domingo, maio 10, 2026

Agro

News

Brasil tende a liderar exportações globais de carne suína até 2030



A produção de carne suína no Brasil deu um salto de 12,8% nos últimos quatro anos, passando de 4,701 para 5,305 milhões de toneladas entre 2021 e 2024. Já as exportações tiveram acréscimo de 19,4% no período, indo de 1,13 para 1,35 milhão de toneladas.

Em termos de receita de embarques, a alta foi de 15,3%, saindo de US$ 2,6 bilhões para US$ 3 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a suinocultura é o setor de proteína animal brasileiro com o maior potencial de crescimento em exportações. “Não me surpreenderia se até o final dessa década o Brasil atingisse a liderança das exportações mundiais de carne suína”, afirma.

De acordo com ele, boa parte do continente asiático é, atualmente, dominado por carne suína do Brasil. “Em 2025, o Brasil se tornará o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, com um volume de exportação que deve atingir 1,4 milhão de toneladas e, para o ano que vem, mais de 1,5 milhão de toneladas.”

Tal desempenho é possível porque, na avaliação de Iglesias, o Brasil consegue algo que os grandes produtores de carne não estão sendo capazes de fazer: controlar os custos de produção.

“Nós percebemos esse cenário na União Europeia, nos Estados Unidos, em outros países do mundo, como a China, locais onde o custo para produzir é alto. Aqui no Brasil nós temos um custo relativamente controlado pela abundância de grãos que dispomos e também pelo mercado, com uma moeda que é fraca, o que aumenta a competitividade do produto brasileiro”, considera.

Mercados compradores de carne suína

Conforme os dados da ABPA, entre 2021 e 2024, a proteína nacional do porco ganhou novos mercados, passando de 86 para 94.

Em relação aos principais destinos da carne suína brasileira, em 2024 houve uma surpresa: as Filipinas lideram as compras, com 254,332 mil toneladas, ultrapassando a China, que adquiriu 241,008 mil toneladas. Os Estados Unidos, que taxaram as proteínas animais brasileiras em 50%, aparecem apenas em décimo lugar, com menos de 30 mil toneladas importadas.

Para Iglesias, a tendência é que as Filipinas continuem crescendo como um dos principais parceiros comerciais do Brasil quando o assunto são proteínas animais porque o país asiático tem demonstrado problemas em controlar surtos de peste suína africana e, portanto, demanda o produto brasileiro.

A respeito da inviabilidade de venda ao mercado norte-americano, o especialista considera que o Brasil não sentirá efeitos e conseguirá redirecionar suas exportações para outras nações, o que já vem acontecendo com a maior participação de nações como Cingapura, Japão e Vietnã.

O especialista de Safras & Mercado considera que o trabalho de abertura de novos mercados desempenhado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ABPA e outras entidades tem sido exitoso e que o potencial de exportação nos próximos meses é imenso.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Empresas de distribuição de insumos agropecuários associadas à Andav faturaram R$ 167 bilhões em 2024


O mercado de distribuição de insumos agropecuários alcançou um faturamento de R$ 167 bilhões em 2024, com a área de insumos respondendo por R$ 104 bilhões, a comercialização de grãos, por R$ 36 bilhões, e máquinas, serviços e outros, por R$ 27 bilhões. Os dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, uma iniciativa da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organização da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram apresentados parcialmente nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e referem-se às mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

A Pesquisa foi apresentada pelo presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e pela gerente de Inteligência de Mercado da Andav, Christiane Sales, que ressaltaram a maturidade do setor, com 77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos, presença em mais de mil cidades e mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados espalhados pelo país, configurando um segmento em constante expansão, com investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades.

Em termos de cultura, a liderança fica com a soja (49%), seguida por milho (20%). Em relação aos segmentos, os defensivos químicos responderam por 41%, enquanto os fertilizantes de solo, por 24% e sementes por 20%.

