domingo, maio 10, 2026

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Brasil pode ampliar segurança energética com biomassa



Processo utiliza produtos como a casca de arroz



Processo utiliza produtos como a casca de arroz
Processo utiliza produtos como a casca de arroz – Foto: Pixabay

A cogeração de energia a partir da biomassa, principalmente da cana-de-açúcar, representa uma das alternativas mais sustentáveis e eficazes para a produção simultânea de eletricidade e calor no setor industrial. Segundo Armindo Bredariol Jr., consultor da Valor Energia, o Brasil possui um verdadeiro tesouro energético ainda subutilizado, com grande potencial para impulsionar a segurança energética nacional com baixa emissão de carbono.

O processo utiliza resíduos como bagaço e palha da cana, além de outros materiais como casca de arroz, resíduos florestais e capim-elefante, transformando passivos ambientais em energia renovável. A biomassa é queimada em caldeiras, gerando vapor que movimenta turbinas para a produção de eletricidade. O calor residual é reaproveitado em processos industriais, atingindo até 80% de eficiência — muito superior aos cerca de 35% de uma termoelétrica convencional.

Atualmente, a capacidade instalada global de energia a partir de biomassa é estimada em 150 GW, conforme dados da IEA Bioenergy. No Brasil, esse número chega a 14,6 GW, sendo aproximadamente 11 GW provenientes da biomassa da cana-de-açúcar. Apenas com o aproveitamento da palha e modernização das usinas, o país pode alcançar mais de 20 GW. Se incluídas outras biomassas agrícolas e florestais, o potencial supera os 30 GW.

Investir em cogeração com biomassa traz benefícios como geração distribuída próxima aos centros de consumo, redução de perdas na transmissão, complementaridade às fontes solar e eólica, além de fortalecer a indústria sucroenergética. Com estímulos regulatórios adequados, essa fonte pode desempenhar um papel estratégico na transição energética brasileira.

 





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Indústria quer fixar limite máximo de produção de bioinsumos on farm



O marco legal dos bioinsumos tem potencial para revolucionar a produção agrícola nacional ao estabelecer regras claras para o desenvolvimento, a produção, o registro e a comercialização de insumos biológicos. Esse é o balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio).

Entretanto, o atendimento a uma demanda há muito pedida pelo setor tem se transformado em preocupação por conta de um dispositivo da Lei nº 15.070/2024, que institui o assunto, e atende pelo nome de on farm, ou seja, os bioinsumos fabricados pelos agricultores dentro de suas propriedades para uso próprio.

Isso porque, para fazê-lo, o produtor não precisa registrar o seu produto no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sendo exigido dele apenas um cadastro simplificado. Para a Abinbio, o problema está na falta de especificação do que se configura “uso próprio”, já que a escala de produção não é estipulada pela lei.

O assessor jurídico da entidade, Rodrigo Ribeiro de Souza, diz que no entender da Associação — que compõe o grupo de trabalho junto ao Mapa para a regulamentação do marco legal — a definição de alguns fatores precisa estar clara, como:

  • Quantidade de produção;
  • Tipo de bioinsumo produzido;
  • Existência de compartilhamento entre unidades produtivas;
  • Necessidade de transporte entre propriedades;
  • Compatibilidade entre área de cultivo e quantidade produzida;
  • Estrutura física e equipamentos disponíveis na propriedade;
  • Origem dos insumos utilizados

Responsável técnico habilitado

A lei dos bioinsumos estabelece que unidades de produção devem dispor “quando necessário” de equipamentos para controle de qualidade.

Para Souza, trata-se de uma “expressão vaga” que preocupa as indústrias do setor, que defendem a necessidade de critérios técnicos claros para determinar quando esse controle é obrigatório. “A expectativa é que a regulamentação vincule essa exigência ao tamanho da produção, considerando que operações maiores envolvem riscos proporcionalmente maiores”, enfatiza.

De acordo com ele, a produção on farm deve, necessariamente, contar com a supervisão de responsável técnico habilitado, sendo que a lei delega à regulamentação a decisão sobre quando isso será necessário.

