segunda-feira, maio 11, 2026

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Por que o mesmo feijão nunca é igual?


Você já reparou que, às vezes, o feijão que você compra sempre, da mesma marca, preparado do mesmo jeitinho, com o mesmo tempero, acaba ficando com um sabor diferente? E aí vem aquela dúvida: “Será que errei a mão no sal?”, “Será que deixei
tempo demais no fogo?” ou até “Será que a marca mudou alguma coisa?”. Pois é, na
maioria das vezes, nada disso aconteceu. O que muda é o próprio feijão.

Dentro de cada tipo, carioca, preto, jalo, rajado, existem várias “famílias”, chamadas cultivares. É como se fossem primos, todos parecidos na aparência, mas cada um com um jeito e um sabor próprio. Alguns são mais adocicados, outros mais intensos. Tem cultivar que cozinha rápido, outra que demora mais. Tem o feijão que deixa o caldo clarinho e leve, e aquele que faz um caldo grosso e encorpado. E, quando a indústria compra feijão de diferentes produtores para atender a demanda, pode acabar misturando cultivares distintas. Assim, mesmo sendo todos “cariocas” ou todos “pretos”, cada lote conta uma história diferente no sabor.

E não é só a genética que faz isso acontecer. O lugar onde o feijão nasce também deixa sua marca. Quem planta, sabe: solo, clima, altitude, umidade e até as árvores em volta podem mudar o sabor. É como no café e no vinho, onde o terroir é parte da identidade.

Um exemplo que adoro contar é o do centro-sul do Paraná. Ali, as lavouras de feijão crescem cercadas por florestas de pinheirais, num clima mais fresco e úmido. O resultado é um feijão com sabor mais encorpado, que se destaca no prato. É algo que você sente na primeira colherada e que simplesmente não dá para copiar em outro lugar.

Agora, imagine se o consumidor pudesse descobrir tudo isso na hora da compra. Bastaria um QR Code na embalagem para contar de onde veio o feijão, qual cultivar é, como foi plantado e até mostrar fotos da lavoura. Mais que isso: já existem produtores que cultivam usando até 95% de insumos biológicos, praticamente dispensando defensivos químicos, cuidando do solo e da natureza. É o tipo de informação que faria muita gente escolher aquele pacote na hora, e pagar um pouco mais por saber que está levando para casa um produto especial.

E é aí que está a oportunidade. Em tempos de preços que muitas vezes não cobrem o custo de produção, diferenciar o feijão pela sua origem, pela cultivar e pelas práticas de cultivo pode criar um espaço premium no mercado interno. Isso já funciona em outros alimentos. No vinho e no café, as pessoas escolhem não só pelo sabor, mas também pela história que vem junto. E por que não com o feijão? Para o consumidor, é a chance de levar para casa um alimento com identidade. Para o empacotador, é a possibilidade de oferecer algo diferente. Para o produtor, é reconhecimento e remuneração mais justa pelo seu trabalho.

No fundo, o feijão é muito mais do que um grão que vai para a panela. Ele é cultura, memória e sabor. Cada cultivar, cada região, cada safra tem algo a contar. Imagine entrar no mercado e ver na gôndola: “Feijão-preto cultivar X, do Centro-Sul do Paraná, cultivado entre pinheirais, com 95% de insumos biológicos. Sabor encorpado, perfeito para feijoadas.” Ou então: “Feijão-carioca cultivar Y, do Alto Paranaíba, MG, cremoso e delicado, ideal para caldos e sopas.” Dá até vontade de cozinhar só de pensar.