O mercado de distribuição segue crescendo em infraestrutura, com uma alta de 4,9% ante ao número de lojas em janeiro de 2024. A Pesquisa aponta que 43% dos distribuidores pretendem expandir nos próximos três anos, totalizando 551 novas unidades. No que tange ao aspecto tecnológico, o número de empresas que já utilizaram inteligência artificial (IA) cresceu 89% em relação a 2024.

O setor conta com 46 mil colaboradores diretos, está presente em todas as regiões, com forte impacto no desenvolvimento econômico local e na difusão de tecnologias no campo. A pesquisa mostrou que 45% dos associados aumentaram o número de colaboradores.

Em se tratando dos aspectos ESG, a Pesquisa Andav revelou que 80% dos associados realizou alguma atividade de responsabilidade ambiental, 74% realizaram iniciativas sociais e 83% possuem planejamento estratégico definido.





Source link

News

Leilão para recuperar áreas degradadas arrecada R$ 30 bilhões



O financiamento da primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil, que objetiva recuperar, nos próximos dez anos, 40 milhões de hectares de áreas degradadas para conversão em sistemas produtivos sustentáveis atingiu um novo marco: o segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e vai destinar cerca de R$ 30 bilhões à iniciativa.

Coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação visa impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade da agropecuária por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis.

“Vamos fazer a economia crescer, produzir mais alimentos, gerar empregos e preservar o meio ambiente. O governo do presidente Lula tem compromisso com a sustentabilidade e o combate à fome. Por isso, estimula as boas práticas do agro, que aumentam a produção sem desmatamento, reduzindo a emissão de carbono”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

A recuperação de terras degradadas aumenta a disponibilidade para a agropecuária, sem desmatamento de novas áreas.

De acordo com o Mapa, o leilão tem se mostrado um importante mecanismo para financiar o programa e os dez bancos vencedores se comprometeram com a restauração de, pelo menos, 1,4 milhão de hectares.

“O Caminho Verde Brasil cria condições para um aumento expressivo da produção de alimentos com certificação de sustentabilidade, para expandir as exportações para novos mercados, além de preservar matas nativas”, destacou o coordenador do Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin.

Segundo o Ministério, o leilão foi a primeira etapa e a pasta está buscando outros mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil e, assim, cumprir a meta do programa: restaurar 40 milhões de hectares em dez anos.

Entre as opções, o Mapa estuda a possibilidade de contratos de equity e barter com parceiros nacionais e estrangeiros interessados em promover a sustentabilidade do agro.



Source link

News

arroba e mercado atacadista sobem



Os preços do boi gordo seguiram em alta nesta quinta-feira (7) em um ambiente de negócios que sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre seis e sete dias úteis na média nacional.

“Ao mesmo tempo, as exportações apresentaram um ótimo resultado em julho, com uma perspectiva bastante favorável para as próximas semanas, com incrementos da demanda asiática, e com boa participação mexicana nas compras de carne bovina do Brasil”, diz.

  • São Paulo: R$ 314,25 — ontem: R$ 306,58 (+2,5%)
  • Goiás: R$ 293,75 — R$ 292,14 (+0,5%)
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 295,29 (+1%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 315,11 — R$ 308,75 (+2%)
  • Mato Grosso: R$ 299,32 — R$ 298,51 (+0,3%)

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, em linha com o bom potencial de consumo durante a primeira quinzena do mês.

“Importante destacar que a maior competitividade das proteínas concorrentes, com ênfase para a carne de frango ainda é uma variável determinante a ser considerada no curto prazo”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,60. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,4226 para venda e a R$ 5,4206 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



Source link

News

Confinamento lucrativo: como a escolha do volumoso impacta o seu lucro


Pecuaristas, a escolha do volumoso para a terminação intensiva é crucial para o sucesso da atividade. Em pleno período de confinamento no Brasil Central, a decisão sobre qual forragem utilizar deve considerar diversos fatores, como disponibilidade, custo, qualidade e a proporção na dieta. Uma escolha estratégica pode fazer toda a diferença no resultado financeiro da sua fazenda.Assista ao vídeo e confira as dicas.

