domingo, maio 10, 2026

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Rastreabilidade individual traz lucro e gestão para a pecuária brasileira. Entenda


Pecuaristas, a rastreabilidade individual de bovinos, que está em andamento no Brasil, é uma ferramenta de gestão e de rentabilidade que traz benefícios diretos para o seu negócio. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes.

Longe de ser apenas uma exigência de mercados importadores, a rastreabilidade se consolida como um ativo valioso para o produtor rural que busca otimizar a produção e agregar valor à sua carne.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, Michele Borges, gerente executiva da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável e integrante do Comitê Gestor de Rastreabilidade do Mapa, abordou a importância da rastreabilidade para a sustentabilidade da pecuária brasileira e o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos.

Rastreabilidade: de exigência a vantagem competitiva

Foto: Divulgação/JBS

A rastreabilidade individual está deixando de ser vista como uma burocracia e se tornando uma vantagem competitiva. A Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, por meio de seu “Diálogo Inclusivo”, debateu como a rastreabilidade é uma ferramenta de valor para a gestão e o acesso a mercados diferenciados.

Os benefícios diretos para o produtor rural são claros:

  • Melhoria da gestão: A rastreabilidade permite um controle mais preciso da produtividade e da eficiência da produção, mesmo que o produto não seja exportado. Com dados individuais de cada animal, é possível tomar decisões mais assertivas sobre manejo, nutrição e melhoramento genético.
  • Acesso a crédito rural: A rastreabilidade abre portas para linhas de crédito com juros menores, como os programas ABC+, Pronaf Verde e outras linhas que bonificam a sustentabilidade, incentivando o investimento na fazenda.
  • Valorização da produção: A rastreabilidade se paga com os bônus recebidos na venda do gado e com a economia gerada pela melhor gestão e prevenção sanitária, agregando valor à arroba produzida.
  • Segurança sanitária: Garante um controle mais rigoroso da saúde do rebanho, o que eleva a reputação do produtor e do produto, fortalecendo a confiança dos consumidores.

A rastreabilidade não é exclusividade de grandes fazendas; ela já é adotada por médios e pequenos produtores, com o apoio de técnicos, cooperativas e plataformas acessíveis, democratizando o acesso à tecnologia.

O EUDR e a importância da rastreabilidade para a exportação

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Foto: Reprodução Canal Rural

O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas, proíbe a importação de produtos agropecuários que estejam ligados à destruição da vegetação nativa.

Nesse contexto, a rastreabilidade se torna uma ferramenta eficaz para atender ao EUDR, pois permite comprovar:

  • Onde o animal nasceu e foi criado: Georreferenciando a propriedade e a localização do gado.
  • Se a área é legal: Verificando se a fazenda está em conformidade com a legislação ambiental vigente.
  • Se a propriedade é livre de desmatamento: Comprovando que a produção não está ligada à destruição da vegetação nativa após a data de corte do regulamento.

O Brasil como líder em sustentabilidade: um chamado nacional

Foto: Reprodução

O Brasil, com sua vasta extensão territorial, diversidade de biomas e o maior rebanho comercial do mundo, tem um papel crucial na agenda climática global. 

A cooperação entre todos os atores da cadeia (produtores, indústria, governo e sociedade civil) é fundamental para que as políticas públicas impulsionem a pecuária sustentável.

Programas como o Plano Safra e o ABC+ já existem para apoiar o setor. É preciso que esses esforços sejam direcionados para a implementação de práticas que garantam que a pecuária seja:

  • Sustentável economicamente: Com lucratividade garantida para o produtor.
  • Mensurável: Com dados concretos que comprovem a baixa emissão de carbono e o impacto ambiental positivo.
  • Escalável: Acessível a todos os produtores, independentemente do porte de sua propriedade.

A adoção de modelos de integração (ILP/ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o acesso à assistência técnica e a implementação da rastreabilidade individual são práticas que precisam ganhar escala.

O Brasil está posicionado para ser uma potência mundial de alimento e energia, e a rastreabilidade é a chave para mostrar ao mundo a sustentabilidade e o compromisso da pecuária brasileira com o futuro.



