domingo, maio 10, 2026

Agro

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Avicultura alternativa cresce na Paraíba com ração própria e entreposto de ovos


A avicultura alternativa — modelo de criação que foge do sistema industrial convencional — vem ganhando fôlego em Cabaceiras, no Cariri paraibano. Isso se deve a ações conjuntas entre cooperados, prefeitura e Sebrae/PB.

Além de fortalecer a produção local, a fabricação própria de ração reduziu custos em até 15%. Consequentemente, impulsionou o planejamento de uma futura unidade de beneficiamento de ovos.

A cooperativa Semiagro, formada por dezenas de pequenos produtores, passou a atuar com mais autonomia e visão de futuro. Isso porque, a avicultura alternativa prioriza práticas mais sustentáveis e éticas, voltadas especialmente para nichos como ovos caipiras, carne orgânica e sistemas agroecológicos.

Adicionalmente, o apoio técnico do Sebrae/PB. tem sido decisivo. Por meio de consultorias especializadas, os avicultores vêm melhorando a nutrição das aves e otimizando a gestão coletiva da produção.

“Produzindo a própria ração, eles conseguem juntar entre eles uma quantidade na compra de milho e soja e barganhar no preço do alimento”, explica José Cavalcante, analista técnico do Sebrae/PB.

No entanto, o grupo garantiu — por meio da prefeitura —, um espaço para a sede da cooperativa e para o futuro entreposto de ovos.

“Com a fabricação da própria ração, eles garantem, primeiro um estoque, depois conseguem a comercialização entre eles com um preço abaixo do mercado. Com isso, os avicultores também conseguem vender a outros produtores, que não são cooperados, com um preço diferente,” complementa Cavalcante.

Economia, união e resultado

Lázaro Farias, presidente da Semiagro, celebra os avanços. Com o programa Sebraetec, ele e os colegas implementaram melhorias relevantes na formulação da ração.

“A gente conseguiu melhoramento na qualidade da produção da ração, produzindo para o segmento caipira. Consequência disso, a gente conseguiu baixar o preço do custo da ração e melhorar a qualidade do ovo caipira.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta EmpreenderArte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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News

Dólar cai, juros recuam e bolsa sobe; saiba o que vem por aí com especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, analisa o impacto da sinalização de cortes de juros nos EUA, que impulsionou os mercados globais e favoreceu o real. O dólar caiu para R$ 5,46, menor nível em quase um mês, enquanto o Ibovespa subiu 1,04%, aos 134 mil pontos.

No Brasil, o fluxo cambial foi positivo e a curva de juros recuou, com o mercado precificando espaço para corte da Selic ainda este ano.

Hoje, destaque para IGP-DI, produção industrial e decisão de juros no Reino Unido.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade do algodão cresce em agosto no Mato Grosso



Chuvas beneficiam algodão da segunda safra




Foto: Canva

A análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (4) indica aumento na estimativa de produtividade média do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso, conforme os dados de agosto de 2025.

A área destinada ao cultivo da cultura foi mantida em 1,52 milhão de hectares. Segundo o Imea, desse total, 297,40 mil hectares correspondem à primeira safra, enquanto 1,22 milhão de hectares são relativos à segunda safra. Apesar de chuvas prolongadas terem afetado algumas lavouras da primeira safra, o instituto relatou que o desenvolvimento do algodão de segunda safra, especialmente o semeado mais tardiamente, apresentou bom desempenho.

Diante do cenário, a produtividade média do algodão em caroço foi estimada em 302,99 arrobas por hectare em agosto, o que representa uma elevação de 2,00% em relação a julho. Com esse resultado, projeta-se uma produção total de 6,92 milhões de toneladas de algodão em caroço para o ciclo 2024/25, o que corresponde a um aumento de 8,21% em comparação com a safra anterior.





