sábado, maio 9, 2026

Agro

News

Preço do café cai pela primeira vez depois de um ano e meio, diz IBGE



Ao divulgar a inflação oficial de julho nesta terça-feira (12), que marcou 0,26%, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma percepção que não era registrada no país há mais de um ano: depois de 18 meses, o preço do café moído caiu.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que o café recuou 1,01%. Nos 18 meses anteriores, a alta do produto chegou a 99,46%, ou seja, praticamente dobrou de preço.

Com o recuo de julho, o café soma alta de 41,46% no ano e de 70,51% em 12 meses. A inflação anual do café moído faz do item o segundo com maior influência de alta no IPCA do mesmo período (5,23%), respondendo por 0,30 ponto percentual (p.p.). Fica atrás apenas das carnes, que representam 0,54 p.p. (alta de 23,34%).

Queda de preço

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, a queda de preço no mês passado é resultado da safra e não pode ser atribuída ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“São números de julho”, diz Gonçalves, destacando que a cobrança de 50% sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, entre eles o café, só começou no último dia 6.

“[Em julho], já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta”, sugere o analista.

Com a colheita, mais café fica à disposição para ser ofertado, fazendo com que a pressão provocada pela demanda dos consumidores caia e, consequentemente, os preços recuam.

Esse efeito, aliás, é um reflexo esperado também a partir do tarifaço, caso os produtores de café não consigam encontrar outros países que comprem o produto brasileiro, uma vez que as tarifas vão encarecer o café e fazer compradores americanos pensarem duas vezes antes de adquirir o item.

“Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços”, opina Gonçalves.

Clima e China

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), a alta do café nos 18 meses anteriores a julho era explicada por fatores como eventos climáticos, que prejudicaram a safra do grão, e por maior demanda mundial, impulsionada pelos chineses, que aumentaram o consumo da bebida.



Source link

News

Bahia e Emirados Árabes Unidos discutem termos para produção de tâmaras no semiárido baiano


Nesta segunda-feira (11), representantes da Bahia e dos Emirados Árabes Unidos discutiram os termos do acordo de cooperação técnica para implementação de um projeto inédito de cultivo de tâmaras no semiárido baiano.

A reunião online foi realizada sentre a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com a Fundação Zayed e a Al Foah Company, dos Emirados Árabes Unidos.

A proposta prevê um investimento de US$ 4 milhões ao longo de cinco anos, com o plantio inicial de 10 mil mudas da planta. O acordo deve ser formalizado no período da COP 30, marcada para novembro, em Belém (PA).

Segundo a Seagri, o acordo inclui transferência de tecnologia, capacitação técnica de agricultores e assistência especializada para viabilizar o cultivo em regiões com clima seco e quente, propício à tamareira.

Foto: Divulgação/Seagri

“A expectativa é que a Bahia se torne um novo polo produtor de tâmaras, aproveitando as características do semiárido. Estamos unindo esforços com parceiros internacionais e instituições de pesquisa para implantar uma cadeia produtiva sólida, geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional”, afirmou o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo.

Primeiras mudas no estado

As primeiras 100 mudas de tamareiras, de 12 variedades diferentes doadas pelos Emirados Árabes chegaram à Bahia em julho.

Cumprindo normas de controle, as plantas passaram por quarentena no Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), da Embrapa, em Brasília, e foram liberadas pela Adab após inspeção fitossanitária.

Bahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareirasBahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareiras
Edição: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia | Imagens: Divulgação/Adab e Freepik

Durante a reunião, o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Menezes, destacou o cuidado na introdução da cultura no estado.

“A introdução da tamareira na Bahia conta com toda a atenção da Adab, garantindo a segurança fitossanitária e a distribuição em regiões aptas ao cultivo. Estudos indicam que a tamareira se adapta bem a climas quentes e secos, com irrigação controlada e manejo adequado, uma alternativa viável para diversificação produtiva e fonte de renda, principalmente, na região semiárida do estado”, explicou Menezes.

Potencial produtivo da tâmara

Com o manejo ideal, a tamareira pode começar a produzir entre quatro e seis anos após o plantio.