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Produtores de cafés especiais querem renegociar contratos futuros por causa do tarifaço



O tarifaço tem causado preocupação entre produtores de cafés especiais. De acordo com a Associação de Cafés Especiais, produtores estão estudando renegociar contratos futuros.

“Alguns operadores do mercado já vê buscando entender e renegociar contratos futuros, buscando repartir parte dessas tarifas com alguns e produtores es exportadores e cooperativas, de modo a impactar de maneira diminuída o consumidor americano. A BSCA continua a trabalhar junto ao governo americano e às entidades americanas e brasileiras, no sentido de diminuir os impactos negativos da entrada em vigor da tarifa de mais 40% sobre o café especial brasileiro”, afirma Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.

Maior comprador

Os EUA são o maior comprador de café do brasileiro e o Brasil é responsável por cerca de 30% das importações de café verde norte-americanas. Por conta desses números, analistas do mercado avaliam que apesar de ter ficado fora da lista de quase 700 exceções, o café deve ficar isento da taxa de 50% em breve.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”, afirma Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado.



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A menor em quase 20 anos! Área de soja semeada terá pouco avanço na safra 25/26



A consultoria Pátria Agronegócios divulgou sua estimativa para a safra de soja 2025/26 no Brasil. Segundo Matheus Pereira, sócio-diretor da consultoria, a área total estimada a ser semeada em 25/26 é de 48,13 milhões de hectares, um aumento de apenas 1,43% em relação à safra anterior. Esse é o menor crescimento registrado nos últimos quase 20 anos, desde a temporada 2006/07.

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O cálculo considera os dados de produtividade dos últimos dez anos nas regiões Centro e Sul, com projeção linear para o próximo ciclo. Já para as regiões Norte e Nordeste, a base histórica usada é de cinco anos.

Além disso, a produção total brasileira inicial está projetada em 166,56 milhões de toneladas, abaixo do volume observado em 2024/25.

As estimativas serão atualizadas conforme o avanço do plantio. A próxima rodada está prevista para quando mais de 50% da área nacional estiver semeada, permitindo uma análise mais precisa da qualidade das lavouras e do desempenho inicial da safra.



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Em meio ao tarifaço, exportações brasileiras cresceram 4,8% em julho



As exportações brasileiras cresceram 4,8% em julho, em termos de valores, na comparação com julho de 2024. No acumulado do ano, foram exportados R$ 198 bilhões em produtos nacionais. De acordo com o governo federal, o aumento foi expressivo graças aos negócios com os Estados Unidos, México, Argentina, União Europeia e Japão.

Em termos de volumes, o crescimento das exportações foi ainda maior: 7,2%, também na comparação com julho do ano passado, tendo por base dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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“No mês passado, o Brasil exportou US$ 32,31 bilhões. No acumulado do ano, até julho, as exportações brasileiras somam US$ 198 bilhões, o que representa um crescimento de 0,1% em valor e de 2% em volume, sobre igual período de 2024. No ano, a corrente de comércio soma US$ 359 bi, com saldo de U$ 37 bilhões”, detalhou o ministério.

Destinos

O crescimento nas exportações envolveu “vários destinos”. Em termos percentuais, o que registrou maior crescimento de volume – na comparação julho de 2025 com julho de 2024 – foi a Argentina (42,4%).

No caso do México, o aumento das exportações ficou em 17,2%. Já as exportações para a União Europeia cresceram 7,4%, na mesma base de comparação, relativa ao volume. Para o Japão, o aumento ficou em 7,3%, enquanto para os EUA ficou em 5%.

Produtos

Carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado estão entre os produtos que registraram maior crescimento, na comparação mensal.

