ 2,9996/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 

Dados da Unica analisados pelo Cepea indicam que, desde o início da moagem, em 1º de abril, até a primeira quinzena de julho, a moagem de cana, a produção de etanol e de açúcar e o Açúcar Total Recuperável (ATR) seguiram menores frente ao mesmo período de 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Grupo Casa Bugre lança novos produtos no Congresso Andav 2025


Soluções focadas em bioestimulação, nutrifisiologia, sinalização fisiológica, além de mapeamento, regeneração e saúde do solo, são os principais destaques do Grupo no tradicional evento

Para impulsionar um agronegócio mais eficaz, rentável e sustentável, e conectar o conhecimento científico com as necessidades do agricultor, o Grupo Casa Bugre chega ao Congresso Andav 2025 com diversos lançamentos. No evento, que ocorre de 5 a 7 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, as empresas do Grupo apresentam produtos focados em bioestimulação, nutrifisiologia, sinalização fisiológica e também mapeamento, regeneração e saúde do solo.

Entre os destaques, estão os novos produtos da Agrilife Solutions, divisão especializada em nutrição inteligente e bioestimulação, como o VacStress, que funciona como uma vacina que reduz e controla perdas produtivas por estresses abióticos como seca e calor; e as três soluções da linha Stimulife (à base de microalgas), que conta com o  Robust (estimula a engorda dos frutos e melhora o desempenho pós-colheita), o Impetus (proteção natural contra estresses e estímulo fisiológico) e o Rizogen (para estímulo de raízes secundárias e absorção de nutrientes).

Outro lançamento da empresa é o TalaPhos, aditivo biológico para compostagem com formulação exclusiva e inovadora, à base do fungo Talaromyces pinophilus. O produto proporciona uma degradação eficiente de resíduos orgânicos da lavoura, com rápido estabelecimento e facilidade de aplicação. Outro benefício é a disponibilidade de nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento saudável das plantas.

    Além disso, a Agrilife expõe no Congresso os produtos da linha de nutrifisiologia vegetal com a exclusiva tecnologia C-DOT Drive, que potencializa absorção, translocação e metabolismo dos nutrientes. Essa linha conta com as soluções AgBasis e AgFortis, ambas alinhadas ao conceito global de Nutrient Use Efficiency (NUE) e atendem a diferentes estágios da cultura, com baixas doses e alta eficiência e resultados.

Primeira plataforma brasileira para agricultura regenerativa

A agricultura regenerativa também estará em pauta com o lançamento da Terrus Regeneração, plataforma pioneira baseada em tipologia de argila que integra dados mineralógicos e inteligência artificial para mapear aptidões e riscos dos solos. A novidade já tem 800 milhões de hectares analisados e está pronta para ajudar o produtor a tomar decisões estratégicas.

Com uma técnica inédita que digitaliza e transforma os dados dos minerais da fração de argila do solo em decisões operacionais de manejo e regeneração, o serviço ajuda a reduzir perdas e aumentar a produtividade com sustentabilidade, além de auxiliar na recuperação das características naturais do terreno quando necessário.

“O investimento em práticas de manejo que protejam e regenerem o solo, assim como em mapeamentos e análises avançadas, não é apenas uma estratégia de sustentabilidade, mas uma opção inteligente para a agricultura regenerativa. Por isso, a Terrus Regeneração chega para aumentar a rentabilidade, garantindo produtividade contínua e resiliência do sistema ao longo do tempo”, explica Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre.

Novidades em nanotecnologia e sinalização fisiológica

A Krilltech, braço de eficiência fisiológica do Grupo, apresenta no Congresso Andav o KrillMax, produto voltado para cultura do milho. Desenvolvido em parceria com Universidade de Brasília (UnB) e a Embrapa, a solução ativa processos fisiológicos que aumentam a eficiência nutricional e a produtividade da planta com apenas uma aplicação, resultando em médias de incremento acima de 12 sacas por hectare no milho da safrinha.

Outros destaques da empresa são o KrillBloom, produto inovador para algodão, que promove maior fixação de maçãs e sanidade da planta ao atuar na fotossíntese, ampliando o aproveitamento de nitrogênio e eficiência nutricional; e a Arbolina, uma das principais inovações do setor em ativação fotossintética, já que aumenta a produção de energia (ATP), a absorção de nutrientes e o equilíbrio hormonal da planta.

Hub de inovação em expansão

Completando os destaques, a AgriForLife, hub de inovação aberta do Grupo Casa Bugre, marca presença reforçando o objetivo de fomentar ainda mais a tecnologia no campo. No evento, a iniciativa, que está sediada no Dabi Business Park, em Ribeirão Preto, visa promover novas parcerias com startups e disseminar o conhecimento sobre tecnologia agrícola.