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Temporais e calorão de 36°C são destaques do dia; confira a previsão de hoje



Dia de temporais em parte do Sul e de temperaturas beirando os 40°C no Centro-Oeste devem marcar esta quinta-feira (7). Confira a previsão para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Novas áreas de instabilidade avançam sobre a Região Sul, e há riscos para temporais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, exceto no sul gaúcho. As temperaturas devem ficar amenas em quase toda a região, porém, no norte do Paraná, os termômetros se elevam e o tempo fica firme.

Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva fraca entre o litoral paulista e o Espírito Santo. O dia será de muita nebulosidade em todo o litoral do Sudeste, além de no sul de São Paulo e leste de Minas Gerais. As temperaturas seguem elevadas em grande parte do Sudeste, com destaque para o interior paulista, com máximas que podem alcançar valores acima de 31°C.

Centro-Oeste

O tempo segue firme em praticamente toda a região e o sol deve aparecer entre nuvens em algumas áreas. No período da noite, instabilidades associadas ao avanço de um cavado em níveis médios na atmosfera provocam pancadas isoladas de chuva no sul de Mato Grosso do Sul. As temperaturas ficam elevadas em Mato Grosso, Goiás e norte do território sul-mato-grossense, com destaques para São Miguel do Araguaia (GO), onde as máximas podem atingir os 35°C, e Sinop (MT), com previsão de 36°C.

Nordeste

As chuvas continuam no litoral do Nordeste, desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, devido à umidade transportada do oceano na faixa leste. No norte do Maranhão, as pancadas devem ser mais fortes, com a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). As temperaturas continuam elevadas em boa parte da Região, e a umidade relativa do ar deve ficar baixa no Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia.

Norte

Áreas de instabilidades continuam em toda a faixa norte da região e em grande parte dos estados do Amazonas e Pará devido à alta umidade e à atuação de uma baixa pressão na região. O tempo segue com muita nebulosidade e temperaturas elevadas na Região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ceres Agrobank apresenta o novo ciclo de crédito no agronegócio



Instituição reforça compromisso com o agro brasileiro


Foto: Divulgação

Ceres Agrobank confirma presença na Andav 2025 e reforça compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Referência em soluções financeiras para o agronegócio, estará presente na Andav 2025, um dos principais eventos do setor de distribuição de insumos agropecuários do país.

Com um portfólio de produtos e serviços voltados para impulsionar o crescimento sustentável do agro, a Ceres Agrobank apresentará novidades, oportunidades de crédito e linhas de financiamento que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva.

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções inovadoras oferecidas pela instituição, além de contar com uma equipe de especialistas preparada para tirar dúvidas e oferecer as melhores alternativas para cada perfil de negócio.

A participação na Andav 2025 reforça o compromisso da Ceres Agrobank em estar ao lado do produtor rural, fomentando investimentos, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecendo o mercado agro brasileiro.

Ceres Agrobank nasceu para fomentar a transformação do agronegócio, com soluções personalizadas e mais justas para captação e distribuição de recursos financeiros.

Uma empresa idealizada por sócios que uniram a experiência no setor agropecuário com o conhecimento do mercado financeiro para trabalhar lado a lado com revendas e agroindústrias.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Petróleo cai para mínima de 8 semanas com incerteza sobre sanções dos EUA…


Logotipo Reuters

 

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de cerca de 1%, atingindo uma mínima de oito semanas nesta quarta-feira, depois que os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o progresso nas negociações com Moscou criaram incertezas sobre se os EUA imporiam novas sanções à Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,1%, fechando a US$66,89 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 1,2%, a US$64,35.

Esses movimentos marcaram o quinto dia consecutivo de perdas para ambos os índices de referência do petróleo, com o Brent fechando em seu nível mais baixo desde 10 de junho e o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 5 de junho.

Trump disse nesta quarta-feira que seu enviado especial Steve Witkoff fez “grandes progressos” em sua reunião com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto Washington continuava seus preparativos para impor sanções secundárias na sexta-feira.