O Brasil é um grande produtor e consumidor de feijão do mundo. Temos uma diversidade de sabores e histórias que nenhum outro país tem. Mas, enquanto tratarmos o feijão como tudo igual, vamos seguir desperdiçando um potencial enorme. Valorizar as cultivares, reconhecer a influência da região e contar como ele foi produzido é um caminho para fortalecer o mercado, aumentar o consumo e, principalmente, fazer justiça com quem planta. Porque, no fim das contas, cada grão carrega uma história. E está mais do que na hora de a gente ouvir, e saborear, todas elas.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Trump diz que EUA estão perto de fechar acordo comercial com a China



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (5), em entrevista à trde de TV CNBC, que oa EUA estão perto de fechar um acordo comercial com a China.Trump acrescentou que o acordo “não é imperativo”, mas que poderia ser um “bom” acordo.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos começou após Trump impor tarifas de 10% sobre todas as importações chinesas em fevereiro, elevando-as para 20% em março. Após várias medidas recíprocas, as tarifas americanas sobre produtos chineses alcançaram 145%, enquanto as tarifas chinesas sobre exportações americanas chegaram a 125%.

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Ambos os países concordaram em reduzir suas respectivas tarifas para 10% durante 90 dias a partir de 14 de maio. Dessa forma, a China impôs uma tarifa de 10% sobre as importações dos EUA, enquanto os EUA aplicam uma tarifa de 30% sobre as importações da China, pois a tarifa de 20% sobre o fentanil permanece vigente.



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Preço de soja sobe em Mato Grosso com apoio dos prêmios



Na última semana, o preço da soja disponível em Mato Grosso registrou alta de 2,11% em relação ao período anterior, sustentado pelos prêmios portuários mais atrativos. A média semanal ficou em R$ 116,22 por saca.

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Já a paridade de exportação para o contrato com vencimento em março de 2026 recuou 0,71% na comparação semanal, encerrando o período em R$ 106,95 por saca. A queda está atrelada à desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago, que cederam 2,12% na semana.

O contrato mar/26 fechou cotado a US$ 10,34 por bushel, pressionado pela expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e pela menor demanda da China pela soja norte-americana.

Por outro lado, os prêmios no porto de Paranaguá referentes ao contrato mar/26 avançaram com força e registraram média de US$ 26,40 por tonelada, alta de 94,12% frente à semana anterior. O movimento ajudou a compensar parte das perdas externas, com suporte ao mercado físico em Mato Grosso.

Apesar desse alívio, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) alerta que os desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China devem continuar no radar, já que esse cenário tende a influenciar diretamente os preços praticados no estado.

As informações constam no Boletim Semanal do Imea.



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Tarifaço pode prejudicar renda de 40 mil famílias produtoras de mel



Fora da lista de exceções com quase 700 produtos, o setor brasileiro de mel pode ser um dos mais prejudicados com a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começa a valer na próxima quarta-feira (6). Atualmente, os EUA são responsáveis por 85% das compras de mel exportado pelo Brasil.

Para Samuel Araujo, CEO do Grupo Sama, que reúne empresas exportadoras de mel do Nordeste,a situação é preocupante.

“As medidas são extremamente negativas para o Brasil. A sobretaxa de 50% praticamente nos retira do mercado. Embora o país tenha outros destinos, não há dúvidas de que o mercado americano é o mais importante. Ele representa 85% das nossas exportações de mel e é um dos maiores importadores do mundo”, afirma.

Segundo Araujo, cerca de 450 mil famílias estão envolvidas na produção de mel no país, das quais 350 mil têm na atividade sua principal fonte de renda. Ele destaca ainda que grande parte dessa rede produtiva é formada por pequenos produtores da agricultura familiar.

O apicultor alerta que, apenas no Piauí, estado onde estão localizadas as empresas do grupo, o impacto da medida pode atingir cerca de 40 mil famílias. Diante desse cenário, representantes do setor já iniciaram articulações com os governos estadual e federal.

“Estamos muito preocupados. Já conversamos com o governo do Piauí e protocolamos sugestões para amenizar os efeitos dessa medida, que afeta diretamente uma cadeia sensível. Um impacto de apenas 5% nas exportações pode atingir 40 mil famílias envolvidas com a produção no estado”, explica.

Ajuda do governo

Para o empresário, é fundamental que o plano de contingência, que está sendo elaborado pelo governo federal, seja colocado em prática o quanto antes.