“A Abinbio defende que, independente da escala, a produção on farm deve ser realizada com a supervisão de um Responsável Técnico, bem como com a realização de criterioso controle de qualidade, dentre outros requisitos aplicáveis, uma vez que se trata de proliferação de organismos vivos, o que demanda o manejo de forma técnica, controlada e com o estabelecimento de responsabilidades acerca de eventuais problemas com a produção”, destaca.

‘Comercialização de bioinsumos disfarçada’

O assessor jurídico da Abinbio chama atenção também para a autorização de transporte de bioinsumos entre unidades produtivas. Para ele, a atividade levanta preocupações sobre possível comercialização disfarçada.

Assim, para a Abinbio, é preciso que a regulamentação estabeleça critérios rigorosos para comprovar a identidade entre unidades que compartilham produção e garanta que não haja desvio para fins comerciais.

“É necessário regulamentar o transporte não somente dos bioinsumos produzidos on farm, mas também dos insumos necessários para a realização da produção”, observa Souza.

O Mapa tem prazo legal de 360 dias a partir da publicação da lei (23 de dezembro de 2024) para editar os decretos e instruções normativas necessárias.

Atualmente, um grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério, representantes da Embrapa e do setor produtivo realiza reuniões quinzenais para elaborar as minutas dos atos normativos.

Há expectativa de consulta pública nos próximos meses, especialmente para as propostas sobre boas práticas de produção on farm e critérios de registro simplificado.



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Boi gordo tem mais um dia de alta nas cotações; confira os preços da arroba


O mercado físico do boi gordo volta a operar com preços mais altos nesta quarta-feira (6). assim como tem ocorrido ao lingo deste início de agosto.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte.

“Mais uma vez é importante mencionar a expectativa de bom consumo no decorrer da primeira quinzena do mês, considerando o Dia dos Pais como fator relevante, estimulando a reposição ao longo da cadeia produtiva”, diz.

Segundo ele, outro aspecto a ser mencionado, é que apesar das questões inerentes ao tarifaço, a expectativa ainda é de exportações recordes de carne bovina na atual temporada.

  • São Paulo: R$ 306,58 — ontem: R$ 303,67
  • Goiás: R$ 292,14 — R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 295,29 — R$ 291,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,75 — R$ 302,73
  • Mato Grosso: R$ 298,51 — R$ 297,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços levemente mais altos nesta quarta-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade deste movimento no curto prazo.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,40 por quilo; o dianteiro foi cotado a R$ 17,80 por quilo, alta de R$ 0,30; e a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,536 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 66,824 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 276,879 mil toneladas, com média diária de 12,038 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,00.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 46,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,9% no preço médio.



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Senepol: raça de corte surpreende em aptidão leiteira. Saiba se isso é normal


Pecuaristas, a raça senepol é reconhecida por sua excelente habilidade materna e conversão de carne, mas o que acontece quando uma vaca da raça produz 10 litros de leite por dia? Essa dúvida veio de Marcos Dias, pecuarista no estado de Minas Gerais, que se surpreendeu com a produção leiteira de seus animais.

Nesta quarta-feira (6), o zootecnista Guilherme Marquez, especialista em genética de gado de leite e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu a essa pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Marquez esclareceu que, embora o senepol seja uma raça de corte, sua aptidão leiteira para a cria pode surpreender.

O senepol na produção de leite e a genética de corte

Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB SenepolBovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol
Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol

Guilherme Marquez explica que a raça senepol é, de fato, voltada para a produção de carne, e não de leite em escala comercial.

O senepol, também conhecido como um “taurino tropical“, é apreciado por seu pelo curto e resistência ao clima, o que o torna ideal para a pecuária de corte em ambientes quentes.

O fato de uma vaca senepol produzir 10 litros de leite é um “outlier“, um fenômeno que a coloca muito acima da média da população da raça. Mesmo que o senepol tenha uma boa produção leiteira para o seu bezerro, não é uma raça especializada para a produção de leite em escala comercial.

Portanto, a resposta à pergunta de Marcos Dias é que essa produção, embora seja ótima, não é o padrão da raça, mas sim uma característica excepcional daquela vaca específica.