Trump ameaçou impor sanções adicionais a Moscou se não forem tomadas medidas para acabar com a guerra na Ucrânia.

“Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, portanto, qualquer possível acordo que reduza as sanções tornaria mais fácil para a Rússia exportar mais petróleo.

No início do dia, os preços do petróleo subiram depois que Trump emitiu um decreto impondo uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, afirmando que ela importava direta ou indiretamente petróleo russo. O novo imposto de importação entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto.

A Índia, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Seher Dareen em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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AgroNewsPolítica & Agro

Irrigação estratégica garante alta produtividade



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas”



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas"
“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas” – Foto: Pixabay

A produção de etanol de milho segue em forte expansão no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que concentram as maiores áreas plantadas. A colheita da segunda safra 2024/25 já atinge 53,3% da área, com expectativas de produtividade recorde, segundo dados da Pátria Agronegócios. A consultoria AgRural também elevou a estimativa de produção total do cereal para 136,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desempenho da safrinha, que deve render 108,9 milhões de toneladas.

A irrigação tem desempenhado papel fundamental nesse avanço, permitindo maior estabilidade produtiva, principalmente em regiões com clima irregular. Com o uso da tecnologia, os produtores conseguem elevar a produtividade por hectare, otimizando áreas já cultivadas e evitando a necessidade de desmatamento ou substituição de culturas relevantes como soja e feijão.

“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas igualmente importantes, como soja e feijão. A irrigação potencializa a produtividade numa mesma área, evitando que novas áreas precisem ser abertas exclusivamente para milho”, destaca William Damas, especialista agronômico da Netafim.

No Mato Grosso do Sul, onde a variabilidade climática é mais acentuada, a irrigação tem sido decisiva para reduzir os impactos de anos secos sobre a rentabilidade. Enquanto lavouras não irrigadas sofrem quedas de produtividade, áreas com irrigação mantêm altos rendimentos, assegurando o abastecimento das indústrias de etanol de milho em crescimento na região.

Essa estratégia fortalece a produção de biocombustíveis no país, posicionando o Brasil como referência global na integração entre agricultura de alta performance e geração de energia renovável, com ganhos tanto para o mercado de grãos quanto para o setor energético.

 





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Brasil amplia mistura de biocombustíveis



A decisão tem impactos diretos no agronegócio



A decisão tem impactos diretos no agronegócio
A decisão tem impactos diretos no agronegócio – Foto: Canva

Entraram em vigor no dia 1º de agosto as novas misturas obrigatórias de biocombustíveis no Brasil: o etanol anidro passou para E30 e o biodiesel para B15, elevando de 14% para 15% a proporção de renováveis nos combustíveis fósseis. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), busca reduzir a dependência externa e reforçar a segurança energética em meio à instabilidade do mercado global.

A decisão tem impactos diretos no agronegócio, especialmente nas cadeias de milho e soja. Com a nova política, espera-se uma demanda adicional de até 2 bilhões de litros de etanol por ano, o que antecipa para 2025 o uso de mais de 30 milhões de toneladas de milho na produção do biocombustível, meta antes projetada para 2026. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins devem receber novos investimentos em usinas de etanol de milho.

“A adoção simultânea do B15 e do E30 é um recado político e econômico claro: o Brasil quer e pode ser protagonista global na transição energética baseada no agro. A cadeia produtiva da soja e do milho será diretamente beneficiada com mais demanda, investimentos e previsibilidade de preços”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

A elevação do B15 também beneficia o processamento interno de soja, com estimativa de 73 milhões de toneladas esmagadas em 2025, atendendo à demanda crescente por farelo e óleo. O aumento da mistura tende a estimular a industrialização doméstica da oleaginosa, reduzindo a dependência da exportação e promovendo maior previsibilidade de preços.