“A Indústria de Transformação (aquela que transforma um material primário em um produto final ou em um intermediário destinado a outra indústria de transformação, como a celulose sendo transformada em papel, por exemplo) foi o setor que teve o maior crescimento em valor (7,4%), seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%)”, detalhou o MDIC.
Importações

Também na comparação mensal, as importações brasileiras aumentaram 8,4% em termos de valor. Com isso, o mês de julho fechou em US$ 25,2 bilhões, com destaque para bens de capital (13,4%), bens intermediários (10,8%) e bens de consumo (5,1%).
“No ano, o aumento das importações é de 8,3% em valores e de 9,7% em volume, somando até julho US$ 161 bilhões”, informou a pasta.



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Associação promove curso de capacitação para pilotos agrícolas



Promovido com apoio de produtores rurais do Oeste da Bahia, um curso de capacitação direcionado a pilotos agrícolas em combate aéreo para atuarem em incêndios de campos e florestas, será realizado entre os dias 11 e 15 de agosto, em Luís Eduardo Magalhães.

O curso comtemplará uma carga horária de 30 horas e será ministrada pela instrutora de aviação agrícola e de combate a incêndios Mônica Sarmento no Complexo da Bahia Farm Show.

As aulas teóricas serão ministradas no complexo e as práticas em uma propriedade rural no mesmo município.

O curso tem como proposta garantir a atuação com segurança e efetividade no combate aéreo de incêndios florestais em áreas rurais.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que organiza a capacitação serão 50 pilotos e aeronaves no curso.

Importância

O gerente de Sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto explica que a entidade agrícola tem um compromisso em unir produção de alimentos e preservação do Cerrado por meio do combate aos incêndios florestais, reforçando a segurança das propriedades e comunidades, que exige preparo técnico, precisão e responsabilidade.

“É por isso que estamos promovendo esta capacitação pioneira e necessária, com o apoio dos produtores e de parceiros estratégicos, voltada a quem está na linha de frente do combate aéreo ao fogo: os pilotos agrícolas. Este curso não é apenas uma exigência técnica é um passo firme na construção de uma agricultura mais segura, sustentável e responsável”, explica o gerente.

Além disso, o projeto tem apoio da ABA, Agroplus, Prodeagro, Abapa, Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Governo do Estado da Bahia e o Grupo Franciosi.

No encerramento, os pilotos receberão os certificados durante uma cerimônia que contará com a presença do presidente da Aiba, Moisés Schmidt, autoridades e representantes das instituições parceiras.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Governo do Paraná anuncia pacote emergencial para minimizar impacto do tarifaço



O governo do Paraná anunciou nesta semana um pacote de medidas emergenciais para mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O tema foi um dos destaques do Agroleite, evento realizado em Castro (PR), que reúne lideranças do agronegócio, produtores e parlamentares.

Entre as ações anunciadas, estão linhas de crédito com juros reduzidos, destinadas especialmente às indústrias e produtores rurais afetados pelas novas taxas de exportação. O objetivo do governo estadual é preservar toda a cadeia produtiva paranaense, com foco no agronegócio, um dos setores mais atingidos.

Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, já estão sendo liberados créditos de ICMS para capital de giro, além da abertura de duas linhas de crédito com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), totalizando R$ 200 milhões.

“Nós já abrimos duas linhas de crédito no BRDE, com taxa de juros de inflação mais 4% ao ano, para financiar de R$ 500 mil a R$ 10 milhões para capital de giro. Isso ajuda empresas que estão com férias coletivas ou sem faturamento a sustentarem esse momento, enquanto a diplomacia tenta derrubar essa estúpida tarifa de 50%, que só o Brasil enfrenta”, afirmou Ortigara.

Importação predatória

A crise provocada pelo tarifaço e pela importação predatória de leite também foi discutida na edição itinerante da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada durante o Agroleite. Parlamentares reforçaram a importância de medidas para proteger o setor agroindustrial do estado.

O deputado Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura da Alep, destacou a necessidade de atuação do Estado para garantir a sobrevivência do produtor rural.

“Precisamos proteger o setor neste momento e também acreditar na diplomacia para buscar novos mercados. Os produtos brasileiros são de qualidade e têm espaço em qualquer lugar do mundo”, defendeu o parlamentar.