“Nossa participação no evento é focada no futuro da agricultura, que é tecnológico, regenerativo, inteligente e sustentável. Com todas essas novidades, o Grupo Casa Bugre está pronto para caminhar lado a lado com o produtor, oferecendo soluções de alto impacto, baseadas em ciência e com um interesse genuíno pelo produtor rural e pela conexão entre ciência, inovação e campo”, ressalta o CEO.

Serviço:

Grupo Casa Bugre no Congresso Andav 2025

Data: de 5 a 7 de agosto de 2025

Local: Transamerica Expo Center, em São Paulo, Estande N80

Programação oficial e mais informação em: https://www.eventosandav.com.br/ 

 





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Setores atingidos por tarifaço pedem crédito e abertura de novos mercados para o governo



Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, se reuniu com representantes dos setores de madeira processada, carne, frutas, mel, pescados, couro, móveis, café e produtos da floresta. Os nove setores foram atingidos pelo tarifaço.

Entre os pleitos destes setores estão a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, a abertura de crédito para as empresas afetadas e a ampliação do programa Acredita Exportação para médias e grandes empresas.

Durante reunião, Alckmin disse o governo pode usar o mecanismo compras governamentais, no que couber, e frisou que todas as sugestões serão avaliadas no contexto do plano de contingência que o governo está elaborando para proteger as empresas brasileiras e os empregos.

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O vice-presidente lembrou que 65% das exportações brasileiras estão de fora das novas sobretaxas e afirmou que o governo continua trabalhando para a exclusão dos demais setores.

Também participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (MDA), Paulo Teixeira (MDA) e André de Paula (Pesca), além de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica da Fazenda; entre outras autoridades.



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Déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode comprometer cadeia produtiva



O déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode se agravar a ponto de comprometer a cadeia produtiva nos próximos dez anos, afirma o Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

“Se a gente não fizer nada, daqui 10 anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de armazenagem quanto de ferrovia. A principal chave é o investimento. Precisamos desenvolver mais infraestrutura de armazenagem”, afirma o professor Thiago Guilherme Péra, coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

Atualmente, o país produz 330 milhões de toneladas de grãos por ano, mas só tem capacidade para armazenar 60% desse volume, ou cerca de 198 milhões de toneladas. No Mato Grosso, estado líder na produção, o cenário é ainda mais preocupante: a safra de 2025 deve atingir 100 milhões de toneladas, mas a capacidade de armazenagem não passa de 60%, gerando um déficit de 40 milhões de toneladas.

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O especialista explica que, até 2012, o Brasil era superavitário em capacidade estática de armazenagem, mas a entrada do milho segunda safra mudou completamente esse cenário.

“A partir de 2012, passamos a enfrentar um grande desafio para o crescimento da infraestrutura de armazenagem. Temos dois períodos muito críticos: março e abril, com soja e milho primeira safra, e junho e julho, com a colheita do milho segunda safra. Isso acaba abarrotando bastante os nossos armazéns”, detalha.

Outro fator que pressiona a infraestrutura é a expansão do etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste. “Estimamos no Esalq-Log que cerca de 16% da capacidade de armazenagem do Mato Grosso é dedicada ao etanol de milho. A oferta do cereal para a produção de etanol ocorre exatamente nesta época, para suprir praticamente o ano inteiro, o que pressiona ainda mais o sistema logístico mato-grossense”, ressalta.

A solução para reduzir o déficit, segundo Thiago, passa exatamente pelo fortalecimento das cooperativas e pelo acesso a linhas de crédito. “O pequeno e médio produtor muitas vezes não tem escala para ter um armazém. É fundamental que as cooperativas expandam seu parque de armazenagem, tendo acesso a linhas de crédito mais atrativas, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) do BNDES”.



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Frio ganha força e pode ocorrer geada em algumas regiões



Frente fria que avançou sobre o país nos últimos dias se desloca pela costa de Santa Catarina e do Paraná entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (5), mantendo as instabilidades entre os dois estados. Há risco de chuva forte, acompanhada de raios, em toda a metade leste catarinense, bem como nas regiões sul, central, leste e no litoral do Paraná – incluindo as capitais Florianópolis (SC) e Curitiba (PR), ainda nas primeiras horas do dia. Nas demais áreas, a previsão é de chuva isolada, com intensidade variando entre fraca e moderada. No Rio Grande do Sul, ainda há risco de precipitação mais expressiva durante a madrugada no extremo norte e na serra gaúcha, especialmente em áreas próximas à divisa com Santa Catarina.

No decorrer do dia, o tempo permanece firme, com apenas variação de nebulosidade. Um sistema de alta pressão associado a uma massa de ar polar avança sobre o estado, provocando queda acentuada nas temperaturas. Em pontos da Campanha e da Serra do Sudeste, há potencial para formação de geada nas primeiras horas da manhã.