Se o objetivo é melhorar a produção de leite na fazenda, a recomendação é cruzar o rebanho com raças especializadas, como o gir leiteiro e o girolando, que são ótimas opções para produção a pasto e em climas tropicais.

Manejo da vaca de alta produção e do bezerro

Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB SenepolBovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol
Bovinos da raça Senepol. Foto: Divulgação/ABCB Senepol

Para a vaca de Marcos Dias, que já tem três crias e produz 10 litros, o especialista oferece orientações de manejo, que dependem se o animal está na ordenha ou não:

  • Na ordenha: Se a vaca está sendo ordenhada, a recomendação é deixar um ou dois tetos para o bezerro e ordenhar o restante. Depois, deixe o bezerro com ela por cerca de duas horas à tarde para que ele consuma o leite residual, o que contribui para sua nutrição.
  • Fora da ordenha: Se a vaca não estiver na ordenha, o bezerro naturalmente irá diminuir a produção de leite da mãe com o tempo, à medida que cresce e começa a consumir alimentos sólidos na pastagem.

É importante lembrar que o bezerro em aleitamento pode beber até 8 ou 9 litros de leite por dia e começa a consumir sólidos por volta de 5 a 9 semanas de vida. O manejo correto é crucial para o desenvolvimento saudável do bezerro e para a saúde da matriz.



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Quem desmata perderá acesso ao crédito rural



“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica”



"Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica"
“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica” – Foto: Divulgação

A partir de 2 de janeiro de 2026, produtores rurais com registros de desmatamento no sistema PRODES não poderão mais contratar crédito rural. A medida está prevista na Resolução nº 5.193 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada pelo Banco Central, e reforça as exigências ambientais para a liberação de financiamento no campo.

Atualmente, mais de 5,4 milhões de áreas no Brasil têm apontamentos ativos no PRODES. Os estados mais impactados são Pará (877 mil áreas), Goiás (666 mil), Minas Gerais (555 mil) e Mato Grosso (234 mil). A nova regra representa um desafio para o agronegócio, que depende fortemente do crédito rural.

Segundo a SpotSat, empresa especializada em verificação técnica dos dados do PRODES, muitos registros podem conter erros de interpretação e precisam ser revisados. A recomendação é que produtores busquem comprovar a legalidade de suas áreas por meio de imagens georreferenciadas e relatórios certificados.

“Estamos falando de milhões de áreas com apontamentos passíveis de revisão técnica. A partir de 2026, quem não comprovar a legalidade poderá perder acesso ao crédito. O produtor precisa agir com antecedência”, afirma José Renato da Costa Alberto, fundador da SpotSat e especialista em sensoriamento remoto e monitoramento por satélite.

A medida exige atenção imediata do setor para garantir segurança jurídica e viabilidade no acesso ao crédito. O uso de tecnologias de sensoriamento remoto e validação técnica será essencial para evitar bloqueios indevidos.

“É fundamental garantir que produtores que atuam dentro da legalidade não sejam prejudicados por falhas de interpretação nos dados. A decisão do CMN é importante, mas precisa vir acompanhada de segurança técnica. Só assim será justa para todos”, conclui José Renato.

 





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Mais três países retiram restrições à carne de aves brasileira



As restrições temporárias impostas à carne de aves do Brasil em decorrência dos casos de gripe aviária foram retiradas por mais três países: Coreia do Sul, Angola e Catar, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (6).

De acordo com a pasta, o Japão também anunciou a retirada dos bloqueios relacionados ao município de Montenegro, onde a doença foi identificada em granja comercial. Contudo, o país mantém o embargo às importações advindas dos municípios de Campinápolis, em Mato Grosso, e Santo Antônio da Barra, em Goiás.

Assim, a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

  • Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Angola, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.
  • Suspensão limitada aos municípios Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão
  • Suspensão limitada à zona: Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).



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Sem reação? Mercado de soja não anima, mas diferentes regiões apresentam alta nos preços



O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (6) de pouca movimentação. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os negócios foram pontuais, com os portos operando em ritmo lento diante da nova queda dos contratos futuros em Chicago e da forte desvalorização do dólar. Apesar dos prêmios ainda firmes, o mercado não reagiu. As cotações caíram levemente no spot, refletindo a baixa oferta.