Além disso, quando atinge a maturidade plena, cada planta pode render até 70 kg de frutos por ano, o que a torna uma cultura de alto valor agregado, com forte apelo no mercado interno e externo.

De acordo com a Seagri, a Phoenix dactylifera, nome científico da tamareira, é uma palmeira robusta, que pode atingir até 30 metros de altura. Seus frutos têm polpa carnuda, sabor doce e alto valor nutricional.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pesca (Mapa) as importações brasileiras de tâmaras cresceram mais de 450% na última década — de 776 toneladas para mais de 4,3 mil toneladas por ano, o que indica um mercado consumidor em expansão e potencial para substituição de importações com produção nacional.

Participaram da reunião a assessora técnica da Seagri, Waleska Viana, representando a embaixada dos Emirados Árabes, Nobienne Freire, e a Fundação Zayed, o diretor de Parcerias Estratégicas Mohammad Amin.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

Ataque de carcarás a bezerros: entenda o motivo e como se defender


Pecuaristas, o ataque de aves de rapina, como o carcará, a bezerros recém-nascidos é um problema grave que pode causar perdas significativas nas fazendas de cria. Assista ao vídeo e descubra as razões por trás desses ataques.

Antônio Nogueira, que possui uma propriedade no Paraguai, enfrenta uma infestação de carcarás que atacam seus bezerros logo após o parto, em muitos casos causando a morte dos animais.

Esse problema se intensificou devido à concentração de nascimentos em um curto espaço de tempo, uma consequência direta do uso da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).

Nesta terça-feira (12), o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explicou a biologia do carcará e as medidas de prevenção para proteger o rebanho e garantir a sanidade e a sobrevivência dos bezerros.

A biologia do carcará: oportunista e necrófago

Foto: Reprodução

O carcará é uma ave de rapina da família dos falcões, mas não é um caçador tão poderoso. Suas garras são menos fortes que as de outras aves de rapina.

Ele é onívoro (alimenta-se de animais e vegetais) e, principalmente, oportunista e necrófago, ou seja, alimenta-se de carniça.

Guilherme Vieira ressalta que o carcará é um cleptoparasita, roubando alimentos de outras aves de rapina. Por isso, onde está o urubu, o carcará está por perto. O carcará não age sozinho: geralmente, o urubu age primeiro, e o carcará se junta ao ataque.

O ataque a bezerros se dá principalmente nos animais mais fracos, filhos de novilhas inexperientes que ainda não conseguem proteger suas crias adequadamente.

Causas e medidas de prevenção contra o ataque

Foto: Reprodução

O aumento da infestação de carcarás na fazenda de Antônio Nogueira se deve, provavelmente, à alta concentração de nascimentos em um curto espaço de tempo.

Essa concentração de partos resulta em um acúmulo de restos de parto, sangue e umbigo no pasto (chamados de fômites). Esse material em decomposição atrai os urubus e carcarás, que se aproximam e atacam os bezerros mais fracos.

Para prevenir os ataques, Guilherme Vieira recomenda as seguintes medidas de manejo e controle:

  • Separar as novilhas: Crie pastos maternidade exclusivos para as novilhas de primeira cria. Essas áreas devem ser localizadas mais próximas aos trabalhadores da fazenda, para facilitar o monitoramento e a vigilância constante.
  • Limpeza do pasto: Faça a limpeza do pasto sempre que possível, retirando os restos de parto. Essa simples medida evita que os carcarás sejam atraídos para a área de cria.
  • Manejo sanitário adequado: Dê atenção especial aos restos de parto em decomposição, pois eles são o principal atrativo para urubus e carcarás. Um ambiente limpo é a primeira linha de defesa contra esses ataques.
  • Vigilância: Acompanhe de perto os nascimentos para garantir que os bezerros não fiquem desprotegidos. A presença humana no local é um inibidor natural para as aves de rapina.

É importante ressaltar que urubus e carcarás são protegidos por leis ambientais, e qualquer tentativa de dizimá-los é crime ambiental.

A melhor estratégia para o pecuarista é o manejo sanitário e a prevenção, controlando a presença dessas aves no ambiente de cria e protegendo os bezerros de forma legal e sustentável.