Nesta quinta-feira (7), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi orientações valiosas sobre como escolher o melhor volumoso para o gado confinado.

O papel do volumoso na dieta e as opções de silagem

Compactação de silagem de milho. Foto: ReproduçãoCompactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

O volumoso, embora represente apenas 20% a 30% da dieta de confinamento (com 70% a 80% de concentrado), é um componente fundamental. A sua escolha impacta diretamente o custo e a qualidade da alimentação, influenciando o desempenho do gado.

Maurício Scoton analisou as principais opções de silagem, destacando seus prós e contras:

  • Silagem de milho:
    • Ponto negativo: Tem alto custo de produção e uma produtividade por hectare menor em comparação com outras forragens. A logística para a colheita e ensilagem também pode ser um fator que eleva o custo.
    • Ponto positivo: Seu valor nutricional é superior, especialmente pelo alto teor de amido, que é uma fonte de energia muito importante para o ganho de peso.
  • Silagem de capim:
    • Ponto positivo: Oferece uma alta produtividade por hectare, o que reduz consideravelmente o custo final da silagem.
    • Ponto negativo: A qualidade pode ser um desafio. Se a colheita ocorrer com muita umidade, pode haver fermentações indesejáveis, com perda de qualidade e aumento dos custos. É preciso profissionalismo e técnica apurada no processo de ensilagem para garantir um produto final de qualidade.
  • Silagem de sorgo:
    • Ponto intermediário: O sorgo fica no meio do caminho entre o milho e o capim. Sua produtividade é maior que a do milho, mas menor que a do capim. O valor nutricional, por sua vez, é inferior ao do milho, mas superior ao do capim, o que o torna uma opção de bom custo-benefício.
  • Busque orientação profissional e otimize o resultado

    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: ReproduçãoProcesso de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução
    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução

    A escolha do volumoso ideal não é simples e pode variar de fazenda para fazenda, dependendo das condições do solo, do clima e da logística da propriedade.

    Para tomar a decisão correta, o confinador de sucesso deve buscar a orientação de um bom técnico ou consultor especializado em nutrição animal.

    A consultoria profissional ajuda a analisar todos os fatores que interferem no resultado final, que é o ganho de peso do animal e a produção de arrobas com o custo mais baixo possível.

    Com a estratégia certa, é possível otimizar a dieta e, consequentemente, melhorar a rentabilidade do confinamento, garantindo que o investimento se traduza em lucros para a fazenda.



    Source link

    News

    Bons negócios no mercado da soja; saiba as cotações desta quinta-feira



    Esta quinta-feira (7) teve bons volumes de negócios no mercado brasileiro de soja, com destaque para os portos. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a combinação de dólar estável e alta em Chicago impulsionou as negociações. “Os prêmios seguem firmes, acima de US$ 2,00 por bushel no comprador FOB, o que sustentou os preços e incentivou o produtor a vender”, afirmou.

    • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

    No interior, o basis local continua elevado, com preços bastante descolados da paridade. A indústria segue ativa na ponta compradora, o que também favorece o fechamento de negócios. A maior parte dos volumes foi negociada com entrega e pagamento a partir de setembro. O mês de agosto segue com movimentação mais fraca, inclusive na janela de embarques, por limitações logísticas. Por isso, as melhores ofertas estão concentradas para os meses seguintes.

    Preços de soja no país

    • Passo Fundo (RS): subiu de 132,00 para 134,00
    • Santa Rosa (RS): subiu de 133,00 para 135,00
    • Rio Grande (RS): subiu de 139,00 para 141,00
    • Cascavel (PR): manteve em 134,00
    • Paranaguá (PR): subiu de 139,00 para 141,00
    • Rondonópolis (MT): subiu de 123,00 para 125,00
    • Dourados (MS): caiu de 121,50 para 121,00
    • Rio Verde (GO): manteve em 125,00

    Soja em Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sessão de quinta-feira com ganhos. O bom desempenho das exportações norte-americanas na semana impulsionou compras técnicas no mercado.