Além de fortalecer a autonomia energética brasileira, a medida impulsiona o desenvolvimento regional com a descentralização da produção de etanol e biodiesel. Para o setor agroindustrial, trata-se de uma sinalização clara de que o Brasil aposta em sua vocação agrícola como base para a transição energética sustentável e estratégica.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Como reduzir perdas com agricultura de precisão



Esses dados evidenciam a importância do planejamento



Esses dados evidenciam a importância do planejamento
Esses dados evidenciam a importância do planejamento – Foto: Pixabay

Em propriedades com módulos rurais maiores, a adoção de tecnologias como o controle de seção linha a linha em semeadoras já é realidade. Segundo o engenheiro agrônomo Cauê Marcassa Lonzi de Oliveira, esse tipo de recurso traz ganhos importantes à agricultura de precisão, permitindo o desligamento automático de linhas, inclusive em pulverizadores, para evitar sobreposições e desperdícios.

Na safra 2024/25, com base em um sistema de rotação soja-milho, os custos com sementes somam R$ 650 por hectare para a soja e R$ 1.240 por hectare para o milho, totalizando um investimento de R$ 1.890 por hectare. Ao analisar a operação de pulverização em uma área de 46,19 hectares com um pulverizador de barra, identificou-se que cerca de 2,4 hectares foram amassados pelas rodas do equipamento — o que representa aproximadamente 5% da área total.

Esses dados evidenciam a importância do planejamento e da escolha estratégica de tecnologias, como sistemas de desligamento automático. A redução da área amassada, além de preservar a produtividade, permite ganhos financeiros expressivos, sobretudo quando comparados a investimentos em insumos de retorno incerto.

“Você, Produtor Rural, está em busca de reduzir os custos de produção ?! Você realmente está utilizando todo o potencial tecnológico que possui dentro do pátio de maquinas?”, indaga ele, na rede social LinkedIn.

Dessa forma, a análise detalhada das operações e o uso de recursos tecnológicos se mostram essenciais para garantir eficiência e rentabilidade nas propriedades agrícolas. Avaliar o impacto real de cada decisão no campo é o primeiro passo para tornar a fazenda mais lucrativa e sustentável.

 





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Brasil pode ampliar segurança energética com biomassa



Processo utiliza produtos como a casca de arroz



Processo utiliza produtos como a casca de arroz
Processo utiliza produtos como a casca de arroz – Foto: Pixabay

A cogeração de energia a partir da biomassa, principalmente da cana-de-açúcar, representa uma das alternativas mais sustentáveis e eficazes para a produção simultânea de eletricidade e calor no setor industrial. Segundo Armindo Bredariol Jr., consultor da Valor Energia, o Brasil possui um verdadeiro tesouro energético ainda subutilizado, com grande potencial para impulsionar a segurança energética nacional com baixa emissão de carbono.

O processo utiliza resíduos como bagaço e palha da cana, além de outros materiais como casca de arroz, resíduos florestais e capim-elefante, transformando passivos ambientais em energia renovável. A biomassa é queimada em caldeiras, gerando vapor que movimenta turbinas para a produção de eletricidade. O calor residual é reaproveitado em processos industriais, atingindo até 80% de eficiência — muito superior aos cerca de 35% de uma termoelétrica convencional.

Atualmente, a capacidade instalada global de energia a partir de biomassa é estimada em 150 GW, conforme dados da IEA Bioenergy. No Brasil, esse número chega a 14,6 GW, sendo aproximadamente 11 GW provenientes da biomassa da cana-de-açúcar. Apenas com o aproveitamento da palha e modernização das usinas, o país pode alcançar mais de 20 GW. Se incluídas outras biomassas agrícolas e florestais, o potencial supera os 30 GW.

Investir em cogeração com biomassa traz benefícios como geração distribuída próxima aos centros de consumo, redução de perdas na transmissão, complementaridade às fontes solar e eólica, além de fortalecer a indústria sucroenergética. Com estímulos regulatórios adequados, essa fonte pode desempenhar um papel estratégico na transição energética brasileira.

 





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