Source link

News

John Deere lança colheitadeira inteligente com tecnologia preditiva inédita no mercado


Imagine uma colheitadeira capaz de antecipar as condições da lavoura, ajustar automaticamente sua operação e entregar mais produtividade com menor consumo de combustível. Essa é a promessa da nova S7 da John Deere, a primeira série de colheitadeiras com automação preditiva de velocidade.

Voltada a produtores de grãos, a S7 marca um novo capítulo na história da mecanização agrícola. Com sensores de alta precisão e conexão via satélite, o equipamento lê até 8,5 metros à frente da plataforma, antecipando cenários da lavoura e adaptando sua performance em tempo real.

A nova tecnologia permite ganhos reais no campo. A S7 é capaz de:

  • Aumentar em até 20% a produtividade operacional (ha/h)
  • Reduzir em até 10% as perdas de grãos
  • Economizar até 4,5% no consumo de combustível por hectare

Esses números são possíveis graças à integração entre imagens de satélite processadas pelo John Deere Operations Center™ e câmaras frontais embarcadas na máquina. Essa combinação gera um mapa preditivo de rendimento, que alimenta algortimos capazes de ajustar automaticamente a velocidade da colheita e outros parâmetros da operação, sem intervenção manual.

A colheitadeira mais inteligente do mundo

A S7 possui automações que preveem com até 3,6 segundos de antecedência, garantindo alimentação constante e maior eficiência ao longo de todo o dia de trabalho.

Além disso, o sistema ISS (Configurações Inteligente Inicial) utiliza dados de outras máquinas conectadas em um raio de até 80 km para configurar automaticamente os parâmetros ideais de colheita.

O monitor G5 Plus permite que o produtor defina os limites máximos para perdas de grãos, impurezas e grãos quebrados. A partir disso, a própria máquina realiza os ajustes necessários no rotor, côncavo e peneiras, garantindo qualidade superior do produto final.

colheitadeira John Deere linha S7colheitadeira John Deere linha S7
Foto: John Deere

Conforto, potência e conectividade

A Série S7 não impressiona apenas pela automação. Ela vem equipada com o que há de mais moderno em conforto, conectividade e performance:

  • Nova cabine premium: mais ergonômica, com multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay, 20% menos ruído e muito mais conforto para jornadas longas.
  • Nova arquitetura eletrônica de 32 bits e cabo Ethernet, que acelera a troca de dados e facilita diagnósticos.
  • Motores 13,6L de alta eficiência, com rotação nominal de 2000 rpm, otimizando o consumo e desempenho.
  • Sistema de desligamento automático dos sem-fins, que reduz o desgaste durante a operação.
  • Nova plataforma HDF50 pés e Premium Powercast, para espalhamento eficiente e redução da contrapressão.
  • Conectividade total com JDLink Boost integrado de fábrica, solução de internet satelital, garantindo visibilidade em tempo real de toda a operação.

Clique aqui e confira mais detalhes

Uma parceira do plantio à colheita

Com foco absoluto em eficiência, inteligência e automação, a nova colheitadeira S7 reforça o posicionamento da John Deere como líder em tecnologia agrícola.

Para produtores que valorizam uma experiência de colheita com inovação, performance e qualidade de colheita, essa é uma máquina que colabora do início ao fim da safra.

É tecnologia impulsionada pela inteligência da John Deere para garantir que cada hectare seja colhido com máxima eficiência e rentabilidade.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo avança com clima favorável e manejo adequado


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho nas principais regiões produtoras, com avanços no desenvolvimento vegetativo e nas práticas de manejo.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi concluída, com as últimas operações realizadas nos Campos de Cima da Serra. Conforme o boletim, as lavouras apresentam “excelente estabelecimento inicial”. Áreas implantadas no início de junho tiveram germinação desuniforme e baixa densidade de plantas devido ao excesso de chuvas, mas representam pequena parcela do total cultivado. Nas áreas semeadas mais cedo, já foram aplicados herbicidas para controle de plantas daninhas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Frederico Westphalen, os cultivos registram elevada taxa de afilhamento e avanço no desenvolvimento vegetativo em comparação à semana anterior. O boletim atribui esse resultado às condições climáticas favoráveis e à adubação nitrogenada. Nas lavouras mais tardias, há aplicação intensiva de herbicidas para controle de azevém, enquanto nas áreas mais adiantadas são realizadas aplicações preventivas de fungicidas.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento é considerado “muito satisfatório”, com vigor vegetativo e sanidade adequados. As lavouras semeadas no fim de maio, que representam cerca de 20% do total, estão entre o alongamento do colmo e o início do emborrachamento, devendo emitir espigas nos próximos dias. Segundo a Emater/RS-Ascar, o resultado é reflexo da boa implantação e da eficácia do manejo nutricional e fitossanitário.