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No interior, os preços continuam descolados da lógica da paridade de exportação. São as referências locais que definem os valores, com spreads consideráveis entre vendedores e compradores ,em alguns casos, entre R$ 5 e R$ 6, mesmo com prazos mais longos para pagamento. Esse cenário tem dificultado o fechamento de negócios, mesmo com um basis ainda atrativo para o produtor.

A oferta continua contida, com o produtor retendo a soja e pressionando a indústria, enquanto os compradores mantêm ofertas cautelosas diante das margens apertadas. Resultado: mercado travado, com poucos volumes negociados.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em 132,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 133,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): subiu de 133,00 para 134,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 140,00 para 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 122,00 para 123,00
  • Dourados (MS): caiu de 123,00 para 121,50
  • Rio Verde (GO): subiu de 123,00 para 125,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o dia com queda. Após começarem em alta, os preços recuaram diante de fundamentos mais fortes no mercado, especialmente pela queda de mais de 1% no farelo. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos EUA segue pressionando as cotações, indicando uma safra cheia e aumento da oferta global.

USDA

Além disso, o mercado começa a se posicionar à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o dia 12 de agosto.

O contrato setembro da soja em grão caiu 6,00 centavos (0,61%), encerrando a US$ 9,65 1/2 por bushel. A posição novembro fechou a US$ 9,84 1/2 por bushel, com perda de 6,25 centavos (0,63%).

No farelo, o contrato setembro caiu US$ 4,40 (1,58%), a US$ 272,60 por tonelada. O óleo com vencimento em setembro fechou em 53,72 centavos de dólar, baixa de 0,05 centavo (0,09%).

Câmbio

O dólar comercial fechou com queda de 0,77%, cotado a R$ 5,4631 para venda e R$ 5,4611 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4579 e R$ 5,5114 durante o dia.



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Sebrae e Mapa buscam impulsionar quase 2,5 mil agroindústrias no Brasil


A equipe do Porteira Aberta Empreender acompanhou, nesta quarta-feira (6), em Brasília, a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A parceria tem como foco fortalecer cerca de 2,5 mil agroindústrias de pequeno porte, com a meta de aumentar em até 12% o faturamento desses empreendimentos. O acordo prevê ações conjuntas para ampliar a produtividade, facilitar o acesso a mercados, promover a sustentabilidade e reduzir a informalidade no setor.

Assinatura do acordo em Brasília | Foto: Maicon Felipe/Sebrae

Um dos destaques é o incentivo ao uso do Selo Arte, que permite a comercialização nacional de produtos alimentícios artesanais de origem animal valorizando o saber-fazer do campo e a qualidade dos alimentos produzidos por pequenos negócios.

“Com o acordo queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica e fazer com que essa pequena economia tenha condições naturais de fazer escala, de crescer, de se desenvolver e de agregar valor sobre o seu produto”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o impacto da parceria. “A partir do selo de inspeção de qualidade instalado nos municípios, o Ministério da Agricultura passará a ter, por intermédio do Sebrae, o acesso ao empreendimento, a uma granja, uma queijaria, a uma produção de ovos.”

Portanto, a iniciativa reforça o papel estratégico da agroindústria artesanal no desenvolvimento regional e na valorização da cultura alimentar brasileira, gerando renda, inclusão produtiva e dinamização econômica nas pequenas propriedades rurais.



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Lula quer decisão conjunta do Brics sobre tarifas dos Estados Unidos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (6) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse Lula, lembrando que o Brics tem dez países no G20, o grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

No Brasil, entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.

Prioridade de ajudar empresas brasileiras

Lula destacou que a prioridade do governo brasileiro, nesse momento, é ajudar as empresas nacionais a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos.

O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira.

Lula ressaltou que não vê abertura para negociação com Trump neste momento.

“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula.

O presidente brasileiro reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”.

“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”.

O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma totalmente autoritária. “Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.

Intromissão inadmissível

O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco” no Brasil.

“Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.

“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”.

O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs.

“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula.



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