A importação de leite, que vem crescendo de forma contínua, também é alvo de críticas do setor produtivo. A concorrência com produtos importados, muitas vezes com padrão inferior de qualidade, tem colocado em risco a viabilidade econômica de produtores paranaenses.

“Quando o produtor investe em genética e tecnologia para entregar um leite de qualidade, não é justo competir com um produto importado mais barato e inferior. Se o governo federal não agir, muitos vão desistir da atividade”, alertou Anibelli Neto.

Bateu recordes

Segundo a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Nicolle Wilsek, a entrada de leite estrangeiro no mercado brasileiro segue em alta.

“A importação continua em números elevados, batendo recordes. Não somos contra a importação, mas é preciso haver regulamentação, limites e condições claras para garantir que o produto nacional seja competitivo”, explicou.

Quem sente diretamente os efeitos dessa concorrência é o produtor Adão Streski, que relata perdas significativas de rentabilidade.

“Hoje estamos recebendo cerca de R$ 2,30 pelo litro, mas os custos dispararam: ração, silagem, adubo, medicamentos… tudo subiu. Só o preço do leite caiu”, lamenta.



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AgroNewsPolítica & Agro

90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Pesquisador da Embrapa Soja explica como evitar a quebra de hastes nas lavouras



O aumento dos casos de quebra de hastes em lavouras de soja no Paraná e no Mato Grosso, nas duas últimas safras, tem preocupado produtores e pesquisadores. Estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa Soja, da Fundação Rio Verde e da Unesp indicam que o problema não é causado por uma doença, mas sim por uma reação das plantas a condições ambientais adversas.

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O time do Soja Brasil conversou com Maurício Meyer, que detalhou os fatores climáticos associados à quebra das hastes e esclareceu por que a hipótese de relação com doenças foi descartada. Embora os estudos ainda estejam em fase inicial, já apontam uma variação na sensibilidade das cultivares ao problema. Ainda assim, são necessários novos levantamentos para caracterizar com mais precisão as variedades comerciais utilizadas nas áreas afetadas.

De acordo com Meyer, algumas condições ambientais se repetem nas áreas afetadas. Foi observada maior frequência de chuvas durante a fase vegetativa da cultura, seguida por períodos de elevadas temperaturas no início da fase reprodutiva. Essa sequência de eventos climáticos favorece o estresse fisiológico da planta, o que pode resultar na quebra da haste.

A hipótese de que o problema tivesse ligação com doenças causadas por fungos ou bactérias foi descartada após uma série de análises conduzidas pela Embrapa. “Na verdade, essa condição de causa abiótica foi assumida pela Embrapa com base em um conjunto de resultados de estudos”, explica o pesquisador.

“Entre os resultados, destacam-se a distribuição e incidência incompatíveis com doenças de plantas, a falha na reprodução dos sintomas pela inoculação de microrganismos isolados, a baixa frequência de fitopatógenos em estudos de metagenômica e as alterações vasculares no câmbio das plantas afetadas, observadas por microscopia. Essas alterações foram um indicativo importante, reforçando a hipótese de estresse abiótico como principal causa do problema”, explica Meyer.

Como evitar o problema na lavoura de soja?

“Embora ainda não exista uma solução definitiva para o problema, práticas de manejo cultural podem ajudar a reduzir os danos nas lavouras. Entre as orientações estão a manutenção de uma cobertura uniforme do solo com palhada de gramíneas, o uso de cultivares menos sensíveis, o manejo adequado do solo para favorecer o bom desenvolvimento radicular e a adoção de estratégias de drenagem eficientes”, comenta Meyer.

Estudos preliminares também indicam que há variabilidade na sensibilidade das cultivares de soja à quebra de hastes. Algumas variedades demonstraram maior tolerância ao estresse climático que favorece o problema, mas ainda são necessários mais estudos para identificar com precisão quais são essas cultivares e como elas respondem em diferentes condições de cultivo.