“Precisamos de uma intervenção rápida. Já enfrentamos um fluxo de caixa apertado desde a pandemia, com baixa produtividade e preços desfavoráveis. Por isso, é urgente a liberação de créditos, como os de PIS, Cofins e ICMS, que podem ser acelerados sem uso de recursos do próprio estado”, afirma Araujo.

O setor também pede linhas de crédito com juros reduzidos para ajustar o fluxo de caixa à nova realidade do mercado e propõe que o governo estadual participe diretamente do apoio ao setor, inclusive compensando parcialmente o impacto da sobretaxa, especialmente para os produtores mais vulneráveis.

“As empresas são essenciais para o funcionamento da cadeia, pois são elas que detêm as licenças e fazem o comércio acontecer. O apicultor não consegue acessar o mercado internacional sozinho. Por isso, é fundamental que o governo atue em todas as pontas, da base produtiva às empresas exportadoras”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agrilife apresenta solução que controla perdas produtivas por estresses climáticos


Mudanças no clima têm exigido tecnologias mais avançadas no campo e empresa lança na Andav 2025 o VacStress, produto que promove respostas naturais rápidas da planta

As mudanças climáticas são um desafio constante para a agricultura brasileira, já que o estresse causado por secas, chuvas e outras condições meteorológicas pode comprometer a produtividade de importantes culturas e causar perdas significativas. Para ajudar os produtores diante dessa adversidade, a Agrilife Solutions, empresa especializada em nutrição inteligente e bioestimulação, lança o produto VacStress no Congresso Andav 2025, que ocorre de 5 a 7 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

A novidade traz em sua composição uma molécula patenteada com ação sinalizadora, que funciona como uma vacina reduzindo e controlando perdas produtivas por estresses abióticos como seca, calor, entre outros. O VacStress promove respostas naturais rápidas ao estimular osmoprotetores e antioxidantes, mantendo o equilíbrio celular da planta que enfrenta situações climáticas e ambientais estressantes.

“Ao ouvirmos produtores de diversas regiões do País, desenvolvemos o VacStress para ativar os mecanismos naturais de defesa da planta e melhorar sua resiliência fisiológica”, destaca Everton Molina Campos, diretor de marketing da Agrilife Solutions.

O lançamento oficial da nova solução no Congresso Andav também não é coincidência, como ressalta o diretor de marketing da empresa. “É um evento de referência para o setor, com grande foco em tecnologias inovadoras para o campo. Por isso, apresentar o VacStress ao mercado lá foi uma escolha natural e novamente posiciona a Agrilife como uma das empresas que mais investem em nutrição inteligente e bioestimulação”, diz Everton.

Além do VacStress, a Agrilife Solutions lançará no Congresso Andav 2025 diversas outras novidades, desenvolvidas exclusivamente para otimizar manejos e impulsionar as estratégias do produtor rural. Para conferir, visite o estande da empresa durante o evento, posicionado no espaço N80.

Serviço:

Agrilife no Congresso Andav 2025

Data: de 5 a 7 de agosto de 2025

Local: Transamerica Expo Center, em São Paulo, Estande N80

Programação oficial e mais informação em: https://www.eventosandav.com.br/ 

 





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chuva nas regiões produtoras reduzem a oferta



Na última semana, os preços da batata ágata especial subiram no atacado, é isso o que mostram os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea.

Segundo pesquisadores, as chuvas ocorridas em Vargem Grande do Sul (SP) e no Sudoeste Paulista dificultam a colheita, reduzindo a oferta e impulsionando as cotações. 

No atacado de São Paulo, a alta foi de 21,9%, em relação à semana anterior, à média de R$ 45/sc entre 28 de julho e 1º de agosto. Em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro, as valorizações foram ainda maiores, de 25,4% e 29,8%, respectivamente, para R$ 46/sc e R$ 48/sc. 