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No Sudeste, ainda no período da manhã, a frente fria deverá alcançar a altura da costa de São Paulo, espalhando as instabilidades e provocando a ocorrência de rajadas de vento sobre o sul e litoral paulista. Entre o Vale do Ribeira/SP e o litoral sul paulista, há risco de chuva forte acompanhada por raios. Entre a Baixada Santista e o litoral norte paulista, pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade. Ainda no estado paulista, algumas áreas do centro-oeste e oeste podem contar também com pancadas de chuva isoladas no fim da manhã.

Nas demais regiões, predomínio de tempo firme, com destaque para a maior formação de nebulosidade, baixa umidade e pela ocorrência de rajadas moderadas de vento – associadas ao avanço do sistema frontal. O ar seco ainda deve derrubar os índices de umidade relativa do ar (URA), que entram em níveis de atenção entre o oeste e norte paulista. Já os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo seguem com tempo substancialmente estável. Em boa parte do interior mineiro, há risco para baixa URA durante a tarde, com destaque para o triângulo mineiro, que pode registrar índices abaixo de 20%.

Enquanto no Centro-Oeste, ainda pela madrugada, também haverá condições para pancadas de chuva mais expressivas entre o sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, com potencial para ganharem força em alguns momentos e virem seguidas por raios. Ao longo do dia, a chuva perde força, mas ainda pode ocorrer de maneira isolada em algumas áreas isoladas. Apenas no extremo nordeste do estado, o destaque segue ligado à atuação do ar seco – com cenário de atenção para baixa umidade do ar à tarde.

No Mato Grosso, algumas instabilidades que atuam sobre a região norte do país podem avançar sobre o extremo noroeste do estado, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, acompanhada por raios. Pode chover também de maneira isolada em algumas áreas do sudoeste na parte da tarde. Já em toda metade leste de mato-grossense, o ar seco segue atuando e favorece a queda acentuada dos índices de URA, com índices abaixo de 30% (e até mesmo abaixo de 20% no extremo leste). Em Goiás e no Distrito Federal, predomínio de tempo firme e destaque também para o alerta de baixa umidade do ar durante as horas mais quentes.

Já no Nordeste, a entrada de ventos marítimos sobre o continente deve manter a chuva concentrada sobre a costa leste, zona da mata e parte do agreste nordestino. Há risco de temporais entre Maceió e Recife. Entre a zona da mata de Alagoas e do Rio Grande do Norte, pode chover forte em alguns intervalos do dia. No litoral do Maranhão, risco de chuva forte com raios à tarde. Na região de Teresina, pode chover de maneira expressiva ainda durante a madrugada. No interior do Ceará, há condição para algumas pancadas localizadas de chuva.

No interior nordestino, o predomínio segue sendo de tempo firme e com destaque para o calor e o ar seco. No sul do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia, segue o alerta de baixa URA à tarde.

E no Norte, a presença de umidade na atmosfera local deve manter as instabilidades concentradas sobre o Amazonas, Acre e Rondônia, com potencial para chuva forte. Há risco para temporais no sudoeste amazonense. Entre o Amapá e o litoral e extremo norte do Pará, a circulação de umidade também deve favorecer a formação de nuvens carregadas ao longo do dia, com risco de chuva forte. Por outro lado, entre o Tocantins e o sul do Pará, o ar seco continental deve estimular a queda acentuada dos índices de URA, que podem ficar abaixo de 20% durante as horas mais quentes.

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Governo resolve consultar OMC sobre tarifaço de Trump



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou na segunda-feira (4), em entrevista à imprensa, que o conselho de ministros da Camex (Câmara de Comércio Exterior) aprovou a abertura de uma consulta formal à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra os Estados Unidos. A medida é uma etapa anterior a eventual abertura do mecanismo de julgamento dentro da organização.

A edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial da União já traz uma resolução autorizando o Ministério da Relações Exteriores a acionar a OMC ( Organização Mundial do Comércio) sobre o tarifaço.

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“Conselho de ministros da Camex aprovou o Brasil entrar com a consulta na OMC. Aí o presidente Lula agora vai decidir como fazê-lo. Estamos desde março negociando com os Estados Unidos. Claro que, por nós, não teria nenhuma taxação de 50%. Até porque não se justifica”, afirmou Alckmin.

O Ministério das Relações Exteriores pretende argumentar na OMC que o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil representa “sério risco à arquitetura internacional de comércio” e descumpre obrigações dos Estados Unidos com os acordos da entidade, além de carecer de fundamentos técnicos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo inicia semana com altas em São Paulo e Goiás


O mercado do boi gordo iniciou a semana com valorização nas principais praças. Segundo análise publicada nesta segunda-feira (4) pela Scot Consultoria, no informativo “Tem Boi na Linha”, em São Paulo, a cotação das arrobas de todas as categorias subiu R$ 2,00, reflexo da menor oferta de animais prontos para abate e da melhora no escoamento da carne.