    As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2024/25, que começa em 1º de setembro, somaram 467.800 toneladas na semana encerrada em 31 de julho. Taiwan foi o principal comprador, com 150.400 toneladas. Para a temporada 2025/26, as vendas totalizaram 545.000 toneladas. A expectativa do mercado era de um volume entre 350 mil e 1,2 milhão de toneladas, considerando ambas as temporadas. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Na China, as importações de soja em grão em julho totalizaram 11,67 milhões de toneladas, um crescimento de 18,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,85 milhões de toneladas. Esse foi o maior volume já registrado para o mês de julho, impulsionado pelos embarques do Brasil em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somam 61,04 milhões de toneladas, um avanço de 4,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

    Contratos futuros de soja

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 8,50 centavos de dólar, ou 0,88%, a US$ 9,74 por bushel. A posição novembro subiu 9,25 centavos, ou 0,93%, para US$ 9,93 3/4 por bushel.

    Nos subprodutos, o farelo com vencimento em setembro avançou US$ 3,50, ou 1,28%, para US$ 276,10 por tonelada. O óleo de soja para o mesmo mês caiu 0,22 centavo, ou 0,40%, para 53,50 centavos de dólar por libra-peso.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,4226 na venda e R$ 5,4206 na compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



    Source link

    AgroNewsPolítica & Agro

    Suco de laranja fora da tarifa é um alívio


    A exclusão do suco de laranja brasileiro da nova tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe alívio imediato para uma das cadeias mais estratégicas do agro nacional. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, a medida evitou um colapso que afetaria não só a indústria, mas milhares de produtores no campo. O suco de laranja representa mais de 42% das exportações brasileiras para os EUA, e sua inclusão na tarifa teria impacto direto em bilhões de reais movimentados anualmente.

    Entre os cerca de 700 produtos isentos da tarifa, além do suco, estão fertilizantes, madeira tropical e sisal. Já itens como carne bovina, frutas frescas, manga e café seguem sendo penalizados. Avelar destaca que a presença de grandes indústrias brasileiras com operação nos EUA, como Cutrale e Citrosuco, facilitou o diálogo com o governo americano, mas alerta: isso não garante estabilidade a longo prazo.

    A instabilidade nas tarifas prejudica especialmente pequenas e médias empresas exportadoras, que operam com margens apertadas. Avelar defende que o Brasil separe diplomacia comercial de disputas políticas, mantendo negociações estratégicas com os EUA — segundo maior parceiro comercial do país. Ele também aponta entraves internos como carga tributária alta, legislação trabalhista ineficiente e infraestrutura precária, que limitam a competitividade nacional.

    O cenário ainda é de atenção. A exclusão do suco foi uma vitória, mas produtos como o café — responsável por 17% das exportações brasileiras aos EUA — seguem tarifados. O momento, segundo Avelar, exige articulação inteligente para garantir previsibilidade, segurança jurídica e crescimento sustentável ao agro brasileiro.

    “É o momento de deixar o confronto de lado e negociar com inteligência. Precisamos defender nossos interesses, sim, mas com estratégia, protegendo o comércio como um ativo nacional, afinal, o agro brasileiro é importante para o mundo. Mas para consolidar esse papel, precisamos de segurança jurídica, previsibilidade comercial e políticas que incentivem a produtividade. Só assim o Brasil será visto como parceiro confiável”, conclui Leandro.

     





    Source link

    News

    Carga de fertilizantes chega adulterada em Mato Grosso e polícia prende suspeitos



    Seis pessoas foram presas em flagrante nessa quarta-feira (6) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) durante uma ação que investigava a adulteração de fertilizantes.