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que, apesar da expectativa de maior demanda para esta semana, devido ao início de mês e à volta as aulas, as cotações podem recuar, se confirmada a previsão de tempo firme nas regiões que produzem no momento, o que elevaria o volume ofertado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Aplicativo lançado na AgroBV leva tecnologia à pecuária de corte


O uso de tecnologia na pecuária tem avançado em ritmo acelerado, e o lançamento do aplicativo Farmbov, durante a AgroBV 2025, realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, é mais um exemplo desse movimento. Desenvolvido pela empresa Farmbov em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), o app tem como objetivo otimizar a gestão do gado de corte, integrando dados técnicos em uma interface simples e acessível.

Conforme adiantado pelo Canal do Criador, a plataforma funciona tanto online quanto offline e permite o controle individual dos animais, com foco em aspectos sanitários, reprodutivos e produtivos. Os relatórios são gerados automaticamente e podem ser usados como base para decisões estratégicas no campo.

Tecnologia na pecuaria de corte no Brasil
FOTO: Divulgação l Andrezza Mariot PMBV

A UFRR tem apoiado a aplicação prática da ferramenta em propriedades de Roraima. “Nossos alunos atuam junto aos produtores para mostrar como interpretar os dados gerados e ajustar o sistema produtivo”, explica Jalison Lopes, professor de Zootecnia da universidade, em entrevista à prefeitura municipal de Boa Vista.

De acordo com a Farmbov, o diferencial da solução está na capacidade de reunir diferentes variáveis que afetam diretamente a rotina da fazenda: desde o acompanhamento da pastagem e rotacionamento de piquetes até fatores externos, como clima e oscilação nos preços de insumos. Tudo isso é consolidado em um ambiente digital, pensado para o dia a dia do produtor.

Emiliano Ribeiro, pecuarista e sócio da empresa, afirma que o lançamento durante a AgroBV teve papel fundamental na aceitação da proposta. “Queríamos mostrar que não se trata de algo complicado, mas de uma ferramenta prática, segura e feita por quem entende da realidade do campo”, diz.

Aplicativo Farmbov para pecuaria de corte
FOTO: Divulgação l Andrezza Mariot PMBV

Disponível gratuitamente na Play Store nos primeiros 30 dias, o aplicativo também pode ser acessado pelo computador, e a versão para iOS deve ser lançada em breve.

Ao reunir dados de maneira rápida e confiável, o app da Farmbov reforça a presença da tecnologia na pecuária, aproximando inovação da tomada de decisão. Para os produtores, isso representa mais controle, eficiência e competitividade.



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cotações caem pelo terceiro mês consecutivo



Os preços do trigo caíram em julho pelo terceiro mês consecutivo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Centro de Pesquisas, a pressão veio especialmente dos menores valores da paridade de importação, que seguiu em patamares baixos devido aos preços externos e ao dólar. 

A liquidez no mercado interno continuou enfraquecida nas últimas semanas, com moinhos dando preferência ao produto importado. Ao mesmo tempo, os vendedores estavam focados na finalização do cultivo da nova temporada e no desenvolvimento das lavouras, conforme explicam pesquisadores. 

Em julho/25, a média mensal do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.317,83/t, quedas de 2,5% sobre a de junho/25 e de 12,8% em relação a julho/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). 

No estado do Paraná, a média foi de R$ 1.476,95/t, baixas de 2,2% no comparativo mensal e de 7,2% no anual. 

Em São Paulo, os recuos foram de respectivos 2% e 8,9%, a R$ 1.499,43/t em julho/25. Em Santa Catarina, a média, de R$ 1.441,48/t, caiu 1,9% e 7,4%, na mesma ordem.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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mesmo em estabilidade, preços caem mais de 6% em julho



Os preços do açúcar cristal no mercado spot paulista encerraram julho praticamente estáveis, porém a média mensal caiu. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De 28 de julho a 1º de agosto, o Indicador Cepea/Esalq (Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 120,39/saca de 50 kg, ligeira alta de 0,07% em relação à semana anterior. Em julho, o Indicador teve média de R$ 118,49/sc, queda de 6,29% sobre a de junho. 