Em Santa Maria, a alternância de chuvas e períodos de radiação solar favoreceu a retomada do crescimento vegetativo, permitindo a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, considerada estratégica para o incremento do perfilhamento e do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 98% das lavouras estão na fase vegetativa e 2% em fase reprodutiva inicial, com emissão de espigas. As condições climáticas amenas e a boa disponibilidade de água favoreceram o crescimento, com plantas entre 15 e 20 centímetros. Parte das áreas, no entanto, foi implantada com baixo nível tecnológico, sem adubação de base ou com doses inferiores às recomendadas, devido a restrições de crédito rural e ao alto custo de acesso ao Proagro.

Em Soledade, o tempo firme, as temperaturas amenas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento, intensificando a coloração verde das lavouras. Contudo, áreas conduzidas com baixa tecnologia apresentam deficiência nutricional agravada por processos erosivos causados por chuvas intensas. A Emater/RS-Ascar indica que essas áreas ainda podem se recuperar com a aplicação complementar de adubos nitrogenados, de acordo com o estágio das plantas.





Source link

News

Estados Unidos vender 4 vezes mais soja à China é inviável, avalia consultoria



No último domingo (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu publicamente que a China quadruplicasse suas importações de soja norte-americana.

O anúncio impulsionou o mercado, visto que na manhã de segunda-feira (11), o contrato spot na Bolsa de Chicago subia mais de 2%.

Atualmente, a China é a maior consumidora mundial de soja, tendo importado 105 milhões de toneladas em 2024, sendo que, desse volume, cerca de 21% partiram de lavouras norte-americanas, o equivalente a 22,1 milhões de toneladas.

Exportações dos Estados Unidos

Em nota divulgada nesta terça (12), a consultoria Datagro considera improvável que as vendas dos Estados Unidos à nação asiática alcancem o volume sugerido por Trump.

Isso porque, para chegar a 88 milhões de toneladas (volume que equivale a 75% da produção estimada para 2025/26 pelo USDA) seria necessário superar em 69% as exportações totais dos Estados Unidos em 2024 e em 39% o seu recorde histórico de embarques, alcançado em 2020.

“Um aumento dessa magnitude comprometeria quase que completamente as vendas dos Estados Unidos a outros destinos e afetaria a própria indústria norte-americana, que espera esmagar 69 milhões de toneladas de soja no próximo ciclo”, informa a Datagro.

Improvável, porém…

Enquanto aumentar em quatro vezes o volume total de vendas de soja dos Estados Unidos para a China seja pouco provável, qualquer elevação expressiva de vendas dos produtores norte-americanos pode representar potencial perda de mercado ao Brasil, ainda mais ao se considerar a alta representatividade brasileira nesse mercado (acima de 70% em 2024).

“Assim, uma eventual perda de participação no mercado chinês poderia representar pressão sobre os preços domésticos e os prêmios – dado que não existem outros países com o mesmo potencial de consumo de soja que a China”, destaca a consultoria.

De acordo com a avaliação da empresa, mercados alternativos, como Espanha, Tailândia e Turquia, têm porte muito menor e efeito limitado sobre as cotações. “Por isso, o tamanho real de um eventual acordo de compras com os Estados Unidos será determinante para medir os riscos e as alternativas de escoamento da soja brasileira”, finaliza a nota da Datagro.



Source link

News

Impacto do tarifaço deve ser maior nas regiões Norte e Nordeste, avalia especialista



Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos pode levar à perda de mais de 100 mil postos de trabalho no Brasil. Em entrevista com Pyscilla Paiva, no Mercado & Cia, o professor de direito do trabalho do Insper, Ricardo Calcini, destacou que parte dessas vagas está concentrada no agronegócio.