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cargos, salários e desafios do INSS



O agronegócio brasileiro evolui rapidamente em produtividade, tecnologia e profissionalização. Mas a gestão de pessoas no agro ainda é um desafio para muitos produtores rurais. Implantar planos de cargos e salários e lidar com os entraves da Previdência Social exigem organização, estratégia e sensibilidade com os trabalhadores.

Segundo a consultora Jacqueline Lubaski, ainda é comum a ideia de que esse tipo de planejamento é restrito ao ambiente urbano. Mas a realidade das propriedades rurais já mudou.

“Hoje, criar critérios claros de promoção, bonificação e valorização faz toda a diferença na retenção e motivação dos colaboradores no campo”, afirma.

Por que implantar um plano de cargos e salários?

Criar um plano estruturado ajuda a:

  • Valorizar o tempo de casa e a experiência do funcionário
  • Evitar desmotivação ao contratar novos colaboradores com salários semelhantes
  • Estabelecer critérios de crescimento horizontal e vertical
  • Estimular o desempenho com avaliações periódicas
  • Reduzir a rotatividade e os custos com novas contratações

Uma sugestão prática: o produtor pode estabelecer níveis salariais com base em tempo de serviço (ex: 5% a mais a cada 5 anos) e também em desempenho.

“Cada fazenda pode adaptar conforme sua realidade, mas é essencial ter regras claras e registradas”, explica Lubaski.

O gargalo do INSS nas propriedades rurais

Se por um lado cresce a profissionalização na gestão, por outro os desafios com o INSS se intensificam. A dificuldade de agendamento de perícias, a falta de acesso digital e o tempo excessivo para retorno têm prejudicado funcionários e empregadores.

Lubaski relata casos de colaboradores que ficam meses sem salário após 15 dias de afastamento, pois não conseguem realizar a perícia médica. A responsabilidade de pagar os primeiros 15 dias é do empregador, mas a partir do 16º é do INSS. Quando não há atendimento, o trabalhador fica sem renda, o que gera impacto direto na fazenda.

“Estamos vendo funcionários passando necessidade. E não é só em Mato Grosso. É no Brasil inteiro”, alerta a especialista.

Como o produtor pode ajudar?

Frente a esse cenário, algumas medidas têm sido adotadas:

  • Antecipação de férias ou 13º salário
  • Apoio com cestas básicas ou auxílio interno entre colegas
  • Intermediação digital para acesso ao portal Gov.br
  • Reforço de comunicação com sindicatos ou órgãos públicos

A moradia na fazenda pode amenizar parte das dificuldades, mas a situação exige atenção do poder público. A ausência de estrutura de atendimento do INSS em cidades do interior afeta diretamente a dignidade de quem trabalha no campo.

Passos práticos para implantar um plano de cargos

Segundo Lubaski, quatro etapas são essenciais:

  1. Pesquisa salarial da região para evitar defasagens
  2. Pesquisa de clima organizacional para ouvir as demandas dos funcionários
  3. Definição de critérios de progressão (por tempo, desempenho ou formação)
  4. Comunicação clara sobre os níveis e possibilidades de crescimento

Pequenos ajustes podem ter grande impacto. Às vezes, um vale alimentação ou plano de saúde é mais valorizado do que um aumento salarial.

Acompanhe a entrevista completa com Jacqueline Lubaski no programa A Protagonista, onde ela compartilha experiências práticas e orientações sobre como estruturar uma gestão mais eficiente e humana no agronegócio.



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cotações reagem no começo de agosto



Os preços do suíno vivo caíram de junho para julho na maior parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo pesquisadores do instituto, ao longo do mês passado, a demanda por novos lotes de suíno vivo esteve enfraquecida. Este fato está atrelado ao recesso escolar e, em certa medida, à imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos às exportações brasileiras. 

O tarifaço elevou as especulações por parte de alguns agentes do mercado independente e dificultou possíveis reações nos valores.

Já neste começo de agosto, os valores passaram a reagir. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte vem do aquecimento na procura. 

Ressalta-se que o movimento de reação vem sendo verificado na maior parte das praças acompanhadas pelo centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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