De modo geral, pesquisadores explicam que as cotações domésticas do açúcar vêm se recuperando desde a segunda quinzena de julho, após registrarem, no início do mês, as mínimas nominais dos últimos três anos. 

Usinas têm buscado manter os valores pedidos nas negociações, mesmo que a demanda não sinalize aquecimento. Na semana passada, a liquidez captada pelo Cepea apresentou pequena redução.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Como evitar prejuízos na avicultura e aumentar os lucros



Em granjas de postura comercial, as perdas causadas por falhas sanitárias podem ser devastadoras. As aves são altamente sensíveis a doenças, e qualquer brecha na biossegurança pode gerar prejuízos com descarte de ovos, uso de medicamentos, aumento de mortalidade e queda na produtividade.

Implementar um protocolo rígido de biosseguridade é essencial. Isso inclui:

  • Controle rigoroso de entrada de pessoas e veículos;
  • Banhos sanitários e troca de roupas na entrada da granja;
  • Treinamento de colaboradores para evitar o trânsito entre aviários;
  • Limpeza e desinfecção programada dos galpões.

Além disso, a presença constante de um médico-veterinário garante não só o controle sanitário, mas também a criação de esquemas vacinais personalizados para a realidade de cada região.

Vacinação estratégica: investimento que gera retorno

Cada polo avícola tem desafios distintos. Em regiões como Bastos (SP) ou Santa Maria de Jetibá (ES), onde há alta concentração de granjas, o risco de circulação de patógenos é maior. Por isso, o esquema vacinal deve ser regionalizado, abrangente e adaptado à idade e ao tipo de ave.

É comum que poedeiras comerciais recebam múltiplas vacinas ao longo do ciclo produtivo, muitas vezes por vias diferentes. O objetivo é garantir imunidade duradoura contra doenças virais, bacterianas e parasitárias que podem comprometer tanto a qualidade da casca quanto o volume de produção de ovos.

Rentabilidade começa pela sanidade

Ao evitar surtos e manter a produção constante, o produtor garante:

  • Redução de gastos com medicamentos e descartes;
  • Melhor aproveitamento dos ovos, com cascas mais resistentes e qualidade interna preservada;
  • Maior produtividade, já que aves saudáveis se alimentam melhor e produzem mais.

Mesmo investimentos simples em biossegurança e vacinação geram um impacto direto na rentabilidade, pois evitam perdas silenciosas que afetam o resultado financeiro no fim do ciclo.

“Produtores que seguem protocolos sanitários sólidos percebem ganhos reais em produtividade e qualidade dos ovos. A sanidade é o pilar da lucratividade na avicultura”, reforça a médica-veterinária entrevistada Samara Verza, com experiência em consultoria técnica na região de Bastos.

Tecnologias que transformam a produção

A avicultura moderna conta com soluções tecnológicas acessíveis e eficazes. Algumas das mais relevantes são:

Estrutura e ambiência

Investir em aviários climatizados proporciona conforto térmico às aves, otimizando consumo de ração e conversão alimentar. Galpões modernos mantêm temperatura e umidade ideais, reduzindo o estresse das aves e aumentando a produção.

Vacinas de última geração

Laboratórios desenvolvem vacinas mais seguras e com menor impacto metabólico nas aves. Essas soluções ajudam a manter a sanidade sem comprometer a performance produtiva.

Aditivos nutricionais

Complementam o manejo, oferecendo suporte imunológico e melhorando a absorção de nutrientes, contribuindo para um lote mais uniforme e produtivo.

Quer entender mais sobre como garantir a sanidade e a rentabilidade na avicultura? Acompanhe a entrevista completa com a médica-veterinária Samara Verza no programa A Protagonista. Com anos de experiência em granjas de postura comercial, Samara compartilha insights valiosos sobre biosseguridade, vacinação estratégica e os principais desafios enfrentados pelos produtores. Um conteúdo imperdível para quem atua no setor e busca resultados consistentes.



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