“O agro representa uma das parcelas mais importantes do PIB brasileiro, com destaque para café, carne bovina e suco de laranja. Lembrando que o suco de laranja foi isento do tarifaço norte-americano. No entanto, café e carne bovina devem sentir um forte impacto. Hoje, o mercado dos EUA absorve cerca de 30% das exportações brasileiras de café e aproximadamente 25% da carne bovina”, afirmou.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Segundo Calcini, só em Minas Gerais, a estimativa de prejuízo com a medida chega a R$ 1 bilhão. Grandes empresas do setor, como JBS e Minerva, já anunciaram a possibilidade de suspender exportações para reduzir perdas. Ele acrescenta que outros segmentos também serão afetados, como o de madeira ,que destina metade de sua produção ao mercado americano, enquanto pescado e açúcar sofrerão impactos menores.

O professor ressaltou que os efeitos serão sentidos de forma desigual pelo país. “O Brasil é um continente. No Sul e Sudeste, o impacto tende a ser menor pela maior diversidade de produtos exportados. Já no Norte e Nordeste, onde há maior dependência de poucas commodities e maior informalidade, o impacto será mais severo, afetando especialmente pequenos agricultores e exportadores”, disse.

Para mitigar os efeitos, Calcini defende a adoção de incentivos fiscais pelo governo federal e pelos estados. Ele citou o programa Acredita Exportação, que prevê ampliação de prazos e apoio financeiro aos exportadores, além de iniciativas estaduais, como linhas de crédito para pequenas empresas. Segundo o Sebrae, cerca de 4 mil pequenos negócios serão diretamente afetados, o que levou à criação de uma linha de financiamento de R$ 30 bilhões para manter a atividade econômica e preservar empregos.

Além dos incentivos, Calcini vê como estratégico buscar novos mercados. “O Brasil ainda depende fortemente dos Estados Unidos, nosso segundo maior parceiro comercial, atrás apenas da China. Precisamos fortalecer laços com a União Europeia, países asiáticos e também com a Índia, com quem já há tratativas para ampliar o comércio bilateral, reduzindo a dependência americana e protegendo postos de trabalho”.



Source link

News

USDA é divulgado e números não animam; confira as projeções da safra americana



O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,292 bilhões de bushels em 25/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 53,6 bushels por acre.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

No levantamento anterior, os números eram de 4,335 bilhões de bushels (117,98 milhões de toneladas) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado aguardava uma produção de 4,371 bilhões de bushels ou 118,96 milhões de toneladas.

Os estoques finais foram projetados em 290 milhões de bushels, o equivalente a 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões de bushels (8,44 milhões de toneladas) do relatório anterior. As expectativas do mercado apontavam para um carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas.

Esmagamento do USDA

O USDA manteve a projeção de esmagamento em 2,540 bilhões de bushels e reduziu as exportações para 1,705 bilhão de bushels, ante 1,745 bilhão indicado em julho.

Temporada 24/25 de soja

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, abaixo da estimativa de mercado de 344 milhões de bushels. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão de bushels e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços dos lácteos voltaram a cair



O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações




Foto: Divulgação

Os preços dos lácteos apresentaram baixas no mês de julho, refletindo um volume relativamente alto da oferta, apesar da entressafra, e uma competição em preços mais forte entre os laticínios, sobretudo no leite UHT e queijo muçarela. Estoques um pouco mais altos no mercado de leite UHT também influenciaram na queda de preços.

O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações e uma maior oferta doméstica, sem sustentação na demanda. Neste contexto, o mercado de leite Spot se manteve mais baixo e com tendência de recuo devido a aproximação da safra na maior parte do País.

As sinalizações dos Conseleites para o pagamento do leite entregue em julho apresentam relativa estabilidade. Enquanto em Santa Catarina e no Rio Grande Sul os preços ficaram estáveis, no Paraná e Minas Gerais as indicações foram distintas, refletindo o mix de comercialização e o período de fechamento das cotações.





Source link