    As capturas aconteceram em um barracão em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local era utilizado para desvio e adulteração de cargas. Um dos detidos estava armado e parte dos presos já havia sido autuada anteriormente pelos mesmos crimes.

    De acordo com o delegado da PCPR André Feltes, a operação foi deflagrada após a confirmação de que uma carga enviada do barracão no último sábado (2) chegou adulterada em Mato Grosso.

    Segundo a denúncia, os fertilizantes haviam chegado ao destino apresentando resíduos e colorações diferentes. A investigação apurou, ainda, que o caminhão que transportou o material havia saído de Paranaguá e realizado uma parada não programada no barracão da cidade paranaense.

    Os presos foram autuados pelos crimes de associação criminosa e induzir o consumidor a erro. Um deles também foi autuado por porte e posse ilegal de arma de fogo.

    “O grupo já estava sendo monitorado pelas equipes policiais. No local, foram apreendidos materiais utilizados para adulteração, maquinários e parte da carga desviada”, conta o delegado.

    Segundo ele, também foram apreendidos uma pistola, carregadores, R$ 4,1 mil em espécie e rádios comunicadores. Feltes destaca que a PCPR segue com as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a origem e o destino das cargas.

    A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal de São José dos Pinhais (GM).



    Source link

    News

    Empresa de queijeiros baianos conquista 10 medalhas no Prêmio Queijo Brasil


    A empresa do produtor de laticínios baiano, Whallas Correia Santos e sua esposa Roberta Gusmão, conquistou 10 medalhas no Prêmio Queijo Brasil 2025, o maior concurso de queijos artesanais do país, realizado em julho em Blumenau (SC).

    Com três gerações de tradição na produção de derivados do leite de búfala, a empresa da família, a Laticínios Búfalas Garota, de Itambé — município a aproximadamente 57 km de Vitória da Conquista —, garantiu o maior número de medalhas para a Bahia na oitava edição do evento: 4 de bronze, 4 de prata e 2 de ouro.

    A história de sucesso teve início em outubro de 2020, quando a família recebeu um convite da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB) para participar de um curso de produção de queijos de búfala no município de Umburatiba (MG).

    A experiência foi promovida pelo Sistema Faemg Senar, e de acordo com o produtor, um marco na evolução da empresa.

    “Foi um divisor de águas. Aprendemos muito, fomos recebidos com generosidade e voltamos com uma nova visão sobre o nosso trabalho”, relembra Whallas.

    Ao todo a delegação baiana, conduzida pelo Sebrae, conquistou 46 medalhas na premiação. A Cooperativa Capribéee, do município Curaçá (BA), também foi um dos destaques e levou a medalha de melhor queijo artesanal do estado, além de mais quatro (duas de prata e duas de ouro).

    “Hoje somos o laticínio mais premiado da Bahia, com orgulho e responsabilidade”, comemorou Whallas.

    Potencial da agroindústria artesanal

    De acordo com a Agência Sebrae de Notícias (ASN), com premiações em queijos de leite de vaca, cabra e búfala, a Bahia mostrou o seu potencial em diferentes territórios e sistemas produtivos, reforçando a força da agroindústria artesanal.

    A presença de vários produtores de diferentes regiões do Extremo-Sul ao Sertão evidencia o crescimento técnico das queijarias, muitas delas já regularizadas com a identidade regional valorizada e produtos de excelência reconhecidos nacionalmente.

    Os jurados do Prêmio Queijo Brasil, avaliaram diferentes tipos de queijos utilizando critérios como aparência, sabor, textura e fidelidade ao estilo.

    Após o reconhecimento do queijo de búfula produzido na Bahia, o queijeiro já tem planos de expandir o negócio de queijos artesanais de excelência para Minas Gerais.

    “Minas Gerais nos recebeu com generosidade, e é lá, em Jordânia, que estamos agora implantando mais uma queijaria artesanal”, destaca Whallas Correia Santos, proprietário do laticínio, que, ao lado da esposa Roberta Gusmão.


    Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





    Source link