Apesar de um ambiente ainda marcado pela especulação, a demanda foi suficiente para sustentar a alta. As escalas de abate, conforme o relatório, seguem atendendo a uma média de sete dias.

Em Goiás, o movimento também foi de alta, com variações conforme a região. Na área de Goiânia, houve aumento de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a vaca. Para a novilha, os preços permaneceram estáveis. No Sul do estado, o acréscimo de R$ 2,00/@ foi registrado apenas para a novilha. A cotação do “boi China” também subiu R$ 2,00/@.

No mercado atacadista de carne com osso, o bom ritmo no escoamento observado na semana anterior se manteve. A valorização da arroba, aliada à proximidade do Dia dos Pais, ajudou a sustentar os preços das carcaças casadas.

A carcaça casada do boi capão subiu 1,8%, com acréscimo de R$ 0,35/kg. A carcaça do boi inteiro apresentou alta de 0,5%, ou R$ 0,10/kg. As carcaças dianteiras e da ponta de agulha seguiram estáveis, enquanto as traseiras tiveram alta. A do boi castrado avançou 3,4% (R$ 0,75/kg) e a do boi inteiro, 1,0% (R$ 0,20/kg).

Para a vaca e para a novilha, os preços subiram R$ 0,10/kg, alta de 0,6% e 0,5%, respectivamente. No setor de carnes alternativas, o frango médio teve queda de 0,8%, equivalente a R$ 0,05/kg. Já o suíno especial registrou recuo de 2,5%, ou R$ 0,30/kg.





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Em Goiás, criação de porcos une inovação e sustentabilidade


No interior de Goiás, o produtor Pedro Sícari encontrou uma forma inovadora de unir tradição e sustentabilidade na criação de porcos da raça Piau.

Em vez de depender exclusivamente da ração tradicional, Pedro decidiu investir em uma alimentação natural e circular. Após a produção do mosto, ele busca o bagaço da uva já prensado, rico em antioxidantes presentes na casca e na semente. “Os animais adoram mastigar a semente, que é como uma castanha”, explica ele.

Além disso, ele inclui na dieta ingredientes como cevada utilizada na produção de cerveja, soro, abóbora, mandioca e capim. A ração entra apenas como complemento, garantindo os minerais essenciais. “A gente procura impactar o mínimo possível. Tudo o que oferecemos vem da terra ou do que seria descartado”, afirma Sícarí.

O mais interessante é como esse processo cria uma rede. Os produtores de uva e cevada da região, que fornecem os resíduos, depois compram a carne para servir com seus vinhos e cervejas. “É a carne que comeu a uva que virou o vinho que ele vai servir. Isso fecha um ciclo”, conclui Pedro.

Com essa lógica, Pedro não apenas reduz o impacto ambiental, mas também fortalece a economia local. Ele transforma resíduos em nutrição e cria uma conexão genuína entre produtor, produto e território.

Sobretudo esse modelo mostra que é possível produzir com qualidade, respeitando o meio ambiente e valorizando as relações no campo e tudo isso com inovação, consciência e sabor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa dos EUA preocupa setor do tabaco



Setor decidiu armazenar o produto e esperar



Setor decidiu armazenar o produto e esperar
Setor decidiu armazenar o produto e esperar – Foto: Canva

O setor brasileiro do tabaco recebeu com apreensão a confirmação da tarifa de 50% sobre as importações do produto pelos Estados Unidos, com início em 6 de agosto. Terceiro maior destino do tabaco nacional, os EUA representaram, entre janeiro e junho de 2025, cerca de 9% das exportações do setor, com 19 mil toneladas e US\$ 129 milhões em receita, segundo dados do MDIC/ComexStat. No acumulado de 2024, o volume exportado foi de 39,8 mil toneladas, gerando US\$ 255 milhões.

De acordo com Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor esperava uma possível negociação ou adiamento da medida, o que não se concretizou. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirma.

Apesar do cenário adverso, Thesing garante que não há previsão de demissões. Ele explica que as empresas integradoras continuarão adquirindo normalmente o tabaco já contratado com os produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), garantindo estabilidade aos agricultores.

A estimativa é que cerca de 40 mil toneladas da safra 2025/2026 já contratada seriam destinadas aos EUA. Caso não seja possível redirecionar esse volume de imediato, ele poderá ser estocado no país. Ainda assim, o setor mantém a esperança de redirecionar parte dessa produção para outros mercados, já que o Brasil exporta tabaco para mais de 100 países.





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